Reciclável x Reciclado | Guardanapo de papel

Quando falamos sobre hábitos sustentáveis, a adoção do guardanapo de pano (especialmente na rua) é algo que choca quase sempre. A primeira pergunta que surge é, “mas qual o problema do guardanapo de papel? Ele não é bom pro meio ambiente?”. Vamos falar sobre isso?

  Você já pensou quantas vezes por dia usa um guardanapinho de papel e joga fora? A gente tem o hábito de usar ele pra tudo. Antes de qualquer coisa, precisamos pensar na produção. Os guardanapos de papel são descartáveis e, por si só, já é um bom argumento pra você abandonar esse hábito, né? Descartado depois de alguns SEGUNDOS de uso, não faz muito sentido, faz? Para produzi-lo, muita matéria-prima é utilizada, da água até a celulose (extraída de árvores!). Segundo o Instituto Akatu, para produzir 1 kg de papel virgem, 540 LITROS de água são necessários. A indústria do papel é uma das que mais usam os recursos hídricos e é a quinta que consome mais energia.  

  No Brasil, o eucalipto e o pinheiro são as principais árvores-fonte para a fabricação do papel e a força que garante a resistência dele são as pontes de hidrogênio, ou seja, as ligações químicas entre as fibras. O que viabiliza o processo da reciclagem são os processos de impermeabilização que afetam essas pontes. E o problema dos guardanapos de papel não é a sua matéria-prima, mas o seu objetivo: papeis engordurados são considerados contaminados pro processo de reciclagem. Então, a redução das pontes de hidrogênio durante a impermeabilização torna esse tipo de papel muito fraco. Isso se estende também pro papel higiênico, claro, ou também àqueles contaminados com substâncias químicas. E é sempre bom lembrar que a reciclagem é muito bacana e necessária, mas ela também consome recursos pra caramba: segundo a  Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP, o processo de reciclagem do papel gasta mais energia, água e produtos químicos do que usar matéria-prima virgem. Então o papel reciclado é também mais caro. Mas o guardanapo de papel tem uma vantagem muito legal: ele é compostável! E isso acarreta só uma questão: você composta o seu lixo? O problema é que  fora de casa, ele provavelmente não vai pra composteira, especialmente se você joga ele no lixo comum. Então, sempre, a melhor opção é evitar o uso! A dica? Levar com você sempre um guardanapo de pano: pode ser um pedaço de uma camiseta velha ou você mesmx pode costumar com tecidos bem coloridos, fica lindo! Coloca um na mochila, um na bolsa e pronto! Você nunca mais vai precisar consumir um guardanapo de papel :) E antes que você pense, "mas não usa muita água pra lavar?" Bom, já falamos do consumo do guardanapo na produção dele, mas você pode jogar os pedacinhos de pano na máquina e pronto! Fácil, fácil. Vamos juntxs? A Fe já falou um pouco sobre o kit que ela carrega com ela pra gerar sempre menos lixo, aqui: https://youtu.be/g8u3msN8jyk      

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Reciclável x Reciclado | Embalagens longa vida

O Brasil está entre os 5 maiores produtores de leite do mundo! São bilhões de litros produzidos anualmente que se transformam em bilhões de caixinhas nos supermercados, que são recicláveis. Mas são recicladas?

As famosas caixinhas longa vida são as principais embalagens de armazenamento de leite, mas também de outros tantos produtos que consumimos diariamente, como iogurte, molho de tomate, creme de leite, água de coco… São muitos tamanhos e muitas necessidades diferentes. Já pensou no impacto disso tudo pro meio ambiente? Essas embalagens foram descobertas por um sueco na década de 1950 e também são chamadas cartonadas. Elas foram pensadas pra garantir mais durabilidade e qualidade dos produtos. São feitas, geralmente, de 75% de papel cartão, 20% de plástico e 5% de alumínio. Cada uma dessas camadas têm uma função e elas são muitas! As caixas de leite, por exemplo têm seis delas. Mas se elas são 100% recicláveis, tudo bem consumir, né? Bom, existem dois grandes problemas na reciclagem das embalagens longa vida. O primeiro deles é a coleta seletiva e o descarte correto pra que sejam recicladas. Pra começar, é importante saber que 85% dos brasileiros não têm coleta seletiva nas suas cidades e poucos são os municípios 100% assistidos por ela. E nós não colocamos o nosso papel de cidadão em prática, porque não reivindicamos esse direito. Além da falta de coleta, muitas vezes quem tem acesso a ela, não separa o lixo ou não descarta corretamente as embalagens cartonadas. Elas precisam ser higienizadas (aquela águinha básica) antes de ir pro lixo seco reciclado e pode amassar bem pra facilitar o transporte. Se você esbarrar nas lixeiras coloridas da coleta, pode investir na azul (de papel), porque ela tem uma parte de alumínio, 4 de plástico e 15 de papel. 

  

  Então, as caixinhas de leite são 100% recicláveis, mas e aí? Pra gente ter uma ideia do problema, em 2015, 59 mil toneladas dessas embalagens foram recicladas, mas isso representou só 21% do total. Ou seja, quase 80% não foi pra reciclagem. Problemão, né? O que a gente pode fazer pra tentar contornar esse problema? Bom, vale conferir se existe algum ponto de coleta pra reciclagem dessas embalagens na sua cidade. Dá uma olhadinha no Ecycle. É importante entender que muitas vezes, somos nós quem contribuímos pra demanda da reciclagem, viu? Precisamos fazer a nossa parte e incentivar a galera a nossa volta também. As caixinhas recicladas têm um impacto bacana pro meio ambiente, já que gera 35% de plástico e 65% de fibra celulósica: com 1 tonelada é possível produzir 700kg de papel, evitando o corte de 21 árvores. Legal, né? Também vale investir no upcycling das caixinhas, tem muita coisa bacana na reutilização delas por aí. O importante é descartar corretamente, reivindicar a coleta e a reciclagem e tentar gerar, sempre, cada vez menos 1 lixo. Vamos disseminar essa ideia?

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Reciclável x Reciclado | post it e fita adesiva

Muitos objetos banais estão presentes no nosso dia a dia e nunca paramos para questionar qual a origem, e para onde eles vão. E, especialmente, como são nocivos (ou não) pro nosso planeta. Você é daquelx do post it? Dos bem coloridos? Bora falar sobre a dupla protagonista pra quem ama organização e arts n crafts? Bom, a fita adesiva foi inventada na Alemanha em 1928. Naquela época, ninguém imaginou que ela seria tão útil. Em 1946 ficou tão popular que aqui no Brasil que até mudou de nome, pra durex, por causa da empresa que fabricava o produto. Uma grande metonímia, não é mesmo? Assim como várias outras por aí. O Post-It® é uma marca registada da 3M Company e teve sua primeira versão em 1968. E a gente também dá boas notícias por aqui, ó: todos os produtos de papel da Post-it são recicláveis.   A cola não interfere na reciclagem do papel, uma vez que o adesivo é removido em grande parte durante o processo de descoloração.  A 3M oferece blocos fabricados com material 100% reciclado em amarelo canário e várias outras cores maravilhosas. Os blocos fabricados com material 100 % reciclado têm 70 % de fibra pré-consumo e 30% de fibra pós-consumo.  O papel coletado é utilizado como matéria prima na fabricação de papel reciclado, caixas e lenços de papel. A empresa é super responsável quanto a questão ambiental e se prontifica a esclarecer qualquer dúvida sobre os blocos Post-it e reciclagem através do número 1-800-395-1223, das 8h às 16h30.  

  Já a fita adesiva não é reciclável. Adesivos de uma forma geral, de qualquer formato e tamanho (pensa só quantos adesivos você já não recebeu de brinde em festa de criança, ou no brinde de alguma marca),  não podem ser reciclados. Você já está cansado de saber dos danos que o plástico pode causar no nosso planeta né? Principalmente nos oceanos, onde a vida marinha acaba se alimentando dessas substâncias e prejudicando toda a cadeia alimentar. Inclusive nós, seres humanos. Caso ainda não saiba dos malefícios causados pelo plástico, é só clicar aqui. A boa notícia é que cada vez mais essa onda de conscientização ambiental está atingindo mais e mais pessoas e com isso as coisas vão mudando. A Adecol, por exemplo, maior fabricante 100% nacional de adesivos industriais fez substituição de fitas adesivas e filme plástico por cola no fechamento de caixas e paletização. Todo esse processo acaba custando 83% menos. Atualmente, o uso de fitas adesivas de material plástico (normalmente de polietileno) é uma das práticas mais adotadas por diversos setores para lacrar embalagens de papelão. Além de mais caras, as fitas viram resíduos de difícil reciclagem, o que é extremamente nocivo ao meio ambiente. Elas podem ser substituídas por adesivos hotmelt ou pela sua própria cola branca, com facilidade na aplicação e limpeza de equipamentos, eliminação de lixo plástico e importante economia de recursos. Nós entendemos que a fita adesiva é algo extremamente útil e prático e abrir mão completamente, pode se tornar certo problema em alguns aspectos. Por isso, selecionamos três tipos de fitas ecológicas pra você ficar sabendo que há uma luz no fim do túnel:    Fita adesiva de celofane O papel celofane é usado na fita com um adesivo de borracha natural. Além disso, é totalmente derivada de plantas  

  Fita adesiva de papel Essa fita é ativada em água e uma tira pode fazer o trabalho de três tiras plásticas .

  Fita adesiva de papel e borracha É mais frágil e fácil de rasgar, por isso o ideal é usar pra selar pacotes de baixo volume.

  A gente não precisa mudar a vida de cabeça pra baixo pra amar o planeta, viu?

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Reciclável x Reciclado | latinhas de alumínio

Vamos falar de coisa boa? Já assistiu ao episódio da websérie “Dicas da Fe Cortez” sobre lata versusgarrafa

de vidro? Dá um play aqui:   https://www.youtube.com/watch?v=kRBRkNu_0Vw&feature=youtu.be   Como a Fe te contou, a notícia mais incrível de todas é que o Brasil é o maior reciclador de latas de alumínio do mundo com 98% reciclados de um total estimado de 23 bilhões de unidades por ano. Nós ocupamos esse espaço no ranking há 15 anos e somos referência para grandes países desenvolvidos por aí. Em apenas 60 dias uma lata pode sair da prateleira e voltar para consumo depois de reciclada. Em 2015, a coleta de latas para reciclagem injetou R$ 730 milhões na economia brasileira. As latinhas surgiram nos EUA na década de 1960 e desde então apresentam avanços no processo de reciclagem. Há quase 30 anos, 1kg de alumínio reciclado era capaz de produzir 42 latas de 350 ml. Em 2015, esse total passou a ser de 74 latinhas. Ainda que a maior parte do alumínio reciclado seja destinado às latas de sucos, refrigerantes e cervejas, ele também é usado para fabricação de janelas, portas, eletrodomésticos, cadeiras, mesas, etc. O material é super procurado pela indústria automobilística e pela construção civil, gerando um alto valor de mercado e, assim, uma significativa coleta do material entre os catadores e cooperativas. Segundo o CEMPRE, o alumínio vale oito vezes mais do que o vidro e 14 vezes mais do que o papelão para o mercado de reciclados.  

O alumínio é obtido pela extração da bauxita, uma atividade que impacta muito o solo e o conjunto hídrico das regiões que têm o minério. Logo, a reciclagem contribui para diminuição da atividade e ainda economiza até 95% de energia e 95% menos gases de efeito estufa do que o processo da produção da matéria virgem. O material é 100% reciclável e pode passar pelo processo muitas e muitas vezes. Mas por que os outros materiais não têm o mesmo sucesso de reciclagem que o alumínio no Brasil? Bom, o valor de mercado determina o processo e há a necessidade de demanda. As latinhas, por exemplo, são tão valiosas que sequer chegam às centrais de separação da coleta seletiva: são recolhidas muito antes pelos catadores e são responsáveis pelo sustento de muitas famílias pelo país. Agora que a gente te deu todas as vantagens de beber na latinha, que tal escolher sempre que puder? É importante entender os processos de reciclagem no país e o que é amplamente reciclado ou não, como o Menos 1 Lixo vem falando há algumas semanas. O alumínio é super reciclado por aqui (até o papel alumínio de cozinha, viu? Só não esquece de limpar antes de descartar), mas acaba que nem sempre optamos pelas latinhas na hora de fazer uma festa ou pedir em um restaurante. A informação e a consciência no consumo são as maiores ferramentas que nós temos no impacto que geramos ao meio ambiente. Mas lembra que qualquer coisa produzida gasta energia, água, emite gases de efeito estufa no transporte, então primeiramente, reduza! E tente sempre escolher uma embalagem que seja retornável, ou levar seu próprio copo ou garrafa e pedir direto nele. Mas se for comprar uma bebida pronta, e tiver que escolher um material descartável, vá de lata!   .

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Reciclável x Reciclado | long necks

Verão tá aí e precisamos falar sobre as long necks. A gente fala sempre que o consumidor, junto com a indústria, é corresponsável pelo lixo gerado no planeta, né? Isso também vale pra aquela cervejinha do fim de semana. Você já viu o episódio do “Dicas da Fe Cortez” sobre escolher entre lata, vidro ou PET na hora de beber alguma coisa gerando o menor impacto possível ao planeta? Dá um play   https://www.youtube.com/watch?v=kRBRkNu_0Vw&feature=youtu.be   Mas e as long necks? Elas são simpáticas, práticas e super vendidas por aí. E tudo bem, afinal, vidro é reciclado, certo? Bom, se você já assistiu o vídeo da Fe sabe a resposta na ponta da língua, mas a gente te conta um pouco mais. As garrafas de vidro são recicláveis, sim, mas têm um contratempo importante quando assunto é a reciclagem: pelo peso e por quebrarem com facilidade, não são atrativas para as cooperativas e têm pouco valor de mercado. Fora isso, as garrafas precisam estar vazias e higienizadas. A real é que as long necks não são reutilizáveis e pouquíssimo recicladas no Brasil! Elas são conhecidas como embalagens “one way”, ou seja, sem chance de um segundo envase. Pra competir com as latas de alumínio, a indústria mudou a sua composição química, o que impossibilita a sua reutilização.  

  Existem apenas 5 fábricas no Brasil que reciclam vidro, mas o peso inviabiliza o transporte das cidades até elas. Em Brasília, por exemplo, o vidro já não é mais um material classificado como reciclável, porque a fábrica mais próxima fica a quase 1000km da cidade. Lá, o Bar Pinella parou de vender long necks em junho do ano passado, porque as empresas não fazem a coleta reversa das garrafinhas: toda noite eram quase 220 kg de garrafas vazias que iam para o lixo comum. Em abril de 2017, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) apresentou uma proposta de lei para o DF para proibir a venda de bebidas em garrafas de vidro que não sejam retornáveis. Não receber as garrafinhas de volta significa que as empresas não garantem a logística reversa, ou seja, não se responsabilizam por esse resíduo sólido. E enviadas para os aterros e lixões, as long necks ainda são focos de doenças como a dengue, o zika vírus e o chikungunya, agravando o problema ambiental. Alguns lugares do Brasil já proíbem a comercialização das long necks, como Japurá no interior do Paraná e Nova Mutum no Mato Grosso. Segundo o portal FunVerde, elas podem demorar até 5.000 anos pra se decompor. Tomar atitudes sustentáveis pode ser mais simples do que você imagina. As garrafas de vidro de 600ml e 1 litro não se enquadram nesse cenário das long necks, porque elas são retornáveis. E, ainda que a taxa de reciclagem do vidro seja baixa (40%), lembra que é fundamental sempre realizar a coleta seletiva em casa e fora dela! Assim como é super importante pensar no nosso impacto enquanto consumidores para o planeta. Escolher uma cerveja em lata ao invés de uma long neck (que não é reciclada ou reutilizada) é uma atitude super importante e pode contribuir muito pro desenvolvimento sustentável do planeta em que vivemos. Já pensou quantas garrafinhas deixamos de consumir com essa decisão? Vamos juntos?    

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Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos

Desde 2008, o Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo. Hoje, 11 de janeiro é o Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos, uma data super importante e que foi pensada pra conscientizar a população e os agricultores sobre os riscos do uso indiscriminado dos agrotóxicos tanto para o meio ambiente quanto pra nossa saúde. Vamos falar um pouco sobre eles? Os agrotóxicos surgiram com uma proposta diferente: uma arma química durante a Segunda Guerra Mundial, eram pulverizados por cima de regiões para intoxicar plantações e a população. Foi a partir da década de 1950 que eles passaram a ser usados para aumentar a produção de comida no mundo pós-guerra, evitando que as plantações sofressem com as pragas ou as ações climáticas. Nessa época, ficaram conhecidos como defensivos agrícolas, mas hoje já são chamados de pesticidas, praguicidas ou agroquímicos.  

  Ao longo dos anos, os agrotóxicos foram se modernizando, se transformando cada vez mais em agentes potentes contra as pragas. O problema é que eles atingem também outros animais, como as minhocas, as abelhas, as plantas e, claro, os seres humanos. Também podem contaminar o solo e os lençóis freáticos. Alguns deles permanecem nos peixes e insetos até depois da morte, contaminando toda a cadeia alimentar. Os pesticidas ainda diminuem a eficiência do solo que precisam cada vez mais de fertilizantes. E, como todo “remédio”, os agrotóxicos estimulam que as pragas fiquem cada vez mais resistentes. Em novembro do ano passado, um estudo (que vale muito ler!) da geógrafa Larissa Bombardi do Laboratório de Geografia Agrária da USP revelou dados preocupantes: os alimentos consumidos pelos brasileiros estão contaminados por uma quantidade de agrotóxicos proibidos na maior parte dos países da Europa. A soja e o feijão no Brasil, por exemplo, podem ter de 200 a 400 vezes mais agrotóxicos do que é permitido lá fora. Dos que são usados no cultivo da soja, quase 25% deles já foram proibidos na União Europeia e nas frutas podem ser encontrados até 20 vezes mais inseticidas do que nas do continente europeu.   Os trabalhadores da lavoura são os mais atingidos por esse problema pelo contato direto com as plantações. No Estado de São Paulo, 75% da área rural é pulverizada com agrotóxicos. Em 14 anos, entre 2000 e 2014, o Brasil teve um aumento no consumo de agroquímicos de 170 mil toneladas para 500. Estima-se que 8 brasileiros são contaminados por dia e que para cada caso, 50 não são notificados.  

O problema é mais complexo do que parece: ainda que a lei brasileira seja permissiva para o consumo desenfreado dos agrotóxicos, tanto a Anvisa quanto o governo culpam os agricultores pelo mau uso. Mas segundo a Larissa, para alguns tipo de agrotóxicos e inseticidas não há nem mesmo um limite máximo estabelecido por lei. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária , um terço da comida que consumimos já apresenta agrotóxicos. O Pimentão é o alimento com maior taxa de contaminação, 91,8%. Mas é o Centro-Oeste, tomado pelas plantações de soja, o grande campeão no uso de pesticidas, consumindo mais da metade do volume de agrotóxicos comercializados no país, seguido do milho e da cana que, juntos, consomem 72% dos pesticidas do Brasil. O assunto é complexo e não cabe em um só post, mas é importante que a gente pare pra pensar em tudo isso. Quando puder, opte pelas feiras orgânicas (a gente tem um post inteirinho com indicações aqui) e lembra de levar suas embalagens, como a Fe te mostra aqui. Plante temperinhos e tenha a sua hortinha em casa! Tem uma galera engajada na causa e vale dar uma olhadinha no Chega de Agrotóxicos, um abaixo-assinado pedindo a regulamentação da redução dos agroquímicos no Brasil. E assinar, claro! Tem bastante informação bacana por lá. Vamos juntos?

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Lata, PET ou vidro?

A gente fala muito sobre consumo consciente por aqui e precisamos praticá-lo também (e muito) em situações do dia a dia. Você pensa nas taxas de reciclagem dos materiais quando escolhe quais bebidas vai oferecer em uma festa? Ou até mesmo as que você vai levar pro consumo diário da sua casa? Você sabe qual é o material mais reciclado do Brasil? Quase todas as embalagens de bebida são recicláveis, mas não significa que são super recicladas, né? Nós somos liderança mundial em uma delas. Tá sabendo qual é? O episódio da websérie "Dicas da Fe Cortez" dessa semana te dá todas as respostas pra essas perguntas. Elas vão te ajudar a escolher de forma consciente daqui pra frente, já que o nosso impacto começa pelo consumo e nós temos o poder de impactar cada vez menos o meio ambiente com esse gesto. É uma dica especialíssima pro fim de ano. Dá um play!  

 
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Reciclável x Reciclado | caixas de pizza

Papel é super reciclável, mas nós já falamos sobre como isso pode ser uma cilada na semana passada aqui. As pizzas que pedimos pelo delivery são embaladas em papelão e ele é bastante reciclável. Mas as caixas de pizza não. Vamos falar sobre isso? Pizzas são deliciosas, mas super gordurosas. Já reparou como a caixa fica toda engordurada do óleo, do queijo, do bacon… Às vezes quando a pizza acaba, ficam vários restinhos de condimentos pela caixa e óleo, muito óleo. Tudo isso gruda no papelão e é aí que a coisa desanda. Durante a reciclagem, o papel descartado é misturado com água criando uma pasta que depois de seca vira papel de novo. Mas a água não se mistura com o óleo, lembra das aulas de química na escola? Então, toda a gordura que grudou na caixa de pizza impede a produção dessa pasta e, então, inutiliza ela pra reciclagem.

Claro que você não vai eliminar a pizza da sua vida, ainda que a gente te indique a fazer pizzas caseiras que ficam muito mais gostosas e não geram esse lixo. Mas dá pra colocar na coleta seletiva a parte não manchada da embalagem, como a tampa, que geralmente não agrega o óleo da pizza. Aquele pedacinho de plástico que vem separando a pizza da caixa também não é reciclado, tá? Na maioria das vezes, não dá pra identificar com facilidade o tipo do material e ele vira lixo, sem chance de reciclagem. Existe ainda o problema de você jogar a caixa de papelão de pizza no lixo para papel: ela vai contaminar tudo que encostar de gordura inutilizando mais material reciclável. Isso vale pra todas as embalagens que entram em contato com comida, desde isopor até as marmitinhas de alumínio. A gordura impregna no material e ele automaticamente vira um lixo não reciclado. Reparou como não é tão simplista assim que tudo que é reciclável é reciclado, né? Muitos materiais que tem alto potencial de reciclagem não são porque existem muitos outros fatores que podem ou não permitir que o processo seja feito. O lance é reduzir e se conscientizar. E continuar separando, porque mesmo o que pode ser reciclado de boa, muitas vezes não é porque as pessoas ainda não separam seus lixos. Claro que pedir uma pizza vez ou outra é legal, mas por que não separar a parte do papelão limpo e gerar cada vez menos 1 lixo?

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Reciclável x Reciclado | papel

Já falamos na dobradinha “Reciclado versus Reciclável” sobre o PET, o isopor e os copos descartáveis. O papel é altamente reciclável e a gente até encontra ele reciclado  para vender por aí nas papelarias, certo? Mas será que ele é, de fato, reciclado? Antes de qualquer coisa, vamos falar sobre a matéria prima. O papel é feito de celulose, que é a massa celular estrutural das plantas e pode ser extraída de várias árvores, como os pinheiros, os pinus e as de eucalipto. Ela foi descoberta no século XIX pelo francês Anselme Payen e hoje é uma das mais importantes matérias primas do mundo. No Brasil, a celulose é retirada de florestas plantadas e não nativas, ou seja, pode interferir na biodiversidade da região por conta da monocultura, da exaustão do solo, das pragas e do uso de pesticidas. Hoje em dia, já se plantam clones com melhoramento genético de eucalipto para aumentar a produtividade da celulose nas florestas plantadas em escala comercial. A árvore de eucalipto é a mais usada para os fins do papel no país e 95% deles só utiliza o tronco e nem sempre as folhas e galhos são aproveitados durante o processo.  

  As árvores ainda consomem muita água. Segundo o Instituto Akatu, são necessários 540 litros de água para produzir 1kg de papel. Só por aí já deu pra entender que seria legal consumir menos papel no nosso dia a dia, né? O papel é reciclado, mas todos os tipos dele são recicláveis? Não mesmo. Papéis sujos de comida, como guardanapos, embalagens e caixas de pizza não são recicláveis. Papéis com revestimento ou misturados com plástico, cola ou alumínio também não. Isso vale pra qualquer tipo de adesivo, viu? Aquelas embalagens de salgadinho, bala, embrulho pra presente metalizados também entram nessa categoria e nada de reciclagem para eles. Então, papel alumínio, papel toalha, celofane, papel carbono, higiênico… nada disso é reciclado. Nem fotografia! Qualquer sujeira absorvida pelo papel… descarta ele do processo de reciclagem. Os mais recicláveis são as revistas, os cadernos, papéis para impressão, jornais, caixas de papelão e envelopes. E muita gente defende o uso do papel reciclável e é, claro, sempre válido. Mas o Menos 1 Lixo prioriza a redução e a reutilização, bem antes da reciclagem. O Laboratório de Química, Celulose e Energia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP revelou que o processo industrial da reciclagem do papel gasta mais energia, água e produtos químicos do que usar a matéria virgem. Logo, o custo do papel reciclado também é mais caro ao consumidor e ao meio ambiente.  

  Os papéis reciclados são o resultado das aparas de pós-consumo (ou seja, o que já foi usado) e as pré-consumo (o que não foi utilizado por gráficas e fábricas). A fase mais delicada do processo é a remoção das tintas dos papéis já usados, porque usa muitos componentes químicos, como o ftalato, poluente e nocivo à nossa saúde. A vida útil da matéria-prima do papel é de quatro a sete reciclagens, mas em cada novo processo, o papel perde a qualidade: o papel sulfite, por exemplo (aquele tradicional) precisa de 70% de papel virgem para ser novamente papel sulfite. Então, ainda que o papel seja reciclável, muitos são os contratempos até que ele possa ser verdadeiramente reciclado. A melhor maneira é reduzir o uso do papel: usar mais tablets, celulares e computadores para anotações, comprar livros usados, usar todos os cantinhos de uma folha de papel, guardar embrulhos de presente, evitar fitas adesivas e guardanapos de papel. E sempre repensar sobre a real necessidade de usar o papel em determinadas situações. Dá pra negar a segunda via do cartão, né? Ela não é reciclável! Dá pra transferir todas as suas contas de papel para o email e revelar só as fotos mais importantes.  

A UFSC propõe uma alternativa bem interessante para o uso dos envelopes (especialmente dentro de escritórios): eles prepararam uma etiqueta para você reutilizar várias vezes o mesmo papel, dá uma olhada aqui. Claro que etiqueta é adesivo e não recicla, mas você pode fazer a mão com uma canetinha. Outra dica é abrir o envelope com bastante cuidado para reutilizar quando precisar. Ainda existe a alternativa de reciclar o papel em casa com vários tutoriais por aí pra fazer muitos papéis lindos e diferentes. É interessante, exerce sua criatividade e você impacta menos o meio ambiente do que enviando para o lixo. São muitos os passos que podemos dar para diminuir o consumo do papel no nosso dia a dia. A reciclagem existe, mas não pode ser a primeira solução para o problema: muitas vezes o produto perde valor de mercado, nem sempre é consumido e grande parte dos papéis são inutilizados para o processo. Vamos começar a redução hoje?

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Receitinhas de limpeza natural com 3 produtos simples!

No quinto episódio do “Dicas da Fe Cortez” rolou uma dica de ouro! Ela te convida a substituir os tradicionais produtos de limpeza de supermercado (aqueles bem coloridos e cheios de perfumes) por apenas três produtinhos super fáceis de achar, baratos e o melhor: naturais! Dá o play: https://youtu.be/VadXEMBlELA   A gente fez umas contas por alto e, com todos aqueles produtos clássicos que a gente costuma comprar pra limpar a nossa casa, gastamos em média R$ 48. Mas se você substituir todos eles pelo sabão de coco, o vinagre e o bicarbonato de sódio, você economia pelo menos R$ 30 por mês! O vinagre, você já sabe, pode ser usado para temperar a comida e dar brilho nos cabelos. Mas também tira o cheiro de potes de plástico (é só misturar com água quente, jogar no recipiente e lavar depois de uns 15 minutinhos) e lava azulejos, chão de pedra e o piso do banheiro, como a Fe disse no vídeo. É só misturar meia xícara de vinagre com meio litro de água morna e limpar normalmente.  

  O ácido do vinagre também serve como amaciante: meio copo de vinagre para uma máquina cheia e 4 gotinhas de óleo essencial resolvem bem qualquer roupa (até as de bebê, viu?). Dá pra escovar tapete e carpete também, só dissolver uma xícara de vinagre em 3,5 litros de água. Se você misturar um pouco de vinagre com água morna também limpa o vidro que é uma beleza! O vinagre faz um multi-uso muito bacana: é só misturar com água, é poderoso, limpa tudo! E ainda dá pra colocar um pouco de óleo essencial pra ficar cheirosinho. A Fe também ensinou a fazer desodorante de roupas com vinagre, durante o Desafio Armário Cápsula. Só misturar 1/4 de vinagre com 1/4 de álcool em um borrifador e completar com água. Quando chegar em casa, só pendurar a peça de roupa em um cabide, borrifar e esperar secar. Voilà! :)  

  O bicarbonato de sódio é outro coringa que você precisa sempre ter em casa. É ótimo pra fazer várias receitinhas, como pasta de dente, sabão, desodorante que a gente já tem receita, aqui:  

Sabão líquido que serve pra roupa, cozinha e casa:

https://www.youtube.com/watch?v=cdBm6kDFUmU  

Pasta de dente

https://www.youtube.com/watch?v=BjOK0n65x0g  

Desodorante Caseiro

https://www.youtube.com/watch?v=XSIJt886ITw&t=1s   Por causa do poder abrasivo, o bicarbonato é super usado em pastas de dente e no clareamento de tecidos brancos ou nas manchas, potencializando qualquer sabão. Ele é ótimo para tirar cheiro do ambiente e das coisas (como o copo do Menos 1 Lixo) e dá pra colocar em um pote dentro da geladeira pra não deixar que ela absorva qualquer cheiro de alimento. Também por isso, é muito presente nos desodorantes naturais, já que consegue neutralizar a acidez e tira o cheiro de suor. A Fe também disse no vídeo que o bicarbonato serve muito bem pra qualquer limpeza a seco, como a do tênis: é só fazer uma pasta com água oxigenada (10 vol.) e bicarbonato, passar e esperar secar. Também pode jogar uma colher de sopa na máquina de lavar roupa que tira todas as manchas. Dá até pra desentupir ralo com bicarbonato, meu povo, misturando duas colheres com vinagre e despejando aonde está entupido. É tiro e queda.  

  O sabão de coco é mais conhecido, né? Serve para lavar tudo que quiser, até pincéis de maquiagem. É ótimo contra gordura e super natural pra lavar a casa, a louça e as roupas. Aquela última dica pra arrematar: sabe tirar mancha de sangue bem rapidinho, sem qualquer produto industrializado? Esfrega uma pedra de gelo e pronto! Muitas das receitas que a Fe adotou são da Carol Cronemberger e aqui tem várias outras dicas incríveis, dá uma olhada. E você? Tem alguma outra receita pra compartilhar? Deixa aqui nos comentários e conta tudo pra gente. Vamos eliminar o que é tóxico da nossa rotina, e isso também vale pros produtos de limpeza industrializados. Vamos juntxs?

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Reciclável x Reciclado | PET

Semana passada lançamos a série: Reciclável x Reciclado e falamos sobre o poliestireno, o plástico dos copinhos descartáveis, motivo pelo qual o Menos 1 Lixo surgiu. Foi justamente para repensar o uso desse material na nossa rotina que a Fe Cortez idealizou o copinho do movimento. O copo reutilizável também substitui aquela garrafinha de água que você deixa na mochila, sabe? Aquela PET? Mas você deve tá pensando que ela é inofensiva, já que é super reciclável. Será mesmo?

  O plástico PET foi desenvolvido por químicos britânicos na década de 1940 e é muito utilizado como fibra para tecelagem e embalagens de bebidas. As garrafinhas PET que a gente conhece bem, começaram a circular nos anos 70 e a reciclagem começou 10 anos depois, nos EUA e no Canadá. No Brasil, o plástico PET só apareceu em 1988 e começou a ser usado nas embalagens de bebidas 5 anos mais tarde, ocupando o lugar das garrafas de vidro bem rapidinho. A garrafa PET é amplamente utilizada para armazenamento de bebidas porque é leve, transparente, resistente e não quebra. No Brasil, a reciclagem desse tipo de plástico é uma das mais desenvolvidas do mundo, segundo a ABIPET, além de ter a maior variedade de aplicações. O PET reciclado pode ser transformado em muitas coisas, como edredom, cabide, roupas, embalagens de outros produtos, vassouras, etc. A gente sempre fala sobre isso aqui, mas vale reforçar que 13% dos resíduos sólidos são reciclados no Brasil. Então, ainda que sejamos campeões na reciclagem de PET… bom, falta bastante.  

  Em junho do ano passado, o preço do PET para reciclar era R$ 1,55 o quilo. As indústrias automobilísticas e têxteis foram as maiores consumidoras dele no Brasil. Um total de 274 mil toneladas de PET foram reciclados em 2016, o que representa 51% de todo o volume produzido no país. Ou seja, praticamente metade da produção foi descartada nos lixões, nos aterros ou no mar. Os 51% reciclados foram distribuídos em fibra têxtil, carpete para veículos e em novas embalagens. O número é super baixo comparado à reciclagem das latas de alumínio, por exemplo, que chega a 98% no Brasil. A reciclagem ainda tem um contratempo que quase ninguém pensa: a carga tributária. Segundo o Ecycle, o imposto sobre produtos industrializados (IPI) sobre a resina virgem é de 10%, enquanto que para uma matéria reciclável é de 12%, criando uma bitributação (dois impostos sobre o mesmo produto) que dificulta ainda mais a reciclagem. Se a reciclagem do PET é uma das mais desenvolvidas do mundo no Brasil e, ainda assim, a taxa é de 51%... dá pra entender que nem tudo que é reciclável é amplamente reciclado, certo? E o que acontece com o que “sobra” e não vai pra reciclagem? Aí que mora a questão. O descarte inadequado das garrafas PET é assunto sério e perigoso pra saúde da gente e do planeta. O plástico PET é um dos protagonistas no lixo encontrado nos oceanos e, em algumas regiões, os ambientalistas já o entendem como parte do ecossistema.  

  Você já deve ter visto por aqui algo a respeito dos microplásticos no oceano, né? Eles são um dos problemas mais urgentes! As embalagens, brinquedos e garrafas plásticas descartados incorretamente passam por um processo provocado pelo vento, pela chuva e pelas ondas do mar, fazendo com que eles se fragmentem em plásticos beeeem pequenininhos. Pequenos peixes e plânctons se alimentam deles, confundindo com comida. Os outros animais marinhos se alimentam desses primeiros e nós nos alimentamos dos peixes. Ou seja, acabamos todos comendo plástico no final desse ciclo. E fica pior: os microplásticos têm a capacidade de absorção de vários poluentes, ou seja, a gente come plástico com tempero de poluição. Eles já estão relacionados a disfunções hormonais, neurológicas, reprodutivas e imunológicas.  

  O fato de serem microscópicos dificulta a comoção das pessoas, já que enxergamos os canudinhos e os anéis de alumínio prejudicando os animais e o meio ambiente, mas os microplásticos são invisíveis aos nossos olhos embora de modo algum menos perigosos. Uma pesquisa da Orb Media de setembro desse ano revelou que os microplásticos podem ser encontrados também na nossa casa. Com base em amostras de água de mais de 150 torneiras dos cinco continentes (as do Brasil inclusive, viu?), 83% apresentaram a presença do plástico. Todo o problema está no consumo não consciente do plástico PET e, claro, também da pouca reciclagem. Mas é sempre bom lembrar que esse processo emite gás carbônico, polui e utiliza água e energia, além de desvalorizar a matéria prima e ter uma bitributação, como falamos acima. Logo, evite comprar as garrafinhas PET ou quando inevitável, compre as embalagens maiores, porque as pequenininhas têm muitas outras alternativas por aí (prefira latas de alumínio!). Já se estima que em 2050, vai ter mais plástico do que peixes nos oceanos. Se não mudarmos nosso padrão de consumo, especialmente da garrafa PET, é uma situação drástica e sem volta. Repense quando for comprar uma garrafinha de água em restaurante, pela água da casa! Leve uma garrafa ou copo reutilizável pro trabalho, pra faculdade ou pro passeio. Compre bebidas em garrafas de vidro ou latinhas de alumínio. Hoje, o foco precisa ser a diminuição do consumo, não mais a reciclagem. Vamos começar a mudar o mundo hoje?

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5 Sites de Mamães Sustentáveis

Essa semana na websérie "Dicas da Fe Cortez", ela falou sobre as fraldas de pano e porque não devemos recorrer às famosas descartáveis que ainda imperam nas famílias por aí. Hoje, só no Brasil, consumimos 17 MILHÕES de fraldas POR DIA! Dá um play pra saber mais:

 

Mas é claro que a sustentabilidade com as crianças não fica só na escolha da fralda

 Selecionamos 5 sites bem legais de mamães sustentáveis pra você se inspirar (e seguir!).

MAMÃE VERDE 

A Fernanda, do “Mamãe Verde”, é mãe do Arthur e criou o blog pra pensar sobre o futuro do planeta, tentando contribuir pra uma morada segura pro seu filho. Ela estimula o consumo consciente e compartilha as suas inquietações a respeito do lixo, de um mundo mais saudável e de seu comprometimento com as questões ambientais enquanto mãe. O blog reúne informações pra cumprir esse desafio e fornecer as ferramentas pra que outros pais e mães também o façam. 

‍Foto @mamae_verde

ZERO WASTE MAMA

A Emily, do Zero Waste Mama, é mãe de 3 crianças e tenta viver uma vida minimalista no Colorado,  rumo ao Lixo Zero desde abril do ano passado. O site foi uma tentativa de encontrar pessoas que, como ela, buscam reduzir o impacto da sua família no mundo no que diz respeito ao lixo que produzem. Ela compartilha as experiências e dá receitas do lanche pras crianças, de festinhas infantis e até de propostas de presentes para os amiguinhos dos filhos.

THE ROGUE GINGER O 

The Rogue Ginger foi fundado em 2013 pela Erin Rhoads pra documentar as aventuras da sua nova vida em Melbourne. Rapidinho, ela usou a plataforma pra dividir sua real mudança de estilo de vida para o Lixo Zero. Hoje, o blog é super completo e apresenta uma novidade: Erin está grávida e divide como é viver esse momento na premissa de produzir o mínimo de lixo possível. 

‍Foto @therogueginger

MAMA EATS PLANTS O

"Mama Eats Plants" reúne várias receitinhas veganas pro dia a dia, opções de presentes criativos sem a produção de lixo e matérias temáticas, como por exemplo, viver a experiência do Halloween rodeada de crianças, mas no estilo de vida do Lixo Zero.

‍Foto @mamaeatsplants

ZERO WASTE MOMMY

A Kelley é mãe de duas meninas e 4 galinhas (como ela mesma coloca na descrição dela no site) e está tentando se adaptar ao estilo de vida Lixo Zero com a família, com umas visão realista e orçamento apertado. No blog, ela conta das dificuldades e o que funciona, dando dicas práticas sobre compras, reciclagem e DIY.

 

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Decoração com flores com raízes | Flores que não vão para o lixo. E com um plus: depois do evento, as flores vão embelezar um canteiro da cidade!

Na festa de lançamento da segunda versão do copinho do Menos 1 Lixo, uma festa lixo zero, a Fe Cortez aboliu as flores logo na primeira reunião da produção. Mesmo sabendo que uma das minhas causas, o Flor Faz Bem,  é resgatar as flores das festas e dar um fim bonito pra elas. Depois de uma conversa, eu entendi o ponto de vista dela. Se você quer evitar que uma coisa vá para o lixo, dá muito menos trabalho não consumir do que ficar cuidando da logística certa. Concordei com a Fe: nada de flores na festa do copinho.

Meta Lixo Zero com um sucesso de 99.8% de redução da geração de lixo. Isso significa que 117,5 kg de lixo que normalmente iriam para aterro sanitário foram evitados, compostados ou reciclados.

Corta para o dia em que vi um post no Facebook. Da Camila Niskier, a florista que me ensinou tudo o que sei sobre flores. No post, uma indagação do filho de 7 anos da Camila. Enquanto ela montava alguns arranjos, Alex pediu uma flor. Ele queria colocar a flor em uma garrafa com água para que a flor vivesse por 1 ano. Camila explicou que a flor não sobreviveria, e que ficaria linda por 5 dias, no máximo. Alex não gostou de saber disso. Não conseguia entender porque a mãe havia “matado" as plantas. Quando ela explicou que não era a responsável direta pela “morte" das flores, e que trabalhar com flores era uma forma dela fazer arte, não adiantou muito. Alex continuou desapontado com a mãe.

Alex, do alto dos seus 7 anos, conseguiu ativar uma inquietação da Camila. Uma daquelas inquietações que a gente acaba guardando mais no fundinho, pra não ter que lidar com ela. Mas que continua sempre lá! Trabalhar com coisas lindas sempre foi a praia da Camila. Ela já foi estilista e, hoje, além de florista é decoradora. O que eu chamo de inquietação, ela chama de comichão.  Ela é uma daquelas apaixonadas-pelo-que-faz, mas sempre achou que pudesse impactar pessoas para além da beleza das coisas que produz. Algo que carregasse uma mensagem junto. Alex fez a mãe juntar a beleza com impacto. Coincidência ou não, Camila estava no meio do Curso Semente, da Casa Soul. Um belo dia, pensando sobre o significado da palavra semente, a mente a levou à palavra raíz. Aí, veio o estalo: por que não trabalhar com flores com raízes? Fazer uma decoração linda com plantas em vasos? Foi aí que a Re-flora nasceu.

A Re-flora é uma opção para fazer uma festa com menos lixo, mais sustentável. Tirando de cena as flores cortadas (ou “assassinadas", como diria o Alex), e utilizando flores com raízes. Flores de vasos. E depois que essas flores embelezaram uma festa, tem a logística reversa e mais um passo extra: Camila recolhe as flores da decoração e a cliente tem duas opções: replantar as flores na própria casa ou doar as flores para a Camila plantar em um canteiro da cidade! Ou seja, fazendo arte com as flores de vaso, Camila continua trabalhando com a estética, mas garante que as flores vão durar muito mais tempo, seja na casa da cliente, seja em um canteiro público da nossa cidade.

  Fiquei com um orgulho enorme do momento eureka! da minha amiga e professora de flores. Pela ideia brilhante. E por resolver ouvir com mais cuidado a sua própria inquietação, ou como diria Camila, aquele comichão! Contatos da Camila Facebook: Camila Niskier Flores Insta: @camilaniskier | SiteHeliene Oliveira. Fundadora da Quiron, onde cria projetos de transformação e consciência social. Há 2 anos esta à frente do Flor Faz Bem, um movimento que reutiliza flores que seriam descartadas para fazer o bem. E desde o ano passado, contribui com textos para o Menos 1 Lixo.

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Horta em casa: 7 motivos pra você ter a sua

Você já deve ter escutado bastante sobre hortas, certo? É mais ou menos o novo preto. Tem quem opte pelas verticais, para economizar o espaço; os que saem pela rua, bairro ou cidade levando cor e colaboração através de hortinhas urbanas; os que vão nos modelos mais tradicionais, e muitas outros que buscam formas de simplesmente plantar parte do próprio alimento. Pensando nisso, listamos abaixo 7 dos milhares de motivos pra se ter uma horta em casa. Essa é a primeira matéria de uma série que nós queremos construir junto com você. Envie-nos suas dúvidas sobre o cultivo, temperos, sementes, adubo, biofertilizante e o que mais quiser. O endereço é talita@menos1lixo.com.br. ;) Ah! Pode ser com caixotes, galões, pallets, garrafas PET ou potinhos aleatórios, estudos apontam que deve ser da sua maneira! :)

1) A relação com o alimento Você chega cansado do trabalho, corre no sacolão ou no mercado, compra tudo embalado, já pensando no saco que vai ser chegar em casa e cozinhar. Ou, pior, pensando na quantidade de coisas frescas que você come na vida: uma ou duas por semana, talvez? Quase nada veio do pé, da terra, pra você. Agora uma simples mudança: você planta, espera o tempo do alimento e colhe. Depois disso você manda pro prato, com todo o sabor, a cor, a verdade. Vem completo! Nem sempre tão bonito, com alguns imperfeições no formato. Mas tudo bem, tá valendo! Nem Elma Chips Original, é tão original quanto a sua batatinha plantada no quintal. 2) Terapia Tirando a academia, a cerveja ou o vinho, o cinema com os filhos ou todos os hobbies que acabam virando obrigação (ou válvula de escape) aos finais de semana, quanto tempo e afeto você tira pra alguma atividade simples, que possa contribuir com a sua saúde, bem-estar e desaceleração? Botar a mão na terra, acompanhar o desenvolvimento do alimento, sentir o cheiro e salivar pode ser terapêutico. Talvez por isso normalmente ligamos as férias ao campo ou ao mar, que seja, mas sempre ligado ao natural. Que tal trazer um pouco disso pra sua casa? Não precisamos vivenciar isso apenas nas férias de julho ou fim de ano.

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3) O que vai pro seu prato Pode parecer que são as mesmas questões do primeiro, mas não se engane. A relação com o alimento nutri também a mente, o coração e freia outras práticas como o desperdício. O que vai para o seu prato tem a ver com a ingestão excessiva de química, agrotóxico, poluição, trabalho escravo, mudanças climáticas e muito, muito, muito, mais. Talvez você não perceba sempre, e até acredite que não tá sentindo esse sabor, mas olhe ao seu redor, pense no coletivo e busque saber. A gente pode ajudar! ;) 4) É sustentável e mais barato Imagina se você promove a ideia de hortas por todo o bairro. Se cada um planta uma coisa e vocês apenas trocam. Se o cara do bar, ao invés de comprar tudo mais caro e do outro lado da cidade ou tornar o dono da rede enorme de sacolão ainda mais rico, vira seu cliente, um parceiro. Uma alimentação natural e saudável pode sim sair mais barata, no bolsos, no planeta e para as pessoas. E nem entramos no mérito de cortar as carnes. Talvez você possa evoluir para um pequeno produtor e daí a coisa fica ainda mais linda. Se no caminho da fazenda pra cidade o alimento "fica mais caro", repensemos a cadeia aqui. Em breve traremos um pouco mais sobre permacultura. ;) 5) É lindo Fala sério, a gente sabe que estética importa - não por acaso fizemos um copo sustentável, funcional e que é uma lindeza! <3. Quando que você chega na casa de alguém que tem uma hortinha e não se derrete? Acontece até quando as crianças chegam da escola com o carocinho de feijão plantado no algodão (isso ainda acontece? Ou morreu como o folclore? :/) De qualquer forma, seja vertical, horizontal, diagonal, etc., um tantinho de verde não faz mal a ninguém, né? Pelo contrário, deixa o ambiente fresco, um charme e floresce os dias.

6) A redução de lixo Simples e objetivo: menos embalagens, plásticos, sacolas, descartáveis, desperdícios (alimentos perdidos na logística), etc. Reduzir o lixo está em tudo, impressionante, né? Até hoje fico boba com isso. 7) Pra quem tem criança em casa Crianças! Deusa do céu, elas ainda não têm um espaço especial aqui no Menos 1 Lixo, mas terão com certeza! Não podemos falar sobre conscientização e mudança de hábitos sem incluir as novas gerações e considerar o que essas cabecinhas tão brilhantes podem nos oferecer, partilhar e co-criar. Isso significa que, se você tem um filhinho em casa, ter horta pode ser também  uma forma de trabalhar os impactos de uma alimentação saudável (que vão pra além do corpo), alguns bons porquês, a relação com o alimento e com o desperdício, a colaboração e muitos outros saberes. Aprendizagem por ambas as partes e interação socioambiental. E aí, não quer mais só ouvir falar, né? Vamos partir pra ação? Se você quer fazer em casa e tá meio perdido, encontre-se aqui. Se a ideia é levar pro bairro, calçada, vizinhança, o manual de hortas urbanas pode ajudar. ;) Fotos: reprodução internet

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Eu testei: desodorante caseiro da Bela Gil

UPDATE: a Fe agora usa um outro desodorante também feito por ela, o vídeo da receita tá no final do post, no canal do Menos 1 Lixo. E rolam várias outras receitinhas incríveis pra você mudar os hábitos devagarzinho e ser muito mais econômicx no bolso e pro meio ambiente. Tem receita de sabão, pasta de dente, lava-roupas... Tudo! Primeiro preciso começar dizendo que se eu não passar desodorante, ou se ele vencer, o cecê vem e fica brabo. Pois é, sou dessas. Já testei váriossss, com essa quantidade de “esses” no final mesmo, porque muitas vezes o deso em questão me deixou na mão. Perdi a conta das vezes que comprei, usei, e dei pra alguém, porque aquela marca pra mim não rolou. E a maioria dos desodorantes que tem por aí, é do tipo antitranspirante, o que significa que pra você não suar, eles bloqueiam as glândulas das axilas. E isso é péssimo, dito por médicos, pois os antitranspirantes inibem a produção de suor, e isso pode causar infecções nas glândulas que temos nas axilas. Alguns estudos ainda em andamento, levantam inclusive a possibilidade dos desodorantes com alumínio e parabenos (vários dos que achamos por aí)  estarem associados câncer de mama (dito pelo INCA, aqui). Esse entupimento das glândulas do nosso querido sovaco eu já tive algumas vezes. Ele forma umas bolinhas que doem pra caramba. Então o tema desodorante sempre me interessou muito, por necessidade mesmo, se é que vocês me entendem.

Depois que comecei a estudar profundamente as questões de preservação ambiental, além do lixo que a gente vê, como os copinhos descartáveis, passei a querer evitar também o lixo que a gente não vê, mas que nos atinge diretamente, como os agrotóxicos da comida e os produtos que estão começando a ser estudados, como parabenos, alumínio e outros super comuns em cosméticos. Além do nosso corpo, esse lixo também atinge o ecossistema como um todo, porque vivemos em sistemas codependentes e interligados. E eu queria produzir menos 1 lixo nesse sentido também. Aí me deparei com o desodorante da Bela Gil, e pensei: se ela usa no Brasil, deve funcionar. Porque eu já tinha dado uma pesquisada e achei receitas de hidratantes, desodorantes e outros produtos criadas por gringos em países com um clima muito diferente do nosso. Uma coisa é fazer um hidratante pra passar na pele que está em contato com um frio de menos 2 graus. Outra bemmmm diferente é um pro calor de 40, tão comum na minha cidade maravilhosa.  E resolvi testar.  

(Na foto tá o de lavanda,  adoro variar entre ele, o de alecrim, rosas e sândalo)

  Pra fazer é muito fácil: só misturar os 3 ingredientes – leite de magnésia, água e óleo essencial da sua preferência -, colocar num potinho com saída spray, e tá pronto! É barato também, porque o leite de magnésia é um produto bem acessível.

 

Depois de feito, foi a hora de testar, e vamos às minhas impressões: Primeiro lugar: ele funciona. Ou seja, sem cecê! Já ganhou mil pontos. A textura é bem líquida, e no começo eu estranhei um pouco, porque tava acostumada a desodorantes de roll-on que costumam ser mais cremosos. Confesso que na primeira vez que usei pensei: que estranho ficar com o sovaco molhado, risos. Mas seca rapidinho. Já tô usando há mais de um mês e não tive nenhuma coceira, inchaço, ou bolinha, tão comuns quando usava os desodorantes comprados em farmácias. Não quero outra coisa na vida! :) Algumas amigas usam direto o leite de magnésia, que é quase sem cheiro, mas reclamam que às vezes ele fica meio esbranquiçado em contato com a pele. Como essa receita leva água, ele dilui na proporção ideal que não ficou branquinho, e funciona do mesmo jeito. E eu curti o fato de poder colocar óleo essencial pra dar o cheirinho que eu gosto, que é de lavanda. Outro dia aconteceu uma coisa engraçada, fui dormir na casa do meu namorado e esqueci de levar o desodorante, aí usei um rexona que tinha lá com cheiro de talco – powder, porque os nomes têm que ser em inglês né gente - e quando deitei ele falou: nossa, que sabonete foi esse que vc usou? E deu uma tossida, tipo, detestei. E eu disse, não é o sabonete, é o desodorante. Aí ele: ah, então traz o seu natureba pra cá que é muito melhor!! Fiquei feliz. Ou seja, quesito funcionalidade: 10! Cheirinho: 10! Aparência: 10! Valeu Bela! #tamojunto Ingredientes

  • 1/2 xícara de leite de magnésio
  • 1/4 de xícara de água
  • 1 colher de chá de óleo essencial da sua escolha. "Adoro variar entre lavanda, alecrim, rosas e sândalo", sugere Bela.

Só misturar e colocar no potinho e tá pronto! A gente também tem uma receitinha lá no canal, já viu? Pra você testar várias receitas e escolher o melhor pro seu dia a dia e pra sua pele:   https://youtu.be/XSIJt886ITw    

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5 Dicas simples para uma casa mais sustentável

Em dias de fortes chuvas pelo país, fizemos o seguinte questionamento nas redes sociais: "tem tanta chuva caindo. Como você reaproveita essa água?" Muita gente curtiu, surgiram alguns bons comentários acusando ótimas soluções, e algumas indagações - pessoas que gostariam de colocar em prática um consumo consciente dentro de casa, mas que ainda não sabem como.  Já demos muitas dicas aqui,  desde compostagem doméstica, passando pelas alternativas para o plástico filme na cozinha, e chango aos pallets e suas mil e uma utilidades. Hoje, listamos 10 atitudes pra você começar a transformação do mundo pelo seu cantinho [provavelmente] preferido: sua casa. Que é parte de uma casa maior ainda e de todos: o planeta. 1. Iluminação e temperatura - essas categorias se completam. Você pode trocar as lâmpadas fluorescentes pelas de LED, que são frias, econômicas e recicláveis; pode manter as janelas e as cortinas abertas para aproveitar a luz solar nos dias mais frescos e curtir também o frescor natural das noites, ter um cantinho com plantas que refrescam o ambiente é uma boa pedida e fica lindo; optar por cores claras que refletem mais a luz solar e utilizar tintas naturais e ecológicas é o ideal. Tudo isso sai mais barato pro seu bolso e pro meio ambiente. :)

2. telhado verde - outra alternativa para reduzir a temperatura interna da sua casa. Você vai precisar um pouco mais de planejamento para executar a ideia, tempo para manutenção e orçamento para viabilizar, mas o resultado é incrível! No fim das contas você tem um jardim, um cantinho verde e tranquilo pra curtir quando quiser e sem muito esforço, além de capturar CO2 contribuindo assim para o combate aos gases do efeito estufa. Vamos aprofundar em breve para acabar com os mitos que cercam a ideia. 3.  Decoração -  já falamos sobre decoração consciente para o natal, mas dá pra ser decorado, maravilhoso e sustentável o ano todo? Dá! No quesito móveis, busque nos brechós, nas feiras, procure saber com os amigos se aquele banquinho ainda tem serventia pra ele. Há também os móveis feitos de bambu e madeira de reflorestamento, além de metais, vidros e outras matérias-primas recicladas ou reprocessadas. Quanto aos eletrônicos e eletrodomésticos, escolha os que têm o selo Procel, que indica melhor eficiência energética - consomem menos energia. A Maria Cecília, amiga da Fe Cortez, já contou pra gente como ela pensou o quartinho do filho dela todo sustentável, relembre aqui e inspire-se!

  4. Manutenção do espaço -  isso é muito importante! É preciso observar sempre as torneiras, a descarga e o chuveiro, para que não ocorra desperdício d'água com vazamentos despercebidos; a borracha da geladeira, o mau funcionamento do ar condicionado ou da máquina de lavar podem aumentar o consumo de energia. Sugestão: combine com os vizinhos e mantenham um responsável para manutenção em todo o condomínio, vila, vizinhança, etc. Com certeza vai sair mais barato além de ser mais eficiente e mais seguro. ;) 5. Reaproveitamento de água - a falta d'água não precisa ser pauta para nos conscientizarmos sobre a importância desse recurso, e você pode reaproveitá-la de diversas formas: para a limpeza do carro, do quintal, da garagem, para a descarga, pra regar as plantas. Desde um encanamento inteligente pensado pra isso - já falamos sobre ele aqui, cisternas, ou os modos mais simples como deixar um balde no box enquanto toma banho, ou deixá-lo no terraço recolhendo água da chuva ou a da lavagem de roupa. O que não faltam são meios para evitar o descarte e viabilizar o reuso. :) Agora é botar a mão na massa! Em breve teremos mais dicas tão simples e eficientes quanto essas. Nos digam o que acharam, se está funcionando pra vocês e vamos aperfeiçoando as alternativas e sugestões, ok?  Não se esqueçam, somos todos indivíduos empoderados e a mudança começa sempre por nós e ao nosso redor. ;)

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Dicas para uma Ceia de Natal Sustentável

Lá vem outro artigo sobre missões impossíveis. Daqueles que quando você chega no final, pensa: será que eu consigo? E, na dúvida, você vai pensar mais um pouco, e pensar mais um pouco e acabar não fazendo. Então, inverte o fluxo: não reflete muito e faz! As dicas estão aqui para isso. Aproveita o Natal para despertar. Não precisa ficar afiado em nenhum documento da ONU sobre desenvolvimento sustentável e não precisa saber o método de cálculo da biocapacidade média de cada pegada no planeta. Despertar é, nada mais do que, acordar, atiçar, provocar, dar origem a alguma atitude diferente.  

  1. Escolha Produtos Locais e Sazonais

Para diminuir a pegada ecológica, fica de olho na distância de onde vem o que você está comprando até chegar no seu prato. A castanha de Portugal (cara pra caramba!) demora mais do que a castanha do Pará pra chegar no seu prato. Simples assim.

Vale, também, uma ida à feira para estimular os negócios de produtores locais. E nas feiras, costuma não haver abuso no uso de embalagens. Tem aquela coisa de enrolar no jornal, colocar na sua sacolinha que não é de plástico - fica tudo mais lindo! Sobre produtos sazonais, estamos cuidando tanto da distância quanto do investimento dos seus Reais - que é pra essa ceia não ficar salgada. Com a alta do dólar, tem produtos que encareceram 15% em relação ao ano passado, segundo a Associação Paulista de Supermercados. Mesmo produtos não associados ao dólar, como carne por exemplo, estão mais caros porque o preço acompanha a moeda americana, uma vez que são produtos que a gente também exporta. Eu já comprei peru neste ano e fiquei horrorizada com o preço!

Já que não dá para abrir mão do peru - e eu nem recomendaria isso - tenta ver se tem algum criador de peru feliz (que é aquele que anda livre, não ganha bomba, etc) perto da sua casa. Eu não encontrei aqui no Rio, mas quem souber comenta e compartilha o achado. Outra dica: abraça o tropicalismo do nosso Natal. Abandona o figo turco e Inventa umas receitas com as frutas da época: melancia, abacaxi, melão e manga, por exemplo, estão em safra e tiveram queda de preço entre 10% a 20%  

  1. Calcule para Evitar Desperdício

Desperdício de comida significa mais resíduo. Sem falar no desperdício de dinheiro, que parece ser uma questão diferente, mas está intimamente ligado à sustentabilidade também.

    Então, primeiro você tem que fechar a sua lista de de convidados para determinar quanto você vai precisar de comida. Andando pelo Google, achei algumas dicas. Para prato de entrada - se for canapé ou salgadinho, 4 unidades/ convidado; se for patê, 3 colheres/convidado. Para o peru, que é o protagonista da ceia, recomenda-se 250g/convidado. Para acompanhamentos, supondo que você vai ficar ali entre 2 e 3 pratos, a sugestão é de 4 colheres/convidado.

Para sobremesa, que é mais difícil de calcular - faz porção individual! E para bebidas: 1 garrafa de vinho/6 convidados, 1 garrafa de cerveja/ 2 convidados, 1 espumante/ 3 convidados, 500 ml de refrigerante/cada convidado. Mas, claro, é impossível que esta matemática acerte sempre, né? Eu confesso que ainda não me entendi muito bem com esta equação, e uma vez que um peru de 14 kg não foi suficiente para alimentar 20 pessoas, fiquei com trauma para o resto da vida. Mas, por outro lado, sou Phd em criatividade com as sobras - o que me leva ao terceiro ponto.  

  1. Seja criativo com as sobras

Quando eu falo de sobras, eu também falo das sobras enquanto você está cozinhando - como as cascas, por exemplo. Dá pra fazer sopa, bolo, geléia, suco e docinhos. Faz um Google pra ver!Agora, com relação ao que sobra da ceia de Natal, tem inúmeras opções: quiche, sopa, arroz maluco, fritada “um pouco de tudo" - até sanduíche! E, vamos combinar uma coisa: o que sobra da ceia de Natal disputa com a pizza-do-dia-seguinte o lugar de “nham! fica tão melhor no outro dia!”

Se você conseguir controlar o que sobra depois de ser criativo com todas as sobras, não vai sobrar quase nada :) Aí, é menos lixo orgânico indo para o aterro. E se você tem uma composteira: parabéns, o ciclo está fechado!  

  1. Resista à tentação dos descartáveis

Sabe aquela tentação: vem muita gente, a pilha de louças para lavar vai ficar gigante, será que não dá pra servir a sobremesa em um pratinho de plástico? Agora eu vou ser catégoria, podem me julgar. A resposta é: não!

Plástico é difícil de compactar, logo fica volumoso. Ocupa muito espaço no meio ambiente. O que isso significa? Ou seja, além de não decompor, ele ainda dificulta a decomposição de outros materiais orgânicos! E se alguém quiser te convencer de que o eco-pecado de gastar água para lavar os pratos de louça é mais grave do que descartar plástico, não caí na onda. Por mais que o ato de lavar um prato envolva: água, detergente e gás para aquecer a água (daqueles que só lavam louça com água quente ) usar descartável é um eco-pecado mais grave! Na década de 90, o pesquisador Martin Hockins, da Universidade de Victoria, resolveu por um fim a seguinte dúvida: o que é mais verde usar copo de plástico ou um copo de cerâmica? Concluindo o seguinte: um copo de cerâmica precisa ser usado 1006 vezes para alcançar o breakeven da pegada ecológica de produção (em termos de energia) em relação ao copo de plástico. Tá ótimo! É mais ou menos isso o que a Fe Cortez economizou em 1 ano rejeitando os copinhos de plástico que aparecem na frente dela. E pra quem falar: ah! mas você vai ter que lavar o copo para o resto da vida? Sim! Lava na água fria, usa um detergente amigo da natureza e a sua consciência pode ficar tranquila! ;) Prontinho! Por um Natal mais verde para todos nós! Heliene Oliveira. Fundadora da Quiron, onde cria projetos de transformação e consciência social. Há 2 anos esta à frente do Flor Faz Bem, um movimento que reutiliza flores que seriam descartadas para fazer o bem. E desde o ano passado, contribui com seus textos para o Menos 1 Lixo.

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Faça você mesmo: dicas para uma decoração de Natal linda, sustentável e feita com amor!

O Natal pode ser a época mais maravilhosa do mundo.Mas, conforme o tempo vai passando, não tem Papai Noel que dê conta de sublimar o frenesi típico.

É tipo assim: pensa nas multidões do shoppings, nos estacionamentos do shoppings, nas filas pra entrar e sair dos estacionamentos dos shoppings. E pra quem é do Rio, e frequenta, pensa no Saara!!! Mas já que temos que passar por essa época mesmo, que tal ressignificar? Mesmo que não seja a sua data do ano preferida, mesmo que não tenha nenhuma importância religiosa pra você, a proposta é reconectar-se com o Natal de outra maneira: resgatando o lúdico e o mágico! Encarar o Natal com os mesmos olhos de quando éramos crianças!   Desacelera - Aprenda a dizer não para todos os compromissos que aparecem feito avalanche. Diga não para eventos que você não quer ir, tipo aquele-amigo-oculto-chato-da-galera-de-quando-você-tinha-6-anos-e-brincava-na-rua-de-casa. Às vezes, a gente poderia estar na nossa cozinha preparando uma rabanada com um grupo de amigos, com aromas de Natal invadindo a nossa casa, e onde estamos? Em uma festa estranha, com gente esquisita. Tudo porque a gente, simplesmente, não aprende a dizer não! Viva a vida offline - Aproveita esse clima de fim de ano para escrever para as pessoas importantes da sua vida. Escrever com papel e caneta.

E não na janelinha do whats app. Adota uma pessoa: pode ser uma daquelas pessoas invisíveis, que você sempre dá bom dia, boa tarde e boa noite - mas nunca parou pra trocar uma ideia. Separa 10 minutinhos pra conversar com o seu porteiro ou com o guardador do carro ou com aquele morador de rua que mora na sua quadra. Entenda como você pode deixar o Natal dessa pessoa um pouco mais feliz.   Fiz essa introdução para começar a falar da decoração, porque se você está na vibe de desacelerar e conectar, você pode curtir ainda mais a missão de decorar a sua casa para receber o Natal. Um adulto decorando a casa para o Natal, nada mais é do que o espelho da criança que se deixa contaminar com o lúdico e o mágico. Mas pra isso, você não precisa de 25 mil luzes piscando na sua janela. Quando a Fe me chamou para dar ideias para decorar a casa para receber o Natal, tive que levar em conta os seguintes pontos: priorizar sustentabilidade/consumo consciente; reutilizar objetos que todo mundo, provavelmente, já tem em casa; e, simplicidade (deixar a experiência leve e divertida).Além disso, tomei cuidado para não me iludir com o Pinterest.

Porque não adianta compartilhar um tutorial de upcycling, sendo que a maioria das pessoas que eu conheço não tem habilidade, nem intimidade com uma pistola de cola quente. Portanto, vamos as dicas do que é possível:  

1- Menos é

mais. Foca em fazer uma decoração que encaixe no seu ambiente, que não dê trabalho para montar e nem para desmontar. A questão é deixar a sua casa com carinha de Natal, e não montar uma cenografia de Natal da novela da Globo :)  

2- O dilema da árvore.

Eu já comprei um pinheiro de Natal de verdade na Cadeg. Mas consegui replantá-lo. Até o ano que não foi possível, e a culpa bateu forte. Há quem recomende a árvore artificial, porque a longo prazo, deixa menos pegada ecológica do que a árvore que foi retirada da natureza apenas por um capricho. Já li alguns estudos a respeito, mas ainda não tenho opinião formada. Neste ano, que resolvi que a árvore vai ser de um projeto factível do Pinterest - descobri várias opções! ;)  

3- Vida nova para o que você j

á tem. Na dica do item acima, já tem os livros com outro papel dentro da decoração. Mas tem outra coisa que todo mundo tem em casa: aquelas bolinhas de decorar árvore de Natal. Olha que linda estas opções pra deixar a casa com cara de Natal, fugindo do lugar comum.

4- Decore com a natureza. Sabe aquelas folhas e galhos que você vê espalhados pelo seu caminho? Tá autorizado a levar pra casa ,as os que já caíram ok? As folhas, você coloca em um pratinho com uma vela no meio, e você já tem um centro de mesa super cool. Com os galhos, olha que ideia fofa. E você também aproveita os cartões que sempre chegam nesta época!

5- Precisa de enfeites novos? Duas dicas: “feito em casa

” e “feito com as m

ãos” .

É uma ótima ocasião para sentar, colocar o celular no modo avião e se envolver em um projeto junto com outras pessoas que você gosta. Que trabalho manual tem efeito terapêutico, todo mundo sabe! É como se fosse uma meditação. 6- Se realmente precisar comprar enfeites, pensa na durabilidade e no significado. Se é pra durar, esquece enfeites de plástico ou vidro. Além da durabilidade, pensa no símbolo que o enfeite vai ter pra você. Lá em casa, o enfeite mais pop é presente de um amigo do meu filho: um submarino amarelo! E todos os anos que puxamos o enfeite para colocar na árvore, meu filho lembra de quando ele tinha 5 anos e descobriu, junto com o amigo, Yellow Submarine, dos Beatles.  

7- O dilema do pisca pisca. Tá, mas se a decoração vai respeitar o meio-ambiente, tem que abolir o pisca pisca? Acho que o razoável é o seguinte: pisca pisca de lâmpada LED (que vai economizar 90% do custo com energia elétrica, e vai durar muito mais), acende só na hora que todo mundo está junto e desliga antes de dormir.  

8- Cheirinho de natal. Então, tem luz brilhando, tem os enfeites que você fez na sua casa e com as suas mãos, reutilizando objetos que você já tinha - falta o que? Cheiro de Natal! Porque se é pra marcar mesmo, a decoração tem que estimular outros sentidos, tem que promover uma experiência :) E fragrâncias podem colar na nossa memória e nos fazer lembrar de momentos da nossa vida. Portanto, minha sugestão é escolher uma mistura de ervas e cascas de fruta que iriam para o lixo (sem esquecer da canela, que dá aquele cheiro de Natal), esquentar rapidinho no fogão e deixar sua casa ser invadida pelo aroma. No mais, lembre que mais do que uma data comercial, o Natal é tempo de paz! Aliás, não há nada que o mundo esteja precisando mais do que paz e amor! Boas Festas!   * A Heli é minha amiga desde antes do Menos 1 Lixo nascer, e já escreveu outros posts incríveis pra gente. Curitibana de nascimento, Carioca de coração. Mãe-apaixonada do Nick e da Bibi. Formada em Direito e Administração. Já se mudou de casa, de país e de cidade mais vezes do que os dedos das duas mãos. Pulou direto do mundo das start-ups para empreender na economia criativa, fundando a Madame Tutu em 2012. Desde então, já assinou projetos que vão da Chapeuzinho Vermelho a show do Lenine; de Moranguinho a festa no Morro da Urca; de picnic a casamento. Vem daí o bordão da Madame Tutu “Decoração para todos momentos felizes”. Além disso a Heli tem uma visão de sustentabilidade incrível, um projeto lido chamado Flor Faz Bem, que leva flores e beleza pras comunidades, usando voluntários que refazem os arranjos de festas que iriam pro lixo. Porque na verdade, o lixo é só aquilo que sobra quando falta criatividade, né, Heli? ????

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Eu testei: farinha de mandioca – opção sustentável, biodegradável e baratíssima para o pipicat do seu gato!

Há dois anos entrou na minha vida uma gatinha linda, a Twiggy. Tutu, apelido carinhoso dado a ela, foi a minha primeira experiência com animais em casa, já que meus pais nunca foram muito adeptos da ideia de ter um gato ou cachorro em apê. Quando fui morar sozinha, em um dado momento, tava me sentindo meio solitária e resolvi adotar a Tutu, que nasceu da gatinha da esposa do meu primo (na época era namorada).

A Twiggy chegou lá em casa bem pequenininha, cabia na minha mão e eu, marinheira de primeira viagem, comprei todos os apetrechos que achava que seriam úteis e necessários pra ter um gato. Um desses apetrechos fundamentais é a tal da caixinha de areia. Pra quem não sabe (eu não tinha ideia até ter uma gata), gatos são muito limpinhos, mesmo, e só fazem xixi na terra, ou em apartamentos, na caixinha de areia. E essa areia tem mil opções no mercado. Já tinha visto na casa de uma amiga a tal areia de silicone, mas o cheiro dela era muito forte e parecia creolina, e a aparência azul quando o gato faz xixi não me inspirou muita sustentabilidade. Testei então a areia biodegradável, porque sustentabilidade é há muito tempo uma grande questão pra mim. Além de cara, essa areia ficava com um cheiro forte, pelo menos eu achava forte. Depois de usar um bom tempo, meu primo, Luiz Guilherme, um expert em gatos, já teve uns 15, me deu a boa: mistura farinha de mandioca na areia.   - Como vc sabe isso Luiz? - Li na embalagem! - Como assim? - A areia biodegradável é feita também com farinha. - Ahhhh!   Passei a misturar a farinha na areia biodegradável. Depois de um tempo, Luiz de novo: - Priminha, to usando só a farinha! - Jura? - Juro! - E aí? - Perfeito! Mesmo, faz o teste!   Fui lá e fiz!   E é muitoooo melhor que qualquer areia que já usei, porque não fica cheio nenhum, absolutamente nenhum! E ela dissolve na água.

Assim, o que eu faço: Uso a farinha de mandioca grossa, que troco toda semana. Quando a Tutu faz xixi ou cocô, vira aquela bolinha (quase um xixi a milanesa, rs) e eu tiro da caixinha e jogo na privada. Mas pra não entupir, claroooo, espero uma meia hora e dou descarga. Dessa forma diminuo o lixo que vai pros aterros - a farinha dissolve na água, e xixi e cocô, vão pela privada. Gasto em média R$4,00 por pacote, dura uns 10 dias, e o banheiro da Twiggy é mais ecológico (sem químicos), mais cheiroso e mais sustentável!

Quem quiser saber mais sobre a areia de madeira, o link tá aqui, lembrando que a opção mais em conta e sustentável de todas é a compra da farinha a granel. ;)      

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Cultura | 5 livros que ensinam sustentabilidade para os pequenos

Sempre falamos aqui sobre mudança dos hábitos. Mas e se você desde pequenininho já escutasse sobre consumo consciente, economia de água e luz, pra além do bolso da mamãe e do papai? Para o nosso lar maior - o planeta. Sabemos que sustentabilidade às vezes parece difícil até mesmo para adultos, como utilizar esse termo com os mais novos? Pois é, tem gente por aí simplificando pra eles. Listamos 5 livros que mostram para as crianças, como pequenas atitudes podem contribuir para um desenvolvimento sustentável. Anota aí: "Meu dia verde" - o livro conscientiza os pequenos sobre escolhas menos impactantes ao meio ambiente, desde o café da manhã até a hora de ir deitar. A escritora inglesa Melanie Walsh conta tudo isso com ilustrações e linguagem leve. A leitura ainda pode render aquela ajuda na alimentação - são citados hábitos alimentares saudáveis.

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"10 coisas que eu posso fazer para ajudar meu planeta" - outra obra também de Melanie, mostra atitudes pequenas como desligar a televisão e apagar a luz ao sair de algum cômodo da casa. Coisas pequenas, que muitas vezes são faladas diariamente pelos pais. Porém dessa vez, lida por um outro ponto de vista.

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"O banho de Nina" - Nina, como muitas crianças, adora tomar banho com brinquedos. Durante a brincadeira, há sempre o desperdício de água. O alerta da mãe e uma reportagem da TV, faz com que a pequena repense - seus longos banhos podem fazer com que se acabe a água do mundo. Um livro nacional, encantador, de Ana Cristina Melo.

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"A vida íntima de Laura" - conto de Clarice Lispector, fala sobre a vida íntima de uma galinha simples, feia e desprovida de inteligência e, que, morre de medo  virar almoço, mas caso isso aconteça, quer ser almoçada pelo Pelé. A leitura além de fugir do padrão estético dos personagens principais, ensina respeito a todos os seres vivos.

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Todos os livros são vendidos em livrarias como Saraiva, Cultura, etc. Os preços são ótimos e o aprendizado melhor ainda. O 5º livro, que tal você criar em casa? Reúna os pequenos, veja o que cada um tirou de cada leitura, dos desenhos na TV, dos gibis e revistas. Construa novos hábitos com eles.  

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Eu testei | compostagem doméstica

Você já ouviu falar em compostagem doméstica? A compostagem é o processo que transforma resíduos orgânicos em adubo e ela pode ser feita facilmente em casa. Hoje no Brasil, metade de todo o lixo produzido é orgânico e poderia ter outro destino. Há mais ou menos 3 meses comecei a fazer a compostagem em casa e a primeira coisa que percebi é a quantidade enorme de comida que vai pro lixo! Mas vamos para o passo a passo, que vou falar disso daqui a pouco. Comprei minha caixa composteira na Morada da Floresta, um site super bacana de produtos sustentáveis. Existem 6 tamanhos de caixas de acordo com a quantidade de pessoas que moram na casa, e consequentemente a quantidade de lixo que elas geram. A caixa é formada por 3 compartimentos: duas caixas coletoras e uma que armazena o adubo líquido que resulta da compostagem. O kit ká vem com as minhocas, um pouco de serragem, e com o passo a passo do que pode e o que não pode ser colocado.

O processo é muito simples: você coloca o que sobrou das refeições e preparo de alimentos na caixa que já vem com substrato orgânico e minhocas. Joga por cima folhas secas ou serragem e é só deixar que as minhocas façam seu trabalho. Nas primeiras semanas eu penei um pouco, porque coloquei pouca matéria seca (folhas e serragem) e aí surgiram aquelas mosquinhas de banana. Aí descobri que o truque era fazer o montinho do resto de comida todo junto e cobrir bem com a matéria seca (serragem funciona melhor), e ficar atento pra quantidade de serragem colocada. Pra mim funciona quando é quase partes iguais de matéria orgânica e matéria seca. Quando a caixa de cima lotou, troquei com a de baixo e as minhocas sobem automaticamente de uma pra outra. O adubo que fica é maravilhoso e minhas plantinhas estão mais lindas do que nunca! E eu não gasto mais dinheiro com terra adubada, com fertilizante químico, nada disso. Ah, e pra quem está se perguntando: não, a compostagem não tem cheiro nenhum. Só se você fizer errado, mas o processo é totalmente sem cheiro. Até o adubo líquido é sem cheiro.

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Tudo lindo né? Mais ou menos. Quando você começa a prestar atenção em quanta comida vai para o lixo, acaba revendo também as compras e o preparo dos alimentos. Falamos aqui do projeto Favela Orgânica, da Regina Tchelly, que tem como objetivo ensinar as pessoas a usarem todas as partes do alimento, como cascas e talos. Falamos também que a quantidade de comida produzida no planeta seria suficiente para que ninguém mais passasse fome, e que assombrosos 45 milhões e toneladas de alimentos estragam por ano no consumo. Então além de diminuir o lixo que vai para os aterros e lixões, e consequentemente contribuir para reduzir a quantidade de gás metano (aquele que é 23 vezes mais potente que o gás carbônico no aquecimento global) emitido no processo do aterramento desse lixo, você acaba indiretamente diminuindo o seu desperdício, o que é muita coisa! Tá esperando o que pra comprar a sua? Composte, suas plantinhas, as pessoas e o planeta  agradecem!

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O custo da energia elétrica e as escolhas que você tem para economizar

Tá caro, muito caro. Já tem tempo que o meio ambiente vem sentindo o preço do desperdício de energia elétrica (energia, bem, não é mágica e conforme ela vai sendo produzida, impactos e mais impactos são gerados na natureza- a gente falou disso, lembra?). E tem alguns meses que nosso bolso sentiu forte também: desde março houve reajuste do valor das bandeiras tarifárias e isso encareceu em média 22% o valor da conta de luz. Mas nada é por acaso: uma das principais explicações para esse aumento é a falta de chuvas e a necessidade de acionamento das térmicas. E as bandeiras tarifárias, que vêm funcionando desde o começo do ano, servem para compensar esse custo extra. Bandeira tarifária, pra quem não conhece, é o sistema que passou a funcionar em janeiro desse ano em que, na conta de luz, nós, consumidores, vemos qual será o custo de geração de energia. Ela aparece nas cores verde, amarela e vermelha, como se fosse o "semáforo de trânsito" e a ideia é alertar quanto está custando gerar energia no país. Isso é determinado por fatores externos, como a seca ou fatores econômicos em geral. "O sistema de bandeiras é para o consumidor poder reagir ao momento do preço", explicou o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, "Para ele conhecer quanto está custando naquele momento e consumir de uma maneira consciente".

Menos1lixo post energia bandeira tarifária

O sistema nem começou a funcionar e, em março, já houve o primeiro reajuste de valor. Passamos a pagar R$5,50 por 100kWh quando a bandeira estiver vermelha (e, sim, ela tem estado vermelha desde o começo do ano) e R$2,50 por 100kWh quando amarela. Se ela estiver verde, sorte a nossa, não há acréscimo e isso quer dizer que as condições estão boas e as termelétricas não estão tendo que ser acionadas -elas, que são movidas a combustíveis como óleo e gás, custam caro e têm alto impacto ambiental. Tá caro, tá muito caro. Com as bandeiras, a receita das distribuidoras é inflada de modo a evitar que o setor volte a precisar de recursos externos -isso rolou bastante em 2014. É que, pelo fato da elevação dos preços da energia e o cronograma dos reajustes anuais das distribuidoras não estarem em sintonia, o setor precisou de R$21,2 bilhões em empréstimos bancários para fazer frente às despesas mais elevadas no ano passado. Até agora, o custo mais alto (por conta das faltas de chuvas) tem sido compensado pelas bandeiras: o sistema gerou em março R$218,86 milhões. Enfim. Já que a situação toda é essa, o que nos resta é economizar. E, pra não ficar só no bla-bla-bla, aqui vai uma listinha com algumas dicas do que fazer para economizar energia na sua casa. Faz bem pro ambiente e pro bolso, afinal, tá caro, caríssimo. Lâmpadas. Vale a pena optar pelas LED. Elas mantêm a mesma luminosidade de uma convencional com o uso de até 80% menos energia elétrica. Duram até 5 vezes mais e não esquentam o ambiente (e você reduz o ar condicionado). Vamos mudar? Blocos de vidro/ telhas transparentes. Se você está construindo ou reformando a casa, fique atento a formas de estimular a iluminação natural do espaço. Os blocos de vidro, por exemplo, proporcionam até 80% mais luminosidade se comparados às paredes de alvenaria. As telhas transparentes também - e protegem contra raios UV. Paredes claras. Pode parecer besteira, mas não é: a cor das paredes influencia na luminosidade da casa - e exige menos luzes acesas. Selo Procel. Esse selo vem pra ajudar na escolha dos produtos que você compra. O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica concede anualmente o selo aos equipamentos que apresentam melhores índice de eficiência energética. Já sabe o que escolher na hora de comprar, né? Linha de eletrodomésticos. Eles também têm uma categorização própria, representada por aquele gráfico que vai do verde ao vermelho e é sinalizado pelas letras A, B, C, D e E, sendo A os mais ecoeficientes e E, os menos. Mais uma vez, vale a consciência de escolher produtos talvez um pouco mais caros mas que economizam muito mais ao longo da vida útil.

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Eu testei I copinho coletor

Há alguns meses fui impactada com um post gringo, não me lembro em que site, falando de um copinho coletor menstrual. Primeiro achei meio estranho o formato, imaginei que poderia incomodar quando colocasse, mas algo ali me chamou atenção e resolvi testar. Procurei vários pontos de venda online aqui no Brasil, demorei pra achar algum que tivesse disponibilidade do produto, mas finalmente comprei um da marca Inciclo e ele chegou. O copinho é como se fosse um cálice de silicone médico, super maleável, com um pequeno cabinho embaixo. Pode lavar, ferver e dura até 10 anos. Voltando alguns passos, na hora de decidir a compra, fiquei muito confusa. O copinho tem 2 tamanhos: o maior é indicado para pessoas de mais de 30 anos ou mais que já tiveram filhos. O segundo para pessoas até 30 anos, e que não tiveram filhos.  Eu, que tenho 33 anos e não tive filhos, comprei o tamanho A, o maior deles.

Antes de começar a usar, li a bula de cabo a rabo e pesquisei na internet como colocar, como tirar, como ele funcionava e achei tudo muito fácil. Dobra para colocar, pra tirar é só fazer uma certa força e pressionar uma das laterais pra tirar e vácuo, lavar com água e sabão, recolocar de volta e repetir essa operação a cada 12 horas. Certo? Sim, mole. Ou não. A primeira vez foi em um dia com o fluxo pequeno, ou seja, algo que um absorvente interno médio daria conta numa boa. E eis que, ele funcionou super bem. Oba! Fui usar de novo, e dessa vez não foi tudo tão bem. O fluxo tava mais intenso e o coletor vazou. Tirei achando que tava transbordando, mas nada disso, tinha menos da metade da capacidade cheia. Achei que tivesse colocado errado, recoloquei. E vazou de novo. Bom, tentei uns 3 dias e eu decidi que não usaria mais. Escrevi para o SAC do Inciclo relatando toda a minha dificuldade e a resposta foi imediata, com várias dicas para tentar solucionar o problema: na hora de colocar, tem que ser pra trás, e não pra cima como um absorvente comum, e se vc estiver de cócoras, mais fácil. Passar o dedo em volta do copinho quando ele tá lá dentro também ajuda a ver se está todo em contatos com as paredes internas, ou se está dobrado e isso pode causar vazamento. E outras dicas, como a de cortar um pouquinho essa haste debaixo que às vezes incomoda um pouco. Resolvi tentar de novo no ciclo seguinte e mesmo problema: vazou de novo. Escrevi pra eles novamente, triste que não poderia usar o copinho e já pensando em comprar outra marca, mas me enviaram um novo, tamanho B, teoricamente recomendado para pessoas abaixo de 30 anos. Esperei a próxima menstruação e usei de novo, por isso demorei pra escrever aqui minha experiência. O pessoal do SAC tinha me dito mesmo que às vezes demora uns 4 ciclos para as pessoas se acostumarem com a colocação, o timing de esvaziar, e a retirada.

Teve 1 dia só que deu um pequeno vazamento, mas nada demais. E sim, sigo firme no uso do copinho, até porque descobri que usamos em média 16.980 absorventes ao longo da vida, e que nos Estados Unidos são descartados mais de 20 bilhões de unidades anualmente, e que esse tipo de lixo é resíduo, ou seja, ainda não tem um processo de reciclagem. Sendo assim, o que é uma vazadinha perto do bem que sinto ao usar meu copinho!

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