Sustentabilidade

O que faz o Ministério do Meio Ambiente?

Com as eleições e a mudança presidencial, muito tem se falado do Ministério do Meio Ambiente, já que o presidente eleito Jair Bolsonaro prometeu, inicialmente, fundir as pastas da Agricultura com a do Meio Ambiente. Depois da eleição, o presidente voltou atrás e decidiu manter os ministérios separados, pela pressão popular e dos ruralistas. Mas você sabe pra que serve o Ministério do Meio Ambiente e quais os perigos da união dessas pastas? Vamos falar sobre isso?

O Brasil é uma República Federativa que tem o seu Poder Executivo composto por 23 ministérios (novembro de 2018), cada um deles sob tutela de um ministro que é, em tese, capaz de gerir os assuntos competentes à pasta daquele departamento O Ministério do Meio Ambiente (MMA) foi criado em novembro de 1992 com o objetivo de garantir que sejam implementadas políticas públicas ambientais no âmbito nacional.

Há um ano, estabeleceu-se novamente as competências do Ministério do Meio Ambiente sob a presidência de Michel Temer, na lei 13.502. É, portanto, de competência do MMA:

  • as políticas nacionais dos recursos hídricos e do meio ambiente
  • as políticas de preservação, conservação e utilização sustentável dos ecossistemas, da biodiversidade e das florestas;
  • a proposição de estratégias, mecanismos e instrumentos econômicos e sociais para melhorar a qualidade ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais;
  • as políticas de integração do meio ambiente e da produção;
  • as políticas e programas ambientais para a Amazônia Legal;
  • o zoneamento ecológico-econômico

E fazem parte do MMA algumas secretarias importantes:

  • Secretaria de Mudança do Clima e Florestas
  • Secretaria da Biodiversidade
  • Secretaria de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental
  • Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável
  • Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental

Ainda existem algumas entidades vinculadas ao MMA, chamadas de autarquias, que são empresas que realizam atividades para o Estado de forma descentralizada e com autonomia. É o Caso do IBAMA, por exemplo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Ele foi criado em 1989 e é o órgão executivo responsável pela execução da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA). Também tem a competência da preservação e conservação do patrimônio natural através da fiscalização. E é o IBAMA quem concede licenças ambientais.

Fonte: IBAMA

Também são entidades vinculadas ao MMA, a Agência Nacional das Águas, dedicada a garantir a execução a Lei das Águas do Brasil, n. 9433, que tem como uma de suas diretrizes garantir acesso à água de qualidade para toda a população. Com segurança e consciência dos nossos recursos.

Também está vinculado ao MMA, o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) que tem como missão executar as ações do Sistema Nacional de Unidades de Conservação e também proteger, fiscalizar e monitorar as Unidades de Conservação do Brasil.

Você consegue entender toda a estrutura do Ministério do Meio Ambiente por aqui.


Esse ano, a WWF lançou um relatório do financiamento público em meio ambiente no Brasil. E isso é fundamental pra gente entender a desvalorização que as florestas, as unidades de conservação e a preservação dos nossos recursos naturais têm no desenvolvimento das políticas públicas. Na Lei Orçamentária de 2018, o MMA recebeu um orçamento menor do que o da Câmara dos Deputados e do Senado. Ele recebeu 10% da verba recebida pelo Ministério de Minas e Energia e tem autorização para investir um pouco mais de 20% de todo o orçamento do Ministério da Agricultura.

É fundamental entendermos as estruturas políticas capazes de proteger e decidir sobre as questões ambientais do Brasil. Só assim somos aptos a cobrar melhores alternativas pro que é nosso e contribuir com o desenvolvimento sustentável do país. Vamos?


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E as novas economias?

E se a gente tratasse o lixo como matéria prima e ele voltasse pra natureza? Você já ouviu falar em economia circular? Vamos conversar sobre como funciona a produção, os bens de consumo e a logística desse sistema que reduz profundamente o impacto ambiental? A natureza é projetada para o desperdício zero, por que a gente não volta pra esse lugar? Dá um play e vamos conversar:

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Um olhar para dentro do Brasil

O Brasil tem uma fauna marinha muito rica, é um dos 5 maiores países do mundo em extensão e com a quinta maior população do mundo. Produz 80 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano que poderiam ser amplamente reciclados, mas não são. O problema do plástico traz consequências muito graves para as nossas tartarugas marinhas e para os animais brasileiros em extinção. Nós também somos responsáveis pelo desenvolvimento da sustentabilidade e da economia circular no Brasil. A Fe Cortez entrevistou quem protagoniza esses projetos de mudança e prova que é possível transformar o futuro de que em 30 anos vamos ter mais plástico do que peixes nos oceanos.

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Tecnologias para salvar o oceano

Há pouco tempo, a pesquisadora norte-americana Jenna Jambeck descobriu que descartamos 8 milhões de toneladas de lixo anualmente nos oceanos. Você já pensou como a ciência é fundamental pra sustentabilidade? Tem muita gente bacana contribuindo pra desenvolver tecnologia pra salvar o oceano, como o pescador que criou o Trash Skimming, capaz de recolher lixo da praia e entender sobre a biologia marinha do mar. A Fe Cortez foi pra Europa, pra San Diego e também por aqui no Brasil, conhecer alguns projetos maravilhosos que estão dispostos a colocar a ciência em prol do amor pelos oceanos. Vamos juntos?


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Você sabe o que são os microplásticos?

Você já parou pra pensar como a pesca impacta os oceanos? A gente fala muito por aqui do lixo plástico descartável e dos que consumimos diariamente (e muitos são recicláveis, mas já sabemos que não são necessariamente reciclados, né?). A Fe Cortez foi conhecer alguns projetos sustentáveis pra entender como o meio ambiente reage a um assunto tão sério como a pesca ilegal. As redes de pesca, por exemplo, são extremamente perigosas pro ecossistema marinho e pro desenvolvimento sustentável dos oceanos. Quer saber como? Dá um play pra entender qual é a nossa responsabilidade social nesse cenário.

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Estamos criando um oceano de plástico

Você já ouviu falar na Ilha de Plástico no Pacífico? Tá sabendo que ela é 16x o tamanho de Portugal? A websérie Mares Limpos veio pra debater os impactos da nossa poluição nos oceanos e sobre a urgente necessidade de uma conscientização ambiental a respeito da vida. A limpeza dos oceanos precisa estar atrelada aos temas urgentes do desenvolvimento sustentável e precisamos falar a verdade sobre a poluição marinha. Em 32 anos, os oceanos vão abrigar mais plástico do que peixes e 100% dos animais marinhos terão se alimentado ou sofrido com as consequências do lixo no mar.

A websérie idealizada pela defensora da campanha Mares Limpos da ONU Meio Ambiente e ativista ambiental, Fe Cortez, veio pra compartilhar os anseios de um mundo dominado pelo plástico. E nós precisamos agir agora, porque ainda dá tempo. Vamos entender o tamanho do problema?

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Sobre o Prêmio Lixo Zero

No último sábado, dia 20 de Outubro, rolou o primeiro Prêmio Lixo Zero do Brasil, uma realização do Instituto Lixo Zero Brasil em conjunto ao Menos 1 Lixo, com o apoio da Aspen Pharma e Purificadores Europa.


A cerimônia ocorreu às 19h no Auditório do Museu do Amanhã, contando com a presença de aproximadamente 200 pessoas, entre elas ouvintes, palestrantes e concorrentes.


O Prêmio Lixo Zero tem por objetivo promover e disseminar os melhores projetos brasileiros que representam a tomada de atitudes sustentáveis em prol do nosso meio ambiente. Promovendo reconhecimento, valorização e visibilidade às práticas que contribuem e reforçam o desenvolvimento do conceito “Lixo Zero” no Brasil.


“São muitas as boas práticas no Brasil, algumas com reconhecimento internacional, esta iniciativa valoriza o trabalho destes virtuosos.”

- Rodrigo Sabatini, presidente do Instituto Lixo Zero Brasil


Desse modo, a premiação foi dividida em seis categorias, visando abranger diferentes áreas dentro da sustentabilidade. Foi um total de 18 concorrentes, três por categoria, uma curadoria do Instituto Lixo Zero Brasil, cuja votação era aberta ao público, democratizando a escolha dos vencedores.


O evento foi aberto por uma fala do Rodrigo Sabatini, enfatizando a importância de um prêmio como o tal aqui no país, seguida de uma breve palestra do italiano Stefano Ambrosini, sobre o Lixo Zero na Itália. A noite contou com uma surpresa: premiações especiais para alguns destaques do ano, que também mereciam o apoio e reconhecimento na pauta da sustentabilidade.

Recebendo o prêmio de Certificação do Ano estavam Francisco Nilson Moreira, Eduardo Azambuja , Ricardo Emediato e Kallel Kopp, representando a R2 Produções, uma produtora de eventos que desvia o mínimo possível para os aterros sanitários. A cidade sulista, Florianópolis também foi premiada como a Cidade Lixo Zero, e quem recebeu a honra foi o vice-prefeito, Sr. João Batista Nunes.

Além destes, Jean Peliciari, líder do Dia da Limpeza Brasil e Let's Do It Brasil, levou para casa o prêmio de Revelação do Ano. E o ambientalista, André Trigueiro foi nomeado como Jornalista do Ano, por trazer à tona a temática da sustentabilidade na imprensa tradicional brasileira.

Após essa etapa, a Fe Cortez, idealizadora do movimento Menos 1 Lixo, teve a honra de apresentar e conceder os demais prêmios da noite.


A primeira categoria premiada foi Conscientização e Educação, projeto cujo maior objetivo é sensibilizar as pessoas, seja através da arte, teoria ou prática com resíduos. Concorrendo estavam o Instituto Ecosurf, uma organização criada por surfistas comprometidos com o combate à poluição nas praias e conservação dos oceanos, o movimento Pimp My Carroça, que dá visibilidade aos catadores, aumentando suas rendas, de maneira lúdica, usando o grafiti como ferramenta de sensibilização, e a Universidade Estadual de Santa Catarina, UDESC, que almeja contribuir para uma sociedade mais justa e democrática em prol da qualidade de vida e do desenvolvimento sustentável do Estado de Santa Catarina. E quem levou o prêmio pra casa foi o movimento Pimp My Carroça.


A categoria seguinte foi Redução e Reuso, premiando idéias que visam a redução do lixo, seja com atitudes ou produtos de reutilização e não de descarte. Concorreram Meu Copo Eco, um negócio de impacto que evita que mais de 1 bilhão de copos descartáveis se acumulem nos oceanos, Favela Orgânica, iniciativa pioneira nas comunidades do Rio de Janeiro com conceitos como consumo consciente, compostagem e hortas em pequenos espaços, e também o Banco de Resíduos, que visa transformar o desperdício em riqueza, incentivando ações empresariais sustentáveis na indústria. Nessa categoria o vencedor foi o Meu Copo Eco, representado pela Larissa Kroeff.


A premiação contou com a categoria Reciclagem ou Sistemas de Reciclagem, de empresas ou instituições que fazem parte da cadeia da reciclagem. Os participantes eram a YouGreen, uma cooperativa de catadores que realiza o trabalho de coleta seletiva, triagem, conscientização e logística reversa de resíduos recicláveis, a Cooperativa Ecco Ponto que começou com o objetivo de tirar as garrafas do rio, e hoje é fonte de renda de catadores e suas famílias, e a Proecologic, uma das únicas empresas no país que faz reciclagem de isopor, que já transformou mais de 50 milhões de quilos de resíduos de isopor e poliuretano. O vencedor dessa categoria foi a Proecologic.


Em seguida teve a categoria de Compostagem, empresa ou projeto social que usa a compostagem como negócio. Concorreram o CEPAGRO, que atua com agricultura urbana, desenvolvimento rural sustentável e educação agroecológica, como as hortas escolares, também competiu o Ciclo Orgânico, um negócio social que tem como missão co-criar uma comunidade em que lixo seja solução e não um problema através da compostagem, e a OEKO, empresa de produtos compostáveis para mitigar impactos ambientais, dando um fim correto aos resíduos orgânicos.  O prêmio foi entregue para Marcelo Chiabi, do Ciclo Orgânico.


Após isso vieram ao palco as concorrentes da categoria Estilo de Vida, pessoas que têm mudado seus hábitos e os compartilhando através de redes sociais. Lá estava a Cristal Muniz, dona do blog Um Ano Sem Lixo, no qual ela compartilha dicas práticas e objetivas para uma vida com menos lixo, a criadora da Casa Sem Lixo, Nicole Berndt, que busca uma vida sem desperdícios em família, colecionando experiências ao invés de coisas, e também o Tião Santos, liderança dos catadores no processo de fechamento, em 2012, de Jardim Gramacho, considerado o maior aterro sanitário da América Latina. Quem venceu a categoria foi o blog Um Ano Sem Lixo, da Cristal Muniz.


E por fim foi premiada a categoria Ações Comunitárias, projetos que atuam com pessoas carentes, catadores, sempre tendo o resíduos sólido como base. Concorreram o projeto ReciclAção de coleta seletiva e reciclagem com ênfase na mobilização comunitária, contribuindo para a erradicação dos riscos socioambientais do Morro dos Prazeres, a Revolução dos Baldinhos é a gestão comunitária de resíduos orgânicos sincronizada à prática de Agricultura Urbana em Florianópolis, e o projeto da Ecobarreira, de preservação do Rio Atuba através de um sistema original de materiais reciclados, que coleta lixos flutuantes no rio. O vencedor foi Diego Saldanha, representando o projeto da Ecobarreira.


A noite se encerrou em uma apoteose musical, com a apresentação da banda Lata Doida, utilizando instrumentos construídos a partir de materiais reciclados, envolvendo as dezenas de pessoas que ocupavam o auditório do Museu do Amanhã, fechando com chave de ouro uma noite memorável para o movimento lixo zero e da sustentabilidade no Brasil.


Todos os participantes ali presentes saíram vitoriosos apenas por dedicarem seus respectivos esforços em projetos e ações em prol do meio ambiente.


“É super importante disseminar a mensagem de que é possível produzir menos lixo e viver com mais qualidade. Levar uma vida Lixo Zero é incentivar a autorresponsabilidade de que nós somos o impacto que geramos.”

- Fernanda Cortez, idealizadora do Menos 1 Lixo


O Amanhã será construído através da inspiração. Pensando nas futuras gerações e na conscientização da sociedade. É fundamental revermos e repensarmos nossos hábitos e impactos enquanto moradores do planeta Terra.


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O projeto que limpa a superfície dos oceanos

Você já pensou em um sistema que retira os plásticos do alto mar? O The Ocean Cleanup foca seus esforços em tecnologia pra limpar a superfície dos oceanos. Uma implementação em grande escala do sistema, pode limpar 50% da Grande Mancha do Oceano Pacífico em 5 anos. E qual é esse sistema? Essa é a parte mais interessante do projeto. O Ocean Cleanup tem um sistema passivo que usa as forças oceânicas naturais pra concentrar e capturar o plástico.

A Fe Cortez entrevistou o Joost Dubois que conta tudo pra gente! Dá um play!

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Chicletes | Pequenos Lixos, Grandes Problemas

Você gosta de mascar chiclete? Tudo indica que esse é um costume beeeeem antigo, lá da época dos gregos e também lá dos tempos dos maias e astecas, que mascavam o látex do sapotizeiro. Mas não era exatamente o que a gente entende como o chiclete hoje, que começou a ser comercializado na década de 1870, quando Thomas Adams, um inventor norte-americano, produziu chicletes em formato de bolinhas com extrato de alcaçuz, com um cheirinho e gosto mais doces. E o nome que a gente conhece vem justamente da marca dele, a Chiclets.

No século seguinte, a fabricação natural do chiclete foi substituída por polímeros derivados do petróleo, pra baratear a produção. Com a evolução da ciência, os chicletes passaram a ter opções sem açúcar, por causa das cáries e alguns até estimulam a produção da saliva. Só o fato dele ser produzido com algo derivado do petróleo já dá pra entender porque prejudica o meio ambiente, certo? Mas vamos lá. Quantos chicletes você já encontrou nas calçadas, no transporte público, em banco de praça, na sola do seu sapato? Muitos passarinhos e aves acham que o chiclete é alimento e morrem asfixiados ou por inanição. Os cachorros e gatos também podem comer sem querer, né? Quando descartados no mar ou nos rios, eles ainda prejudicam os ecossistemas marinhos, já que demoram 5 anos pra sumir na natureza.

Bom, além disso tudo, as embalagens do chiclete por si só já são um problema, né? Quase sempre feitas de plástico e quando não, você joga nas lixeiras da coleta seletiva?

Só no Brasil, consumimos 18 milhões de gomas de mascar diariamente. Somos o terceiro país do mundo nesse consumo e produzimos 57 mil toneladas por ano. Ficamos atrás dos EUA, que produz 224 mil toneladas e da China, que produz 148 mil.

E a gente entra naquela reflexão: vale a pena?





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E as pautas ambientais dos presidenciáveis 2018?

O que você prioriza em ano de eleição? O processo democrático tem o voto como uma das ferramentas mais importantes e é o maior exercício de cidadania que a gente pode garantir. Quase sempre as pautas dos presidenciáveis são focadas na economia, na saúde, na segurança e na educação, os pilares que valorizamos em uma sociedade que funciona bem.

Mas você já deu uma olhada nas pautas de sustentabilidade delxs? Será que elas existem de verdade ou são pautas decorativas? Você sabe o que elas abordam? Defender sustentabilidade vai muito além de pensar nas florestas, nos oceanos e nos animais. Significa investir em saneamento básico, defender reservas indígenas e valorizar a qualidade de vida das pessoas que moram no planeta.  

A ONG FunVerde se debruçou nas pautas dos 13 presidenciáveis e você pode ler com calma cada um deles pra entender um pouco mais das propostas.  Também vale ler a matéria completa do Observatório do Clima com todas as propostas dos candidatos para as questões do clima e do aquecimento global.

Retirado do site do Observatório do Clima


O GreenPeace também fez um documento incrível sobre os maiores riscos que cada candidato representa paras pautas ambientais e destacou os mais problemáticos nesse sentido: Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (Podemos) e a vice-presidenciável de Ciro Gomes (PDT), Kátia Abreu (PMDB).

O candidato do PSL é o campeão dos que promete um retrocesso nas questões socioambientais. Ele se comprometeu com a extinção do Ministério do Meio Ambiente e já se mostrou favorável com a retirada do Brasil do Acordo de Paris 2015. Ele afirmou que quer desempoderar órgãos de fiscalização a crimes ambientais, como o Ibama e quer enfraquecer as regras do licenciamento ambiental. E disse que vai ocupar áreas protegidas e florestadas, como as terras indígenas e quilombolas. Por último, Bolsonaro propõe o armamento dos proprietários rurais e é a favor da PL do Veneno. Ele já foi multado pelo Ibama por pescal em área de proteção ambiental.

O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, também apoia e aprova a PL do Veneno, o que choca os ativistas, já que Alckmin é médico e conhece os malefícios dos agrotóxicos pra nossa saúde e do planeta. Ele simplesmente ignora as considerações do INCA, Fiocruz, ONU, Ibama, etc.

Também o candidato Álvaro Dias (Podemos) defende a lei de liberação dos agrotóxicos no Brasil. No caso do presidenciável Ciro Gomes (PDT), a vice Katia Abreu (PMDB) é quem ganha o destaque, já que ela é uma das maiores figuras do agronegócio brasileiro. Em agosto de 2012, a propriedade do irmão da vice presidenciável foi denunciada por quase 60 trabalhadores em condições análogas à escravidão. Também o filho, Irajá Abreu e deputado, é autor de muitas propostas polêmicas quando o assunto é agricultura e reforma agrária. Ela também estaria envolvida em casos de desmatamento e crimes ambientais em Tocantins e o The Guardian já declarou que ela é uma das parlamentares mais perigosas do país, nomeada pelo jornal como a Miss Desmatamento.

Retirado do site do GreenPeace Brasil

É extremamente importante a informação a respeito das pautas ambientais dos presidenciáveis. Educação, saúde, segurança e economia são fundamentais, mas nada disso está desconectado da sustentabilidade. Vamos estudar? A gente transcreveu os dados recolhidos pelo Observatório do Clima sobre todos os candidatos pra te dar essa força. Mas não deixa de ler o conteúdo completo, tá?


CIRO GOMES

Clima

  • Planos de colocar em operação ações para implementar as metas climáticas, de redução da emissão dos gases de estufa até 2020, definidas pelo Acordo de Paris e articular com outros países para que façam o mesmo;
  • Desenhar modelo de precificação da poluição (definição de formas de taxação para quem polui ou aprimoramento do mercado de certificados de emissão de carbono), com a criação de mecanismos de compensação financeira para atividades de impacto;
  • Desenvolver um sistema com informações sobre a emissão de carbono no país, por emissor.

Energia

  • Estimular adoção de energias renováveis como biocombustíveis, biomassa, hidráulica, solar e eólica, por meio de políticas públicas;
  • Promover a coordenação entre os atuais sistemas e linhas de financiamento destinadas à pesquisa ambiental e de sustentabilidade, incluindo a área de energia;
  • Petróleo: recomprar todos os campos de petróleo brasileiros vendidos ao exterior após a Lei da Partilha, pagando indenizações.

Desmatamento

  • Desenhar estratégia para redução do desmatamento;
  • Implementar as Unidades de Conservação (UCs) já criadas no Brasil com as devidas indenizações e/ou reassentamentos;
  • Elaborar plano de formação de arranjos produtivos locais no entorno dessas unidades, voltados para a prestação de serviços às mesmas, bem como o desenvolvimento do turismo sustentável
  • Criar concessões à iniciativa privada de áreas e equipamentos de uso público para exploração econômica de serviços permitidos em UCs;
  • Apoiar gestão das associações produtivas das comunidades da floresta e a implantação da infraestrutura necessária ao desenvolvimento das cadeias produtivas.

Agricultura

  • Ordenar uso e ocupação das terras no Brasil, destinando áreas a sistemas produtivos em regiões já modificadas pela ação humana;
  • Compatibilizar as agendas Marrom (Política Nacional de Meio Ambiente), Verde (Novo Código Florestal) e Azul (Política Nacional de Recursos Hídricos);
  • Desenvolver defensivos agrícolas específicos para as nossas culturas, de menor conteúdo tóxico para pessoas e o meio ambiente; incentivar a adoção de sistemas de controle alternativos na agricultura.


GERALDO ALCKMIN

Clima

  • Perseguir “com afinco” as metas assumidas no Acordo de Paris;
  • Usar os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) como referência no relacionamento externo brasileiro.

Energia

  • Priorizar políticas que permitam às regiões Norte e Nordeste desenvolver suas potencialidades em áreas como energias renováveis, turismo, indústria, agricultura e economia criativa

Desmatamento

  • Nada consta

Agricultura

  • Reforçar a liderança do Brasil na agricultura pela transformação do Plano Safra em um plano plurianual para dar previsibilidade às regras da política agrícola;
  • Garantir a paz e a segurança agrícola no campo.


GUILHERME BOULOS

Clima

  • Honrar os compromissos assumidos no Acordo de Paris: reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e restaurar 120 mil km² de florestas até 2030;
  • Reconhecer os “direitos da natureza” na Constituição, como foi feito por países como Equador e Bolívia

Energia

  • Superar o uso dos combustíveis fósseis e realizar a transição para energias renováveis de baixo carbono (como a eólica e a solar), proibir o fraturamento hidráulico do gás de xisto, que tem alto impacto ambiental;
  • Transportes: modernizar o setor, priorizar o transporte coletivo e sob trilhos (para carga e passageiros); reverter a cultura do automóvel nas grandes cidades;
  • Estimular o carro elétrico e reduzir a demanda de petróleo;
  • Usinas nucleares: manter as Usinas Angra 1 e 2 em operação até o fim de sua vida útil; suspender as obras e rediscutir com a sociedade civil a continuidade do projeto de Angra 3;
  • Usinas hidrelétricas: suspender as construções de novas usinas;
  • Pré-sal: reverter toda a legislação de privatização da exploração do petróleo e da Petrobras;
  • Transformar a Petrobras de uma empresa de petróleo em uma empresa de energia pública “democraticamente gerida”, com um setor voltado para desenvolver energias renováveis.

Desmatamento

  • Zerar o desmatamento em todos os biomas em uma década: para isso, será preciso estabelecer meta para restaurar florestas com espécies nativas;
  • Estabelecer política de estímulo ao aumento da produtividade agrícola nas áreas já desmatadas;
  • Promover aumento da eficácia na fiscalização da atividade agropecuária e grilagem de terra; confiscar bens associados a crimes ambientais;
  • Criar novas áreas protegidas;
  • Usar a tributação para o estímulo à conservação, com o combate à sonegação do imposto territorial rural (ITR).

Agricultura

  • Criar incentivos financeiros para aumentar a produtividade e alterar a matriz produtiva agropecuária;
  • Fomentar a agricultura de alimentos saudáveis, priorizando vegetais, “voltada para a segurança alimentar do povo brasileiro”;
  • Limitar a produção de commodities para exportações.


JAIR BOLSONARO

Clima

  • Nada consta; candidato afirmou à imprensa que pretende retirar o Brasil do Acordo de Paris, por ele representar “ameaça à soberania nacional”

Energia

  • Desenvolver o potencial do Nordeste em fontes renováveis: solar e eólica; expandir a produção de energia e toda a cadeia relacionada, como produção, instalação e manutenção de painéis fotovoltaicos;
  • Realizar o licenciamento ambiental de PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) no prazo máximo de três meses;
  • Aumentar o papel do gás natural na matriz elétrica nacional.

Desmatamento

  • Nada consta

Agricultura

  • Criar uma nova estrutura federal agropecuária, responsável por: política e economia agrícola (inclui comércio); recursos naturais e meio ambiente rural; defesa agropecuária e segurança alimentar; pesca e piscicultura; desenvolvimento rural sustentável; inovação tecnológica.


JOÃO AMOÊDO

Clima

  • Nada consta

Energia

  • Ampliação da energia renovável na matriz energética;
  • Dar fim aos subsídios à energia não renovável, como gasolina e diesel.

Desmatamento

  • Eliminar o desmatamento ilegal;
  • Reduzir definitivamente o desmatamento ilegal na Amazônia Legal, com mais tecnologia e fiscalização (sic).

Agricultura


FERNANDO HADDAD

Clima

  • Introduzir agenda estratégica de transição ecológica, que colocará as políticas ambientais, territoriais, regionais, produtivas, tecnológicas, científicas e educacionais como aliadas;
  • Realizar uma reforma fiscal verde, com aumento progressivo do custo da poluição e prêmio à inovação de baixo carbono;
  • Desonerar investimentos “verdes” (isenção de IPI, dedução de tributos embutidos em bens de capital e recuperação imediata de ICMS e PIS/COFINS), reduzindo o custo tributário do investimento verde em 46,5%;
  • Sem elevar a carga tributária, criar um tributo sobre carbono, que já foi adotado em vários países para aumentar o custo das emissões de gases de efeito estufa;
  • Apoiar e incentivar os estados e municípios a adotarem uma política de gestão ambiental urbana que proporcione redução do consumo de energia, da emissão de poluentes que afetam a qualidade do ar, solo e água e de gases de efeito estufa.

Energia

  • Construir um modelo energético que terá como diretrizes: 1) a retomada do controle público, interrompendo as privatizações; 2) ampliação dos investimentos para expandir a geração com energias renováveis (solar, eólica  e biomassa); 3) tarifas justas; e 4) participação social;
  • Retomar o papel estratégico da Eletrobrás e da Petrobras;
  • Instalar kits fotovoltaicas em 500 mil residências por ano;
  • Impulsionar a micro e mini geração de energia renovável pela possibilidade de venda do excedente de energia produzido por residências e empresas;
  • Modernizar o sistema elétrico existente: usinas geradoras, substituição de combustíveis líquidos e carvão por gás natural e biocombustível, incorporação das tecnologias de futuro nas redes de transmissão (smart grid);
  • Perseguir o aumento da eficiência energética;
  • Fortalecer o Programa Reluz e estender o Programa Luz para Todos para localidades isoladas na Amazônia;
  • Retomar investimentos em infraestrutura de transporte limpa, com diversificação dos meios de transporte, incluindo ferrovias, hidrovias e meios menos poluentes.

Desmatamento

  • Assumir compromisso com a taxa de desmatamento líquido zero até 2022 e com o fim da expansão da fronteira agropecuária;
  • Fiscalizar o cumprimento do Código Florestal, incluindo o Cadastramento Ambiental Rural;
  • Fortalecer a proteção das unidades de conservação e dos demais bens da natureza;
  • Aperfeiçoar os mecanismos de governança em relação à Amazônia, por meio do diálogo federativo e participação social nos processos decisórios.

Agricultura

  • Criar instrumentos que valorizem a produção e a comercialização de produtos agropecuários de forma sustentável; promover a valoração econômica da preservação de recursos naturais nas propriedades rurais;
  • Utilizar, para a expansão da produção agropecuária, os mais de 240 milhões de hectares já abertos para agricultura e pastagens;
  • Implementar o Código Florestal com prazos, “sem mais prorrogações ou atrasos”;
  • Promover uma nova geração de políticas e programas voltados à questão agrária, agricultura familiar e agroecologia no Brasil, com reforma no ambiente institucional;
  • Desenvolver, em parceria com organizações públicas, universidades e sociedade civil projetos estratégicos para os assentamentos rurais.


MARINA SILVA

Clima

  • Alinhar políticas públicas (econômica, fiscal, industrial, energética, agrícola, pecuária, florestal, da gestão de resíduos e de infraestrutura) aos objetivos do Acordo de Paris;
  • Cumprir os compromissos assumidos pelo Brasil com uma estratégia de longo prazo de descarbonizarão da economia, com emissão líquida zero de gases de efeito estufa até 2050;
  • Descarboninzar a estrutura tributária: no curto prazo, aperfeiçoar a contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE, tributo que incide sobre combustíveis), com um adicional segundo a intensidade de carbono;
  • No médio prazo, incorporar uma taxa de carbono ao sistema tributário nacional, no contexto de uma ampla reforma tributária;
  • Implementar o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões e outros mecanismos para introduzir a precificação das emissões de gases de efeito estufa;
  • Promover desenvolvimento urbano que inclua a redução de gases de efeito esfufa entre as prioridades;
  • Apoiar os municípios a implementar planos de contingência e monitoramento de extremos climáticos para a prevenção e mitigação dos impactos.

Energia

  • Mobilidade urbana: desenvolver políticas que estimulem modais com baixa emissão de poluentes, geração de energia limpa, renovável e com eficiência energética; substituir veículos movidos a combustíveis fósseis pelos elétricos e movidos a biocombustíveis;
  • Eletrobrás: privatização será analisada no contexto da política energética nacional; deverá modernizar suas estratégias a fim de incorporar energias renováveis;
  • Petrobras: assumirá papel de liderança nos investimentos em energias limpas;
  • Potencializar a eficiência energética, por meio do estímulo regulatório com incentivos e metas em todas as etapas: geração, transmissão e distribuição até os consumidores;
  • Massificar a instalação de unidades de geração de energia solar fotovoltaica distribuída nas cidades e comunidades vulneráveis: meta é 1,5 milhão de telhados solares fotovoltaicos de pequeno e médio porte até 2022, representando 3,5 GW de potência operacional;
  • Renovabio: implementar o programa de biocombustíveis, que deverá criar 1,4 milhão de empregos até 2030.

Desmatamento

  • Atingir o desmatamento zero no Brasil, no menor prazo possível, com data limite em 2030;
  • Valorizar a floresta em pé, com o desenvolvimento de uma economia florestal e das comunidades tradicionais vinculadas à sua utilização e conservação;
  • Ampliar o sistema de monitoramento de desmatamento, degradação e mudanças na cobertura do solo;
  • Recuperar 12 milhões de hectares de florestas nativas até 2030, como manda o Acordo de Paris e gerar empregos nessa atividade.

Agricultura

  • Ampliar práticas de agricultura de baixo carbono nos Planos Safra anuais, com redução da burocracia e estabelecendo atrativos para adesão ao sistema;
  • Desenvolver programas de compensação financeira que beneficiem comunidades tradicionais e agricultores familiares pela conservação da biodiversidade e ecossistemas.

 

Pra finalizar, a gente vai te dar uma força em alguns links importantes pra essa eleição, tá?

A BBC fez um guia completo de todas as propostas dos presidenciáveis

O Gazeta do Povo reuniu os dados de todos os candidatos aqui

Pra entender mais sobre as coligações partidárias

Pra desenvolver educação política

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O que a TAG - Experiências Literárias tem a ver com o Menos 1 Lixo?

Nós amamos unir literatura e sustentabilidade e valorizamos muito as nossas parcerias. A TAG - Experiências Literárias é a mais recente delas. Você já conhece o projeto? A TAG é um clube de assinatura de livros que dispõe de duas modalidades: Curadoria e Inéditos. O primeiro é um kit com título recomendado por algumx grande escritorx convidadx e o segundo adianta o lançamento de best-sellers internacionais ainda inéditos por aqui. As caixinhas sempre vêm com outros presentinhos bacanas, como marcadores de página, mimos e posters. Hoje já são mais de 35 mil associados espalhados por 1500 cidades do Brasil.

Achamos super interessante conversar com eles sobre sustentabilidade. A TAG encomendou alguns copinhos para presentear assinantes que renovarem o plano anual. E é claro que aproveitamos a oportunidade linda pra conversar um pouco sobre o casamento entre literatura e o meio ambiente.


Qual foi a motivação para parceria com o Menos 1 Lixo?

A galera da TAG entende como motivação toda a relação do clube com os associados, que é baseada em surpresas e significados. Da chegada da caixinha, passando pela descoberta do título até o próprio mimo que compõe o kit, tudo é pensado do ponto de vista da experiência do assinante com a TAG. Os leitores estão "acostumados" a serem surpreendidos e, por isso, a galera busca superar expectativas todos os meses.


Como a TAG enxerga a sustentabilidade conectada com a literatura?

A TAG acredita que sustentabilidade vai além de zerar o uso de recursos, mas fazer uso deles com propósito e responsabilidade. Nós também :) Olha que bacana, a TAG procura trabalhar com fornecedores que investem em tecnologias sustentáveis, como máquinas sem uso de álcool, tinta a base de soja, chapas sem processamento químico e papéis certificados FSC, um sistema de certificação florestal internacionalmente reconhecido. Esse sistema garante que os produtos vêm de bom manejo florestal. Eles também trabalham a quantidade necessária de kits para demanda e devolvem as caixas excedentes ao fornecedor para que a reciclagem seja feita. Além do envio do estoque para reaproveitamento e o incentivo para que os associados reutilizem as suas caixinhas para soluções simples do dia a dia (como organizadores de gavetas, camas pros gatinhos, porta-objetos, etc). Também rola um projeto de doação de livros para escolas, bibliotecas e outras iniciativas que compartilham da filosofia da TAG.


Existe uma política de embalagem lixo zero dos kits?

A TAG evita o uso de plástico na composição dos kits, usando prioritariamente papel. Eles contaram, e isso é muito legal, que os próprios associados cobram do clube de assinaturas o banimento do plástico, garantindo que só usaram esse tipo de embalagem quando foi extremamente importante pelo acabamento ou detalhe do livro, mas que isso é bastante raro por lá.

No dia a dia da empresa, eles não usam copos plásticos descartáveis, usam pouquíssimo papel (quase todo o processo é digital) e são parceiros do ReCiclo, um projeto de coleta de resíduos orgânicos pela compostagem. Eles contaram que vários funcionários já optam pela bike para irem trabalhar.

E ficamos muito felizes da TAG apostar no nosso agente de transformação como capaz de superar essa expectativa tão especial dos associados.


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Como a sede da Copa do Mundo 2018 lida com o próprio lixo?

A Rússia tá bombando e não é pra menos, o maior país do mundo, com mais de 17 milhões de km² foi escolhido pra ser a sede da Copa em 2018. São 11 fusos horários diferentes e quase 150 milhões de habitantes! Não falta polêmica em território russo, mas já parou pra pensar como um país tão gigantesco lida com o próprio lixo? 

Isso é um problemão por lá, já que, segundo o Greenpeace, a Rússia produz 70 milhões de toneladas de resíduos por ano. Não existe uma estrutura consolidada de coleta seletiva e reciclagem na Rússia e em maio desse ano rolou um protesto contra os lixões, na cidade de Volokolamsk, bem pertinho de Moscou. Os russos pediam melhores condições, já que o cheiro do aterro era insuportável pra muita gente. Em março, 50 crianças precisaram de atendimento médico por intoxicação causada por um lixão da cidade. Em 8 anos, a capacidade dele foi ampliada em 10 vezes só pra abrigar o lixo local. As cidades próximas à capital recebem 16% de todo o lixo do país, cerca de 11 milhões de toneladas de lixo.

A previsão é que em 3 anos a capacidade dos aterros russos cheguem na sua capacidade máxima. Nos últimos 10 anos, os russos produziram mais 30% de lixo e, próximo a Moscou, foram fechados 24 lixões nos últimos 5 anos por conta da insalubridade. Em 2016, o país reciclou 9% do seu lixo e quase 3% dele foi incinerado. O que significa que mais de 85% do lixo produzido pelos russos foi direto pros aterros sanitários. No final do ano passado, o presidente Putin decretou uma lei obrigando as autoridades regionais a coordenarem os lixões com seus moradores e a criarem estações de triagem e reciclagem de lixo. Hoje parece que já são vistas algumas lixeiras pra separação pelas cidades.

Putin prometeu construir 5 incineradoras de lixo, 4 nos arredores de Moscou e 1 em Kazan, nas margens do rio Volga. Cada uma delas tem capacidade para 700 mil toneladas de lixo por ano e devem estar em funcionamento em 2021. Ainda existe muita polêmica sobre o assunto, já que incinerar o lixo ainda não é uma solução interessante pro meio ambiente. Durante o mês de junho, a Rússia recebeu mais de 1 milhão de turistas do mundo pros jogos da Copa... Já pensou pra onde foi todo esse lixo?

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Você conhece a Fenz Brazil?

Acreditamos que a arte, o design e as mídias podem transcender as fronteiras e inspirar uma mudança positiva. O projeto SaveOurOceans da Fenz Brazil veio para ajudar a dar aos oceanos a voz que eles desesperadamente precisam. Veio passar a mensagem da importância conservação marinha através do consumo consciente. Sabemos que nossos oceanos são um sistema de suporte de vida da Terra, fornecendo 70% do oxigênio que respiramos, um sexto da proteína animal que comemos, remédios que nos mantém vivos e saudáveis e muito mais. Nós humanos causamos impactos na forma de sobre pesca, no desenvolvimento costeiro e industrial, nas mudanças climáticas, nos plásticos e outras formas de poluição que afetam a saúde de nossos mares. Infelizmente esses problemas críticos são muitas vezes complexos e difíceis de entender e a arte, o design tem a oportunidade de traduzir esses fatos em histórias e que engajam o público e aumenta a conscientização.

Tudo começa com uma inspiração e tomamos essa causa como nossa responsabilidade. Transformamos o processo produtivo dos nossos produtos para uma cadeia sustentável e selecionamos fornecedores que estão em sintonia com nossos princípios, além de nos aliar à ONGs que trabalham com limpeza de praias globalmente, e que ou protegem à fauna marinha para destinar % de vendas de nossos produtos e apoiar os projetos. Além disso, estamos criando uma comunidade de embaixadores que estão promovendo mudanças locais e defendendo nossos mares com colaboração criativa.

FENZBRAZIL x MENOS1LIXO

Nossa parceria com o Menos1Lixo é perfeita, pois nos permite oferecer para nosso público o acesso de um conteúdo magnífico de conscientização, além dos copos reutilizáveis que são uma ferramenta poderosa para o combate dos copos descartáveis do nosso dia a dia.

Nós encorajamos você a mergulhar mais fundo:

Poluição Plástica

Em 2050, haverá mais plástico do que peixes no oceano.

Pelo menos 8 milhões de toneladas de plástico vazam no oceano a cada ano.

Cada pedaço de plástico já criado ainda existe em algum formato ou forma.

80% do plástico no oceano vêm da terra.

Crédito:  @jumartiss
Crédito: @jumartinss

Os plásticos estão comuns de se ver na praia quanto às conchas marinhas, mas o lixo plástico é mais do que apenas um distúrbio estético, é um sinal de que nós humanos estão tratando os oceanos como uma lata de lixo.

Hoje, os oceanos e a vida marinha estão enfrentando a ameaça de várias fontes de poluição, e o plástico está entre os mais significativos. O plástico responde por 60 a 80% do lixo marinho e, em áreas de alta densidade, chega a 95%. No meio do Pacífico Norte, o plástico supera o zooplâncton de superfície de seis para um. E o plástico nunca desaparece de verdade, cada pedaço de plástico que já foi feito ainda existe. Mesmo quando queimado, decompõe-se em partículas tóxicas e microscópicas. O plástico não é um material que nosso planeta possa digerir. Como diamantes, o plástico é para sempre.

Por exemplo, quando uma garrafa de plástico é descartada de forma inadequada, as chuvas e cursos de água podem varrê-la para uma calha e, eventualmente, para o mar. Flutuando no mar, a radiação UV do sol torna o plástico quebradiço. O plástico se divide em pedaços menores a partir do atrito das ondas. No devido tempo, o plástico se decompõe em partículas micro plásticas, que são fragmentos de plástico menores que um grão de areia ou a ponta de uma agulha. As correntes oceânicas varrem essas partículas de micro plásticas para áreas chamadas de giros, onde há altas concentrações de plástico.

Quase todo organismo marinho é contaminado por plástico, desde o plâncton microscópico até as baleias, os maiores mamíferos da Terra. Animais marinhos que se emaranham em plástico podem se afogar ou morrer de fome. O lixo de plástico pode parecer comida para algumas espécies marinhas. Sabe-se que tartarugas confundem sacolas plásticas com águas-vivas. As aves marinhas ingerem seletivamente cores específicas de plástico, confundindo-as com presas. O plástico é encontrado nos estômagos de 85% das espécies de tartarugas, 43% das espécies de aves marinhas e 44% dos mamíferos marinhos.

Comer plástico pode impedir a secreção da enzima gástrica (que é necessária para a digestão) e levar o animal a passar fome. Outros problemas resultantes da ingestão de plástico são a falha reprodutiva, os baixos níveis de esteroides e a ovulação retardada. O plástico ingerido também introduz poluentes tóxicos, como DDT e PCBs, nos corpos dos animais. Quanto mais alta a cadeia alimentar uma espécie, maior a quantidade de poluentes que ela terá. Assim, as correntes sanguíneas e os tecidos dos seres humanos têm níveis muito altos de substâncias químicas nocivas, lixiviados por plásticos. Esses produtos químicos são encontrados até em recém-nascidos e no leite materno.

Impactante?

SEJA VOCÊ TAMBÉM UM MAR DE MUDANÇA! SOMOS PARTE DO PROBLEMA, MAS PODEMOS SER A PARTE DA SOLUÇÃO!

Reveja seus hábitos e pensamentos! Vamos juntos para um mundo melhor!

Ah, em especial no mês do meio ambiente 10% das vendas dos nossos copos Fenz Brazil x Menos1Lixo iremos reverter para a ONG ROUTE.

Crédito: @jumartinss

Quer saber mais sobre os nossos impactos nos oceanos? Assiste à websérie Mares Limpos e vamos juntxs mudar esse cenário!

 
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The Next Black: o futuro fashion é tecnológico e sustentável






A ideia do filme é mostrar não só como será o novo uso da indumentária, mas como essa galera que está à frente nas pesquisas, está solucionando problemas que essa indústria têxtil vem causando há tempos ao meio ambiente, e diga-se de passagem, eles não são poucos. A AEG, empresa especializada em máquinas de lavar roupa, está por trás desse documentário, com o objetivo de desenvolver soluções hoje para as demandas de amanhã, tudo de forma sustentável e econômica. Eles inventaram, por exemplo, a tecnologia de aquecimento que gerou grande contribuição na eficiência energética das secadoras modernas.

As mentes inovadoras enxergam um potencial incrível nas novas tecnologias se aplicadas à responsabilidade social e é isso que vai transformar o futuro da moda e o modo como a gente consome. O filme mostra esse novo olhar sobre a indústria têxtil, mostrando que ela está mudando aos poucos, a partir de todas as inovações que estão surgindo.

Na Patagonia, marca de roupas para esportes outdoor, por exemplo, o investimento em reciclagem de tecido lidera as práticas sustentáveis no mundo, mostrando que essa indústria também pode ter mais responsabilidade social. A ideia é que os produtos sejam cada vez mais orgânicos e acolham a natureza, mas não de forma exploradora e sim reutilizável. É necessário focar em trazer material biológico e vivo para o mundo fashion. A Patagonia é realmente um caso à parte, que pensa seu produto para ser o mais durável possível, assim o consumidor não troca um casaco se ele rasgou, ele envia para a fábrica e ela é consertada para ficar novinha de novo.




Esse sistema inovador faz com que o consumo diminua. Poderemos usar uma peça de várias maneiras, transformá-la em outras e assim, talvez nem precisemos mais de um guarda-roupa abarrotado, afinal, agora menos é mais. Com tecnologia para criar novos tipos de tecidos e formas de expressar seu estilo, o novo pretinho básico será a reutilização.

E enquanto esse futuro não chega, o Menos 1 Lixo te dá dicas de como repensar seu guarda roupa, porque o consumo consciente começa a cada escolha.

"The Next Black" está disponível no Netflix. 

 
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1º de setembro, “Dia Mundial de Prece pelo Cuidado com a Criação”.

Depois de dedicar sua primeira Encíclica ao meio ambiente - 298º Encíclica  da Igreja Católica, porém a primeira que traz a sustentabilidade como tema central, Papa Francisco declarou hoje,  que 1º de setembro é o “Dia Mundial de Prece pelo Cuidado com a Criação”.


Ele já se apaixonou pelo projeto - e tem como não ser? Agora, além de vivenciarmos diariamente  a preservação dos recursos naturais, para que também, tenhamos nós mesmos qualidade de vida, devemos adotar tal data para pedir mais cuidado ao planeta.




“Como cristãos, desejamos contribuir para resolver a crise ecológica pela qual passa a humanidade atualmente”, disse Francisco para dois cardeais do Vaticano. Então anota a data aí, que já já chega! Enquanto isso, não  esqueça, cuidado é coisa de dia-a-dia. Vira hábito.

 

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A onda do 'no poo'

Depois do sem glúten e sem lactose, o "sem" do momento é o "no poo": sem shampoo. Ou, ao menos, low poo. Os adeptos da nova onda, lançada por Lorraine Massey, acreditam que é possível ter cabelos de cinema usando pouco ou nenhum shampoo.

Amplamente divulgada pelo best seller “Curly Girl”, a ideia da americana é que os sulfatos, - nocivos ao meio ambiente - retiram, além de sujeira, a proteção lipídica natural dos fios e do couro cabeludo, ressecando excessivamente o cabelo, prejudicando sua forma, principalmente nos cacheados.



Do shampoo o movimento passou para condicionadores e máscaras de tratamento. Quando corta-se totalmente o uso do sulfato, é essencial que se elimine também o uso de produtos insolúveis em água, como silicones, óleo mineral e parafina, que só podem ser retirados do fio através das substâncias detergentes pesadas. Assim, ao invés de shampoos sulfactantes, podemos utilizar receitas caseiras ou produtos com componentes mais leves. 

E existem muitas alternativas! Tem o mais fofo e badalado shampoo a seco: além de ser orgânico, economiza água. Outras marcas, como a Lush, lembraram ainda de não usar embalagem: o shampoo é feito em barra, orgânico, vendido a granel. Lindos e perfeitos para uma cabeça fresca.


Para fazer um detox total do couro cabeludo em qualquer uma das técnicas, recomenda-se uma esfoliação com açúcar mascavo e condicionador. Basta massagear bastante a mistura com a ponta dos dedos para uma limpeza profunda, hidratante e sulfact-free.




Misturar vinagre de maçã (ótimo, dá brilho e limpa) e bicarbonato de sódio é outra receitinha fácil. Mais uma dica: óleo de coco (é bom que tá na moda nas dietas, aproveita e usa no cabelo) e babosa: cabelos sedosos, brilhantes... E, por fim, mel. Sabia que deixa as madeixas hidratadas? A dica é pesquisar formas alternativas e suaves de lavar a cabeça. O uso de condicionadores permitidos misturados ao limão, por exemplo, é uma ótima maneira de eliminar resíduos do couro cabeludo. Mas não esqueça de retirar bem já que, aliada ao sol, a fruta pode causar queimaduras. E para a limpeza pesada do comprimento dos fios, aposte numa mistura de ½ xícara de bicarbonato de sódio com 1 xícara de água. O resultado é limpo, refrescante e natural.

A beleza e o planeta agradecem!

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