A mulher que descobriu a quantidade de lixo que  colocamos no mar

Na Semana do Meio Ambiente, nós lançamos o primeiro episódio da websérie Mares Limpos, “Estamos criando um oceano de plástico?”, em que a Fe Cortez expõe os números alarmantes dos impactos do plástico nos oceanos, no ecossistema marinho e na nossa saúde. Ainda não assistiu? Dá um play

 

Uma das entrevistadas foi a professora Jenna Jambeck, uma norte-americana poderosa, que foi a primeira pesquisadora a definir a quantidade de plásticos que já descartamos nos oceanos. Ela é professora da Universidade de Georgia e engenheira ambiental e até hoje conduz pesquisas sobre o lixo marinho e resíduos sólidos. Um novo paradigma foi criado por ela, que coordena o Grupo de Pesquisa Jambeck, nos EUA.

Jenna participou de um grupo de mulheres cientistas, o Exxpedition, que viajam por aí pra tornar mais claro o que não é visto, desde as toxinas que ingerimos até as que colocamos no mar. Elas são ativistas e especialistas em lixo marinho ao mesmo tempo em que lutam pela valorização da mulher na ciência. Jenna foi para a expedição no Oceano Atlântico com outras 13 mulheres em 2014.  Rola um documentário, vale a pena dar uma olhada.

Ela também é co-criadora do aplicativo Marine Debris Tracker, pra ser usada pelos cidadãos e cientistas do mundo todo como uma iniciativa de registrar o lixo marinho pelo mundo. E por ela ser tudo isso e mais um pouco, resolvemos exibir a entrevista na íntegra que a Fe Cortez fez com ela em Cancun, no Ocean Summit, pra dar voz a uma mulher tão incrível em um conteúdo inédito em português. Lembra de habilitar a legenda, tá?

 
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Sobre os nossos Mares Limpos

O desabafo da Fe Cortez sobre o seu amor pelo mar.

Eu digo que minha história se divide entre antes e depois de assistir ao Trashed, Para Onde Vai o Nosso Lixo, documentário apresentado pelo ator Jeremy Irons, em que ele mostra, ou joga na nossa cara, o resultado de todas as nossas escolhas de consumo. Aquele copinho, aquele canudinho, aquela troca de celular, a camiseta branca, sabe ela?, pois é, tudo isso junto e no ritmo como consumimos está fazendo do Planeta Terra, o Planeta Lixo.

E eu nunca mais fui a mesma.

 

Mas entre tudo o que eu vi no filme, nada foi mais difícil do que olhar para a “Ilha de Plástico do Pacífico”, na verdade uma grande sopa 16 vezes o tamanho de Portugal, feita de plástico. Sim, nossos oceanos são o final da linha, ou da espiral, para onde nosso lixo vai. Depois de saber que 90% das aves marinhas estudadas já ingeriram plástico ou que 1 em cada 3 tartarugas foi encontrada com a barriga cheia de plástico, eu não podia mais ser a mesma.

Eu me descobri ativista ambiental, minha vida mudou em absolutamente TODOS os aspectos, e daí nasce o Menos 1 Lixo, em janeiro de 2015. E o copo do Menos 1 Lixo em junho de 2016. E palestras, programas de TV, colunas, e a nomeação de Defensora da ONU Meio Ambiente justamente na Campanha Mares Limpos, com o foco em combater a poluição plástica que como eu disse acima, termina lá, nesse corpo de água salgada que ocupa 70% da superfície do globo, unindo todos os continentes, numa analogia perfeita de como a humanidade é uma só, afinal o que eu faço aqui, reflete ali. E o ali pode ser na China, que em termos de mundo e de física quântica é também aqui. O lixo que circula o mundo pelos oceanos é a ponta do iceberg da forma como nós humanos escolhemos, a cada minuto, a maneira que queremos habitar e dividir o planeta. E temo afirmar que essas escolhas têm sido muito aquém do que nossa inteligência permite.

 

Mares Limpos é sobre isso. É uma investigação profunda, do que está acontecendo hoje e os caminhos pra gente sair da enrascada em que nos metemos. É uma websérie internacional, a minha primeira nesse formato, onde eu tive a honra e o prazer de conversar com os maiores especialistas no mundo desse assunto. Pesquisadores, cientistas, ativistas, ambientalistas, empresários, e até o Capitão Charles Moore, “o” cara que descobriu aquela ilha de plástico que doeu no meu coração, e que apresenta ela pro Jeremy Irons no filme. Eu não fui até lá com ele, ainda, mas na série vocês vão ver meu passeio no Alguita, o veleiro de pesquisa do capitão. Mares Limpos é sobre o amor pelo mar, não só o meu, que começou bem pequena nas praias do Rio e nas viagens de veleiro com meu tio Carlinhos, onde eu disse pela primeira vez que queria ser ecologista. Mares Limpos é o resgate dessa Fe pequena, que com 10 anos sentiu o chamado, que agora se concretiza sob a forma de Menos 1 Lixo. Assim como eu, a série apresenta a história de tanta gente apaixonada e indignada, essa gente que muda o mundo, sabe. Essa gente empoderada que me inspira a ir além, a ser melhor, a amar ainda mais. Os oceanos e os seres humanos. Tipo o Eric Dieters, um pescador que construiu um barco para limpar a baía de San Diego, e passa seus dias fazendo isso. Entre eles tem também o Afroz Shah, o cara que começou sozinho o que é hoje considerada a maior limpeza de praias do mundo. E ela já dura mais de 120 semanas. E ela resgatou do lixo uma praia linda em Mumbai. Mares Limpos é muito sobre esse poder do indivíduo de mudar o mundo.

 

E por fim, Mares Limpos é sobre esse sonho e essa jornada. É sobre contar essa história de forma acessível, mas mais do que tudo é sobre esse convite que eu te faço a vir comigo. Vem transbordar todo esse amor que você tem no coração sob forma de ação, de transformação e de vitória. Os bons são a maioria e a hora de agir é agora!

Juntos a gente consegue. Juntos somos mais fortes.

 

Te espero toda quinta, 19h no Youtube!

Cuidado, sua vida pode nunca mais ser a mesma...

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Reciclável x Reciclado | Embalagens longa vida

O Brasil está entre os 5 maiores produtores de leite do mundo! São bilhões de litros produzidos anualmente que se transformam em bilhões de caixinhas nos supermercados, que são recicláveis. Mas são recicladas?

As famosas caixinhas longa vida são as principais embalagens de armazenamento de leite, mas também de outros tantos produtos que consumimos diariamente, como iogurte, molho de tomate, creme de leite, água de coco… São muitos tamanhos e muitas necessidades diferentes. Já pensou no impacto disso tudo pro meio ambiente? Essas embalagens foram descobertas por um sueco na década de 1950 e também são chamadas cartonadas. Elas foram pensadas pra garantir mais durabilidade e qualidade dos produtos. São feitas, geralmente, de 75% de papel cartão, 20% de plástico e 5% de alumínio. Cada uma dessas camadas têm uma função e elas são muitas! As caixas de leite, por exemplo têm seis delas. Mas se elas são 100% recicláveis, tudo bem consumir, né? Bom, existem dois grandes problemas na reciclagem das embalagens longa vida. O primeiro deles é a coleta seletiva e o descarte correto pra que sejam recicladas. Pra começar, é importante saber que 85% dos brasileiros não têm coleta seletiva nas suas cidades e poucos são os municípios 100% assistidos por ela. E nós não colocamos o nosso papel de cidadão em prática, porque não reivindicamos esse direito. Além da falta de coleta, muitas vezes quem tem acesso a ela, não separa o lixo ou não descarta corretamente as embalagens cartonadas. Elas precisam ser higienizadas (aquela águinha básica) antes de ir pro lixo seco reciclado e pode amassar bem pra facilitar o transporte. Se você esbarrar nas lixeiras coloridas da coleta, pode investir na azul (de papel), porque ela tem uma parte de alumínio, 4 de plástico e 15 de papel. 

  

  Então, as caixinhas de leite são 100% recicláveis, mas e aí? Pra gente ter uma ideia do problema, em 2015, 59 mil toneladas dessas embalagens foram recicladas, mas isso representou só 21% do total. Ou seja, quase 80% não foi pra reciclagem. Problemão, né? O que a gente pode fazer pra tentar contornar esse problema? Bom, vale conferir se existe algum ponto de coleta pra reciclagem dessas embalagens na sua cidade. Dá uma olhadinha no Ecycle. É importante entender que muitas vezes, somos nós quem contribuímos pra demanda da reciclagem, viu? Precisamos fazer a nossa parte e incentivar a galera a nossa volta também. As caixinhas recicladas têm um impacto bacana pro meio ambiente, já que gera 35% de plástico e 65% de fibra celulósica: com 1 tonelada é possível produzir 700kg de papel, evitando o corte de 21 árvores. Legal, né? Também vale investir no upcycling das caixinhas, tem muita coisa bacana na reutilização delas por aí. O importante é descartar corretamente, reivindicar a coleta e a reciclagem e tentar gerar, sempre, cada vez menos 1 lixo. Vamos disseminar essa ideia?

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Cinema | Frágil Equilíbrio

Por Marina Marcucci Fomos assistir ao filme Frágil Equilíbrio (2016) dirigido por Guillerme García López que agora aparece nos circuitos brasileiros e já foi premiado pelo Goya como Melhor Documentário e Melhor Canção Original.  O filme tem como fio condutor os pensamentos do ex-presidente uruguaio, Pepe Mujica e é dividido em 3 frentes principais: Madrid, Tóquio e o Monte Gururú, no Marrocos. Mujica fala sobre a sua paixão pelos seres humanos e pela vida, ao mesmo tempo em que o documentário retrata as diferentes formas de miséria que se entrelaçam por um lugar-comum: a busca pela felicidade.

   

  Enquanto os madrilenhos eram despejados de suas casas durante a crise espanhola, os africanos de Mali tentavam atravessar a fronteira com a Espanha na tentativa de uma vida mais digna. Do outro lado do planeta, executivos japoneses contavam sua rotina de trabalho que massacrava qualquer outra oportunidade de viver a vida. Afinal, o que significa estar no Primeiro Mundo? As cenas de despejo são muito fortes e mostram a capacidade do ser humano de se desumanizar. Na chegada da polícia, na madrugada, os vizinhos se acordavam com um grito de guerra, pra que todos pudessem resistir à ação e se proteger. O que poderia ser mais importante do que garantir moradia às pessoas? Mujica provoca: a propriedade é mais importante do que a humanidade? O mesmo é apresentado no ambiente de moradia e resistência dos africanos que protagonizam cenas muito emocionantes,  e defendem que  a riqueza da Europa é fruto da exploração de outros povos e territórios, e exigem o respeito de garantir um trabalho e dignidade no continente do Velho Mundo. O contraste fica por conta da história do executivo japonês, que tem a vida completamente dominada pelo trabalho e pelo sistema capitalista que permite que ele tenha coisas, sem poder vivê-las. O índice de suicídio no Japão é altíssimo e já bate 70 pessoas por dia.  

  O mais chocante são as barreiras que o documentário apresenta e como elas são frágeis. Mujica desenha uma metáfora extremamente interessante sobre a humanidade, que subiu em um barco e, com oportunidade pra remar em conjunto, destroem a navegação, sem perceber que vamos todos morrer afogados. E aí?  E o que isso tudo tem a ver com a sustentabilidade? Bom, ela tá intrinsecamente conectada com a felicidade e com a plenitude de sermos quem somos e não o que temos. Mujica conversa sobre o consumo desenfreado e como a sociedade capitalista desenvolve esse desejo do ter pra ser. E essa vontade coloca em questão o que temos de mais precioso enquanto humanidade: a vida. O que é a vida, afinal? E o que é mais importante do que preservá-la? Isso só é possível com um planeta saudável.  O documentário é um retrato da nossa desumanização e uma profunda reflexão sobre o que estamos fazendo aqui. Mujica nos convida ao amor e provoca sobre as fronteiras: elas existem ou foram impostas? São fronteiras pra quem? Não somos uma coisa só? Vale a inspiração! :)   https://youtu.be/5aDIzqpk8Uk  

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Pequenos lixos, grandes problemas | OS BALÕES

Precisamos falar de pequenos lixos que são problemas imensos pro nosso planeta. Vamos começar pelos balões de festa? Ele é quase sempre um dos primeiros itens da nossa checklist quando estamos organizando uma festinha, né? Vamos repensar? Os balões podem ser feitos de látex ou nylon e geralmente flutuam porque são recheados de hélio. Pra começar, você já parou pra pensar de onde ele vem?

  O gás hélio é um dos elementos mais abundantes e leves do mundo. Ele tem esse nome porque foi descoberto com o auxílio do sol (Hélio era a personificação do sol na mitologia grega) no século XIX. Ele está presente em minerais radioativos e fontes de água mineral e só pode ser obtido pela exploração das rochas. O hélio se espalha bastante pelos EUA, Canadá, África do Sul e pelo Deserto do Saara, mas é encontrado em maior quantidade em território estadunidense. Ele é um recurso não renovável e nenhum outro elemento tem uma propriedade parecida com a sua, ou seja, é insubstituível. E estima-se que as reservas vão acabar em menos de 30 anos. E é claro que a falta dos balões serão os  menores problemas, já que o hélio é usado em equipamentos de ressonância magnética, telescópios espaciais, reatores nucleares e tantos processos de pesquisas científicas e tecnológicas. E quando a reserva acabar, acabou. Mas e aí? Só por isso os balões são uma ameaça ao planeta? Nananinanão!

  Os balões podem ser fabricados de dois materiais, de látex e de nylon. Os primeiros são considerados mais adequados, porque são biodegradáveis, mas demoram de 6 meses a 4 anos pra se decompor, ou seja, tempo suficiente pra causar impactos irreversíveis. E não necessariamente vão atingir o processo quando em contato com a água salgada. Já os de nylon não são biodegradáveis… bom, fim de papo, né? Além do problema óbvio da poluição terrestre e dno mar, os balões vazios são confundidos pelos animais com alimentos e, então, eles comem plástico. As maiores vítimas desse resíduo são as tartarugas marinhas que acham que os balões são águas-vivas (por causa do formato) e morrem de obstruções intestinais e inanição. Hoje, 1 em cada 3 tartarugas marinhas já se alimentou de plástico dos oceanos.   

  Outro problema grave são as cordinhas dos balões que são um perigo pras aves que podem ficar presas e podem ser estranguladas e as focas e os golfinhos que têm as barbatanas e bracinhos com movimentos comprometidos. E isso tudo pode gerar a morte pela fome, afogamento, amputações e infecções.  Na década de 1980, a ONG United Way of Cleveland decidiu chamar atenção soltando 1,5 milhão de balões ao mesmo tempo, mas uma tempestade aconteceu e as coisas desandaram bastante. Os balões foram puxados pra baixo pela chuva, instalando caos pelas estradas e pelo tráfego aéreo. Nesse dia, a guarda costeira realizava uma busca por velejadores desaparecidos que morreram, porque as buscas foram interrompidas pela quantidade exorbitante de balões na água. Alguns animais se machucaram, assustados, e os donos processaram a ONG pela negligência da ação.

 

  De fato, a ação parece linda pelas fotos, né? Mas a gente nem espera como pode ser nociva pro meio ambiente. Muitos dos estragos certamente não foram calculados, mas todos esses balões viraram lixo imediato. Assim como os das festinhas, eventos, feriados, etc. Precisamos mesmo deles?     

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Menos 1 Lixo no Yoga na Maré

Por Nina Marcucci   Você conhece o Yoga na Maré? Larga o cafézinho, termina de ler esse texto e dá um clique pra conhecer! Idealizado pela Ana Olívia, o projeto tem por objetivo levar a prática milenar da yoga pros moradores do Complexo, além de massagem ayuvédica e outros passeios, como pelo centro histórico do Rio ou ocupando espaços da cidade com os alunos através da prática.  

  Incomodada com o uso dos copinhos descartáveis durante os lanches das turmas, a Ana entrou em contato com a gente pra pensarmos em um copo personalizado do projeto, que ao mesmo tempo em que reduzisse a geração de lixo da galera, também ajudasse na manutenção do Yoga na Maré. E deu certo! No dia da entrega dos copinhos, fomos até lá pra conhecer o espaço, as pessoas e a Ana, que é uma dessas inspirações pro nosso trajeto na confiança de que ainda dá tempo de mudar o mundo. Foi lindo! Participamos da aula (que privilégio!) e depois fizemos uma roda pra falar sobre os impactos de cada um de nós pro meio ambiente.  

Foi um troca sobre empoderamento, pertencimento e esperança, de que nós podemos transformar o mundo em que vivemos com atitudes simples. Trocamos dicas práticas de como impactar cada vez menos o meio ambiente, quer saber?

  • Recusar todos os copos plásticos e ter sempre um copo reutilizável por perto (no trabalho, vale levar a sua xícara, o seu copo e/ou a sua garrafa de vidro);
  • Recusar todas as sacolas plásticas e ter sempre uma sacola de pano, que pode ser feita até mesmo com uma roupa velha e a Rafa, uma das alunas, apresentou a sua, feita de um uniforme de um emprego antigo. Não é incrível? Ela ressignificou uma roupa que possivelmente iria pro lixo, em bolsa!;
  • Levar sempre os seus talheres na bolsa;
  • Evitar guardanapos de papel e usar os de pano, também falamos pra fazer alguns trapinhos com camisetas antigas, super funciona;
  • Recusar todo e qualquer canudo de plástico!;
  • Investir em sabão de coco pra limpeza da casa, da louça, das roupas... pensamos na economia e no meio ambiente e vale a pena sobre qualquer um dos pontos de vista;
  • Adotar, quando possível, a Segunda sem Carne;
  • Pras meninas, falamos sobre os coletores e foi muito legal, porque tivemos uma troca linda com as meninas do Yoga na Lage, sobre o uso, desconfortos, hábitos... Uma mulher usa, em média, 16 mil absorventes a vida toda e fizemos um cálculo (sem levar em conta a inflação!) de que seriam R$ 10.800 investidos.  Quer ver a economia da opção dos coletores? R$ 200 a vida toda!

Estar no Yoga na Maré foi uma sinergia maravilhosa com o movimento, que acredita que o indivíduo deve se empoderar e se responsabilizar pelo seu impacto no meio em que vivemos. É fundamental termos a consciência de que somos capazes de transformar o futuro (e o presente) com atitudes muito mais simples do que pensamos. Vale dar uma visitada nas redes dos projetos e, especialmente, contribuir com o copinho se você ainda não tiver o seu. Vamos juntxs?    

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Recife artificial de pneus na Flórida

Em 1972, foram jogados cerca de 2 milhões de pneus a uma milha de distância da costa, em Fort Lauderdale, na Flórida, região conhecida por prédios e condomínios de luxo.  Esse acontecimento na verdade foi um projeto pensado pra liberar aterros entupidos e ao mesmo tempo criar um recife artificial.  O que muitas pessoas não sabem é que alguns substratos duros colocados no mar podem atrair vida marinha, como as algas e os moluscos, por exemplo. E estas formas de vida atraem os pequenos peixes, que são presas de peixes ainda maiores, e assim por diante forma-se a cadeia alimentar.  

  Mas o tiro saiu pela culatra: os pneus foram amarrados com nylon e aço para que ficassem juntos, criando uma espécie de recife. E não foi o que aconteceu. Muitos acabaram se soltando e foram parar na praia e outros atolaram em recifes naturais da região. Ou seja, uma ideia que deu muito errado. Principalmente pensando nas fortes correntes e constantes tempestades da região da Flórida... Aaaaaah! E lá na década de 70, quando o projeto começou, acreditava-se tanto no sucesso dele que até a fabricante Goodyear cedeu alguns pneus. De acordo com o The Guardian, 62 mil pneus foram retirados de lá. William Nuckols, coordenador da Coastal America, que agora lidera um grupo de limpeza formado por mergulhadores e cientistas, afirmou que os recifes com pneus se transformaram em uma máquina de matar corais pelo mundo, onde projetos semelhantes foram implementados.   [video width="480" height="360" mp4="http://www.menos1lixo.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Reef-by-Goodyear.mp4"][/video]        

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Especial Água | E quando não existia saneamento básico?

Você já se deu conta de que há pouco tempo se jogava o lixo e os excrementos diretamente no mar? E que não havia qualquer preocupação com matérias-primas não biodegradáveis, como o plástico e o isopor, porque eles não existiam? Restos de comida, roupas e tudo o que não poderia ser mais aproveitado era, geralmente, enterrado no quintal. Naquela época (e há pouco tempo, já que o consumo excessivo teve seu estopim só depois da Segunda Guerra Mundial), nada era facilmente descartável. As coisas levavam mais tempo pra serem produzidas e não tínhamos a política da urgência. E a melhor parte é que tudo era biodegradável, afinal, o plástico é uma invenção da década de 1940. Na Idade Antiga, a galera se deu conta de que lixo e água suja resultavam em doenças e que era preciso prestar atenção nisso. A palavra saneamento significa higienizar ou tornar saudável. Na Roma antiga, as ruas com encanamentos eram também fontes públicas que separavam a água pra beber das outras necessidades, na tentativa de prevenir doenças. Na Grécia, as fezes eram enterradas pra evitar a exposição pública, evitando também epidemias. As primeiras galerias de esgoto foram pensadas na Babilônia, antes de Cristo, através de um planejamento urbano super complexo. O famoso aqueduto Aqua Apia do Império Romano tinha 17 km de extensão e foi a primeira vez que rolou saneamento básico de verdade.  

  Mas a gestão de saneamento construída pelo Império Romano ruiu junto com ele. Já na Idade Média, o governo deixou de se envolver com a questão da água e isso passou a ser um problema coletivo, com famílias cavando fossas nos quintais e pagando pelo transporte de água dos rios para uso próprio. Na Idade Moderna, a água era distribuída por sistema de canalização, especialmente da chuva. No século XIX as coisas começaram a evoluir. Em 1829, a França determinou prisão àqueles que despejassem produtos capazes de matar os peixes. Ainda nesse período, 180 mil pessoas morreram na Europa por causa da peste também por conta da contaminação da água e a visão higienista ficou bastante popular, conectando saneamento à saúde.  

  E no Brasil? O primeiro sinal de saneamento é ainda do século XVI, quando Estácio de Sá escavou o primeiro poço pra abastecer a cidade do Rio. Mas só em 1940 que os serviços de saneamento começaram a ser comercializados. No Brasil do século XIX, não existia ainda um sistema de esgoto e o despejo do que não era enterrado era feito pelos escravos, já que as casas não possuíam banheiro como conhecemos hoje. Esse resíduo era recolhido em barris que ficavam debaixo das escadas e ou em fossas feitas no chão. Quando cheios, eram transportados pelos escravos que carregavam na cabeça até o mar. O transporte era feito, no geral, durante à noite e em dias de chuva, os barris eram esvaziados na rua mesmo, pra que as águas levassem tudo pro mar sem esforço. E o que era despejado tinha um nome: as águas servidas. Rio, Salvador e Recife eram as cidades mais visadas na falta de higiene e no inchaço populacional e a prática começou a preocupar os governantes, que tentavam regulamentar esse despejo, colocando latrinas móveis pela cidade com tampas pra evitar mau cheiro e doenças. Essa ideia gerou uma charge bem famosa do caricaturista alemão Henrique Fleuiss em 1861.  

Os viajantes que vinham pro Brasil sempre reclamavam da falta de higiene do país e dos habitantes no século XIX. No Rio, fossas sanitárias foram proibidas, por exemplo, por conta da pouca profundidade do lençol freático e as necessidades eram todas jogadas no mar. Esses escravos, que carregavam os barris, eram chamados de tigres, porque o conteúdo caía pelo tronco dos rapazes e, pela grande presença de ureia e amônia, ficavam com listras bancas, contrastando com a pele negra. Essa prática rolou no Rio de Janeiro até 1860 e no Recife dois anos mais tarde.  

  Em 1867, os jornais denunciavam os projetos de sistema de esgoto que não saíam do papel, já que o número de latrinas não acompanhou o aumento populacional. Hoje, o saneamento ainda é uma questão muito neglicenciada no país e já falamos disso nesse post aqui. No país, menos de 85% da população é atendida com fornecimento de água tratada. Há dois séculos, era possível compreender a ideia de que se despejava lixo no mar,  tanto pela falta de informação, quanto pela falta de resíduos que demoravam tanto tempo pra decomposição.   Hoje, com a quantidade de plástico de consumimos, a situação é MUITA e já temos consciência de que não pode jogar nada no mar, né? E por que isso continua assim? Em 2050, vai ter mais plástico do que peixe nos oceanos e as nossas águas já não dão mais conta de tanto lixo. Vamos mudar isso pra ontem?

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Especial Água | Vivendo com menos de 50L de água por dia em Cape Town

por Camilla Buenting   Eu contei aqui sobre a situação de Cape Town, que pode ser a primeira metrópole do mundo a ficar sem água. Em fevereiro, o governo decretou que cada pessoa pode usar 50 litros de água por dia pras suas necessidades e hoje quero te contar como é readaptar a vida pra essas limitações. Com a seca se prolongando e o Dia Zero se aproximando, todos estão se esforçando em repensar o consumo de água: residências, comércio e governo. O governo de Cape Town está lidando de uma forma bem diferente com a crise hídrica do que o governo de São Paulo, com sua crise de 2015. Aqui, os esforços estão concentrados em diminuir o consumo de água residencial, que corresponde a mais da metade do uso municipal da água. No episódio da seca de São Paulo, o governo também focou em ações para diminuir o uso residencial de água, porém, mais da metade do consumo da região metropolitana era pelos setores industriais e de serviço. Aqui, justamente por essa diferente distribuição do consumo, a ação do cidadão faz tanta diferença. Abaixo, uma rádio local elaborou o seguinte gráfico para guiar o uso de 50L de água por dia:  

  A recomendação de 50 litros por pessoa, por dia, é pensada no consumo direto. Ou seja, inclui a água que se usa tanto em casa quanto no trabalho ou escola assim como em restaurantes e outros estabelecimentos comerciais. Por isso, é importante pensar em quanta água os nossos hábitos requerem. Aqui uma pequena lista de hábitos básicos para usar água de forma consciente:

  • Fechar a torneira enquanto escova os dentes, se barbeia, ensaboa as mãos, etc.
  • Não deixar a água correndo antes de entrar no chuveiro
  • Nunca abrir a torneira ou chuveiro a 100% da capacidade
  • Consertar imediatamente quaisquer vazamentos ou ‘pingamentos’. Esses representam em média 13% da sua conta de água! Em uma macro-escala, isso é ainda mais gritante.
  • Usar a máquina de lavar louça e de lavar roupa apenas cheias.

Porém, essas medidas não são suficientes para ficar dentro da quota de 50 litros por pessoa. Uma única descarga são 10 litros numa descarga normal. Três minutos de ducha são 66 litros numa ducha convencional.   Como eu estou fazendo para me manter dentro do teto de 50 litros por pessoa, por dia: Aqui vão algumas mudanças que eu fiz para me adaptar às restrições de consumo de água. Vale lembrar que eu alugo um quarto em uma casa, então só pude fazer alterações nos meus hábitos, e não mudanças estruturais na casa. Eu também tenho um jardim, que precisa de muita água para sobreviver o verão seco de Cape Town, ou seja, eu tenho muita necessidade de água e reaproveito minha água de reuso pras minhas plantas. Eu também não tenho carro, ou seja, não preciso lavá-lo.   BANHEIRO

  • Duchas de até 2 minutos: fecho a água enquanto me ensabôo, enquanto passo o shampoo, enquanto espero o condicionador agir
  • Lavo o cabelo apenas 2x por semana. E ninguém tá julgando :)
  • Não faço mais no banho: escovar os dentes ou lavar o rosto
  • Tenho uma garrafa de água tipo squeeze (que eu preencho com a água coletada do banho) na pia para lavar as mãos, limpar a pia da espuma da pasta de dente, etc.
  • Baldes no box para coletar qualquer água, e re-usar essa água para dar descarga, lavar os pés ou regar as plantas da casa.
  • Inseri uma garrafa de vinho na cisterna da privada ocupando volume na caixa do vaso sanitário, para que cada descarga use menos litros de água, quase 1 litro a menos. Uma descarga usa 9 litros de água. Uma descarga tipo dual-flush tem a opção de usar 9 ou 4,5 litros de água.
  • If it’s yellow, let it mellow,if it’s brown, flush it down. Em claro português, só dê descarga se for sólido. E, de novo, ninguém tá julgando, tá todo mundo passando pela mesma situação :)

 

   

  COZINHA

  • Eu tenho dois baldes para lavar louça na pia: um para ensaboar, outro para enxaguar. Eu troco essa água apenas quando acho que está mais sujando os pratos do que lavando.
  • Descartar a água do primeiro balde quando apenas quando estiver realmente nojenta, e usar a água do balde de enxague para o balde de ensaboar, adicionando nova água ao balde de enxágue.
  • Enxaguar legumes e frutas e coletar essa água nos baldes para lavar louça.
  • Guardar água de cozimento da massa (sem óleo, apenas sal) também lavar pratos ou dar descarga.
  • Descongelar comidas naturalmente, ou na geladeira. Nunca em água corrente.
  • Coletar toda água de copo esquecida no balde de lavar louça para reutilizar. Ou direto nas plantas.
  • Na máquina de lavar louças, eu escolho a opção de usar a metade da água (“half-load”) e no modo “eco” - fica tudo limpinho, eu testei. Essa troca vou utilizar sempre.

 

  LIMPEZA

  • Usar roupas, aerá-las à noite, reusá-las (pode repetir look sim!!! #armáriocapsula), minimizando assim para apenas 2 usos de máquina de lavar por mês, incluindo roupa de cama. Uma máquina de lavar eficiente usa em torno de 50 litros por lavagem. Dependendo do ciclo e do modelo, até 150 litros de água!
  • Dar um banho de sol, o famoso “quarar” das nossas avós, nas toalhas de banho e roupa de cama, assim não cria cheiro - o sol é um dos melhores antibactericidas por aí! Assim, preciso lavá-las com menos frequência.
  • Usar a água de enxaguar legumes e pratos para lavar janelas, chão.
  • Uso a máquina de lavar roupas no ciclo mais rápido, com apenas um enxágue.
  • Como eu reuso muita água, e muita água vai para as plantas, eu tomo muito mais cuidado com os produtos de limpeza e produtos de higiene pessoal. Além de escolher tudo biodegradável, ser o mais natural possível e em poucas quantidades também é importante.

Outras mudanças que podem ser feitas:

  • Cortar o cabelo - menos água necessária para lavá-lo  (atualização: agora eu cortei!)
  • Se você tem filhos, por exemplo, encher (meia) banheira para os dois (ou mais), reaproveitando a água para dar descarga, é claro :)
  • O mesmo vale para cachorro!
  • Inserir aeradores em todas as torneiras da casa, diminuindo o uso de água de 20-30 litros por minuto para 6-10 litros por minuto. Isso reduz o consumo de água em 50-75%.
  • Trocar a boca do chuveiro para uma opção low-flow, diminuindo consumo de água de uns 22 litros por minuto para também 9-12 litros por minuto. Assim o consumo de água diminui, como também a energia necessária para aquecê-la (gás ou eletricidade).
  • Instalar uma descarga dual-flush, com opção de descarga para líquidos (3L) e sólidos (6-10L por descarga).
  • Instalar eletrodomésticos eficientes em uso de água. Uma lava-louças pode usar entre 40-75 litros de água por lavagem. Uma lava-louças eficiente, pode usar 13 litros de água. Geralmente, para máquinas de lavar roupa, aquelas com tambor horizontal (porta na frente) são mais eficientes que as com tambor vertical (porta em cima).
  • Desconectar o tubo de vazão da máquina de lavar louça e lavar roupa, coletar a água do ciclo em um balde e usar essa água também para lavar chão, ou irrigar o jardim.
  • Coletar água da chuva, usar para lavar pratos, lavar carro, dar descarga, irrigar as plantas, etc.
  • Utilizar plantas que não requerem muita água para seu jardim, como suculentas e cactus.

  Mas e agora?   Acima de tudo, essa experiência está me ensinando a olhar para a minha conta de água além do valor final que eu tenho que pagar, e sim para a quantidade de água que eu uso. Quando falamos de sustentabilidade, é muito importante measureto

manage, mensurar para manejar. Boas práticas para reduzir o consumo de água não estão restritos, porém, à esfera residencial e pessoal. Como expliquei antes, muitos estabelecimentos comerciais também estão se esforçando para diminuir seu consumo de água, como restaurantes usando a água do banho-maria para limpeza e trocar receitas por outras que precisam de menos água (como grelhar ao invés de ferver legumes), assim como outras práticas que podem ser adotadas em casa. Porém, muitos restaurantes e escritórios, assim como residências, estão embarcando em trocas que não são exatamente inteligentes em termos de uso de água consciente ou de sustentabilidade. Afinal, temos que levar em conta o impacto ambiental direto assim como o virtual. O primeiro exemplo, é o incentivo da venda de água engarrafada, ao invés de água da torneira (lembra que é potável?). Isso não faz muito sentido. Primeiramente, a maior parte da água engarrafada é engarrafada na região do Western Cape, ou seja, também está usando a água do sistema que está em crise. E mais, usa-se em torno de 13 litros de água para se fazer uma garrafa PET que só armazena 1 litro de água. Faz sentido? Não, né? Esse “cálculo” não é restrito apenas à região do Cabo. Uma proposta é apenas vender a água que é engarrafada em sistemas hídricos de outras regiões. Porém, temos que pensar na troca de impacto ambiental - continua o consumo de água apenas para fazer a garrafa PET e temos que adicionar o carbono pelo transporte dessa água. Outro exemplo é a troca do uso de copos, pratos e talheres por descartáveis  Isso apenas transfere um problema de água para um problema de lixão, poluição e dependência do petróleo. Isso sem contar na água usada na produção desses descartáveis que será jogada no lixo em apenas um uso.   [caption id="attachment_4428" align="aligncenter" width="478"]

Aviso no restaurante Vida e Caffe, "Nós vamos apenas servir café, bebidas e comida em descartáveis, embalagens pra viagem e não mais em xícaras de cerâmica, pires e pratos, para assim minimizar o uso da água"[/caption]   Uma economia porca, pois é possível lavar louça com muito menos água. Ou então, usar descartáveis feitos de papel ou de outra fibra vegetal, compostáveis e biodegradáveis. Porém, a produção desses itens também requer água e não podemos esquecer do custo ambiental do transporte envolvido. Outras sugestões de trocas incluem usar mais shampoo seco ou lenços umedecidos para higienização pessoal. Então, nesse momento, mesmo os ativistas de sustentabilidade estão em debate. Tem gente em cima do muro e tem gente dos dois lados do muro. Será que vale a pena fazer essas trocas? E se for só enquanto tivermos em crise? Mas e se a escassez de água for o “novo normal”? Esse momento que a Cidade do Cabo está vivendo é muito único, pois está nos colocando na vanguarda para criar expertise com urgência em hábitos e soluções que podem nos ajudar a nos tornar conscientes consumidores de água.

Água é vida.

 

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Especial Água | Tudo o que você joga fora vai pros oceanos

Quantas vezes você já parou pra pensar pra onde vai o esgoto da sua casa? Em setembro do ano passado, a Agência Nacional de Águas (ANA) divulgou uma análise bem completa da situação de saneamento básico nos 5.570 municípios brasileiros e de todo o impacto que o tratamento do esgoto gera pro meio ambiente. O Atlas Esgotos - Despoluição de Bacias Hidrográficas mostrou que 81% desses municípios despejam pelo menos 50% do esgoto todos os dias em rios, córregos, riachos, ou seja, qualquer curso de água fluente sem qualquer tipo de tratamento. Segundo Sergio Ayrimoraes, superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da ANA, pela primeira vez se entendeu o verdadeiro impacto da falta de saneamento pras águas brasileiras. Os números são bem sérios: quase 90% das cidades do Brasil tratam menos de 60% do esgoto e só 769 cidades alcançam um percentual maior, a maioria no sudeste. Isso significa que quase 70% dos municípios não tratam seu esgoto.   [caption id="attachment_4418" align="aligncenter" width="1024"]

Fonte: Carta Capital[/caption]   E a coisa é bem grave: todos os dias quase 6 mil toneladas de esgoto são jogados sem tratamento nos rios brasileiros. Segundo a BBC Brasil, se o esgoto fosse somente líquido, isso seria responsável por encher 2 mil piscinas olímpicas! O Conselho Nacional do Meio Ambiente classifica os rios do Brasil em 4 categorias: 0 quando ele é apto para ingestão da água e 4 quando é sujo demais e serve, quando muito, pra navegação. E nós temos 83 mil km de rios classificados como 4! Os rios com a situação mais crítica são os mais próximos aos centros urbanos.  

  E quando a gente pensa em poluição no Brasil, qual é o primeiro nome que aparece na sua cabeça? O Tietê, né? 70% dos rios conectados a ele, que cruza todo o estado de São Paulo, são classificados na escala 4. Tietê significa, em tupi, água verdadeira. Só que não, né? Mas não é só o Tietê que é extremamente poluído. No Brasil, os Rios Ipojuca (PE), das Velhas (MG), Meia Ponte (GO), Paraíba do sul (MG/SP/RJ), Iguaçu (PR) e dos Sinos (RG) são muito sujos.  

  Segundo algumas estimativas, cerca de 80 % dos detritos encontrados no ambiente marinho têm origem em atividades realizadas em terra. A origem do lixo marinho não está necessariamente limitada às atividades humanas localizadas no litoral, mas também às inundações, os ventos e os rios transportam todo o lixo para o mar. Além  das plataformas petrolíferas, do transporte marítimo. O Plano Nacional de Saneamento definiu em 2013 que o prazo pra universalizar o tratamento de esgoto no país é em 2035. Só que tá muito longe, né? E por que demora tanto? Por que tudo é tão poluído? Porque é muito mais fácil e barato "jogar fora" na água do que montar uma estrutura de planejamento e tratamento de água. Só que é um barato que sai caro. Só no estado do Rio, se despeja 860 toneladas de esgoto e, desse número, 567 vão pros oceanos sem tratamento. E isso certamente volta pra população.  

  Mas nem precisa pensar “só acontece no Brasil”, não! Segundo o relatório da ONU sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, mais de 80% das águas que recebem esgoto doméstico e industrial não são tratadas e vão para rios e oceanos do mundo todo. E é por isso que a campanha Mares Limpos lançada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, da qual a Fe Cortez é embaixadora, é tão importante, porque se trata de uma iniciativa global pra cobrar do setor público e privado medidas efetivas contra esse cenário e todo o tipo de poluição marinha. Hoje, estima-se que mais de 80% do lixo nos oceanos é plástico e que eles vão dominar o ambiente em 2050, superando o número de peixes. E já são 51 trilhões de microplásticos nas águas, ou seja, 500 vezes mais do que as estrelas no céu. E isso envolve todo o lixo que você joga na rua, por exemplo, porque quando vai parar nos bueiros, a chuva leva toda essa poluição pras águas que desaguam no oceano. A Fundação portuguesa Oceano Azul e o Oceanário d Lisboa montaram uma campanha chamada “O que não acaba no lixo acaba no mar” pra destacar a nossa responsabilidade pra todo esse cenário preocupante. Já pensou se cada um fizer a sua parte? Vamos juntxs cobrar das autoridades a transformação desse cenário e vamos convocar todxs nesse processo de    https://youtu.be/ACFxC4rP8q0   https://youtu.be/76f4O_q2y2k https://youtu.be/5KVT9akYKUA

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Especial Água | O que eu estou aprendendo por viver na primeira metrópole com risco de ficar sem água - Cape Town

  Por Camilla Buenting   De onde eu vim Em janeiro de 2016, eu me mudei do Rio de Janeiro para Cape Town para fazer meu mestrado em desenvolvimento sustentável. De todas as adaptações às quais eu me submeti com essa mudança, a mais gritante foi a minha relação com algo que eu não dava muita atenção: a água.   O que está acontecendo Na África do Sul, a constituição determina que é a uma obrigação legal do governo realizar o direito humano (people’s right)  à água na quantidade considerada suficiente para uma vida saudável. Isso significa que cada pessoa tem direito a 25 litros de água por dia pela lei. Na prática, isso significa que a água que chega até a sua torneira em zona urbana e periurbana é potável, e é da torneira que a gente bebe, toma banho, dá descarga e lava o carro.   Dams Quando eu cheguei por aqui, o primeiro choque veio em relação ao clima. Aqui é o oposto do clima tropical carioca: o verão é quente e seco, e a maior parte da chuva acontece durante o inverno, com longas semanas de chuva fina, que escoam e re-abastecem os reservatórios de água da província. Porém, não choveu muito no inverno de 2016. Nem no de 2017. E com isso, o nível das represas de água da província de Western Cape foi se reduzindo ao longo dos meses, e hoje a Cidade do Cabo corre o risco de ser a primeira metrópole do mundo a ficar sem água.  

  O gráfico acima mostra o nível geral dos reservatórios de água da província de Western Cape, onde fica a Cidade do Cabo. No dia 20 de fevereiro de 2018, os reservatórios estavam com 22,9% de água. Quando chegar a 13%, chega no que chamamos de volume morto, ou seja, a água fica imprópria para consumo por conta da grande quantidade de sedimentos. No dia em que atingirmos o volume morto - o Dia Zero - o sistema municipal de água da Cidade do Cabo será fechado e nenhuma gota sairá da torneira.   A partir do Dia Zero, residentes e não-residentes da Cidade do Cabo terão direito a 25 litros de água por dia por pessoa para todas as suas necessidades. 25 litros equivalem a um pouco mais de 2 baldes de água! A água deverá ser recolhida de um dos 200 pontos de distribuição, que funcionarão 24 horas por dia e serão monitorados pela polícia e militares.   Como o governo está respondendo A crise hídrica de Western Cape, assim como todos os desafios de sustentabilidade (por exemplo, mudança climática

, perda de biodiversidade, poluição química, acidificação dos oceanos etc) são chamados de desastres de início lento (ao contrário de desastres de início súbito, como tsunamis ou terremotos). Além disso, a África do Sul, e especialmente a região do Cabo, é naturalmente um país em que água é escassa. 

  O governo de Western Cape vem aplicando restrições ao consumo de água desde dezembro de 2015. Como horários limitados de irrigação, proibição da limpeza de calçadas com mangueira e o aumento da tarifa pelo litro de água (quanto mais água se consome, mais caro fica o litro). Desde Junho de 2017, as restrições estão mais severas. A irrigação de jardins com água municipal, a lavagem de carros e o preenchimento de piscinas estão proibidos. O governo sugeriu 100L de água por pessoa por dia, usados exclusivamente para beber, cozinhar e higiene pessoal essencial. Na imagem acima, as restrições que estão em vigor desde fevereiro de 2018. A quota caiu para 50 litros. Por residência, o consumo de água acima de 10.500 L por mês também está fisicamente impedido. O governo da Cidade do Cabo  já vem diminuindo progressivamente a pressão do sistema por toda a cidade. Tudo isso para evitar que o temido Dia Zero chegue, e as chuvas de inverno ajudem a aumentar o volume dos reservatórios da província. O quadro abaixo ilustra o aumento do preço (em Rands, a moeda local) por litro de água de acordo com faixa de consumo e de acordo com o nível de restrição de consumo. Atualmente, já alcançamos o nível 6 de restrições.  

  Para uma base de comparação,  a média de consumo direto de água de um residente urbano é de 165 L de água por dia, incluindo banho, cozinha, descarga, lavar louça, etc. Isso sem contar o consumo virtual de água: ou seja, quanta água foi necessária para o grão de café chegar até você em forma de capuccino, ou o algodão em forma de calça jeans.   Porque precisamos prestar atenção ao nosso consumo de água Precisamos prestar mais atenção a como consumimos água. Apesar de mais de 70% da área da Terra ser coberta por água, 97% dessa água é água salgada. Dos 3% de toda a água doce do mundo, mais de ⅔ estão congelados. E do que sobrou, apenas 1% é própria para consumo humano. Com o atual ritmo de urbanização e ocidentalização do padrão de consumo, o estilo de vida da população global se torna mais e mais intensivo em consumo de água. Até 2030, estima-se que a demanda por água potável será 40% maior que a oferta de água. A água, é um recurso renovável, porém estamos usando esse recurso num ritmo mais rápido do que a água pode se renovar em seu ciclo natural. Atualmente, menos de 3% da água utilizada é reciclada. Ou seja, devolvemos a água à natureza cheia de material orgânico e inorgânico (leia-se esgoto e poluição!) sem quase nenhum tratamento ou filtro, deixando ao ciclo natural da água fazer o trabalho de “auto-limpeza”. Porém, com a quantidade de material não-biodegradável que estamos jogando nos rios, lençóis freáticos e oceanos, estamos minando a capacidade dos ecossistemas de renovar essa água. Vamos mudar nossos hábitos? Vivendo com 50 litros por dia por pessoa, muita coisa mudou na rotina dos capenianos, mas a gente não precisa esperar a crise pra economizar água. Quer saber como é viver com essa limitação? Clica aqui.  

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Páscoa e sustentabilidade

A verdade é que chocolate é bom demais, né? Com a Páscoa chegando, é difícil ceder a tantos estímulos deliciosos por aí. Mas você já parou para pensar nos possíveis danos causados por essa data? Quando criança, nossos olhos se encantam com as prateleiras coloridas pelas embalagens daqueles muitos ovos de Páscoa do supermercado. Depois de adultos, as preferências passam a migrar para outras direções: chocolate belga ou suíço, por favor. De preferência com recheio extremamente cremoso! Se der pra virem uns bombons trufados também tá ótimo. Não importa a idade: estamos condicionados a consumir. Consumir por consumir. Agora imagina um ovo de Páscoa tradicional e pensa na quantidade de plástico que tem ali. É um mega plástico para a embalagem externa + plástico interno que envolve o ovo + plástico da embalagem da surpresinha. É plástico, com plástico e mais plástico pra você comer um pedacinho de chocolate. Vale a pena? É claro que nós queremos curtir a Páscoa e qualquer outro feriado sem abrir mão dos deliciosos momentos que eles nos proporcionam. Mas que tal tentarmos uma Páscoa mais consciente? Por isso resolvemos listar 3 dicas para você curtir a Páscoa como sempre curtiu, só que mais consciente das suas escolhas :)  

  1. Invista na produção de doces locais

Tem aquelx amigx que faz doces maravilhosos? Pois então, compra com elx! Além de você não estar contribuindo para produção de embalagens de ovos de páscoa em larga escala, você também dá uma força para a/o sua/seu amiga/o doceira/o.  

 

  1. Prefira chocolates orgânicos

Os chocolates orgânicos são amigos do meio ambiente e, além disso, eles são produzidos visando aperfeiçoar os recursos socioeconômicos e naturais disponíveis. Logo, além de não conter agrotóxicos, contribuem para uma alimentação mais natural e saudável. O mercado ainda é pequeno, mas é possível encontrá-los.  

 

  1. Fazer o próprio ovo.

Já pensou em se arriscar na cozinha? Além de viver a experiência de fazer algo novo (e delicioso!), você também contribui bastante com o meio ambiente já que pode comprar os ingredientes a granel, gerando cada vez menos lixo. Ah! E se por acaso você tiver filhos, imagina a diversão que vai ser para eles?  

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5 dicas para escolher eletrônicos que vão durar mais

Por Tech Trash Como todos já sabemos, a produção de lixo eletrônicos mundo a fora vem aumentando muito ao longo dos últimos anos. Mas o que será que podemos fazer para diminuir esse volume, sem deixar de consumir novos produtos? Essa é uma pergunta difícil de ser respondida, mas o CONSUMO CONSCIENTE é a solução que procuramos.   O surgimento de novas tecnologias constantemente faz com que os aparelhos antigos, mas que ainda funcionam, sejam cada vez menos atrativos para os usuários. A impossibilidade de fazer melhorias de software e hardware é muito comum e a única solução para o usuário é, muitas vezes, descartar um aparelho em pleno funcionamento. Isso porque o lucro é ainda a peça mais importante desse processo para aqueles que produzem os eletrônicos. Mas nós podemos fazer a nossa parte! Na hora de comprar um novo aparelho, fique atento aos seguintes aspectos:   1- Tempo de garantia dos aparelhos. Se o tempo de garantia for muito pequeno, provavelmente você não terá assistência para troca de peças e a vida útil desse aparelho será muito pequena.   2- Estudos mostram que 24% dos laptops tem algum problema de hardware nos primeiros 3 anos de uso. Será que não é interessante adquirir uma garantia estendida?   3- Impressoras são as campeãs de descarte. Hoje o preço de uma impressora é tão baixo que normalmente não vale a pena consertá-la. Que tal comprar uma boa que dura 3 anos e não 1 por ano? Faça as contas.   4- Pergunte sobre a periodicidade da atualização dos softwares e se o aparelho que está comprando será compatível e/ou terá memória para suportar as próximas 2 atualizações, pelo menos.   5- Pequenos eletrônicos normalmente vem com baterias recarregáveis, que podem ficar viciadas ou não funcionar da maneira correta após um certo tempo de uso. Dê preferência aos aparelhos que permitam a troca fácil dessas baterias para o aumento do seu tempo de vida útil.   É super importante também optar, sempre, pelo conserto ao invés da troca. É difícil não ceder à tentação de ter um novo modelo ou de simplesmente comprar uma nova impressora e jogar aquela que deu defeito, "fora". Mas o fora não existe! Então, dê uma segunda chance pra todos os seus eletrônicos! E, quando isso não for mais possível, descarte corretamente, combinado?

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Os oceanos estão em perigo. E nós também.

Por Fe Cortez   Essa é a mensagem central de tudo o que ouvi durante 3 dias de conferência no World Ocean Summit, um fórum promovido pela revista The Economist, em Cancún, que reuniu mais de 300 lideranças internacionais, empresários, ativistas, ONGs e acadêmicos. E esse é o mote da nova série que estreia em abril no Menos 1 Lixo, Mares Limpos, mesmo nome da campanha da ONU da qual sou defensora. Pra termos mares limpos, é importante primeiro entender o que está poluindo nossos oceanos, e como evitar que isso aconteça. E minha investigação para a série começa aqui. O fato de ter sido promovido por uma revista cujo teor é a economia, traz para esse fórum um viés diferente daquilo que tenho acompanhado por aí, porque o ponto de vista central desta vez não era o das pesquisas que apontam que se não mudarmos a forma como usamos descartáveis, teremos mais plásticos do que peixes nos Oceanos em 2050. Ou que já temos hoje 8 milhões de toneladas de plástico descartadas anualmente nos mares pelo mundo. Tudo isso foi dito sim, e relembrado por pessoas como Emily Woglom, vice-presidente da Ocean Conservancy, uma entidade que há 30 anos mapeia o que está acontecendo nos oceanos e atua junto às empresas na tentativa de mudar o rumo das previsões, que são todas muito assustadoras. Mas também foi posto na mesa o ponto de vista das empresas, aquelas responsáveis por produzir e distribuir o que vira lixo, e que não podemos deixar de lembrar, nós consumimos, e a abordagem é um tanto curiosa, se posso dizer isso. Muito foi falado sobre pesca, excessiva que está colocando em risco diversas espécies de peixes, o que compromete mais de 1 bilhão de pessoas que dependem dessa economia pra viver. Mas vamos focar aqui na questão dos plásticos, já que falamos por aqui de Menos 1 Lixo.  

    GESTÃO DE RESÍDUOS Esse foi um tema falado muitas, muitas vezes. A visão de vários empresários do setor do plástico, ou de empresas que utilizam muito essa matéria-prima como a Coca Cola, é que o problema não é a quantidade de plástico que colocamos no mundo e sim a falta de gestão de resíduos, coleta, nas cidades, para que todo esse plástico possa ser reciclado. O fato é que 80% do lixo presente nos mares hoje, vem da terra

, e uma enorme quantidade dele, vem de rios, em lugares como a Ásia, onde o “progresso” está chegando, e com isso o consumo aumentando, mas como na maior parte dos países em desenvolvimento, a infraestrutura não acompanha a chegada desse “progresso”. Temos sim uma questão de infraestrutura, mas com certeza temos uma grande questão de quantidade. Negar os fatos ou assumir que a reciclagem vai resolver todos os problemas é um tanto quanto otimista, ou até perverso, porque coloca mais uma vez a responsabilidade em uma terceira parte, no caso os governos.  

  Um das mesas que muito me chamou atenção era um painel de discussão chamado “Aumentando o sistema de gestão de resíduos nas cidades”. Nela estavam presentes David Clark, VP de sustentabilidade da Amcor, uma das maiores fabricantes de embalagens plásticas do mundo, Lisa Emelia Svensson, Diretora da ONU Meio Ambiente, Rob Kaplan, representando a Closed Loop Partners, uma empresa que investe em gestão de resíduos e reciclagem em cidades, e Richard Northcole, da Covestro, uma empresa nova, que produz polímeros de alta tecnologia (leia-se vários plásticos, mas nenhum deles destinado a produzir descartáveis). A mesa se propunha a discutir como aumentar a taxa de reciclagem nas cidades, sim, ainda estamos falando em reciclar, quando a economia circular está aí dizendo que a reciclagem diminui o valor dos materiais, e muitas vezes a qualidade desses materiais. O curioso é que não havia um representante de cidades, seja de governos ou se sistema de limpeza urbana. Como discutir esse tema no meio de empresários interessados em vender plástico? Pois é, também não sei muito como explicar. A Amcor lançou ano passado um compromisso global no qual se compromete em colocar no mercado apenas embalagens recicláveis ou reutilizáveis até 2025. Pra isso, ela se juntou à Ellen MacArthur Foundation, uma fundação de economia circular que trabalha com diversas empresas para auxiliar nessa transição da economia linear que cria coisas com objetivo delas virarem lixo, para a circular, onde essas mesmas coisas são desenhadas para retornarem ao mercado. Se você nunca ouviu falar nisso, vale assistir a esse vídeo aqui:   https://www.youtube.com/watch?v=9GorqroigqM   E o David, em entrevista para mim, assumiu que o assunto é novo, e que eles ainda não sabem como resolver o problema de seus produtos serem assassinos em série de milhares de espécies. RECICLAGEM AO INVÉS DE REDUÇÃO Em outro painel, Ben Jordan, VP de sustentabilidade da Coca Cola, dividiu as falas com Alexis Haas, da Adidas, David Lear, da Dell, Frederic Michel, da Sky Ocean Ventures, e Erin Simon, do WWF. A Coca Cola se comprometeu em até 2030 recolher e reciclar todas as embalagens que coloca no mercado, ou equivalentes, para cada garrafa PET colocada, uma ser retirada e reciclada, mesmo que de outra marca. A iniciativa é maravilhosa, mas 2030, é muito longe. Alguns especialistas afirmam que temos apenas 5 anos pra mudar esse panorama. A Sky por outro lado, se comprometeu a não ter nenhuma embalagem de plástico descartável em seus produtos, ou descartáveis em suas instalações até 2020. E afirmou com muita segurança que isso é perfeitamente viável. Quando perguntado por mim sobre latas, ao invés de PET, principalmente no Brasil, Ben respondeu que optar pelo plástico era uma estratégia mundial da empresa, porque os consumidores querem ter muitas opções de embalagens. Será mesmo? Ou será de fato uma questão de preço? O plástico é muito mais barato que o alumínio, e também tem valor de mercado infinitamente menor, então jogar na conta de nós consumidores que a gente quer embalagens de plástico é um pouco forte.  

  NOVAS TECNOLOGIAS Já a Dell e a Adidas têm programas de retirar plástico dos oceanos e transformá-los em outros produtos. Tênis e roupas no caso da Adidas, e embalagens, no caso da Dell, que continuam se transformando em lixo, vamos combinar. A Adidas, segundo seu CEO citado pela Alexis, “é uma empresa de plástico” já que as roupas, acessórios e tênis vendidos por eles têm em suas bases polímeros vindos do petróleo, e por isso também se preocupam que esse plástico todo acabe nos oceanos. Eles produziram em 2017, 1 milhão de pares de tênis feitos de redes de pesca e plástico retirados dos oceanos, e esperam vender 5 milhões em 2018. A questão é que implementar toda essa cadeia de logística reversa ainda é muito caro e uma estrutura precisa ser montada. Se por um lado sobram redes de pesca e plásticos às toneladas nos oceanos, a tecnologia e pessoal pra retirada ainda não existem. Em nenhum momento algum deles negou que o problema existe, e ambas as empresas estão sim se movimentando para mudar, a única questão é o tempo da mudança.   PRECISAMOS RENEGOCIAR NOSSA RELAÇÃO COM O PLÁSTICO Em um dos painéis que mais me chamou atenção, Emily Woglom, Vice Presidente Executiva da Ocean Conservancy, colocou talvez o ponto mais sensato em toda a conferência, no que diz respeito ao plástico nos oceanos, que precisamos renegociar nossa relação com o plástico. Nesse painel estavam presentes John Hayes, CEO da Ball, maior produtora de latinhas de alumínio, que são infinitamente recicláveis, e no caso do Brasil têm índices de reciclagem na casa dos 98%, Fernando Musa, presidente da Braskem, maior produtora de plástico do Brasil, das Américas e uma das maiores do mundo. Por um lado Musa tentava convencer as pessoas da necessidade absoluta do plástico nas nossas vidas por ele ter permitido um avanço impensável na civilização e diminuição de emissão de CO2, porque como ele afirmou, um carro com muitas partes feitas de plástico é muito mais leve, e consome muito menos combustível, logo, emite muito menos gases de efeito estufa. Sim, estamos todos de acordo nesse ponto Musa, mas precisamos mesmo de sacolinha de mercado, canudinho e copinho descartáveis de resinas plásticas sem nenhum valor de mercado? Eu digo que não, a Emily diz que não, e diversas pesquisas pelo mundo dizem que não. Argumentar que o plástico é fundamental nesse ponto é distorcer a questão, porque até onde eu tenho visto, pesquisas não apontam que plásticos de carros ou de bens duráveis são a grande ameaça, e sim os descartáveis, single use plastics, que têm uma vida útil de uso de menos de 10 minutos. 35% de todo o plástico usado no mundo é usado por apenas uma vez, por até 20 minutos.  

  Pra mim, o que fica claro depois de 3 dias intensos de discussão a respeito de como solucionamos a questão no que diz respeito aos plásticos, é quem paga essa conta, porque no final é isso, o plástico só é baratinho porque ele não paga pelas externalidades, que são seus efeitos colaterais. Matar milhares de vidas marinhas é apenas um deles. Chegamos em um momento em que os dados estão aí, não dá mais pra negar. Como muito bem colocou o ex presidente da Costa Rica, e fundador do Ocean Unite, que promoveu esse fórum junto com a The Economist, José María Figures, metade do oxigênio que respiramos vem do mar, cerca de 1 bilhão de pessoas no planeta dependem do ecossistema dos oceanos como fonte primária de proteína, e mesmo sendo o maior ecossistema do mundo, conhecemos menos de 5% desse universo. O oceano une o planeta inteiro, ele é um só, como nós somos um só. E para que possamos continuar vivendo acima da superfície das suas águas, precisamos respeitar, recuperar e agir agora pra preservar o que está embaixo dessas águas, afinal de contas, o plástico não asfixia só peixes, ele é um sintoma de uma sociedade que descarta tudo, inclusive aquilo que a faz viver, o meio ambiente. Por isso precisamos repensar a forma como existimos enquanto sociedade, e todos precisam estar nessa mesa de discussão. Aqueles que querem manter seu conforto do copinho descartável pra viagem, aqueles que produzem esse copinho e aqueles que criam as leis e infraestrutura pra recolher esse copinho. Ou seja, precisamos sentar e negociar todos, sociedade civil, governos, empresas e academia. E a nossa parte? Pressionar pra que as mudanças aconteçam. A pressão popular é que vai mudar o jogo. E essa foi a segunda maior mensagem do Forum, a de que juntos somos mais fortes e conseguiremos sim mudar esse jogo. Que 2018 seja lembrado como o ano em que o planeta se uniu e a virada começou, vamos nessa? Comece assinando seu compromisso de eliminar um desses descartáveis da sua vida, clicando

aqui. E aproveita pra chamar mais 10 amigos pra fazerem o mesmo. Somos todos protagonistas nessa história, e temos a mesma força pra escrevê-la, apesar de nunca terem contado isso pra gente...

 

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Empoderamento feminino e o Armário Cápsula

Você já pensou como o empoderamento feminino e o Armário Cápsula tem tudo a ver? No episódio da websérie dessa semana, a Fe Cortez entrevistou a Marina Colerato, fundadora de uma plataforma incrível sobre lifestyle, moda, feminismo e sustentabilidade, o Modefica.   https://youtu.be/IfLVPfjqflI   O armário cápsula é, também, uma libertação de várias imposições da sociedade sobre como as mulheres devem se vestir. Além disso, foram as mulheres que tomaram a frente no debate da moda sustentável e as lideranças femininas no assunto são muitas! É claro que como em todos os segmentos, a moda é muito desigual quando falamos de gênero, apesar da presença expressiva das moças no mercado, os cargos de chefia ficam ainda majoritariamente nas mãos dos homens. Pra você ter uma ideia, durante a São Paulo Fashion Week de 2016 (a maior semana de moda da América Latina), das 25 marcas, só 13 tinham mulheres como diretoras criativas, segundo o Modefica.  Falando em moda sustentável, não faltam vozes femininas quebrando tabus por aí. Orsola de Castro, fundadora e diretora do Fashion Revolution, Stella McCartney, musa da  moda sustentável e vegana, Livia Firth, um símbolo do Green Carpet Challenge, Eva Kruse, a presidente do maior fórum sobre moda sustentável do mundo, o Copenhagen Fashion Summit. Aqui no Brasil também não ficamos pra trás, com nomes de peso como a própria Marina Colerato, a Fernanda Simon, consultora de moda e sustentabilidade da UN Moda Sustentável e coordenadora do Fashion Revolution Brasil e, claro, a Fe Cortez, idealizadora do Menos 1 Lixo, Embaixadora da ONU Meio Ambiente pela campanha Mares Limpos, trabalhou 10 anos com moda e trouxe, através do M1L, toda essa preocupação com a sustentabilidade na moda com o Desafio Armário Cápsula. Além disso, o Armário Cápsula foi pensado por uma mulher para as mulheres. Em 1985 a estilista norte-americana Donna Karan lançou uma coleção com 7 itens básicos que poderiam fazer do guarda-roupa de uma mulher muito mais funcional e que proporcionasse a sensação de que elas podem tudo.    

    Depois da Primeira Guerra Mundial, as mulheres ocuparam espaços que antes eram ocupados pelos homens, especialmente nas fábricas. Isso foi super importante e gerou muitas mudanças no mundo da moda, como o fim do espartilho! Ele dificultava o trabalho das meninas que precisavam de mais conforto pra produzir. Já parou pra pensar na libertação que foi não usar mais aquela peça pensada pra apertar o abdômen e a cintura?   Mas foi no período pós Segunda Guerra Mundial que as coisas realmente mudaram: a moda passou a ser pensada pelas mulheres, com reflexões sobre a feminilidade. Foi na década de 1950 que surgiu a diva e estrela Marilyn Monroe, que não seguia tendências e adaptava as peças de uma maneira que valorizasse o seu corpo, empoderamento a moda a seu favor.  

  As reflexões sobre a moda e a feminilidade foram acontecendo e a silhueta passou a ser uma afirmação do comportamento feminino.  Sem mais prisões corporais, em 1965, um movimento inédito aconteceu: as vendas das calças foram muito maiores do que das saias!   Se você tá acompanhando o Desafio Armário Cápsula, sabe que uma das palavras-chaves desse movimento é a liberdade. A gente não precisa seguir as tendências, montar look do dia ou ter aquela peça que todo mundo tem pra se sentir bonita. A libertação de vestir o que quiser, ter um armário funcional pra sua vida e fazer tudo isso contribuindo positivamente pro planeta é um passo super importante pro empoderamento das mulheres. Tá esperando o que pra começar? O empoderamento feminino tá super conectado com a nossa identidade e com a nossa maneira de passar isso pro mundo através do que vestimos. Vamos ser livres?  

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#Menos1lixoeletrônico

Você sabe dizer com bastante certeza o que é um lixo eletrônico? Tem alguma ideia do quão perigoso é esse resíduo? Você já descartou algum aparelho eletrônico sabendo efetivamente para onde ele estava indo e se teria uma destinação ecologicamente correta? Essas são perguntas simples, mas que mostram o tamanho do problema que envolve o descarte incorreto de lixo eletrônico. Para começar esse papo, vamos à definição: lixo eletrônico é qualquer aparelho quebrado ou sem uso que precisou ser ligado na tomada ou que funcionou a base de pilhas ou baterias. Eles contêm substância altamente cancerígenas como mercúrio, lítio, cádmio, cromo, que vem sendo destinadas em lixões há anos e contaminando o solo e a água da nossa cidade. O Brasil produziu em 2016 cerca de 44,7 milhões de toneladas desse resíduo, o que representa o peso de 4.500 Torres Eiffel. O que você tem feito com seu lixo eletrônico? Ele ainda está guardado em casa? Que tal se informar melhor sobre o descarte ecologicamente correto desses materiais? A responsabilidade também é sua! O Menos 1 Lixo e a TechTrash têm uma sinergia incrível nesse sentido, já que pensam, na prática, como mudar esse cenário. A TechTrash é uma startup que investe na gestão e operação de canais para captação de lixo eletrônico, com vários pontos de coleta pela cidade do Rio. Precisamos nos envolver nos problemas que impactam profundamente o meio ambiente e pensar no pós de todos os produtos que consumimos. Vamos nessa? Segue a TechTrash no instagram pra acompanhar o projeto e, claro, procura um ponto mais perto de você, combinado? Dá uma olhada aqui. ​  

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Lixo nos Oceanos | Documentários

Todo mundo já sabe que a quantidade de lixo nos oceanos é exorbitante e continua crescendo todos os dias, o plástico é uma das mais preocupantes. Selecionamos três documentários que abordam essa questão primordial de maneira instrutiva, leve e direta. Os três formatos são bem diferentes e, apesar de abordarem a mesma questão central, possuem narrativas e enfoques distintos. Já pode preparar a pipoca!   “Garbage Island: An Ocean Full of Plastic” Web documentário da série TOXIC do portal de conteúdo VICE que mostra a Great Pacific Garbage Patch: uma ilha do tamanho do estado americano do Texas feita inteiramente de lixo. A aventura da equipe da vice também passa pelo Northern Gyre no Oceano Pacífico, um ponto de encontro das correntes marítimas onde estão acumuladas toneladas de plástico. https://video.vice.com/en_us/video/garbage-island/563b9c912aab5c416bc75039   Oceanos de Plástico Provavelmente você já ouviu falar deste aqui. O documentário da Netflix fala sobre os impactos da poluição ambiental nos oceanos. Os exploradores Craig Leeson, Tanya Streeter e uma equipe de cientistas revelam as causas e as consequências da poluição nos oceanos, e compartilham soluções em prol do meio ambiente marinho.

  Mission Blue O documentário Mission Blue mostra a trajetória bióloga marinha, cientista, engenheira, professora, conservacionista e exploradora, Sylvia Earle, em busca de salvar os oceanos. Há mais de 60 anos ela trabalha em prol do meio ambiente marinho, e por essa e outras que é uma inspiração para a nova geração de defensores dos mares. No documentário, imagens dos oceanos e as estatísticas apavorantes de seu rápido declínio são apresentados junto com ações que buscam mudar o atual cenário.

Uma Gota O documentário Uma Gota, produzido pelos parceiros do Projeto Route e dirigido por Marcio Gerba, aborda os impactos do lixo marinho global e as possíveis soluções para este grave problema. Gravado em4 países da América do Sul, Marcio entrevistou dezenas de pessoas , engajou projetos, realizou palestras, ações de limpeza de praia e retratou a realidade destes locais. https://umagota.com.br/

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Ação da Route

O Projeto Route nasceu em Floripa, na Ilha da Magia pra conscientizar a galera sobre o lixo na praia. Os surfistas Marcio Gerba e Simão Fillipe consolidaram o projeto que hoje já se espalhou pelo mundo todo. As ações do Route são cheias de energia, com yoga, música, mesa de frutas, água fresca e muito amor pra distribuir. No último domingo (25), o Route veio pro Rio realizar a primeira ação na cidade em 2018, na praia da Barra da Tijuca, e é claro que o Menos 1 Lixo e os copinhos estavam por lá. 

  

 

  Dói ver a quantidade de lixo recolhida em 1h30 de ação, mas é estimulante ver a quantidade de gente disposta a mudar esse cenário. Foram 250 pessoas que foram até à praia provar que juntxs somos mais fortes! Depois de 3h de triagem, o lixo recolhido foi descartado da maneira correta. Pra saber mais sobre as ações do Route, segue o projeto nas redes sociais e vamos juntos construir o mundo em que queremos viver!  

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Por que decidi fazer o desafio do Armário Cápsula?

Quanto tempo que eu não escrevo aqui em primeira pessoa, e segura que vem textão! Dia 01 de janeiro de 2015 eu me lancei um desafio, que na época foi um desafio despretensioso de eliminar de vez os copos descartáveis da minha vida. Assim nascia não só o Menos 1 Lixo, como a Fernanda que eu sempre fui, aquela que tava lá escondida por baixo de um monte de capas e sonhos e aspirações que um dia já foram minhas, ou que talvez nunca tenham sido, talvez elas tenham sido apenas um reflexo do que eu achava que  deveria ser. O Menos 1 Lixo me fez e me faz entrar em contato, cada dia mais, com a minha essência, já que a minha missão e o meu propósito eu descobri a partir desse primeiro de janeiro, ser ativista ambiental.   Ser ativista ambiental é um ato de amor, de amor com ação. De amor por mim, de amor pelo planeta, e mais profundamente de amor pela humanidade. É uma vontade de fazer esse ecossistema chamado Terra, ou Gaia, dar certo. Fazer as pessoas se religarem com as suas essências, que de toda forma passam pela natureza, afinal somos natureza. E quando digo que é um ato de amor por mim, é porque eu, assim como a maior parte das pessoas, estava meio adormecida para o todo, fazendo o meu, no corre nosso de cada dia, sem prestar atenção para o fato que minhas escolhas e atitude diárias, somadas às escolhas e atitude diárias de 7 bilhões de pessoas, resultam nesse momento crítico e alarmante do planeta: um colapso em curso! E que pode (e vai, se não mudarmos) custar as nossas vidas.   Bom, mas você deve estar aí pensando, e o que isso tem a ver com o Desafio Armário Cápsula? Tudo, mas tudo mesmo!!! A moda está entre as 5 indústrias mais poluentes do mundo (alguns dizem ser a segunda, outros, a quinta) e de 2 pra 5 o resultado é quase o mesmo, insustentável! Eu vim da moda, trabalhei 10 anos nessa indústria, e mesmo antes disso lembro de ainda no colégio ir à Semana de Moda Barrashopping (acho que era ela), que evoluiu para Fashion Rio, que maratonei inúmeras vezes, juntamente com o Fashion Week. Eu amava moda, acompanhava as tendências, me controlava pra não gastar mais do que tinha comprando roupas. Fui stylist, assessora de imprensa, gerente de produto e planejamento, de moda. Foi quando em 2009 comecei a sentir um desconforto naquele dia a dia, naquela lógica de consumo desenfreado, de peças feitas pra serem bacanas por apenas uma estação, de padrões de beleza inalcançáveis para a grande maioria das pessoas, e mais do que isso, de você só se sentir alguém, se você tiver aquela bolsa, daquela marca, ou aquele sapato. Quanta frustração no mundo é causada pelo look do dia, pela saia da semana (porque nem mais da estação é), pela nova dieta pra ter um manequim de um tipo de corpo que nem é o brasileira. Sim, isso começou a se tornar insustentável na minha vida. Não, eu não tinha a menor clareza disso na época. Mas larguei a moda (indiretamente, porque continuei prestando serviço e fazendo conteúdo pra marcas de moda) e abri uma agência de branded content, de conteúdo feito por marcas pra conversarem com pessoas. E fui mais feliz fazendo isso. E mais ainda sendo sócia do MIMO, Festival de Música que me apresentou o patrimônio histórico de outro jeito, a beleza da música com um outro olhar, sensível e incrível da Lu Araújo, minha então sócia. Até que chega 2012, Festival do Rio, e eu assisto o Trashed (Lixo, um problema de todos) e foi um soco no estômago, foi desconfortável, pra não dizer desesperador, ver o que as pessoas estavam fazendo com o planeta, quase não consegui assistir ao documentário inteiro, e eu não podia mais continuar vivendo a vida da mesma forma. Porque aquelas pessoas também eram eu. E assim nasceu o comportamento Menos 1 Lixo, e meu mais novo companheiro inseparável, meu copinho.   https://youtu.be/9avEXVkNd5g   Três anos se passaram, fechei a agência no final desse 2015, com um resultado de 1.618 copos a menos e uma certeza que era pra isso que eu ia dedicar minha energia, meu amor e minha força de trabalho. De lá pra cá tudo mudou: meu trabalho, meus amigos, meu namorado, o meu apê, minha forma de comprar, meu meio de transporte. Mas uma coisa ainda permanecia igual, o guarda roupa daquela época. Porque mesmo comprando muito pouco nos últimos anos, ainda tinha um ativo, ou passivo?, de um armário de 5 portas cheio, lotado! Apresentando o Menos é Demais, vi muitas vezes armários como o meu e pensava: eu não compro mais, mas esse armário anda faz sentido? Até que ano passado a Heli, uma amiga engajada e colaboradora do Menos 1 Lixo, me mandou um desafio proposto pela Lilian Pacce, usar o mesmo look por uma semana, e a gente resolveu fazer. O resultado foi a adesão de muita gente, que assim como eu, descobriu a libertação e alegria de repetir todo dia durante uma semana, a mesma roupa! Tava lá meu desafio de 2018, repensar minha relação com a moda.   Hoje, dia 23 de janeiro, eu me lanço um desafio, transformar aquele armário de 5 portas, em um armário cápsula, onde só fica o que faz sentido, aquilo que mais me representa, as peças que refletem o que eu quero passar com a minha roupa, porque a moda tem sim um papel importante de vestir a gente da forma como a gente quer que o mundo nos veja. Mas tem que ser assim, de dentro pra fora, e não imposto por uma curadoria que vem sei lá de onde, e pensado pra quem tem 1,80 e veste manequim 38 (tipo poucas pessoas né migas).  

  O Desafio Armário Cápsula vai ser também uma oportunidade de trazer essa rede linda pra essa conversa, uma conversa sobre caminhos mais sustentáveis da moda, porque sim, eles estão sendo desenhados. E pra ampliar essa conversa eu chamei a C&A pra me apoiar. E a C&A tem inúmeras iniciativas de uma moda mais sustentável que já estão acontecendo, entre elas a camiseta com selo Gold Cradle to Cradle, um dos mais tops de economia circular do mundo. Uma camiseta produzida de forma muito menos impactante pro meio ambiente, e pensada para o pós consumo, pra ser reciclada ou compostada em casa quando sua vida útil terminar, leia-se estiver detonada por uso, já que os básicos, ufa, não saem de moda nunca! Quando vi esse lançamento entrei em contato com eles e falei: vamos ampliar essa conversa? E olha, achei eles muito corajosos e ousados de apoiar um projeto que fala de consumo consciente justamente de moda. A C&A já entendeu a importância de uma moda mais consciente e sustentável, e agora temos a oportunidade de uma troca ainda maior com uma das grandes indústrias desse segmento, que se comprometeu por exemplo a ter o algodão mais sustentável em todas as peças de algodão até 2020. E gente, eu sei o poder (pro bem e pro mal) que uma grande corporação como essas tem de mudar a forma de se produzir e consumir no mundo. Quando uma gigante escolhe usar só o algodão mais sustentável em suas roupas, o impacto da cadeia é enorme, e isso muda o mundo.   Eu não sei ainda qual vai ser o resultado desse desafio, mas já senti que será transformador, libertador e muito divertido. Já tá sendo.   E eu queria muito convidar você, que chegou até aqui comigo, a participar. Vamos fazer desse desafio um game, uma brincadeira, uma forma leve de aos poucos nos libertarmos das amarras do sistema, de cocriarmos essa forma de ver e viver o mundo e consumir de forma mais sustentável. De sermos ouvidxs, de agirmos com coragem, e com o coração por um planeta com mais vida, mais amor e mais possibilidades para todos. Com menos roupas e mais sentido. Afinal, a felicidade não está no consumo e nem a elegância na quantidade.   vem comigo?    Quinta-feira, dia 25 de janeiro às 19:00 vai rolar um bate-papo ao vivo comigo e com a Vivi Cardinali pra gente tirar todas as dúvidas sobre o processo e pra gente compartilhar toda esse energia boa que vem por aí.  

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5 perfis no instagram pra inspirar no Segunda sem Carne

O movimento #segundasemcarne começou em 2003 nos EUA e tem como um dos seus maiores representantes o ex-beatle Paul McCartney e as filhas Mary e Stella, que é uma referência da moda sustentável pelo mundo. No Brasil, o ponta pé aconteceu em 2009 e hoje somos um dos 35 países mais engajados no movimento que busca conscientizar as pessoas de que o excesso do consumo da carne pode ser fatal ao meio ambiente. Já falamos sobre isso aqui. Em 2018, queremos te convidar a participar do Segunda sem Carne. E pra te animar, selecionamos alguns perfis de instagram de veganos pra inspirar no cardápio. É só um dia na semana e você vai poder colocar toda a sua criatividade em prática. Já pensou quantos pratos novos dá pra experimentar nas segundas-feiras? Vamos juntos?  

  1. The Veggie Voice

Nossa parceira Alana Rox é vegetariana desde sempre e escreveu o livro “Diário de uma Vegana”, em que conta um pouco da sua história e divide as suas receitas. É apresentadora do programa com o mesmo nome no GNT e compartilha nas redes várias fotos de pratos deliciosos pra inspirar quem quer adotar o estilo de vida, nem que seja por um dia. Alana também tem um site com todas as receitas e muito mais conteúdo, aqui.   [caption id="attachment_4111" align="aligncenter" width="571"]

Reprodução do instagram @theveggievoice, Quiche de Hommus de abóbora[/caption]  

  1. Presunto Vegetariano

A ideia surgiu de uma brincadeira, já que um vegetariano sempre escuta “tem de presunto e queijo” quando diz que não come carne. O instagram é cheio de receitas e fotos incríveis que faz qualquer carnívoro babar de inveja. O blog é super didático e todas as receitinhas acompanham vídeos do canal do youtube que tem mais de 200.000 seguidores.   [caption id="attachment_4112" align="aligncenter" width="597"]

Reprodução do @presuntovegetariano, Leite de semente de girassol[/caption]  

  1. Vegana na Prática

  A Ju tem um instagram dedicado ao estilo de vida saudável com várias receitas maravilhosas pra gente se inspirar. As fotos são lindas e também estão no site Vegana na Prática. Essa coxinha de batata doce com recheio de palmito dá muita água na boca. [caption id="attachment_4113" align="aligncenter" width="471"]

Reprodução @vegananapratica, Coxinha de batata doce com palmito[/caption]  

  1. Virando vegana

Todas as refeições mega coloridas da Bruna estão no “Virando Vegana”, provando que dá pra não comer carne e lamber os beiços:   [caption id="attachment_4114" align="aligncenter" width="594"]

Reprodução @virandovegana, Grãomelete com farinha de grão de bico[/caption]  

  1. Veganismo por Amor

A Monique aderiu ao veganismo há um pouco mais de um ano e compartilha várias receitas maravilhosas, como esse “cajuzinho do bem”. Ela também dá algumas dicas pra quem quer fazer a transição definitiva, lá no veganistas.   [caption id="attachment_4115" align="aligncenter" width="587"]

Reprodução @veganismoporamor, Cajuzinho do bem[/caption]   Você não precisa ser radical e parar de comer carne, mas um dia faz toda a diferença e é super importante pra pensar no assunto. A indústria da carne é responsável pela emissão de 15% de todos os gases de efeito estufa do mundo inteiro. Além disso, no Brasil, a expansão da pecuária é a maior causa do desmatamento na Amazônia. Bora tentar só nas segundas-feiras? Marca a gente na sua foto e vamos contagiar a galera por ai.

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Projetos de compostagem urbana pra inspirar

No “Dicas da Fe Cortez” dessa semana rolou um dos assuntos mais importantes quando o tema é o nosso impacto no meio ambiente: a compostagem. A Fe mostrou a Humi, a nova composteira da Morada da Floresta (que você tem desconto usando o cupom HUMI_MENOS1LIXO, mas corre que é até o dia 21 de janeiro de 2018) e contou direitinho como funciona o processo de compostagem. O vídeo tá lindo, dá um play https://youtu.be/lwcL8FVTP6E   Mas a gente quer continuar te inspirando e trouxemos alguns projetos comunitários de compostagem maravilhosos que mudaram a vida de muita gente por aí.

  1. Revolução dos Baldinhos

  O projeto começou há dez anos em Santa Catarina e foi implementado pelo Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro) na comunidade Chico Mendes, no Bairro de Monte Cristo na capital. A gestão comunitária de resíduos começou como uma solução para um problema de saúde pública, resultado do lixo abandonado nas ruas da comunidade, que apresentava um dos piores IDH de Florianópolis. Preocupados com a  situação depois de uma epidemia de leptospirose, os moradores se uniram para transformar os resíduos orgânicos de Chico Mendes em adubo. O projeto começou com 5 baldinhos de 5 litros cada um e uma super fiscalização e conscientização pra engajar e sensibilizar todo mundo no processo. Hoje, parte do que é compostado é vendido para garantir a renda dos agentes comunitários que também atuam na educação ambiental de jovens nas instituições de ensino da região. Em 2015, o grupo realizou a I Formação em Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e viabilizou uma cartilha com o passo a passo da revolução. Tem mais sobre o projeto aqui: https://youtu.be/wJwTJ4CyDBc

  1. Composta São Paulo

O projeto foi uma parceria entre a Prefeitura de São Paulo e a Morada da Floresta com objetivo de conscientizar os paulistas sobre o lixo orgânico e a importância da compostagem, garantindo todo o aparato para 2.006 residências. Foram 1467 casas e 539 apartamentos de 8 regiões diferentes de São Paulo. No total, foram mais de 10 mil famílias interessadas em participar do projeto. Os kits de compostagem doméstica foram entregues com orientação teórica e prática do processo e as famílias foram estimuladas a assumirem o papel de multiplicadores do movimento. Seis meses depois do início do Composta São Paulo, 250 toneladas de resíduos sólidos haviam sido compostados. Ao fim de um ano, os dados foram inspiradores:  

  • Apenas 47 famílias desistiram do projeto, menos de 5% do total de participantes;
  • 89% perceberam a drástica diminuição do lixo orgânico para a coleta;
  • 97% se mostraram satisfeitos com a compostagem;
  • 86% das famílias consideraram o processo fácil;
  • 85% declarou que fazer parte de um projeto comunitário foi fundamental no estímulo  para a mudança de hábito;
  • 54% revelou que comeram muito mais frutas e legumes depois da compostagem.

Os números são incríveis e é muito legal perceber que uma galera que conheceu a compostagem pela primeira vez, percebeu a mudança de vida que ela pode trazer pra gente e pro planeta. Pra saber mais sobre o projeto, dá uma olhada aqui: https://youtu.be/5U3Lo6CWtpg  

  1. São Francisco

Conhecida como a cidade mais verde dos Estados Unidos e uma das 15 mais populosas do país, São Fracisco revolucionou o conceito de compostagem e sustentabilidade urbana em 1996. Em 2009, rolou uma lei que determinou que as empresas e os moradores da cidade deveriam separar os lixos orgânicos dos recicláveis, obrigando toda a população a pensar na sua produção de lixo. A prefeitura ofereceu as lixeiras para a separação e multou quem não quis cumprir a lei. Hoje, São Francisco já consegue reaproveitar 80% do lixo que produz e que seria descartado nos aterros sanitários.  

  O programa de compostagem urbana da cidade é super avançado e a prefeitura tem um projeto de estar apta a ser uma cidade que pratica o desperdício zero em 2020. Desde 1996, o projeto é macro e já beneficiou mais de 200 fazendas da região com o processo da compostagem. Assim, a redução da emissão dos gases de efeito estufa acontece duplamente: no ato de compostar e evitar que os resíduos sejam enviados aos aterros e na reutilização desse adubo pelos fazendeiros californianos. A empresa que administra o programa, a Recology, afirmou que já foram evitados que mais de 300 mil toneladas métricas de dióxido de carbono tenham sido emitidos para atmosfera.

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Países que baniram as sacolinhas plásticas

Nada como começar o ano com bastante inspiração, né? No primeiro episódio de 2018 da websérie “Dicas da Fe Cortez” rolaram várias alternativas incríveis para você recusar as sacolinhas plásticas sem medo do que fazer com as lixeiras na sua casa. Já viu? Dá um play   https://youtu.be/RJP1OfFGTzo   As sacolas plásticas são um problema gigantesco para o meio ambiente e todo mundo sabe disso. No Brasil, elas ainda são muito usadas para carregar as nossas compras e são super baratas pro comerciante, gerando um hábito péssimo na nossa sociedade. Mas a gente pode SEMPRE usar as ecobags como maneira de driblar as sacolinhas, né? Em São Paulo, a Lei Municipal de proibição das sacolinhas 15.374/2011 foi pensada em 2011, mas só  regulamentada em 2015. A distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas brancas não biodegradáveis em estabelecimentos comerciais foi proibida para estimular os paulistas a usarem sempre a sua própria sacolinha e repensarem o uso das descartáveis. Os supermercados são proibidos de vender, inclusive, sacolas com a marca da loja: só podendo vender as sacolinhas biodegradáveis sem o logo da empresa, evitando que o consumidor faça propaganda e pague por ela. Em São Paulo, as sacolinhas sem marca custam a partir de R$ 0,08 a unidade. Em 2016 a Associação Paulista de Supermercados relatou que houve uma redução de 70% nas embalagens plásticas da cidade.  

Já no Rio de Janeiro, desde 2009, a lei que diz que os comerciantes da cidade são obrigados a oferecerem alternativas às sacolinhas descartáveis não pegou. Ao contrário de São Paulo, a lei 5.502/2009 não proibiu a distribuição do material. Ela determina que o estabelecimento deve garantir ao consumidor um desconto de R$ 0,03 a cada cinco itens comprados sem o uso da sacolinha. A lei caiu em desuso na cidade e no segundo semestre de 2017, o deputado Carlos Minc sugeriu a alteração da lei para proibir a distribuição das sacolinhas na capital carioca. É fácil perceber que no Brasil ainda temos um longo caminho a percorrer, já que as sacolas plásticas ainda não são proibidas. Mas a gente sempre pode levar a nossa ecobag com a gente pra todos os lugares e evitar ao máximo qualquer sacolinha de plástico que encontramos por aí. No canal, a Fe Cortez ainda te dá uma dica linda de comprar à granel sem usar aqueles saquinhos.. Já viu? Da um play aqui.  

Muitos são os países que já baniram as sacolinhas e a gente selecionou um pouquinhode cada uma dessas proibições por aqui. Bora traçar essa meta pra gente também? Bangladesh Acredite se quiser, mas a primeira proibição das sacolinhas plásticas aconteceu há 16 anos em Bangladesh. A medida de proibir sua fabricação e distribuição foi tomada depois que duas inundações muito violentas aconteceram em 1988 e 1998 dizimando ⅔ da população do país, tendo as sacolinhas como culpadas da tragédia pelo entupimento dos bueiros. A capital Dacca descartava até então uma média de 9,3 milhões de sacos plásticos todos os dias! Hoje a região é uma super referência na produção de ecobags pelo mundo. Quênia Uma das legislações mais radicais do mundo quando o assunto é a sacola plástica é a do Quênia que foi aprovada em agosto de 2017. A produção, o uso e a comercialização das sacolinhas pode ser motivo de prisão ou aplicação de uma multa de até 40 mil dólares. Em Nairóbi, a capital queniana, foram registradas até 20 sacolas no estômago de uma única vaca da região. África do Sul Na África do Sul desde 2003 as lojas não podem distribuir qualquer sacolinha plástica e os donos de estabelecimentos que descumprirem com o acordo podem ser presos. Ruanda O país africano também proíbe qualquer tipo de saco plástico desde 2008 pela alta poluição gerada por elas tanto nas ruas das cidades quanto nos rios, prejudicando a atividade agrícola da região. Segundo a Exame, hoje Ruanda é um países mais limpos do continente.   Mauritânia No noroeste da África, a Mauritânia também proibiu há 5 anos atrás a comercialização das sacolas plásticas pelo país. Em 2012 foi registrado por lá que 70% das mortes de animais como bois e ovelhas foram pela ingestão de plástico. A proibição teve como justificativa a preservação dos animais. Índia Algumas cidades indianas também estabeleceram a proibição de distribuir ou comercializar sacolinhas plásticas desde 2010. Também como a Mauritânia, a Índia tomou a decisão pensando na ingestão dos plásticos pelos animais, especialmente pelas vacas, animais sagrados na região. China Também no continente asiático, a China baniu as sacolas em 2008. Em 2012, relatórios do governo revelaram que a decisão gerou uma economia de 4,8 milhões de toneladas de petróleo durante os quatro anos de proibição e a não produção de 800 mil toneladas de plástico. Itália Na Europa também rolam várias iniciativas governamentais para proibição das sacolinhas plásticas. A Itália foi o primeiro país do continente a banir de vez desde 2011 e era também o maior consumidor das sacolinhas: 20 bilhões por ano. Há sete anos que só podem ser distribuídas sacolas biodegradáveis em território italiano. França A França é o mais icônico dos países europeus, já que recentemente decidiu banir, além das sacolinhas, os talheres, pratos e copos descartáveis até 2020. Desde 2016 não podem circular sacos nos estabelecimentos franceses. Argentina, EUA e México Pelas Américas, os que já baniram as sacolinhas são os hermanos argentinos, os EUA e os mexicanos. Desde 2008 que elas são proibidas pela Província de Buenos Aires e 2010 na Cidade do México, onde a multa pelo não cumprimento do acordo pode ir até 90 mil dólares. A cidade mais verde dos EUA foi a primeira do continente a adotar a medida: São Francisco em 2007, permitindo apenas sacolas de papel reciclado ou as biodegradáveis podem ser usadas pela população. A estimativa na época era de que a cidade reduziria 3 mil litros de petróleo por ano. No segundo semestre de 2017, na Assembleia da Organização das Nações Unidas em Nairóbi, Omã, Chile e Sri Lanka se comprometeram na proibição dos plásticos de uso único até janeiro de 2018. O compromisso também envolve o engajamento na reciclagem e em metas pra diminuir a poluição nos mares e rios até 2030. Os países aderiram à campanha da ONU Meio Ambiente #MaresLimpos.

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Opções para substituir as sacolinhas plásticas na sua casa

Como os copinhos descartáveis, as sacolas de plástico são um item super indefensável quando o assunto é o meio ambiente. Todo mundo sabe que elas são péssimas pro planeta e mesmo assim elas estão por todos os lados. No Brasil, o hábito de aceitar as sacolinhas plásticas de estabelecimentos comerciais é forte, gerando um lixo descartável perigoso ao futuro de todo o nosso ecossistema.

   

  Uma das perguntas mais feitas por aí de quem quer gerar cada vez Menos 1 Lixo é: o que fazer com as lixeiras da minha casa? Afinal, as sacolinhas são excelentes no lixo da cozinha, do banheiro, do quarto…  A gente quase não se vê sem elas e é difícil pensar em soluções para esse problema, certo? Mas não foi sempre assim. As sacolas plásticas se transformaram em um elemento fundamental no transporte de mercadorias há pouco tempo, a partir dos anos 1970. Hoje, no Brasil, qualquer estabelecimento comercial te “dá” uma sacolinha para carregar suas compras, mas você paga por elas embutidas no valor do produto. Elas são baratinhas e ótimas pra estampar a marca das empresas por aí. Mas seus problemas acabaram: o nono episódio da websérie “Dicas da Fe Cortez” é justamente para derrubar todas essas dúvidas. Reúne a família por aí e dá um play, que a Fe te dá várias alternativas às sacolinhas de plástico e você pode dar fim a elas de uma vez por todas sem se preocupar com os lixinhos da sua casa. Bora?   https://youtu.be/RJP1OfFGTzo   Você ainda tem dúvidas ou alguma outra ideia? Escreve pra gente :)

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Que Natal a gente quer?

Por Rubem AlvesAs celebrações acontecem para trazer do esquecimento uma coisa querida que aconteceu no passado. A celebração deve ser semelhante à coisa celebrada. Não posso celebrar a vida de Gandhi com um churrasco. Ele era vegetariano, amava os animais. Uma celebração de Gandhi teria de ser feita com verduras, água, leite e um falar baixo. Mais a leitura de alguns textos que ele deixou escritos. Assim Gandhi se tornaria um dos hóspedes da celebração. Agora, um visitante de outro planeta que nada soubesse das nossas tradições, se ele comparecesse às festas de Natal, sem que nenhuma explicação lhe fosse dada, ele concluiria que o objeto da celebração deveria ser um glutão, amante das carnes, bebidas, do estômago cheio, das conversas em voz alta, do desperdício. Nossas celebrações de Natal são como as cascas de cigarra agarradas às árvores. Cascas vazias, das quais a vida se foi. Se perguntar às crianças o que é que está sendo celebrado, eles não saberão o que dizer. Dirão que o Natal é dia do Papai Noel, um velho barrigudo de barbas brancas amante do desperdício, que enche os ricos de presentes e deixa os pobres sem nada. Pois é certo que as celebrações do Natal são orgias de ricos, celebrações do desperdício e lixo. Celebrações do lixo? Aquelas pilhas de papel de presente colorido em que vieram embrulhados os presentes, não são elas essenciais às celebrações? Rasgados, amassados, embolados num canto. Irão para o lixo. Quantas árvores tiveram de ser cortadas para que aqueles papéis fossem feitos. Para quê? Para nada. A indiferença com que tratamos o papel de presentes é uma manifestação da indiferença com que tratamos a nossa Terra. Estou convidando meus amigos para uma celebração de Natal. Ela deverá imitar a ceia que José e Maria tiveram naquela noite: velas acesas, um pedaço de pão velho, vinho, um pedaço de queijo, algumas frutas secas. À volta de um prato de sopa de fubá – comida de pobre –, tentaremos reconstruir na imaginação aquela cena mansa na estrebaria, um nenezinho deitado numa manjedoura, uma estrela estranha nos céus, os campos iluminados pelos vaga-lumes. E ouviremos as velhas canções de Natal, e leremos poemas, e rezaremos em silêncio. Rezaremos pela nossa Terra, que está sendo destruída pelo mesmo espírito que preside nossas orgias natalinas.

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Presente com Memória: a alternativa lixo e custo zero pro seu Natal

Por Fe Cortez   Eu sou a louca do sebo! Sério, amo sebo num grau!!! Sou uma devoradora de livros, repasso muitos deles e amo comprar livros usados. Só compro novo quando não acho na estante virtual  ou é algum lançamento. A experiência do livro usado me encanta muito. Acho o máximo quando o leitor anterior faz uma marcação nas páginas, sublinha, faz uma nota na lateral. Dá um outro sabor à leitura, justamente porque ele já vem com memória. Uma memória de uma pessoa que eu nunca vi, que eu não sei quem é e isso também dá margens a pensar quem seria aquela pessoa que marcou justamente aquela frase, o que essa pessoa pensou quando terminou o livro, e por aí vai. E essa lógica do objeto com memória muitas vezes fica restrita a um livro ou a uma compra em brechó de um look lindo que você vai usar. VOCÊ! Porque pensa bem, pega mal dá um presente usado pra outra pessoa né? Não!

A lógica do presente novo, de comprar uma coisa que a pessoa possa trocar se não gostar, foi também  inventada por uma indústria que precisa produzir e escoar a produção. Mas isso não garante que a pessoa vai amar aquele presente ou aquela loja. Todo mundo tem um tio(a) ou avó(ô) que ama dar um presente que você nunca vai usar, de uma loja do bairro (dela (e)) que você nunca vai trocar. Natal então é batata sair da festa com uns troços esquisitos que você recebe com aquele sorriso amarelo e pensa, poxa vó, se vc me desse aquele colar que vc usava quando era nova e que eu amo, seria um presente lixo zero, lindo, e com memória. Quer melhor?   Pois é, eu já adotei o presente com memória há muito tempo! Quem me conhece sabe que eu dou de presente coisas que foram minhas, que significaram muito pra mim, mas que agora não combinam mais com meu estilo, ou que já exerceram um papel na minha vida. É comum amigos virem aqui em casa, olharem uma coisa e me pedirem e eu dar naquele momento ou em uma data especial. Mas eu ainda não tinha achado um nome assim tãooo lindo como presente com memória, até ler um post no Trash is for Tossers essa semana que me deu aquele AHA! Pensei nesse nome como uma forma de colocar em palavras aquele sentimento que vem junto desse presente.  Nesse post a Lauren Singer, adepta do estilo de vida lixo zero (que eu falei no primeiro vídeo do Dicas da Fe Cortez) fala sobre gifting forward (numa tradução livre algo como presentar adiante, e como isso faz do presente, algo muito mais especial do que simplesmente entrar numa loja e comprar alguma coisa.  

  O que você deve levar em consideração sobre o 

Presente com Memória:

  1. Ao contrário de repassar um presente que você não gostou e não vai usar (que dá uma vibe de truque, ou de diminuir o valor emocional daquele gesto), quando você presenteia com algo que você ama, é de fato um gesto de amor para a pessoa que vai receber aquele objeto!
  2. Presente com memória é lixo zero, porque não envolve uma nova compra (novo uso de matéria prima, emissão de CO2, etc) e dá vida nova a algo que pode estar parado na sua casa.
  3. Presentear deveria ser um gesto em que o  que mais vale é a intenção que você colocou naquele presente, e não o quanto você gastou nele. Isso vai contra a lógica capitalista né? Mas essa lógica também não tem feito muito sentido, vamos combinar! E em se tratando de algo que foi seu, e que você amou e usou muito, a intenção é muito mais poderosa do que comprar um presente novo em uma loja num ato quase automático tipo: preciso tirar isso da minha lista de TO Do's.

  Dito isso, vamos a ideias de presentinhos com memória?   

  Livros incríveis que você amou!

  Esse eu já pratico sempre, e a Lauren também indica como top 1 no quesito presente com memória!   

  Roupas e acessórios em geral

Reprodução Trash is for Tossers[/caption]   

Tem sempre aquela blusinha ou colar que você usa e aquela amiga fala: quando não quiser mais me dá? Olha a oportunidade aí minha gente!!!   

  Quadros e objetos de decoração

 

Pinterest[/caption]   Tem sempre aquele quadro ou enfeite que você amou muito, mas que não combina mais com seu momento de vida atual. E tem sempre aquele amigx que paquerava seu objeto. Olha a oportunidade de unir o útil ao agradável!!!   

  Uma plantinha do seu jardim  

Tem mais amor envolvido do que cuidar de uma planta? Acho que não né. E nesse momento mudanças climáticas e calor dos infernos PRECISAMOS tornar nossas vidas e nossas cidades mais verde. Vai de plantinha! Ou qualquer outro objeto que você tenha muito amor envolvido, mas que a relação já tá no fim, sabe? rs. Se joga e deixa essa energia fluir. Assim você renova a vibe da sua casa, resolve aquele presente de última hora, faz alguém muito feliz e ainda cria um oportunidade de contar essa história pra quem vai receber, num cartão lindo contando tudo isso de próprio punho - em tempos de whatsapp, receber cartão é tipo O presente né galera! Espero que o Natal de todxs seja bem alegre, cheio de experiências e amor, e com menos plástico, embrulhos, lixos, e presentes desnecessários. A gente fez inclusive uma série de matérias bem boas pra te inspirar!

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5 dicas de embrulhos sustentáveis para o Natal

Precisamos falar sobre um dos maiores símbolos do Natal: os embrulhos! Geralmente são feitos de plásticos ou papéis metalizados e como falamos aqui não são reciclados. Então vamos mudar esse hábito? Você não precisa embrulhar seus presentes, já que eles serão imediatamente desembrulhados e provavelmente esse lixo vai “fora” em menos de 1 minuto. Mas tudo bem, a gente reconhece que existe uma magia na surpresa e por isso pensamos em algumas alternativas às embalagens clássicas de presentes.  

  1. Furoshiki

  A técnica de embrulho é japonesa e é super usada por lá como eco bag desde o século VIII. Você não precisa de nada mais do que um lenço ou um pedaço de pano (também dá pra se jogar em um lenço de seda). O mais interessante é que o presente pode ser duplo, já que você pode escolher o tecido e a estampa e ele fica bem mais especial, né?  

 

  1. Jornal (ou revistas)

Já pensou em pegar aquele jornal de ontem e embrulhar um presente? Fica rústico, estiloso e você ainda pode amarrar uma cordinha pra valorizar. Dá pra escolher ainda partes específicas bem coloridas e divertidas, como as histórias em quadrinhos.  

  1. Eco bags

Se você não tem tempo ou vontade de aderir à técnica Furoshiki, dá pra investir em uma sacolinha de pano bacana. Você pode comprar uma bem bacana ou repassar uma sua mesmo. Também é um presente duplo, já que a eco bag é um super produto de consumo consciente.  

  1. Papel Pardo

 

  Certamente ao longo do ano você recebeu envelopes e embrulhos de papel pardo. Bora reutilizar? Eles ficam lindos como embrulho e você pode enfeitar do jeito que quiser, com carimbos ou com canetinhas. Dá pra escrever poesia, um recado e desenhar à vontade.  

  1. Caixinhas, latas e potes de vidro

Já pensou em reutilizar qualquer uma dessas coisas pra usar de embalagem pra presente? Dá uma olhada nas suas coisas e vê o que você pode passar adiante. O presente fica super interessante porque chama atenção e é bem diferente. Todos podem ser enfeitados com uma corda ou um ramo de algum tempero cheiroso. Você pode usar até caixas de fósforo ou aquelas que vêm pelo correio ao longo do ano (a Luiza deu umas dicas aqui). Dá também pra embrulhar as caixas, latas e potes de vidro com paninhos. 

  

A ideia é reutilizar! Dá uma olhada por aí e vê o que pode servir de substituto pras embalagens de presentes que viram lixo bem rapidinho. Você pode colocar toda a sua criatividade pra jogo, usando frases bacanas pra estampar as embalagens, desenhar, recortar fotos de jornal, usar cordas e temperinhos pra enfeitar. A ideia é ser autêntico e fazer do presente um agente de conscientização. A gente tem certeza que você vai contagiar o presenteado e o planeta, fazendo do presente (e do Natal!) único.  

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5 presentes para mudar alguém

O Natal é uma data simbólica super bonita e a gente adora toda a energia que ele estimula em todo mundo. Por isso, selecionamos 5 presentes pra você que quer iniciar alguém a repensar os hábitos e viver uma vida com menos lixo. Todo fim de ano é ótimo pra gente inspirar e mudar os planos. Nós sempre falamos por aqui sobre a valorização do pequeno produtor, dos produtos locais e de empresas que pensam o seu impacto no planeta. Então, você já sabe que a ideia é se responsabilizar por todo o processo da compra, desde encontrar os produtos adequados aos seus princípios até produtores que se alinhem a eles. Semana que vem vamos falar sobre embalagens de presente, tá? Por enquanto, ficamos nas indicações pra você inspirar alguém a usar o fim de ano para transformar a vida e o planeta. 1. KIT DO MENOS 1 LIXO A gente montou um kit de Natal de copinhos do movimento: são 3 kits com duas cores exclusivas cada pra você presentear e se presentear, estimulando uma poderosa mudança de hábito. O copo do Menos 1 Lixo é retrátil, de silicone e reutilizável. São várias cores pra você pensar em todo mundo que tá a fim de mudar o mundo hoje!  

  2.KIT NA RUA   Já que começamos falando de kit, é legal também presentear com aqueles kits que todo mundo quer, os que a gente leva na bolsa todos os dias: com guardanapo de pano, talheres, canudo e hashi, de metal ou de bambu. Tem na Paz em Gaia (e tem desconto com o cupom “M1L”), mas você também pode montar o seu. [caption id="attachment_3997" align="aligncenter" width="589"]

Kit da Fe[/caption]   3. KIT GRANEL   Outro kit poderoso é o de saquinhos para compra a granel da Paninhos. O quarto episódio do “Dicas da Fe Cortez” foi todo sobre o impacto das compras a granel pra gente e pro meio ambiente, vê aqui. É super bonitinho, prático e sustentável. [caption id="attachment_3998" align="aligncenter" width="449"]

Reprodução do site da Paninhos[/caption]   4. COLETORES E ABSORVENTES DE PANO Que tal incentivar uma amiga a abandonar de vez os absorventes descartáveis? Muitas das meninas se interessam pela ideia do coletor menstrual, mas têm medo e você pode tomar o primeiro passo nessa mudança presenteando alguém. A Fe já falou sobre os coletores aqui. Mas você também pode dar de presente as calcinhas com absorvente ou absorventes lindos de pano. A Fe também falou um pouco sobre: aqui.  

  5. COMPOSTEIRA   E uma composteira? Em breve, a Fe vai falar um pouco mais da nova composteira dela lá no youtube, mas já rola um videozinho aqui. Compostar é a maneira mais sustentável de lidar com seu lixo orgânico e é uma prova de amor ao planeta. O Menos 1 Lixo tem parceria com a Morada da Floresta, que tem várias composteiras lindas e coloridas pra você dar de presente (tem desconto com o cupom "M1L")!   [caption id="attachment_4000" align="aligncenter" width="580"]

Reprodução do site Morada da Floresta[/caption]   Presentear também é uma maneira de estimular o nosso meio a mudar os hábitos. Comprar é uma das principais ferramentas que a gente pode usar no consumo consciente. Lembra de não usar embrulhos de plástico, nem papéis metalizados, tá? A gente ainda vai falar sobre embrulhos sustentáveis por aqui, mas a ideia é sempre gerar cada vez menos 1 lixo. Combinado? Se você tem alguma outra ideia, conta pra gente! Vamos compartilhar dicas incríveis pra fazer do Natal uma data mais transformadora.

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Quanto desperdiçamos de comida?

Em 2015, a Fe visitou o Refettorio Ambrosiano, na Itália, um projeto com objetivo de usar alimentos que iriam para o lixo para alimentar moradores de rua de Milão. É super bonito e a Fe mostrou tudo lá no youtube, dá um play: https://www.youtube.com/watch?time_continue=3&v=pRBl-uJ9EOk   Massimo Bottura, o chef italiano que idealizou o Refettorio Ambrosiano, veio ao Rio de Janeiro durante as Olimpíadas e convidou vários colegas de trabalho, como a Roberta Sudbrack e o Felipe Bronze, para implementar a ideia no Brasil. O RefettoRio, na Lapa, foi pensado em parceria com o David Hertz da ONG Gastromotiva e com a jornalista Ale Forbes para servir 5.000 refeições gratuitas aos moradores de rua da cidade durante os jogos olímpicos. O projeto rola até hoje, de segunda à sexta, funcionando como um restaurante-escola para novos chefs e você pode se candidatar como voluntário, contribuindo por essa iniciativa tão bonita e necessária. Dá uma olhada aqui.   [caption id="attachment_3946" align="aligncenter" width="1540"]

RefettoRio[/caption]   Você já deve ter reparado que o problema da fome não é necessariamente a falta de alimentos, né? A má distribuição e o desperdício de comida são os protagonistas dessa equação. Já se deu conta de quanta comida jogamos fora na nossa casa? Essa semana, a Fe Cortez falou sobre as vantagens de comprar a granel e como fazer isso sem usar descartáveis, já viu? Além de comprar alimentos mais frescos, você também leva pra casa a quantidade que precisa, evitando jogar “fora” lixo plástico e comida.   https://www.youtube.com/watch?v=F-a8XsnQ89w&t=8s   Estima-se que 39.000 toneladas de comida são desperdiçadas por dia no Brasil! O número é o suficiente para alimentar 19 MILHÕES de pessoas nas três refeições diárias. O número envolve também os mercados, as fábricas, indústrias, feiras e fazendas e vale lembrar que o supermercado é capaz de jogar fora alimentos perto da validade ou com embalagens danificadas. É claro que os restaurantes e as grandes indústrias têm um importante papel nesse problema, mas a gente também tem responsabilidade dentro da nossa casa. O relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) publicado em setembro desse ano relatou que a fome é um problema mundial que tem crescido, alcançando 11% da população em 2016: 815 milhões de pessoas estavam no grupo da fome, um aumento de mais de 38 milhões de pessoas em relação a 2015. Do total de desperdício, 46% ocorrem durante a distribuição, o processamento e o consumo do alimento e os outros 54% acontecem antes de ir para os mercados, durante a manipulação e o armazenamento.   [caption id="attachment_3947" align="aligncenter" width="800"]

Foto da FAO[/caption]   Os números são bem alarmantes: das 815 milhões de pessoas famintas no mundo, 42 milhões estão na América Latina e no Caribe, 243 milhões no continente africano e 520 milhões na Ásia. Foi o primeiro relatório da ONU depois das resoluções da Agenda 2030, em setembro de 2015, com a finalidade de acabar com a fome e a desnutrição em 15 anos. Na nossa casa, ⅓ da comida que compramos vai pro lixo, além de todas as verduras e frutas que passam do tempo nos supermercados que também vão fora. Já pensou como seríamos capazes de contribuir positivamente com o cenário da fome prestando atenção no desperdício de comida dentro de casa? O consumo consciente é uma ferramenta poderosa: comprando a quantidade de comida que você precisa, não tem porque desperdiçar nada. É importante também refletir sobre o que tem na geladeira e aproveitar ao máximo todos os alimentos. Não faz sentido qualquer pessoa morrer de fome em 2017 e nós podemos ser responsáveis por isso. Bora fazer a nossa parte?

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Mercados sem embalagem pelo mundo

A embalagem ainda é um dos grandes símbolos do consumo consciente (e não consciente). A gente bate muito na tecla das sacolinhas plásticas, tão necessárias e utilizadas na nossa rotina, mas elas são péssimas pro meio ambiente e existem muitas alternativas para diminuir esse impacto. Essa semana,  na websérie “Dicas da Fe Cortez”, a Fe falou sobre compras a granel e mostrou tudo o que ela usa pra ir à feira ou aos mercadinhos que vendem grãos e alimentos por peso. Dá um play pra conferir:

 

   Os mercados sem embalagem podem vir a ser uma ótima tendência pro futuro e a gente torce por isso. Ano passado, a Fe foi ao Original Unverpackt, um mercado (o nome já diz, “original sem embalagem”) em Berlim, na Alemanha, que aboliu qualquer embalagem descartável na hora de fazer as compras. E aí, como faz? A Fe mostra tudinho no vídeo: 

 

 Embora tenha sido inaugurado em 2014, o projeto teve início em 2012: as amigas Milena Glimbovski e Sarah Wolf tiveram a  ideia quando se incomodaram com o uso excessivo de embalagens plásticas para preparar uma refeição. O projeto ganhou o prêmio de Melhor Ideia e Marketing em um concurso alemão em 2013 e, um ano depois, as meninas conseguiram atingir o investimento necessário para colocar o projeto em prática através de uma campanha de crowdfounding. Mas o OU não foi o único. Em Londres, Catherine Conway abriu o Unpackeged em 2006 pensando na maneira mais sustentável de vender os alimentos de seu mercadinho, eleito um dos 500 serviços essenciais da cidade. O mercado vende produtos orgânicos e ecossustentáveis como óleos, frutas secas, queijos e pãezinhos. 

  

  Em Paris, a Bicoop 21 aberta em 2015, foi pensada aos moldes do mercado berlinense. Ela vende cerca de 250 produtos, de iogurte ao arroz, todos orgânicos, a granel e feito por produtores locais. A ideia era fechar a lojinha em dezembro do mesmo ano, mas fez tanto sucesso que está aberta até hoje.

  Lisboa também aderiu à ideia: o Maria Granel, com produtos exclusivamente de agricultores orgânicos portugueses. O site é super bonitinho (e em português!), vale a pena dar uma olhada. Eles assumem um compromisso com a natureza e com as pessoas, fornecendo alimentos livres de agrotóxicos, estimulando a não produção de lixo descartável e do desperdício de comida.  

No Brasil, a gente já tem alguma coisa parecida, mas nenhum mercado que se propõe a não vender produtos em embalagens descartáveis. Em São Paulo, o supermercado Pão de Açúcar, na avenida Ricardo Jafet, adotou a campanha "Reutilizar #pra ser feliz", experimentando a prática de vender a granel e incentivar os clientes que levem suas próprias embalagens reutilizáveis ou compre as disponíveis no supermercado.  

  Também em São Paulo, a rede alemã Vom Fass comercializa cerca de cem produtos a granel como azeites, vinagres, óleos e condimentos, tudo no esquema da embalagem reutilizável. No Brasil existem muitos mercadinhos a granel e vários deles também na capital paulista, na Zona Cerealista, uma região perto do Mercado Municipal que é entendida como o paraíso dos cereais. Lá se concentram várias lojinhas pra todos os gostos, produtos fresquinhos e tudo sob medida.

No Rio, as Casas Pedro são as mais visitadas pelos cariocas, também com uma variedade incrível de produtos frescos e a granel. Nelas e na Zona Cerealista, se você não levar sua embalagem eles usam as descartáveis, mas isso não é problema! É só você fazer a sua parte, certo? Você pode tomar a iniciativa de fazer das suas compras sem embalagens descartáveis, contribuindo pra um planeta muito mais saudável. Não faz sentido levar pra casa um plástico que você provavelmente vai jogar fora, se você pode não fazer isso: estima-se que 35% dos plásticos sejam jogados no lixo depois de 20 minutos de uso. Faça do seu consumo um consumo consciente e adote corresponsabilidade. É claro que um mercado sem embalagens é o ideal, mas se você levar as suas próprias e recusar os plásticos... bom, não é a mesma coisa? Seja responsável pelo seu lixo e vamos mudar os nossos hábitos pra pensar no futuro .  

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Primeiro mercado no Brasil que troca reciclável por comida!

Você não leu errado! No quarto episódio da websérie "Dicas da Fe Cortez", ela mostrou como faz compras a granel, evitando desperdício de comida e o consumo desnecessário das embalagens descartáveis. Dá um play aqui: 

 

   E já que estamos falando sobre compras a granel e temos nossa série sobre reciclagem, resolvemos falar de uma iniciativa incrível que deveria ser repetida pelo Brasil: o mercadinho que troca lixo reciclável por frutas, verduras e grãos. É verdade! Em março desse ano, o Acre inaugurou o TrocTroc, um mercado que troca lixo plástico (como PET) e alumínio por comida. Cada quilo de material reciclável vale R$0,50, mas se ele já estiver higienizado, o consumidor ganha 20% de bônus. O mercado recolhe o "pagamento" e se compromete com o transporte dele para um centro de reciclagem em Rio Branco. O TrocTroc, localizado na comunidade de Marechal Thaumaturgo, um município do Acre, oferece frutas, legumes e grãos de produtores locais. O mercado foi idealizado por Marcelo Valadão, presidente da fundação House of Indians, uma associação internacional que luta pela preservação da cultura indígena, e pelo chefe espiritual da tribo Ashaninka, Benki Pianco, da Amazônia Peruana e Brasileira. Pianco é ativista dos direitos do homem e defensor da harmonia entre nós e a natureza.

Foto da inauguração, retirada da página do mercado[/caption]   O TrocTroc conta com uma página  e convida as pessoas a divulgarem o projeto. O texto de apresentação do mercado ecológico explica a situação das comunidades indígenas nas florestas brasileiras, que sofrem com o desmatamento, com a exploração e com muito do lixo que é introduzido nas zonas remotas da Amazônia, resultado do consumo industrial da população e das grandes empresas. O texto ainda explica que a reciclagem nas regiões rurais do norte do Brasil é muito rara, especialmente pela falta de estrutura de apoio. A idealização do mercado foi em resposta a esse cenário.

O TrocTroc tem por objetivo estimular o artesanato local, a economia indígena e a agricultura ecologicamente durável, além de incentivar o consumo através da troca e da consciência ambiental. No futuro, os planos são construir uma rede de pontos de reciclagem em várias aldeias da Amazônia e é possível doar para o projeto na página da ONG e do mercado. Uma linda iniciativa que deve ser replicada. E você? Conhece alguma iniciativa parecida? Conta pra gente!  

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Crianças + Sustentabilidade = Inspiração!

Você já conheceu alguma criança que luta pela causa da sustentabilidade? Ou que se compromete com a geração do próprio lixo? A gente separou três nomes de crianças incríveis que se propuseram a mudar o mundo, cada uma do seu jeitinho.

BIRKE BAEHR, 16 anos

O menino Birke ficou conhecido há 5 anos quando foi chamado para falar no TEDxNextGeneration, com destaque para projetos inovadores de adolescentes que querem mudar o mundo. Birke era o mais jovem e falou sobre sua descoberta a respeito dos agrotóxicos, dos impactos da indústria alimentícia no meio ambiente e como somos seduzidos e enganados pelas propagandas das grandes empresas.

Desde então, Birke defende a causa da agricultura sustentável e se oferece como voluntário em várias fazendas pelos EUA e pela Itália para entender o processo. Publicou um livro em 2012, “Birke na Fazenda – A história da busca de um garoto por comida de verdade” e dedicou sua infância e adolescência aos seminários sobre agricultura orgânica, desenvolvendo a paixão por conscientizar as pessoas sobre os alimentos industrializados e as alternativas que podemos adotar para fugir desse padrão. Em 2011, Birke também falou no TEDxRedmond. Hoje, ele cultiva seus próprios vegetais, divulga fazendas e restaurantes que trabalham com alimentação orgânica e tem um site dedicado a compartilhar suas informações sobre a causa e os eventos que participa. Birke ainda foi destaque no documentário Choice Point, sobre o que podemos fazer para mudar o mundo.

 

     MAYA PENN, 17 anos Maya, hoje com 17 anos, é CEO de uma empresa de moda ecológica, a Maya’s Ideas. Você acha a menina nova pra isso? Pois a empresa dela já tem 9 anos! E não para por aí: ela produziu um desenho animado que fala sobre a importância das abelhas e de outros polinizadores, o The Pollinators. O desenho foi feito para conscientizar as crianças sobre como os polinizadores são fundamentais, transformando-os em super-heróis. Maya falou há 4 anos no TED Women sobre sua trajetória enquanto ativista ambiental, seu compromisso com os clientes, com a sociedade e com o planeta. Ela também fundou a ONG “Maya’s Ideas for the Planet”. Ela conta como ficou assustada quando descobriu o impacto negativo da indústria têxtil tanto para o meio ambiente quanto pras pessoas. Por isso decidiu fazer sua marca pensando em atender às necessidades dos clientes sem comprometer seu próprio futuro. Maya também se compromete a doar de 10 a 20% dos lucros da sua empresa para instituições de caridade e organizações ambientais.

 

SEVERN CULLIS-SUZUKI, 37 anos Você se lembra dela? Ela não é mais criança, claro! Mas há 25 anos, a canadense Severn Cullis-Suzuki parou o mundo quando discursou na ECO-92, no Rio de Janeiro. Ela tinha 12 anos de idade e foi ao evento como representante de uma organização de 4 crianças em defesa do meio ambiente. Severn disse que estava assustada com a qualidade de vida das gerações que estavam por vir e emocionou todo mundo com um discurso sincero e impactante de uma criança. Na época, ela disse: “Sou apenas uma criança e não tenho as soluções. Mas quero que vocês saibam que vocês também não têm”. 

 

 Hoje, Cullis-Suzuki já é mãe,  pós-graduada em etnobotânica e ainda é ativista ambiental. Voltou ao Rio+20 há 5 anos atrás e é super interessante (e triste!) assistir às duas falas da canadense que lamentou não apresentar um novo discurso depois de 20 anos da ECO-92. Severn foi produtora de uma série para crianças na Discovery Kids em 2002 e é membro do conselho da Carta da Terra, uma declaração de princípios éticos para a construção de uma sociedade sustentável e justa no século XXI. É muito legal acompanhar a evolução da canadense que não abandonou a luta por um mundo melhor. Você já conhecia alguma delas? Já conviveu com uma criança que pensava no futuro do planeta ? Conta pra gente!

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5 Sites de Mamães Sustentáveis

Essa semana na websérie "Dicas da Fe Cortez", ela falou sobre as fraldas de pano e porque não devemos recorrer às famosas descartáveis que ainda imperam nas famílias por aí. Hoje, só no Brasil, consumimos 17 MILHÕES de fraldas POR DIA! Dá um play pra saber mais:

 

Mas é claro que a sustentabilidade com as crianças não fica só na escolha da fralda

 Selecionamos 5 sites bem legais de mamães sustentáveis pra você se inspirar (e seguir!).

MAMÃE VERDE 

A Fernanda, do “Mamãe Verde”, é mãe do Arthur e criou o blog pra pensar sobre o futuro do planeta, tentando contribuir pra uma morada segura pro seu filho. Ela estimula o consumo consciente e compartilha as suas inquietações a respeito do lixo, de um mundo mais saudável e de seu comprometimento com as questões ambientais enquanto mãe. O blog reúne informações pra cumprir esse desafio e fornecer as ferramentas pra que outros pais e mães também o façam. 

‍Foto @mamae_verde

ZERO WASTE MAMA

A Emily, do Zero Waste Mama, é mãe de 3 crianças e tenta viver uma vida minimalista no Colorado,  rumo ao Lixo Zero desde abril do ano passado. O site foi uma tentativa de encontrar pessoas que, como ela, buscam reduzir o impacto da sua família no mundo no que diz respeito ao lixo que produzem. Ela compartilha as experiências e dá receitas do lanche pras crianças, de festinhas infantis e até de propostas de presentes para os amiguinhos dos filhos.

THE ROGUE GINGER O 

The Rogue Ginger foi fundado em 2013 pela Erin Rhoads pra documentar as aventuras da sua nova vida em Melbourne. Rapidinho, ela usou a plataforma pra dividir sua real mudança de estilo de vida para o Lixo Zero. Hoje, o blog é super completo e apresenta uma novidade: Erin está grávida e divide como é viver esse momento na premissa de produzir o mínimo de lixo possível. 

‍Foto @therogueginger

MAMA EATS PLANTS O

"Mama Eats Plants" reúne várias receitinhas veganas pro dia a dia, opções de presentes criativos sem a produção de lixo e matérias temáticas, como por exemplo, viver a experiência do Halloween rodeada de crianças, mas no estilo de vida do Lixo Zero.

‍Foto @mamaeatsplants

ZERO WASTE MOMMY

A Kelley é mãe de duas meninas e 4 galinhas (como ela mesma coloca na descrição dela no site) e está tentando se adaptar ao estilo de vida Lixo Zero com a família, com umas visão realista e orçamento apertado. No blog, ela conta das dificuldades e o que funciona, dando dicas práticas sobre compras, reciclagem e DIY.

 

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5 dicas para comprar de forma consciente na Black Friday

A primeira vez que se tem registro do termo Black Friday foi em 1869, quando após uma grande queda na Bolsa de Nova York, o governo americano precisou intervir, aumentando a oferta de matéria-prima e fazendo com que os preços do ouro caíssem tanto a ponto de muitos investidores quebrarem. A Black Friday como conhecemos só surgiu muito depois, na Flórida, em referência à grande liquidação pós Dia de Ação de Graças porque gerava um trânsito caótico. Somente nos anos 1990 o termo se popularizou nos EUA. Aqui no Brasil, a Black Friday chegou em 2010, com descontos bem menos agressivos que nos Estados Unidos e alguma polêmica por conta de descontos falsos. Mas o que ela representa de fato? O dia de grandes descontos nada mais é do que um enorme incentivo ao consumo, seja para fomentar a economia, queimar estoques ou simplesmente enriquecer ainda mais as empresas.

E o que nós queremos? Consumo consciente! E quando queremos? O quanto antes pois, como sempre falamos, só reduzindo a quantidade de coisas que compramos e gastamos é que conseguiremos gerar menos impacto negativo ao planeta. Por isso, selecionamos algumas dicas para você não pirar com a Black Friday, respirar e inspirar consciência para uma Green Friday! Mas antes, assista às “Dicas da Fe Cortez” desta semana porque neste episódio ela fala de um item que com certeza será MUITO consumido na Black Friday e que precisa ser repensado: a fralda descartável!   https://youtu.be/TJahdU3pkeQ     Vamos às outras dicas:   1- Faz sentido? O que você quer comprar, faz sentido? Você realmente PRECISA comprar este ou aquele produto? Pense nisso antes da compra pois você poderá estar simplesmente acumulando algo inútil e jogando seu dinheiro no lixo. E esse lixo a gente também não quer, né?   2- O que vale comprar? Se você quer muito algo, vale a pena esperar a Black Friday para comprar por um preço mais acessível e economizar. Passagens aéreas são uma boa opção ou objetos de valor alto como uma bicicleta elétrica, por exemplo. Ou produtos que vão gerar menos impacto ambiental, como as fraldas ecológicas Nós e o Davi por exemplo ;)   3- Planeje-se Sabemos que a data sempre cai na última sexta-feira de novembro, portanto planeje-se para poupar para este dia. Pesquise bastante as opções, veja se as ofertas são reais e qual é a melhor para que você realmente se beneficie da data.   4- Não compre por impulso! Não é porque um item está muito barato que você precisa comprá-lo, né? Muita gente acaba comprando por impulso, gastando o que não tem com algo que não precisa e corre grande risco de ficar de lado.   5- Cheque suas finanças Faça cálculos, veja direito quanto você pode gastar e de que forma. Lembrando que à vista às vezes ainda rola um desconto extra! Como você sabe, o movimento Menos 1 Lixo é pautado na redução do consumo para redução do lixo. Então, vamos pensar bem antes de abrir a carteira, pois ela tem um valor enorme na forma em que podemos impactar o planeta para um mundo mais sustentável! O Trigueiro falou essa semana sobre o tema também e a gente deixa pra quem quer pensar um pouco mais sobre o assunto: https://www.youtube.com/watch?feature=youtu.be&v=hW8LqW0U2_Y&app=desktop  

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Menos lixo na rua, na estrada e na vida!

No segundo vídeo da websérie "Dicas da Fe Cortez", ela te conta o que leva na bolsa pra uma rotina com o mínimo de lixo possível. Você precisa de 5 minutos (sério!) pra organizar alguns itens em uma bolsinha, nada mais do que isso. É o suficiente pra jogar muito menos coisas fora (não tem fora!) todos os dias. O "Kit Menos 1 Lixo na Rua" é o básico pra você viver um dia a dia mais sustentável. Não acredita? Dá um "play" que a Fe te mostra como é fácil e prático impactar menos o planeta, começando hoje:

 

Você não precisa gastar nada, pode usar tudo que tem em casa! Fácil, né? Que tal começar e contar pra gente?

Agora, se você vai viajar, a Fe também te conta como foi a experiência dela com o Menos 1 Lixo na Estrada, um projeto para gerar o menor impacto possível na sua viagem pela Ásia. A ideia surgiu quando ela se propôs a fazer o "Desafio 1 look por uma semana", lançado pela Lilian Pacce, em que os participantes deveriam usar a mesma roupa a semana toda. Daí ela decidiu montar uma "mala cápsula", com itens indispensáveis e práticos para poder repetir com criatividade. Aqui no site, tem um super guia para você fazer a sua! Além da mala, a Fe também levou uma nécessaire sustentável, com itens naturais e que não geram lixo!

Dá uma olhada nos vídeos da viagem para te inspirar e ajudar com as dúvidas que surgem quando a gente decide ter uma vida produzindo o mínimo de lixo possível! Mudar o mundo é muito mais simples do que imaginamos, e práticas como o "Kit Menos 1 Lixo na Rua" podem gerar transformações gigantescas. Bora começar?

 

 
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5 blogs gringos para levar uma vida lixo zero!

Lixo zero é uma expressão que surgiu na indústria e significa não enviar nenhum resíduo para aterros sanitários ou incineração. Esse conceito passou da indústria para a vida das pessoas, já que lixo zero, assim como o Menos 1 Lixo, é uma forma de ver a vida, de fazer escolhas e de repensar nosso papel no mundo e o nosso consumo para gerar um desenvolvimento sustentável. Por isso, trazemos neste post, o primeiro vídeo da websérie "Dicas da Fe Cortez", que começa hoje, contando tudo sobre o que é e como viver produzindo a menor quantidade de lixo possível! Clica no vídeo para saber mais sobre como levar uma vida Lixo Zero! https://www.youtube.com/watch?v=T7j9RMchMsQ Selecionamos também 5 blogs gringos bem bacanas para você se inspirar a gerar menos lixo!

Zero Waste Home

O grande nome do movimento Zero Waste é, sem dúvida, a francesa Bea Johnson. Ela e a família (marido e dois filhos) adotaram o estilo de vida em 2008 e afirmam serem mais felizes e valorizam mais as experiências de vida do que as coisas. A ativista, que hoje mora na California, é uma espécie de “guru” do assunto, palestrando em universidades, empresas e eventos e servindo como modelo para quase todos os outros blogs de Lixo Zero pelo mundo.

Vencedora de prêmios sustentáveis, Bea escreveu um livro, “Zero Waste Home” traduzido para 19 línguas (“Desperdício Zero, simplifique a sua vida reduzindo desperdício em casa”, em português de Portugal). O blog é cheio de dicas para adotar o estilo de vida e serve para iniciantes e mais experientes no assunto.

 

Trash is for Tossers

A nova-iorquina Lauren Singer, especialista em Estudos Ambientais, adotou o estilo de vida Lixo Zero em 2012, ao conhecer o trabalho precursor de Bea Johnson. Ela se deu conta de que não bastava amar o meio ambiente, era preciso preservá-lo. O blog foi a tentativa de documentar a sua jornada Lixo Zero e mostrar como é simples adotar esse estilo de vida. Além de mais barata, prática e divertida, a vida fica cheia de possibilidades.

O blog é dividido pelos cômodos da casa e com uma aba “mudanças fáceis”, para os mais descrentes. Aliado a um canal no youtube, Lauren dá dicas de como praticar o Lixo Zero e produzir os próprios produtos de forma simples e acessível. Além disso, a plataforma tem a loja “Package Free Shop”, que Lauren fundou com Daniel Silverstein, com produtos sustentáveis e super estilosos.

Paris to go

Ariana estudou sobre sustentabilidade na universidade e, depois de conhecer as falas de Bea Johnson (olha ela aqui de novo!) sobre a vida Lixo Zero em família, começou a repensar sua produção de lixo. Ela decidiu então testar o estilo de vida por um semestre. Depois de ultrapassar os obstáculos do início do processo (como toda mudança de hábito), Ariana ficou surpresa ao perceber como sua vida havia se tornado mais simples. Passou a se conectar com as pessoas que produziam os alimentos da sua comida e estimulou a vizinhança a pensar sobre reciclagem. Ariana vive em Paris e sugere soluções Lixo Zero para os contratempos do dia a dia, especialmente no que diz respeito às roupas.

Seu blog é dividido em categorias como “Paris”, em que ela dá dicas Lixo Zero na cidade, “Lifestyle”, “Zero Waste”, “Trips”, e outras, com destaque para a "Wardrobe" sobre o guarda-roupas cápsula de Ariana. Ela mostra como vive de maneira minimalista e quais as peças que tem no armário, provando que é possível viver com muito pouco.

 

Zero Waste Chef

Vivendo em uma comunidade autônoma em São Francisco, Anne Marie criou um blog focado na cozinha: ela dá dicas e receitas de como se alimentar sem lixo e sem desperdícios. A primeira ideia é, claro, não comprar qualquer produto com embalagem. Depois, não consumir processados e aproveitar ao máximo os alimentos. Desde 2011, Anne Marie se preocupa com o lixo produzido por ela e pelos dois filhos (a filha, inclusive, tem um blog “The Plastic-Free Chef”, que começou quando tinha 16 anos) e conta que se sente mais saudável assim. As dicas de como ter uma cozinha livre de lixo são incríveis e é fácil entender como tudo pode ser reutilizado ou compostado.

 

Pare Down Home

O blog é das amigas Tara e Katelin, que vive em Bruxelas, na Bélgica com a família e, antes de adotar o estilo de vida Lixo Zero, se considerava uma compulsiva por compras e entusiasta das cafeterias com coposdescartáveis

. O blog surgiu da vontade de compartilhar o progresso para uma vida sustentável depois que virou mãe, e começou a pensar no assunto.

Já Tara, vive no Canadá com o marido, três filhos e um cachorro. Se mudou muitas vezes, morando na Nova Zelândia, Australia, Indonesia, Egito, Tailândia, Inglaterra, Polônia e nos EUA e viu, em todos esses lugares, os impactos da produção de lixo pelos seres humanos. O movimento Lixo Zero foi fundamental para a mudança na vida de Tara. Ela afirma que a prática é maravilhosa porque mexe com várias camadas da nossa vida: individual, financeira, comunitária, etc.

O blog tem sessões para quem quer se aventurar nesta jornada e muitas dicas para a vida em família com Lixo Zero. O objetivo é justamente provar que famílias podem aderir ao movimento de uma forma simples e prática.

 

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Menos lixo e mais diversão!

Criança gosta de brincar! Não importa a cultura ou o nível social, as crianças sempre vão encontrar jeitos criativos de se divertirem. No entanto, existe toda uma cultura de consumo voltada para  o Dia das Crianças e a data é um bom momento para refletirmos sobre como nossos hábitos de consumo influenciam diretamente no exemplo que estamos dando às  nossas crianças. Afinal, os pequenos tendem a imitar o que nós, adultos, fazemos. Portanto, é preciso educá-las valorizando mais o tempo juntos, a criatividade, a interação entre elas e com a natureza, a troca e principalmente fazê-las compreender que SER é bem mais importante que TER. Como dizem por aí: “O que temos dentro de nós, ninguém tira”, e numa cultura de descartáveis é fundamental repensarmos todo este consumo desenfreado que já afeta tanto o nosso mundo e que vai só se acumular em mais e mais lixo no futuro.

‍Foto: Michael Potyomin

Que mundo queremos deixar para estas crianças de hoje? É preciso agir agora e educá-las, desde já, para uma nova consciência. A natureza é riquíssima em “brinquedos” né? Rolar na grama, brincar com animais ao ar livre, catar conchas na praia, pular em lagos são alguns exemplos. Mas também temos opções criativas e baratas de brinquedos que podemos fazer junto com elas. Um dos melhores presentes que já ganhei foi uma casa de bonecas de papelão que meu pai e eu fizemos juntos.

Por que não criar algo com seu filho, sua filha, seu sobrinho, sua neta? Teste suas habilidades, volte um pouco a ser criança, ganhe tempo com quem você ama.

Lembrando que não existe brinquedo de menino ou de menina, que as cores são para todos e que respeito à individualidade de cada criança, assim como educação para a diversidade também são atitudes sustentáveis.

Você, já fez algum brinquedo com seus pais ou com seus filhos? Tem alguma sugestão pra gente? Comenta aqui!

E para inspirar sua criatividade, selecionamos algumas dicas de brinquedos sustentáveis da Bebel Marrey Ferreira:  

‍Crocodilos e fantasmas de rolo de papel higiênico

 

‍Jogo da Memória de madeira e Jogo de Damas com tampinhas de garrafas
Casinha de papelão (Fotos: apartmenttherapy.com)
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Como Calcular e Como Compensar

A pegada de carbono é a medida do nosso impacto do meio ambiente. A medida da quantidade de CO2 que produzimos no dia-a-dia. Da mesma maneira que as pegadas deixam marcas sobre o lugar de onde viemos e para onde vamos, as pegadas de CO2 nos informam sobre os nossos rastros.A pegada de CO2 indica quanto utilizamos de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás. A queima de combustíveis fósseis emite Gases do Efeito Estufa (GEE), como o CO2. E por que é importante saber disso: porque esses gases contribuem para o aquecimento global!

Existem vários sites para calcular a sua pegada. No Menos 1 Lixo na Estrada, a Alarmanda personagem da Aline Matulja usou a calculadora para verificar quanto foi o rastro de CO2 que a viagem para a Asia da Fe Cortez produziu.A informação sobre a pegada de carbono é importante, mas não serve pra muita coisa se não evoluir para o cálculo da neutralização. Como bem disse Alarmanda, se todo mundo se preocupasse em plantar árvores para neutralizar os efeitos de uma viagem internacional (que deixa uma pegada de CO2 maior do que a de um ano inteiro), os passageiros de BOEING seriam responsáveis pelo plantio de uma floresta do tamanho de 2 campos de futebol!

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Menos 1 Lixo na Estrada: Uma Viagem Lixo Zero pela Tailândia e Indonésia

Seguindo a essência de ser um movimento que propõe uma vida com menos lixo e sustentabilidade na prática, o Menos 1 Lixo inaugura a série Menos 1 Lixo Na Estrada. A ideia é fazer uma composição de conteúdo com tudo o que a Fe Cortez colocou em prática para a viagem gerar menos lixo, na aventura que começou na última segunda-feira, tendo o Sudeste Asiático como destino.

A Fe sempre se preocupou em diminuir o lixo que gera nas viagens, tanto é que já era adepta do copinho, dos talheres de bambu e do canudinho reutilizável há anos. Mas, dessa vez,  focou no planejamento para reduzir ainda seu impacto. Recrutou quatro amigas , cada uma expert em uma área específica, para ajudar na missão:

  • Alana Rox, autora do Diário de uma Vegana e apresentadora do Canal GNT, deu todas as dicas para  Fe Cortez preparar uma marmita deliciosa para ela e para o companheiro na aventura, o André Carvalhal
  • Aline Matulja, engenheira ambiental e consultora da Roda Ambiental, calculou a pegada de carbono e o que a Fe vai ter que fazer para compensar essa pegada
  • Karina Abud, consultora de estilo, deu as dicas para arrumar uma mala cápsula bem minimalista
  • Carol Cronemberger, especialista em cosmética consciente, ajudou a Fe com a necessaire e com os truques para fazer as poucas roupas que ela levou a durar mais tempo fresquinhas.

Que time! 

 

Para acompanhar todas as dicas e conteúdo, é só seguir as redes sociais do Menos 1 Lixo

Youtube Menos 1 Lixo Oficial

Instagram Menos 1 Lixo

Facebook Menos 1 Lixo

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Lixo no Céu: 5.2 Milhões de toneladas de lixo por ano

Na missão do #Menos1LixonaEstrada, a Fe Cortez fez o possível para evitar gerar lixo nos aeroportos e nos aviões. Levou o kit de viagem lixo zero, que inclui: marmita, garrafa térmica, copinho, talheres e canudinho reutilizáveis. Mais: caprichou nas receitas para as marmitas que a Alana Rox, do Diário de uma Vegana, publicou lá no stories do instagram do Menos 1 Lixo (em breve, vamos publicar o video completo e receitas aqui no site- fiquem ligados!) Mas o vôo entre São Paulo e Doha era muito, mas muito longo. Tão longo que acabou a comida da marmita e a Fe teve que fazer uma refeição de avião. Foi aí que puxou papo com uma das comissárias sobre o destino do lixo, e a resposta foi a seguinte: não existe separação de lixo, vai tudo para o mesmo lugar “porque não tem espaço para separar". Isso nos motivou a pesquisar sobre o assunto. E não é que a afirmação da comissária parece ser verdade para a maioria das companhias aéreas?

O artigo “A rídicula história da comida do avião e porque tanto lixo vai parar nos aterros”, publicado pelo The Guardian no dia 1 de abril de 2017 aponta um número alarmante de 2016: 5.2 milhões de toneladas de lixo  foram geradas nas aeronaves. E para onde foram? Aterros ou em locais para incineração. Esses dados são da International Air Transport Association (IATA), e a previsão é que o número dobre nos próximos 15 anos. Estão incluídos nesta soma o papel higiênico dos banheiros, as garrafas em miniatura de vinho da primeira classe, as sobras das marmitas, as marmitas que não são abertas e as escovas de dentes que ninguém usou - entre outras pequenas embalagens e pequenos itens típicos de viagem de avião. As refeições nos aviões são a maior fonte geradora de lixo. Algumas companhias aéreas empreenderam esforços para a separação e destino do lixo gerado em suas aeronaves, como a TAM e a Alaskan Airlines, por exemplo. Em outras pontas de responsabilidade com o lixo: temos a Iberia, que trabalha em um programa de experimentação para reduzir as embalagens; e a United Airlines, que adotou copos compostáveis de papel no ano passado, e a prática de doar os kits com itens de higiene, não utilizados, para pessoas em situação de risco social. Outra iniciativa bacana é da Quantas, que utiliza um envelope que, normalmente, seria empregado para receber doações para a caridade, para embalar os fones de ouvidos que são entregues durante o vôo.

Agora, falando sobre os fones de ouvido, que acabam tendo a vida de útil de apenas 1 vôo, a única iniciativa de reciclagem que tivemos conhecimento foi a da Virgin: que recicla todas as partes dos fones de ouvido (inclusive a espuminha, que tem como destino o chão que pavimenta centros equestres). O foco dos programas, além de maneiras de pensar em como reduzir as embalagens e destinar o lixo, também explora o emprego de talheres reutilizáveis e o uso de informações sobre os passageiros. Por exemplo: saber antecipadamente a preferência da refeição de um passageiro significa reduzir a quantidade de refeições desperdiçadas em um determinado vôo.

Mesmo assim, por mais que as companhias aéreas ensaiem uma movimentação que está longe de ser o suficiente para reverter as projeções, ainda existe um longo caminho para percorrer. Reverter esse quadro, como sempre, depende muito de nós e do poder do nosso bolso. Para não contribuir com esses números absurdos de geração de lixo dentro das aeronaves, que tal buscar conhecimento sobre a postura das empresas áreas que escolhemos? Que tal cobrar ações e resultados? E a regra dos Rs vale para quem viaja no céu também: antes de aceitar o fone de ouvido ou aquela bandeja de comida que você não está muito a fim, que tal repensar, reduzir, recusar?

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Seu estilão e o que você compra

A Fe Cortez me convidou pra fazer com ela o desafio de 1 Look Por Uma Semana, que a Lilian Pacce criou, e a história vocês já sabem né? E foi muito bacana esse exercício de usar a criatividade em cima de um mesmo look por 5 dias seguidos, até pra mim, que ajudo pessoas a encontrarem seu estilo pessoal todos os dias. E de pensar mais a fundo a relação entre o meu trabalho e o consumo consciente. Então vou contar pra vocês um pouquinho do que tenho aprendido com meus mais de 100 clientes homens e mulheres: uma roupa só será usada diversas vezes se tiver a ver com quem eles são, de onde vieram e para onde vão. E esse conjunto de variáveis produzem um serzinho que é tão, tão único, que a roupa não será usada se a gente levar em consideração somente a voz daquela revista dizendo “invista”. Aliás, a gente pode até investir, mas não vai usar. Já sabemos que consumir consciente envolve não só comprar o mínimo possível, mas também o que tem mão de obra e matéria prima bacana, né? Mas já ajuda muito se comprarmos aquilo que entendemos que vamos usar bastante pra evitar que tenhamos aquela sensação de “não tenho nada pra usar nessa joça de guarda-roupa” que vai nos levar pra loja de novo.

Então vou compartilhar aqui exercícios que podem nos orientar melhor sobre como identificar os elementos que compõe nosso estilo, que é aquele “quem somos, de onde viemos e pra onde vamos”. “Uau, Karina! Então você trouxe a solução dos nossos problemas?” Ah, eu queria muito, mas não! Vou dar só um empurrãozinho inicial, porque moda é um bichinho complexo. As psiquiatras e psicanalistas Catherine Joubert e Sarah Stern contam no livro “Dispa-me!” que sobre o nosso corpo, a roupa assume, aos nossos olhos, as cores dos nossos humores - tristeza, cansaço, alegria. Por isso que a roupa nunca parece a mesma no cabide ou nos nossos corpos. Então vai ter dia que a gente vai querer usar o vestido tubinho preto e no outro dia o vestido que lembra um saco de batata que nos abraça gostoso. Mas, saber que nem por decreto usaríamos um ou outro tipo de vestido, já é um adianto na nossa vida, mesmo que digam que é bom todo mundo ter um vestido tubinho preto. Ainda falando da lambança que é a moda, a gente busca na roupa um meio para o olhar e o desejo do outro! Então estamos nos comunicando o tempo todo com o que vestimos e suscetíveis ao julgamento do outro o tempo todo, não adianta. Pode parecer angustiante essa ideia, mas, se pensarmos bem, é catártico! Abre as portas para usarmos o que quisermos sem se importar com o que vão dizer porque, afinal, não conseguiremos agradar gregos e troianos! Pronto, cheguei finalmente no meu ponto: não precisamos usar o que “dita a moda” e comprar a cada nova coleção.  O que ajuda também nessa busca de saber o que comprar é informação sobre nós mesmos! Conhecer e entender o próprio estilo é libertador, faz com que nos toleremos, respeitemos quem somos e, principalmente, nosso corpo do jeito que é ou do jeito que está. Ah… chegamos na questão mais delicada de 99% dos meus clientes. Vamos encarar: nunca estamos satisfeitos com o nosso corpo e provavelmente seguiremos assim pro resto da vida, né não? Que tal vestirmos bem ele já que é o que temos pra hoje? E mais importante: é o nosso corpo, diferente dos outros porque nenhum é igual ao outro mesmo e nossa coxa mais grossa ou mais fina não fará diferença na vida de ninguém.

Mas então vamos aos exercícios pra ajudar a descobrir nosso estilo? Lembrando que nosso estilo não é uma caixinha etiquetada, hein, tipo “hippie” ou “esportiva”. E o por que já discorremos aqui né, de repente mudamos de emprego, ou somos promovidos, ou temos filho e nossos gostos pessoais apontam para várias direções… Estilo é um conjunto de elementos que fazem seu olho brilhar durante um período! Então, meus amigos, o descobrimento do seu estilo não conseguirá ser feito em uma tarde de domingo porque o processo de autoconhecimento é eterno, mas pode começar em um!

  1. Procure na internet ou em revistas imagens de roupas que você acha que te representam e que gostaria de usá-las. Faça o mesmo para as que não vestiria de jeito nenhum! Guarde todas elas.
  2. Nas imagens que você separou e no seu armário, repare como são as roupas/acessórios/sapatos que mais gosta e menos gosta (sim! sempre temos aquilo que você não sabe porque está ali ainda, né?) em relação a:

- tecidos: mais molengas ou mais durinhos, mais rústicos ou mais tecnológicos, se tem rendas, se são mais lustrosos…

- formas: mais soltinhas ou mais justinhas, mais simples ou mais diferentonas, com babados, drapeados, recortes, pregas…

- cores: mais calmas ou mais alegronas, mais claras ou mais escuras

- estampas: maiores ou menos, se são floridas, geométricas, listradas, xadrez…

- acessórios: grandões ou mais delicados, de materiais rústicos ou modernosos, clássicos ou criativos… - sapatos: mais clássicos ou mais originais, em cores neutras ou coloridas…

  1. Por fim, pense porque gosta dessas roupas, ou seja, quais são as sensações que elas te trazem quando olham ou veste elas e se elas atendem suas necessidades diárias. Faça a mesma análise para as que você não gosta tanto ou nunca usa. Ex.: aquele sapato de salto fino que é maravilhooooso mas faz a maior bolha ou você nunca tem ocasião para usá-lo já te avisa que conforto e rotina tem que ser levado muuuito em consideração na sua próxima decisão de compra.
  2. Faça uma lista de coisas que te agradaram nas imagens e que não tem parecido em forma ou cor no seu guarda-roupa. Essa pode ser uma listinha de futuras compras bem da consciente ;)

Esse exercício não é fácil de fazer, mas é gostoso porque promove várias sacadas bacanas sobre a gente mesmo e que pode e deve continuar se continuarmos prestando atenção para como sentimos e o que gostamos em cada roupa que passa pela nossa pele e olhar. E aí sabe o que vai acontecer? Vai ser muito mais difícil sucumbir à próxima tendência ou comprinha de última hora. Nota da editora: pra quem se animou, vale ler o post da Luiza Sarmento sobre armário cápsula, se juntar as dicas da Lu com as da Ka, sai um bem bolado top! ;) * Karina Abud é consultora de estilo pessoal e resolve pepinos do guarda-roupa, consumo e auto-expressão de mulheres e homens sem frescura e direto ao ponto. No seu instagram se dedica a dar dicas de moda pelo ponto de vista do estilo pessoal e compras responsáveis de forma despretensiosa e divertida... afinal temos que nos vestir todo santo dia! Quer saber como funciona? Clica aqui! Instagram:  @karinaabud_consultoriaestilo

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Conheça o veleiro sustentável da família Schurmann

Olha que experiência incrível que Fernanda Cortez teve! Ela esteve a bordo do veleiro sustentável KAT da Familia Schurmann e conversou com o capitão Vilfredo Schürmann para conhecer mais sobre o KAT. Esse veleiro é único por várias razões, ele possui a sua própria horta, placas de energia solar, hidrogeradores, sua própria estação de tratamento de esgoto e muitas outras funcionalidades fantásticas. Confere só o vídeo abaixo:

 
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Hortas Comunitárias

Você já parou para pensar sobre o ciclo da natureza? Já se perguntou, por exemplo, aonde estava aquele pé de alface antes de estar ali lavadinho e cortado na sua mesa? Ou o que acontece com o que sobra do seu jantar depois que você joga fora? Provavelmente não, e não precisa se culpar por isso. Vivemos em uma sociedade imediatista que nos faz pensar que as coisas surgem do nada e desaparecem após o uso. Mas, obviamente, não é assim que acontece na prática. Tudo que consumimos tem uma história antes e depois do ato de consumo. A comida, por exemplo, não nasce embalada e nem aparece magicamente nas prateleiras dos supermercados. É aí que entram as hortas comunitárias. Além de serem fonte de alimentos frescos, elas também ressignificam espaços urbanos, aproximam pessoas e são uma ótima forma de entender o ciclo natural dos ingredientes/alimentos.  

Mas por onde começar? O conceito de horta comunitária pressupõe que ela beneficie a comunidade, ou seja, é necessário que a horta tenha um impacto positivo na vida de quem vive em seu entorno e traga melhorias para o ambiente na qual está inserida. Normalmente as hortas são instaladas em espaços urbanos improdutivos como terrenos baldios, telhados, jardins sem manutenção, etc. O importante é que o local seja ensolarado, plano e com fácil acesso de água. Com a criação das hortas, os espaços, até então improdutivos, voltam a ser cuidados, frequentados e ganham um novo significado, transformando-se em espaços de convívio, lazer e educação.    

  Para plantar é necessário se envolver no processo e se dedicar ao cuidado; aprender sobre as espécies, suas necessidades e fragilidades e entender que o lixo orgânico decomposto tem muito valor nessa cadeia produtiva. Gostou da ideia? Que tal ir visitar uma horta comunitária pra ver como funciona na prática? Aqui no Rio, temos a da General Glicério, em Laranjeiras. O projeto começou com 15 moradores que resolveram testar a fertilidade da terra de um terreno particular abandonado desde a década de 70. Hoje, além dos 15 moradores que se dividem nos cuidados cotidianos, também é comum surgirem pessoas interessadas em conhecer o projeto e com doações de sementes e lixo orgânico para transformar em adubo.  

  Na Gávea, alunos da PUC se uniram para transformar um canteiro abandonado em horta. Sem muito espaço em casa, eles enxergaram ali, na esquina das ruas Marquês de São Vicente e Vice Governador Rubens Berardo, uma oportunidade de fazer testes e contribuir com a vizinhança. 

No Cosme Velho, alguns moradores se cansaram da situação crítica de um pequeno espaço em frente à Praça São Judas Tadeu e resolveram ocupá-lo com uma hortinha. Hoje mais de 25 espécies se espalham pelo local. As hortas também invadiram São Paulo! No Bairro do Butantã, em uma praça entre as ruas Souza Reis e Corinto, fica a Horta da Vila Indiana. Com extensão modesta, ela também é conhecida como “Hortinha do Kiko”, em homenagem a um morador querido da região. 

A horta é aberta a todos que quiserem cuidar e colher hortaliças, temperos, pimentas. Todo domingo de manhã os moradores se encontram para compartilhar vivências e fazer a manutenção do trabalho. A Horta do Ciclista fica na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista e é uma iniciativa do grupo Hortelões Urbanos

Uma das hortas mais conhecidas em São Paulo, a Horta das Corujas,  é localizada na Praça das Corujas em frente à Avenida das Corujas, esquina com a rua Paschoal Vita, no bairro Vila Beatriz. O local já foi palco até de festa de casamento,

O grupo se articula principalmente nas redes sociais, sempre trocando informações sobre o que fizeram e o que preciso ser feito na horta. As regas são realizadas por escala, ao menos duas pessoas ficam responsáveis por cada dia da semana. Animou? Então quando visitar uma delas, tira uma foto e marca a gente ;)

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Dia Mundial do Meio Ambiente: será que há motivos para comemorar?

Aqui no Menos 1 Lixo a gente sempre fala de forma positiva sobre o que nós, indivíduos, sociedade civil, podemos fazer para contribuir para a preservação ambiental. Desde que eu comecei a estudar sobre sustentabilidade, e mudei minha vida, vejo cada vez mais iniciativas como o menos 1 lixo, uma tomada de consciência maior em relação à responsabilidade de cada um, pessoas militando por causas que acreditam.

E essa atitude é cada vez mais necessária.

No entanto, 2017 é um ano bem desafiador para o Brasil e o mundo. Há exatos 45 anos, dia 05 de junho começava em Estocolmo, na Suécia, a primeira Conferência Internacional sobre o Meio Ambiente, criada pela ONU a partir do relatório “Limites do Crescimento” redigido pelo Clube de Roma. Esse relatório mapeava as ameaças ambientais resultantes da poluição e do uso desmedido e sem controle dos recursos naturais que surgiram pós revolução industrial. Essa conferência foi bem polêmica, e dividida entre países que apoiavam o desenvolvimento zero (leia-se desenvolvidos) e os que integravam a bancada que defendia o “desenvolvimento a qualquer custo”, leia-se os subdesenvolvidos.

Não preciso nem dizer que o Brasil, sabendo de todas as ameaças, integrava o time do desenvolvimento a qualquer custo. Ah, mas estamos falando aqui de 45 anos atrás, de uma ditadura militar, de uma época de informação controlada, sem internet, de uma Baía de Guanabara com cavalo marinho, golfinho e merlos. Já nessa data, o objetivo da ONU era que as pessoas prestassem atenção e se mobilizassem, tomassem a frente nessa agenda que é crucial para a vida.

Passados 45 anos, Rio 92, Rio +20, protocolo de Kyoto, COP-21, ainda precisamos mais do que nunca discutir o tema Meio Ambiente. No Brasil e no mundo.

Há cerca de um mês, o Senado Brasileiro aprovou duas medidas provisórias para alterar a Constituição diminuir as áreas de conservação no Pará em 1,1 milhão de hectares (MPs 756 e 758). Nossa bancada ruralista, que desde 75 defende a venda de nossos recursos para quem quiser pagar mais, conseguiu aprovar essa mudança numa das formas de preservação mais efetivas que temos hoje, as Unidades de Conservação. Só falta agora nosso presidente sancionar, e isso pode acontecer a qualquer momento. Eles aproveitam o momento caótico na política brasileira pra aprovar na calada da noite pautas como essa. Lembrando que nosso presidente tem como braço direito Eliseu Padilha, um dos maiores defensores dos interesses do agronegócio no Brasil. E que além de propor essa legalização do crime ambiental de desmatar a floresta, cortou em 51% os recursos do Ministério do Meio Ambiente em 2017.

Por outro lado, há sim que comemorar: temos hoje 10.000 sistemas de geração de energia solar instalados no Brasil, e isso em apenas 5 anos. Vemos iniciativas de países como a Noruega que se comprometeram com o desmatamento zero, ou seja, nenhuma de suas contratações públicas pode haver desmatamento de florestas tropicais. Vemos cidades como Copenhagen onde o sistema de transporte é de baixa emissão de carbono, focado no uso das bicicletas, cujo plano é 90% das viagens até 2025 na cidade feitas com esse meio de transporte. A COP-21 que teve um recorde de países signatários comprometidos a reduzir significativamente suas emissões.

Mas o que me dá mais esperança mesmo é acreditar na mudança de comportamento do indivíduo. Vejo surgirem cada vez mais iniciativas pelo mundo que partem de pessoas, de coletivos, e não de governos e empresas. Pessoas que já se deram conta que só vamos sobreviver se nos unirmos e sairmos da zona de conforto. Pessoas que entendem e acreditam no poder do indivíduo de transformar o sistema e a sociedade. E é com base nessas pessoas que eu acredito que temos sim o que comemorar: uma maior participação do cidadão na resolução dos problemas. Uma maior tomada de consciência por parte das pessoas de que os valores que baseamos nossa economia, e a sociedade, não fortalecem a vida. De que está na nossa mão, nos nossos gestos, na nossa voz e no poder da nossa carteira advogar a nossa causa. Como disse André Trigueiro em um texto dele recente:

  “Nada pode ser mais importante que a sobrevivência. Ainda há tempo”

E termino assim esse questionamento com um pedido de reflexão de quem leu esse texto até aqui: será que você já se deu conta do poder da sua voz e das suas atitudes para juntos garantirmos a nossa sobrevivência?

Que tal começar gravando um video, postando uma foto nas suas redes sociais integrando a campanha do Greenpeace e pedindo ao Temer #vetatudo #resista.

Pra qualquer jornada, o mais importante é dar o primeiro passo.

Eu sou a Fe Cortez e continuo sonhando com um mundo com menos lixo, e mais vida!

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OS CORAIS DA AMAZÔNIA ESTÃO EM RISCO | SUA VOZ PODE IMPEDIR ESSE DESASTRE

Como todos sabem, a preservação do meio ambiente e cuidado com o planeta e nosso ecossistema são pautas fundamentais para o Menos 1 Lixo. Nosso objetivo sempre foi desde compartilhar dicas de como podemos adotar práticas cotidianas sustentáveis até a preservação dos Corais da Amazônia, que infelizmente está correndo perigo. Os recifes de corais da Amazônia se estendem por 9,5 mil km² ao longo do litoral norte do Brasil, no encontro do Rio Amazonas com o Oceano Atlântico. Essas águas são turvas e barrentas - um ambiente pouco provável para a presença de um ecossistema assim, e por isso, tão especial. A Foz do Rio Amazonas é o lar de animais incríveis como o peixe-boi, botos e a ariranha. Também existem mais de 80 comunidades quilombolas que dependem do ecossistema para sobrevivência. No extremo norte do estado do Amapá, temos o Parque Nacional do Cabo Orange que abriga a maior área contínua de mangues do mundo!

Apenas em 2016 pesquisadores confirmaram a existência desse ecossistema. Recifes são áreas cruciais para a vida dos mares e, no caso dessa nova descoberta, ainda temos muito para aprender sobre as espécies que existem ali. Toda essa beleza natural está correndo grande risco de ser destruída. A empresa francesa Total e a britânica BP querem perfurar nosso fundo do mar ainda este ano, bem próximo de onde o recife foi descoberto. Um vazamento de petróleo pode causar sérios prejuízos para a região do recife e do Amapá, onde vivem muitas comunidades de pescadores e onde está a maior área de mangues protegidos do mundo.

Pensando em impedir que este fato aconteça, o Greenpeace está convocando parceiros e voluntários para participarem como ativistas em uma ação para defender os Corais da Amazônia. Para visibilizar o caso e atrair a atenção do mundo, a organização planejou uma enorme mensagem composta pelo corpo de pessoas, que será criada na areia da Praia de Copacabana, neste próximo dia 29 de março. Em parceria com o artista internacional John Quigley, que é reconhecido no mundo todo por suas obras de arte gigantes que dependem de pessoas, o desafio será compor nas areias da praia uma imagem semelhante a esta:

Além da imagem, a organização preparou uma programação de música, aula aberta de ioga e meditação para você que pode participar gratuitamente!!! Basta clicar aqui e garantir sua participação. Juntos, vamos mostrar ao mundo a importância de defender os Corais da Amazônia da exploração de petróleo! Essa é uma oportunidade para que você conheça mais sobre o trabalho do Greenpeace e faça parte de um momento histórico. Quanto mais gente, mais forte seremos. Aproveite para convidar seus amigos que moram no Rio de Janeiro para essa atividade. Você pode ajudar também compartilhando e assinando a petição: http://bit.ly/CoraisDaAmazonia Mais informações, confira no evento no Facebook aqui.

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Especial Sagrado Feminino | Mulheres que Inspiram - Parte II

Dando continuidade à campanha “Sagrado Feminino”, compartilhamos aqui e nas nossas redes sociais uma série de histórias  de mulheres que nos inspiram ao longo desta jornada e dedicam suas vidas em prol do desenvolvimento sustentável e cuidado com o nossas relações e o planeta. <3

Camila Carvalho – Tem Açúcar (@tem_acucar)

"O sonho é resgatar o hábito", define Camila Carvalho, fundadora do Tem Açúcar (já falamos sobre aqui). A carioca criou uma nova maneira de nos relacionarmos com nossos vizinhos através do compartilhamentos de bens e objetos, combatendo o hiper-consumo e o descarte, estimulando a colaboração, a camaradagem e o senso de comunidade. O sonho grande é resgatar o hábito de bater na porta do vizinho para pedir uma simples xícara de açúcar. Uma ótima maneira de economizar dinheiro, agir de forma sustentável e quebrar o gelo na hora de conhecer os vizinhos. Como o ditado diz: gentileza gera gentileza.

“A ideia é que o Tem Açúcar vire uma grande rede local de colaboração. Imagina o impacto que você pode causar no mundo começando pelo seu bairro..."

 

Roberta Salvador – Horganópolis (@horganopolis)

Nesta nova era, não toleramos o que intoxica física e moralmente nossa saúde e bem estar. Assim nasce a Horganópolis, startup criada pela Roberta Salvador após largar sua promissora carreira profissional para empreender sonhos. A empresa distribui, semanalmente, lindas cestas com alimentos 100% orgânicos que já vem higienizados e porcionados para o preparo das refeições. Aproveita-se absolutamente tudo! Não tem desperdício e é balanceado. E a receita já vem pronta, para uma, duas ou até quatro pessoas.

"Sustentabilidade é mais do que somente o respeito ao meio ambiente, que seria a base. É também a perpetuação das boas relações que se formam na cadeia produtiva e para tanto, as mulheres têm um papel fundamental, pois possuem um olhar delicado e ao mesmo tempo responsivo sobre aqueles que se envolvem na produção das pequenas até as grandes empresas.”

 

Heliene Oliveira – Serendipity (@heliene)

Munida de recipientes doados e flores descartadas de eventos do Rio de Janeiro, Heliene Oliveira, com a colaboração de Maurício Sangama, encontra nas flores um caminho para fazer o bem de maneira sustentável com a “Flor faz Bem”, uma das lindas iniciativas que participa. Mas não é só isso que a torna especial. A Heli, como carinhosamente a chamamos, é muito parceira nos sonhos do #Menos1Lixo e já compartilhou muitas histórias e dicas bacanas com a gente. Além disso, ela acredita na conexão emocional entre marcas e clientes e se dedica a contar boas histórias através da Quiron, despertando o protagonismo social e ambiental das marcas.

“Quando penso no papel da mulher na sustentabilidade, penso logo no desdobramento da função-mulher. São muitas funções! Escolhi focar no meu papel de mãe, que é a função que mais preenche a minha alma, e que mais me desafia a ser uma pessoa melhor. Quando virei mãe, percebi que as crianças já nascem com o chip da sustentabilidade embutido. O respeito pelo sagrado e o cuidado com a natureza já vem com eles!  Então, vejo que o meu trabalho é alimentar o relacionamento de conexão e encantamento que eles tem com a natureza. Isso acaba refletindo em atitudes que derivam da equação: conexão + encantamento = cuidado! Como recolher lixo dos outros na praia e sair com um pacote de ração para alimentar cachorros de rua. Ou como a Bibi, que escolheu fazer uma festa sem descartáveis quando completou 6 anos. Acho que sustentabilidade é isso: cuidado e gentileza refletidos em atitudes.

  Continue acompanhando as histórias inspiradoras que preparamos pra você em nossas redes sociais (Facebook / Instagram). 😉

#MulheresQueInspiram #SagradoFeminino #DiaInternacionaldaMulher

#InternationalWomensDay  #WomensDay #HeForShe

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Folia Sustentável | Purpurina Ecológica

Glitter e purpurina são elementos fundamentais que não podem faltar quando o assunto é carnaval. Mas, você sabia que eles são prejudiciais ao meio ambiente? Pois é, a Fe Cortez (@fecortez), idealizadora do nosso movimento, descobriu a matéria compartilhada pelo Pedra Ambiental, que depois que a festa acaba, os microplásticos presentes nestes materiais se juntam aos cerca de 8 milhões de toneladas de plástico que são lançados nos oceanos todos os anos. Precisamos refletir sobre isso!

(Glitter encontrados nos oceanos | Fonte: Pedra Ambiental)

Seu brilho neste carnaval não pode continuar poluindo nosso planeta, né? Pensando nisso, a @fecortez preparou ótimas dicas de como criar uma linda make ecológicamente sustentável garantindo ainda mais brilho e glamour pra arrasar na folia. Você sabia que pode fazer sua própria maquiagem usando #PurpurinaEcológica? Sim, é possível, prático e 100% sustentável.  Assista o vídeo e veja como produzir sua própria make com muito brilho, glam e com menos lixo e mais essência. 

 ♻️ [embed]https://www.youtube.com/watch?v=lfhXvc5KpKs[/embed] #MaisFolia #MenosLixo #PurpurinaEcológica #FoliaSustentável

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Decoração com flores com raízes | Flores que não vão para o lixo. E com um plus: depois do evento, as flores vão embelezar um canteiro da cidade!

Na festa de lançamento da segunda versão do copinho do Menos 1 Lixo, uma festa lixo zero, a Fe Cortez aboliu as flores logo na primeira reunião da produção. Mesmo sabendo que uma das minhas causas, o Flor Faz Bem,  é resgatar as flores das festas e dar um fim bonito pra elas. Depois de uma conversa, eu entendi o ponto de vista dela. Se você quer evitar que uma coisa vá para o lixo, dá muito menos trabalho não consumir do que ficar cuidando da logística certa. Concordei com a Fe: nada de flores na festa do copinho.

Meta Lixo Zero com um sucesso de 99.8% de redução da geração de lixo. Isso significa que 117,5 kg de lixo que normalmente iriam para aterro sanitário foram evitados, compostados ou reciclados.

Corta para o dia em que vi um post no Facebook. Da Camila Niskier, a florista que me ensinou tudo o que sei sobre flores. No post, uma indagação do filho de 7 anos da Camila. Enquanto ela montava alguns arranjos, Alex pediu uma flor. Ele queria colocar a flor em uma garrafa com água para que a flor vivesse por 1 ano. Camila explicou que a flor não sobreviveria, e que ficaria linda por 5 dias, no máximo. Alex não gostou de saber disso. Não conseguia entender porque a mãe havia “matado" as plantas. Quando ela explicou que não era a responsável direta pela “morte" das flores, e que trabalhar com flores era uma forma dela fazer arte, não adiantou muito. Alex continuou desapontado com a mãe.

Alex, do alto dos seus 7 anos, conseguiu ativar uma inquietação da Camila. Uma daquelas inquietações que a gente acaba guardando mais no fundinho, pra não ter que lidar com ela. Mas que continua sempre lá! Trabalhar com coisas lindas sempre foi a praia da Camila. Ela já foi estilista e, hoje, além de florista é decoradora. O que eu chamo de inquietação, ela chama de comichão.  Ela é uma daquelas apaixonadas-pelo-que-faz, mas sempre achou que pudesse impactar pessoas para além da beleza das coisas que produz. Algo que carregasse uma mensagem junto. Alex fez a mãe juntar a beleza com impacto. Coincidência ou não, Camila estava no meio do Curso Semente, da Casa Soul. Um belo dia, pensando sobre o significado da palavra semente, a mente a levou à palavra raíz. Aí, veio o estalo: por que não trabalhar com flores com raízes? Fazer uma decoração linda com plantas em vasos? Foi aí que a Re-flora nasceu.

A Re-flora é uma opção para fazer uma festa com menos lixo, mais sustentável. Tirando de cena as flores cortadas (ou “assassinadas", como diria o Alex), e utilizando flores com raízes. Flores de vasos. E depois que essas flores embelezaram uma festa, tem a logística reversa e mais um passo extra: Camila recolhe as flores da decoração e a cliente tem duas opções: replantar as flores na própria casa ou doar as flores para a Camila plantar em um canteiro da cidade! Ou seja, fazendo arte com as flores de vaso, Camila continua trabalhando com a estética, mas garante que as flores vão durar muito mais tempo, seja na casa da cliente, seja em um canteiro público da nossa cidade.

  Fiquei com um orgulho enorme do momento eureka! da minha amiga e professora de flores. Pela ideia brilhante. E por resolver ouvir com mais cuidado a sua própria inquietação, ou como diria Camila, aquele comichão! Contatos da Camila Facebook: Camila Niskier Flores Insta: @camilaniskier | SiteHeliene Oliveira. Fundadora da Quiron, onde cria projetos de transformação e consciência social. Há 2 anos esta à frente do Flor Faz Bem, um movimento que reutiliza flores que seriam descartadas para fazer o bem. E desde o ano passado, contribui com textos para o Menos 1 Lixo.

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Instituto Pantone: a cor de 2017 é se reconectar com a natureza

Já é tradição que todo final do ano o Instituto Pantone anuncie as cores tendências em moda e design para os próximos trezentos e sessenta e cinco dias. No ano passado, as cores símbolo de 2016 foram o rosa e o azul, Rose Quartz e Serenity, e a simbologia estava toda centrada no encontro dessas duas cores que, não à toa, representam o feminino e o masculino para toda uma geração. A mensagem era clara: união entre os sexos.

Este ano, a cor escolhida para representar 2017 foi o Greenery, um verde musgo misturado com amarelo intenso.

“Esta é a cor da esperança e da nossa ligação com a natureza. Ela remete ao que chamamos de palavras “re”: regenerar, revitalizar, renovar, refrescar. Toda primavera entramos em um novo ciclo. Uma sombra que afirma a vida, o Greenery também é emblemático, como uma busca de suas paixões pessoais e vitalidade. Ela é uma cor simbólica; do que vemos acontecendo em nossa cultura global e serve como expressão e uma nova atitude.” É algo como olhar pra frente – explica Leatrice Eiseman, diretora executiva do Pantone Color Institute.

As 10 tendências de cores dominantes da moda primavera/verão 2017 anunciadas pela Pantone já davam uma pista. Todas tinham a ver com a vida na Terra, transmitiam essa sensação de pertencimento, com o intuito de trazer a mensagem de que somos parte da natureza.

E, claro, essa mensagem chega em boa hora! Sim, a despeito de todo retrocesso que significou a vitória de Trump nos Estados Unidos e tudo que isso representa. Não é segredo pra ninguém que o agora eleito presidente da maior potência mundial é alheio às causas ambientais, inclusive, nomeou como chefe da agência de meio ambiente, Scott Pruitt, um opositor das políticas de combate às mudanças climáticas. Trump faz parte do grupo que nega o aquecimento global. Já dá pra ter uma ideia do grande problema que teremos pela frente. Não é de hoje que os Estados Unidos, maiores emissores de gases-estufa do mundo, priorizam a economia em detrimento do bem estar mundial. Força, amigos, HAJA ESPERANÇA! Fiquem com o vídeo inspirador, um convite a reconexão! [embed]https://www.youtube.com/watch?v=CINEkeClaMg[/embed]

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Amigo Secreto Consciente: pra ressignificar e abusar da criatividade

Quem gosta de Amigo Secreto levanta a mão? Ok! Temos alternativas!!

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Sempre fugi de Amigo Secreto. E ainda estou para conhecer algué

m que não tor

ça o nariz pra essa tradição “tão legal” de fim de ano.

Quando eu tinha 7 anos dei um CD e ganhei uma caixa de bombons (!!), mas daqueles bombons que ninguém quer comer e dura meses na mesa da sala. Achei injusto e sem sentido. Com 7 anos de idade. Depois dessa, só participei de um Amigo Secreto, há uns 5 anos, porque não tive como escapar :)

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Reza a lenda, e a Wikipedia, que a brincadeira do Amigo Secreto faz parte de  um ritual nórdico. Eles esperavam o amanhecer para trocar presentes e nesta troca diziam: "Que você jamais se esqueça dos Deuses sobre nós". Neste ritual, o presente trocado

era o símbolo concreto da eternização deste pacto. Tem gente que nega essa origem nórdica e acredita que o Amigo Secreto seja uma tradição dos povos pagã

os que se popularizou no ano de 1929

. No meio da crise, em plena depressão, a brincadeira era a garantia de que todos pudessem sair com presentes das festas. Seja a tradição nórdica ou pagã, já dá pra combinar que amigo secreto não é muito a cara de 2016, vai? Pra galera que está preocupada com a redução da geração de lixo, não faz sentido algum entrar na brincadeira e presentear com uma “coisa-que-vem-em-embalagem” e que com certeza absoluta é totalmente dispensável na vida de alguém. Passar o ano inteiro evitando desperdício, escolhendo produtos com menos embalagens, abolindo copinhos descartáveis, levando sacolinhas retornáveis para o mercado, imprimindo nos dois lados da folha, reformando as roupas, separando o lixo, etc - não combina com presentes de “coisas-que-vem-em-embalagem” e são totalmente dispensáveis na vida de alguém.

Então, vamos às alternativas. Aliás, tenho que dar os dois créditos para a minha prima Carol - que há anos fundou o Amigo Secreto de experiências, no Natal da família. Não contente resolveu inovar, e em 2016, teremos o Amigo Secreto de frases. Eu já testei esse com os amigos que vieram para o almoço de Thanksgiving, e foi muito, MUITO, legal! E a terceira alternativa para o Amigo Secreto veio da Talita, que é responsável pelo conteúdo do Menos 1 Lixo. A gente trocou uma ideia pelo whats’app - e que tal seria se os presentes lembrassem o presenteado de que deixar menos pegadas é sempre mais legal?!

1- Amigo Secreto de Experiências Regras 1- Escreva em um papel o que você gostaria de fazer com alguém do grupo de amigos/família que vão participar no Amigo Secreto. Na minha família, a gente faz todos os anos. No ano passado, eu pedi para fazer a trilha do Parque Lage; um primo pediu para saltar de asa-deltas; outro primo pediu para ir ao teatro; minha filha pediu para ir para a Amazônia (depois dessa, a gente vai ter que estabelecer como regra, um raio de km onde a atividade possa ser realizada); e meu filho pediu para pular 1000 vezes (depois dessa, a gente também vai ter que estabelecer que a atividade seja um pouco mais razoável e prazerosa). 2- Todos os papéis são sorteados entre os participantes 3- Quem pegar o seu tem que fazer a atividade junto com você, dentro do período de 1 ano. É uma oportunidade super legal para fazer o presente durar e para interagir de verdade com alguém. Sem presentes genéricos, sem caixas de bombons que você não precisa ganhar, sem embalagens! 2- Amigo Secreto de Frases Esse aqui parte do princípio que, de vez em quando, é bom falar o que você pensa sobre a outra pessoa, dividir uma frase bacana de uma música ou de um livro - coisas assim. Esses tesouros que a gente grifa e precisam ser compartilhados, mas a gente acaba deixando pra lá!

Regras 1- Todos os participantes escrevem seus nomes em um papel e os nomes são sorteados

2- Cada um tem que mandar uma frase "de presente” para o seu Amigo Secreto

3- Com os meus amigos, a gente montou um grupo no Messenger e as frases foram compartilhadas pra todo mundo ver.

3- Amigo Secreto na Vibe do Menos 1 Lixo

 Nesse tipo de brincadeira, basta seguir as regras de costume. Só que os presentes poderiam partir de um desafio: como ajudar o seu amigo a deixar menos pegada ecológica?

 Sugestões não faltam: a começar pelo Copinho fofo do Menos 1 Lixo, passando por uma sacolinha fofa reutilizável para fazer o mercado ou a feira. Tem também a capinha de silicone para cobrir legumes e alimentos (e substituir o PVC que todo mundo só usa 1x); e pra quem puder investir mais: que tal uma mini composteira? Lembrando, ainda, da assinatura do Baldinho de compostagem do Ciclo Orgânico!! 

É isso!! Quem tiver mais ideias de fazer Amigo Secreto com essa pegada mais alternativa, manda pra gente! :)

Heliene Oliveira. Fundadora da Quiron, onde cria projetos de transformação e consciência social. Há 2 anos esta à frente do Flor Faz Bem, um movimento que reutiliza flores que seriam descartadas para fazer o bem. E desde o ano passado, contribui com seus textos para o Menos 1 Lixo.

               

 

 

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Casamento Real: celebrando com consciência

No começo do ano, recebi a ligação da Heidy (uma amiga que conheci na Califórnia, mas mora em Berlim) para produzir o casamento dela em Bad Liebenzell, uma cidadezinha no meio da Floresta Negra. Um casamento lixo zero e consciente. Como não deu para viajar, a consultoria acabou sendo via Skype e via boards do Pinterest mesmo. Eu já tinha feito a festinha de 6 anos da minha filha em esquema de redução no ano passado, já tinha montado um tutorial para decoração e para a ceia de Natal para o Menos 1 Lixo, além do lançamento do Copo Oficial, né? Mas vamos combinar que casamento é uma outra liga!

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E uma coisa é o desejo da noiva de fazer um casamento lixo zero, a outra é colocar o esquema para funcionar. Pra funcionar mesmo! Porque reutilizar, reduzir e reciclar significam mais trabalho. Exige planejamento cuidadoso porque o default do mundo de festas é exatamente o contrário. Mas a Heidy estava tão decidida que resolvi aceitar o desafio. Simplesmente porque é TÃO legal trabalhar com gente que enxerga que a beleza da celebração está nos sentimentos e na reunião dos amigos e familiares espalhados pelo mundo, ao invés de bem-casados embalados em renda francesa. Então, mais do que lixo zero, esse casamento foi uma celebração consciente. Mas com quantas dicas se faz um casamento consciente? 1- A Heidy e o noivo escolheram a data da celebração para coincidir com o Festival de Luzes de Bad Liebenzell. Depois da cerimônia e do jantar, os convidados ganharam ingressos para, juntos, assistirem ao festival. Ou seja, os noivos aproveitaram um momento único da cidade para entreter os convidados. 2- Escolheram um hotel que fosse perto da igreja, e um restaurante que fosse perto da igreja. Todo mundo conseguiu fazer os trajetos usando os próprios pés mesmo. :)

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3- Ao invés de ir contratando ajuda - listaram alguns amigos e familiares para preparar os arranjos de flores, a decoração e o cerimonial.  

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4- Minimalismo na Igreja. Para a igreja, apenas uma pequena intervenção. A igreja de 800 anos não precisava de mais nada além de poucas flores. 5- Na recepção, aproveitaram o clima do restaurante mesmo e, mais uma vez, pouca intervenção. Para centro de mesa dos convidados no jantar, escolheram lindos livros. Clássicos da literatura serviram de apoio para os arranjos de flores.

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6- Os músicos contratados eram da própria região, e uma amiga cantou junto com eles. 7- Lembrancinha: geleia caseira com morangos da época, e da região. Em potinhos de vidro, reutilizáveis.

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8- Uma gaiola, que foi “herdada" de um casamento de um amigo, foi usada para guardar as cartas que os convidados escreveram para eles.

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9- Nenhuma comida foi desperdiçada, isso exigiu um cálculo bem conservador. Até as corujinhas de marzipan do bolo foram aproveitadas. A Heidy mandou emoldurar em uma caixinha e guardou como lembrança do casamento.

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10- Quanto a reciclagem de vidro e plástico, as coisas são diferentes na Alemanha. Os vidros são separados em containers de acordo com a cor (marrom, transparente ou verde) para o serviço de coleta da cidade. E garrafas de plástico são levadas para os supermercados, que “pagam" entre 15 e 25 centavos por peça. Os supermercados trituram o plástico e mandam para a reciclagem. E o lixo orgânico também foi separado, claro - do jeitinho alemão!

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Heliene Oliveira, fundadora da Quiron, uma empresa agitadora de transformações. Como uma festa lixo zero, por exemplo. Com dados fornecidos através do relat

ório da Roda Ambiental.

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Desliga o automático que vai!

Hoje estou aqui para contar uma história maravilhosa para vocês, de percepção aguçada pelo afeto. Isso mesmo, afeto! Sabe quando você já acorda com o pé que você costuma andar, pra não dizer o pé direito logo de cara?! Pode ser o direito ou o esquerdo, tudo depende do seu lugar no mundo; eu, por exemplo, sou canhoto, é sempre o esquerdo o pé certo pra mim. Não lembro na real que pé coloquei no chão primeiro. Crendices e ditos à parte, a energia fluiu nesse sentido de fazer #diferente, #desconstruir, #mudar. Eu tinha marcado com o carinha que estou conhecendo agora de ajudar um casal de amigas dele, que eu nem conhecia, com o meu olhar de fora no negócio delas: um sítio. Já amei a ideia, fora que uma fuga do caos do dia a dia é sempre maravilhosa, mesmo que seja a “trabalho”, só de ser num campo a coisa já muda. No campo da experiência mesmo. E também, assim que a história me chegou, de que ele ia doar seu tempo para as amigas, a coisa já me tocou. Click! Mergulhei na ideia, me ganhou no amor, me reconheci. Tem sido assim. Sabe quando a gente sente que está no lugar certo, na hora certa e percebe de todas as formas que está com a pessoa certa?! Pois é, nessa energia dificilmente algo dá errado, e eu sempre estive e estou cada vez mais atento aos sinais. COMPLEMENTARES.

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Calma, vamos voltar um pouco, mais precisamente em uma compra que fiz e que chegou nesse dia: um baú lindo aqui pro quarto, pra guardar meus sapatos que estavam bagunçando o armário faz tempo e em cima colocar minha vitrolinha - a coisa do vinil me pegou, dualidade, lado A, Lado B, retrô. Ando meio incomodado com bagunça, peguei um espírito de arrumação mesmo, do clean, do essencial, que é bom falar, mas vamos focar na bagunça! O LUGAR DO ERRADO QUE GRITA EM MIM! Ao chegar o baú, vim logo arrumar as gavetas e pá! Sacolinha do MENOS 1 LIXO. Pronto: fui lá aos tempos de agência, viajei em tudo de bom que já passei e que fazem parte do que sou hoje, nossa, nem vou me alongar nisso. FOCA! Mas só pra entender: AFETO. Falei tanto de sustentabilidade durante um tempo que isso tá em mim, ficou, e tenho TANTO ORGULHO de ter participado de um projeto realmente bonito, transformador, muito também porque me vejo nele, fiz e faço parte, longe ou perto, porque me representa. Me veio todas as experiências maravilhosas que vi acontecer e vivi por causa desse projeto, e fui no copinho: VOU LEVAR! O simbólico atuando. Memória, né? Uma coisa traz a outra. E existe uma memória do corpo que a gente tá despertando pra ela agora: #Feelings.

Sobre viver com menos lixo: fui ao CineArte UFF - que está sensacional - e eles estão com aquela maquininha digital, que não imprime. SEM PAPEL. Gratidão!!! Se você quiser a nota, eles mandam direto pro seu e-mail. E esse é mais um hábito que peguei andando com a Fe, de nunca pedir a minha via do cartão.  Sim, estou andando mais por Niterói agora, o namorado é de lá! Já disse que ele precisa começar a criar o hábito da bike, ele curtiu. PONTO! Tudo no afeto. Repensando hábitos, criando novos. Aos poucos, vamos largando o desejo CARRO. Voltando ao copo: parecia perfeito pra puxar o assunto do um, do que te faz repensar, de trazer pro hábito as mudanças, de atuar de alguma forma, de fazer parte de um “ciclo” de transformação. Coloquei na bolsa. QUERO!

No caminho pro sítio, paramos pra comer e veio aquela vozinha interior: DESLIGA DO AUTOMÁTICO! Faça escolhas, repense, não espere que alguém mude, faça a diferença agora, você! Saí do carro e o copinho no bolso. Confesso que estava meio avoado na hora de escolher o que comer (depois entendi que não tenho um ciclo pra comida, como a primeira coisa que me vem na mente, e estou nos vícios, batata, essas coisas). Na medida do possível, escolhi bem. Novamente os ciclos, só pra vocês entenderem, tenho essa coisa de olhar pros ciclos faz tempo, nasci do outro lado, sou homem, mas desconfio que as mulheres tenham uma intimidade maior com essa coisa de ciclos que gritam que elas são parte do todo e da natureza: O Ciclo Menstrual, por exemplo. A todo momento tem esse ciclo que abre e fecha. Por falar nisso, copinho coletor aquipra mudar a vida!

Sai da menstruação e volta pra comida, só pra naturalizar a coisa: é sangue, gente, nada mais natural! Inclusive tem horta orgânica adubada com o sanguinho delas e acho essa ideia sensacional, aqui. Pedi um suco de laranja e puxei o assunto do copinho com a atendente que topou de pronto colocar o suco no copo. Foi fácil, adorei! A Dani, a amiga do Martin, me questionou na hora: gente, mas você pede isso em todo lugar mesmo? Se fosse um lugar chique, você também pediria? Quase me ofendi, amo o copo, participei do processo de criação, mas nem liguei, entendi a leitura dela, seu lugar, percebi que ela não entendeu a coisa do fazer diferente, da quebra no status quo, e eu chamei pro POP: “É o copo das celebs, miga.” Sim, ainda agrega, o olho dela brilhou. Conversamos um pouco mais sobre o projeto e eles amaram a ideia, o copo, tentaram chorar um descontinho, aquela coisa de amor que ainda existe em Niterói. GRAÇAS!

(Lançamento do Copo Oficial Menos 1 Lixo)

Um dia antes estávamos na praia, pôr-do-sol, tudo lindo, fazia tempo que não ia, sentamos e logo percebi: LIXO! Olho treinado é tenso. Vi logo a coisa, de longe. Entre os lixos, cigarro, miojo, copo descartável. Colocamos no lixo. Ele fuma, e eu odeio cercear liberdades e falar sempre a mesma coisa. Nem preciso. Os ciclos falam por nós, ciclos criam hábitos, saudáveis ou não, sustentáveis ou não. É importante o ajuste. Equilíbrio.

Sítio lindo. Natureza fantástica. Ao primeiro olhar, tudo perfeito. Mas só mesmo ao primeiro olhar. Fazia muito calor, olhei pra piscina e estava VERDE! Tínhamos ido pra lá pra filmar e fotografar o espaço. Impossível! L Na beira da piscina, um copo descartável. Fui descendo um pouco mais, onde ficava uma represa, dava pra seguir uma trilha de lixos - cigarros e mais e mais copos descartáveis - tinha para mais de 6 caixas de cigarros e incontáveis copinhos descartáveis. Catei a maioria e comecei uma faxina no lugar. Vi plantas esturricando no sol, sem água. Molhei algumas, afastei outras do sol intenso. Rotina que eu já tenho em casa, amo plantas. Peguei isso da minha mãe. O lugar precisa mesmo de um olhar atento, é bonito. Ela amou minhas dicas e eu amei ajudar. TROCA!

Voltando aos ciclos gostosos: sexta que vem rola um piquenique na cachoeira. PRAIA, SÍTIO e agora PIQUENIQUE NA CACHOEIRA. Estou curtindo, esse clima me alegra. Ou seja, mais fotos e histórias com copinho em breve! ;)

Só pra esclarecer, eu também tenho um lado A, mas é que eu estou num ciclo do afeto, a verdade é essa, minha irmã está para ganhar bebê e serei titio, e uma sementinha mexe com o coração de todo mundo, né? Ou deveria! Querendo ou não, tudo uma hora floresce! ;)

Vamos trocar experiências, faça parte da mudança dia a dia! Siga-me os bons, @thiwitt pelas redes.

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Relato de uma vegetariana em transição

Quem acompanha o Movimento sabe que, eu nunca fui uma pessoa consciente do impacto ambiental das minhas escolhas. Na infância, com "água de rua" no conjunto de favelas da Maré, eu não pensava no recurso excessivamente gasto no banho de mangueira. O mesmo se estendia pro consumo de luz e assim foi como eu cresci. Distante da visão da produção excessiva de lixo e da tão falada sustentabilidade que surgia do outro lado da cidade. Pois bem, eis que surge o Menos 1 Lixo pra mim. Pra contrariar tudo aquilo que eu desacreditava. Eu vi de perto o Movimento crescer e, escrevendo pra ele, inevitavelmente, cresci junto. Não no sentido de evolução, como se eu fosse hoje mais evoluída que as outras pessoas, que mantiveram o pensamento que eu tinha lá atrás. Nada disso. Mas é que eu tive acesso, isso muda tudo! Com o passar do tempo mudei minha relação com o ato de consumir, com o que é falta e o que é excesso, com as outras pessoas, com os recursos naturais, financeiros, afetivos. Entre tantas mudanças, veio aos poucos um novo olhar para  o que me alimenta de verdade. Não só na vida, na alma, na mente, mas também o que vai pro prato. Tá tudo interligado! Começou então um certo incômodo: como comer frango conhecendo um pouco mais sobre o processo que faz ele chegar na minha mesa? Não dá pra sentir vontade. Tava desgostoso comer carne sabendo de todo o impacto ambiental. Era ruim chegar no mercado e ver o desenho da vaca ou do boi, e escolher por ali, a parte que eu comeria. No meio disso tudo vi um post que era o que faltava pra mostrar que, os minutos de degustação, não valiam mais a pena.

  Até aí  tudo bem, era "só" virar vegetariana e pronto. Só que não. Família paterna paraibana e materna mineira, sem tempo nenhum pra cozinhar e com poucas experiências além do feijão, arroz e carne no currículo, com os mesmos hábitos alimentares desde sempre. E com gratidão, com o entendimento sempre relembrado pelos pais que muita gente está passando fome, assim como eles passaram. Foi tudo aos poucos. Nas primeiras visitas, na hora de comer, meu pai ainda me perguntava: "tem certeza que não vai querer uma carninha, filha?".  Agora ele já não oferece mais, respeita, e até manda foto do prato sem carne às segundas O teste mesmo aconteceu no último dia dos pais,  com o almoço em família. Três opções de carne e eu olhando e pensando: meu deus, como eu vou falar pro meu tio, dono da casa, que tá tudo lindo mas não vai rolar boa parte do que tá ali. O tio em questão, não consegue nem sentir cheiro de ovo no bolo, pois foi só o que ele comeu por boa parte da infância. E eu só queria isso, um ovinho. Meu pai percebeu a situação e demos um jeitinho. Sem carne e sem ovinho. Arroz, feijão, angu e couve. Não é que ficou uma delícia? Não senti falta de nada e ainda comecei nos verdinhos. Ah, não contei? Eu não comia nada de legume, verdura ou folhas. Nada! De natural, apenas frutas. Desde então é adaptação. Vamos para o churrasco com os amigos? Vamos! Afinal, tem pão de alho, molho, arroz, abacaxi assado. As risadas, as músicas, as danças, tem sempre muita coisa além da carne. Muitos amigos questionam  se eu não sinto falta, quando na verdade, nem penso nisso. Eu busco e descubro diariamente tantos grãos, sementes, temperos, sabores que eu não fazia ideia. Sempre imaginei um sacrifício gigantesco por parte da galera vegana ou vegetariana, mas não, eu tava errada. Hoje eu saio de casa com mais marmitas na bolsa, mas feliz da vida. Dedico tempo pra cozinhar o que eu quero comer e fica exatamente como eu quero, ou melhor. Parei de gastar um dinheiro que me fazia falta e só me levava a comer mal na rua. Ainda tenho que marcar com uma nutricionista, sim, tenho. Ainda como peixes, sim, como. Eu sinto falta de salame, é, eu sinto. Mas todo o resto que eu sinto é tão maior, tão melhor, me faz tão feliz. Me alimenta. "Você não come pelos animais ou pelo meio ambiente?" Por mim, por eles, por tudo. Eu não sinto vontade."

*Esse texto não é um convite ao vegetarianismo, ainda não me considero como tal. Ele é um mero relato, de uma transição um tanto inesperada, mas possível, na minha vida.*

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A vegana Alana Rox fala sobre o desafio de gerar menos lixo

Você já leu pelo site, sobre link sustentável e interdependência. Os assuntos estão ligados por um simples fator: o que fazemos aqui impacta ali - que pode ser do outro lado da rua ou do mundo - e isso ocorre mesmo quando não percebemos a relação. Algumas boas vezes, dentro do Movimento, conversamos sobre o incômodo de encomendar alimentos orgânicos, por exemplo, e eles chegarem excessivamente embalados. É como se não fosse um consumo consciente por completo. Como se a alimentação não conversasse com a geração de resíduo, com a inclusão social e com tantos outros fatores que a gente entende que importam muito! Para a realização da festa de lançamento do nosso Copo Oficial, que foi Lixo Zero <3, tivemos de pessoalmente buscar limões galegos pelas feiras orgânicas do Rio. Na ocasião, mais uma vez, não faltavam as mil e uma embalagens. Pensando em tudo isso, buscamos o olhar de uma vegana queridíssima por nós e igualmente admirada e seguida por muitos: Alana Rox! :)  

 

Alana nos contou que há algum tempo tem repensado a sua relação com o resíduo gerado diariamente. “Este é um grande desafio, já que a indústria e o comércio não estão preparados para que você não queira produzir lixo. É meu desafio diário. Na minha opinião, ser vegano vai muito além de não consumir produtos de origem e exploração animal. Não adianta ser vegano e só comer industrializados, pois a produção da grande maioria destes polui o meio ambiente e destrói a natureza prejudicando animais também. É importante que o vegano seja saudável, cartão de visitas de sua própria ideologia. E que seja por inteiro: por amor, por saúde, por compaixão. Aos animais, ao planeta, a si mesmo. Somos todos um. Somos todos parte de um todo. Qualquer ato diferente disso, é um tiro no próprio pé.” Sobre o dia a dia Alana contou que faz desde sua pasta de dente até o sabão em pó. Na cozinha, utiliza e propaga a ideia do uso dos alimentos de forma integral: a semente, a polpa, a casca. Assim não se joga nutrientes nem dinheiro fora.

Fortalecendo o que sempre falamos sobre o poder do indivíduo e de suas escolhas, a vegana dispara: “Você precisa educar os estabelecimentos.  A demanda do cliente faz a oferta, não o oposto. Deve pedir, dar ideias, exigir soluções o tempo todo. Só assim vai conseguir mudar algo.” E continua, “não há lugar que eu vá que não peço por opções veganas ou que falo para eliminarem o canudo, por exemplo. Elogio, divulgo e enalteço empresas e lugares que já fazem algo para que nossas vidas sejam melhores neste sentido.” Lembrando que o aplicativo Carteirada do Bem, pode contribuir com esse empoderamento. ;) “O cidadão deve entender que tudo começa por ele mesmo. Não deve pensar no que é bom primeiro para ele como indivíduo, mas no que beneficia o coletivo antes de ser bom apenas para ele. Ele faz parte de um coletivo, logo, se é bom para todos, é bom para ele também.  Tudo tão simples. O que parece óbvio, deve ser dito muitas e muitas vezes.  Só assim aprenderemos todos”, fechou a vegana. Se você tá começando a mudar a sua relação com o lixo e se responsabilizar pelo que produz, vale fuxicar o site todo e, em especial, ver as dicas práticas e acessíveis da nossa sessão Eu Testei, onde contamos as experiências de uma vida com menos lixo. Agora, se você tá buscando um pouco mais sobre o veganismo, receitas em conta e com uma consciência completa, procure The Veggie Voice nas redes e se inspire com o Diário de uma Vegana. ;) Fotos: as imagens foram retiradas da página The Veggie e são receitas do ‪#‎programa50reais‬, onde Alana posta receitas de cafe da manhã, almoço, jantar, lanches e sucos com apenas R$ 47,75 para os 7 dias.

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Catarina Mina: bolsas e histórias lindas formam o primeiro e-commerce aberto do Brasil

A Fe Cortez esteve no Recicla Nordeste, palestrou pra uma galera em um evento aberto tomado por jovens e conheceu muitas iniciativas bacanas, entre elas, a Catarina Mina. De lá mesmo me enviou um link sobre a marca dizendo que as bolsas eram tão lindas quanto o processo de produção, e que isso tinha que vir pro site. Comecei a fuxicar e em alguns minutos já queria arrumar a mochila e seguir pra Fortaleza pra conhecer tudo de perto, abraçar as artesãs e a Celina Hissa, principal idealizadora da marca que vocês vão conhecer agora!

O Surgimento da Catarina Mina Como uma brincadeira, surgia a Catarina Mina em 2005. Não havia organização por trás, apenas a vontade de trabalhar com artesanato reinventando o fazer local. Aliando a tradição ao olhar contemporâneo do design. Essa vontade de trabalhar com artesanato, com a materialidade das coisas gerou o encontro com artesãs. Como eu trabalhava com direção de arte em agências de publicidade, me encantava muito com a possibilidade de sair da bidimensão do computador e trabalhar com a tridimensionalidade e todas as possibilidades de invenção criativa e material do artesanato. A primeira tipologia que exploramos foi o tear, até hoje tenho um tear, mas o encontro com artesãos que também possuem essa paixão pela criação artesanal que nos fizeram ser quem somos hoje. Foi no crochê que esse encontro surgiu de forma mais espontânea e ativa, por isso nosso destaque atual são bolsas artesanais de crochê.

O nome surge inspirado em  uma personagem histórica do Maranhão. Catarina Mina  foi uma bela e inteligente escrava do séc. XVIII, ciente da beleza que deus lhe deu, teve amantes, economizou uma fortuna e comprou sua liberdade. Alforriou a mãe, adquiriu imóveis e virou uma lenda. Além de sonoro, o nome vai de encontro com a ideia da marca que sempre foi trabalhar com ícones regionais valorizando o artesanato brasileiro. Assim a marca Catarina Mina nasce com a vontade de criar bolsas exclusivas que carreguem a beleza e a sensibilidade do trabalho manual com a vanguarda do mundo da moda. Uma marca feita por mulheres Sou Formada em Comunicação Social com habilitação em Publicidade pela Universidade Federal do Ceará, tenho especialização em teorias da Comunicação e  recentemente conclui uma pesquisa de mestrado sobre Modos de Produção Coletiva. Trabalhei durante 7 anos anos como diretora de arte de agências de publicidade em Fortaleza. Em paralelo ao trabalho em agências, assinava também projetos gráficos para livros e capas de CDs, então comecei a investir na área de cenografias e figurinos.

Foi a partir do desenvolvimento de trabalhos com cenografia e criação de stands que comecei a me interessar pelo design de uma forma geral, aquele que vai além do projeto gráfico e envolve outros materiais. Assim, com o interesse pelo design e uma paixão antiga pelo artesanato surge a Catarina Mina. A Verônica Vieira é também um dos grandes nomes por trás da empresa, ela é artesã e trabalha com a gente desde de 2010. É ela a responsável pela criação das receitas em crochê e coordenação dos grupos de artesãs. Recentemente, Mariana Marques tem atuado de forma decisiva na construção da marca, ela é publicitária, redatora e tem abraçado o projeto “Uma Conversa Sincera” desde o seu lançamento (2015). Seu pensamento estratégico e sua generosidade ao trabalhar com a marca tem contribuído para sermos quem somos. O ritmo, a rotina e a criação O trabalho artesanal faz parte da cultura cearense. Uma das coisas que motiva as mulheres a esse tipo de fazer é a possibilidade de trabalhar em casa, cuidando de seus filhos e, ao mesmo tempo, gerando renda. Como acreditamos muito nesse modo específico de fazer e de vida, possuímos uma relação de confiança muito bem estabelecida com as artesãs, na qual existe um comprometimento de ambos os lados e que possibilita que esse modo de produção funcione muito bem na nosso empresa.  Algumas ganham por produção, outras possuem carteira assinada, mas todas trabalham em casa. Em um dos grupos elas algumas vezes se reúnem na casa de uma das artesãs para produzir juntas. Fazemos questão de não interferir e respeitar os modos específicos de produção de cada grupo e nos orgulhamos de ter construído uma relação na qual é possível o convívio do fazer artesanal às necessidades e prazos do mercado. No total trabalhamos com uma média de vinte e cinco artesãs, número que aumenta dependendo das necessidades produtivas, ou das tipologias.

Uma Conversa Sincera Em 2015 começamos um novo projeto com as artesãs: #umaconversasincera.  A ideia é valorizar cada vez mais o trabalho manual. Convidando o consumidor a olhar para os modos produtivos. Junto com isso, veio uma proposta para as artesãs receberem um percentual das vendas do produto. Ou seja, além do valor fixo que elas recebem pela produção, quando o produto é vendido elas também recebem uma porcentagem nas vendas. Nossa ideia parte do questionamento dos altos investimentos para esforços de venda e uma redução cada vez maior dos investimentos em mão de obra, naqueles (costureiras, sapateiros, artesãos) que realmente " fazem" o produto. Percebendo a indústria da moda nacional em crise, vendo vários ateliês de produção local fecharem, decidimos convidar o consumidor a pensar junto com a gente sobre a valorização deste fazer manual. A ideia passa também pela vontade de que o fazer artesanal seja algo que passe de geração em geração, e para que isso aconteça precisamos valorizar o começo da cadeia, ou seja, as artesãs. [embed]https://vimeo.com/130749399[/embed] Queremos criar uma rede de pessoas que valorizem cadeias produtivas mais saudáveis, mais felizes e principalmente, mais justas. Desta maneira, entendemos nossa proposta como um pensamento em rede, um compartilhamento de responsabilidades, que vai desde o artesã que se compromete com uma produção de qualidade, que está inserido nos ganhos do processo, passando pela empresa, pelo designer, por quem comunica e se estendendo ao consumidor final. Quem compra uma bolsa da Catarina Mina também é peça fundamental na propagação deste ideia. Por isso dizemos que muitas mãos fazem a Catarina. A necessidade de um e commerce com todos os custos abertos 2014 foi um ano decisivo para a empresa, eu estava no mestrado, também trabalhando com produções colaborativas em arte, e a Catarina Mina passava por um momento de dificuldades financeiras, muitas devido a concorrência com produtos produzidos em mercados chineses e asiáticos. Parte da nossa renda vinha do chamado “Private Label ” ou seja, produzíamos para outras marcas comercializarem, e muitas argumentavam que a nossa mão de obra era cara, o que foi nos fazendo perder mercado. Percebi que havia uma necessidade de conversar com o consumidor diretamente, para valorizar a mão de obra artesanal, precisávamos do apoio da sociedade. Era importante que se perguntasse sobre quem faz, que se entendesse um pouco mais sobre os modos produtivos, não é possível concorrer com os “fast fashion” em preço e era necessário que tivéssemos o apoio da sociedade para conseguir dar continuidade ao trabalho que acreditávamos.

Foi assim que surgiu a ideia do projeto #umaconversasincera. Abrimos todos os nossos custos, uma forma de ser o mais transparente possível. Quando uma conversa acontece, ambas as partes se modificam, trocam, se transformam. Para isso, precisamos estar abertos. Começamos esse convite para conversa abrindo nossos custos em 2015. Gosto muito de dizer que se trata de um “projeto”, pois isso significa que ele é da ordem da tentativa, está em construção. Não está pronto. Desta maneira, estamos abertos para nos transformar, ouvir sugestões, aprender e ensinar com outras iniciativas. Nos entender como tentativa também faz parte de uma filosofia na qual acredito, a sustentabilidade no mundo do consumo é algo quase utópico. O Movimento Menos 1 Lixo, sabe bem disso. O simples fato de colocar mais um produto no mundo já compromete um pouco nossa cadeia. Por isso é importante entendermos que as empresas ofereçam algo mais, um produto que tenha uma causa ou que seja produzido de forma mais justa, com processos que respeitem as pessoas e o meio ambiente.

Nossa intenção é transformar um pouco a sociedade, é uma tentativa de inserir novos paradigmas, novas formas de pensar. Atualmente isso está presente de forma mais ativa na moda: movimentos como o Ecoera, #compredequemfaz, #feitonobrasil, #quemfezsuasroupas. Além de marcas como Flávia Aranha (tingimentos naturais), Saissu (materiais reciclados), e tantas outras. Precisamos de mais e mais iniciativas.  Diria que é cada vez mais urgente. Bom, Celina, só podemos sentir uma gratidão imensa pela conversa sincera com o Menos 1 Lixo e cada leitor. Por nos aproximar das artesãs mesmo com toda a distância, por agir tanto em prol das novas formas de consumo e produção, tão necessárias desde sempre e principalmente nos dias atuais. Não por acaso a Catarina foi vencedora do premio Ecoera, idealizado pela Chiara Gadaleta e pela Vogue, como melhor marca no trabalho com pessoas. O recado que fica é: consumidor, perceba o seu poder! E se você que tá em casa quer saber ainda mais sobre o que vem por aí, acompanhe o novo projeto da Catarina Mina. Com vocês, a oficina de artesãs ou, simplesmente, FIA. 

 
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"Da abundância à escassez", uma exposição pra fazer você repensar

Não por acaso temos uma semana Especial Água e, ainda assim, o recurso é tema o ano inteiro. Despertar para a importância dos modos de consumo, conscientizar sobre o desperdício e trazer formas de reaproveitamento foram algumas das formas que abordamos a temática. E teve até o Fabio Rubio Scarano para nos ajudar nessa missão. Se você tá perdido, vale saber que Fabio é Ph.D. em Ecologia na Universidade de St. Andrews, Escócia. Professor Associado de Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (desde 1993) e membro da Sociedade Linneana de Londres (desde 1995). Desde 2015 é Diretor Executivo da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável onde coordena projetos ligados à biodiversidade e serviços ambientais, adaptação às mudanças climáticas e agricultura sustentável. Além disso, é autor nos painéis intergovernamentais do clima (IPCC) e da biodiversidade (IPBES). Ocupou posições no Governo Brasileiro (2005-2011) e na ONG Conservation International (CI) onde foi Vice-Presidente Sênior da Divisão das Américas (2009-2015). Fabio nos ajudar a pensar como seria um mundo sem água, pois ele é principalmente um indivíduo preocupado em agir em prol do planeta e da vida.

(Foto: reprodução internet)

Uma de suas falas na entrevista chama muito atenção: “Eu tenho um querido amigo que diz que, no dia em que soubermos o nome da bacia hidrográfica onde vivemos (assim como sabemos o nome da nossa rua ou do nosso bairro), teremos alcançado maior consciência em relação à importância da água para as nossas vidas. Ele tem razão. Mesmo um recurso renovável, como a água, é esgotável e contaminável. Portanto, todo cuidado é pouco. Recentemente li uma pesquisa que dá conta que o povo brasileiro é o que mais enxerga a crise do clima como um problema sério, a frente de países como a Alemanha e o Canadá. Esse é um bom sinal, mas precisamos passar da consciência para a prática..." Infelizmente muitas vezes precisamos ver de perto para devidamente ficar de acordo com a realidade, e aí que entram exposições como a disponível no Museu do Amanhã, "Da abundância à escassez".  Uma mostra que reúne 37 imagens de 12 fotógrafos brasileiros e conta com três painéis: Brasil diverso, Rio de Janeiro e Seca no Nordeste. Pra nos impactar sobre as belezas hídricas do Brasil e os problemas associados a elas. Com supervisão de Custodio Coimbra, consultoria de Jayme Zettel e concepção cênica de Joana Coimbra, a equipe foi escolhida por Custódio Coimbra em parceria com o Museu e o #Colabora.

(Foto: site Museu do Amanhã)

A mostra pode ser vista até 31 de julho na Galeria do Tempo, próxima à exposição principal do Museu do Amanhã. Esperamos que todos sintam a inquietação de ir ao museu, ver um exposição com tal temática e ter de fundo a Baía de Guanabara poluída. O que podemos fazer? Quem podemos conscientizar? Quando vamos cobrar providências? Fonte: Museu do Amanhã

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Feira Ekobé: a boa do final de semana é desvendar o consumo consciente com gastronomia, arte, bate-papo e muita música boa!

É com muita alegria que a gente faz a dica de cultura de hoje! Acreditamos em novos hábitos de consumo que, além de respeitarem o meio ambiente, incluem, são acessíveis, práticos e diários. E tudo isso não podia casar mais, com a Ekobé: uma feira aberta de sustentabilidade, que vai rolar amanhã, a partir das 10h, na Praça Mauá, e tem como foco principal fomentar iniciativas socioambientais que visam despertar o consumo consciente e compartilhar conhecimento. O evento que é é um projeto colaborativo, realizado pela Capim SeloVerde e ZEBU, mídias sustentáveis em parceria com uma rede incrível de colaboradores, vai ocupar o espaço público e com exposições de arte, gastronomia, produtos, serviços, workshops, bate-papos e shows com músicos locais, vai mostrar a importância da sustentabilidade para o nosso cotidiano. Tem dúvida do quanto vai ficar bonito? Confira a programação: ||Workshop|| Venha aprender formas simples de como trazer a sustentabilidade para o dia a dia. 10h as 11h30 | Horta para crianças – Horta Inteligente 10h as 11h30 | Minhocário + horta vertical – Ciclo Orgânico, Cultivo Circular e Kombotânica 12h as 13h30 | História com tapete + tinta natural (crianças) – Sustentarte 12h as 13h30 | Papel reciclado + cadernos artesanais - Schöpf Papier e Os Caderninhos 13h30 as 15h | Limpeza Consciente - IBEJI Limpeza Consciente e Vivo Naturalmente 13h30 as 15h | Ressignificando lugares e transformando a cidade - RIO EU AMO EU CUIDO ||Bate-papo|| Queremos compartilhar experiências sobre temas como o lixo que geramos diariamente, o ciclo de vida dos materiais e as novas formas de governança. 15h | Ciclo de vida Bruno – MateriaBrasil, Pedro Ivo - ZEBU, mídias sustentáveis, Claudio –CBPak, Yasmin – Terrapia 16h | Gestão dos resíduos Tião - Pólo De Reciclágem Jardim Gramacho, Fernando – CARPE - Projetos Socioambientais, Guilherme – Capim SeloVerde, Victor – Zyklus, Lili - Action Shop Serviços Ambientais. 17h | Consumo consciente Claudia - Clô Comunicação, Marcela - Rede Colmeia, Lucas – Mescla, Mariana – Caíques 18h | Redes João Bernardo - Somos GOMA, Tomas - Sistema B Brasil, Isabel –Epicentral. ||Programação cultural|| Acreditamos que a sustentabilidade pode estar em todos os lugares, por isso, nossa proposta artística é a de valorização da cultura carioca através da promoção de sua música contemporânea. Rádio Retropicália durante o dia! 19h | Bellas e Flor part. especial Sarau de poesia Apadrinhe um sorriso 20h | Grupo Maracutaia 21h | Pedro Mann convida QINHO e Lila ||Exposição RioCiclo|| Tema: "Ação Individual, Impacto Coletivo" Curadoria: Paula Darriba Partindo da premissa do desenvolvimento de uma visão integrada do individuo com o meio ambiente em suas multiplas interações culturais, a exposição RioCiclo - Ação Individual, Impacto Coletivo - Conta com artistas que apresentam em seu repertório obras que dialogam com a idéia de (re) aproveitamento de resíduos - materiais e imateriais - redimensionando e resignificando a relação da arte com o meio ambiente. Artistas: João Marcelo Chaves, Rubem Pontes, Claudio Cambra, Regina Rayschstock, Ana Fontelles, Paula Darriba, Bruno Ferraz, Nubia Pinheiro, Giselle Monteiro. Nós teremos a barraquinha Menos 1 Lixo e estaremos lá compartilhando a nossa missão e vendendo o nosso Copo, claro! :) Acesse o evento no Facebook, fique por dentro e marque presença! Vai ser lindo e tá sendo feito com muito carinho pra você e pra família, junta todo mundo e chega mais! ;)

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Salve! Comedoria: uma cozinha industrial que mexe com pessoas, comida boa e novos sabores de vida

A Fe Cortez tinha me contado toda empolgada sobre o projeto “da cozinha do Badá na Rocinha”, disse que eu ia amar. Ela já sabe que como ex moradora do conjunto de favelas da Maré e depois de ter passado toda a minha vida na zona norte do Rio, realmente amo subir os morros pra ver de perto projetos como a Salve! Comedoria, uma cozinha industrial que mexe com pessoas, comida boa e novos sabores de vida. Peguei o contato do Daniel Badaui, furamos duas vezes e após experimentar as empanadas na festa lixo zero, que fizemos pra lançar o nosso copo oficial (<3), tive a convicção de que não furaria mais. Uma semana depois eu subia com os olhos arregalados pra não perder nada do que muita gente chama de favela modelo.  Com uma informação aqui e ali, cheguei! Depois de chegar Badá, chega a Andressa - 26 anos, zero experiência na cozinha e muita vontade de aprender. Demos início a um bom papo! :) “Eu comecei empreendendo. Com 19 anos eu comprava doce no Centro da cidade de São Paulo e vendia na periferia. Eu tinha uma kombi, e quando todos os meus amigos iam para a faculdade de carro, eu ia de kombi. Depois o negócio cresceu, compramos mais kombis, mas aí vendemos e fechamos.” Badá começou a contar como tinha chegado até ali. “Aí eu fui trabalhar em multinacionais e sempre no comercial ou vendas. Walmart, Johnson e Souza Cruz, que eu fiquei por 10 anos. Lá eu cresci, fiz um monte de coisa e em 2011 comecei a correr atrás de novos negócios, captação de patrocínio, por aí. E há 2 anos eu comecei a procurar algum sentido, propósito, já que eu sabia que queria trabalhar com alguma coisa que me fizesse viajar bastante, que pudesse estar dentro da cozinha e que gerasse impacto social ou ambiental.”

Daí o destino deu aquela mãozinha! O Badá enxergou que gostava de trabalhar com pessoas. Que pelas suas experiências anteriores, ele poderia sim começar algo do zero e fazer aquilo andar. Sua esposa que trabalhava em São Paulo, trabalharia agora no Rio, e ele então pensou num modelo “cozinha-escola”, pelas favelas mais próximas de casa. O Vidigal já conta com algumas boas iniciativas, então a ideia era fomentar a Rocinha.

“Vou montar uma cozinha de baixo custo, onde eu consiga transformar alimentos, fazer produtos, fazer eventos e tal, e com o dinheiro que arrecadar a gente vai fazendo formação de pessoas e principalmente o fomento do empreendedorismo, que é o que eu quero me dedicar mais. Então são duas vertentes: uma é contratar gente que nunca trabalhou e a segunda é trabalhar com gente que já tem alguma coisa com gastronomia - a moça que faz bolo, o cara que faz uma carne assada pro seu ponto comercial, o outro que faz evento - e dar um upgrade neles.”

Lembro que no início eu pedi pro Badá falar da equipe e ele me disse que a rotatividade era muito grande. As pessoas vinham, se desenvolviam e ele dentro do que parecia interessante para elas, as indicava para restaurantes maiores e renomados. Era esse o ciclo positivo da Salve!

Pausa pro Badá fazer o leite de coco. Comprar pronto e industrializado não! Soltar a polpa da casca e fazer manualmente, sim. :) Em seguida eu pergunto como é a questão da geração do lixo, afinal, sabemos a importância de tal ponto. “Putz, é difícil! O coco por exemplo, eu compro ele e já vem num saquinho. Eles entregam aqui e por mais que eu reutilize a sacola, é ruim. Eu quero implementar muita coisa. Aproveitar o espaço para horta, compostagem, reduzir embalagens e por aí vai.”

E sobre os alimentos, Badá? “Eu não acredito muito na questão do orgânico. É melhor pra saúde mesmo, mas eu acredito no produtor. É preciso olhar a cadeia e saber de quem você está comprando. Por exemplo, é possível você usar enxofre no cultivo orgânico, só que enxofre, muito utilizado, também faz mal pra saúde. Então tem um outro cara que planta direitinho, usa o mínimo de agrotóxico porque tá preocupado com a saúde e não é orgânico. Você tem que saber quem é o produtor, o que eu prezo é isso! Produto fresco, de boa qualidade, de época e esse tipo de esforço como fazer o leite de coco. Se tivesse alguém vendendo aqui um tomate que é plantado em algum lugar eu compraria na hora. Eu tenho o cara do queijo, que vai buscar em Minas Gerais, então ele tem um queijo muito bom que compra direto do produtor e vende aqui na Rocinha. Só o frango que é orgânico na grande maioria das vezes. Ele vem fresco e tem outro aspecto. Vale a pena!”

Daí tava chegando a hora do almoço e eu parei que já que a Andressa fez uma limonada deliciosa e o Badá pegou um pão fresquinho, feito por eles, e me deu com uma pastinha de berinjela. Eu que nem sou tão fã, comi sem saber e no auge do momento ele soltou o ingrediente principal e falou um pouco mais sobre a baba ganoush  e suas origens libanesa e italiana, duas culturas que têm a cozinha como o centro da casa. É, ele não foi parar ali por acaso.

Badá e Andressa, obrigada pelo acolhimento! Badá em especial, por toda a consciência e trabalho! Boa sorte nos projetos de empreendedorismo e que a rede linda de pessoas do bem só aumente! Conta com a gente e mande-nos empanadas! :)

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Peèle e Yentl: o equilíbrio entre os centros urbanos e a vida na roça

Yentl nasceu em Porto Alegre. Filha de pais professores e atletas. Viveu sempre rodeada de estímulos que motivavam-na estar com a mente e o corpo em movimento. Formada em Comunicação Digital na Unisinos, com especialização em Arquitetura da Informação, logo se mudou para São Paulo após uma oferta de trabalho. A proposta era para assumir um cargo que não tinha nome nem escopo definido. Mesmo nunca tendo morado sozinha, nem nunca tendo conhecido São Paulo (nem ninguém que morava na cidade), para ela, não fazia sentido recusar a proposta. Isso porque a oportunidade de aprendizado, de viver novas histórias e de se colocar em prova só poderia resultar em crescimento. Peèle nasceu no Vale do Paraíba, mas logo se mudou para uma cidade bem pequena no interior de Goiás e acho que foi o primeiro choque cultural que teve na vida. Passou a ter um contato bem intenso com a natureza e com uma vida mais rural. Aos 15 anos se mudou para Brasília, onde foi forçado a sofrer uma ‘descaipirização’ para poder se incluir na cidade e nos novos círculos de amigos. Foi em Brasília que ele começou a trabalhar com design e propaganda. Três anos mais tarde se mudou pra São Paulo. Sua vida é marcada por adaptações. Por ser sempre ter chegado “de fora”, nunca gostou de ser visto dessa forma. Por isso sempre tentou ao máximo se adaptar à cultura local. Cresceu bem rápido na profissão e em 10 anos já tinha trabalhado em mais de 10 agências em São Paulo. Daí eles se conheceram e a história só ficou mais interessante. Vale acompanhar e se inspirar com o bate-papo que nós tivemos! ;) Vi que vocês já moraram em alguns bons lugares pelo mundo. Como foram esses novos inícios? O que motivou tantas mudanças?

(foto: Eduardo Foresti)

Saímos de São Paulo sem um plano. Cada troca de cidade foi o reflexo de uma oportunidade que criamos ou que nos foi apresentada. Nelas vimos o potencial de experimentar e aprender com ambientes, pessoas e projetos inspiradores. O convite para ir para os Estados Unidos foi quase irrecusável: estávamos em uma fase da vida sem muitas amarras em um lugar específico. Tínhamos saúde, curiosidade e uma proposta de emprego. A experiência nos trouxe muito mais aprendizados que a gente imaginaria. Por mais que os Estados Unidos carreguem uma característica de muito consumo, praticidade e autossuficiência, a gente extraiu uma boa lição disso: nos tornamos muito mais responsáveis, pró ativos e "mão na massa". Depois de alguns anos na costa leste, escolhemos nos mudar para a costa oeste em uma área bem específica de LA. Essa área parecia ser o ambiente mais fértil para os novos formatos de trabalho, de convívio com as pessoas e de trocas culturais que a gente buscava. E foi realmente onde nos sentimos inspirados e seguros para plantar todas sementes que acreditávamos, mesmo sem ter muita certeza do fruto que elas trariam. O sentimento de acolhimento e afinidade com as pessoas e o lugar é fundamental para qualquer construção, e achamos que esse foi um dos maiores aprendizados e confirmações que tivemos. Por isso que o convite para desenvolver um projeto no Inhotim só nos pareceu integral porque a gente foi morar lá dentro, literalmente. A afinidade com o lugar e pessoas era a premissa. Para isso acontecer, precisávamos de um tempo de encontro. Daí a mudança de Los Angeles para Brumadinho. Em qual momento e por que pensaram em um sítio no interior de São Paulo?

(foto: Arthur Soares Henriques)

Foi quase sem querer. Tínhamos a consciência de que estávamos em uma fase legal nas nossas carreiras, mas ao mesmo tempo queríamos encontrar um lugar nosso. Hoje entendemos que era uma busca inconsciente por um refúgio. Um local fora da frequência urbana, que é caracterizada por muito excesso, desperdício, pressa e um pouco de alienação. Como uma brincadeira de finais de semana, começamos a procurar terrenos, casas ou qualquer espaço que estivesse disponível. Depois de algumas buscas, o Peèle lembrou de um carnaval que passou em São Luiz do Paraitinga e procurou no Google. Quando ele deu um zoom, viu um pontinho vermelho no meio de uma região bem isolada. Lá estava Catuçaba: 800 habitantes, um dos últimos redutos genuinamente caipiras do país. Um dos poucos lugares onde ainda existe o festival das Cavalhadas, que é uma festa que marcou a infância do Peèle em Goiás. Cinco anos se passaram e hoje moramos no sítio. E essa decisão também foi quase sem querer. Porque acabou não sendo uma questão de escolha; foi apenas seguir o fluxo que nossas próprias decisões e buscas ditaram. Todos nossos sonhos, todos valores que queremos exercitar, todo conhecimento que queremos aprender e trocar têm o sítio como o cenário mais rico para isso acontecer. Abandonaram de vez a cidade ou frequentam os centros urbanos em determinados períodos?

(foto: Arthur Soares Henriques)

Longe dos centros urbanos não podemos, nem queremos estar. Pelo menos alguns dias por mês estamos em algum grande centro urbano. Metade das nossas inspirações nascem e se desenvolvem nas cidades: amigos, ideias, projetos, novidades. Temos necessidade e nos alimentamos disso como todos. A diferença é que nossa decisão é de fazer a “digestão” de tudo no campo, mais perto da natureza, com outro tempo e no encontro com outros estímulos. Deixar de lado o olhar de "viver em áreas verdes apenas nas férias", é uma tendência?

(foto: Arthur Soares Henriques)

Percebemos que vivemos em uma sociedade muito centralizadora, e infelizmente isso não é nada eficiente. Acreditamos que o futuro vai se basear em uma descentralização que vai ocorrer em todas as áreas. O êxodo urbano vai ser só um desses sinais. Achamos que uma vida descentralizada é muito mais eficiente, libertadora, saudável e com menos desperdícios. O que vocês mais aprenderam/aprendem com a vida no interior?

(foto: instagram Yentl)

Estamos aprendendo diariamente sobre sermos éticos, estéticos, processuais e ecológicos. Quando falamos de ética, falamos da dependência que existe entre a gente e o que está ao nosso redor. É fundamental nesse cenário ser responsável do início ao fim, com as coisas e pessoas. É pensar - e não compensar. É ser feliz e se sentir incluído por tudo que nos cerca. Sobre nos tornarmos mais estéticos e processuais queremos dizer que mais do que valorizar só o produto ou a chegada, a gente passa a valorizar a beleza do processo. Adicionamos uma quarta dimensão a cada palavra, projeto, atividade ou relação. Essa dimensão é o tempo, e não a velocidade do tempo. Mas sim o processo, a história. Quando a gente olha cada coisa e tenta entender o porquê, ou como ela chegou até ali, a gente abre o caminho para a inovação, para a criatividade e para a colaboração. Sobre sermos mais “ecológicos”, é porque achamos que a tecnologia mais avançada é a natureza. Ela é a resposta. Há muito o que se aprender com ela. Só de observar, pesquisar e trocar conhecimento com o pessoal sábio que mora na roça, a gente passa a respeitar e a nos conectar bem mais com as leis da natureza. Como e por que surgiu a ideia da consultoria?

(foto: Arthur Soares Henriques)

A gente abriu a Niiez faz um ano e meio, depois de resolver agir em cima de uma certa frustração profissional que nos acompanhava. Nossa busca foi por formatos de trabalho e por projetos que tinham objetivos e conteúdos distantes daqueles que o mercado em que vínhamos trabalhando girava em torno. Decidimos que já era hora de usar a insatisfação como trampolim, e focamos no que realmente acreditávamos e nos fazia sentir úteis e motivados. Como foi a adaptação e como é a rotina hoje em dia?

(foto: Arthur Soares Henriques)

A adaptação foi processual e orgânica. Não foi um choque porque nossa história estava nos trazendo até ali. Já tínhamos nossa “quebra” do extremo urbano quando saímos de SP. Só de sair de um grande certo urbano já é uma mudança. E ainda pra outra cultura (independente se é estrangeira ou não), mais ainda. Além de automaticamente nos tornarmos mais responsáveis por nós mesmos, ao morar em uma cidade muito pequena (South Beach), aprendemos outras escalas, tempos e distâncias. Mas também moramos em uma grande cidade, Los Angeles - em uma área escolhida a dedo - onde a proximidade com a produção local, as novas formas de economia e trabalho e a apreciação ao alimento eram valorizados… Assim o exercício e as trocas eram constantes. Também morar dentro do Museu, no Inhotim, nos ensinou muito sobre autonomia, viver sem uma grande infra, saber respeitar e aproveitar o tempo das coisas. Captação de água da chuva, uso de energia solar, plantio, entram nos costumes?

(foto: Arthur Soares Henriques)

Felizmente temos água na propriedade, e nosso trabalho maior está em preservar as nascentes e os corpos d’água. Claro que a questão sistêmica da água também está diretamente ligada nas nossas escolhas: reflorestar para equilibrar as chuvas e deixar o solo mais firme; usar o mínimo de produtos nos afazeres da casa; economizar no uso de água, etc. Sobre energia, temos planos de implantar fontes alternativas. Usamos a solar para um sistema que fizemos de irrigação da horta, com água da cachoeira, pros tempos de seca. Mas como ainda é uma tecnologia cara, nesse momento nossos recursos estão indo para outras questões de infra estrutura que já ajudam a desenhar o sistema sustentável que a gente quer. O plantio, cuidado com horta, ordenhação das vacas, feitio do queijo, manutenções e cuidados da casa são nossas tarefas diárias - de domingo a domingo -, que a gente se divide e organiza em uma rotina. Como lidam com o lixo? Geração de resíduo, descarte, coleta, etc.

(foto: Arthur Soares Henriques)

Um fato é: aqui produzimos muito menos lixo. Muito do que consumimos diariamente vem da terra, dos animais ou de vizinhos… Por isso, tudo vem sem embalagem. Isso já reduz muito a produção de resíduos.  A maioria das coisas com embalagens que usamos são de uso prolongado (pacote de farinha, por exemplo), ou seja, não são descartes diários. Em Catuçaba não há coleta seletiva ainda, mas como nosso descarte orgânico vai direto para terra, nossa sacola de lixo vai praticamente seca... Sobre esgoto, estamos adotando o banheiro seco, que é super simples e útil. A serragem com os resíduos acaba virando composto orgânico. E sempre temos em mente o antes e o depois dos processos que fazemos aqui, para tentar aprender a ter o máximo de eficiência nisso também. Por exemplo: evitamos ao máximo o desperdício de comida, cozinhando sempre o necessário; o soro que sobra do feitio do queijo, quando não usado, vai para as galinhas; as cascas de mandioca e folhas varridas, viram matéria orgânica pra horta; plantamos em consórcios pra enriquecer e otimizar a horta, etc. Quais os planos futuros?

(foto: Arthur Soares Henriques)

Por mais que tente e queira, a gente não consegue ter uma visão clara, rígida e desenhada do que queremos ser, ter ou fazer no futuro! Sabemos (por experiências próprias de muitas tentativas e erros!), que as coisas de definem ao longo do processo, quando a mão está na massa, quando estamos entre um projeto e outro, quando os inesperados surgem e precisamos decidir baseados em incertezas. Mas o que sempre resta e é firme, o eixo, são os valores que a gente quer estar sempre exercitando e aprendendo. São valores que quando a gente sente que estão presentes nas coisas que a gente tá construindo, escolhendo, nos dão aquela sensação de que os dias valem a pena. E quanto mais a gente cavoca essas oportunidades, mais aquele fio de intuição se manifesta e ajuda a costurar nosso caminho. Então, os planos são seguir em movimento: trocando, inventando e criando sempre de forma consciente, tendo motivações relacionadas à criatividade, ao relacionamento com gente querida e interessante, à comida boa, à tecnologia bem utilizada e à conexão com o que é espontâneo e natural.

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Vai casar? Anote as dicas para uma festa barata, charmosa e sustentável!

O assunto hoje é casório, mas as dicas servem para vários outros momentos festivos. Sustentabilidade é algo ainda tido muitas vezes como caro, feio, difícil, etc. E tantos aspectos acabam tornando o consumo consciente inviável. A ideia aqui é mostrar que não é bem assim, na verdade, nada assim! ;) Organização e execução da festa - esse primeiro ponto, além de cooperar com o bolso, facilita a vida dos noivos. Estamos falando do colaborativismo. É isso mesmo! E nada mais é do que poder contar com toda a rede de amigos, parentes, madrinhas, padrinhos, e quem mais puder para não apenas cuidar das coisas da festa como também, executá-las. Sabe aquele amigo DJ? Vale conversar. A amiga que ama decorar e super te conhece? Peça um help. O amigo que tem contato com todos os outros padrinhos? Pode organizar o grupo e tocar uma parte da cerimônia com eles. O importante é que você consiga distribuir as tarefas, economizar uma grana e, de quebra, ficar de boa. Afinal, os colaboradores estão torcendo como ninguém, pra que sai tudo conforme o desejado. :) Convite - se você parar pra pensar, os convites são os pontos de partida da festa. Os convidados os recebem e por aí já podem falar "nossa, o convite é lindo! A Festa deve ser chique, maravilhosa, etc." Depois disso o convite maravilhoso vai normalmente para o lixo. É isso. Lata de lixo! Partindo desse princípio, você pode fazer um convite horrível. Mentira, é brincadeira! Agora é sério, vamos fugir um pouco do papel reciclado? A ideia é aproveitar as redes, o ambiente virtual, você pode fazer um vídeo, criar meme,  um site, ou uma arte linda (com aquele amigão designer) e enviar por e-mail. Tudo customizado e um tanto exclusivo, né? Mas, se ainda assim, você achar melhor o impresso, opte pelo papel semente. Quando passar o casório (as pessoas normalmente guardam até a data), ele pode ser picado, plantado e após algum tempo geminar flores. Bem melhor né, não? Dá pra substituir lixo por flores! :)

Foto: papelsemente.com.br

Decoração - poderíamos utilizar aqui uma linha rústica como exemplo, como algo barato, já que é maravilhoso e aparentemente simples. Mas nem sempre podemos contar com as três características, então pra não corre esse risco, aposte nos objetos que você já tem, reutilize: as fotos ficarão lindas no quadro que você vai poder usar depois, em casa; pallets podem ganhar algumas almofadas e ajudar na formação de uma área de lazer, caixotes podem enfeitar e/ou guardar as lembrancinhas até o momento de distribuição; garrafas de vidro (até mesmo as de cerveja) podem ganhar algumas florzinhas e enfeitar a mesa. Essas são algumas das possibilidades, quando você começa, surgem muitas outras.

Iluminação - o segredo é casar durante o dia e ao ar livre. Além de você economizar energia elétrica, normalmente as fotos saem com aquela iluminação natural sem igual. E com uma vista bacana, com muito verde, você nem precisa de tanta decoração assim, fala sério. Trocar lâmpadas por velas romantiza é também é uma ótima alternativa!

Espaço - casar e festejar no mesmo local, pode contribuir com a economia na quantidade de flores e também na redução de emissão de gases poluentes (parece louco, né?). Evita trajeto, carro pra um lado e pode até facilitar na organização de coronas - que isso sim não tem como ficar de fora. Ah, pra fechar sobre as flores, a galera da Flor Faz Bem  pode dar um destino bem mais legal pra elas que as latas de lixo.

Lembrancinhas - ecobags e chinelos são algumas opções. Mas as plantinhas são as melhores sem sombra de dúvidas. Já fizemos uma lista aqui e até mostramos os benefícios de se ter algumas plantas em casa. Suculentas são ótimas, baratas, super fáceis de cuidar e você pode escolher o potinho que preferir e enfeitá-lo como quiser.

Comida - dê preferência aos alimentos orgânicos e naturais. Comércio local, pequenos produtores, feiras, etc. Se preocupe com o desperdício, por mais que contrarie a lógica da nossa sociedade, planeje para não faltar e não virar lixo. Os doces podem ser selecionados e servidos em potinhos de vidro que os convidados poderão levar pra casa quando a festa acabar e seguir reutilizando. Sabemos que casamento é algo muito pessoal, o principal ponto é você sentir-se bem e ter ao lado pessoas que fizeram parte da história. E tudo isso, preservando lindamente o nosso planeta! <3    

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Galeria online mostra o impacto do rápido crescimento da população mundial no meio ambiente

"Humanos demais para este planeta", é esse o título curioso e atraente da galeria de fotos feita pelo jornal El País. As imagens atraem ainda mais e a cada trecho que descreve um pouco do que pode ser observado na fotografia, a reflexão sobre a nossa relação com o planeta torne-se inevitável. Selecionamos algumas das fotos que objetivam mostrar o impacto no meio ambiente do rápido e desmedido crescimento da população mundial. 1. "A água é vida. Sem ela, estamos em perigo. Água e mares limpos são fundamentais para o futuro bem-estar da humanidade, e mesmo assim, o crescimento industrial da economia desperdiça vastas quantidades de água e trata os oceanos como um lugar no qual se pode verter as águas residuais. Isso vem, pelo menos em parte, de um velho mito: a ideia de que o mar é infinito e sua abundância imune à ação das pessoas. Isso pode ter sido verdade quando éramos poucos e nossas ferramentas eram simples. Não é verdade agora, quando somos um número excessivo e não há nenhuma parte do oceano que esteja fora do alcance dos pescadores industriais. As demandas agregadas de uma humanidade inflada com sistemas de água doce deixam cada vez menos espaço para a natureza e colocam bilhões de pessoas correndo o risco de não terem água potável em condições adequadas." Um pastor na Mongólia tapa a boca, incapaz de suportar o mau cheiro do rio Amarelo, o segundo mais longo do país e quase totalmente contaminado.

(foto: Lu Guang)

2. A situação do Ártico está piorando: mudanças perigosas no Ártico derivadas do acúmulo de gases de efeito estufa conduzem a mais atividades que, por sua vez, contribuem a mais emissões de gases de efeito estufa. Esta situação tem o mesmo impulso que um trem descarrilhado”, Carlos Duarte. Imagem do gelo derretendo em North Eastland Land, na região de Svalbard (Noruega).

(foto: Cotton Coulson / Keenpress)

3. “O destino do homem é o mesmo do animal; o mesmo destino os aguarda. Assim como morre um, também morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego de vida...”. A Bíblia, Eclesiastes, 3:19. Nas remotas ilhas Midway, no norte do Pacífico, onde foi feita esta fotografia de um albatroz morto por ingerir muito plástico, longe dos fluxos comerciais, também é possível perceber o impacto negativo do consumo. O livro está editado pela plataforma Global Population Speak Out, que começou uma campanha com ativistas, acadêmicos e cidadãos para conscientizar sobre o risco do “enorme e rápido crescimento” da população mundial.

(foto: Chris Jordan)

4. “Precisamos entender que não apenas cada região consegue aguentar uma capacidade limitada, mas também que essa capacidade está diminuindo e a demanda, crescendo. Enquanto essa ideia não for parte intrínseca de nosso pensamento e não exercer uma poderosa influência na configuração de nossas políticas nacionais e internacionais, não vamos conseguir ver qual será nosso destino”, William Vogt. Vista aérea do incêndio na plataforma petrolífera da BP “Deepwater Horizon”, no Golfo do México. A explosão, em abril de 2010, provocou o derrame de cinco milhões de barris de petróleo no mar.

(foto: Daniel Beltra)

5. Floresta nacional de Willamette, no Estado de Oregon (EUA), desmatada. Somente 1% dos vales e bosques – com abundância de carvalhos –originais dessa região que se estende ao longo de 240 quilômetros sobreviveram intactos ao desenvolvimento, à urbanização, aos incêndios e ao impacto da agricultura, segundo indica a ONG WWF. As fotos são o meio usado no livro para chamar a atenção para os prejuízos ao meio ambiente, pois “os dados, embora úteis, fracassam em desencadear uma forte conscientização sobre os assuntos que afetam o futuro da Terra”, diz William Ryerson, presidente do Centro de Mídia da População e do Instituto da População, as organizações que criaram a plataforma Global Population Speak Out.

(foto: Daniel Dancer)

6. “A ilha está cheia de buracos, através dos quais entra a água do mar, inundando áreas que há 10 ou 15 anos não sofriam inundações. Há previsões de que a ilha vai aguentar 50 anos antes de desaparecer. Depois, vamos nos afogar”, Paani Laupepa. As ilhas Maldivas, na imagem, são um dos pontos mais vulneráveis às mudanças climáticas do mundo e estão ameaçadas pelo aumento do nível do mar.

(foto: Peter Essick)

7. "Para falar de modo claro, se não redirecionarmos nossos sistemas de extração e produção, e não mudarmos a forma como distribuímos, consumimos e tiramos nossas coisas – o que eu às vezes chamo de modelo 'pega, faz e gasta'—, a economia, tal como é agora, matará o planeta”, Annie Leonard. Lixo em Bangladesh, uma paisagem que, para a plataforma Global Population Speak Out, se assemelha à de uma distopia.

(foto: M.R. Hasasn)

8. “Todos os nossos problemas ambientais são consequências negativas que não tínhamos antevisto e que decorrem da nossa tecnologia. Não há base para crer que a tecnologia deixará, de forma milagrosa, de causar problemas novos e inesperados, ao mesmo tempo em que soluciona os que já causou”, Jared Diamond. Vista aérea de uma zona rica em alcatrão, em Alberta (Canadá). Os sinais da atividade mineradora e os rastros de dejetos tóxicos são tão abundantes que podem inclusive ser vistos do espaço.

(foto: Garth Lentz)

9. “Água e ar, os dois elementos essenciais dos quais toda a vida depende, se transformaram em dois contêineres de lixo globais”, Jacques-Yves Cousteau. A foto, tirada em Java (Indonésia), a ilha mais povoada do mundo, mostra o surfista indonésio Dede Surinaya pegando uma onda que arrasta uma grande quantidade de lixo. O livro Overdevelopment, Overpopulation, Overshoot reúne fotos como esta para mostrar as “tragédias sociais e ecológicas” geradas pelo crescimento da população e do consumo no mundo. As imagens são acompanhadas de frases de cientistas, escritores e ecologistas, as quais são reproduzidas aqui, pois, como explicam seus autores, a imagem e o texto criam uma sinergia que ajuda a compreender o impacto ambiental que a publicação pretende denunciar.

(foto: Zak Noyle)

10. “Não entendo por que, quando destruímos algo criado pelo homem, chamamos de vandalismo, mas quando destruímos algo criado pela natureza, chamamos de progresso”, Ed Begley Jr. Na imagem, o campo petrolífero Ken River, na Califórnia (EUA). Começou a ser explorado em 1899 e é o quinto campo de petróleo mais importante do país. As imagens incluídas em “Overdevelopment, Overpopulation, Overshoot” refletem temas como a explosão demográfica, a indústria da alimentação e a escassez de água potável.

(foto: Mark Gamba / CORBIS)

Para ver a galeria completa, clique aqui. Fonte: El País

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Dia Mundial da Saúde | 5 Boas ações para a sua saúde e para o planeta

Vamos aproveitar o Dia Mundial da saúde, criado pela OMS em 1950, para mostrar que, normalmente quando você cuida melhor de si, está cuidando também da saúde do planeta. E você nem precisa agradecer, só anota as dicas e bate aqui, ó!

  1. Alimentação - antes de falar sobre comer bem, vale citar o trecho de um relatório divulgado recentemente no site da Organização das Nações Unidas (ONU), onde aponta que toda a América Latina desperdiça até 348 mil toneladas de alimentos por dia. Você não leu errado, tudo isso é desperdiçado por dia. Depois que você digerir essa notícia, continua aqui. Quando você ouve sobre comida orgânica, horta em casa, slow food, já pensa em algo caro, trabalhoso, bom para o meio ambiente e indiferente pra você? Tá enganado! Além de ser muito mais saboroso, você entende a origem da sua comida e por conta da redução de química, de agrotóxico, refinamento, industrialização, entre outras características de uma alimentação fora das citadas, a sua saúde fica imensamente grata. Além de agradecer também por menos poluição, por um solo saudável para mais produção, etc. Sabe como é, as coisas boas se multiplicam.

2. Mobilidade - essa é fácil! Bike é a resposta. Principalmente se suas atividades como trabalho ou estudos são próximas da sua casa. Tem gente que pedala e corre na academia e depois pega o carro pra ir ao trabalho, dá pra entender? Nós sempre vamos enxergar as dificuldades: "ah, mas é perigoso"; "fico suado"; "é cansativo"; etc. Já falamos sobre isso no Dia Mundial sem Carro, e recentemente listamos alguns acessórios que podem deixar sua pedalada mais segura. Já sugerimos até um lugar onde você pode estacionar a bike, tomar banho, passar roupa. Menos CO2, menos congestionamento, menos estresse, menos buzina, menos desculpas! Mais empoderamento para os ciclistas, mais disposição, mais saúde.

3. Estresse - em breve falaremos sobre "transtorno de déficit de natureza", já ouviu o tema por aí? Até lá, vale adiantar que, muitos estudos já comprovaram a redução do risco de depressão, além de mais senso de humor e serenidade em pessoas que vivem em contato com a natureza. Não por acaso muita gente busca áreas verdes, praias, mares e cachoeiras para relaxar. Agora, quem procura áreas desmatadas, mares poluídos, praias sujas? Ninguém quer isso. Então não feche os olhos! Se você não preserva pensando na vida marinha, nos animais, em qualquer outro ser vivo: pense em si mesmo. Sugestão: só uma caminhada ao ar livre já alivia o estresse. :)

4. Descarte correto - você já sabe que a premissa é consumir apenas o necessário. O segundo ponto importante, é descartar corretamente a sobra, o excesso, ou o que não lhe serve mais. Algumas coisas poderão ser passadas adiante e serão úteis para outras pessoas, mas tem também o que vira lixo e não tem jeito. E é aí que entra a importância de descartar corretamente. Poderia ser apenas para não contaminar o solo, não poluir rios e mares - como é o caso do descarte incorreto do óleo, mas entram também questões como enchentes, o risco de contaminação e principalmente quando se trata de dos resíduos perigosos, que vão desde rejeitos tecnológicos, passando por hospitalar e envolvendo também produtos da construção civil, tais como restos de tinta, colas, aditivos, e etc. Tá vendo só, e você achando que bastava jogar "lixo no lixo". Cuide-se!

5. Água - milhares de pessoas no mundo morrem por conta de secas ou água contaminada. Ontem mostramos aqui a campanha da Colgate que tem o objetivo de alertar a população sobre o desperdício de uns e necessidade de outros. Na semana Especial Água falamos sobre água virtual, e posteriormente mostramos com a entrevista do Fabio Rubio Scarano, as consequências de uma crise hídrica decorrente e mundial - o que já acontece em parte do mundo. Quando você não desperdiça, você preserva também sua saúde. Sua vida.

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Colgate usa pias de hotéis para alertar sobre o desperdício de água

Imagine você em um hotel, de férias, ou viajando por conta do trabalho, estressado. Talvez a última coisa que você pense seja em economizar água, certo? Errado! Não no que depender da Colgate. E da gente, claro. :) Nós falamos sempre e fizemos inclusive a semana Especial Água para mostrar a importância desse recurso, a Colgate fez uma campanha impactante pra passar a mensagem que, enquanto você desperdiça, muitos já convivem com a escassez.

Durante a infância parece que os nossos únicos contatos com a ideia de consumir de forma consciente são: feche a torneira para escovar os dentes e o chuveiro para se ensaboar. Ainda assim, mesmo ouvindo isso desde criancinha, algumas pessoas não agem dessa forma, e a empresa de higiene bucal utilizou um desses momentos para conscientizar o indivíduo sobre um privilégio: ter acesso a água potável. Com o tema Every drop of water counts (Cada gota de água conta, em português), imagens foram colocadas no fundo das pias, nos quartos e áreas públicas, a foto de um garoto sobre um chão seco de terra batida e os dizeres: “A água que você desperdiça é a água que eles precisam” e “Feche a torneira enquanto escova os dentes.”

“Escovar os dentes com a torneira aberta é desperdiçar 15 litros de água. Isso é mais do que muitas pessoas no mundo têm  para consumir durante uma semana”. O trecho faz parte do programa global criado pela Colgate, para estimular o consumo consciente deste valioso recurso natural. A campanha em parceria com a rede de hotéis Marriott, será feita aqui no Brasil, em quartos da rede em São Paulo e em Recife, onde a falta de água foi intensa em 2015. Segundo um relatório do Ministério das Cidades, cerca de 41% de toda a água tratada é desperdiçada, isso apenas no nosso país, o que equivale a um número inimaginável de litros perdidos. Clique aqui para assistir ao vídeo da campanha. É curtinho, mas diz muito!   Fonte: eCycle Fotos: Divulgação      

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Cultura | “Estamira – beira do mundo” no Teatro Poeira

Não é a primeira vez que trazemos "Estamira" pra você. A Fe Cortez já contou aqui sobre a emoção que o documentário dirigido por Marcos Prado, lhe causou. O filme vencedor de prêmios nacionais e internacionais, ganhou uma nova cara e entra em cartaz no teatro poeira. Se você não conhece essa história, vale lembrar que Estamira já faleceu, mas enquanto viva, trabalhou mais de 20 anos como catadora, e morava no Jardim Gramacho, quando ele ainda funcionava como lixão, recebendo a maior parte dos resíduos produzidos no Estado do Rio de Janeiro, cerca de 8 mil toneladas por dia. Com uma doença mental crônica, seu discurso abordava temas profundos, e ela analisava de forma poética a existência humana, Deus, a loucura e outras questões comuns a todos nós. Estamira é encantadora, perturbadora e um retrato de uma parcela significativa da nossa sociedade: esquecida, sofrida e desamparada, mas que mesmo assim encontra beleza onde aparentemente não vemos e força onde talvez não teríamos.

(foto: Emi Hoshi/Divulgação)

A peça é livremente inspirada no documentário, dirigida por Beatriz Sayad e idealizada por Dani Barros, que é também que atua no palco. Com grande sucesso de público e crítica, figurou na lista dos dez melhores espetáculos de 2011 na seleção do jornal O Globo, foi eleita a melhor peça do ano de 2012 pela Veja São Paulo, entre as três melhores peças em cartaz na seleção da revista Veja Rio e entre os melhores espetáculos na seleção da revista Bravo! Muitos mais prêmios foram conquistados, clique aqui para vê-los. O espetáculo ficará em cartaz até 29 de maio, sempre quinta, sexta e sábado às 21h, e aos domingos às 19h. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do teatro Poeira e também no site ingresso.com. Fonte: Teatro Poeira

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Cultura | Encontro sobre economia colaborativa

Muitas vezes quando tratamos sobre colaborativismo, as pessoas pensam num modelo de economia utópico, ilusório, impossível. Nós, do Menos 1 lixo,  acreditamos que cai super bem com um comportamento consciente de coletividade, e já mostramos isso por aqui algumas vezes. Seja experimentando viver num cohousing ou participando de projetos como o The Street Store, vale a pena vivenciar dias menos individualistas. No último sábado, fui em busca disso. Participei de um encontro para tentar entender melhor todo esse universo colaborativo. Era a imersão "Colaboração: um novo olhar sobre a economia", guiada pela Camila Haddad, que é formada em administração e mestre em meio ambiente e desenvolvimento sustentável. O encontro que durou mais ou menos seis horas, aconteceu na MIXTO e, logo de cara, vi que sairia algo bacana. A casa, que um dia foi uma agência, foi transformada pela dona (desculpe, não lembro o nome) num cantinho para encontros criativos. Assim como contamos que aconteceu com a Fe Cortez,  ela percebeu que tinha outro propósito na vida, e criou um local lindo, aconchegante e acolhedor. Com bate-papos esclarecedores e felizes como foi o meu, e acredito que será o de hoje, com o Pedrinho Salomão.

(foto: Relayride/Reprodução)

Camila começou então a falar do novo olhar sobre a economia, e deixou claro que poderíamos interromper e tirar dúvidas a qualquer momento - como uma conversa normal entre amigos. Que o início seria mais teórico, mas que veríamos tudo aquilo na prática até o fim da tarde. E sim, nós vimos. Ela mostrou modelos de negócios que já funcionam dessa forma e o principal, modelos de vida, pessoas que levam suas vidas de forma colaborativa. Tudo com fundamentado, com estatísticas, estudos e resultados. É engraçado que em dado momento você começa a se perguntar por qual motivo ainda não vivemos todos assim. Ou ao menos, não estimulamos mais tal comportamento. Um pouco antes da parada para o almoço brincamos com a tradicional "dança das cadeiras". Primeira roda e tudo normal, quem ficou em pé sai e no final surge um grande vitorioso. Eis então o desafio na segunda rodada: ninguém perde. Camila parava a música, todo mundo se sentava, retirávamos apenas os assentos e conforme as cadeiras fossem acabando precisávamos dar o nosso jeito (no coletivo) de permanecermos todos sentados e, pasmem, nós conseguimos! Sorrimos mais, nos falamos mais, curtimos a música, comemoramos juntos e pensamos no melhor para todos. Foi uma brincadeira, mas também foi o retrato da competitividade do dia a dia. Bom, esse foi o único spoilerA dica de cultura de hoje foge das tradicionais sugestões de documentários, exige um pouco mais de investimento de grana e tempo, além de uma prévia programação. Mas vai valer MUITO a pena! Eu comprei o encontro pelo Cinese, plataforma de crowdlearning  idealizada pela Camila, onde você pode propor e participar de encontros diversos - de aula de finanças a workshop de culinária. Pensamento coletivo e acessível assim como o nosso movimento. ;)  

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"Ficou Pequeno": bom para as crianças, pro seu bolso e pra todo mundo

Alexandre Fischer tem 36 anos, é formado em publicidade e é também o idealizador do projeto "Ficou Pequeno". Encantado desde sempre com o poder que a internet tem pra conectar pessoas e gerar soluções, ele fundou há 11 anos uma agência de criação chamada Pé de Sonhos, que atua nas áreas de design gráfico, comunicação e marketing, branding e internet. Pensou durante algum tempo em como usar o conhecimento adquirido na agência para criar um negócio online que gerasse impacto real na sociedade e na vida das pessoas. Aí o destino ajudou e surgiu a ideia! "Tenho duas sobrinhas gêmeas que acabaram de completar 6 anos. Um dia, quando elas tinham quase 2 anos, descobri na casa da minha irmã um armário cheio de roupas que não cabiam mais. Pensei na mesma hora: e se existisse um lugar onde as mamães pudessem comprar e vender os produtos que seus filhos já não usam mais?", nos contou Alexandre.

‍(foto: Anna Fischer)

E a gente sabe que, quando isso acontece, é partir pra ação! Ele criou um site onde pessoas de todo o país podem comprar e vender roupas, sapatos, brinquedos e acessórios quase novos ou nunca usados para bebês, crianças e mamães. Lançado há mais ou menos três anos, com apenas uma lojinha, e com as roupas das sobrinhas Clara e Julia, na primeira semana já havia mais de vinte lojinhas. Em um mês já eram mais de cem lojinhas publicadas com mais de mil produtos. Algumas delas já tinham vendido tudo o que anunciaram. "A partir daí foi literalmente um turbilhão de emoções. É muito gratificante acompanhar o dia a dia do site e de tudo o que acontece por aqui. Tem sido uma experiência fantástica ver os produtos viajando de norte a sul do país, geralmente acompanhados de uma carta escrita a mão, alguns presentes além do que o que a pessoa comprou, entre outros brindes. Apelidamos de "comércio afetivo", um carinho que passa de mãe pra mãe", acrescentou Fischer.

Essa relação mais humana fica ainda mais clara com os depoimentos disponíveis no site. Como a história emocionante de uma mamãe cujo filho de 9 meses tinha que passar por um transplante de fígado (do qual ela seria a doadora) e então ela criou uma lojinha para ajudar a comprar os remédios e cobrir custos extras da operação. Ao saber disso, uma das lojinhas mais amadas do site passou a reverter parte de seu lucro para a operação do pequeno. Lindo, né? Em uma outra situação,  uma mamãe vendeu as roupinhas do filho e quando engravidou novamente procurou os produtos no "Ficou Pequeno" e recomprou parte do que havia vendido. Dá pra acreditar? Ou seja, as roupas estavam em bom estado para serem usadas por um terceiro dono. "Quem vende, recupera parte do que gastou e libera espaço em casa. Quem compra, economiza bastante, adquirindo produtos quase novos ou nunca usados com ótimos descontos. Ambos fazem girar a roda do consumo sustentável", complementou o empreendedor.

Depois de se apaixonar por essa dinâmica do consumo consciente, do aumento da vida útil dos produtos, do poder de uma rede bem estruturada e preocupada em fazer as coisas darem certo, ele percebeu que o mercado de brechós infantis merecia uma atenção especial. Que alguns já participavam do Ficou Pequeno mas que o negócio deles tinha características diferentes da venda direta de mãe pra mãe. E assim surgia o primeiro guia de brechós infantis do Brasil, o "Segunda Mãozinha". Com o objetivo de difundir a cultura dos brechós infantis entre papais e mamães, oferecer uma plataforma de divulgação das lojas e venda online para os brechós infantis e também uma alternativa para as mães que não tinham tempo de gerenciar suas lojinhas no Ficou Pequeno. "Enquanto no Ficou Pequeno toda a dinâmica se dá através do conceito do comércio afetivo, da troca de carinho, dos preços de mãe pra mãe, da embalagem caprichada acompanhada por um brinde, etc, o diferencial do "Segunda Mãozinha" é a curadoria dos brechós em selecionar os produtos das marcas mais procuradas, caprichar nas fotos, ter um acervo diversificado de faixas etárias, a possibilidade de receber o cliente na loja, entre outros", afirmou o publicitário. 

 

É muita vontade de mudança, né? Sensibilidade para notar algo que além de inovador é realmente útil. Esse é o tal do empoderamento que por muitas vezes já mostramos aqui - inclusive ontem com 8 mulheres inspiradoras que trabalham por um mundo melhor. Quando questionado sobre o dia a dia de trabalho na agência, Alexandre nos contou que toda a equipe trabalha de onde quiser e gerencia seu horário e sua produção. Disse que isso foi pensado para proporcionar o máximo de qualidade de vida para todos. "Como a maior parte da equipe tem filhos, é comum alguém avisar que já volta pois vai buscar o filho na natação rapidinho ou tem que assistir uma apresentação na escola. Cada vez que ouço isso, sinto que estamos no caminho certo! Junto com a qualidade de vida vem os benefícios para o planeta. Menos deslocamento, menos transito, menos emissão de carbono, menos stress, menos remédios e mais prazer em trabalhar e viver. Tem uma frase que digo desde o dia que criei a Pé de Sonhos: se vamos passar a maior parte de nossa vida trabalhando, que o trabalho faça parte dela e vice-versa." Nós sabemos que ideias como essas e modelos de trabalho como esse, podem não surgir diariamente e não funcionar para todos. Mas acreditamos que o primeiro ponto é: se incomodar. Repensar. Agir. E não se esqueça, converse com o seu filho sobre a importância desses novos hábitos de consumo, talvez ele seja o próximo idealizador de algo transformador. ;)

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As muda mundo: 6 mulheres inspiradoras que trabalham por um mundo melhor

É chegado o dia Internacional da Mulher e junto com ele toda uma mudança na programação do meios de comunicação que, desejam apenas, homenagear o público feminino. Alguns ainda exaltam a obrigatoriedade da mulher ser um indivíduo múltiplo - ser uma profissional exemplar, cuidar da casa e dos filhos como ninguém, além é claro, de estar linda, sorridente, etc. Outros, que passam o ano inteiro reforçando esteriótipos de beleza, tiram um dia de folga e falam sobre como é importante você "se aceitar".  Sobre aqueles que "aproveitam" o dia para comunicar promoções de eletrodomésticos, sapatos, bolsas, e por aí vai, é melhor nem falarmos.

O que falta na mídia é falar sobre o motivo pelo qual o dia foi criado: há 159 anos, nesse mesmo dia, mulheres que trabalhavam em condições precárias numa fábrica, protestaram por direitos básicos, e boa parte foi brutalmente morta por isso. Redução da jornada de trabalho (para 10 horas diárias já que algumas fábricas exigiam uma carga horária de 16 horas por dia!), equiparação de salários com os homens (motivo de luta ainda nos dias atuais) e tratamento digno dentro do ambiente profissional eram algumas das reivindicações. Então sim, essas mulheres precisam ser lembradas!  Nós, do Menos 1 Lixo, um movimento idealizado pela Fe Cortez, e que hoje segue com mais duas mulheres ao seu lado - além das milhares que nos acompanham e propagam nossa mensagem, listamos algumas que não estavam naquela fábrica de tecidos em Nova Iorque, e que talvez não estejam na grande mídia, mas que escolheram colocar sua energia em uma luta diária para salvar o planeta, cada uma à sua forma.

1. Regina Tchelly - começar com a Regina é dar ainda mais sentido à expressão "começamos bem". Uma paraibana arretada que pelo pelo incômodo com o desperdício de alimentos e com o fato de ter que subir o morro carregando muitas embalagens, criou o projeto Favela Orgânica com apenas R$ 140,00 no bolso (doados por amigos). Oficina para crianças especiais e idosos, instituto, Buffet de reaproveitamento de talos, sementes e cascas, prêmios, palestras pelo mundo, gratidão dos moradores do Chapéu Mangueira e Babilônia, e de todos nós. Já contamos toda a história dela aqui. Parabéns pelo dia de hoje e por todos os outros, Regina. Muito obrigada!

2. Isa, Luana e Mayra - três é bom demais! As meninas são as idealizadoras da MIG Jeans e mostram com um trabalho lindo que estilo e consumo consciente estão totalmente interligados. Customização, reaproveitamento de água, upcycling, descarte zero e a valorização do comércio local são algumas das características do trabalho da MIG e do propósito de vida de mulheres que escolheram como carreira reinventar a moda diariamente. Meninas, obrigada pelas lindas coleções, por contarem essa história aqui e principalmente por provarem que uma produção consciente não deveria ser um "bônus" para as marcas, e sim, premissa! Parabéns por hoje e por todos os outros dias que virão!

3. Sayuri Magnabosco - a mais jovem de todas as grandes mulheres que estão presentes em nossa lista. Sayuri com apenas 17 anos, incomodada com a quantidade de embalagem de isopor que a mãe trazia pra casa com as compras, criou bandejas biodegradáveis para substituir embalagens que lotam a prateleiras dos mercados e consequentemente nossos armários, geladeiras, lixeiras e lixões de todo o país. Embalagens lotam e poluem o planeta, e nós sabemos disso! É Sayuri, parabéns! Você começou muito bem e isso não é apenas sobre criar um material bio, isso é sobre observar, repensar, e se questionar se temos como melhorar a forma de consumo. Isso é sobre reinventar!

‍(foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

4. Sonia Barreto - nós do Menos 1 Lixo sempre deixamos claro o quanto acreditamos no empoderamento do indivíduo, essa crença é a base do movimento. Sabemos também que para empoderar é preciso informar, conscientizar, educar - por tudo isso temos essa plataforma, pra dialogar com cada um que nos acompanha. A Sonia é professora do colégio Garriga de Menezes e claro, acredita na educação como uma importante ferramenta de conscientização. Então desde 2002, a Educação Ambiental passou a fazer parte do cotidiano dos alunos do Garriga, através de projetos desenvolvidos por ela. Até os nossos copinhos estão circulando pela escola. ;) Sonia, muito obrigada! Parabéns por colaborar com um mundo melhor desde os olhos de uma criança!

5.  Carolina Fernandes - empreendedora social, depois de anos à frente de uma agência de branding tradicional começou a se questionar sobre o propósito da sua vida, ou melhor, a falta dele. Foi aí que resolveu embaralhar e dar as cartas de novo, para que o seu trabalho refletisse as transformações pessoais conquistadas com muito auto conhecimento e reflexão. Nascia a AVO  - agência de branding consciente e educação, transformando pessoas e marcas para a nova economia. Carol também é sócia do Favela Scene - agência de experiências no morro Dona Marta - e membro do conselho do movimento Rio eu Amo eu Cuido. E a mente criativa por trás da nossa logo e identidade visual que tanto amamos!! Te agradecemos pela parceria, por todas as trocas e por ser essa pessoa que inspira e vai à luta!

6. Fe Cortez - a lista não poderia terminar com outra pessoa. Muita gente sabe como o movimento começou, ainda assim, vamos relembrar resumidamente: Fernanda, após assistir ao filme "Trashed: para onde vai nosso lixo”, impressionada com a quantidade de lixo gerado pela sociedade, se questionou sobre como poderia agir enquanto indivíduo e chegou à conclusão que poderia produzir menos muitos lixos, começando com um bem simples, que hoje acredita ser um símbolo da sociedade do descarte, assim passou a levar com ela na bolsa um copinho retrátil, dispensando os descartáveis e provando que 1 indivíduo faz muita diferença sim. Até aí tudo bem, o que muita gente não sabe, é o que veio depois. Como transformar um projeto pessoal em algo útil e acessível para milhares de pessoas? Dinheiro? Equipe? Estrutura? "Sim, tudo isso é importante, mas mais do que isso, no que eu quero colocar a energia da minha vida?" Fecha a agência de conteúdo e marketing no formato antigo e nasce uma agência para projetos que assim como o nosso movimento agem por um mundo melhor. A 220 Ideias transformadoras é retrato do que a nossa idealizadora faz na vida das pessoas: transforma. E para o bem, claro. Parabéns pelo dia de hoje e pelos dias melhores que você constrói com tanto amor.

 

O que não faltam são mulheres que sim, salvam o planeta diariamente. Pensam no coletivo mesmo quando agem separadamente e, quando se juntam, não tem essa de fofoca não. Tem é muita coisa boa e transformadora!! A lista poderia seguir com uma nona, décima e quantas mais conhecermos por esse mundão. Aliás, um beijo especial para as que não conhecemos. Para as que estão agindo por um mundo melhor e permanecem no anonimato. Para todas que estão tentando incansavelmente! Todas as histórias acima foram contadas aqui sem que fosse o Dia Internacional da Mulher, porque nós sabemos que a luta continua nos 365 dias do ano. Parabéns! :)

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Cultura| Animação "O Menino e o Mundo"

Continuamos em clima de Oscar 2016! Depois do nosso muso verde finalmente ganhar a tão merecida estatueta por sua atuação no filme "O Regresso" - obra que retrata a relação do homem com a natureza, e fazer um discurso desconsertante sobre as mudanças climáticas, vamos falar de uma animação brasileira que também deu o que falar. Mas antes, perdeu a matéria da Fe Cortez sobre o Leonardo DiCaprio, mudança climática, política, e o papel de cada um? Clique aqui que tá imperdível! Confiram o discurso do loiro abaixo. [embed]https://youtu.be/SA7Y906qnA4[/embed] Agora que vocês já estão arrepiados, vamos seguir com mais um posicionamento lindo. O filme brasileiro "O Menino e o Mundo", de Alê Abreu, não ganhou a estatueta mas não deixou a desejar para as produções multimilionárias "Divertida Mente" (a animação vencedora), "Anomalisa", "Shaun, o carneiro" e "Quando estou com Marnie". O longa que contou com um orçamento de R$ 2 milhões para a produção e campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse para a distribuição do filme nos Estados Unidos, foi considerado "a zebra do Oscar" quando comparado ao vencedor, da Disney-Pixar, que teve aproximadamente, R$ 700 milhões de investimento em sua produção. Com trilha sonora do rapperEmicida

, a história sem diálogo algum, usa de fantasia e ingenuidade para trazer 1h20min de reflexão sobre as relações humanas, ser feliz com pouco, desigualdade social, desmatamento, globalização, trabalho escravo, etc. De um modo geral, problemáticas da sociedade atual. Tudo isso visto pelos olhos de uma criança que sai de sua aldeia em busca de seu pai que foi para a cidade grande atrás de trabalho. [embed]https://youtu.be/cpOb3db_Xuc[/embed] "Nosso filme nasceu como um grito sincero, de liberdade, de amor, um grito político, latino-americano. Mas sobretudo um grito contra o sufoco que a grande indústria cria aos potenciais artísticos, poéticos, e de linguagem da animação. E acho que este grito ecoou onde precisava ecoar. Um momento importante onde filmes de animação mais autorais concorrem ao prêmio maior da indústria de cinema", escreveu Alê, em sua página do Facebook. Então já separem um tempo no final de semana! O filme está disponível em alguns sites para download e também para assistir online. Mais informações, prêmios já conquistados, agenda e contatos, cliquem aqui. ;) fonte: g1 fotos: Filme de Papel | Divulgação

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Sobre Leonardo DiCaprio, mudança climática, política, e o papel de cada um

Ontem aconteceu a cerimônia do Oscar, a cerimônia mais aguardada do ano para cinéfilos e amantes do cinema em geral. Mas não se engane quem acha que o Oscar é só isso. Além de movimentar 11 bilhões de dólares em 2015 em bilheteria e venda de filmes on demand, o Oscar foi televisionado para 35 milhões de pessoas em 225 países no mundo.

E todo ano, é a mesma coisa, todos querem saber quem vai ganhar a estatueta dourada, símbolo máximo de sucesso. E ontem não foi diferente, uma verdadeira comoção tomou conta das redes sociais quando Leonardo DiCaprio foi anunciado vencedor da noite, com 440 mil tweets por minuto, segundo a The Hollywood Reporter, batendo o recorde da Ellen Degeneres, que em 2014 fez o famoso selfie com artistas que rodou o mundo.

Até aí nenhuma novidade né, Oscar, tapete vermelho, tweets, cerimônia, piadinhas, Leonardo galã DiCaprio ganhando uma estatueta. Mas a mensagem do discurso de DiCaprio sim, essa merece aplausos. O ator é um dos mais bem pagos e mais disputados de Hollywood. Lindo, milionário, e uma das pessoas mais conhecidas do mundo, poderia pegar a estatueta e fazer como a grande maioria: festejar e agradecer aos pais, aos colegas de trabalho, à indústria do cinema, e por aí vai. Ele fez tudo isso, mas usou um dos eventos com a maior audiência televisiva do mundo para falar do que importa de verdade para toda a humanidade: o combate ao aquecimento global e às mudanças climáticas.

 

O Regresso’ foi sobre a relação do homem com a natureza, um mundo que teve em 2015 o ano mais quente já registrado. Nossa produção teve que se mudar para a parte mais ao sul do planeta só para achar neve. A mudança climática é real. Está acontecendo agora”.

E disse mais: “É a ameaça mais urgente à nossa espécie, e precisamos trabalhar coletivamente e parar de procrastinar. Precisamos apoiar os líderes do mundo todo que não falam pelos grandes poluidores e grandes corporações, mas que falam por toda a humanidade, pelos povos indígenas do mundo, pelos bilhões e bilhões de pessoas desamparadas que serão as mais afetadas por isso, pelos nossos netos, e por essas pessoas que tiveram suas vozes afogadas pela ganância política”.

Leonardo falou da natureza, e mais do que isso chamou pro jogo as pessoas. Nós. Todos nós. O nosso lado pessoa física, sociedade civil, e o nosso lado profissional. Todos juntos lutando pelo interesse comum que é construir um planeta melhor não para minorias, mas para as bilhões de pessoas que aqui vivem e viverão. E todos juntos inclui principalmente os líderes que nós colocamos no poder. Quem a gente escolheu pra nos representar. Porque todos temos sim, a necessidade urgente de repensar nossas escolhas. Escolhas diárias aparentemente simples como usar ou não um copo descartável, comprar orgânicos, adquirir ou não produtos que tenham minério de ferro extraído pela Samarco. E escolhas com um grande impacto como o nosso voto. Votar ou não em um candidato que faça de verdade por todos, e que tenha de verdade um plano político de mitigação da emissão de CO2 na atmosfera, e de combate efetivo às mudanças climáticas que já enfrentamos. 2015 já foi como disse Leo, o ano mais quente da história. Eu presenciei a noite mais quente até hoje registrada na Holanda ano passado e não, nós não estamos preparados para isso enquanto espécie, muito menos enquanto civilização.

E quando um ator com a credibilidade e o alcance de DiCaprio usa uma cerimônia como o Oscar pra falar disso, vejo aí um sinal de mudança dos tempos. E digo isso porque além de um ato político, esse discurso influencia o comportamento de milhões de pessoas, que passam a rever seus conceitos. E isso se dá quando celebridades passam a usar de forma inteligente e engajada seu poder de influenciar. Não se enganem, essa é uma revolução que já está em andamento. Enquanto ainda temos milhares de blogueiras e influenciadoras postando o look do dia, e usando suas redes pra fazer jabá de produtos, já existem ativistas, como o Leonardo e a Gisele Bündchen, usando esse mesmo poder pra fazer o bem. O Menos 1 Lixo mesmo conta com uma lista grande embaixadores que aceitaram o desafio de produzir menos lixo e engajar mais gente nessa história. E usam sua influência não só para o seu bem, mas para o bem comum, aquele que causará a nova revolução que tanto precisamos. Só que dessa vez em prol do coletivo e da preservação da vida.

Um brinde ao Leo e ao que ele verdadeiramente representa!

Ah, se depois disso você ficou pensando em como pode contribuir pra essa revolução coletiva, acesse o site: http://momentforaction.org/ e assine a petição que vai cobrar que os governantes do mundo inteiro, inclusive a Dilma, cumpram o que assinaram na COP-21, que vai muito além de um programa de governo, um programa de planeta, e de raças, a humana e todas as que essa já destruiu.

E se você quiser saber mais sobre como DiCaprio usa parte de sua fortuna pra salvar o mundo, tem post aqui no menos1lixo.

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Cultura | Documentário "Mission Blue"

A dica de cultura de hoje liga muito bem os pontos falados aqui nas últimas semanas. Mostra a importância do contato com a natureza e da consciência de viver em harmonia com o meio ambiente desde a infância e torna ainda mais clara a necessidade de preservarmos os mares e de refletirmos sobre a relação da humanidade com a vida marinha e com o planeta. O documentário “Mission Blue” (ou missão azul em português) está disponível no Netflix e retrata lindamente a missão que a oceanógrafa Sylvia Earle escolheu pra vida: preservar os oceanos. A obra que demorou 4 anos pra ficar pronta, mostra o porquê das escolhas de Sylvia e como ela corre o mundo inteiro para levar essa mensagem e conscientizar milhares de pessoas. As imagens são realmente surpreendentes e encantadoras, mais que isso, elas conseguem mostrar a transformação nas águas ao longo dos anos. Confira o trailer abaixo pra você entender um pouco mais dessa história fantástica! 

 

E aí, precisamos falar mais alguma coisa? Chamem os amigos, a família, a criançada, reúnam todos no sofá e falem sobre isso. O vídeo abaixo pode ajudar! :) 

 

Você não precisa rodar o mundo para salvar o planeta, os oceanos, os animais, etc. Mas o que você tem feito hoje? Bom filme! ;)

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Aluna cria bandejas biodegradáveis pra substituir embalagens de isopor

Caso vocês não tenham uma horta em casa, onde vocês normalmente compram suas frutas e verduras? Em feiras orgânicas? Na tradicional feirinha do bairro? Nos mercados? A questão é: como esses alimentos chegam pra vocês, hein?                       

Há algum tempo, umas das polêmicas das redes sociais era o fato de uma grande rede de supermercados ter colocado à venda tangerinas (também conhecidas como mexerica em algumas regiões do país) já descascadas - tudo "muito bem embalado", claro. O  episódio realmente surpreendente é que a maior parte dos usuários das redes questionou a "facilidade" ofertada nos dias atuais. Com frases do tipo: "na minha época eu colhia do pé" ou "que geração é essa que não pode descascar uma tangerina? Vergonha." Quando na verdade hoje em dia é normal encontrar em várias feiras (ao menos nas do Rio), verduras e legumes já descascados & ralados que, de costume são vendidos dentro de saquinhos plásticos. Sendo assim, o que impressiona é a falta de pessoas questionando a ausência de uma consciência na criação de situações que requerem o uso de mais embalagens e consequentemente mais lixo. Nisso ninguém pensou? Sim, pensou!

Uma jovenzinha de apenas 17 anos, de Curitiba, observou a quantidade de embalagens de isopor que a mãe trazia do mercado por conta das compras, e resolveu então agir em prol do planeta. A estudante de ensino médio, desenvolveu uma nova embalagem biodegradável a partir do bagaço da cana-de-açúcar para substituir o  material que normalmente lota os lixões e aterros, e em média tem como tempo para decomposição de 100 a 300 anos. Achavam o isopor inofensivo? A Sayuri Magnabosco vai explicar pra vocês que não é!

 

Simples e eficiente, o projeto foi desenvolvido por ela no programa de iniciação científica para ensino médio, lançado pelo colégio Bom Jesus em 2011. Sayuri, que contou com a ajuda da mãe e também dos professores da escola, já coleciona medalhas e passou pelas feiras de ciências da Usina de Itaipu, da Universidade de São Paulo (USP) e da chamada Olimpíada dos Gênios, que acontece em Nova York. Tudo muito merecido né, gente?

‍(foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

Histórias como essa dão ainda mais propósito ao nosso movimento. Nem todo mundo cria algo tão incrível, mas todos precisam ter a consciência do seu empoderamento. Você pode contribuir sim, e muito! Diariamente. Procure saber a origem do que você está consumindo, se é necessário e como ele chega até você. Repense e se conscientize  pra vivermos melhor e em harmonia com o planeta. Afinal, não somos parte do todo?

Fonte: Gazeta do Povo

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O que um selfie, um golfinho e as suas atitudes têm em comum?

Há algumas semanas minha timeline foi invadida por golfinhos. A sua também deve ter sido. Na verdade a foto era de um mesmo golfinho, compartilhada incessantemente nas redes sociais. A história parece um daqueles posts do site Sensacionalista, de tão surreal que é. O animal em questão morreu após ser retirado da água para "agraciar" as selfies de alguns banhistas na Argentina. Não quero abrir discussão quanto ao egoísmo do ato em si, mas sim para o que aconteceu a partir daí. Muitas pessoas compartilharam a foto, realmente indignadas com o fato, com a futilidade humana, com a relação do homem com os animais. Pois bem, eis então que surge no facebook uma segunda foto: uma selfie, um homem em primeiro plano e atrás um golfinho nadando em águas claras. "Aprendam! É assim que se tira foto com golfinhos", dizia a legenda. Não dava pra ver se ele estava em mar aberto, ou se num desses parques aquáticos criados para que o homem possa nadar e tirar fotos de forma "segura" com os animais. Eu me perguntei se o homem da foto e também quem a compartilhou, faziam um link entre as situações e as diferentes formas de egoísmo. Será que esse homem e todos os outros que pagam ingressos para ver golfinhos em um "ambiente seguro", não entendem que as duas situações são na verdade muito parecidas? Pois sim, nos parques aquáticos, animais selvagens são aprisionados e treinados para o espetáculo que satisfaz ao... ser humano. Assim como os inocentes banhistas que tiraram um golfinho da água rapidinho, só pra uma foto. Pra quem ainda acha que os bichos são bem tratados, dá um play no trailer do documentário Blackfish, disponível no Netflix e tire suas próprias conclusões. 

 

Corta para a mesa do bar. Eu estava lanchando com uns amigos quando um deles pegou um canudo e eu rapidamente falei "canudo não dá! Você sabia que se continuarmos assim, em 2050 teremos mais plásticos que peixes no oceanos? A vida marinha tá pedindo socorro e nós vamos pedir também." Ele me olhou, sorriu, e acabou utilizando o canudo. Quando todos terminaram e eu deixei um pedaço do sanduíche no prato, ele me disse: "com tanta gente passando fome você vai desperdiçar, vai jogar comida fora?". Eu guardei o pedaço num potinho que tá sempre na mochila e respondi: "se você não parar de usar canudo, mais gente vai morrer de fome. Já que 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo dependem do peixe como sua principal fonte de proteína e até 3 bilhões de pessoas dependem de áreas marinhas e costeiras para subsistência, incluindo a pesca, o transporte, o turismo e o comércio". Não se espantem com a minha resposta, dados como esses não saem da minha cabeça. Lidar com isso diariamente deixa rastros. E eu também poderia ter citado os estudos que apontam que 35% do plástico consumido são descartados após 20 minutos de uso (falaremos em breve sobre isso), além de muitos outros dados. Mas calei, e ele também. Acho que pela primeira vez ele fez um "link sustentável" entre o consumo dele, a situação dos oceanos, e a fome de milhares de pessoas. Situação 3. Essa infelizmente é clássica! Preciso assumir que já peguei minha mãe algumas boas vezes jogando a bituca do cigarro na rua. O que me pergunto é: como ela, que desde que me entendo por gente me ensinou a jogar o lixo na lixeira ou guardar na bolsa até chegar em casa, hoje o joga na rua?  "Aqui não é zona sul. Não é tudo limpinho e esse é o último dos problemas que enfrentamos diariamente", disse d. Ligia um pouco desesperançosa com o dia a dia da vida na Pavuna, um dos bairros esquecidos no subúrbio do Rio, que recentemente ficou mais de 36 horas sem luz. Mas eu entendi muito bem o que ela disse pois passei boa parte da minha vida ali. A questão é que ela também precisava me entender. Respirei e retruquei "Não reclama depois quando a chuva cair, tiver enchente, não puder sair de casa, e tudo mais. E quando os vizinhos reclamarem vou falar que você contribui pra isso. O resto a gente corre atrás e muda com o tempo, mãe. Acredita!" Ela sorriu, catou a bituca do chão e disse que não podia pensar em faltar o trabalho (presa em casa por conta de uma futura enchente). É, acho que a minha coroa já sabe o que é um "link sustentável".

Eu poderia continuar com mais umas 100 situações como essas, mas acho que vocês já entenderam o que quis dizer com essa expressão "link sustentável". Não se trata de um novo conceito, algo a ser premiado ou qualquer coisa do tipo, é apenas o modo que encontrei para tornar a ligação entre a ação e a reflexão das práticas de cada um, mais simples. Como acontece com vocês? Normalmente vocês fazem esse link? Minha esperança é que as pessoas comecem a fazer. Talvez assim entendam que consumo consciente é muito mais que separar ou reciclar o lixo, é muito mais que comprar ou não orgânicos. Que não adianta respeitar apenas o seu animal doméstico. Que a etiqueta da blusa não fala nada se vem com o "bônus"do trabalho escravo no histórico. Talvez entendam muitas outras coisas, inclusive que nós não abraçamos árvores (até abraçaríamos  pois contribuem muito com o planeta), mas queremos e fazemos muito além disso! E você com reflexões e atitudes diárias, também pode fazer! Pra terminar, fizemos um post simples na semana passada, quando rolou o assunto do golfinho, e a legenda dizia: "Não precisamos da imagem de um golfinho morto pelo desrespeito do ser humano. Precisamos todos de reflexão em nossas relações com qualquer ser vivo." No comentário de uma seguidora veio algo ainda melhor... "Exatamente o que eu penso! O ser humano se colocou no centro da criação humana. Mas ele não é! Somos parte do todo! A parte que se acha evoluída. Mas somos totalmente interdependentes." Obrigada, Beatriz! Pois sim, nós somos. E reconhecer isso é fazer o link sustentável! Entenderam o que um selfie, um golfinho e suas atitudes têm em comum?

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42% da energia produzida na Dinamarca é eólica

Não é de hoje que falamos sobre as diferentes formas de geração de energia. Ontem mesmo compartilhamos um post lindo do site Pensador Anônimo sobre como construir o seu próprio painel solar - nada mais que energia limpa de forma acessível. Repensar essas formas já tem sido hábito no mundo inteiro! Desde o bairro alemão que lucra com a venda de energia solar ao primeiro parque híbrido de energia renovável aqui do Brasil, que fica logo ali, na região de São Francisco de Pernambuco. Tudo isso também foi assunto na EXPO 2015, que rolou em Milão, e teve cobertura especial da Fe Cortez, lembram? 

 

Agora que você já sabe a importância de tratarmos isso, vale relembrar que: energia limpa, não libera durante seu processo de produção ou consumo, resíduos ou gases poluentes geradores do efeito estufa e do aquecimento global – como é o caso da eólica e da solar. As fontes de energia que liberam quantidades muito baixas destes gases ou resíduos também são consideradas fontes de energia limpa. É bom saber também que, energia renovável é oriunda dos recursos naturais – vento, sol,  chuva, rios, etc. Já a não renovável, tem origem de petróleo, carvão mineral, gás natural e por aí vai. Hora da boa notícia (amamos <3): em 2015, a Dinamarca bateu o recorde de geração de energia eólica! \o/ 42% da eletricidade produzida veio dos ventos do país. Segundo o site Planeta Sustentável, durante 60 dias do ano, algumas regiões do oeste do país foram capazes de produzir mais energia eólica do que conseguiam consumir. Em um dia de julho, com rajadas particularmente fortes, a Dinamarca produziu 140% da sua demanda elétrica só com as turbinas eólicas. O excesso de energia foi vendido para a Alemanha, Noruega e Suécia. No dia 2 de setembro, o país operou com todas as centrais de energia desligadas, usando energia eólica, de painéis solares e de outras fontes renováveis, importadas dos vizinhos. Tudo isso foi realizado enquanto duas de suas principais fazendas eólicas estavam desligadas, devido a problemas técnicos. Se elas estivessem funcionando, o número total poderia pular de 42% para 43,5%. Ainda serão necessários alguns ajustes para que todo o processo dinamarquês ocorra perfeitamente. Mas de qualquer forma, que sirvam de exemplo para outros países, governos, projetos, e que consigam atingir a meta de 50% de energia eólica até 2020. O planeta e o Menos 1 lixo agradecem e mandam "energias positivas"! ;)

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Leonardo DiCaprio se encontra com Papa Francisco no Vaticano

Ahhhh, os nossos musos! <3  Sim, os dois já estiveram anteriormente por aqui na posição de muso verde. O fofo do Papa por ter dedicado sua primeira Encíclica ao meio ambiente - entre outras ações, e o lindo do DiCaprio por conta dos seus olhos. Brincadeira. Não é de hoje que ele faz e MUITO pelas causas ambientais e por pessoas e instituições ligadas à elas. Pois bem, o encontro entre os musos ocorreu na última quinta-feira (28), no Vaticano. Segundo um porta-voz da igreja, o objetivo era tratar da preocupação de ambos com o meio ambiente e com as mudanças climáticas. Não dava pra esperar outra pauta, né?

                                                                                     (Foto: Osservatore Romano/Reuters) Recentemente o ator também bombou nas redes por conta da sua atitude no Globo de Ouro.

Não gente, isso já foi explicado. Ele fez cara feia por não saber quem tinha esbarrado nele. Não por ser Lady Gaga que também já saiu aqui na lista de celebridades sem noção com exigências nada sustentáveis. Não por isso. E, voltando ao que interessa, a atitude que marcou a aparição do loiro no Globo de Ouro foi: além dele ter sido eleito o melhor ator em filme de drama por sua atuação no longa "O Regresso", ele dedicou o prêmio ao diretor do filme, Alejandro González Iñarritu e a comunidades indígenas.

"Por último, quero compartilhar este prêmio com todos os povos das Primeiras Nações representados neste filme e todas as comunidades indígenas ao redor do mundo. É o tempo que reconhecermos a sua história e que precisamos proteger suas terras de interesses corporativos e das pessoas que estão lá fora para explorá-los. É o momento de ouvirmos suas vozes e proteger este planeta para as gerações futuras", expressou DiCaprio. 

Como tudo que é bom, pode ficar melhor. O ator doou US$ 15 milhões de dólares (mais ou menos R$ 61,5 milhões) para iniciativas que objetivam reduzir o consumo mundial de combustíveis fósseis e ajudar o meio ambiente. A bela ação foi feita quando DiCaprio recebeu o prêmio Crystal, por "melhorar o estado do mundo", no Fórum Econômico Mundial de Davos. O dinheiro será doado por meio da ONG Leonardo DiCaprio Foundation. "Nós simplesmente não podemos nos permitir que a ganância corporativa das indústrias do carvão, do óleo e do gás determinem o futuro da humanidade. Nosso planeta não pode ser salvo a menos que a gente deixe os combustíveis fósseis no lugar deles", declarou o ator em seu discurso. "A generosidade é a chave de nosso futuro. (A doação) é para acelerar a sustentabilidade de ponta e projetos de conservação pelo mundo todo", complementou. O evento contou ainda com nomes como Will.i.am e Olafur Eliasso. Confira os discursos abaixo (em inglês). 

 

É gente, já podemos dizer que 2016 começou bem, né? Claro, preferíamos que nada disso fosse necessário - que o planeta não precisasse tanto de pessoas e atitudes assim, mas precisa. E muito! Todos nós já somos gratos ao Leo e seguimos por aqui fazendo o possível para nós e torcendo por mais encontros como esse. ;) Fonte: Catraca Livre

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7 Cantores que falaram sobre sustentabilidade e você nem percebeu

No mundo inteiro, tem muito artista usando sua música, literatura, fotografia, pintura, entre outras formas de arte, ou até mesmo a influência, pra falar sobre vários problemas atuais - alguns não tão atuais assim, porém debatidos apenas hoje em dia. Já fizemos uma lista dessa aqui. Por diversas vezes os assuntos se mesclam e caem no mesmo som. Então hoje, não vamos mostrar os que são "figurinha carimbada" nas causas ambientais. A lista abaixo é sobre a cena brasileira e mostra que, no meio do Rap e Hip Hop nacional, da MPB, da bossa nova, e por aí vai, rola um papo bom sobre conscientização, consumo, sustentabilidade.

1. Emicida

Famoso por  valorizar a cultura negra, criticar as diferença entres as classes, entre outras críticas sociais - apesar de ter também belas músicas de amor como Baiana e Madagascar <3, ele aparece para nós por conta da música "Passarinhos", gravada com a cantora Vanessa da Mata. Confiram o trecho e o vídeo abaixo. 

"No pé que as coisas vão, jão 

Doidera, daqui a pouco, resta madeira nem pro caixão 

Era neblina, hoje é poluição 

Asfalto quente queima os pés no chão 

Carros em profusão, confusão 

Água em escassez, bem na nossa vez 

Assim não resta nem as barata Injustos fazem leis e o que resta pro ceis? 

Escolher qual veneno te mata" 

 

2. Vanessa da Mata 

A Vanessa segue pelo estilo MPB e fala muito sobre amor, sobre ser mulher, raça, cor, etc. Tá na nossa lista pela música "Absurdo", que é integralmente sobre a transformação da natureza e a relação de nós, humanos, com o meio ambiente. Faz pensar muito! 

"Desmatam tudo e reclamam do tempo 

Que ironia conflitante ser 

Desequilíbrio que alimenta as pragas 

Alterado grão, alterado pão 

Sujamos rios, dependemos das águas 

Tanto faz os meios violentos 

Luxúria é ética do perverso vivo 

Morto por dinheiro" 

 

3. Rael da Rima 

Seguimos agora com o Rael. Normalmente ele fala sobre o racismo ainda sofrido por muitos negros, diferenças das classes e outras questões sociais. Entrou na nossa lista com dois sons que mandam uma mensagem muito importante e nos fazem refletir sobre um problema grave: o consumo excessivo e as suas consequências. Abaixo o trecho da música "Eles não tão nem aí". 

"Mas a tendencia da indústria é crescer 

Mas pra que acontece a terra tem que aquecer 

Nos noticiários que se vê na TV 

A regra é muito clara e muito fácil entender 

Que o comercio compra mas também quer vender 

Guerra de faz de conta só pa nego tremer 

Carro tem gasolina e você pode correr 

Queimar várias família não tem o que comer" 

 

O segundo som do Rael é o "Ser Feliz" e também trata o consumo desenfreado porém com uma outra pegada - nenhum pouco menos importante. Confiram! 

"Sociedade e os padrões que ainda insiste 

Que a felicidade se consiste 

Em ser o que tem, porém fato triste 

Os moleque vem, querem Puma Disk, whisky 

Camisa Dudalina 

Uma moto muito loca vira o kit, pega-mina 

Desviam seus olhares pelo ouro, prata 

Os que não tem dinheiro veste só 'baguiu' pirata 

É chapa, a forte no estilo alma fraca 

E esse consumismo sem freio é quem nos mata" 

 

4. Nyl MC 

O MC que vem do subúrbio do Rio e normalmente traz à tona as problemáticas atuais,  retrata na música "Avenida Brasil" a realidade diária de boa parte dos brasileiros. Isso falando de um tema relevante e por muitas vezes já citado aqui: mobilidade urbana. Confiram o som aí! 

"Poluição visual, sonora e respiratória. Vários anos de descaso é a conclusão notória" 

 

5. Natiruts 

Desde muito tempo a banda de reggae traz mensagens muito boas. "Liberdade pra dentro da cabeça" é um clássico e entra na nossa lista por um trecho simples. Nem sempre ligamos pequenos prazeres como estar na praia, sentir o cheiro do mato e respirar melhor, tomar um banho de mar, ao comportamento sustentável. Mas preservar e reconhecer as maravilhas de poder desfrutar de tudo isso, exige sim mais respeito ao meio ambiente. 

"Estar com você Na virada do sol 

É compreender que o que há de melhor 

Tá na vida, na transformação da natureza que me traz a noção 

Na verdade eu não vou chorar 

Hoje sei ser, o que a terra veio me ensinar 

Sobre as coisas que vêm do coração 

Pra que eu possa trazer para mim e pra você" 

 

6. Tom Jobim 

Bom, acho que podemos dispensar comentários, né? Apenas curta o som "Forever Green" e entenda a mensagem! ;) Para tradução, cliquei aqui. 

 

7. Miley Cyrus  

Sim, ela já esteve aqui, não é nacional, mas fugiu do seu som habitual e por isso não poderia ficar de fora. Com a música "1 Sun" ela fecha a nossa lista em grande estilo falando sobre os recursos finitos do planeta. Para tradução, clique aqui

 

 Fonte para as letras: Vagalume

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Crônica | 8 Lixos que eu produzia e hoje me pergunto o porquê

Quem acompanha o Menos 1 Lixo sabe que nem sempre minhas escolhas foram feitas pensando em um consumo consciente - não pense que a redatora aqui cresceu com tal realidade. Pra falar a verdade, repensar as minhas escolhas tornou-se real depois que eu entendi quão necessário (e possível) é levar os dias gerando menos lixo. Quando eu compreendi meu poder como indivíduo, e isso eu contei em minha primeira crônica aqui.  Primeiro veio a informação e, só depois, a transformação. O que refletiu também, e reflete cada vez mais, no modo de viver dos que estão ao meu redor. 

 Quanto mais eu vejo, leio, me informo, aprendo – o que acontece diariamente - me pergunto como eu produzia tanto lixo. Me lembro quando na adolescência minha mãe reclamava muito de tanta coisa jogada no quarto: “E esse papel? Tira a sacola da lixeira! Arrume o quarto que seus primos estão chegando”, dizia d. Ligia. Nossa, eu teria poupado para o planeta, para mim, e também a fala dela se pensasse em tudo isso antes. Mas agora vamos ao passado que me assombra, talvez seja apenas o seu presente e não mais o seu futuro. :) 

1. Canudo Nós comprávamos canudos até pra beber as coisas em casa – hábito que muitos pais ainda cultivam nas crianças. Cresci e continuei com o amor pelos tais canudinhos. Até que vi o vídeo abaixo e a ficha caiu. Pra onde vão tantos canudos quando eles de forma mágica, viram lixo, e somem da nossa frente?  

 

Não por acaso 35% do plástico consumido são descartados após 20 minutos de uso. Se você quiser continuar com canudos, corra atrás de um reutilizável no mercado livre. ;) 2. Livros Calma, deixe-me explicar! :) Sei que livros dificilmente viram lixo, já falamos disso aqui. Mas eu conseguia transformar os meus nisso. Passavam as séries, os exercícios, as pesquisas, e eu achava lindo ter apego. Doar? Não! Trocar? Também não. Comprar mais? Sim. Comprar sempre. Caro para os meus pais e para os amigos, que na escolinha simples do bairro, queriam e precisavam da troca, mas tinham que comprar. Perdia a chance de partilhar releituras e histórias de uma mesma literatura porque comprar, me parecia mais interessante. Que engano, não? 3. Pequenos papéis com mil e uma anotações Gente, isso é fato, eu vivia cercada de papéis. Por todos os lados! Um hábito de criança que mantive até pouco tempo. Anotava uma coisa aqui, outra ali, grudava aqui e ali e no final das tarefas não sabia onde tava nada. Tudo isso com word e arquivo de notas do celular abertos para uso. Além de não transformar nada em rascunho. Usar frente e verso? Por quê? Depois é só jogar no lixo. Mas qual o fim desse lixo?

4. Sacolinha da farmácia Lembro como se fosse hoje, chegando ao escritório, vindo da farmácia, eu escutei da Fe Cortez: “o que você vai fazer com essa sacolinha?”. Eu travei. Sabia do motivo da pergunta e, pela primeira vez, realmente me perguntei o que eu faria com aquela sacolinha minúscula. Ela nem cobrou resposta. Pensei, é, vai pro lixo! E eu nem sabia que 35% do plástico consumido, são normalmente descartados após 20 minutos de uso.

5. Embalagens Eu tinha um apreço por embalagens que eu não consigo entender até hoje. Eu comprava coisas pra mim e no caixa falava: “moça, coloca pra presente?”. Mas não eram em datas comemorativas, era sempre. E mesmo em festas eu poderia reutilizar, customizar, etc. Mas esse era um tipo de lixo que eu nem mandava pra lixeira. Deixava acumular e empoeirar ali, em casa. 6. Filtro para cafeteira Com o uso da cafeteira elétrica, além do desperdício da energia –  por normalmente deixarmos ligada o dia inteiro, tinha o descarte do filtro de papel. Aquele clássico, branquinho, que você coloca dentro de um outro filtro que já vem na cafeteira. Sim, um filtro que vira lixo dentro de um outro filtro que eu poderia apenas lavar na hora de usar. Dá pra acreditar? 7. Saquinho da tapioca Esse é aquele tradicional que muita gente não se dá conta. Você pede uma deliciosa tapioca e ganha gratuitamente 5 guardanapos e um saquinho plástico que em teoria protege o alimento da poeira e a sua mãe da quentura. Em prática, a diferença é que a goma depois de tão abafada, fica mole. Da próxima, peça sem o saquinho e note a diferença! ;) 8. Copo descartável Eu não poderia não terminar com ele. Almoço de família, churrasco dos amigos, carnaval, em casa (pra não lavar louça), etc. Hoje eu lembro que eu reclamava de beber no copo descartável e sem saber o impacto do meu consumo. Achava chato pois eles eram frágeis e corria o risco de rachar ou vazar - o que muitas vezes resulta no uso de dois ou mais de uma vez. Você ainda usa copo de plástico? Clique aqui! Temos um lindo pra você!

Bom, não importa se você é adulto ou criança. Se sua mãe reclama, ou deixa correr solto. Se ficou comigo até o final da leitura, sabe que precisamos manter a casa arrumada. Quantos desses hábitos você tem? Hora de repensar e colocar em ação! Afinal, o planeta é a nossa casa.      

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Garriga de Menezes: mais uma escola pra nossa rede

Sempre repostamos nossos embaixadores utilizando seus copinhos do Menos 1 Lixo, esses vocês já conhecem bem! Roger Gobeth, Marina Ruy Barbosa, Ju Boller, entre outras celebridades que adotaram o desafio de hábitos mais conscientes – começando com a troca dos copos descartáveis pelo nosso copinho reutilizável. O que nem sempre conseguimos mostrar (apesar de querermos mais e mais), é a história de pessoas anônimas que influenciaram o meio em que vivem através de simples iniciativas. A escola Garriga de Menezes, fica na Freguesia, em Jacarepaguá, e está no bairro há 56 anos. Eles atendem desde o Maternal I até o Ensino Médio em dois turnos, e à noite, possuem um Projeto Social, oferecendo o Ensino Médio (EJA – Educação de Jovens e Adultos). A partir de 2002 a Educação Ambiental passou a fazer parte do cotidiano dos alunos, através de projetos desenvolvidos pela professora Sonia Barreto. E hoje faz parte do Projeto Político Pedagógico da escola. “Na educação Infantil os alunos ganham, no início do ano, uma carteirinha “Defensores da Natureza” como prova de seu compromisso com o meio ambiente. E levam mesmo a sério!!! Temos vários relatos de pais sobre atitudes tomadas pelos pequenos como: chamar a atenção de quem joga lixo na rua, “vigiar” a água gasta no ambiente familiar, lembrar de cuidar bem dos animais... Assim, percebemos que nossos alunos assumem a responsabilidade com o lugar em que vivem, adquirida nas propostas desenvolvidas pela escola”, afirma Etiene Monteiro, supervisora pedagógica da Garriga.

A cada ano a educação Infantil aborda uma campanha que envolve a comunidade escolar e/ou bairro. Em 2014 a campanha “Se você catar não vai pisar” teve uma repercussão tão positiva que saiu na Revista do Bairro Globo (Barra) para que as pessoas catassem as fezes dos seus animais de estimação das calçadas. Este ano, após observar a quantidade de copos descartáveis na escola, utilizados por professores e funcionários, começaram então a pensar como poderiam mobilizar e melhorar o nosso planeta. Daí surgiu o Menos 1 lixo na vida da Etiene. “Conheci o site Menos 1 Lixo, a partir de um relato escutado na rádio Band News FM. Imediatamente consultei o site, li as reportagens e trouxe para a equipe de professoras da Educação Infantil a ideia. Compramos copinhos do Menos 1 Lixo e iniciamos com o turno da manhã (café, água... copinhos de plástico... nunca mais!!!) ”, nos contou a supervisora. E acrescentou: “estamos contabilizando e felizes ao perceber o quanto o planeta agradece. Nossa proposta é aumentar a cada ano novos seguidores. O ambientalista não pode ser um ser diferente, especial. Ambientalista temos que ser todos nós. Parabéns às iniciativas do Menos 1 Lixo! ” No ano passado tivemos a alegria de incentivar uma escola em Caxias do Sul, lembram? E agora, participar de iniciativas como a da Garriga de Menezes. Nós somos gratos por tudo isso! E desejamos desde já, boa sorte e muita ação para os projetos de compostagem para a horta e os resíduos dos alimentos preparados da cozinha do Integral, assim como para o de receitas com o desperdício dos alimentos (talos, folhas etc), e o de reaproveitamento da água para limpeza do pátio. Precisamos de mais pessoas e histórias assim! ;)

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MIG Jeans: quando a peça esquecida no fundo do armário, vira a sua primeira opção

Após uma das palestras do Menos 1 Lixo - que são ministradas pela Fe Cortez, fomos mais uma vez parabenizados pelo nosso Movimento. Como coisas boas criam rede, as felicitações vieram também de uma galera que resolveu empreender e agir pensando de forma coletiva, no meio ambiente. Vale lembrar que, conforme já dito aqui, estudos apontam que são gastos mais de 11.000 litros d’água para fazer uma única peça jeans, sabendo disso, achamos mais que necessário compartilhar o trabalho da MIG Jeans. A MIG – carinhosamente chamada por suas idealizadoras, surgiu na sala de aula. Era o projeto final da disciplina de empreendedorismo do curso técnico de produção de moda, e então da paixão por roupas vintage e customização, veio a ideia das empreendedoras e amigas Isa Maria Rodrigues, Luana Depp e Mayra Sallie.

“Começamos com peças vintage em geral, mas resolvemos focar em o que temos mais experiência e que poderia ser nosso diferencial no mercado, o jeans, material que permeia entre décadas, gerações, estilos, idade e classes sociais, tem grande duração e versatilidade, além de ser facilmente encontrado com manchas, rasgos, entre outros, em brechós e no armário das pessoas”, conta Isa Maria, que cuida de toda a produção junto com as amigas. “Nós garimpamos jeans em final de vida útil e fazemos o re-design, cada peça tem uma época, um tom e um acabamento, precisam de tratamento e customizações diferenciadas. Elas contam histórias e são únicas”, acrescenta Isa.

Após um convite para realizar uma oficina de customização em um evento, perceberam que tais ações poderiam virar a identidade da marca, então hoje funciona assim: as pessoas compram, e se enjoarem, podem voltar e criar algo novo com a MIG. As peças esquecidas no armário, também podem seguir para uma nova produção. Além da customização, doando peças antigas você pode ganhar descontos nas coleções. Foi assim que a MIG descobriu o poder de conscientizar as pessoas sobre o seu propósito: despertar a necessidade da sustentabilidade na moda e abrir mentes sobre uma nova realidade de produção e consumo consciente.

As coleções são lançadas de acordo com as inspirações, criações fora das tendências e mais focado na realidade do público. Por isso estão sempre abertas a encomendas e customizações feitas pelos clientes em suas oficinas. A produção é artesanal, a partir de doações e garimpos de peças jeans e tecidos em geral de brechós da localidade onde produzem, assim como o transportador e o fornecedor de aviamentos e produtos químicos. As meninas acreditam que lidando diretamente com empreendedores do bairro, estabelecem um relacionamento mais humano e ajudam a crescer a economia local. Alguém tem dúvidas disso? <3 Também por isso elas procuram parcerias com pequenas marcas e empreendimentos com razão sustentável, a fim de aumentar o mercado e abrir oportunidade de negócios para mais pessoas.

Toda a produção é feita pelas três, e o fato de ser uma marca pequena (com um GRANDE propósito), segundo Isa, facilita o controle sobre os métodos produtivos. Desde o uso de materiais recicláveis e renováveis em parte da produção, ao reaproveitamento de cabides vintage e embalagens para envio de peças. Além da prática de descarte zero que consiste em reutilizar cada retalho de jeans e também a água das lavagens para a limpeza do espaço. Para quem quiser conhecer de perto esse trabalho maravilhoso, o ateliê reside em Vaz Lobo, zona norte do Rio de Janeiro, apenas para produção. É de forma itinerante, que a MIG Jeans está pelos eventos da cidade, como na  Babilônia Feira HypeCarioquíssimaMixtape, entre outras. Boa notícia: em breve terão o próprio e-commerce com suas peças exclusivas.

“A MIG jeans também mudou nossas vidas! Hoje somos mais humanas e conscientes de nossos atos, praticamente ativistas na área! Não somos um projeto perfeito, estamos iniciando e temos nossos limites e aperfeiçoamentos necessários, mas sempre pensando em criar um produto mais sustentável e humano”, complementa Isa.

É isso que o consumo consciente faz com a gente: ele nos transforma, vemos que é possível e aí vem aquela vontadezinha de transformar o mundo!

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California Academy of Sciences | O prédio mais eco sustentável do mundo

O California Academy of Sciences é considerado a edificação pública mais sustentável do mundo e vamos saber o porquê disso agora. O museu foi inaugurado em 1853 e ocupa a região do Golden Gate Park, na Califórnia. Essa região é muito conhecida por abalos sísmicos, e em 1989, um catastrófico terremoto destruiu o museu e deixou milhares de pessoas desabrigadas. Com pouco dinheiro para investir em uma gigantesca construção pela condição financeira da cidade pós terremoto, o arquiteto italiano Renzo Piano ficou responsável pelo projeto do novo museu que fosse barato tanto na construção como na manutenção, posteriormente. Ótima chance para pensar desde a base numa estrutura que usasse menos recursos e fosse mais inteligente do ponto de vista da sustentabilidade.

O departamento ambiental de São Francisco, que já baniu de circulação garrafas de água com menos de 600ml, exigiu algumas medidas sustentáveis, e Piano fez dessa exigência sua inspiração. O arquiteto apostou muito na utilização de vidro para que a luz entrasse nos ambientes, pois além de economizar 90% da energia elétrica, os visitantes teriam uma vista clara e mais do que agradável, do vizinho parque Golden Gate. E ainda tem mais. Os vidros escolhidos foram produzidos com menos ferro, tornando-os mais transparentes e com isso, deixando mais luz entrar no prédio. Foram instaladas ainda 60 mil células fotovoltaicas, capazes de gerar 15% da energia elétrica consumida no edifício, além de esquentar a água. Outro ponto importante do museu é o controle de temperatura. A água quente citada anteriormente é utilizada num sistema de aquecimento no piso do museu, onde tubos embutidos transportam essa água e diminuem em cerca de 10% o uso de energia elétrica de todo o prédio. E nada de espumas ou sistemas de fibras para fazer o revestimento das paredes e tetos. Piano, depois de fazer um pequeno estudo, optou por utilizar algo inovar como isolante: jeans. O algodão grosso feito de jeans reciclado retém mais calor e absorve o som melhor que a fibra de vidro. Além disso, também funciona como retardador de fogo e evita o mofo.  

Para ser considerado o prédio mais sustentável do mundo, ele possui a certificação LEED Platinum de sustentabilidade de “New Building” e "Existing Buildings: Operations & Maintenance.", além de ter tido as maiores notas do Conselho de Prédios Verdes dos Estados Unidos, sendo assim o primeiro museu no mundo com o prêmio Double Platinum. O projeto apoiou ainda outras iniciativas sustentáveis, dentro e fora do prédio. Piano implantou bicicletários e postos de reabastecimento para veículos elétricos no estacionamento do complexo e decidiu que o museu deveria ter exibições permanentes com o tema sustentabilidade. Aqui estão outros dados sustentáveis da construção do museu: 90% de todos os materiais de demolição foram reciclados; 50% do aço e do concreto utilizado são reciclados de outras construções; 50% da madeira vêm de reflorestamento e o consumo de energia é 30% menor do que o recomendado no código federal dos Estados Unidos.

O California Museum of Sciences possui, em uma única estrutura, um aquário, museu de história natural, uma área de floresta tropical (sim, dentro do museu) e um planetário. Se quiser saber mais informações do museu e suas exposições, basta acessar o site, que é todo em inglês, aqui.    

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Os principais pontos da COP 21, a Conferência do Clima em Paris

O evento mais importante da década, a Conferência do Clima, ou COP-21 terminou dia 12, sábado passado. E as notícias foram boas. Como a gente falou por aqui, o objetivo da conferência era definir um  acordo global entre 195 nações, para que todos juntos façam a migração para uma economia de carbono zero (ou seja, sem emissão de carbono, consequentemente sem o uso de combustíveis fósseis) até 2050.

E temos o que comemorar: o acordo selado é histórico e prevê os cortes de emissões de gases do efeito estufa para que o aumento da temperatura da Terra não ultrapasse os 2ºC.  Prevê também que a cada 5 anos as metas sejam revistas, e que os países ricos financiem os pobres em 100 bilhões de dólares por ano a partir de 2020, no Fundo Verde do Clima para suporte à mitigação dos efeitos do aquecimento global nos países em desenvolvimento.

Vale um destaque para o discurso do Presidente Obama defendendo uma vinculação legal das decisões da COP 21 para o combate das emissões de gases de efeito estufa, o que de fato aconteceu. Os Estados Unidos normalmente eram contra atrelar legalmente os acordos climáticos definidos nas conferências anteriores, já que a maioria do Senado Americano, Republicana, vetava grande parte das decisões relacionadas à diminuição do uso de combustíveis fósseis. Para evitar que o Senado dos países, muitas vezes tendencioso pela ação de lobistas, como bem sabemos, vete decisões desse porte, será assinado um acordo na ONU em abril de 2016, para que essas leis sejam decretos presidenciais.

 A única questão é que o acordo não determina quando as emissões precisam parar de subir

e qual é o percentual da emissão que precisa ser cortado para que a temperatura não aumente mais do que os 2 graus, o que tonará a vida quase inviável no planeta. Mas já é considerado uma vitória e tanto, já que a partir de 2016, por lei, todos os países precisam unir forças e lutar juntos para que a raça humana e o planeta continuem vivos.Ah, vale lembrar também que os países que mais emitem hoje são (na ordem do maior para o menor):

China, Estados Unidos, União Europeia (considerada um bloco), India, Russia, Japão e... nós, o Brasil. E que o primeiro passo foi dado, mas agora temos que cobrar do governo o cumprimento das leis, que nesse caso serão ou não a nossa salvação.

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Prato consciente: Natal com menos comida no lixo

Retrospectiva M1L

A pauta não é nova, a gente publicou aqui em setembro, mas aí  pensando em falar de ceia de Natal consciente, lembramos que um simples ato pode evitar muito desperdício: colocar menos comida no prato! Prato consciente, leia abaixo!

Na última semana, a campanha Prato Consciente viralizou e voltou a circular pelo Facebook e pela internet em geral. Em apenas sete dias o video foi compartilhado por mais de  390 mil pessoas na rede social e segue sendo compartilhada em uma média de 50 mil shares por dia.

A ação foi lançada em outubro de 2012, no dia Mundial da Alimentação, pela cliente Eco Benefícios junto com a agência publicitária DM9Sul, e o propósito era a conscientização pelo desperdício de comida. Os dados do desperdício são impressionantes: apesar de ser o 4º maior produtor de alimentos do mundo, o Brasil desperdiça 39 mil toneladas por dia, o que daria para alimentar 19 milhões de brasileiros por dia! No mundo são quase 1 bilhão de pessoas que passam fome diariamente, enquanto 20% dos alimentos vão para o lixo.

 

Além do vídeo, na época foi lançada uma ação offline genial, com a criação de um prato exatamente 20% menor do que o normal, para mostrar a quantidade de comida que é desperdiçada diariamente no nosso país. Ou seja, a ideia era conscientizar as pessoas a pegarem menos comida do que geralmente pegam, para que 20% do prato não fosse direto pro lixo. O mais legal é que vários restaurantes entraram na onda e realmente diminuíram seus pratos para espalhar a mensagem.

A campanha já tem 3 anos, mas pouco mudou dessa realidade, inclusive uma das metas globais da ONU continua sendo acabar com a fome. E como sempre falamos por aqui, nossas escolhas diárias podem contribuir para mudar a realidade ao nosso redor. Você não precisa de um prato 20% menor para não jogar comida no lixo né? Na próxima refeição coloque um pouco menos no prato, e se sobrar leve o restante para dar a quem tem fome ;)

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Universo Paralelo: a exposição inspirada na grande questão: Qual nosso papel no mundo?

Qual o seu papel no mundo? Já parou pra pensar? Já parou pra pensar que nós, seres humanos, muitas vezes somos como uma praga que cresce e se multiplica usurpando os recursos naturais? Mas que também podemos ser os agentes de restauração e equilíbrio da Terra? 

A fotógrafa Renata Dillon pensou nisso e foi dessa reflexão que surgiu seu mais recente trabalho, intitulado Universo Paralelo. No dia 17 de dezembro, a partir das 19h, em pleno coração do Rio, no  bucólico Jardim Botânico do Rio de Janeiro, será a abertura da exposição.

Morando atualmente em Miami, a carioca Renata fotografa há mais de oito anos, sempre criando projetos em séries temáticas, mesclando influências de sua vida e formação. E nesse trabalho, nos convida a refletir sobre o mundo e o nosso papel. Através do seu olhar sensível e preciso, Renata nos lembra que todas as grandes mudanças sempre se iniciam com a reflexão individual interior. Tudo a ver com o Menos 1 Lixo né? E com todas as grandes transformações que vemos acontecer.

Essas mudanças de percepção e atitude, mesmo que pequenas, como parar de usar os copos descartáveis, ou olhar o outro no olho, são essenciais para que a gente seja capaz de uma convivência mais respeitosa e menos predadora em relação ao nosso planeta. Tudo muda a partir das micro mudanças de atitude.

A exposição vai até 03 de janeiro, e é gratuita!

Jardim Botânico do Rio de janeiro – Rua jardim botânico 1008, casa 6.

Vale conferir!

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10 Dicas de presentes conscientes de Natal pra quem quer fugir do óbvio

Eu poderia escrever sobre maneiras para boicotar esta festa tão comercial que é o Natal. Se a gente for falar seriamente sobre consumo consciente é, mais ou menos isso, o que a intuição manda fazer. Porque, na real, o ideal é nem dar o start no consumo de um produto desnecessário. Se você não inicia o ciclo, não precisa se preocupar com o depois. Se você não compra uma coisa, essa coisa não vai circular por um tempo e depois ser jogada fora. Porque o "fora" não existe. Jogar fora é, simplesmente, deslocar o produto da sua vida para outro lugar. O que proporciona a confortável sensação de que um portal mágico irá sugar para outra dimensão. MAS, só porque um descarte saiu da sua casa, não significa que ele foi para este portal. Bom lembrar!   

Eu também poderia escrever sobre experiências que a gente dá de presente sem ter que gastar R$1! Por exemplo, no natal da minha família, temos um esquema bem legal. Pra não ter essa pressão de presentear todo mundo, a gente faz um amigo secreto de experiências - ideia da minha prima Carol. O presente? Uma experiência que você escreveu em um papelzinho. Importante: quem tira o seu nome no amigo secreto, obrigatoriamente, tem que participar da experiência com você. Tem coisas hilárias. Na última vez que participei, tirei o meu primo Elmo. Sabe o que ele pediu de presente? Subir um morro, colher frutas silvestres e fazer uma compota de geléia com essas frutas. Eu ainda estou devendo, um dia eu “pago”. Mas, sem dúvida, nenhum presente físico marcaria assim a minha memória.   

Mas eu também habito neste mundo, e também tenho que comprar presentes para as professoras dos meus filhos, para a minha irmã e para os meus filhos - apenas para citar algumas pessoas. Meus filhos já não acreditam em Papai Noel, mas estão muito novos para uma evangelização sobre consumo consciente. Pra mim, e pra todo mundo que eu conheço, o Natal costuma ser a época onde mesmo quem não gosta, tem que enfrentar as compras. Por isso, o desafio que me coloquei neste ano é o seguinte: refletir antes de comprar, dar mais espaço para o consumo consciente.   

As possibilidades são: 

1- Não comprar nada (algumas pessoas podem até se melindrar com isso, mas só estou categorizando) e fazer uma brincadeira como o amigo secreto da minha família, ou distribuir vales do tipo: jantar romântico, banho sem interrupção e noite ininterruptas de sono (artigos de luxo para as mães, por exemplo), 

2- Comprar uma experiência (um passeio guiado em uma trilha, um workshop de algum assunto que você sabe que a pessoa ama, um ingresso para um show!) 

3- Comprar um produto

Importante priorizar SEMPRE o pequeno ao invés do grande, o “feito aqui” ao invés do “made in China”. E usar o poder dos *seus* Reais para investir em produtos ou serviços de empresas que cuidam, de verdade, da responsabilidade social, ambiental e tratam de maneira justa quem trabalha pra eles e quem paga pelo o que eles produzem (nós!). 

Pensando nisso, juntei aqui algumas dicas, fazendo uma combinação de experiências e produtos “made in Rio”, de uma galera que se preocupa com tudo o que falei aí acima. Quando você for fazer a sua lista, prioriza a marca daquele seu amigo (ou do amigo de um amigo) que está batalhando na vida de microempreendedor. Compra o que é feito perto do seu CEP!

Para me ajudar nesta missão, alistei a minha amiga Carol Herszenhut! Ela criou O Cluster em 2012, que começou como um marketplace super descolado, levando para o público um monte de microempreendedores cariocas que estavam fora do radar. Fomentando de maneira eficiente a cadeia criativa, ela foi a maior responsável por transformar Botafogo em "Botasoho". Em 2016, a Carol vai lançar um guia com 100 Criativos cariocas (fiquem ligados!). Na lista das minhas dicas, tem vários criativos locais que aparecem no guia d’O Cluster. 

Vamos começar com as sugestões. As dicas de presente são para quem mora no Rio mas, com certeza, você pode fazer o mesmo exercício na sua cidade:   

1- Nascer do Sol no Morro dos Dois Irmãos - do Jungle Boy Brasil 

O Alberto Melo começou a guiar turistas no Rio em 2012. E, às vezes (eu diria, muitas!), a gente tem que ser turista dentro da nossa própria cidade. Para presentear quem você gosta, sugiro a trilha que leva ao topo do Morro dos Dois Irmãos. Porque conquistar os 533 metros de altitude e chegar lá antes do sol nascer é um provilégio para poucos. A trilha tem 1.6 Km, dura  em média 45 minutos e tem um dos visuais mais incríveis do Rio.O Alberto vai fazer uma superpromoção para quem chegar via o Menos1Lixo. Quem fechar até o dia 23/12/2015, vai pagar apenas R$120. Para reservar, basta mandar um e-mail para albertomello@live.com. Para saber mais sobre outros roteiros: http://jungleboybrasil.com/pt     

2-  Assinatura de Compostagem - do Ciclo Orgânico 

Todo mundo já sabe que, em média, cada pessoa produz 1Kg de lixo por dia. Sendo que a maior parte deste lixo é matéria orgânica. Lucas Chiabi, estudante de engenharia ambiental da UFRJ, resolveu o problema de quem não se adaptou à caixinha de compostagem e de quem ainda nem tentou. Você, com certeza, tem alguém na lista de presenteados que se encaixa em uma categoria ou em outra.

A proposta do Ciclo Orgânico é recolher (de bike!), semanalmente, o lixo orgânico que você acumula em um balde de 10L. A bike leva até a composteira. O que isso significa? Menos lixo no aterro, menos poluição. A recompensa é: no final do mês, o assinante do serviço tem direito a uma mudinha, ao composto ou a doar o seu composto para um agricultor parceiro. 

 Para saber mais: http://cicloorganico.instapage.com ou contato@cicloorganico.com.br   

3-  Investimento em uma Ação de Impacto + Brinde da Ação - da Benfeitoria 

 A Benfeitoria é um negócio social que desenvolve ferramentas para fomentar uma cultura mais colaborativa e realizadora no Brasil. Os projetos, que precisam de crowdfunding (uma espécie de vaquinha) para saírem do papel, são das mais variadas áreas: empreendedorismo, inovação, tecnologia, cultura, sustentabilidade, inclusão social, etc.   

Mas como isso pode se transformar em presente? Simples! E eu já testei. Você pode escolher um projeto com a cara da pessoa presenteada. Cada projeto que tenha a meta de investimento alcançada (fica de olho nisso, por favor), dá direito a algum presente super fofo. Por exemplo, no ano passado eu dei de aniversário para uma amiga um valor que eu investi para ajudar uma banda que tocava no metrô do Rio, que ela ama. Além da aposta no sonho dos caras que ela admira muito, ela ainda ganhou um brinde depois que a meta foi alcançada: uma aula de violão na casa dela, com um dos músicos da banda! Essa dica tem muito efeito “uau!”no seu presenteado, vai por mim! 

Mais sobre: https://beta.benfeitoria.com/    

4- Anel Conchita, da Myneral 

Lançada em Setembro deste ano no mercado carioca, a Myneral é um estúdio de criação de joias handmade. Delicadeza define. A marca, criada pela jovem publicitária e ourives Laís da Silveira, é um sonho antigo. Em 2015, Laís tomou coragem de largar tudo e seguir a intuição, e o resultado foi uma coleção linda, a mar{efeito}, que tem feito o maior sucesso.   

Como sugestão para presentear neste natal, tem esse anel: o Conchita, por R$79. 

E muitas outras opções no site da marca: http://www.myneral.com.br/   

5- Cesta de Orgânicos - do Sítio do Moinho 

Uma cesta de orgânicos direto da Serra!

É só ligar para lá e escolher o que você quer colocar na cesta. A produção é do Sítio do Moinho e de parceiros locais. Mas por que orgânicos?Porque as nossas escolhas tem um efeito transformador, e tá na hora de começar a decidir onde a gente deixa nossos Reais.

Orgânico significa uma produção que não exaure o solo, não derruba e não esgota. A fauna e a flora são conservadas, as bordas dos rios são protegidas da erosão, a água que molha as plantas é limpa e, com isso, a saúde do produtor é preservada! Se inspirou?

Se você escolher a cesta para presentear, as entregas são feitas na Zona Sul, e na Zona Oeste - até Jacarepaguá. O custo da cesta é R$ 40 + taxa de entrega de R$ 15. Para encomendar: é só ligar no (24) 2291-9171 ou mandar um e-mail para regiane@sitiodomoinho.com          

6- Terrários - do Gaia Atelier da Natureza

Conheci estes terrários na última edição d’O Cluster e fiquei apaixonada! Vamos combinar que as suculentas são como se fossem animaizinhos de estimação, só que plantas - o mesmo vale para terrários :) Eu trouxe 2 pra casa, e super recomendo como presente de Natal. O design do terrário e a disposição das plantas e das pedrinhas é trabalho de quem faz com muito amor.   

Para comprar, é só acessar a lojinha virtual no: facebook.com/gaia.atelierdanatureza

Tem de todos os tamanhos e para qualquer bolso: a partir de R$30.   

7- Kit de Óleo e Sabonete  - da Óleos do Brasil e Ervas do Quintal

A Óleos do Brasil e Ervas do Quintal foi criada pela carioca Debora Hersz, que tem 32 anos e é formada em antropologia social. A marca é focada em produtos pra rosto e corpo como óleos corporais, sachês de chá pra banhos, cremes, sabonetes.   

São duas linhas diferentes. A Ervas do Quintal traz produtos feitos a partir do que a Debora planta na casa dela. Ela tem um jardim com ervas, temperos, plantas medicinais - tudo tipicamente brasileiro e de fácil cultivo. Fazem parte, por exemplo, os sachês de banho, o chá de capim limão gelado e o molho pesto. As ervas são todas orgânicas! A segunda linha, Óleos do Brasil é produzida a partir de pesquisas por produtos típicos de regiões por onde a Debora viaja, seja nos mercados municipais, nas prateleiras do supermercado local, ou as que ela descobre nas conversas com os locais. O sistema é realmente artesanal do início ao fim. 

Você pode montar um kit maneiro para presentear neste Natal a partir de R$45. 

Vendas pelo facebook: https://www.facebook.com/oleosdobrasileervasdoquintal 

8- Caixinha de Brownies - do Salve Brownie 

Quem quer presentear com chocolate, pensa no Salve Brownie, da Vanessa Camiza. Ela tem aquela história linda de empreendedor que larga tudo em uma multinacional pra fazer o que ama, e dá super certo. Eu, que não sou muito chegada a brownies, comi 4 de uma vez! E tem um com caramelo e flor de sal que é a coisa mais incrível que experimentei nos últimos tempos!   

Tem três opções de kit de Natal, a partir de R$14. Encomendas: salvebrownie@gmail.com   

9- Espadrilles - da Lapa 

A Paula Passos e o Pedro Drummond se inspiraram nas linhas, nos arcos, na paisagem, no bonde e no samba para criar a Lapa - uma marca novíssima de espadrilles, que acompanha com graça toda a poesia que a gente encontra lá.    

Custa entre R$79 e R$89. E os pedidos podem ser feitos através do e-mail: falaai@uselapa.com.br. O site vai entrar no ar em breve, mas enquanto isso tem a página do facebook.     

10- Benta Studio 

Conheci o Benta Studio em um evento d’O Cluster. É daquelas marcas que dá vontade de enquadrar as estampas! Tem muita cor e bom humor. Gabriela Garcia e Maitê Lacerda comandam a direção da marca, e além da loja virtual, tem lojinha de verdade pra se deliciar.   

Minha sugestão são os lenços - porque 1 peça pode virar 63 coisas :)

www.bentastudio.com

Showroom Benta Studio | Rua Visconde de Carandaí, nº 20 – Jardim Botânico, 

Ateliê Anas Flats (somente lenços) | Rua Rainha Guilhermina, 249 – 202 – Leblon 

OS/ON | Rua Lopes Quintas, 147 - Fundos - Jardim Botânico

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Domingo, dia 29, é hora de marchar pelo clima

Dia 30, segunda feira, começa a tão aguardada Conferência do Clima (COP-21), quando 195 chefes de Estado se reunirão em Paris para assinarem um acordo global com o objetivo de traçar um plano zerar as emissões de carbono e mitigar os efeitos das mudanças climáticas que hoje são inevitáveis. E no domingo, véspera do encontro, várias cidades do mundo realizarão uma Marcha pelo Clima.  

A Marcha Global pelo Clima terá como objetivo reunir o maior número de participantes, de forma a pressionar as autoridades políticas do país frente aos compromissos climáticos globais e fortalecer o movimento internacional “People´s Climate Movement”, que estimula a realização simultânea da marcha em dezenas de cidades pelo mundo.

Estão previstas caminhadas em todos os continentes, no mesmo dia, em cidades como Paris, Amsterdam, Copenhagen, Berlim, Londres, Barcelona, Roma, Lisboa, Oslo, Melbourne, Sydney, Johannesburg, São Paulo, Curitiba, Cidade do México, Tóquio, Seul e Nova Deli.  

Aqui no Rio, o ponto de encontro será às 10 da manhã, em frente ao Posto 8 de Ipanema. O evento em São Paulo, além da Marcha em si, que sairá às 11h do MASP, inclui ainda oficinas culturais, e a caminhada até o Parque do Ibirapuera, onde, às 17h, haverá um show com Mariana Aydar, Lenine e Arnaldo Antunes. A programação completa está disponível clicando aqui. Entre as organizações responsáveis pela estruturação da marcha estão: Avaaz, Centro Brasil no Clima, Defensores da Terra, Greenpeace, Instituto Moleque Mateiro, Ibase, Rede Carioca pelo Clima, entre outras.    

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Schlierberg, o bairro alemão que lucra com a venda de energia solar

Enquanto por aqui ainda estamos pagando a conta da energia elétrica com bandeira tarifária vermelha, que significa que estamos usando as usinas térmicas na geração, na Alemanha, existe um bairro que produz por mês quatro vezes mais energia do que consome. E solar! E isso ainda gera um bônus anual para seus moradores! Sim, isso é possível. A Alemanha, ao contrário do Brasil, não é o país com a MAIOR potência de geração de energia solar do mundo. Lá, tem meses que a noite é maior que o dia, e dias muito nublados. Mesmo assim, em Friburgo (infelizmente não a nossa), considerada a capital ecológica alemã, um bairro foi pensado de forma totalmente sustentável, e assim, todos os prédios têm auto geração feita por placas fotovoltaicas.

Schlierberg tem uma área de 11 mil m2, e além das placas fotovoltaicas, tem também aquecimento solar para água, captação da água da chuva, e foi todo construído com estruturas de madeira e materiais ecológicos. O sistema de vedação à vácuo faz com que os apartamentos conservem mais calor e seja necessário menos energia para seu aquecimento. O arquiteto responsável é alemão, e se chama  Rolf Dishc 

. Ele é especialista em criar residências e edifícios que utilizam a luz solar, e pensou em responder 3 questões para o desenvolvimento do bairro: o que pode ser viável para gerar energia ecologicamente e com tecnologia solar? Quais são as necessidades urbanísticas e estéticas a serem atendidas? E por último, mas não menos importante, o que é financeiramente viável?  A resposta foi obtida juntando seu conhecimento com o dos moradores locais, e Schlierberg foi projetada de forma colaborativa! Ao todo são 59 residências e um prédio comercial, intitulado Sun Ship (Navio Solar). É nele que fica o estacionamento para os carros usados num sistema de compartilhamento, já que eles têm área de circulação reduzida, pois Schilberg foi pensado para pessoas.

O saldo geral é muito positivo e lucrativo, ao todo são gerados anualmente 420 mil kWh. O excedente de energia é vendido para as redes locais e gera lucro para os moradores. No entanto, o principal ganho é a economia de cerca de 500 toneladas de CO2 que deixam de ser emitidas na atmosfera anualmente, e seriam geradas com um consumo de algo em torno de 200 mil litros de óleo/ano. Porque sustentabilidade pode e deve ser uma alternativa real, bonita, confortável e lucrativa (em todos os sentidos) para nós!

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Black Friday: 10 motivos para você não comprar nada nesse dia!

O Black Friday surgiu nos Estados Unidos, claro, como uma maneira dos comerciantes esvaziarem seus estoques de mercadorias encalhadas para receber outras para o Natal, oferecendo para isso descontos de até 80% em seus produtos. Até aí parece um ótimo negócio comprar presentes de Natal na última sexta feira de novembro com mega descontos. Só que não! O Menos 1 Lixo traz hoje 10 motivos pelos quais você não deveria comprar no Black Friday!  

1 - Você vai acabar comprando o que não precisa. Não sei o que tem na palavra promoção que ela libera uma substância no cérebro que faz com que você tenha um impulso desenfreado de comprar aquela coisa. Seja ela um porta moedas que você nunca vai usar, ou um sofá novo que nem cabe na sua casa. Mas tá tão baratinho...  

2- Quando você precisa muito de uma coisa você não espera até um dia específico para comprá-la.  

3- Os descontos americanos podem até ser de 80%, mas aqui no Brasil a maioria das marcas acaba usando esse dia como forma de desovar mercadorias encalhadas com um desconto pequeno, em torno de 20%, mas como anunciam Black Friday, a impressão é que você está fazendo um ótimo negócio. O Black Friday esse ano será muito parecido com os descontos que já vêm sendo praticados pelas marcas há meses. Com a crise, a maioria das lojas já diminui preços, reduziu juros, isentou IPI. Então a grande vantagem da compra com desconto não está mais localizada em uma única data.  

4- Existe uma chance enorme de você comprar aquela mercadoria na empolgação e ela nunca ser usada. Compras por impulso geralmente resultam nisso.  

5- 40% dos brasileiros estão inadimplentes no Brasil*.  Isso representa 54 milhões de pessoas! E dessas, mais de 70% estão nessa situação há mais de 1 ano, com dívidas causadas principalmente por compras por impulso e pela ilusão que o parcelamento em mil vezes sem juros traz. Jogar dinheiro fora nunca é uma boa opção. Não, você não quer engrossar as estatísticas!   

6- A pegada de carbono gerada pelo Black Friday é absurda! Ano passado foram 80 milhões de acessos aos sites no Black Friday ao mesmo tempo! Imagina se metade das pessoas comprarem alguma coisa. Essa coisa vai precisar sair de um Centro de Distribuição, que provavelmente fica em São Paulo, para chegar até a casa de quem comprou, e o caminhão usado no transporte vai soltando fumaça e emitindo gás carbônico na atmosfera. E isso contribui pra aumentar o aquecimento global. Sem contar nos impactos da produção e tudo mais... E você ainda querendo comprar só porque tá na promoção?!  

7- O lixo gerado no Black Friday é enorme. Não só de caixas e embalagens, mas também dos produtos antigos que são substituídos pelos novos, porque é realmente uma grande oportunidade e você não pode perder. #sóquenão  

8- Você pode sempre pegar emprestado. Aplicativos como o Tem Açúcar pro exemplo, criam um grande banco de trocas para quando você precisar de uma furadeira, escada, ou algo do gênero. Ou comprar de segunda mão. Assim, ajuda a preservar os recursos do planeta, já que desastres como o do Rio Doce acontecem porque as pessoas precisam de coisas e essas coisas são feitas de recursos. E esses recursos são extraídos na maioria das vezes sem a menor responsabilidade ambiental. E infelizmente hoje a gente tira mais do que a Terra pode regenerar. Com desastres como esse então, nosso déficit tá enorme! Esse ano entramos no cheque especial da Terra em 13 de agosto. #ficadica  

9- Pra garantir que você fez um ótimo negócio, você vai perder um tempo precioso de estar com pessoas que ama, de fazer o que gosta ou simplesmente de dormir.  

10- Porque você simplesmente não precisa de mais uma coisa. Ponto!   E bye-bye, Friday!   *Fonte: SPC - jun/15

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Dicas para uma festa infantil linda e sustentável!

Tenho recebido alguns pedidos de dicas de festa infantil sustentável aqui no Menos 1 Lixo, e convidei a minha amiga Heliene Oliveira, que fez a festa da filha dela com tema Amazônia com direito a desafio Menos 1 Lixo (pra quem não leu, texto imperdível aqui) pra compartilhar com vocês o que ela tem feito por aí! Quando a Fe me chamou pra escrever esse texto, pensei muito em como a sustentabilidade e a simplicidade se conectam. Simplicidade é a nova Sustentabilidade. Fato. O movimento da simplicidade não é novo, mas só começou a bombar há pouco tempo. Duane Elgin plantou a semente lá em 1981, definindo a “simplicidade voluntária” como um estilo de vida onde se decide: "usar menos, gastar menos, demandar menos” - mas só agora o movimento começou a ganhar tração. É uma decisão. Ou seja, não é o estilo de vida que cai no seu colo porque o país está em crise ou porque você perdeu o seu emprego. É voluntário! O desafio é que a sua festa seja simples e sustentável. Por isso, cuidado com a armadilha: uma festa pode ser sustentável, sem ser simples. Não caia no erro de achar que basta "brifar" um decorador de festas, comprar pratos, talheres e copos de papel reciclado, servir suco verde e doar os presentes. Se for faraônica, a festa pode *até* ser sustentável, mas não é simples. Mas na simplicidade vai ter muito mais envolvimento, mais mão na massa e mais conexão.   

1-Decisão

Quando se trata de sustentabilidade, as pessoas têm mania de grandeza. Ficam planejando o dia que, finalmente, vão comprar a tal caixa da compostagem; que, finalmente, vão instalar os painéis solares; que, finalmente, vão se mudar para aquela ecovila auto-sustentável, no meio da mata nativa, com 4 nascentes, reflorestamento permacultural, vaquinhas e cabras, cata-ventos e biodigestores. Enquanto não chegam lá, ficam no que eu chamo de limbo da culpa.Não fazem o grande, mas também não fazem o pequeno.

Fazer uma festa simples e sustentável está na categoria de decisões em prol da sustentabilidade que geram pouca fricção no nosso modus operandi. Requer um pouco de planejamento, disposição e pronto. É só fazer a primeira, que depois fica tão automático quanto levar a sua sacola para o supermercado e recusar os benditos copos de plástico que teimam em aparecer no seu caminho. Então decida pela primeira!   

2 - Mantra da Simplicidade 

Tem que ter muito foco no: “usar menos, gastar menos, demandar menos”. Isso inclui não substituir um consumo por outro. Portanto, para cada decisão de consumo sobre a festa, minha dica é sempre voltar para o mantra da simplicidade. Se você vai "usar menos, gastar menos e demandar menos" - manda bala! Então vamos à parte e mão na massa!   

3- Convite

Completamente dispensável procurar um papel-reciclado-amigo-do-meio-ambiente. Completamente dispensável imprimir seu convite em um papel-reciclado-plantável-ecológico-eartesanal. O convite não precisa de papel e ponto. Não significa que vai ficar sem bossa. Para criar um convite virtual incrível, você tem inúmeras opções. Pode se aventurar criando do zero usando o Picmonkey ou algo similar. Pode usar modelos pré-prontos do Evite ou do Paperless Post, sem custo algum. E, ainda, pode comprar por um preço camarada modelos na Elo7 ou na Etsy, que são customizados pelos próprios designers em um prazo médio de até 48 horas.   

4 - Decoração e tema 

Pra decoração, sugiro fazer um garimpo no que você já tem em casa e no que você pode emprestar dos seus amigos. Provavelmente, seu filho vai escolher um tema relacionado ao que ele já gosta mesmo. Isso significa que você já tem algum brinquedo, jogo ou livro em um raio de 1m. Faça uma limpa no quarto dele e leve tudo pra mesa.

Essa foto é do aniversário de 7 anos Sophia, com o garimpo que a mãe Louise fez no quarto dela.

Sobre bexigas, ou balões de aniversário: quem criou a instituição das bexigas? Quem disse que festa precisa de bexigas? É mais um lixo evitável. E não vou nem discorrer sobre o assunto.   

5 - Comes e Bebes

Tenta não contratar ninguém. Faz um passeio na feira e no supermercado. Pede para as avós fazerem alguns pratinhos. Deixa tudo à mão em uma mesa - e os convidados se viram. Até para criança fica mais fácil. Com as bebidas, deixa tudo em uma tina. Arranja umas suqueiras para a água e o suco, que são os bestsellers, e pronto! Só lembra de não ser tão radical e extremista. Festa simples e sustentável não significa uma mesa inteira com petiscos veganos, funcionais, sem glúten e sem lacto. É uma festa infantil! E não são todas as crianças que crescem à base de suco verde. Pode ter açúcar. Nunca vou me esquecer da carinha de decepção do meu filho depois que a piñata estourou na festa de um amigo. Depois de toda expectativa, de toda a luta pela sobrevivência naquela hora em que todas as crianças se atracam na guerra-pós-piñata-estourada, ele conseguiu catar algumas caixinhas. Veio correndo me mostrar. Quando viu do que se tratava, a alegria se evaporou em 2 segundos. Disse ele, em uma velocidade letárgica: “é uva passa, mamãe!”. Mães, uva passa não conta como doce!

 6- Presente

"Uma festa sustentável não combina com presentes." 

A ideia parece linda até você tentar convencer seu filho de 5 anos. Não precisa! Deixa ele ter a experiência de ganhar os presentes. Não precisa arruinar isso. A dica é: até a festa de 2 anos - peça uma substituição do presente para os convidados. Até essa idade você pode fazer isso sem causar nenhum tipo de trauma no seu filho. Vai por mim! Mais: você pode dar a chance dos convidados deixarem um legado para o futuro. Sabe como? De tudo o que eu vi até hoje, o exemplo mais legal foi na festa de 2 anos da Anna, filha da minha amiga Cris Wegmann. A Cris pediu para os convidados levarem de presente algumas palavras - uma carta de dicas para a vida da Anna. Também pediu para que cada um levasse a flor que mais gostava.A ideia era que os convidados trocassem as flores entre si!

Depois de 2 anos até a idade que você conseguir uma aceitação (sem forçar a barra) da festa de aniversário sem presentes, peça para os convidados embrulharem os presentes em folha de jornal, folha de revista. Vai ser divertido!

Próxima fase: seu filho, finalmente, se sensibilizou com a causa! Agora, é hora de deixar que ele brinque com essa possibilidade e seja o “dono" da causa. O Cadu, por exemplo, criou uma hashtag e uma competição. Pediu de presente latinhas de leite em pó e, ainda, lançou a meta: ele queria 100 latas! Os amigos se mobilizaram e a meta foi batida logo com os primeiros convidados. Palmas para o Cadu!   

 

7- Lixo

Você é responsável pelo lixo dos seus convidados.

Se vai ter presente, você já solucionou o problema do papel de presente, dando a dica do jornal, da revista e da criatividade. Daria para fazer uma festa lixo zero? Daria!Sem copos, talheres e pratos descartáveis; trocando o guardanapo de papel pelo guardanapo de pano; com comidas de pegar com a mão, etc. Mas eu sei que é difícil. Nesse quesito, se você conseguir usar os talheres, pratos e copos que tem em casa - e deixar os convidados responsáveis pelos copos deles - já está ótimo! Se for uma festa grande e não tiver como fugir dos descartáveis, deixa várias canetas de tinta permanente à mão - e pede pra cada um nomear seu copo, talher e prato, e prefira as opções de papel que se degradam mais rápido. Plástico não se dissolve nunca!! E não esqueçam dos recipientes separados para recicláveis, e orgânicos, isso faz toda a diferença inclusive na educação das crianças, já que exemplo vem de casa!

Tem mais um lixo que as pessoas não se dão conta - desperdício. Desperdício também é lixo. Vejo muito com bebida. As pessoas enchem o copo, a bebida fica quente e lá se vai a bebida para o lixo. Pra controlar isso, a dica de um amigo meu: reduz o tamanho do copo! Segundo ele, que me parece escolado em evitar bebidas quentes :) - ninguém reclama de ter que encher um copo várias vezes, mas todo mundo reclama de bebida quente!   

8- Entretenimento ou animação da criançada

Eu já contratei gente para animar festa.

Mas percebi nos últimos anos que eu passava a festa inteira com os adultos e não me conectava com os meus filhos - justamente no dia mais importante do ano pra eles. Foi aí que na última festa do meu filho, com o tema de agente espião, ele me pediu que eu comandasse as brincadeiras - 15 missões que a gente inventou juntos para os mais de 20 amigos que vieram. Tinha coisas como: achar bichinhos dentro de um balde cheio de geleca, procurar o carro com placa XXX 7777 dentro do estacionamento do condomínio. E assim foi. Depois da hora de cantar parabéns, tudo fluiu organicamente. Justamente quando a mãe, que depois de montar a festa e distrair os mais de 20 mini agentes espiões por horas, já se sentia como se tivesse participado de um ironman sob um sol de 40ºC - as meninas pediram pra colocar uma música. “Pode Shakira, tia?” Pode! E com o meu celular passando de mão em mão, as crianças dançaram na sala, enquanto a mãe se recuperava. Uma festa simples e sustentável flui organicamente.

O irmão criou o precedente para a irmã mais nova. E na última festa dela, com o tema Amazônia (que a Heli contou aqui), eu também sentei pra montar colar de índio, eu também organizei um pega pega - e como a previsão era de chuva, e eu fiquei com medo de não dar conta de distrair tanta criança em um lugar só, chamei (sem culpa alguma!) uma professora de Waldorf para sentar com eles durante 1 hora e fazer arte de índio. A ideia é a mesma dos últimos pontos. Tenta usar menos, gastar menos e demandar menos. Não tem nada mais simples do que a mãe e o pai brincarem com os filhos e os amigos dos filhos.   

 

9- Lembrancinha Taí outra instituição de festa de criança. Ninguém sabe de onde surgiu e porque a gente continua tão apegado a ela.

Quem disse que precisa? Se não tiver como escapar, a dica simples e sustentável é fazer com que as crianças produzam algo na festa para levarem de lembrança. Olha essa, da festa da Julia, com o tema Arte. A arte das crianças serviu para decorar a mesa do bolo, e virou a lembrancinha. Sem contar a hora que eles se distraíram pintando. Créditos para a mãe, Lu Misura, que sempre tem ideias geniais!

A Heli não falou, mas na festa da Bianca ela distribuiu de lembrancinha os copos do Menos 1 Lixo, e daí eu fiquei sabendo de todas essas alternativas incríveis pra criar uma festa mais sustentável! <3   

10- Deslocamento dos Convidados 

Na onda de ser responsável pelo lixo dos seus convidados, pensa que você também é responsável pela pegada que eles vão deixar por causa da sua festa. Pensa no deslocamento deles. Tenta organizar caronas de gente que você sabe que mora perto, e tem lugar sobrando no carro. Na hora da volta, pergunta quem foi de taxi e tenta arranjar uma carona para depois do parabéns. Organizar tudo com uma plaquinha deixa tudo mais divertido!

Pronto, dicas dadas! Uma ótima festa simples e sustentável para todos!! *Nota da editora: quando eu convidei a Heli pra escrever esse post, nem imaginei que as dicas seriam tão incríveis!! Queria deixar só mais uma: mães e pais do meu Brasil, que tal colocar os docinhos como brigadeiros e afins, direto em cima de uma tábua, ou prato, ou cerâmica linda? Por que embrulhar os docinhos em papeizinhos e plastiquinhos que terminam no lixo, misturados aos orgânicos sem necessidade nenhuma?    

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Popstars do bem: uma lista de 10 artistas engajados com a preservação do planeta

Semana passada o Menos 1 Lixo mostrou aqui uma lista de artistas do mais alto escalão e suas exigências completamente sem noção quando o assunto é preservação ambiental. De Madonna a Lady Gaga, passando por Beyoncé, a galera ainda tá meio desconectada quando o assunto é preservar nosso lindo planeta!

Isso mesmo, Riri, mas ainda tem salvação!

Hoje a gente traz uma lista de artistas da cena musical, nacional e internacional, que usa (muito bem!) a sua imagem e relevância pra falar sobre o que está acontecendo no mundo e chamar pra ação milhões de pessoas! Vamos aos nossos musos verdes popstars:    

COLDPLAY

Conhecido por seu envolvimento com a Make Traid Fair, organização que discute e mobiliza para resolução de problemas com países pobres, recentemente o grupo se tornou patrono da organização ClientEarth, que trabalha para proteger o meio ambiente através da advocacia, tentando garantir que as leis ambientais sejam cumpridas adequadamente. Além disso, quando os meninos do Coldplay vieram pro Brasil, o gato do Chris Martin entrou no bis do Rock In Rio com a camisa do Rio Eu amo Eu Cuido!

 Chris, o Rio, o Menos 1 Lixo e o planeta também amam você! <3

PAUL MCCARTNEY 

Sim, na dancinha da palminha com ele: Mr. Paul, que é quase o veterano da categoria muso consciente. De letras dos Beatles que já nos anos 60 pregavam a cultura de paz, até ações como o Monday’s Free, Mccartney merece medalha honorária da causa!

Vegetariano, o cantor britânico é um dos maiores divulgadores da campanha Segunda sem Carne, que tem como objetivo fazer com que as pessoas fiquem pelo menos um dia da semana sem comer carne, e que a gente já falou aqui. Só aquele lembrete, que a indústria da pecuária emite 51% dos gases de efeito estufa do planeta!! Vejam o Cowspiracy pra entender melhor. ;) Ahh, e não podíamos deixar de citar a Stella Mccartney, filha do eterno Beatle, que tem uma marca homônima que não usa couro animal em nada. E as peças são bapho!!   MILEY CYRUS A girl é uma novata se comparada ao restante da lista, mas nem por isso menos relevante. Miley é o ídolo teen de sua geração – seguida por milhões em suas redes, e polêmicas à parte, a cantora, inspirada por Al Gore, decidiu usar seu prestígio e alcance pra falar dos recursos finitos do planeta na letra de “1 Sun” que fala sobre o fato de termos só um sol, um planeta e uma vida. E chama a galera pro jogo, pra sair da mesmice e fazer alguma coisa enquanto é tempo. Pra quem quer saber mais, clica aqui!

 JACK JOHNSON 

 Que Jack Johnson é lindo, todo mundo sabe. Mas que ele ganhou o título de Embaixador da Boa Vontade para o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente é novidade pra muitos. O cantor, formado em matemática, já coloca há tempos mensagens de preservação ambiental em suas letras, inclusive criou uma série de músicas em que aborda o tema de forma mais direta voltada para o público infantil. 

 

Nesse ano, no dia mundial do clima, o cantor visitou as Bahamas à bordo do navio do projeto de pesquisa 5 Gyres Sea Change, com o objetivo de promover alternativas ao uso de plásticos descartáveis, e entender melhor que tipos de plásticos estão sendo descartados no mar, de onde vêm e como as correntes chegam nas praias. Mais Menos 1 Lixo impossível!   

GILBERTO GIL 

Nosso grande cantor e compositor é uma das personalidades do showbizz mais sensíveis às questões ambientais, sendo presença constante em importantes fóruns e encontros sobre o tema, aqui e lá fora. 

 

"transformai as velhas formas do viver..."

Em 1989, preocupado com a sujeira dos mares baianos na época em que era vereador da cidade de Salvador, Gil criou a Fundação OndAzul, através do Instituto Aqualung, com o objetivo de alertar sobre a necessidade da preservação das águas. De lá pra cá a entidade lançou diversas campanhas locais e nacionais. Além disso, há vários anos que o Expresso 2222, o camarote de Gil no carnaval da Bahia, assumiu práticas e soluções sustentáveis em sua produção: uso de material de demolição, reaproveitamento da água, separação de lixo reciclável, uso de mão de obra e fornecedores locais, materiais certificados e biodegradáveis, entre outras ações que vêm sendo implementadas a cada edição visando sempre reduzir ao máximo o impacto dos dias de folia no meio ambiente. Eu lembro de ter ido ao Expresso 2222 em 2009 e eles já usavam pratos e copos compostáveis, quando ninguém falava sobre isso. Muso, muso, muso!

TONI GARRIDO

O cantor e compositor, fundador da banda Cidade Negra, Toni Garrido, é um dos defensores e apoiadores de uma interessante campanha ONE LESS DEGREE, em prol da diminuição do aquecimento global: simplesmente pintar de branco os telhados da casas e edifícios, o que faria a temperatura local cair em 01 grau!

A eficácia da campanha do Green Building Council Brasil é sustentada por dados do Lawrence Berkeley National Laboratory, que apóia a ONG. Segundo os estudos, os telhados brancos podem diminuir os efeitos da incidência solar. “Estima-se que, para cada 100m2 de cobertura pintada com cor branca, são compensadas 10 toneladas de CO2 emitidas/ano”, explicaThassanee Wanick, fundadora e presidente da ONG. Ou seja, para cada 01m2 poderiam ser compensados os poluentes produzidos por um automóvel durante um ano inteiro!! Imagina isso em larga escala!

Eis alguns dos benefícios dos telhados brancos: diminuição das ilhas de calor de prédios e casas; diminuição da emissão de CO2; ajuda a refletir os raios solares de volta para o espaço; fácil aplicação e pouca manutenção; resultado imediato e alto impacto; reduz custos com ar condicionado e ventilador; e ação eficiente no combate ao aquecimento global. Porque se o sol brilhar por nós e criar uma estufa, aí sim, o que faremos, né, Toni?   

BONO VOX 

Bono dispensa apresentações. Ele apoia campanhas contra a intolerância religiosa, além de outras ações humanitárias, que de forma indireta se conectam com clima e meio ambiente.  Bono já foi indicado três vezes ao Prêmio Nobel da Paz. #sóisso...

SHAKIRA

Shakira bota pra jogo todo seu rebolado quando o assunto é cidadania como um todo. Com sua Fundação Pés Descalços ela realiza uma série de ações na Colombia através do estímulo à educação: desde 2004 ela já inaugurou seis escolas públicas sustentadas pelo apoio privado em comunidades e periferias de cidades colombianas. Juntas elas beneficiam mais de 67 mil crianças e adultos.  Recentemente ela esteve na conferência dos Global Goals, em Nova York, e ao lado do Papa Francisco e Malala, entre outros, chamou atenção para os próximos objetivos do Milênio.

Linda, poderosa e musa WAKA WAKA* (obedeça-me, em dialeto fang)

É pra obedecer mesmo porque ela representa muito! ;)

LENINE

Lenine já está antenado com os desafios da humanidade faz tempo, e há anos colabora com grupos como o Witness (ao lado do músico e defensor dos direitos humanos Peter Gabriel), Rain Forest AllianceSOS Mata Atlântica, WWF (World Wide Fund for Nature), Projeto Albatroz Brasil, Orquestra Sinfônica Heliópolis, campanha Ser Diferente é Normal, do Instituto Metasocial, Projeto Tamar, entre outros. Ufa! A lista é grande mas ele não para por aí. No primeiro semestre deste ano, realizou a turnê Música e Sustentabilidade Numa Só Nota.  Com ela, o cantor pernambucano levou shows especiais para 12 importantes projetos socioambientais pelo Brasil, promovendo encontros com as comunidades, e os gestores desses projetos. Lenine acredita que sua música é além de entretenimento, educação. Nas palavras dele:  

 

Pra saber mais dos projetos que receberam a turnê, clique aqui Momento tiete: Lenine, sou muito sua fã!!! E quero te convidar pra ser embaixador do Menos 1 Lixo. Se alguém tiver o contato do empresário, envie pra gente!? Grata, a gerência!   

Michael Jackson 

E pra terminar em grande estilo, ninguém menos que o rei do pop, Michael Jackson, que em 1995 lançou sua “Earth Song” pra falar sobre a destruição do planeta. O clipe é impecável, e infelizmente 20 anos depois, ainda é super atual. Aperte o play e junte-se a nós nessa lista de gente do bem, começando pelos pequenos gestos, salvando o planeta 1 copinho por vez! Porque não tem que ser astro da música pop pra se engajar, não é mesmo?! 

 

E momento jabá: pra quem ainda não comprou o seu, o link do copinho tá aqui. É ele que ajuda a manter o movimento, #ficadica! ;)

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Crônica I Sobre o que Curitiba, minha filha de 6 anos e 1 copo me ensinaram

Curitiba imprimiu alguns legados na minha vida. Dez anos e 840 km me separam da cidade onde nasci, mas algumas lições de lá continuam vivas. Corta para a minha infância. Eu fui mais uma, dentre tantas outras crianças, que levou o conceito de separação do lixo para dentro de casa. Não tinha como resistir à Família Folha cantando: “Lixo que não é lixo. SE-PA-RE!”. 

Mais uma lição. Uma campanha publicitária, protagonizada por alguns “animais” e posicionada na divisa da ingenuidade com o nonsense, foi responsável por reduzir 85% das infrações abordadas. Funcionou porque ninguém queria ser a perua que parava em fila dupla, o rato que furava o sinal vermelho e a anta que bloqueava o cruzamento. Quando eu era pequena, ficava de olho no meu pai, o motorista da casa. Depois que tirei minha carteira de motorista, a imagem da anta passou a me assombrar. Se existe 5% de possibilidade do meu carro bloquear o cruzamento, eu não saio do lugar. Podem buzinar, cariocas - mas eu não saio. :)

Fico imaginando o efeito que essas duas campanhas simples provocaram nas crianças que cresceram em Curitiba na década de 80. Hoje, essas crianças já são pais de outras crianças. Ou seja, as campanhas de separação do lixo e de conscientização dos motoristas já impactaram 3 gerações: as crianças da década de 80, seus pais e seus filhos. Não separávamos o lixo porque estávamos preocupados com a pegada ecológica ou porque tínhamos medo do lixo dominar o mundo. Era muito mais simples. Na lógica infantil, a gente separava o lixo porque não havia motivo para não separar. Se o lixo não é lixo: SE-PA-RE!

Todo esse preâmbulo para chegar, finalmente, nas lições que Bianca, a minha filha de 6 anos, e 1 copo me ensinaram.

1- Sobre a responsabilidade em criar a conexão dos meus filhos com a natureza

Com 4 anos, Bianca fez um drama enorme assim que chegamos em uma pousada em Secretário. Afastada da civilização, a pousada tinha um quê de roots, e além da cachoeira que formava uma piscina, parecia ter todos os tons de verde. Um sonho! Mas antes mesmo das malas chegarem no quarto, Bianca aliciou o irmão para sabotar a viagem. Plantaram-se firme em posição de “não-estamos-dispostos-a-negociar” e decretaram com voz de choro: “A gente quer voltar para o Rioooo!”. “Por que?" - perguntou a mãe incrédula, já sentindo uma enorme culpa por ter criado filhos tão urbanos. “Porque aqui tem muito bicho, mamãe!! Tem abelha, aranha, mosquito. A gente quer voltar para o Rioooo!”.

Nesse dia, passei a pensar mais seriamente sobre a minha responsabilidade por conectá-los com a natureza. E quando eu falo natureza, não é aquele pedaço de verde que você encontra em um resort 5 estrelas, com uma equipe barulhenta de recreadores - é natureza de verdade! Incluindo espaço para contemplação, integração e uma verdadeira conexão. Correndo contra o tempo, comecei a engajar os pequenos na vida fora do asfalto - o que incluiu mais banhos na cachoeira e trilhas na mata, tudo isso a 5 minutos da nossa casa. Na Chapada Diamantina, nosso último destino de viagem, as diversões incluíram: observar sapos depois do jantar, procurar espécies novas para poder batizá-las com um nome esdrúxulo e discutir infinitamente se a cobra coral que a gente viu na Cachoeira do Mosquito era falsa ou verdadeira.

Pra quem ficou curioso: a negociação de Secretário foi resolvida com uma competição. Quem conseguisse tirar fotos do maior número de espécies diferentes, ganhava um prêmio. Não lembro o que ofereci como recompensa, mas conseguimos ficar a semana toda na pousada-que-tinha-muitos-bichos. E, pasmem!, a brincadeira do segundo dia já envolvia alimentar aranhas com mariposas.

Bianca, obrigada pelo drama em Secretário!

2- Sobre a conexão com a Amazônia

Só tive a oportunidade de conhecer a Amazônia em Janeiro deste ano, quando levei meus filhos para lá. Enquanto o nosso barquinho cortava o Rio Negro constatei que a minha conexão com a floresta era quase inexistente. Amazônia, para mim, significava a etiqueta de “pulmão do  mundo”, as imagens dos seringueiros do livro de Geografia da quinta série e aquela parte do vôo de volta dos Estados Unidos que demora horas pra cruzar. Ou seja, até então, o meu relacionamento com a vida deste espaço de terra era tão íntimo quanto o que eu tenho com o Polo Norte.

Ficamos em uma pousada sem frescura. Acordávamos com o sol e dormíamos com a lua. Na bagagem, para distrair, tínhamos apenas alguns livros. Várias noites preferimos desligar o ventilador para dormir com a música dos bichos. As crianças brincaram de pega-pega com os filhos dos ribeirinhos, e na hora do esconde-esconde valia mergulhar no Rio Negro e subir nas árvores, dividindo os galhos com alguns macacos que apareciam por lá.

Foi uma experiência mágica. Por isso, na hora de escolher o tema da festa de 6 anos, Bianca foi categórica: “Amazônia, claro". Porque não tem conto de fadas que se compare com o enredo que vivemos lá! Se a viagem de Secretário foi a introdução dos pequenos ao mundo encantado da natureza, essa viagem para a Amazônia foi a consagração desse relacionamento.

Bianca, obrigada por me livrar de mais uma festa de princesa! :)

3- Sobre o copo

Quando voltamos para Manaus, pegamos outro barco para ver o encontro das águas - onde Solimões e Rio Negro travam uma dança linda, sem se misturar. Foi lindo, mas também feio. Encontramos uma quantidade absurda de lixo boiando na água. O barqueiro esqueceu da gente por alguns minutos para recolher uma parte. Foi ali que Bianca e Nicholas entenderam que o barqueiro não poderia recolher o lixo todo, mas que o pouco que ele conseguia carregar já era o suficiente.

Lembrando desse episódio, ficou batido o martelo na lembrancinha da festa de 6 anos: copinhos do menos1lixo. Ela já tinha me ouvido falar sobre o projeto e eu já tinha mostrado  alguns vídeos do instagram. É o máximo, claro - mas confesso que fiquei pensando na reação das crianças. E pra entrar no clima, Bianca e o irmão ainda quiseram fazer o desafio na própria festa. Adultos e crianças deveriam contabilizar toda vez que economizavam um copo de plástico. As crianças tinham os copinhos, e para os adultos juntei todos os copos da casa - no melhor estilo mix and match :) Foram mais de 150 copos de plástico economizados!

O que eu mais gostei de ver durante o desafio:

Ao contrário de adultos, que já vi fazendo mea culpa quando falam para os convidados colocarem os nomes nos copos para evitar desperdício (por que a gente sempre fica com medo de parecer o eco chato, hein?), Bianca estava completamente desprendida. Os amigos chegavam, ela explicava o porquê de incorporar o copinho e pronto. Ponto final!

Um amigo falou: "mas o copo é a lembrancinha?"" Ela respondeu, na maior inocência (ou, quem sabe, na maior cara de pau): “Sim. E, olha que legal, você usa aqui e ainda pode levar pra casa!”

À medida que a criançada foi marcando com um “x" os copinhos que deixavam de usar, o clima de competição foi tomando conta deles. E eles foram sentindo que a vitória do menos 1 lixo era tanto para a natureza quanto para eles.

Impacto. Uma mãe de uma amiga da Bianca ligou para agradecer e contar que a filha não largava mais o copo e que, inclusive, já havia dado uma chamada nos copos de plástico da escola de ballet. 

O copo me ensinou com eloqüência sobre como engajar os meus filhos com a responsabilidade - consciência e pegada ecológica. Bianca deu uma aula sobre como engajar os amigos, de um jeito simples e divertido. A gente não precisa ser um eco-evangelista-chato para falar sobre sustentabilidade; e não precisa ser binário (faço tudo pela sustentabilidade ou dane-se a sustentabilidade). Como o barqueiro lá de Manaus, cada um faz o que pode - e isso já pode ser o suficiente.

Encerro o texto agradecendo a Fe Cortez, que me salvou com 30 copos do menos 1 lixo, na véspera da festa. E pela ideia genial de diminuir muitas pegadas pelo mundo. Quando a conheci, o olho dela já brilhava por essa causa. Hoje, fico ainda mais feliz de ver o olhinho da Bianca brilhar por isso.

* A Heli é minha amiga desde antes do Menos 1 Lixo nascer. Curitibana de nascimento, Carioca de coração. Mãe-apaixonada do Nick e da Bibi. Formada em Direito e Administração. Já se mudou de casa, de país e de cidade mais vezes do que os dedos das duas mãos. Pulou direto do mundo das start-ups para empreender na economia criativa, fundando a Madame Tutu em 2012. Desde então, já assinou projetos que vão da Chapeuzinho Vermelho a show do Lenine; de Moranguinho a festa no Morro da Urca; de picnic a casamento. Vem daí o bordão da Madame Tutu "Decoração para todos momentos felizes". Além disso a Heli tem uma visão de sustentabilidade incrível, um projeto lido chamado Flor Faz Bem, que leva flores e beleza pras comunidades, usando voluntários que refazem os arranjos de festas que iriam pro lixo. Porque na verdade, o lixo é só aquilo que sobra quando falta criatividade, né, Heli? ;)

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5 Lugares incríveis pelo mundo para recarregar as energias!

Para entrarmos no clima de #reconexão, decidimos fazer uma lista com os lugares mais lindos e inspiradores ao redor do mundo. A dica é planejar uma viagem de imersão, de reflexão e de busca interior que só a experiência de estar em contato com a natureza pode nos proporcionar. Repensar é preciso. Vamos a lista!   1. Floresta Amazônica, América do Sul. Não podíamos deixar de citar em primeiro lugar a floresta número um do mundo , que representa mais da metade das florestas tropicais remanescentes no planeta e um dos seis grandes biomas brasileiros. A gente sempre fala da Amazônia aqui, seja com dicas de documentários, projetos, imagem inspiração - que é pra ver se a gente acorda e pega no tranco! O mundo inteiro já entendeu o quanto ela é importante para o planeta, e muitas vezes parece que só falta a gente atentar para isso, enxergar o que temos logo aqui - tendo em vista que a maior parte dessa riqueza está em nosso território. Já dizia o maravilhoso Gil: "...o melhor lugar do mundo é aqui e agora".

Reconectar-se com a Amazônia, conhecê-la e lutar por sua preservação e a de seus habitantes (todo tipo de vida que encontramos por lá) é um dever de todos que estão vivendo esse processo de despertar da consciência ecológica, principalmente se houver possibilidade de ter alguma troca com os índios, a população nativa que mais tem a ensinar pra gente quando o assunto é vida sustentável. A Fe Cortez, idealizadora do movimento, passou por uma grande experiência por lá e já contou tudo pra gente aqui   2. Baatara Gorge Waterfall, Líbano A gente nunca ou quase nunca ouviu falar na natureza exuberante do Líbano, não é mesmo? Mas existe! Imagine uma montanha de aproximadamente 255 metros de altura onde nasce uma cachoeira provinda do degelo pós inverno e que cai num incrível abismo, formando uma imensa caverna (Pothole Baatara) no alto do Monte Líbano... É até difícil imaginar esse paraíso que parece ter saído de um filme!

Ou será game?  Os fãs de Lara Croft, amantes do game Tomb Raider,  provavelmente vão acessar toda a memória afetiva e o clima de aventura da personagem ao ver esse lugar - prepare-se pro Déjà vu - 

e mesmo quem não é gamer vai  sentir-se maravilhado diante de tanta beleza!   3. Bonito, Mato Grosso do Sul Poderíamos citar muitas paisagens oníricas que temos por aqui, mas Bonito nos enche os olhos principalmente por ser um grande pólo de ecoturismo em nível mundial, completamente fora do eixo cidade grande Rio/São Paulo. Repleto de cavernas úmidas, lagos azuis e rios transparentes, não a toa está sempre encabeçando as listas de lugares para conhecer antes do grande fechar de olhos...

Sua política de preservação ambiental é modelo, norteada sempre pelos ideais da mínima interferência na natureza. É o paraíso, e é Brasil de novo, só pra gente não esquecer do quanto somos agraciados!   4. Pamukkale,

Turquia Todos os lugares que mencionamos, de alguma forma, envolvem água. Água é quase tudo que somos, nosso corpo é quase todo formado por ela, e, sem ela, não existe vida! E é assunto recorrente no #menos1lixo.

Esse conjunto de piscinas termais, embora pareçam de outro planeta, são daqui mesmo! As imensas e exuberantes piscinas naturais de mármore travertino além de serem lindas, são de grande valor histórico, tombado desde 1988 pela UNESCO. Sem dúvida e literalmente, um grande lugar para imersão!   5. Blue Lagoon, 

Islândia Os países nórdicos tem influenciado muito a moda e o design contemporâneo, mas o grande glamour e preciosidade está bem longe disso tudo, e muito além - mais precisamente na exuberância da natureza deste lugar. Não é de hoje que conhecemos as maravilhas da Islândia, e a Blue Lagoon é um desses lugares que parecem o sonho na vida real. Quem foi que disse que precisa morrer pra ver Deus? Nesse caso, é só abrir bem os olhos!

Impossível não citar Björk,  que para a gente é o símbolo máximo da cultura riquíssima do país!

A cantora é, de fato, uma força da natureza - é assim que ela se enxerga e talvez seja mesmo a melhor definição para um ser tão sensível, indecifrável e maravilhoso como ela. A ideia de que somos parte de um todo conectado sempre esteve em suas canções, e ela já usou todas as formas possíveis de representar para mostrar isso para nós. Citá-la nesse post é um clichê necessário. Björk grita NATUREZA, a grande mãe!

E pra fechar e mostrar definitivamente que a Islândia é o poder quando o assunto é natureza, não poderíamos deixar de citar as Luzes do Norte.

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Sim, mas é melhor nem tentar explicar o fenômeno aurora boreal porque faltarão palavras diante de tanto! Contemplar e tentar captar as mensagens desse belíssimo espetáculo já basta.

Depois dessa lista, você ainda precisa de alguma coisa?  É pra doar, vender tudo e correr já pras montanhas! ;)

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TESLA, os carros elétricos de luxo!

Os revolucionários automóveis elétricos de alta performance da empresa estão entre os mais desejados do mundo e apontam para um futuro com muito menos poluição! Apesar dos lobbies em contrário por parte da indústria do petróleo, há pelos umas duas ou três décadas a indústria automobilística projeta automóveis movidos a energia limpa para, num futuro já não muito distante, poder produzi-los para consumo em massa. O problema é que até pouco tempo atrás as opções que chegaram ao mercado eram bastante frustrantes: baixo desempenho, pouca autonomia, acabamento e conforto deixando a desejar e, pra piorar muito, um preço final altíssimo e proibitivo para o consumidor.

Contudo, impulsionados pela crescente demanda do consumo consciente, nos últimos anos os fabricantes de diversas partes do mundo conseguiram começar a produzir carros movidos a eletricidade com menor custo. Mesmo assim, apesar dos subsídios, da emissão zero de poluentes e da direção silenciosa, pelos mesmos motivos citados acima esses modelos disponíveis se mostraram pouco atraentes para a maioria dos motoristas. Mas, há cerca de três anos atrás, um projeto de um empresário visionário, o sul africano Erlon Musk, surgiu para revolucionar e virar a indústria automobilística mundial de cabeça pra baixo: em junho de 2012 o carro TESLA Model S foi lançado no mercado. Com desempenho impressionante, design elegante, espaço interno invejável, acabamento de luxo, e preços a partir de 50mil dólares, o carro TESLA surpreendeu e ultrapassou – e muito – qualquer expectativa. A imprensa especializada caiu de amores pelo bólido, levando consumidores à loucura e fabricantes a morrerem de inveja: agora todos querem ter um, e todos querem imitá-lo.

Dois motores elétricos, um dianteiro e outro traseiro, potencializando assim as 4 rodas e proporcionando uma estabilidade superior, o modelo top de linha P85D (US$ 130mil) tem aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 3,5 segundos. Mais rápido que uma Ferrari! Com uma única carga em sua bateria ele pode rodar mais de 400km, superando a autonomia de qualquer outro carro elétrico já fabricado. Tudo isso sem emitir um grama de carbono e com silêncio absoluto! Ou seja, o TESLA provou ser um sonho que, com sua popularização num futuro próximo, pode se tornar realidade em qualquer ambiente urbano, e trazer um alívio enorme para o planeta. E a idéia é mesmo essa. Em setembro a empresa apresentou – com um bom atraso em seu cronograma – o Model X, primeiro SUV elétrico, ao custo de 70mil dólares.  E prevê pra março o lançamento de seu modelo mais barato, o Model 3, que custará a partir de 35mil dólares, podendo entrar assim no disputado mercado de carros médios.

O segredo está na exclusiva bateria de lítio que a TESLA desenvolveu para construtoras e fins industriais, fornecendo as mesmas para diversas empresas como Daimler e Toyota. Por enquanto a marca não está dando conta de toda a demanda (pode-se ficar até nove meses na lista de espera), mas a construção de uma mega fábrica no estado de Nevada, nos EUA, já está em curso e, dizem, bastante adiantada. Com isso a empresa anunciou que em breve também produzirá baterias para fins residenciais, no que já se prevê a chegada de outra revolução, no jeito de morar. Enquanto isso, outras montadoras como Mercedes-Benz, BMW, Volvo, Audi, etc, correm para apresentar seus modelos elétricos de alta performance e não ficarem de fora deste filão que, como sabemos e esperamos, não pára de crescer. Alguns já estão sendo anunciados e a China, por exemplo, um dos países que mais sofrem com a poluição, entrou com força nesta competição, que inclui até a Apple e o Google! Nessa nova onda ganhamos todos, sobretudo o planeta!

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Crônica I O quarto novo do meu filho com pegada #Menos1Lixo

Lembro como se fosse hoje quando a Fe me contou do projeto menos1lixo e da sua proposta de reflexão... estávamos na praia, em pleno verão carioca e Joaquim ainda era bem bebê. Lembro bem pois a "reflexão" deu certo comigo. Saí dali pensando muito sobre todo o lixo desnecessário que geramos, sobre o consumo exagerado e sobre como nossas atitudes influenciam e podem salvar o planeta.

Engraçado pois não sou uma pessoa insensível ao todo, então já me preocupava com o planeta e me considerava consciente, mas o fato de refletir em como um copo pode fazer a diferença me mostrou que posso ir muito além. Desde então me preocupo mais com o lixo que gero, evito usar embalagens descartáveis e de presente, reciclo TUDO que posso, tento dar/vender objetos que não uso mais, e antes de comprar algo penso muito na sua real necessidade.

Foi com esse "mood" que reformei o quarto do Joaquim, hoje com 1 ano e 8meses. O quarto dele era lindo, era como eu havia planejado, mas não era mais o que ele precisava e nem o que eu buscava para ele. Por um período eu relutei com a ideia de mudar tudo, pois o quarto tinha muito pouco tempo de uso e estava achando a ideia de mudar um exagero da minha parte.

Geminiana nata, não parei de pensar no quarto do Joca até achar uma solução que me deixasse tranquila.... e a solução veio: eu reformaria o quarto, mas todo o dinheiro usado viria das vendas dos móveis e objetos parados, incluindo vários brinquedos e itens comprados no enxoval e nunca usados! Essa solução consciente que daria uma segunda vida a coisas novas, também agradou o papai do Joca (ainda bem)!

Com todos satisfeitos, comecei a anunciar tudo que tinha para vender e a orçar os móveis novos. As vendas aconteceram muito rápido e tive que correr para acelerar os orçamentos. Dessa vez me preocupei em comprar móveis feitos com madeira de reflorestamento e acabamentos naturais, e que trouxessem liberdade e autonomia para meu filho. Nessa mudança toda acabei resgatando alguns objetos antigos e bem legais, como um cachorro de pelúcia que ganhei do meu marido há 10 anos e estava guardado no armário e sem utilidade (o "au au" virou o hit do quarto).

Além de ter adorado o resultado final, esse processo todo me mostrou mais uma vez como temos tão mais do que precisamos. Com isso tudo a reflexão se tornou mais forte e poder passar isso para meu filho não tem preço. E a melhor parte é que ele amou o resultado final! Brinca muito lá e mostra o quarto novo para todo mundo que chega em casa, a coisa mais fofa é ele falando do "au au" de pelúcia.

*Maria Cecília Vasconcelos, a Ceci, é amiga de faculdade da Fe Cortez, executiva de uma grande multinacional, mãe do Joca, e quem apresentou pra Fe as "toucas" de conservação de alimentos que substituem o papel filme pra guardar comida na geladeira!

Fizemos uma galeria super inspiração! Veja:

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Crônica: comida pra viagem e as mil embalagens no lixo!

Por diversos motivos – qualidade, sabor, quantidade, variedade, etc, - costumo trazer, sempre que posso, uma quentinha com comida feita em casa para almoçar no escritório. Mas com o corre-corre da vida infelizmente isso nem sempre é possível, e almoçar a comidinha deliciosa lá de casa só rola umas 3x por semana. Aliás, uma dica: como o microondas detona qualquer prato, sempre opto por esquentá-la em banho-maria no meu “poderoso” marmi-quent.

Nos dias em que não rola de trazer meu marmitex, sou obrigado a comer aqui nas imediações do trabalho e, mesmo estando em Ipanema, as opções não são muito animadoras: além de caros (me recuso a pagar mais de R$20 pra almoçar correndo e sozinho), os pratos geralmente são enormes (o que me dá sono logo após comer, não muito agradável para trabalhar). Sem falar quando não são mal feitos e sem personalidade, caso da imensa maioria dos detestáveis restaurantes a quilo e bandejões que, no fim, nunca são apetitosos...

 Então, para comer apenas o suficiente e gastando pouco, acabo optando por lanches das casas de suco próximas. Adoro um cheese-salada com um suco natural ou uma quiche com água de coco.

Pois bem, outro dia fui comprar meu “almoço”, e como tinha que voltar logo pro escritório decidi que ia comer uma quiche de uma loja e um suco de melancia de outra, pedindo tudo pra viagem. Voltei para o escritório e, ao terminar, me dei conta da absurda quantidade de lixo que produzi para comer apenas um pedaço de quiche e 300ml de suco:

1 embalagem de papelão e plástico para a quiche

2 sacos plásticos (cada loja me deu um)

2 talheres descartáveis

1 saco de papelão para o copo de suco

1 copo de plástico 300ml

1 tampinha de plástico para o copo

1 canudo de plástico

1 embalagem plástica para o canudo (embora existam também as de papel, bem melhores)

1 sache de azeite

Diversos guardanapos

10 itens + os guardanapos! :/

Juntei tudo no saco maior e fui fazer o descarte pensando em quantos lanches semelhantes teriam sido vendidos apenas pelos dois estabelecimentos naquele dia.. E o que se dirá no bairro, ou na cidade, ou no país, ou no mundo!? São toneladas de embalagens que vão para o lixo, geralmente sem coleta seletiva, poluindo a natureza em função do “conforto” do cliente.

Mas qual conforto, se por causa de tanto lixo nosso meio ambiente está cada vez mais degradado, piorando e muito nossa qualidade de vida e nosso dia-a-dia? Desde então tenho pensado duas vezes o quanto é realmente necessário pedir comida pra viagem, seja indo à rua pra comprar ou pedindo para entregar.

E estou me mobilizando para adotar algumas soluções fáceis. Separei uma garrafinha plástica que deixo aqui no escritório para reutilizar sempre que vou comprar minha água de coco. E vou providenciar uma espécie de lancheirinha, para deixar aqui também, onde eu possa transportar o sanduíche ou a quiche da vez, com um copo plástico reutilizável para colocar o suco. É só chegar na lanchonete e pedir para colocar na minha viagem! Menos lixo e o mesmo, às vezes duvidoso, sabor! 

* Rafael Millon é jornalista, assessor de imprensa, e colaborador do menos 1 Lixo

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Arte | A decepção de Luis Gispert nos representa!

Ácido e preciso,  Luis Gispert  vai no cerne das questões do agora no que tange o simbólico do consumo de luxo em sua obra Deception, fotografias de carros de luxo customizados com logos de grifes famosas. Sim, isso existe! E é o registro da sociedade iconográfica em que vivemos, com os valores centrados nos signos do capital - forma mais óbvia que encontramos de tornar o status, distinção e poder visíveis, feito, manifestado. Reflexo da lógica de pensar que estamos imersos, do mundo das aparências que o fetichismo do comprar nos aprisionou. Pensar o mercado de luxo

, o tipo de sociedade que essa lógica produz e o quão decepcionante e vazio tudo isso pode ser, é urgente! 

Note que o artista nos leva pra dentro do carro, mais precisamente para o banco de trás .E isso é ele dizendo que a gente ou pertence, ou quer pertencer a esse mundo, na medida em que joga o tempo todo com a lógica do capital, do fetiche do consumo, nessa vontade de enriquecer que nos funda e é quase que impossível lidar com ela. Note também que você até faz parte, mas ele não é seu, e nunca será! É tudo representação. Quem está no comando desse carro? Quem é o dono? E o que importa, está dentro ou fora dele? A cultura do consumo, o excesso, o exagero, em contraste com o natural, belo e simples, nos mostra que o paraíso sempre esteve ao nosso alcance: a saída é por ali.  De certa forma, estamos dentro... E esse carro não leva a lugar nenhum. Perdeu o sentido. Datou. Não te parece cafona esse #wayoflife todo? Esse #lifestyle está matando o que importa, que é o que está fora, o nosso planeta. Estamos morrendo junto, aos poucos. Preparamos uma galeria com as belas imagens (ok, não tão belas assim). Respire fundo, vá fundo e, em caso de emergência, quebre o vidro!  

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Cultura I Semana do clima no Planetário do Rio de Janeiro

Muito se lê sobre sustentabilidade e a necessidade de termos uma efetiva preocupação com o meio ambiente e as agressivas transformações climáticas em curso. Todos os dias e em todas as mídias recebemos notícias sobre novas práticas e tecnologias criadas em prol de uma economia menos nociva ao planeta e mais benéfica à nossa qualidade de vida. Contudo, absorver essas práticas e se tornar um agente transformador muitas vezes não é tão simples ou tão fácil quanto parece. Substituir ou abrir mão de certos hábitos, arraigados há tempos tanto individual quanto coletivamente, é o grande desafio dos próximos anos para alcançarmos uma realidade mais sustentável – e agradável.

Pensando nisso a União Europeia, a Fundação Planetário do Rio de Janeiro e o WWF-Brasil organizaram o "UE Brasil - Clima: Somos Todos Responsáveis” (www.semanadoclima.org.br), evento sobre a questão das mudanças climáticas que contará com a participação de diversas personalidades ligadas ao tema como Vik Muniz, Gilberto Gil, Sonia Bridi, Pedro Paulo Diniz e João Amorim e outros.

As atividades, para públicos de todas as idades, acontecem de hoje 30/10 a 5/11 no Planetário da Gávea. Com diversas atividades, incluindo exposições, palestras e oficinas, o evento tem como objetivo aproximar os indivíduos do problema e tentar revelar em que medida cada um de nós é responsável pelo aquecimento global e as perigosas mudanças climáticas que dele decorrem, apontando também as possíveis soluções e atitudes que podemos tomar.

Dentro da programação, podemos destacar a instalação “In Love we Trash”, com o uso de sacolas plásticas realizada pelo coletivo espanhol Basurama (30/10); a projeção do filme Lixo Extraordinário seguida de debate (31/10); o desfile e as oficinas do estilista Joel de Souza, que utiliza de roupas e acessórios de materiais reciclados (01/11); as diversas palestras com nomes como Pedro Paulo Diniz (empreendedor ambiental), Sonia Bridi (jornalista da Globo, especializada em Meio Ambiente), Tião dos Santos (protagonista do filme Lixo Extraordinário), entre outros especialistas brasileiros e europeus (3 a 5/11), e o debate sobre Clima e Cultura (05/11).Confira a programação completa pelos links abaixo, e boa imersão! www.semanadoclima.org.brwww.facebook.com/semanadoclima

www.instagram.com/semanadoclimawww.twitter.com/semanadoclima

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Movimento QueroQuero: feito por pessoas que fazem a diferença

O bem se prolifera. Desde que começamos o Menos 1 lixo, conhecemos vários outros projetos, movimentos, pessoas que também dedicam seu dia a dia às causas ambientais e muitas outras interligadas. Os caras que limparam o morro e iniciaram um trabalho de conscientização sobre o descarte do lixo, o que transformou o lixão em um parque ecológico, a Regina, com o Favela Orgânica, o pessoal da Junta Local, a galera do Engajamundo e muito mais. Porque sim, são muitos. Sem contar as pessoas que começaram utilizando o nosso copinho e, hoje, acompanham a gente para saber como ser consciente diariamente. Pois bem, eis então que nos apareceu mais um movimento encantador: QueroQuero. E sim, nós queremos!

Há apenas quatro meses "no ar" ( através da Conservação Internacional, CI-Brasil, 1990), o movimento tem a proposta de conectar jovens de todo território brasileiro - que possuam modos de vida distintos e desenvolvam ações nas comunidades onde moram, para contribuírem para um país mais sustentável, mais inclusivo e justo, e com melhor qualidade de vida para todos. A plataforma utilizada para tal  conexão é bastante conhecida - Facebook, e já conta com mais de 50 mil participantes da comunidade.

“O desafio da sustentabilidade é geracional. A transição para um futuro mais sustentável carece de novas lideranças, precisamos preparar os jovens e criar espaços para que eles possam se engajar nesse debate”

Enfatiza Rodrigo Medeiros, Vice Presidente da CI-Brasil, organização ambiental que realiza a iniciativa. “Esse desafio global passa por um reconhecimento da cultura e do saber local, e em um país diverso como o Brasil, precisamos reconhecer e valorizar essa diversidade como elemento de transformação.  É o que buscamos com o Movimento QueroQuero”.

Apesar do trabalho envolver todo o Brasil, a  organização têm áreas prioritárias de atuação, entre elas: Escudo das Guianas, Tapajós, Centro de Endemismo Belém, BR-319, Três Fronteiras e Costa Equatorial. Todas elas na Amazônia, por ser uma prioridade global da Conservação Internacional. Já os temas que prevalecem na causa são: mudanças climáticas, políticas públicas, conservação em comunidades indígenas, agricultura + pesca + extrativismo. Na campanha "A Natureza está Falando", a ideia é inspirar a sociedade e promover o debate sobre a importância da natureza para o bem estar humano. 

 

 “Além do Facebook, os jovens podem utilizar outras redes sociais como Instragram, Snapchat, Whatsapp com a hashtag #euquero. "A plataforma é um espaço para compartilhar e conectar diferentes realidades e boas iniciativas”, destaca Fernado Grostein, diretor de cinema e responsável pela Spray Filmes, produtora que está por trás da estratégia do Movimento QueroQuero. Bom, você também pode querer, repensar e agir. O vídeo abaixo foi conhecido através do movimento e, apesar de não constar imagens tão belas quanto o vídeo acima, é a extrema ligação entre o canudo que você não recusa e o lixo gerado a partir daí. Você não precisa ir para o meio dos mares salvar as tartarugas para ser sustentável, a sua consciência pode ajudar daqui, daí, de onde você está agora. É como falamos sempre, são escolhas diárias. 

 
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No fim, a natureza sempre vence!

A artista e fotógrafa sueca Lina Jaros sempre se viu como parte da natureza. Sua infância em uma cidadezinha sueca ajudou muito a formar essa conexão. Quando cresceu, sentiu que já não cabia mais ali, então se mudou para Estocolmo.  Foi quando viu tudo mudar. Suas obras são fruto desse conflito, diz muito sobre essa tentativa de resgate do passado, ao bucolismo de onde nasceu e suas memórias afetivas. Significam o retorno, de quem buscou refujo na solidão e no anonimato da cidade grande, de concreto (mudou-se para fugir dos rumores de cidade pequena, que sempre a perturbaram) e a perda que isso significou, o lamento dessa fuga, de quem nunca se sentiu de fato completa longe de sua essência construída na felicidade e simplicidade interiorana. Sua eterna busca projetada em seu trabalho. Fuga, perda e encontro na arte. Mais contemporâneo que isso, impossível!

“A humanidade é como uma praga explorando tudo que existe, abrindo caminho como um monstro insensível, incapaz de usar a natureza para o nosso bem. Às vezes eu tenho vergonha de ser humana. Precisamos da natureza para sobreviver, mas ela realmente não precisa de nós. Vamos consumí-la e depois de perecermos ela vai voltar a crescer. A natureza sempre vencer no final. Mas eu gostaria que fossemos mais equilibrados, que tivéssemos outras escolhas e prioridades.”

Seus cenários dizem muito: profusão, sobreposição, paisagens oníricas que mexem de fato com nossa percepção, nos fazendo pensar, ativar nossos mecanismos simbólicos de leitura de suas imagens. O incompreensível, o estranhamento, nos faz pensar e construir com ela - Imaginar, compreender, trazer pro nosso universo, achar as respostas no monte de pistas que as imagens vão deixando. A tentativa de traduzi-la é parte do processo de fruição que sua arte proporciona. Ao usar objetos comuns, do nosso cotidiano,  intensifica o nosso desejo de achar respostas, por mais incompreensível e estranho que o ambiente pareça ao primeiro olhar.

E assim, a grande mágica da arte de fato acontece! Tensão e conflito que todo indivíduo traz encenado, materializado e visível. Unindo o contraste e o excesso, o natural e o construído, natureza e objeto, materialismo e essência, a eterna disputa, conflito, luta apocalíptica e ao mesmo tempo esperança. A natureza sempre encontra um jeito.  A natureza contém.

Uma obra muito boa para pensarmos a essência perdida do contemporâneo pós-moderno, a nossa incessante busca do eu e o que de fato importa. Podemos pensar se precisamos mesmo de tudo que a gente acumula ao longo da vida, e quais os sentidos disso tudo para nós. Ainda faz sentido?   > Confira a galeria abaixo: 

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Cultura | documentário "Amazônia Eterna"

Um bom começo seria dizer que a dica de cultura de hoje teve direção de Belizario Franca -  sócio-fundador da Giros,  produção de Maria Carneiro da Cunha e todo um trabalho de uma equipe que enfrentou infinitos desafios para  filmar em cinco estados - Amazônia, Pará, Mato Grosso, Amapá e Rio de Janeiro. Ainda melhor que a ficha técnica, é bom deixar claro que você vai sentir vontade de fazer as malas. Amazônia Eterna é um desses documentários que faz você querer viver o que está assistindo.

Quando "lemos a Amazônia"  por Karina Miotto ou entendemos o que a Fê Cortez aprendeu com a floresta, nos sentimos impulsionados a desconectar da cidade e partir para os rios,  para a mata, para uma energia muito desconhecida ou pouco sentida por aqui. Quando assistimos ao filme, a vontade é seguir para a região amazônica e conhecer de perto a respeitosa relação das pessoas com a natureza. Observar e, interagir, com os moradores,  com as atividades, com a vida que eles têm. Entender como a agricultura, a pesca, a pecuária, podem ser feitas num formato consciente - mesmo com interesses econômicos.  O documentário é narrado e comentado por especialistas ambientais, economistas, pescadores, seringueiros e seringalistas, residentes, índios e etc.  Tudo isso para mostrar o envolvimento de muitas organizações que juntam conhecimento local com estudo científico para fins equilibrados entre quem depende das atividades para viver e quem fornece a vida - o meio ambiente.

  Apesar de não ser um filme apelativo para a causa indígena, em determinado momento ouve-se "os índios preservam porque pensam em seus filhos, netos e bisnetos. Não apenas na geração atual". Nesse mesmo momento, você lembra do que escuta sempre: "água? Não vai faltar por agora. Não preciso economizar, não estarei mais aqui" e se pergunta: "por que no dia do índio não fazem mais que apenas juntar penas nas cabeças das crianças - simbolizando um cocar?" Bom, isso fica para outra hora. De qualquer forma, há um  museu do índio em Botafogo, #ficaadica. Depois de tudo isso, não dá pra não tirar um tempo no fim de semana, ligar o Netflix e se arrepiar com 1h27min. de real descobrimento. Se você ainda está em dúvida, dê o play abaixo!

 

Programe-se para viver o que está assistindo - mesmo de casa, e, principalmente, para levar a mensagem adiante. Assim como tentamos fazer por aqui ;) e assim como a Karina Miotto tá tentando fazer, estudando na Schumacher College, escola dos sonhos, que também já falamos por aqui. Se você quer ajudar e não sabe como, contribua com o crowdfunding que vai ajudar a Karina a pagar os estudos dela, e que fará com que mais vozes influentes preservem a minha, a sua, a nossa Amazônia!

Ah, e pra quem perdeu, saiu na Veja uma matéria de 14 páginas falando sobre a importância da floresta! E como ela é muitoooo importante, a gente fez duas matérias na mesma semana. Vale a pena ler aqui!  

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A ilha autossustentável no Canadá e o que você pode fazer na sua casa

Fuçando o facebook dia desses, encontrei uma matéria daquelas que a gente tá acostumado a ver no Hypeness, mas dessa vez era Casa Vogue, e que fazem o maior sucesso pelas redes porque são incríveis demais até pra gente imaginar! Pois então, dito isso, imagine morar num oásis totalmente sustentável e autossuficiente? Onde a água da chuva é coletada para o consumo, placas de energia solar fornecem a energia necessária, os alimentos são cultivados no jardim e a poluição nem passa perto. Parece um sonho né? Mas é realidade. Construída por um casal canadense que queria ter mais contato com a natureza e se libertar da escravidão da cidade e dos modelos de consumo, a casa, que é na verdade uma estrutura flutuante composta por 12 plataformas, existe há 20 anos, e é chamada por eles de Freedom Cove, ou algo como Enseada da Liberdade.

É claro que a gente ama saber que existe um casal no mundo sendo a mudança, representando os ideais do que é uma vida realmente sustentável é inspirador, é lindo, é fantástico, e é muito bom saber que é possível e que eles existem! <3

Mas, muitas vezes, grandes feitos têm o efeito contrário em nós, podemos nos achar mortais demais para atos heróicos e grandiosos como esses, e, ao invés de fazer com que a gente busque alternativas, acabamos não fazendo nada porque tudo parece complicado, demanda muito tempo ou esforço...  Sabemos que largar a vida urbana e construir com as próprias mãos um oásis é para poucos. E vamos combinar, vivo no mesmo mundo que vocês, ok? "tamo" junto, sabemos que o que não falta é estímulo ao consumo e a estilos de vida que nos parecem ultra maravilhosos, e cada vez mais #tudoqueagentesemprequis  aliao alcance da mão, ou pelo menos a um clique!

Quem acompanha o Menos 1 Lixo sabe que a gente dá valor aos pequenos gestos, e de fato acreditamos que é a partir deles que a mágica acontece, e no caso, a mágica é pensar, se repensar e procurar saídas - formas mais sustentáveis de viver em sociedade. É por isso que a gente começa devagar, com aquela sacolinha que parece inofensiva de mercado, adota o copinho pra deixar de usar descartável, aí vai diminuindo a quantidade de tempo debaixo do chuveiro, e entre uma não descarga e outra, quando vê, tá repensando tudo! Aos poucos a gente começa a se esforçar e, aos pouquinhos vamos desconstruindo essa cultura do descarte em que sempre estivemos imersos, e nesse processo, mais e mais ideias surgem - até que tudo vire hábito! Já falamos aqui sobre várias atitudes do dia-a-dia que você pode tomar para trilhar esse caminho aos poucos, e claro, de forma simplesfácil e, por que não, prazerosa! <3  E já que não dá pra construir a ilha, que tal começar plantando um jardim lindo e de cultivo fácil, ou com um passo-a-passo para ter uma horta caseiracompostagem doméstica. A gente já deu dicas de como economizar bastante na água e na luz e até presentear conscientemente já foi pauta. Tem várias de décor sustentável com tudo lindo (a gente tem muito essa preocupação estética pois sabemos que a maioria das dicas que vemos por aí de sustentabilidade são, digamos, de gosto questionável, não é mesmo?) tá aqui esse tumblr maravilhoso que não nos deixa mentir. Eufemismo e modéstia à parte, a gente faz uma boa curadoria e a nossa meta é sempre trazer o cool, o fresh, o hype da sustentabilidade para o site. Agora, a última e pra mim a melhor de todas - um tutorial que ensina a ser deboas, a nova Bíblia nesses tempos de terror e pânico que estamos vivendo na internet e fora dela, e você chega à conclusão com a gente que ser deboas é ser mais sustentável, divino maravilhoso. Sim, só maravilhosidade! Ser green is the new black!

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Crônica I A parte divertida de uma rotina sustentável

Viver de maneira sustentável dá trabalho mesmo. Não tem jeito. É preciso abdicar de algumas coisas, mudar um pouco a rotina e abrir mão da preguiça. Mas a parte boa é que dá pra fazer tudo isso ser muito divertido. Aquela sensação de mudança às vezes é boa pra dar um ânimo a mais e você ainda vai dormir tranquilo por saber que está ajudando a construir um mundo melhor. Não é inspirador? Eu mudei alguns hábitos depois que comecei a pesquisar e escrever sobre sustentabilidade. Como eu divido apartamento com amigos, fiz todo mundo embarcar nessa comigo e eles adoraram. Tem coleta de lixo no meu bairro e eu sei que eles realmente coletam separadamente o lixo orgânico do reciclável. Comprei outro lixinho pra cozinha e agora simplesmente separamos o lixo. Não dá trabalho nenhum.

Outra coisa legal que eu fiz foi pegar meus aparelhos eletrônicos velhos e colocar pra vender no Redial. Nesse site eles compram seu celular velho que estragou e fazem a revalorização dele com reciclagem ou reaproveitamento. É uma ótima forma de unir economia e ecologia. Para o problema da água não tem muito o que fazer, senão realmente economizar. Uma coisa que eu descobri que não dá trabalho nenhum é fazer xixi no banho, porque uma descarga gasta pelo menos 10 litros de água! Se você conseguir economizar essa quantidade, já vale a pena.

Outra coisa que estamos fazendo lá em casa é usar embalagens reutilizáveis. A gente tenta reaproveitar todas as embalagens de alguma forma. Ou pintamos e usamos de decoração ou inventamos outra função pra elas. Quanto menos lixo a gente gerar, melhor! Antes a gente jogava pelo menos uns 3 saquinhos de lixo por dia. Hoje, conseguimos reduzir pra um! E a maioria é orgânico.Também não usamos mais sacos plásticos de supermercado,

porque plástico é o material mais difícil de ser reciclado. Para substituir, compramos aquele papel grosso de sacola, iguais aos dos filmes e resolvemos o problema.

Fizemos também o acordo de andar de bicicleta ou a pé quando formos para lugares perto. Não temos carro, então a gente faz tudo de transporte público. Acho que só vale pedir um taxi quando a gente volta morto de uma festa, né?

Pra finalizar, reduzi muito os meus gastos. Querendo ou não, o consumo exagerado é o que mais gera problema para o planeta, porque não há espaço e recursos para a produção de tanta coisa. Entrei em grupos de troca no Facebook e consegui móveis usados por um preço incrível e consegui trocar várias roupas minhas. Consegui um monte de peça nova pela metade do valor e sem ficar com peso na consciência. Essas mudanças deram uma injeção de ânimo e resolvemos arrumar a casa toda, deixando ela estilo “sustentável”. Começamos até a plantar nossa própria hortinha na varanda, mas essa eu confesso que dá trabalho. Não vejo a hora de colher o que eu plantei. Parece difícil mudar a rotina, mas depois você pega o ritmo e entende a importância disso tudo. Você sente que o mundo todo é seu lar e é preciso cuidar dele exatamente como você faz com a sua casa. Aquele ditado “o costume de casa vai à rua” nunca me caiu tão bem. São coisas simples que fazem uma diferença enorme a longo prazo!

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Inspiração | O universo em nós

A dica de hoje é completa: musical, visual e cheia de mensagens para quem tem olhos atentos. Tudo simples, em poucas linhas, como esses mestres gostam de fazer, bem minimal, irretocável!

Dreams e Rules é Geoff Mcfetridge + The Whitest Boy Alive juntos numa explosão simbólica de referências e sonoridades, ainda que simples e minimalista. Casamento perfeito entre arte visual e música do nosso tempo.  

O universo em nós

Nada mais conectado com o agora do que a ideia de que somos todos um, porque viemos do um, múltiplo e infinito, e que somos parte desse universo visível e invisível, eu você tudo e todo mundo, um imenso nós - interligado! Transcender, enxergar-se no outro, enxergar-se parte do outro, de um todo muito maior, infinito, faz parte do processo de amadurecimento. Nós somos o planeta. Quando enxergamos isso, a conexão com o todo, cortar uma árvore será como cortar uma parte de nós.

  E quando a mensagem é linda conversa com a nossa alma, vai lá no fundo, onde a gente até esquece que pode ir. Bom, dito isso, wake up! Está na hora do despertar para essa consciência. Mude você primeiro antes de esperar que alguém mude. E tudo vai como uma onda...

E vem... Deixa queimar esse amor do qual você também é feito! <3 

 
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