Embalagens da Indústria da Beleza, você sabe quais se comprometem com o pós consumo?

Vivemos na era do culto à beleza! São inúmeras marcas oferecendo uma quantidade quase infinita de produtos, cada uma delas com uma especificação diferente, para combater as rugas, ter a pele maravilhosa, os cabelos lisos e fortes, o cacheado perfeito, um bronze natural... E a lista é interminável! Em tempos de redes sociais, estamos habituadxs a olharmos para nós mesmxs o tempo todo e queremos cada vez mais gostar daquilo que estamos vendo. Falamos muito sobre isso durante todo o Desafio Armário Cápsula e sobre como a sociedade do consumo vende que precisamos ter para ser.  As selfies com looks do dia que o digam.  

  Vamos unir estética com consciência ambiental? A gente resolveu te dar uma forcinha e falar sobre algumas iniciativas bem legais que contribuem pra um mundo melhor e mais saudável. Vamos nos informar pra consumir de maneira consciente?   P&G A P&G desenvolveu uma solução em parceria com duas empresas especializadas em soluções ambientais, a TerraCycle e a SUEZ, para transformar plásticos descartados nos oceanos em embalagens recicláveis de shampoo da marca Head & Shoulders. Essa edição será inicialmente limitada e disponível somente na França, mas com planos de expansão para outros países. Vamos torcer!   Natura A Natura inaugurou a iniciativa de refil de produtos em 1983, especialmente de shampoos, condicionadores, sabonetes líquidos e óleos corporais. A Natura foi a primeira empresa de cosméticos a oferecer esse tipo de serviço por aqui e por conta disso, virou referência no mercado. O objetivo do projeto é diminuir a produção de lixo reciclar as suas embalagens (todas as embalagens de refis são feitas com alguma porcentagem de materiais reciclados). Parece que assim, a Natura já deixou de colocar no mercado mais de 2 mil toneladas de embalagens.  No site deles, dá pra saber qual a pegada hídrica da marca e todo o impacto ambiental das embalagens e como são feitas. Vale a pena dar uma espiada.  

  Artdeco e Shiseido A Artdeco e a Shiseido também vendem vários dos produtos no sistema de refil. Dá pra montar seu kit com todos os produtos que quiser e depois comprar só o refil, sem consumir uma nova embalagem. E isso serve pra blush, pó compacto, sombra, corretivo... Tudo!   MAC A gigante do mercado, a MAC tem um programa muito conhecido mundo afora, o Back to M·A·C. É bem simples: juntando 6 embalagens vazias de produtos da marca (de vidro ou de plástico), você pode trocá-las por um batom, em qualquer loja MAC do mundo. Aqui no Brasil, as embalagens descartadas são destinadas a uma empresa de gestão de resíduos industriais e viram cimento! Só em 2016, foram 85 mil embalagens que não foram pro lixo! O BoticárioO Boticário

tem um programa chamado “Boti Recicla”, que tem como proposta orientar as pessoas e incentivá-las a fazer o descarte correto dos resíduos. A iniciativa funciona de tempos em tempos com propostas diferentes. Em 2016, por exemplo, na semana de Maio a empresa se propôs a trocar embalagens vazias de seus produtos por itens de maquiagem das suas linhas Intense e Make B, mas você pode levar qualquer embalagem em todas as lojas pelo Brasil, que serão descartadas corretamente.    Quem disse, Berenice? A Quem disse, Berenice? também tem um sistema incrível de retorno de embalagens, o Retorna Berê. A cada 5 embalagens vazias, você consegue um cupom pra retirar um batom.     LUSH E é claro que não poderíamos deixar a musa das marcas sustentáveis de fora, né? Além de uma série de projetos alinhados à sustentabilidade, e também 100% da sua produção sendo feita handmaid, a LUSH tem uma embalagem preta, que já se tornou sua marca registrada, feita de plástico 100% reciclado. Ao juntar 5 delas, é possível devolvê-las em uma das loja e ganhar uma máscara fresca. Assim, a LUSH consegue manter o fornecimento de plástico pras novas embalagens e todas elas fora dos aterros.   A quantidade de lixo produzido pela indústria dos cosméticos é enorme! E isso não é nenhuma exclusividade dela, claro. Qualquer setor que trabalhe com produção em larga escala contribui para essa proliferação do lixo. Por isso precisamos nos conscientizar de que é possível unir produtividade e sustentabilidade. Mas você precisa se implicar nesse processo e consumir marcas que se preocupam com essa dobradinha. Vamos juntxs?

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Tecidos Naturais, Artificiais e Sintéticos

Nossa parceria com a Vivi Cardinali começou no Desafio Armário Cápsula e pra gente é fundamental unir esforços pra levar informação pra esse mundão! E ela, consultora de imagem e estilo (com propósito!), preparou um material incrível pra falar sobre tecidos naturais, artificiais e sintéticos: quais as principais diferenças e os verdadeiros impactos deles pro meio ambiente. Dá um play https://youtu.be/UDQ0dRIwI1M A Fe Cortez também conversou com a Marina Colerato, do Modefica sobre o assunto, dá uma olhada

 
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#eufizoarmariocapsula no Enjoei

A websérie Desafio Armário Cápsula chegou ao fim e a Fe Cortez decidiu fazer barulho com as peças que não entraram na seleção dela: montou uma lojinha no Enjoei e vai usar a renda da venda pro Route, um projeto de preservação ambiental e que põe a mão na massa em ações de limpeza de praia. A ideia é fazer um super evento de conscientização que estamos planejamento por aqui. Mas como não fazemos nada sozinhxs por aqui, a gente quer te convidar a caminhar com a gente nessa nova fase do desafio. Quer saber como? Se você ainda não fez o seu Armário Cápsula, dá uma olhadinha nos episódios da websérie, que tem muito conteúdo incrível pra você começar agora. E os motivos da Fe pra desenvolver esse projeto em 2018. A gente também tem várias matérias por aqui sobre a quantidade de peças e as regras de ouro de como iniciar o processo. Rolou? Então vamos!

  1. Separe as peças que não entraram no seu Armário Cápsula e crie uma lojinha no Enjoei;
  2. Tire fotos bacanas, crie textos divertidos e monte tudo do seu jeito, como foi o processo, tá?;
  3. Ao colocar as peças na lojinha, lembra de acrescentar #eufizoarmariocapsula nas peças, pra gente criar uma rede linda de quem enfrentou o desafio pelo Brasil (e mundo!) todo;
  4. Depois da venda, pegue o dinheirinho e doe pro Projeto Route, nessa página aqui.

É claro que você pode doar pra outras tantas ONGs incríveis de preservação ambiental e também pode doar independente do projeto. A ideia é inspirar todo mundo a fechar o processo do Armário Cápsula com chave de ouro :) Afinal, juntxs somos muito mais fortes!

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O resultado do Desafio Armário Cápsula

O Desafio Armário Cápsula foi um projeto incrível idealizado pela Fe Cortez e desenvolvido à muitas mãos, desde a parceria linda com a C&A, com a Vivi Cardinali, o mergulho do Pedroca no Carnaval, de toda a equipe de produção, edição e de conteúdo... muita gente bacana se envolveu no processo e encarou o Desafio de viver com menos roupa e mais sentido. E, claro, que as estrelas foram as desafiadas, que arrarasam no processo durante um pouco mais de um mês e documentaram tudo ao longo da websérie. A Fe reuniu as meninas pra um bate-papo na Ahlma, dá um play:

 

Mas nós somos inquietxs por aqui e queremos saber mais! Por isso, perguntamos algumas coisinhas pras meninas... Vamos lá?   Josy Ramos   

  O que mais você sentiu falta durante o processo e que ficou na mala? Senti falta de ter muitas opções pra criar, pois com poucas peças, me senti um pouco limitada. Mas vi que era apenas psicológico mesmo (risos). Qual a maior surpresa durante o desafio? Perceber que não preciso ter tanta peça de roupa no meu armário, porque eu realmente acreditava que eu precisava de muito! Quais as maiores tentações durante o processo, pensando no seu trabalho (estar dentro de uma loja e no ambiente de consumo)? Eu achei mais fácil do que eu pensava, acho que minha mente entendeu muito fácil que eu não precisava comprar nada que nem rolou vontade de comprar não. Rolou muita repercussão entre as colegas no trabalho? Sim!!! Todo dia quando chegava ou ia embora elas comentavam dos meus looks e sempre queriam saber como estava sendo esse processo. Você incentivou alguém a encarar o desafio? Tive várias seguidoras que curtiram muito e já aderiram o AC, algumas amigas já me pediram ajuda e estão só aguardando eu visitar o armário delas e fazer a limpa pra começarem o AC.   Ju Shalch https://youtu.be/PSuOwgw07zU   Carla Lemos

  O Armário Cápsula funcionou bem pros dias de home office? Fez sentido? Super funcionou, porque a maior parte dos dias de home office passei de short e camiseta mesmo (risos). Dei uma caprichada nos primeiros dias, mas depois nos dias que não tinha compromisso na rua, fiquei no básico mesmo. O Armário Cápsula foi importante pra pensar como ser mais sustentável de outras maneiras? Nossa, sim! E eu me peguei pensando muito em como abrir e expandir o uso do meu armário pra mais gente, como minhas amigas mesmo. A gente já faz muito isso com casacos de neve, mas talvez dê pra compartilharmos mais os nossos armários de um modo mais regular. Rolou usar todas as peças? Sentiu falta de alguma que não entrou no Armário Cápsula?Acabou que nem usei todas as peças e foi ótimo pra ver que realmente dá pra viver com muito menos, sabe? Mas no final do desafio eu já senti falta de algumas coisas.Você incentivou alguém a encarar o desafio? Muita gente! Espalhei muito a palavra do guia da Vivi pra galera que tava se sentindo insegura. Ray https://youtu.be/zZ5YkwHezf0    

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Reciclado x Reciclável: produtos pro cabelo

Há um tempo começou uma vibração ótima sobre o no poo pros cabelos, uma vertente que defende produtos mais naturais e sem petrolato pra saúde dos fios. As meninas adoram fazer cronograma capilar, com várias vitaminas, óleos, cremes de hidratação, nutrição, reconstrução... Mas e o que fazemos com as embalagens de tantos produtos? Shampoo, condicionador, creme hidratante, etc.? Dá pra reciclar? Bom, as embalagens plásticas dos produtos de cabelo são recicláveis, mas são efetivamente recicladas? Se você tá sempre por aqui sabe que esse processo depende da higienização das embalagens, especialmente porque têm produtos gordurosos, como os cremes. Além disso, é preciso finalizar bastante o produto e não deixar nem um restinho por ali. É sempre importante se informar com as marcas que você gosta, pra ver se eles têm programas de reciclagem e/ou reutilização das embalagens. As embalagens são recicláveis, mas precisam ser bem higienizadas antes do descarte, pra não contaminar os outros resíduos e se existe algum tipo de programa de retorno, melhor ainda!  

  Mas você já pensou em mudar alguns hábitos? Os cremes, shampoos e condicionadores industrializados têm química na composição e contaminam a água de alguma maneira. Se os produtos com petrolato são péssimos pra saúde do cabelo.. que dirá do planeta, né?! Que tal trocar aqueles de farmácia pelos de marcas que pensam na sustentabilidade e no pós-consumo dos produtos? E, melhor ainda, que tal dar uma chance pros sólidos? Hoje já existem várias marcas bacanas e pequenos produtores artesanais que pensam tanto nos produtos quanto nas embalagens. E shampoos e condicionadores sólidos são excelentes! Já eram usados pelos antigos e foram aos poucos substituídos por produtos mais agressivos e, claro, industrializados. Os artesanais são naturais e não impactam negativamente a água e o meio ambiente. E ainda dá pra se arriscar em uma oficina e fazer em casa :)    

Foto dos shampoos sólidos da Cristal, do Um Ano sem Lixo feitos pela Fefa Pimenta Então, é claro que é importante descartar corretamente as embalagens dos produtos que você usa no seu cabelo. Higienize bem e descarte no lixo dos recicláveis. Mas lembra que a taxa de reciclagem do plástico no Brasil é menos de 60%, né? Por isso, tão importante quanto saber como descartar, é o que e onde comprar. Nossas escolhas nos definem e já passou da hora de desenvolvermos um consumo mais consciente. Vamos juntxs?  

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O Armário Cápsula pela galera

O Desafio Armário Cápsula já tá chegando ao fim, mas isso não quer dizer que ele acabou! No décimo episódio da websérie, a Fe Cortez chamou a galera que se inspirou no processo e encarou o desafio pra vida! Recebemos muitos depoimentos e é lindo ver uma comunidade incrível engajada no propósito de ter menos roupa e mais sentido. O empoderamento do indivíduo é uma das ferramentas mais poderosas na transformação do planeta e nós fazemos parte disso. Vamos juntxs? Dá um play!  

 
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Viajando com a mala cápsula

A Fe Cortez contou aqui como ficou o Desafio Armário Cápsula durante uma viagem pra fora do Brasil, que ela foi pra Cancún cobrir o fórum promovido pela The Economist, o World Ocean Summit e pra San Diego na 6ª Insternational Marine Debris Conference da ONU. Lugares com temperaturas completamente diferentes, com ambientes formais, pra passear e muita correria. E aí? Depois de montar a mala cápsula e viajar, será que tudo funcionou? Qual foi o saldo das menos de 40 peças que foram com elas? E como faz pra não lavar roupa? A Fe fez um balanço disso tudo no nono episódio e convidou as desafiadas pra contarem um pouco sobre as suas experiências com malas cápsulas. E, claro, que a Fe não ia perder a oportunidade de desafiar mais uma parceira: a Thais Stevin, do Projeto Route, foi até a Califórnia e encarou o desafio de viajar com o mínimo de roupa possível. Quer saber como ficou tudo isso? Dá um play

 
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Como fazer a escolha de 10 peças para 18 looks

Por Vivi Cardinali   A minha história com o armário cápsula começou em 2011. Quando caiu a minha ficha sobre minha compulsão por compras. Fiz uma primeira limpeza significativa no guarda-roupa que não durou muito, acabei comprando praticamente tudo de novo :( Precisei de mais tempo do que eu imaginava para chegar onde eu queria, mas não desisti. Em 2013 eu comecei a minha jornada de entendimento sobre o meu comportamento de compra e isso sim fez muita diferença no meu processo de remissão. Obviamente, tudo começou com o meu guarda-roupa. Uma das primeiras coisas que eu fiz foi colocar em prática uma proposta muito conhecida de revistas de moda, 10 looks com 18 peças, em média. Eu peguei todas as revistas que eu tinha que faziam esse exercício e estudei a lógica. Eu já era formada como Consultora de imagem e Estilo Pessoal, então acredito que foi um pouco mais fácil para mim. A verdade é que o exercício deu mais certo do que eu esperava. A proposta era muito simples, escolher de forma consciente um grupo de 18 peças de roupas que eu usaria por 10 dias. Dado que eu já tinha percebido que eu usava 20% desse guarda-roupa cheio e que quando fui radical e tirei muito acabei comprando de novo e eu não queria mais passar por isso eu encarei o desafio. Aprendi a pensar muito mais no guarda-roupa, de um jeito tão diferente que as peças que eu entendi que não se encaixavam nele simplesmente foram parar numa lojinha virtual, em bazares ou na casa de pessoas que precisavam mais delas do que eu, doei e a vida ficou mais feliz para as pessoas, para as minhas peças de roupa e para mim! Claro que isso não aconteceu em uma semana, foi um ponta pé importante para me trazer até onde estou hoje, com um armário cápsula. J Além disso, eu queria testar alguns pontos:

  1. Da mesmo pra viver com pouco?
  2. É realmente mais fácil pensar quando se tem menos?
  3. No pouco a criatividade aflora de verdade?

E essas foram as peças escolhidas – não reparem aminha habilidade com as imagens abaixo rsrsr. Perceba que eu contei os acessórios também, algo que não conto para um armário cápsula, mas como eu queria me desafiar, eles entraram na soma:

Os looks que o exercício rendeu:

  Como eu trabalhava em banco na época, o estilo é bem comportadinho, mas perceba que mesmo com uma camiseta super azul royal, deu bastante certo a mistura das peças. Eu poderia ter escolhido uma branca afinal de contas, mas decidi arriscar. Como foi a lógica de escolha:

  1. Escolhi uma paleta de cores – marrom, azul, off-white, cinza e preto somente nos acessórios
  2. Escolher mais partes de cima do que de baixo, mas o pulo do gato mesmo foi o vestido que virava camisa
  3. Todas as peças eram extremamente diferentes uma das outras
  4. Eu amava todas as peças que estavam ali.

E sim, eu consegui comprovar muitas coisas legais: É possível sim viver com poucas peças, maaaaas elas tem que ser boas minha gente e tem que ter cuidado com as bichinhas, porque lavar demais estraga, então as dicas são:

  1. leia a etiqueta da roupa, para ajudar tem um “tradutor de etiquetas” aqui;
  2. Pense antes de lavar — se não suou demais, se não rolou uma sujeira tipo caiu uma comida, ou suco, ou vinho, a roupa pode sofrer um repeteco antes de lavar – quem me conhece sabe que eu faço muito isso até hoje
  3. Tem também receitinha caseira de “desodorantes de roupa” que aprendi para capacetes, acabei testando em roupa e deu super certo: vale ter no armário um borrifador com 2 xícaras de água, 1/4 xíc de álcool, 1/4 xíc de vinagre branco e umas gotinhas da essência que se preferir — basta borrifar levemente na peça que vai pro cabide antes de voltar pro armário, se tira cheiro ruim de capacete, vai tirar um cheirinho de nada da roupa.

  E deu para testar tudo que eu queria? Sim.

  • Melhor ponto de todos: exercitar a criatividade e fazer combinações que nunca tinha feito antes. Parece simples né? Mas só consegui me desafiando.
  • Praticidade: eu tenho preguiça de pensar de manhã e acordar com a solução pronta, foi ótimo!
  • Eu me acomodava com certas peças de roupa e exercitar me fez usar o guarda-roupa de forma mais estratégica no futuro, veja só onde cheguei;
  • Mudei o grupinho de roupas que costumava usar.
  • Esse ponto completa o anterior. Vai dizer que você também não tem uma calça, dentre todas as outras que você tem no armário, que usa toda bendita semana? Confessa vai, todo mundo tem uma ou duas pecinhas assim. Eu fiz questão de não colocar nenhuminha neste desafio para sair do conforto de verdade!
  • Falei nesse post que as peças tem que ser boas, pois bem, eu mesclei peças novíssimas em folha (eu era compulsiva, então tinha muita peça com etiqueta no guarda-roupa) com peças super mega antigas, clássicas e excelentes do meu guarda-roupa;
  • Segundo melhor ponto de todos: Programar antes de colocar em prática, eu testei todos os looks antes, tirei fotos e deixei armazenadas no meu celular e só ordenei de acordo com uma lógica que eu achei ideal para não parecer que eu estava todos os dias com a mesma roupa! O melhor dessa parte? Eu não fiquei nenhum dia olhando pro guarda-roupa com cara de “com que roupa eu vou?”!

É isso, valeu a pena o exercício. E ele pode ser o seu ponta pé inicial também. Vai que você esta acompanhando a Fê e as demais desafiadas e está aí pensando: ok, já recebi meu planner, já assisti todos os vídeos, mas não consigo... :) Ah! Não vai me dizer que você ainda não baixou o planner? Então clica aqui. No oitavo episódio da nossa websérie Desafio Armário Cápsula a Fe Cortez mostrou como montar uma mala cápsula, essa e só mais uma maneira de você experimentar o Desafio caso voê ainda não tenha tido coragem para começar. Dá um play:   https://www.youtube.com/watch?v=_iBTAix6B2U&feature=youtu.be    

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Marcas e sustentabilidade

Nós já estamos quase que cansados de falar que a moda é uma das indústrias mais poluentes do planeta.  Além do uso desenfreado de toneladas e mais toneladas de recursos não renováveis, menos de 1% da produção de uma roupa é reciclado em uma nova peça. O equivalente a um caminhão de lixo têxtil é descartado no mundo por segundo. Os dados são alarmantes. No episódio dessa semana do Desafio Armário Cápsula, a Fe Cortez contou tudo e um pouco mais sobre os impactos da moda pro meio ambiente. Se ainda não viu, é só dar o play aqui:   https://www.youtube.com/watch?v=IfLVPfjqflI   Mas o que podemos fazer para contornar essa situação? Acreditamos que a melhor solução seja através do consumo consciente, ou seja, saber de onde veio o que você compra. Quem fez? Como chegou até a loja? Qual o propósito da marca que você está comprando? Outra solução bem legal é valorizar a produção artesanal e local :) Por isso preparamos uma super lista de marcas incríveis e com iniciativas sustentáveis e eco friendly. Acreditamos na força coletiva e colaborativa pra transformação desse cenário tão preocupante dos impactos negativos da moda pro nosso planeta. Anota aí!   AHLMA@ahlma.cc

A Ahlma se define como uma marca que vai além da marca: um movimento que por meio do autoconhecimento e do cultivo de uma comunidade de parceiros, produtos e fornecedores, busca soluções mais férteis para tudo aquilo que transforma. Com 90% das suas roupas feitas a partir de tecidos recuperados(tecidos que estavam parados nos estoques das fábricas), a empresa reforça em seu discurso que o consumo desenfreado de hoje adoece a natureza. Além de uma linha própria, a Ahlma também funciona como uma multimarca e valoriza o trabalho de pequenos produtores e produtores locais, não contribuindo com a produção em larga escala. Todos os parceiros da marca precisam ter algum viés ligado à sustentabilidade.  

  ZEREZES@zerezes

A Zerezes é uma marca carioca pioneira na produção de óculos feitos a partir de madeira reaproveitada. Nascida em 2012, o respeito com a matéria prima e as pessoas envolvidas em seu processo de produção são dois pilares importantes na empresa. A marca opta por um design que estimule a longevidade de seus produtos, apropriando-se de materiais de baixo impacto ambiental e alto impacto sensorial.

 BIOART

@bioart A Bioart nasceu em 2010 tendo como foco principal a sua distinção no mercado de cosméticos. Com ingredientes orgânicos e a base de vegetais , a marca pensa em cada detalhe que compõem seus produtos, tornando-a referência em biocosméticos no Brasil. Suas eco-make ups à base de argila especial e bioativos selecionados, oferecem maquiagens e linhas de tratamentos bionutritivos com elementos naturais, orgânicos, saudáveis e veganos. Tudo isso sempre alinhado com a consciência em estimular a preservação da vida animal e ambiental. Ah! E tem mais! Todas as embalagens são recicláveis e/ou reutilizáveis.

  ODYSSEE@odyssee_br

A Odyssee nasceu em 2015 quando a Fernanda Nicollini, fundadora da marca, terminava sua graduação em design de moda. Para seu projeto final, deveria desenvolver uma coleção sustentável. Durante a sua pesquisa ela concluiu que seria interessante trazer materiais inusitados para dentro do universo da moda. Foi aí que ela encontrou nos resíduos eletrônicos a perfeita combinação. A Odyssee começou como uma marca de acessórios de moda e atualmente abre diálogo para inúmeros assuntos e linguagens, trabalhando com arte, educação, oficinas e palestras a respeito da reutilização de resíduos eletrônicos, upcycling e transformação de materiais descartáveis em bens de consumo. A Fernanda conta que a constante transformação da empresa, proporciona também um discurso que questiona a relação do pertencimento a partir do consumo: O trabalho é 100% artesanal e cada peça leva cerca de 5 dias para ficar pronta.  

    EMI BEACHWEAR@emi.beachwear

A Emi surgiu há dois anos quando Anna Luiza Vasconcellos, recém-formada em design de moda, começou sua pesquisa sobre tecidos biodegradáveis com o intuito de abrir uma marca de cangas. A paixão pelo beachwear veio dos seus últimos dois projetos da faculdade: ambos ligados à moda praia. Com estampas lindas e exclusivas, todos os biquínis e maiôs da Emi possuem poliamida com elastano em sua estrutura, que é um material que permite que a peça seja decomposta em até 4 anos após ser descartada. Tecidos sintéticos, no geral, se decompõem em 120 anos.  

MIG JEANS@migjeans

A Mig Jeans é uma marca de upcycling que transforma jeans em desuso em uma nova peça. Tudo isso feito a partir de aplicações customizações, tingimento, bordados etc. A marca abre para o cliente uma possibilidade com três vertentes:

  1. Comprar uma peça já desenvolvida e pronta.
  2. Doação de peças em troca de desconto.
  3. Compra do serviço Mig Jeans: Levar sua peça de casa e junto com a equipe, pensar em uma nova história para aquele produto.

Todo serviço que a marca oferece é voltado para a ressignificação e valorização daquilo que já existe, estimulando cada vez menos o consumo desenfreado.    

 INSECTA SHOES

@insectashoes Nascida em 2014 e consolidada no mercado em 2016, a Insecta Shoes, da Bárbara Mattivy, é uma marca de produtos ecológicos e veganos. A Insecta é uma empresa que acredita no comércio justo e se baseia no diálogo, respeito e transparência e carrega com si o selo de Sistema Bcorp, que certifica sua preocupação com seu entorno (meio ambiente e pessoas envolvidas). Responsabilidade social e ambiental são dois pilares que nasceram com a Insecta e todo o trabalho da marca está diretamente ligado a isso: desde o material utilizado na produção dos sapatos e mochilas até o conceito das coleções.  

  BOSSA PACK@bossapack

A Bossa Pack é uma marca que incentiva o consumo consciente, promovendo a produção local que é 100% brasileira e feita com tecidos 100% reciclados. Nascida no Rio, a Bossa acredita e encoraja toda iniciativa colaborativa, trabalhando com artistas, designers e artesãos que representem a brasilidade. Feitas somente com materiais ecológicos e reciclados a marca é despojada, urbana, cool, confortável e prática, ou seja, a cara do Rio né?  

  TUCUM BRASIL@tucumbrasil

A Tucum é dona de um trabalho incrível e muito singular. Além de cocas e cestas decorativas, a Tucum também faz acessórios fenomenais. Tudo feito artesanalmente: é arte indígena e design sustentável! A marca tem como missão valorizar e promover a arte das populações indígenas e tradicionais do Brasil, gerando renda para essas comunidades parceiras. Essa troca se dá através de parcerias sólidas sempre pautadas pela ética, pela legalidade, pela sustentabilidade e pelo respeito às realidades locais: “Nosso interesse está especialmente nas dinâmicas próprias com que cada povo interage traição, inovação e sustentabilidade, incorporando elementos contemporâneos de outras culturas na criação de peças únicas e exclusivas”.  

  Nó Atelier@atelier_no

A Nó é uma marca de peças únicas. Cada criação parte de roupas selecionas em brechós. O estilo original, o tecido, a cor, a estampa – tudo emana um processo singular de reconstrução de moda, de apropriação estética e de interferências que confere vida nova ao que havia sido descartado. A designer e dona do atelier, Maria Clara Iório, está na Itália estudando Moda sustentável e retomará as atividades da marca em 2019. Volta logo Maria Clara! Aguardamos ansiosos!  

Ah e tem mais! A Vivi Cardinali visitou a Mumo, uma marca que, além  de ter a preocupação sobre como diminuir os impactos da produção têxtil no planeta, ela também usa essa causa como inspíração para desenvolver as coleções. Para eles causas sociais e ambientais são tão importantes quanto o próprio produto. Dá uma olhada no vídeo que a Vivi fez com a marca para o canal dela.   https://www.youtube.com/watch?v=xOxBiSTg7ic

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Empoderamento feminino e o Armário Cápsula

Você já pensou como o empoderamento feminino e o Armário Cápsula tem tudo a ver? No episódio da websérie dessa semana, a Fe Cortez entrevistou a Marina Colerato, fundadora de uma plataforma incrível sobre lifestyle, moda, feminismo e sustentabilidade, o Modefica.   https://youtu.be/IfLVPfjqflI   O armário cápsula é, também, uma libertação de várias imposições da sociedade sobre como as mulheres devem se vestir. Além disso, foram as mulheres que tomaram a frente no debate da moda sustentável e as lideranças femininas no assunto são muitas! É claro que como em todos os segmentos, a moda é muito desigual quando falamos de gênero, apesar da presença expressiva das moças no mercado, os cargos de chefia ficam ainda majoritariamente nas mãos dos homens. Pra você ter uma ideia, durante a São Paulo Fashion Week de 2016 (a maior semana de moda da América Latina), das 25 marcas, só 13 tinham mulheres como diretoras criativas, segundo o Modefica.  Falando em moda sustentável, não faltam vozes femininas quebrando tabus por aí. Orsola de Castro, fundadora e diretora do Fashion Revolution, Stella McCartney, musa da  moda sustentável e vegana, Livia Firth, um símbolo do Green Carpet Challenge, Eva Kruse, a presidente do maior fórum sobre moda sustentável do mundo, o Copenhagen Fashion Summit. Aqui no Brasil também não ficamos pra trás, com nomes de peso como a própria Marina Colerato, a Fernanda Simon, consultora de moda e sustentabilidade da UN Moda Sustentável e coordenadora do Fashion Revolution Brasil e, claro, a Fe Cortez, idealizadora do Menos 1 Lixo, Embaixadora da ONU Meio Ambiente pela campanha Mares Limpos, trabalhou 10 anos com moda e trouxe, através do M1L, toda essa preocupação com a sustentabilidade na moda com o Desafio Armário Cápsula. Além disso, o Armário Cápsula foi pensado por uma mulher para as mulheres. Em 1985 a estilista norte-americana Donna Karan lançou uma coleção com 7 itens básicos que poderiam fazer do guarda-roupa de uma mulher muito mais funcional e que proporcionasse a sensação de que elas podem tudo.    

    Depois da Primeira Guerra Mundial, as mulheres ocuparam espaços que antes eram ocupados pelos homens, especialmente nas fábricas. Isso foi super importante e gerou muitas mudanças no mundo da moda, como o fim do espartilho! Ele dificultava o trabalho das meninas que precisavam de mais conforto pra produzir. Já parou pra pensar na libertação que foi não usar mais aquela peça pensada pra apertar o abdômen e a cintura?   Mas foi no período pós Segunda Guerra Mundial que as coisas realmente mudaram: a moda passou a ser pensada pelas mulheres, com reflexões sobre a feminilidade. Foi na década de 1950 que surgiu a diva e estrela Marilyn Monroe, que não seguia tendências e adaptava as peças de uma maneira que valorizasse o seu corpo, empoderamento a moda a seu favor.  

  As reflexões sobre a moda e a feminilidade foram acontecendo e a silhueta passou a ser uma afirmação do comportamento feminino.  Sem mais prisões corporais, em 1965, um movimento inédito aconteceu: as vendas das calças foram muito maiores do que das saias!   Se você tá acompanhando o Desafio Armário Cápsula, sabe que uma das palavras-chaves desse movimento é a liberdade. A gente não precisa seguir as tendências, montar look do dia ou ter aquela peça que todo mundo tem pra se sentir bonita. A libertação de vestir o que quiser, ter um armário funcional pra sua vida e fazer tudo isso contribuindo positivamente pro planeta é um passo super importante pro empoderamento das mulheres. Tá esperando o que pra começar? O empoderamento feminino tá super conectado com a nossa identidade e com a nossa maneira de passar isso pro mundo através do que vestimos. Vamos ser livres?  

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+ TOP 5 documentários sobre moda e sustentabilidade

A Fe Cortez já indicou aqui alguns documentários pra gente repensar o impacto da moda e do consumo desenfreado que é estimulado por ela. Mas a gente quer atualizar essa lista pra você se engajar cada vez mais na pegada ambiental do armário cápsula. No episódio dessa semana da websérie Desafio Armário Cápsula, a Fe falou sobre os impactos negativos da indústria da moda pro meio ambiente e como precisamos repensar o consumo pra ontem! Se você ainda não viu, corre pra dar um play   EPISÓDIO  

  1. True Cost

Bom, o documentário #1 se mantém! O obrigatórioTrue Cost

foi dirigido pelo Andrew Morgan e fala do impacto da moda pro planeta e como isso se relaciona com o preço das roupas que vêm diminuindo a cada ano. O tapa na capa sugerido pelo documentário, também fala do papel da moda descartável hoje e como somos consumidores assíduos dessa política sem refletir sobre ela. True Cost é uma referência e deve ser visto e revisto por todo mundo.  

  2. Desacelerando a Moda O baixista da banda britânica Blur, Alex James, apresenta o documentário Desacelerando a Moda, em que conta como ele e a família mudaram radicalmente os hábitos depois que começaram a se questionar sobre consumo. O filme é super informativo e bem humorado ao questionar o conceito do que é fashion e as consequências da indústria pros nosso recursos naturais. Alex lamenta a nossa falta de conexão com o que vestimos e questiona sobre como é interessante pra indústria que não saibamos o processo de produção das nossas roupas.  

  3. Sweatshop Em tom mais investigativo, o Sweatshop é dureza! Vale pegar um guardanapinho de pano pra deixar por perto, porque é chororô na certa. Quatro meninas que trabalham no ramo da moda vão atrás das condições de trabalho dos funcionários que fabricam peças de roupas de grandes lojas de departamento pelo mundo. Focadas em visitar fábricas no Camboja, as meninas são recebidas com hostilidade e são impedidas de entrar em quase todos os lugares de trabalho, mesmo quando as lojas garantem que são abertos à visitação. O documentário é bastante sensível e escancara uma parte bastante desumana da indústria.  

  4. Entrevista Stella McCartney Vale também dar uma olhada na entrevista maravilhosa que a Lilian Pacce fez com a musa da moda sustentávelStella McCartney

. A estilista é filha do ex-beatle e lidera, junto com a irmã e o pai, a campanha do Segunda sem Carne lá fora. Ela tem uma relação linda com as peças que produz e sempre reforça que a moda sustentável precisa ser desejável e atrativa pra competir com os gigantes da indústria. E, claro, que ela trabalha pra que isso seja acessível pra todo mundo.  

  5. TEDx Orsola de Castro E como a gente adora um TED inspiracional, vamos fechar esse post com a fala da Orsola de Castro,  co-fundadora do movimento Fashion Revolution, criado pra repensar as condições de trabalho garantidas pela indústria da moda depois de um trágico desabamento de uma fábrica em Bangladesh. A ideia é repensar a produção da roupa desde o seu início e restabelecer a nossa relação com o que vestimos. No TED, a Orsola fala sobre a esperança em uma moda “verde”, a sua confiança na reciclagem, no upcycling e de um novo comportamento de consumo.   https://www.youtube.com/watch?time_continue=29&v=1mbqwOK9kNM      

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Impactos da indústria da moda no meio ambiente

Se você tá por aqui pelo Desafio Armário Cápsula, já entendeu como é fundamental esquecer esse mantra furada do look do dia, das tendências e de que comprar é o melhor remédio. Nada disso! Mas se ainda não se convenceu, o sétimo episódio da websérie vai te mostrar com números, informação e nada mais, nada menos do que pesquisadora de moda e sustentabilidade e fundadora do Modefica, Marina Colerato. Rolou um bate-papo muito bacana com duas empoderadas no assunto e uma troca linda de quem quer mudar o mundo também pelo modo de vestir.  Dá um play!   

 
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Já pensou em alugar as roupas pro seu dia a dia?

Já falamos sobre aplicativos e projetos que você pode recorrer na hora de se desfazer das roupas que você não quer mais. Mas já pensou no hábito poderoso do aluguel de roupas pro dia a dia pra colocar em prática essa nossa (nova) relação com a moda e a sustentabilidade? Já ouviu falar em armário compartilhado?   A Fe conheceu esse formato quando gravava o Menos é Demais, e se encantou. Funciona assim: basicamente você paga uma mensalidade e tem acesso a várias roupas. De acordo com a sua mensalidade, você tem direito de pegar X peças/mês, usar e depois é só devolver. É uma maneira prática e sustentável de se vestir sem consumir novas matérias primas. Quer ler o texto completo dela? Vem!   Lucid Bag   O guarda-roupa coletivo pensado pela Luciana Nunes foi o primeiro desenvolvido no Brasil e ficou na Malha durante 1 ano. Hoje ela dispõe de um armário compartilhado online e alguns itinerantes em eventos específicos como palestras, feiras e congressos.   É só ficar ligado nos encontros de empréstimos que acontecem pelo Brasil todo e se inscrever. Ela anuncia tudo pelo instagram. Você leva algumas peças suas pra trocar por outras do armário, desfazendo a troca no encontro seguinte. Toda vez que alguém pega a sua peça emprestada, você pode também selecionar alguma do acervo pra você. O projeto tem 2 anos e funciona perfeitamente, com um cuidado dos usuários com as peças e na devolução de todas elas em perfeito estado.

  Mag Magnólia   A Fe Cortez conheceu o projeto quando foi até a Malha gravar o terceiro episódio da websérie Desafio Armário Cápsula sobre o carnaval. A Mag Magnólia é um armário compartilhado que permite a troca de peças incríveis, garimpadas ao redor do mundo e em perfeito estado sem precisar ir às lojas, comprar mais roupas e alimentar ainda mais a poluição causada pela indústria têxtil. E o melhor: sem o acúmulo de roupas no seu armário. O empréstimo funciona da seguinte maneira: basta criar uma conta e escolher um tipo de  assinatura, pagando um valor fixo por mês (algumas peças, você também pode pegar emprestado uma única vez, sem se comprometer com um plano mensal). Cada plano te dá o direito de um determinado número de peças. Depois de escolher, é só fazer o check out no carrinho de compras e informar se prefere receber em casa pelos Correios, retirar em um ponto Easy Post ou no espaço físico. Assim como a entrega, a forma de devolução também é definida no check out. Todos os armários compartilhados têm um acervo a partir da doação das roupas pelos usuários, e na Mag essas peças são convertidas em pontos para serem usados dentro da loja. Ou seja, quanto maior a troca, maiores são as possibilidades. O acervo é baseado na moda circular e no reaproveitamento: a Mag recebe o desapego, avalia as peças e concede crédito de até 60%  que podem ser usados pra compra, empréstimo ou consultoria de estilo.  Para clientes cadastrados o tempo do empréstimo de uma peça é de 30 dias. Para aqueles que desejam pegar emprestado uma única vez, uma semana. E eles ainda oferecem um serviço de consultoria de estilo com duração de 2 meses pros que querem se redescobrir totalmente. Quer saber mais sobre como funciona?

  • A Mag aceita roupas e acessórios femininos, exceto sapatos, pijamas, roupas de banho e de ginástica.
  • A avaliação é baseada no estado de conservação, tipo e qualidade da peça, marcas não são relevantes.
  • As peças devem ser entregues lavadas e em boas condições, as que precisarem de lavagem (manchas, mofo, cheiro de guardado) ou de ajustes (costura, reformas) não valem créditos.
  • Peças que não derem "match" com o acervo serão encaminhas para doação em instituições parceiras da Mag e também não valem créditos.
  • Os desapegos podem ser entregues noespaço físico localizado na Malha (R. General Bruce, 274 - São Cristóvão), terça à sexta de 12:00 às 18:00, ou no Polo Coworking (R. Carlos Machado, 197, 2o. andar - Barra Tijuca), segunda à sexta de 9:00 às 18:00. Também dá pra combinar com eles um ponto de encontro pra coleta.

 

    Curtiu a ideia? Compartilhar um armário é um passo lindo pra uma relação sustentável com a moda, mas ainda tem aquele medinho de enjoar das peças, ou do cápsula ser pouco pra você. São várias peças diferentes sem consumir matéria-prima nova, o que re-significa um mundo de possibilidades pra se vestir.  A forma que consumimos está em constante mutação, então por que não abraçar formatos que não estamos acostumados pra que a gente construa um feito de conscientização muito maior? Você participa de algum armário compartilhado? Conta pra gente! Se não, que tal experimentar?   [video width="480" height="272" mp4="http://www.menos1lixo.com.br/wp-content/uploads/2018/02/40afe8fb-cd67-4419-a5b2-b69bac4014dd.mp4"][/video]    

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O que pode e o que não pode num armário cápsula?

A Fe Cortez e uma galera muito legal toparam fazer o armário cápsula, esse desafio começou há 1 mês. Por isso começaram a rolar várias perguntas, baseadas em pequeno desafios do dia-a-dia que essa galera amada está enfrentando.  Como além de consultora de imagem e estilo pessoal eu também tenho um cápsula, desde 2016, estou aqui pra pegar na sua mão e deixar as coisas mais fáceis. Primeiro, vale dizer que, o cápsula é um caminho de autoconhecimento. Para mim foi – e ainda é - sobre (i) o que a gente realmente gosta, (ii) do que a gente realmente precisa e (iii) como manter o que temos, cuidar com mais amor, num mundo com obsolescência programada. Sim, para mim foi um choque me deparar com isso no mundo da moda. Preparei esse texto com muito carinho pra te ajudar a enfrentar as dificuldades e dúvidas que tive e fazer do seu caminho, mesmo necessário, mais leve. Pode adicionar roupas? Pode tirar? Para iniciar esse tópico cito uma frase que aprendi com uma das minhas professoras de consultoria de imagem e estilo: “A gente não é árvore, a gente é rio. Ninguém é, tá todo mundo sendo” Tão óbvio, mas tão esquecido. A gente não é nada estático, então claro que pode editar essas peças. Editar é o que chamo de reavaliar, que pode acontecer em algumas ocasiões:

  1. Deixar o que realmente fez sentido e tirar o que não faz. E essa reflexão é feita periodicamente, ou pode rolar sim de você sair com uma peça de roupa que não curtiu tanto naquele dia e reavaliar a permanência dela no seu guarda-roupa no dia mesmo. Eu, particularmente, gosto de dar mais uma chance sempre, mas vai de cada um.

Gosto também de, de 6 em 6 meses, parar e olhar para o meu guarda-roupa com carinho, fazer novas combinações, tirar o que não faz sentido. Ou seja, pode ser assim também. Por período.

  1. Usou tanto uma peça que ela precisa ser substituída. O cápsula te proporciona isso, você usa muito, muito muito cada pecinha de roupa que tem, ela vai envelhecer, vai desgastar e um dia vai precisar ser substituída. Eu sou das que deixa a peça morrer, mas quando percebo isso, já vou ficando com radar ligado nas lojas ou mesmo nos brechós para substituir essa peça.

E se eu ganhar alguma coisa de presente? Aceite, claro. Não é porque você tem um cápsula que vai virar uma pessoa mal educada. E comigo aconteceu algo interessante, quando eu fui pra TV contar que meu guarda-roupa cabia numa mala de 23 Kg ganhei roupas. Sim, acho que as pessoas ficaram preocupadas comigo... E lidei da seguinte forma:

  1. Avaliei o que gostei e o que não gostei, quando deu pra trocar, eu troquei. Recomendo que essa avaliação aconteça com uma certa rapidez para não perder o prazo de troca. Não procrastine isso
  2. Avaliei se aquela peça cumpria o mesmo papel que alguma outra peça do meu guarda-roupa. Se sim, eu deixei na minha reserva, se não coloquei pra uso, sem peso na consciência que ia sair do meu número de peças. O processo é pra ser leve e não um peso.

Depois de um tempo eu parei para analisar se aquela peça que entrou, acabou substituindo naturalmente uma outra peça. Eu não acredito em ser binária num guarda-roupa. Não necessariamente uma camiseta branca é substituída por outra, entende? Então vale avaliar aqui que outra peça, essa nova que entrou acabou substituindo no uso, mesmo que não seja igualzinha ou muito parecida. Lembrando que toda a peça que sair precisa ter destino! E não é o lixo comum, já tem post aqui no Menos 1 Lixo sobre isso. Ah! Mais uma recomendação, divirta-se no processo sempre. Então não pode ser chato! É pra ser leve e não um peso que você tem que cumprir uma lição matemática, porque vai fazer prova depois hein! Já editei meu guarda-roupa 4 vezes nesse período de cápsula e sei que vou continuar editando, a vida é assim, fluida e minha recomendação é que seu processo com o cápsula seja também. Tá perdidx? Baixa o planner do Desafio Armário Cápsula pra saber o passo a passo do processo e se inscreve na nossa newsletter pra receber conteúdos exclusivos. A Fe revisitou o armário dela depois de 1 mês, dá um play pra ver com foi   https://youtu.be/RYJzSIbGsks        

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Reciclável x Reciclado | poliester

2018 já começou com um assunto super importante pra conectar estilo de vida e sustentabilidade. A Fe Cortez decidiu se desafiar a viver com um armário cápsula para mudar a sua relação com a moda e propor um debate sobre os impactos dessa indústria no meio ambiente e nas nossas condições de consumo. E então surgiu a oportunidade de falarmos sobre o poliéster na série Reciclável x Reciclado dessa semana.   O poliéster é plástico. É uma fibra sintética feita de termoplástico igual às garrafinhas PET. Ele foi inventado na década de 1940 por dois químicos britânicos, mas foi só em 1960 que a produção dessa fibra ganhou a indústria garantindo espaço de 30% em toda a produção têxtil norte-americana naquela época. O poliéster foi recebido como um tecido revolucionário, já que trazia mais resistência pras roupas e conforto pra quem vestia. Hoje ele é super popular na confecção de calças e camisetas e metade de toda a produção têxtil do mundo é feita com poliéster.   E é reciclável? Sim, o poliéster é reciclável e pode, inclusive, ser transformado em garrafinhas PET (o contrário também pode!). O problema é que o poliéster é frequentemente misturado com fibras naturais pra dar um toque mais suave às roupas e a mistura das fibras inviabiliza o processo de reciclagem pela dificuldade da separação dos materiais.   A gente não tem acesso à taxa de reciclagem do poliéster, mas no Brasil, só 51% da PET é reciclada. Levando em consideração que dificilmente descartamos roupas de forma correta… esse número deve ser bem mais baixo pras roupas de poliéster, né? Segundo o Ecycle, o custo do poliéster reciclado é 20% mais caro do que a matéria virgem e de menor qualidade, dificultando ainda mais a reciclagem.  

  As roupas feitas de poliéster são responsáveis por várias reações alérgicas, porque não deixam a pele respirar. É o tecido mais barato de todos e gasta 4xmais energia

do que a produção do algodão orgânico. E se é plástico, não é biodegradável, né? Além disso, o poliéster solta aquelas micro partículas que vão parar nos oceanos, os microplásticos! Eles contaminam todo o ecossistema marinho e já são uma tragédia muito próxima: em 2050 vai ter mais plástico do que peixe nos oceanos. E as nossas roupas também vão contribuir pra isso.   Nós já falamos aqui que a indústria da moda produz 150 bilhões de peças por ano, o equivalente a 20 peças pra cada pessoa no mundo! E cada uma delas é usada, em média, 7 vezes até o descarte. Então, ainda que o poliéster seja reciclável, ele é um resíduo que demora até 400 anos pra sumir da natureza. Além disso, pra garantir a reciclagem, muitos passos devem ser feitos, desde não misturar as fibras na produção até o descarte correto no pós consumo. Faz sentido comprar roupas que podem impactar tão negativamente o meio ambiente por tanto tempo? É isso que você quer comunicar ao se vestir? É super importante revermos a nossa relação com o que vestimos e isso também implica na reflexão do material das peças do nosso armário. Somos co-responsáveis por esses números.   Se você quer saber mais, se inscreve na nossa newsletter aqui pra receber toda semana um conteúdo muito bacana sobre consumo consciente e também se inscreve no nosso canal aqui, que tá rolando uma websérie exclusiva sobre moda e sustentabilidade, com a montagem do Desafio Armário Cápsula da Fe. Dá uma conferida pra saber os motivos da decisão dela e como é fundamental esse movimento.   https://www.youtube.com/watch?v=9avEXVkNd5g&t=30s    

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Josy Ramos e Ray Neon | as convidadas da Fe pro Desafio Armário Cápsula

No quarto episódio da websérie Desafio Armário Cápsula, a Fe Cortez desafiou a atriz Ju Schalch e a blogueira Carla Lemos. Mas pensou que tinha ficado por aqui? Jamais! A Fe é inquieta e quanto mais meninas incríveis participam, melhor e mais bonito fica o desafio. No quinto episódio, ela visitou a Josy Ramos e a Ray Neon, duas digital influencers super autênticas e que vieram pra provar que o Armário Cápsula pode e deve ser muuuuito colorido. Quer ver? Dá um play   https://youtu.be/WD_DkJzkcEk   Quer saber um pouco mais sobre as meninas? Josy Ramos  

  Josy Ramos é stylist, modelo, digital influencer, cristã, feminista que ama falar de autoestima e empoderamento da mulher.  Em seu instagram, mostra a moda de uma forma descontraída e leve, contextualizando sua personalidade em looks divertidos e estilosos, deixando o básico e o minimalismo de lado (ser básica nunca foi seu forte). Por trabalhar em uma loja e ser consumista por tabela (já que ela não vai as compras, mas está sempre comprando em seu trabalho), a Josy decidiu encarar o desafio na tentativa de ter uma vida de consumo consciente e aprender a explorar ainda mais sua criatividade na hora de montar looks diferentes com as mesmas peças de roupas.   Ray Neon  

"Meu nome é Raissa, mas todo mundo me conhece por Ray ou por Neon, apelidos que me acompanham desde os 13 anos, já que sempre gostei de chamar a atenção mudando toda a hora as cores do cabelo. Sou apaixonada por moda desde sempre e a minha teoria é que a vida é muito curta para ser uma pessoa só e trato a roupa como um parque de diversões de personagens que habitam em mim. E assim, sempre fui brincando com as roupas, desenhando, modelando e costurando (e muito mal) tudo o que eu queria e as lojas não me ofereciam.

Depois de me formar no técnico em produção cultural, resolvi engatar na faculdade fazendo design de moda e jornalismo, porque eu queria ser a Miranda Priestly, do Diabo veste Prada - só que na versão zona norte acordando 4:30 - Ai começou essa jornada de fazer duas graduações, estagiar (os boletos precisam ser pagos né), fazer cursos e, de todos, o mais importante, aprender a me amar. Quando entrei para a faculdade de moda, entrei junto no meu processo de empoderamento do corpo gordo em um mundo onde ele é invisível. Assim, me engajei na luta e tento ajudar outras mulheres a começarem uma revolução no mundo amando seus corpos."

Por Ray Neon

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Como guardar roupas (e as fantasias!)

Se você tá por dentro do processo do Armário Cápsula, já tá sabendo que as roupas que você ainda quer, mas que não entraram na seleção são importantes pra evitar a compra de novas peças quando o armário precisar de uma ou outra reposição. As peças afetivas, como aquele vestido de formatura que você quer guardar, mas provavelmente não vai usar outra vez também ficam, mas precisam ser guardadas. E, claro, que isso também vale pras fantasias de carnaval desse ano (e dos anteriores) que você não vai descartar pra reutilizá-las nas próximas folias. Mas pra tudo isso funcionar, é super importante saber como guardar as roupas. Quem nunca deixou aquela pilha de camisetas no armário que foram danificadas por traças? Ou destruídas pelo mofo? Mas sem pânico! A gente vai dar algumas dicas simples que vão te ajudar no processo de durabilidade das suas roupas guardadas, evitando que no futuro elas virem lixo. Isso não pode, certo?   Lave antes de guardar A primeira dica é sempre lavar a roupa antes de guardar, especialmente se a peça for branca. O processo aumenta significativamente a durabilidade da roupa.   Deixe a roupa respirar As fibras precisam respirar e, claro, precisam de espaço pra isso. Sabe aquela tática de deixar o armário aberto pra ventilar? Ou aquela pequena ventilação nos armários antigos? É por isso. Vale sempre investir em abrir o armário uma vez por semana e guardar as roupas em saquinhos de tecido, nunca de plástico.  

  Cuidado ao embalar as roupas Já falamos sobre os sacos a vácuo aqui, mas quando puder, sempre opte pelos de algodão, já que a fibra deixa o oxigênio entrar ao mesmo tempo em que protege do pó e das manchas. Dê preferência a sacos escuros pra evitar que a luminosidade desbote a peça.   Traças e MofoJá falamos

sobre uma técnica muito legal (e natural!) pra evitar as traças: colocar grãos de cravo da índia ou folhas de louro entre as peças. Ou um pote de vidro com bicarbonato de sódio pra evitar o mofo no armário.   Mas a Vivi deu uma dica de ouro aqui sobre o mofo, especialmente pra galera que mora perto da praia. Roupas penduradas duram mais do que em gavetas (já que aqui, elas ficam mais apertadinhas e com menos ar) e a dica é colocar um giz em um saquinho e pendurar cada um em um cabide. Ele absorve o mofo que seria absorvido pela roupa e ainda dá pra lavar o giz pra usar de novo depois! 100% reutilizável, amigo do meio ambiente e muito melhor do que comprar aqueles antimofos industrializados (e que vêm no plástico!).  

  Roupas brancas Quer uma dica extra pras roupas brancas? Depois de lavar pra guardar, não junte as peças brancas com as coloridas. E, quando bem sequinhas, coloque as roupas brancas envolvidas em um papel de seda ou um TNT azul! A cor bloqueia a luminosidade e evita que a roupa branca fique amarelada.   Sabe mais alguma dica? Conta aqui! E lembra de marcar a nossa hashtag #desafioarmariocapsula pra gente não perde nada do seu processo também.  

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Como Montar a Sua Mala Cápsula?

Uma mala cápsula nada mais é do que uma mala compacta, no máximo uma mala de mão para viajar. Eu garanto que uma mala cápsula bem feita pode durar dias infinitos de viagem, claro, levando em consideração o acesso a locais para lavar as suas roupas ;)   Antes de preparar qualquer mala, cápsula ou não cápsula existem dicas valiosas, que são:

  1. Avalie as atividades que terá durante a viagem – vai à trabalho? À passeio? Vai caminhar muito? Pouco?Pode parecer óbvio, mas vale a reflexão. Senão você leva salto pra onde não vai usar ou não leva pra onde deveria, por exemplo.
  2. Escolha uma paleta de cores, isso vai te ajudar a já fazer um primeiro filtro no armário. Assim vc vai escolher intuitivamente as peças que estão naquela paleta de cor, mesmo as estampadas. O que vai ajudar no processo de montagem da mala.   

 

  • Temperatura Mesmo para viagens longas vale a pena olhar e fazer uma tabela guia com as temperaturas médias do lugar (ou de cada lugar – para viagens tipo mochilão) que vai.

     

  Depois desse plano inicial, vamos ao check list de verão. Ah! Vale seguir as dicas que eu já dei sobre o guarda-roupa capsula! Principalmente o quanto você ama e sabe que cada peça que quer levar funciona pra você, se no cápsula não cabe peça que um dia talvez eu vou testar, acredite, a viagem definitivamente não é o lugar para esse teste.   Logo, se você já tem um armário cápsula vai ficar mais fácil ainda escolher o que levar!   Para viagens curtas, de no máximo 7 dias, verão: 1 vestido leve 1 macacão leve 1 shorts ou saia 5 blusas (pense em peças diferentes entre si, como 1 camiseta de corte mais básico, 1 camisa – que possa ser usada inclusive na praia, 2 tops para sair, 1 blusa mais arrumadinha) 1 casaquinho leve de malha 2 biquínis que podem ser coordenados entre si 1 chinelo 1 sandália   Para viagens longas, mais de 20 dias, verão: 3 vestidos leves 1 macacão leve 2 shorts 1 saia 9 blusas (pense em peças diferentes entre si, como 3 camisetas de corte mais básico, 2 camisa – que possa ser usada inclusive na praia, 2 tops para sair, 2 blusas mais arrumadinha) 1 casaquinho leve de malha 1 coletinho leve 2 biquínis que podem ser coordenados entre si 1 chinelo 1 sandália 1 tênis ou um sapato fechado, como sapatilha, por exemplo – se realmente for usar ☺   Alguns detalhes legais:

  • Peças como vestidos e macacões são ótimos para montar malas cápsulas porque podem ser usados tanto sozinhos, quanto combinados com outras peças. Eles servem como parte de cima e também de baixo, se ele puder ser usado de baixo de shorts ou saias, por exemplo.
  • Minhas sugestões de mala sempre levam em consideração o máximo aproveitamento das partes de cima, ou seja, tops, camisetas, camisas e mesmo os vestidos e macacões, porque costumam sujar mais e porque algumas pessoas se importam de repetir muitas vezes as partes de cima da roupa. Se você não se importa em repetir, pode diminuir ainda mais o volume da sua mala. Ah! Vale considerar fazer o meu desodorante de roupas, clique aqui, e com certeza certifique-se que poderá ou não lavar suas roupas – lembrando que dá para lavar roupa até no chuveiro do hotel, basta lembrar de levar um sabão de coco (corte um pedaço daquele grande, sabe?), que você pode usar pra lavar o cabelo tb, sim sim, na nécessaire ;)

Obs: Eu falo uma versão mini do desodorante para viagens ☺

  • Lembre-se que você também vai viajar (o dia da viagem mesmo) com  um look montado com peças consideradas na lista ;) Ah! E uma ótima dica é um sapato vai na mala e outro calçado no seu pé.
  • Hierarquize a ordem de uso das peças, por exemplo, se você vai usar uma camisa numa noite, considere usá-la como saída de praia no dia seguinte, ou no próximo, mas não antes. se for a camisa que você usou na viagem, essa peça de parte de cima será a primeira a ser usada pós praia.
  • Essa mala foi pensada para o verão. Para adaptar para o inverno basta mudar o que coloquei como levinho para quentinho ☺ eu fui com uma mala assim para o Ushuaia, só que ao invés de levar colete leve, levei para neve, casaquinho leve, levei casacão. Além disso acrescentei segundas peles.
  • Vale lembrar que cada peça que coloquei no check list foi pensada para o geral e pode ser adaptada para o estilo de vestir de cada um, por exemplo, coloquei uma sandália, se ela vai ter salto ou não você que vai escolher, porque o que vai influenciar é o seu estilo e as atividades que terá durante a viagem. Se o chinelo que vai levar vai ser simples ou com brilhos? Mesmo caso. Pode ser que você prefira um tênis e não a sandália, tudo bem tb!

Não entrei em itens como lingeries, meias, higiene e beleza, mas pode ficar tranquilx que sobrou espaço na mala de mão para todos esses ítens! Ah! Consideramos também estadia em hotel, sem levar toalhas e roupa de cama, mas caberia tb ;) Sempre vale a dica de incluir acessórios como lenços levinhos, brincos, colares e pulseiras, que mudam completamente um look. Ah! E pense na versatilidade dos sapatos, já que eles deverão ir para o máximo de ocasiões. Se você for para uma viagem de trabalho e lazer, por exemplo, leve um que sirva tanto para trabalhar, como para sair. Lembre-se sempre que o pulo do gato é ter peças que combinem entre si sempre, monte os looks antes, fotografe em cima da cama ou você com os looks. Ah! E divirta-se no processo e na viagem, sempre. ☺

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Como passar o carnaval com o armário cápsula?

Ei! Que tal um desafio dentro do desafio? O carnaval é uma época incrível, com brilho, paetê e fantasias que deixam a gente feliz pra caramba, né? Já falamos sobre as purpurinas amigas do meio ambiente, já deu olhada? Clica aqui. Acabaram as desculpas pra usar microplástico na folia, combinado?   Mas quem não tem aquela mala cheia de fantasias de milhões de carnavais? Pois é! Vamos aplicar o conceito do consumo consciente também pras datas festivas? Simmmm! Pensando nisso, convidamos o Pedroca que fez aquele vídeo maravilhoso do Desabafo Blogueira ecológica pra participar do desafio #1fantasiapor1semana! E convidamos a Bruna Abreu, figurinista que tem um projeto bacanérrimo de arte com fantasias de escola de samba que iriam pro lixo, pra montar uma fantasia glamourosa pra ele pular os bloquinhos por aí só com upcycling! Já tá roendo as unhas de curiosidade? Dá um play aqui:    

 

Curtiu? Que tal encarar esse desafio também? A dica número 1 é simples: escolha uma fantasia leve e que seca rápido.  Daí você chega do bloco, lava, pendura e pronto! Não tem necessidade da gente ficar trocando de fantasia todos os dias e escolher uma roupa prática e levinha também ajuda no calor e te dá muito mais disposição pra pular o carnaval. Vale mesmo é investir na maquiagem e na purpurina biodegradável. Você ainda desenvolve a sua criatividade e se destaca por aí.   A Bruna montou uma fantasia super versátil pro Pedroca reaproveitar todos os acessórios. Mas os acessórios não dá pra lavar, né? Mas dá pra deixar eles bem limpinhos e cheirosos com o super power desodorante de roupa. É só misturar metade de água com ¼ de álcool e ¼ de vinagre (também rola colocar algumas gotinhas de óleo essencial que você quiser), borrifar e esperar secar. Enquanto seca a fantasia, secam os acessórios. E quando você acordar no dia seguinte já vai tá pronto pra pular o carnaval sem precisar escolher uma nova fantasia nem impactar negativamente o planeta consumindo mais e mais fantasias em todo o carnaval que começa.   Bora economizar tecido e planeta e ter mais roupa por mais tempo? Tem mais dicas? Manda pra gente! E não esquece de marcar a hashtag  #desafioarmariocapsula

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Top 5 site e apps pra se desfazer das roupas

Essa semana rolou o segundo (e tão esperado!) episódio da websérie Desafio Armário Cápsula: a montagem! E como será que ficou o armário da Fe? Ela contou com uma super ajuda da Vivi Cardinali, consultora de imagem e estilo (com propósito)! Se você ainda não assistiu, dá um play aqui:   https://www.youtube.com/watch?v=KiKfFU7KAOs&t=2s   Muita gente fica na dúvida do que fazer com as roupas que não entraram no armário cápsula, e a gente falou um pouco sobre isso nesse texto aqui. E depois da triagem, sempre tem aquela pilha das peças que você não quer mais, então vamos pensar em um destino consciente pra elas? A moda está entre as 5 indústrias mais poluentes do mundo, e quando pensamos na quantidade de recursos que foram usados pra confeccionar tanta roupa que fica jogada num canto de armário, essa conta não fecha. A gente contou também que por segundo 1 caminhão de lixo têxtil é desperdiçado no mundo, indo parar em lixões, aterros, nos mares e oceanos ou sendo incinerados. Então a melhor coisa a fazer é que essa peça seja destinada para ter uma segunda vida útil, melhor ainda se for sendo usada por outra pessoa. Bora botar essa energia pra circular! A primeira sugestão é ver entre os amigos e a family se alguém se interessa por aquela peça, mas migs, vamos combinar de avisar pras pessoas pegarem só aquilo que vão usar? Do que adianta sair do canto do seu armário e ficar parada no armário do coleguina? Nada né. Se você já fez isso e ainda sobraram peças, a gente vai te propor um Top 5 sites e aplicativos pra você dar um destino à pilha do não.

  1. Enjoei

Já pensou em circular a energia vendendo sem sair de casa por esse Brasilzão? O Enjoei é um site super bacana e descolado que faz a mediação entre tudo o que você quiser vender, mas o bazarzinho de roupas é ainda o carro-chefe da galera. Você monta sua própria lojinha e pode compartilhar com seus amigos, a família e vender pra qualquer lugar que tiver um comprador! Você dá uma vida novinha pra aquela peça que nunca mais saiu do seu armário e que vai passar a ter outro valor pra alguém bem legal. Capricha nas fotos, seja camarada nos preços e manda ver na lojinha!  

  1. Peguei Bode

Se você tem peças de luxo pra vender, sem desespero! O Peguei Bode foi criado pelas irmãs Gabriela e Daniela justamente pra quem não quer mais as suas peças de luxo e não sabe o que fazer com elas. Foi o primeiro site do Brasil dedicado a esse segmento e tem de tudo: sapatos, bolsas e, claro, roupas incríveis das maiores marcas do mundo. Rola uma troca de quem curte essa parte da moda e quer compartilhar essa indústria de desejo.  

 

  1. Roupa Livre

Mas se você tá a fim mesmo é de trocar suas roupinhas por outras semi-novas, que acha que fazem mais sentido no cápsula pra chamar de seu, também não tem problema! O Roupa Livre é um aplicativo incrível que reúne uma galera disposta a trocar energia. São mais de 12 mil pessoas e a Vivi é uma das embaixadoras do projeto. O movimento é lindo e transforma a nossa relação com o consumo. Só não vale trocar a compra da loja pela troca no Roupa Livre, já que tem uma galera que tá ficando viciada em troca, e isso não é nada bom, e nada tem de consciente nesse consumo!

  1. Tem Açúcar

O Tem Açúcar funciona pra tudo! É um aplicativo que busca estimular a colaboração entre as pessoas que moram por perto, resgatando aquele hábito de perguntar se o vizinho tem açúcar, sabe? Então, dá pra trocar ou doar suas roupas com uma galera que mora pertinho de você, economizando ainda o preço dos correios e toda a poluição da entrega. É só postar o que você quer doar, e seu vizinho pega em mãos, é ainda uma ótima forma de fazer amigos nas redondezas. Legal, né?  

  1. ReCiclo

E se você quiser doar tendo certeza que as peças terão destino correto, tem um projeto incrível da C&A: o ReCiclo. É um programa de coleta de roupas usadas (de qualquer marca!) pra que elas seja reutilizadas em novas peças. Eles fazem uma triagem e doam uma parte para projetos sociais, e a outra parte vai para upcycling e reciclagem. A roupa só precisa estar higienizada, nada mais! Não é maravilhoso? São 29 lojas da C&A que recebem, dá uma olhada aqui.  

  Então liga o som, ouve nossa playlist no Spotify feita especialmente pra esse momento pela DJ Mary Olivetti, e começa já o seu desafio do armário cápsula! Afinal, menos roupa faz muito mais sentido! E ó, não esquece de usar a #desafioarmariocapsula pra gente acompanhar todo mundo que tá fazendo, e cocriar um movimento lindo de moda mais consciente e sustentável. Vamos juntxs?

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O que fazer com as peças que não entraram no armário?

No segundo episódio do Desafio Armário Cápsula, a consultora de imagem e estilo (com propósito!) Vivi Cardinali ajudou a Fe Cortez a montar o Armário Cápsula pra valer! Já viu? Dá um play:    

 

Se você já tá no processo ou vai começar, certamente já se pegou pensando: “e o que a gente faz com o que não entrou no armário?”. Calma, a gente vai te ajudar!   Já explicamos como surgiu o conceito aqui e é normal que você separe uma pilha de roupas suas que você ama, mas que não selecionou pra esse primeiro armário. E tudo bem! Quando sentir necessidade, a ideia é mesmo poder revisitar algumas peças suas.   A primeira coisa que você vai fazer é separar as pilhas de: armário cápsula (aquelas que ficam na sua seleção do que mais tem a ver com você, e que funcionam entre si, com versatilidade pra te atender em vários momentos), não (aquelas que você decidiu tirar mesmo do armário), e eu amo mas não entraram (aquelas que você ama e não está pronta pra se desfazer, mas que não entraram na seleção). A primeira coisa é guardar essa pilha de roupas que você ama. Pode ser num baú, numa mala, em uma gaveta. O lance é você não ter acesso a elas com facilidade. Essas peças vão servir para você fazer "compras" quando estiver revisitando o que funcionou e o que não funcionou, ou pra substituir as peças que forem sendo muito desgastadas com o uso. De tempos em tempos você pode até revisitar essa seleção, quem sabe num segundo momento você nem ache mais essas roupas tão bacanas assim. Aí aproveita e faz uma segunda limpa :)  

  Antes de  guardar as roupas, que tal colocar uns grãos de cravo da índia ou umas folhas de louro entre as peças pra evitar as traças? Rola até fazer um sachêzinho DIY! Também é legal colocar na gaveta/mala/baú uma cumbuca de vidro com bicarbonato de sódio pra evitar o mofo. E não esquece de lavar todas as peças antes de guardar, pra elas ficarem livres de bactérias e evitar manchas e deterioração. Você pode guardar algumas peças em embalagens a vácuo pra poupar espaço se achar necessário, ou pra lugares com muita umidade. Mas o ideal é que elas sejam de linho, lã ou algodão, tá? As mais delicadas podem ser danificadas.   Mas e as peças que eu não quero mais?   Bom, você pode convidar os seus pra fazer o armário cápsula com você e propor um bazar de troca com a pilha do “não” de todo mundo. Mas também dá pra vender, doar ou trocar com outras pessoas que também tenham esse objetivo. Existem vários aplicativos e sites legais pra isso.  A gente vai indicar alguns por aqui no domingo, fica ligado pra não perder.  Mas também dá pra doar tecidos e retalhos pra marcas que se comprometem à reutilização, já pensou nisso? Segundo o Fashion Revolution, mais de 80% dos resíduos têxteis que são descartados poderiam ser reutilizados, mas menos de 1% do material usado para produzir uma roupa é reciclado no pós consumo. Que tal fazer a diferença? Selecionamos alguns projetos que coletam tecidos, roupas usadas e até sapatos pra dar vida nova ao que muita gente acha que é lixo.   ReCiclo   Nós já falamos do ReCiclo, um projeto incrível da C&A de coleta de roupas usadas (de qualquer marca) e de retalhos que, depois de uma triagem, viram novas peças ou são doadas pra instituições sociais. São 29 pontos de coleta no Brasil todo, vê aqui.  

  Banco de Tecido   Outro projeto maravilhoso é o Banco de Tecido pra que pequenos, médios e grandes produtores possam trocar o que seria descartado durante a produção. Tecidos que  não foram usados, sobras, retalhos ou estoque, não importa! Segundo eles, 10% da produção têxtil vira descarte e a ideia é justamente que o banco solucione esse problema, servindo de conexão pra todo mundo que quer criar sem descartar. Você deixa seus retalhos por lá e pode recolher de outras pessoas, gerando novas peças sem utilizar matérias primas virgens. É um projeto de economia circular incrível e necessário.  

  Insecta Shoes   A marca gaúcha de sapatos veganos Insecta Shoes é uma das que usa e abusa do Banco de Tecido. Já falamos deles aqui no site do Menos 1 Lixo, são sapatos veganos e exclusivos sem material de origem animal. Os modelos unissex são feitos também de roupas usadas e a marca coleta sapatos no pós consumo e resíduo têxtil. O que não é usado diretamente por eles é enviado aos fornecedores pra confeccionar as palmilhas. Os retalhos também são destinados às instituições de confiança da marca ou ao Banco de Tecido. Pra doar é só levar em alguma loja física em Porto Alegre ou São Paulo ou enviar por correio, vê aqui. Quem doa ainda ganha uma ecobag de presente. A Insecta Shoes também usa PETs recicladas que viram tecido pros sapatos e em 2017 o balanço foi de 6.640 garrafas, além de 391,69m² de tecido reaproveitados.

  Mig Jeans   Outra marca comprometida com a economia circular é a Mig Jeans que usa como matéria prima resíduos têxteis ou peças que já não são usadas pelos clientes. São três possibilidades: você pode comprar uma peça já customizada pela marca, pode doar as suas roupas ou retalhos em troca de descontos e permuta ou, ainda, pode entregar o que você não quer mais pra equipe da Mig Jeans que eles te devolvem uma nova peça com uma nova história. Tudo completamente reutilizado com uma logística de upcycling linda!

  Meias do Bem   A campanha Meias do Bem da Puket é antiga e arrasa na proposta. O projeto recolhe meias em qualquer uma das lojas da marca pelo Brasil pra fazer cobertores e mais meias pra quem precisa. Vale meia rasgada, sem par, furada.. qualquer uma e de qualquer marca! As novas peças são doadas pra várias instituições sociais, todas elas listadas aqui. Desde o início da campanha em 2013, o projeto já reciclou 15 toneladas de resíduos têxteis que deixaram de ir para o lixo pra virar 30.000 meias e cobertores novinhos pra esquentar muita gente pelo Brasil.  

    Bora fazer parte dos projetos de economia circular que existem por aí? 1 caminhão de lixo têxtil é descartado por segundo no mundo. Já pensou se tudo isso pudesse virar novas peças recheadas possibilidades? Não existe fora! Vamos juntxs fazer a diferença? Conta pra gente como tá sendo o desafio pra você? Marca a hashtag #desafioarmariocapsula pra gente ver e vamos juntxs!  

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As regras de ouro do Armário Cápsula

Você pode achar que porque eu sou Consultora de Imagem e Estilo Pessoal (e com propósito!) pra mim o armário cápsula se enquadre apenas numa modalidade de trabalho e tudo bem. Mas é mais do que isso, para mim, um guarda-roupa cápsula representa mais tempo e energia para o que realmente importa (menos tempo gasto decidindo o que vestir / menos tempo gasto com compras, que acontecem em momentos pontuais e totalmente planejadas / menos cuidando de roupas / mais dinheiro para os meus sonhos + ajudar os outros) e menos dinheiro gasto em roupas que nunca seriam usadas de qualquer forma e mais contentamento e felicidade. A Fe Cortez se desafiou a ter um armário cápsula e pra você que embarcou com ela nesse desafio eu vim trazer algumas regras de ouro que te ajudarão nesse processo.

  1. Porque você quer fazer isso?

Se você não entender o porquê você quer isso pra sua vida, um armário mais funcional, nesse caso, o cápsula, vai ficar muito mais difícil cumprir o desafio. Eu coloquei os motivos que fazem sentido para mim, para você pode ser, como Fê que quer um olhar mais sustentável para o guarda-roupa, pode ser porque você quer ficar mais tempo com os seus filhos do que cuidando de roupas, pode ser porque simplesmente quer dormir uns minutos a mais de manhã e você viu no cápsula uma saída pra isso. Não importa, apenas se pergunte. Geralmente a resposta não sai no primeiro porque, você tem que insistir um pouco.

  1. Dê espaço apenas para o que ama e que funciona 100%

Num armário com poucas peças não tem espaço para “um dia talvez eu use isso”. Quando alguém me contrata para fazer um armário cápsula, eu gosto de recomendar o mesmo que recomendo para os clientes que me contratam para fazer uma mala de viagem, não é hora de testar se tal peça funciona. No cápsula e na mala só entra o que você ama ou funciona. Digo isso porque talvez você tenha que ficar com peças que não ama tanto assim, mas que funcionam muito bem na sua vida. Nada de jogar fora, ou tirar do guarda-roupa para gerar lixo desnecessário.

  1. Leve em consideração seu estilo de vida

Uma das ciladas que caí, porque só levei em consideração a regra acima, foi ter saias demais no meu guarda-roupa cápsula. Sim, eu amo saia, mas eu ando de moto 80% do tempo então não rola pra mim ter mais saias do que calça. Por isso que na regra anterior eu levei além do amor, a funcionalidade da peça. ;)   [caption id="attachment_4184" align="aligncenter" width="300"]

Reprodução @vivicardinali[/caption]  

  1. Ter peças de um único tipo

Diversidade no armário cápsula é fundamental. As peças precisam ser diferentes entre si, caso você não queira parecer que está sempre com a mesma roupa. Sabe aquela famosa pilha de camisetas brancas? Então, não recomendo. A não ser que você seja do time que curte um “uniforme”. Existe sim uma linha de pessoas que tem cápsula que gostam disso, se esse for o seu caso, tudo bem. Se não, leve essa regra em consideração. Vale também lembrar que você pode ter pela frente ocasiões especiais, não necessariamente uma festona, mas uma festa legal. Então não adianta ter somente calça jeans e camiseta, sacou? Essa é a linha de pensamento. Claro que se você tem a oportunidade de compartilhar com as amigas uma peça dessas, vale levar em consideração, um guarda-roupa de ocasiões especiais compartilhado.

  1. Pense na harmonia das peças e não nos conjuntinhos

No armário cápsula não cabe o famoso: “Ah! Essa blusa eu uso com essa saia” e nada mais! Um cápsula te desafia, de um jeito divertido, a avaliar possibilidades e combinações.   https://youtu.be/KiKfFU7KAOs   Ainda tá com muitas dúvidas? Sem desespero! Eu preparei um planner que também pode te ajudar com o desafio! ;)  

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Afinal, o Armário Cápsula tem que ter 37 peças?

Se você tá por aqui, já deve saber da estreia da nova websérie do Menos 1 Lixo: Desafio Armário Cápsula

em que a Fe Cortez vai se desafiar a viver com um armário cápsula, mais precisamente um guarda roupas com 37 peças! Não sabe do que a gente tá falando? Dá um play no primeiro episódio:   https://www.youtube.com/watch?v=9avEXVkNd5g   O conceito do armário cápsula surgiu na década de 1970 com a estilista inglesa Susie Faux, dona da Wardrobe, em Londres. Susie acreditava que uma pessoa deveria ter no guarda-roupa só peças atemporais e versáteis que pudessem dar confiança às mulheres em todos os momentos da sua vida. Em 1985, a designer norte-americana Donna Karan levou o conceito pras passarelas, com a coleção “7 Easy Pieces”.

  A coleção foi pensada a partir de sete peças básicas que combinavam entre si, garantindo que uma mulher poderia ser capaz de realizar tudo o que quisesse com esses modelitos.  O conceito do armário cápsula reapareceu com o minimalismo e foi repescado há 4 anos com a também norte-americana Caroline Rector do site Un-Fancy. Ela se tornou uma referência contemporânea do assunto, que está intimamente ligado ao consumo mais consciente, e monta o seu sazonalmente, de 3 em 3 meses.  

  Mas a gente sabe qual é a pergunta que você deve tá se fazendo: 37 peças? (e muitas interrogações!)   Sem desespero! A ideia do armário cápsula é que ele seja um guarda-roupa limitado e versátil, só com aquelas peças que você AMA usar! E que combinam muito entre si! Ou seja, ter um armário moderno, simples e funcional.  Lá fora, as gringas fazem um cápsula com 37 peças porque as estações são super definidas e elas trocam 4 vezes por ano. Mas isso não é regra! Pode respirar fundo. O armário cápsula é um método pra consumir menos e pra te dar mais empoderamento nas escolhas. As peças são limitadas pra desenvolver a sua criatividade na hora de se vestir, além de estimular também o autoconhecimento. A regra é: mais qualidade e menos quantidade.  Quando você tem uma roupa que dura mais, você não precisa ficar trocando toda a hora. E repetir roupa é libertador! Quando a Fe fez o desafio do 1 look por 1 semana ela contou como foi leve não precisar ficar horas escolhendo o que vestir. Você ganha tempo, economiza dinheiro, tem roupas que duram muito mais e acaba desenvolvendo pra caramba a sua criatividade. As 37 peças são uma base, mas não uma regra. Você pode ter 40 ou 20, ou até 60, não é isso que importa! O importante é você fazer o processo até chegar no seu armário cápsula e então definir quantas peças ele precisa ter pra servir à sua rotina e jamais o contrário. É pra ser leve e fazer sentido, tá?   [caption id="attachment_4171" align="aligncenter" width="593"]

Un-Fancy[/caption]   Vamos adiantar pra você o que não entra no armário cápsula, pra te deixar mais calmxs: roupas de academia, de ficar em casa, de praia, pijama, acessórios e sapatos. Já ficou mais tranquilo, né?   O consumo consciente precisa ser exercitado, meu povo! Hoje, 1 caminhão de lixo têxtil é descartado por segundo no mundo. Você não leu errado: é por segundo! Montar um armário cápsula significa decidir por uma escolha de se vestir com propósito, sem a compra pela compra e fazendo do seu guarda-roupa um reflexo de quem você é e não o contrário.   A palavra-chave do armário cápsula é libertação. Pra você definir seu estilo, aprimorar sua identidade, aproveitar tudo o que você tem e ainda economizar dinheiro, já que a ideia é usar as suas roupas por muito mais tempo e com mais funcionalidade. Porque você é muito mais do que o que você tem!   Animou? Vamos fazer juntxs? A Fe vai montar o armário cápsula no segundo episódio e compartilhar tudo o que ela tá sentindo no processo durante toda a websérie. Topa esse desafio? Se inscreve no canal e acompanha todas as redes do Menos 1 Lixo (e da Fe!) pra não perder nem um pouco dessa caminhada rumo à escolha consciente e o casamento perfeito entre a moda, sustentabilidade e diversão. Porque pra ser sustentável, tem que te fazer sorrir!   Ainda tá com muitas dúvidas? Tudo bem, sem desespero! Ontem rolou um bate-papo com a consultora de estilo pessoal (e com propósito!) Vivi Cardinali pra gente respirar fundo e ver como menos roupas podem significar muito mais sentido:   https://youtu.be/WjoE7_MHe3Q  

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Por que decidi fazer o desafio do Armário Cápsula?

Quanto tempo que eu não escrevo aqui em primeira pessoa, e segura que vem textão! Dia 01 de janeiro de 2015 eu me lancei um desafio, que na época foi um desafio despretensioso de eliminar de vez os copos descartáveis da minha vida. Assim nascia não só o Menos 1 Lixo, como a Fernanda que eu sempre fui, aquela que tava lá escondida por baixo de um monte de capas e sonhos e aspirações que um dia já foram minhas, ou que talvez nunca tenham sido, talvez elas tenham sido apenas um reflexo do que eu achava que  deveria ser. O Menos 1 Lixo me fez e me faz entrar em contato, cada dia mais, com a minha essência, já que a minha missão e o meu propósito eu descobri a partir desse primeiro de janeiro, ser ativista ambiental.   Ser ativista ambiental é um ato de amor, de amor com ação. De amor por mim, de amor pelo planeta, e mais profundamente de amor pela humanidade. É uma vontade de fazer esse ecossistema chamado Terra, ou Gaia, dar certo. Fazer as pessoas se religarem com as suas essências, que de toda forma passam pela natureza, afinal somos natureza. E quando digo que é um ato de amor por mim, é porque eu, assim como a maior parte das pessoas, estava meio adormecida para o todo, fazendo o meu, no corre nosso de cada dia, sem prestar atenção para o fato que minhas escolhas e atitude diárias, somadas às escolhas e atitude diárias de 7 bilhões de pessoas, resultam nesse momento crítico e alarmante do planeta: um colapso em curso! E que pode (e vai, se não mudarmos) custar as nossas vidas.   Bom, mas você deve estar aí pensando, e o que isso tem a ver com o Desafio Armário Cápsula? Tudo, mas tudo mesmo!!! A moda está entre as 5 indústrias mais poluentes do mundo (alguns dizem ser a segunda, outros, a quinta) e de 2 pra 5 o resultado é quase o mesmo, insustentável! Eu vim da moda, trabalhei 10 anos nessa indústria, e mesmo antes disso lembro de ainda no colégio ir à Semana de Moda Barrashopping (acho que era ela), que evoluiu para Fashion Rio, que maratonei inúmeras vezes, juntamente com o Fashion Week. Eu amava moda, acompanhava as tendências, me controlava pra não gastar mais do que tinha comprando roupas. Fui stylist, assessora de imprensa, gerente de produto e planejamento, de moda. Foi quando em 2009 comecei a sentir um desconforto naquele dia a dia, naquela lógica de consumo desenfreado, de peças feitas pra serem bacanas por apenas uma estação, de padrões de beleza inalcançáveis para a grande maioria das pessoas, e mais do que isso, de você só se sentir alguém, se você tiver aquela bolsa, daquela marca, ou aquele sapato. Quanta frustração no mundo é causada pelo look do dia, pela saia da semana (porque nem mais da estação é), pela nova dieta pra ter um manequim de um tipo de corpo que nem é o brasileira. Sim, isso começou a se tornar insustentável na minha vida. Não, eu não tinha a menor clareza disso na época. Mas larguei a moda (indiretamente, porque continuei prestando serviço e fazendo conteúdo pra marcas de moda) e abri uma agência de branded content, de conteúdo feito por marcas pra conversarem com pessoas. E fui mais feliz fazendo isso. E mais ainda sendo sócia do MIMO, Festival de Música que me apresentou o patrimônio histórico de outro jeito, a beleza da música com um outro olhar, sensível e incrível da Lu Araújo, minha então sócia. Até que chega 2012, Festival do Rio, e eu assisto o Trashed (Lixo, um problema de todos) e foi um soco no estômago, foi desconfortável, pra não dizer desesperador, ver o que as pessoas estavam fazendo com o planeta, quase não consegui assistir ao documentário inteiro, e eu não podia mais continuar vivendo a vida da mesma forma. Porque aquelas pessoas também eram eu. E assim nasceu o comportamento Menos 1 Lixo, e meu mais novo companheiro inseparável, meu copinho.   https://youtu.be/9avEXVkNd5g   Três anos se passaram, fechei a agência no final desse 2015, com um resultado de 1.618 copos a menos e uma certeza que era pra isso que eu ia dedicar minha energia, meu amor e minha força de trabalho. De lá pra cá tudo mudou: meu trabalho, meus amigos, meu namorado, o meu apê, minha forma de comprar, meu meio de transporte. Mas uma coisa ainda permanecia igual, o guarda roupa daquela época. Porque mesmo comprando muito pouco nos últimos anos, ainda tinha um ativo, ou passivo?, de um armário de 5 portas cheio, lotado! Apresentando o Menos é Demais, vi muitas vezes armários como o meu e pensava: eu não compro mais, mas esse armário anda faz sentido? Até que ano passado a Heli, uma amiga engajada e colaboradora do Menos 1 Lixo, me mandou um desafio proposto pela Lilian Pacce, usar o mesmo look por uma semana, e a gente resolveu fazer. O resultado foi a adesão de muita gente, que assim como eu, descobriu a libertação e alegria de repetir todo dia durante uma semana, a mesma roupa! Tava lá meu desafio de 2018, repensar minha relação com a moda.   Hoje, dia 23 de janeiro, eu me lanço um desafio, transformar aquele armário de 5 portas, em um armário cápsula, onde só fica o que faz sentido, aquilo que mais me representa, as peças que refletem o que eu quero passar com a minha roupa, porque a moda tem sim um papel importante de vestir a gente da forma como a gente quer que o mundo nos veja. Mas tem que ser assim, de dentro pra fora, e não imposto por uma curadoria que vem sei lá de onde, e pensado pra quem tem 1,80 e veste manequim 38 (tipo poucas pessoas né migas).  

  O Desafio Armário Cápsula vai ser também uma oportunidade de trazer essa rede linda pra essa conversa, uma conversa sobre caminhos mais sustentáveis da moda, porque sim, eles estão sendo desenhados. E pra ampliar essa conversa eu chamei a C&A pra me apoiar. E a C&A tem inúmeras iniciativas de uma moda mais sustentável que já estão acontecendo, entre elas a camiseta com selo Gold Cradle to Cradle, um dos mais tops de economia circular do mundo. Uma camiseta produzida de forma muito menos impactante pro meio ambiente, e pensada para o pós consumo, pra ser reciclada ou compostada em casa quando sua vida útil terminar, leia-se estiver detonada por uso, já que os básicos, ufa, não saem de moda nunca! Quando vi esse lançamento entrei em contato com eles e falei: vamos ampliar essa conversa? E olha, achei eles muito corajosos e ousados de apoiar um projeto que fala de consumo consciente justamente de moda. A C&A já entendeu a importância de uma moda mais consciente e sustentável, e agora temos a oportunidade de uma troca ainda maior com uma das grandes indústrias desse segmento, que se comprometeu por exemplo a ter o algodão mais sustentável em todas as peças de algodão até 2020. E gente, eu sei o poder (pro bem e pro mal) que uma grande corporação como essas tem de mudar a forma de se produzir e consumir no mundo. Quando uma gigante escolhe usar só o algodão mais sustentável em suas roupas, o impacto da cadeia é enorme, e isso muda o mundo.   Eu não sei ainda qual vai ser o resultado desse desafio, mas já senti que será transformador, libertador e muito divertido. Já tá sendo.   E eu queria muito convidar você, que chegou até aqui comigo, a participar. Vamos fazer desse desafio um game, uma brincadeira, uma forma leve de aos poucos nos libertarmos das amarras do sistema, de cocriarmos essa forma de ver e viver o mundo e consumir de forma mais sustentável. De sermos ouvidxs, de agirmos com coragem, e com o coração por um planeta com mais vida, mais amor e mais possibilidades para todos. Com menos roupas e mais sentido. Afinal, a felicidade não está no consumo e nem a elegância na quantidade.   vem comigo?    Quinta-feira, dia 25 de janeiro às 19:00 vai rolar um bate-papo ao vivo comigo e com a Vivi Cardinali pra gente tirar todas as dúvidas sobre o processo e pra gente compartilhar toda esse energia boa que vem por aí.  

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O Super Guia da Mala Cápsula

Vamos lá! Guia de mala cápsula para destinos quentes e frios pra quem não quer perder tempo se arrumando e botar energia só nos passeios ou no trabalho! Ah, claro, também pra quem não quer ficar arrastando um elefante branco sem alça! Mas olha só, esse guia é um norte, não significa que você não possa adaptá-lo! (funciona para mim e para as clientes que já montei mala de viagem ;) Dicas:

  1. planeje: reserve um tempo para montar sua mala
  2. faça uma lista dos tipos de ocasiões e compromissos
  3. tente pensar nos looks e não inventa de achar que vai finalmente usar na viagem aquela peça ou produto que vc nunca usar, rs
  4. acessório é legal porque não ocupa espaço e dá caras diferentes pros looks!
  5. pra ganhar espaço na mala: guarde coisas dento dos sapatos e das bolsas, caso sejam mais estruturadas
  6. tem gente que gosta de repetir váaaarias vezes a mesma coisa e tem gente que gosta de colocar pra lavar logo… nesse caso dá pra dar só uma esfregadinha embaixo do braço ou na mancha e voilá!)

Agora, vamos falar sobre quantidades!

LUGARES QUENTES 

  • núm. partes debaixo = núm. de dias/6 (vestido, short/bermuda, calça, saia - viagens com menos de uma semana: 2)
  • núm. partes de cima = núm. de dias/2 (camisetas, camisas, blusas)
  • monte 6 looks pra cada parte debaixo de forma que repita as partes de cima pelo menos 2x (já pensando no sapato, no acessório e no casaquinho do ar condicionado)
  • se não conseguir montar os looks, escolha 1/4 das peças coloridonas/com estampa e o resto em tons neutros (bege, mude, branco, preto, vinho, marinho, caramelo, cinza, grafite, verde musgo)
  • núm. casaquinhos/jaquetas leves pro ar condicionado = 1 (cor neutrona!)
  • núm. acessórios = 2 colares, 2 brincos
  • núm. sapatos de cada tipo = 1 tênis confortável, 1 sandália rasteira/chinelo que valha pra usar no quarto também!
  • núm. de bolsas = 1 grande e 1 pequena (em cores neutras)
  • calcinhas, sutiãs - não vou nem dar palpite nesse! rs Mas considere lavar e usar várias vezes!
  • kit básico maquiagem (base, rímel, blush, lápis, batom)
  • kit básico sol (biquini, canga, protetor solar)
  • kit básico higiene
  • kit básico saúde

LUGARES FRIOS 

  • monte 6 looks pra cada parte de debaixo de forma que repita as partes de cima pelo menos 3x (já pensando no sapato, no acessório, no casaco, no lenço, meia-calça)
  • se não conseguir montar os looks, escolha 1/4 das peças coloridonas/com estampa e o resto em tons neutros (bege, mude, branco, preto, vinho, marinho, caramelo, cinza, grafite, verde musgo)
  • núm. partes debaixo = núm. de dias/6 (calça, saia - viagens com menos de uma semana: 2)
  • núm. partes de cima = núm. de dias/3 (camisetas, camisas, blusas)
  • núm. casaco pesado = 1 (em cor neutra!)
  • núm. casaco leve = 1 (em cor neutra!)
  • núm. cachecol = 1 (em cor neutra!)
  • núm. acessórios = 2 colares, 2 brincos
  • núm. sapatos de cada tipo = 1 tênis/bota confortável + 1 chinelo pro quarto
  • núm. de bolsas = 1 grande e 1 pequena (em cores neutras)
  • calcinhas, sutiãs - fica por conta, né! mas considere lavar e usar várias vezes!
  • núm. meia-calça = viagens fim de semana: 1 / viagens 15 a 30 dias: 2
  • kit básico maquiagem (base, rímel, blush, lápis, batom)
  • kit básico higiene
  • kit básico saúde

Karina Abud é consultora de estilo pessoal e resolve pepinos de guarda-roupa, consumo e auto-expressão de mulheres e homens sem frescura e direto ao ponto. No seu Instagram se dedica a dar dicas de moda pelo ponto de vista do estilo pessoal e compras responsáveis de forma despretensiosa e divertida... afinal temos que nos vestir todo santo dia! Instagram: @karinaabud_consultoriaestilo

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Mala Cápsula: 8 motivos para aplicar o minimalismo

1.Mostra o seu cuidado com o Meio Ambiente

Aviões mais pesados consomem mais combustível. Ponto.

Além disso, quem carrega mais coisas fica menos móvel: ou seja, sabe aquele trajeto aeroporto- hotel que você poderia fazer usando o transporte público? Não vai rolar. E isso tem como consequencia aumentar a sua pegada de carbono.

2. Te deixa mais Móvel

Não importa para onde você vai ou por quanto tempo, uma mala mais leve sempre te dará mais mobilidade. Para todos os trajetos, incluindo dentro dos aeroportos. 

Pense em quantos trajetos você tem que fazer em uma viagem: de casa para o aeroporto, da entrada do aeroporto para o balcão do check in, do balcão para o check-in até o raio-x, do raio-x até a sala de embarque, da sala de embarque até o avião. E, isso, multiplicado por quantos trajetos? Sem falar da parte dos hoteis: chega, faz check in, sobe mala, etc.

3. É mais econômico

Hoje em dia, é raro viajar sem ter que pagar taxa pelas bagagens despachadas. Quase toda companhia aérea cobra uma taxa por isso. Sendo assim, a fórmula é: quanto menos mala, menos dinheiro indo embora.

4. Reduz a chance de extravio

Pra quem conseguir fazer uma mala cápsula que caiba em uma mala de mão: zera a chance de extravio.

5. Flexibilidade

Agora, se você conseguir viajar só com a mala de mão e se essa mala de mão for pequena: mais pontos pra você. Significa não ter perrengue e ter que brigar para conseguir espaço para a sua mala na cabine do avião!

6. Conforto

Não precisa nem explicar muito. Carregar mala pesada é chato pra caramba!

7. Conveniência

Pra quem conseguir viajar com a mala de mão apenas, ainda ganha de brinde não perder tempo esperando pela mala nos destinos ou pontos de conexão onde a inspeção da mala seja obrigatória!

8. Simplifica a Arrumação

Quem coloca menos coisas na mala perde menos tempo arrumando a mala.  

Faz sentido?

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Quando a moda ajuda a preservar nossa fauna

Aqui no Menos 1 Lixo falamos muito sobre moda, e na maioria das vezes sobre o impacto ambiental que ela tem na natureza, ou na questão do trabalho escravo tão presente nessa indústria. Semana passada inclusive rolou o desafio de 1 Look Por Uma Semana. Mas hoje o motivo é outro, porque dá sim pra fazer muita coisa legal nessa indústria. :) A Área de Soltura Monitorada de Fauna Silvestre Cambaquara, também conhecida como ASM Cambaquara, é uma ONG, localizada em Ilhabela-SP, que tem por objetivo reabilitar, promover a soltura e monitoramento de algumas espécies de aves nativas vítimas de ações humanas. Ela é mantida com recursos próprios e doações, que já resgatou mais de 200 aves só em Ilhabela.

O trabalho iniciou-se em 2008, quando os moradores ficaram sensibilizados ao encontrar papagaios machucados em sua propriedade. A partir daí, começaram a pesquisar, se informar e estudar para se dedicarem aos cuidados de algumas espécies conhecidas da região, como por exemplo, o papagaio-moleiro (Amazona farinosa), espécie ameaçada de extinção no Estado de SP e que foi recentemente eleita a ave-símbolo de Ilhabela. A ASM Cambaquara obteve uma autorização diferenciada junto ao Departamento de Fauna da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo para receber as aves da família dos psitacídeos e ranfastídeos resgatados do município de Ilhabela. Ilhabela tem mais de 80% de Mata Atlântica preservada e já foram registradas mais de 360 espécies de aves. A ASM Cambaquara já resgatou em torno de 200 aves, das espécies de papagaios, maritacas, periquitos e tucanos. A ONG conta hoje com 6 recintos grandes para reabilitação, soltura e monitoramento dessas espécies, e também desenvolve atividades de educação ambiental em parceria com o Parque Estadual de Ilhabela (PEIb), o Instituto Ilhabela Sustentável (IIS) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a fim de conscientizar a comunidade sobre os impactos gerados pelo homem no meio ambiente. Apesar de a ASM Cambaquara contar com a colaboração de instituições e voluntários como médicos veterinários, biólogos e ornitólogos, a manutenção de recintos e alimentação das aves é mantida com recursos próprios. A parceria com empresas e pessoas no custeio das atividades é importante para a continuidade desse trabalho, sendo assim a Fenz Brazil resolveu contribuir com esse projeto e desenvolveu duas camisetas em parceria com o artista plástico Lucas Paulucci em prol desta causa.

"Nosso objetivo é contribuir com o trabalho tão importante que vem sendo realizado." conta Priscila Fenz, estilista e responsável pela marca. As camisetas são lindas e estão à venda no site da marca  

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Como foi usar 1 look por 1 semana

A Luisa Monte fez o desafio do #1lookporumasemana e contou tudo no medium dela. A gente adorou!! ************ Dia 19 de julho acessei o meu Instagram e vi o direct do @menos1lixo falando sobre o desafio #1lookporumasemana. Fiquei agradecida por ter recebido o convite e ao mesmo tempo com os miolos fritando e gritando “Como eu vou fazer isso?!”. Foi difícil chegar em uma roupa base para usar durante toda a semana, meu dia a dia é super incerto, e o clima no Rio de Janeiro mais ainda. Mas (inocentemente) fui no combo calça jeans + t-shirt favorita, e montei 5 looks.

A experiência de ter participado desse desafio foi ótima porque me deu ideia de fazer combinações que não passavam pela minha cabeça. Além de usar a mesma calça e blusa durante a semana, eu mantive a mesma echarpe, usei a camisa xadrez no primeiro e sexto dia, e repeti a rasteirinha no quinto e sexta dia. Ah, a bolsa caramelo me acompanhou em 4 looks. =) Isso tudo me fez perceber o quanto eu ainda tenho roupa no meu armário, e provavelmente roupa que não uso, tanto que irei seguir tirando foto dos looks para ver as peças que estou usando e quais posso doar ou vender. Achei um exercício muito bom não só para repensar no que temos no armário, mas também para avaliar se eu realmente preciso da peça ou se a vontade de comprar é apenas por modinha.

Alguns amigos mandaram mensagem falando que a roupa ia ficar fedida, mas não ficou (ACREDITE). Como eu faço o meu desodorante, não tenho muito problema com cheiro de cc (descobri isso quando parei de usar desodorantes industrializados) recomendo fortemente que faça o seu desodorante, é simples, barato e amigo do seu corpo. Outra dica preciosa para tirar o cheirinho de rua da roupa é misturar 1 medida de vinagre de álcool incolor + 1 medida de água e borrifar na roupa (dica valiosa do Por Favor Menos Lixo). Essa misturinha você pode seguir sempre o uso, e vale muito para quem fica com mancha amarelada na roupa, borrifa bastante na parte das axilas e deixa a roupa respirar.

A dica número 3 é: deixe sua roupa respirar. A minha ficou na sala de casa todos os dias (porque durmo de janela fechada), mas você pode deixar pendurada no cabide na porta do armário também. É importante que a sua roupa pegue sempre um ar antes de voltar pro armário ou antes de ir para o cesto de roupa suja. O resultado do desafio pra mim, além de me ajudar a melhorar no meu consumo com roupas, sapatos, bolsas e acessórios, e me ajudar a perceber o mundo de combinações que eu tenho no meu armário, foi ver que eu posso tranquilamente repetir a roupa me sentir bem com isso, e ainda ter menos trabalho em lavar minhas roupas, já que o intervalo de lavagem será bem maior. Eu já deixava para lavar minhas roupas de 15 em 15 dias, pois assim me obrigava a usar mais coisa do armário, mas agora, passei para 1 vez por mês (pelo menos até eu entender de tudo o que eu preciso mesmo).

Confere aqui embaixo os looks que montei nesses 5 dias, e comece você também o desafio #1lookpor1semana

    A Luisa Gabriela Monte é viciada em organização, marketing e gerenciamento de pequenos negócios. Cria projetos e produtos para otimizar tempo e espaço por meio da Lu Gabi. Esse texto é do medium dela, para acessar clique aqui: http://bit.ly/luisamonte

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Consumo consciente: reflexões sobre o desafio #1lookporumasemana

Depois da semana intensa com a participação de tanta gente no desafio do #1lookporumasemana, várias reflexões pipocaram aqui e ali:

  • Teve a história da Jaque Pegoraro, que foi fazer uma entrevista e o entrevistado estava repetindo a jaqueta há 3 dias, inspirado nela!
  • Teve a história do jeans da Vanessa Huguinin, que não resistiu a 4 dias consecutivos de uso.
  • Teve a Lilian Pacce, participando pela segunda vez com os convidados do Menos 1 Lixo.
  • E teve a história da calça vermelha da Fe Cortez!!

Para quem se inspirar, qualquer dia é dia pra começar. Se você acha 1 semana muito, tenta 3 dias e vê o que acontece!Aperta o play e confere o nosso video pós-desafio: cheio de looks e reflexões.

 
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Armário-cápsula - a cura pra doença do excesso.

...então a Fe Cortez me mandou um zap: “Lu, você não toparia escrever um artigo pro blog, sobre armário-cápsula?!” ...respondi que sim, honrada. É uma experiência tão feliz que vale a pena passar adiante. Fui dar uma olhada nos arquivos do instagram do Mais Orgânica, pra confirmar a data do dia em que fiz a limpa no meu armário e aderi a essa ideia: 27 de Abril de 2017. Opa! Estamos completando 3 meses… justamente o tempo para fazer a primeira revisão do guarda-roupa. Olhando para trás e me observando na foto, saquei que eu estava apavorada demais com a quantidade de coisas que eu tinha, para conseguir enxergar o que realmente era essencial…. que só tempo mostra. E olha que eu jurava que nao tinha tanta roupa….

Portanto se você  não tem mais aonde guardar tantas coisas, mas vive sem saber o que vestir, e realmente ta a fim de fazer uma limpa e aderir à ideia do menos é mais, respire fundo, encare o seu armário de frente, e bote absolutamente tudo para fora. Realize a limpeza de uma só vez! Tem que ser que nem arrancar esparadrapo… mas calma! Eu explico. Confia e vem comigo... Um pouco da históriaO armário-cápsula é um guarda roupas enxuto e versátil, com poucas peças, atemporais e de boa qualidade, que se combinam entre si, gerando múltiplos looks possíveis.

A cada 3 meses, ou mudança de estacao, esse armário deve ser reavaliado e organizado... o que é bem mais fácil do que a etapa inicial. O armário-cápsula é também parte de um movimento maior que questiona a lógica fast-fashion, assumida pela grande indústria da moda nas últimas décadas. E o chamado movimento slow-fashion que flerta com o conceito minimalista

O Minimalismo, surgiu na década de 60 e vem ganhando novo impulso, desde o começo da última década, por conta da quebra da bolsa, em 2008. O mundo começou a se perguntar: Pra que tanto?! Uma pergunta fundamental num momento de crise. Bem explicadinho e retratado no documentário Minimalism. Vale assistir pra dar uma inspirada!

Em 2011 “Marie Kondo - A magica da arrumacao” , se tornou best seller, e posteriormente, junto com outras blogueiras como Caroline Joy Rector, do blog, Unfancy, popularizaram a ideia na rede, associando minimalismo, moda, consumo consciente e sustentabilidade. A tragédia na fábrica têxtil, no edifício Hannah Plaza, em Bangladesh, em 2013, fez o mundo prestar mais atenção em como são produzidas as roupas das grandes marcas de lojas de departamentos, e a lógica voraz e predatória do fast-fashion. Um documentário que conta bem essa história, é o “The true cost”, (tem no Netflix e é fundamental!).

Mas a ideia do armário enxuto apareceu pela primeira vez, com Donna Karan, em 1985, quando ela lançou seu guia com as peças essenciais: Body preto, saia versátil, calça confortável, jaqueta de alfaiataria, suéter, camisa branca, um scarf (lenço fino e comprido) e aquele vestido pretinho, básico.

Se você se identificou e ta a fim de embarcar nessa, disponibilize um tempo e leia as recomendações abaixo!

Regrinhas e dicas:

  • Existe um número ideal proposto: 37 peças, EM USO, por 3 meses, que podem ser substituídas por 2 ou 3 peças novas (criteriosamente escolhidas), a cada mudança de estação, ou conforme a necessidade.
  • Os itens incluídos entre essas 37 peças, são: tops (camiseta, regata e camisa), partes de baixo (saia, calça e short), casacos (jaquetas e sobretudos), vestidos e sapatos. Roupas de festas, uniformes, roupas de banho e de ginástica, além de acessórios e bolsas, não estão nesse numero, ok?! Mas vale lembrar que a lógica é a do ter menos.
  • Outra regra é a flexibilidade. Tudo depende do seu estilo e momento de vida, e quem manda é você. Ou seja: nada impede que você tenha mais ou menos peças do que o proposto, sobretudo em um país tropical como o nosso, que merece adaptações, por não existirem estações tão bem marcadas, quanto nos países de onde essa ideia veio.
  • Outra coisa importante é que o armário é organizado pra durar 3 meses. Você separa as peças que serão usadas para cada estação, e guarda as demais. Uma vantagem disso é um certo frescor que as velhas peças guardadas ganham, quando saem, para te acompanhar na nova temporada. No meu caso eu mantive as peças no armário, mesmo… sabe como é, no Rio de Janeiro nunca se sabe… a qualquer momento o maçarico pode ligar, bem no meio do inverno.
  • Essa regrinha dos 3 meses é legal pra fazer uma avaliação, sobre o que, e como você usa, ou não, suas roupas… fase em que estou agora. É hora de eliminar o que não rolou, pensar com cautela o que está faltando, e comprar com critério, responsabilidade e sem impulsos… mas saboreando meu poder de consumidora. Yeah!
  • Uma paleta de cores também deve ser estipulada para facilitar a seleção das peças que vão ficar. Geralmente sao neutras… mas nada impede que você acrescente suas cores favoritas e até mesmo, estampas. Listras são queridinhas nos armários minimalistas, por motivos óbvios: São elegantes e atemporais.
  • Ah! Vale lembrar: Você nunca deve jogar tudo fora, para começar o armário do zero. Acredite: Tudo que você precisa, ou a maior parte, já está no seu armário… você só precisa abrir espaço para enxergar o potencial de combinação das peças que você já tem.
  • O Minimalismo não é uma dieta de roupas ou uma lipoaspiração de armário. O exercício de se desfazer e organizar é parte da tomada de consciência e reflexão, e é o que vai garantir a cura para eventuais compradores compulsivos e apegados. A ideia não é comprar mais. Lembre-se sempre disso.
  • Haja o que houver não experimente as peças durante a separação. Isso além de fazer tudo ficar mais demorado, vai fazer ficar mais difícil também, pois algumas peças podem trazer memórias, emoções e fazerem você querer guardar alguma delas pra quando emagrecer. Esqueça isso. Pense em 3 meses.
  • Outra sugestão importante é fazer tudo bem longe dos olhos da sua família. Parentes podem dificultar o desapego, por conta de memórias, roupas compartilhadas, presentes, histórias, ou simplesmente por não estarem vivendo a mesma inquietação que você. Eles podem começar a julgar, se meter e achar tudo uma doideira… e é aí que entra outro detalhe belo, desse estilo de vida: É um exercício de você com você mesmo. Você precisa se ouvir, sinceramente. Outras pessoa atrapalham… ah! Também não vale mandar as peças pra passar férias em algum “depósito” familiar.

Vamos ao que interessa…

Por onde começar? ...pela manhã. Certamente essa tarefa vai render horas, e para fazer do jeito certo, tem que começar e terminar, no mesmo dia. Como eu disse no começo… tem que ser de uma vez só.

Coloque absolutamente tudo o que tem no seu armário, e espalhado pelo resto da casa (roupas pra lavar e passar), em cima da cama ou no chão. Ver tudo o que você tem, junto, é fundamental para te dar o choque de realidade necessário pra continuar. Pode ser meio desesperador… mas confie no processo.

Separe as suas roupas em 3 pilhas: O que SAI; o que eu AMO; e o que eu NAO SEI. Apenas olhe bem pra peça e se pergunte: Isso me faz feliz?! Essa pergunta geralmente se responde rápido... Você sente.

  • O que SAI - que você não usa mesmo, que não cabe mais, que não representa seu estilo atual, ou momento de vida, e o que não serve pra ninguém. Essa pilha de roupas deve ser re-dividida, em 3 categorias, depois que tudo já estiver selecionado, organizado e guardado,: aquilo que dá pra vender, em bazares e brechós, o que você quer doar, e o que é descarte. Para essas duas últimas categorias, procure instituições de caridade, ou cooperativas de costura, que reaproveitam tecidos. Sempre pergunte se a instituição ou o grupo, deseja receber a doação, do contrário,  você estará apenas jogando seu lixo no outro, achando que tá fazendo caridade. Só que não. Com a grana que você conseguir vendendo as peças, você deve guardar para comprar o que você realmente vai precisar. Mesmo que você consiga uma boa quantia, tenha um valor fixo, em mente, pra gastar com roupas a cada 3 meses. Nem mais nem menos. Pra não correr o risco de você comprar o que não precisa só porque tem dinheiro. Faça outros planos pra ele, longe do seu armário.
  • O que eu AMO -  Mantenha em mente a regra das 37 peças, mas não perca a flexibilidade de vista. Essa pilha também será triada de acordo com a paleta de cores que você selecionou. Fique apenas com as peças cujas cores e estampas funcionam bem juntas. Se ficar em dúvida coloque na pilha do NÃO SEI. Observe bem o que fica, e separe o que precisa de costura, tingimento, limpeza ou reparos. Faça o que e preciso, logo, ou procure alguém que possa te ajudar.  
  • O que eu NÃO SEI - Ao final da separação do que fica e o que vai, essa pilha pode ficar mais fácil. Por isso deixe ela pro final. Se já houver muita coisa que você AMA, você vai se desapegar mais fácil. Caso você ainda tenha dúvidas a respeito de algumas peças, experimente-as. Se couberem, use a estratégia de guardá-las até a próxima estação, para ter noção se fazem falta ou não, ou até mesmo pra você viver o prazer do reencontro com algo que você gosta. Armários compartilhados também podem ajudar a desapegar e reavaliar.

Esse detox dá trabalho, pode ser doloroso, em alguns momentos, mas no final você sente uma sensação de liberdade e leveza indescritíveis. Dificilmente você voltará a acumular roupas que não usa, e vai se pegar fazendo combinações que nunca imaginou…. e depois de 3 meses, é só reavaliar se você usou tudo o que amava, guardar o que não vai usar na estação, e finalmente, comprar as peças que você tem certeza que precisa, mesmo que você pague mais caro. Compre coisas boas ...e nesse caso, procure brechós, bazares, trocas, ou prestigie marcas nacionais comprometidas com a sustentabilidade, comércio justo e respeito aos animais e leis trabalhistas. Um bom site pra continuar se aprofundando no assunto é o Modifica. Tem boas dicas, informações e recomendações de marcas. Boa sorte e divirta-se! 

*Luiza Sarmento é influenciadora digital do canal Mais Orgânica, é jornalista, designer em sustentabilidade e assina a coluna de sustentabilidade do programa sai do ar, na Rádio Globo.   

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Repetir roupa é muito mais do que repetir

Vou sair com minhas amigas e começo a me arrumar. Coloco uma roupa e penso  “Uhm, essa não.” Troco de roupa várias vezes. Nada me satisfaz. Bate um leve desespero, olho para o meu armário cheio de roupas e penso “Não tenho nada pra vestir”.

Vou fazer uma viagem de 20 dias e preciso arrumar a mala. Abro meu armário e penso “O que vou levar?”. Separo peças que considero especiais, que me deixam bonita e me fazem sentir bem, pois na viagem quero estar bem todos os dias e em todas as fotos. 20 dias, 50 peças, vai que eu preciso de um gorro de lã ou um um biquíni? Temos que ser versáteis afinal de contas... Meu namoradx vem morar comigo, preciso dividir o armário com ele e penso: ferrou! Tenho muitas roupas! E agora?

Você se identifica com alguma dessas situações?

Se a resposta foi – Não, nunca passei por isso. Parabéns! Há grandes chances de você praticar o consumo consciente (mesmo que de forma inconsciente).

Mas tenho certeza de que essas situações te lembraram alguém. Já se sua resposta foi – Sim, já passei por isso. Pode ficar tranqüilo! Você, eu e mais uma grande parcela da população (do mundo) fazemos isso.  Fazemos o que?

‍(Durante o Fashion Revolution, a Karin Dreyer do Blog Por Favor Menos Lixo, usou o mesmo look durante 4 dias)

Consideramos (em algum momento) roupas como descartáveis!

Pera, eu não considero roupa descartável não, afinal eu doou pra instituições de caridade quando eu não uso mais… Mas… se temos roupas mais especiais, por que gastamos nosso dinheiro com outras que não são especiais? Se uma roupa está acabadinha e não serve para ser vendida (pois ninguém vai querer comprar), por quê ela serve para doação? Alguém merece nossa roupa mais acabadinha? O que leva uma pessoa a ter (mais) roupas que o suficiente e sentir que não tem nada pra vestir?

Antigamente (Ah, vai! Nem tão antigamente assim! Pergunta pra galera de 45 anos pra cima ;) as pessoas tinham menos roupas. Roupas eram caras. Eram feitas de matéria-prima natural (algodão, linho, seda etc.). Leva muitos anos até um algodoeiro crescer e produzir a matéria-prima. Fora que quanto mais gente no mundo, de mais algodoeiros precisamos. A seda então, nem se fala! Artigo de luxo, foi motivo de muitas desavenças, pois havia tráfico do casulo do bicho da seda (vejam um exemplo no seriado “Marco Polo”). Além da matéria-prima, era necessária mão de obra especializada. Os alfaiates e costureiras tinham seus ateliês. O ofício da costura era mais personalizado. Quem não podia pagar, se esforçava muito para poder e as roupas eram passadas (com orgulho) dos pais para os filhos. Ou seja, eram consideradas bens (no sentido de ativos/propriedades). Dessa forma, as pessoas repetiam mais as roupas. Reparem nas novelas, filmes e séries que retratam épocas anteriores às décadas de 60 ou perguntem aos seus parentes. Não era considerado feio, nem visto com preconceito. Simplesmente era assim.

‍(Legenda: O americano médio descarta 37 quilos de resíduos têxteis por ano)

Com o desenvolvimento do plástico em fibra (o tal poliéster na etiqueta das nossas roupas) na década de 50, muita coisa mudou. Por ser uma matéria-prima mais barata e de obtenção mais rápida, já que vem do petróleo, dá pra sair produzindo pra caramba, cobrar menos e fazer a galera comprar mais. Assim quem não podia comprar roupas, passou a poder, e quem já podia comprar, passou a poder muito mais. Com isso aconteceu uma grande desvalorização dos artigos que compõem a vestimenta e tudo que deriva da cadeia de produção.

Ao contrário da galera de antigamente, hoje poucos sabem como são feitas as roupas. Elas chegam prontas na loja e nem a vendedora sabe explicar sobre o tecido, ou sobre o tingimento. A relação costureira - cliente se perdeu, pois agora compramos de marcas, que têm por objetivo lucrar cada vez mais. Essa terceirização do setor influenciou e muito no nosso comportamento como consumidores. Em grande parte, as roupas eram produzidas por profissionais locais. O contato com o profissional existia, além de se ensinar corte e costura nas escolas e em casa. A proximidade com esse processo nos fazia valorizar mais cada item. Vocês têm ideia de quantas horas são necessárias desde a modelagem até a finalização de uma camisa de tecido por exemplo? Ir na loja, comprar uma calça na promoção torna o processo todo fácil. E quem valoriza o fácil? E se é fácil de adquirir, não pesa tanto a decisão de descartar. Assim, temos mais e usamos menos. Compramos mais e valorizamos menos. Acumulamos mais e? Descartamos mais (achou que eu ia falar menos, né?). Mas pra onde vai isso tudo (o dinheiro e as roupas descartadas)?

Quem me conhece, sabe que eu adoro falar mal do plástico no meu blog e redes sociais e que sempre elucido o impacto ambiental do nosso consumismo. Mas vou tentar não falar disso, ok? Sorry, não consigo! É mais forte do que eu!!! Vamos lá: as fibras sintéticas das roupas mais modernas não se desintegram. E como a indústria não para de produzir e nós não paramos de consumir e descartar, temos pilhas e mais pilhas de plástico em forma de tecido indo parar nos lixões, aterros sanitários e meio ambiente. Isso tudo acaba se voltando contra nós, que inalamos ou ingerimos essas fibras através da carne de animais, água ou solo contaminados (sempre bom lembrar que plástico é derivado de petróleo). Alguém aqui quer se contaminar? O processo de produção também é bem poluidor. Fibras sintéticas precisam de tintas sintéticas que também sujam nossa água. E a emissão de CO2? Nem vou falar de aquecimento global, porque tem gente, Trump, que não acredita, mas isso daria outra pauta, que acho que a Fê já escreveu por aqui). Mas temos provas de exploração de mão de obra escrava (Já viram o documentário “The True Cost”?). Para que nossas roupas sejam baratas, muitas marcas abusam de pessoas que aceitam trabalhar nas piores condições possíveis. Alguém aqui gostaria de trabalhar como escravo? Mas então por que nós consumimos um produto feito nessas condições?

Então gente, está mais do que na hora de resgatar o hábito da galera de antigamente (Perceberam que eu amo a galera de antigamente? rs) de valorizar mais o que já temos. Vamos trocar a expressão “repetir roupa” por “usar mais vezes o que temos”. Dessa forma, estamos reconhecendo os esforços de quem produziu, estamos valorizando nosso dinheiro, estamos economizando tempo, fora diminuindo todo o impacto de poluição. Só coisa boa! E, se no final das contas der vontade de comprar, tudo bem. Mas que a compra seja um prazer consciente e não o princípio de um descarte. Vamos aproveitar o gancho da Fe Cortez e da Lilian Pacce com o desafio #1Lookporumasemana! Várias pessoas toparam e tenho certeza de que será uma experiência transformadora!

Nota da editora: a Karin foi uma das convidadas para participar do desafio da Fe, que você acompanha pelas redes sociais do Menos 1 Lixo ou da Fe. Pra saber mais, leia aqui.

https://www.instagram.com/menos1lixo/

https://www.instagram.com/fecortez/

*A Karin Dreyer é produtora cultural e adepta do estilo de vida Desperdício Zero (Zero Waste), onde se busca uma rotina com o mínimo de descartes e produção de lixo possíveis. Em seu blog - Por Favor Menos Lixo - e redes sociais, divide com os leitores suas escolhas para o dia a dia dentro e fora de casa, afim de desmistificar a ideia de que práticas sustentáveis sejam difíceis. 

Fontes: Relatório sobre o Poliéster
Site Ecycle: os problemas da fibra popular

Sites:

Fashion Revolution
History of clothing

Documentários e séries: The True Cost e Marco Polo

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10 Fatos Sobre a Relação Moda & Sustentabilidade

O desafio #1lookporumasemana da Lilian Pacce foi oficialmente aceito pela Fe Cortez e + de 20 amigos, na quarta-feira passada. E, desde então, muita gente também topou encarar o desafio de usar um look por uma semana inteira. O objetivo nunca foi, especificamente, o exercício de repetir a roupa; mas algo muito maior: o que este exercício geraria de reflexão e aprofundamento sobre um assunto que faz parte do dia-a-dia de todo mundo. Todo mundo tem que vestir roupa, todos os dias.

Ou seja, se na sua cidade é impossível repetir a roupa mais do que 2 dias, a gente te convida a estudar mais sobre o impacto da moda e do nosso comportamento de consumo na nossa pegada no planeta - junto com a gente. E nessa caminhada, a gente também parou para ler mais sobre o que anda acontecendo na relação moda e sustentabilidade, e separamos 10 Fatos Sobre Moda & Sustentabilidade que você precisa saber:

  • O maior desafio da sustentabilidade dentro da moda tem a ver com o escopo muito amplo de áreas que ela toca: agricultura (algodão, linho, etc), pecuária (couro, pele, lã, cashmere), petróleo (polyester e outros sintéticos), floresta (viscose), mineração (metal e pedras), construção (lojas offline), logística de transporte e, ufa!, produção (salubridade e compensação salarial injusta). Já parou pra pensar nisso? Afeta tanto o planeta porque cada peça de precisa de recursos da natureza e recursos humanos - e exige muito dos dois.
  • O crescimento da indústria não foi proporcional ao desenvolvimento de práticas e cuidados com a sustentabilidade. Ok, todo mundo já sabe disso. No entanto, algumas marcas já começaram a se mexer. A C&A reconheceu os efeitos da cultura do algodão, e se comprometeu a comprar apenas algodão orgânico a partir de 2020. E a Patagonia, além de receber itens de roupas descartadas ainda fornece o serviço para aumentar a vida útil das suas peças nas lojas.
  • A indústria da moda é responsável por 3% de emissão de CO2 do mundo.
  • Uma calça jeans gasta em média 3480 litros de água para ser produzida. Isso equivale a 53 chuveiradas de 7 minutos! E aquela do brechó: zero!
  • A produção de algodão é responsável pelo emprego de 1/4 do uso de pesticidas do mundo! Prefira tecidos eco-friendly.
  • O desperdício na produção de roupas é de, aproximadamente, 15% do material. E ainda não é costume das marcas doar o que desperdiçam para reaproveitamento. Fique de olho naquelas que cuidam disso
  • Se é anti, provavelmente, não é bom. Por exemplo: antibactérias, anti transpiração, antimicrobiano, anti-amasso, antimanchas. Se é anti-alguma-coisa, provavelmente, tem alguns químicos que também são anti-vida.
  • Sabe aquele cabide de plástico que vem com a sua roupa nova? Demora 40 gerações para decompor no lixão. Demora pra decompor, e ainda atrapalha a decomposição de outros materiais
  • Os americanos descartam, aproximadamente, 14 milhões de toneladas de roupas usadas por ano. Ou seja, 36kg por habitante.
  • De acordo com a agência de proteção ao meio ambiente norte-americana, em 2012, 84% das roupas descartadas não ganharam um novo lar - foram parar no lixão ou foram incineradas.

E agora que você já sabe de tudo isso, trazemos boas novas! Segundo o relatório The State of Fashion/2017 da McKinsey, 65% dos consumidores dos mercados emergentes consideram o respeito pela sustentabilidade um fator que compõem a decisão de compra.

E se você quer se juntar a nós no desafio #1lookporumasemana e refletir mais um pouco sobre o seu papel no meio disso tudo, escolhe um look e vem com a gente.

 
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Desafio 1 Look Por Uma Semana

O Menos 1 Lixo nasceu para estimular mudanças de comportamentos individuais por um mundo mais limpo, próspero e sustentável. E consumir de maneira consciente, para gerar menos lixo, é uma das ações fundamentais para a construção desse mundo. Quem consome menos, descarta menos. Por isso, a gente achou o máximo quando viu um projeto que a Lilian Pacce idealizou e colocou em prática na mesma hora. Um desafio de consumo consciente, com a tarefa de usar #1lookporumasemana. Por 6 dias, a Lilian usou o mesmo look. E o resultado? Fora a conclusão de que repetir o look não machuca e nem tira pedaço - palavras da Lilian :) - ela foi muito além: falou sobre a necessidade de consumir melhor, para a roupa durar mais; usar mais vezes a mesma peça para criar mais intimidade com a roupa, entre outras reflexões. (Quem quiser ver o video com a experiência completa, é só clicar aqui).

Quando você compra uma peça de roupa, você realmente pensa se ela vai durar muito tempo no seu guarda-roupa? E se você vai poder usar muitas vezes, e em muitas ocasiões? O crescimento do fast fashion mostra que muita gente não pensa assim! Os consumidores compram o dobro de peças do que compravam há 30 anos e a segunda indústria mais poluente do planeta fabrica mais de 150 bilhões de peças por ano. Peças que, em média, são usadas 7 vezes antes do descarte.

 

Para chamar atenção para isso, e para fazer um exercício de reflexão mais ativo, a Fe Cortez topou entrar no desafio da Lilian e convidou um monte de gente pra começar, junto com ela, no dia 24 de julho! Tem gente de várias cidades, várias idades, várias profissões. Tem gente preocupada se o look vai durar no calor do Rio, tem gente preocupada para não escolher errado e passar frio em Porto Alegre.

A Karin Dreyer é produtora cultural e adepta do estilo de vida Desperdício Zero, onde se busca uma rotina com o mínimo de descartes e produção de lixo possíveis. Em seu blog - Por Favor Menos Lixo - e redes sociais, divide com os leitores suas escolhas para o dia-a-dia dentro e fora de casa, desmistificando a ideia de que práticas sustentáveis sejam difíceis. E o que a Karin tem a falar sobre o desafio #1lookporumasemana ? "Com esse desafio gostaria de estimular o questionamento e as reflexões que eu mesma me fiz alguns anos atrás: Afinal, se eu possuo tanta roupa, por que volta e meia olho para o meu armário e sinto que não tenho nada para vestir?  Essa pergunta me fez entender que, mesmo gostando muito das minhas roupas, no fundo eu não dava tanto valor a elas, pois eram facilmente substituídas por uma nova peça bonita que eu comprava. Assim o ato de comprar não era mais um prazer e sim uma necessidade que, não realizada, levava à frustração. Repetir roupa é valorizar aquilo que temos, ser consciente e ter autonomia de escolha. Além de dar bem menos trabalho no dia a dia, gastar menos dinheiro e ainda ajudar o meio ambiente."

A Rhaisa Batista, atriz, e ex-modelo, sempre achou uma bobagem esse conceito de não repetir roupa. "Até porque temos máquina de lavar pra isso, né? Esse desafio é como reinventar essas roupas, porque a gente que vem da moda tem alguns conceitos de look e de combinações de peças pré definidas, então é se libertar um pouco disso e pensar mais no bem comum. E ao mesmo tempo conseguir ficar feliz com o figurino em diversas ocasiões. A expectativa é como reinventar esses looks, como compor quando um dia chove, no outro faz sol. Como fazer? To animada!"

A Ju Nasciuti, idealizadora e apresentadora do "Programa Muda", onde conta histórias de pessoas que estão mudando o mundo pra melhor, está tão curiosa, quanto apreensiva. "Não sou uma pessoa muito consumista e meu armário não é grande. No entanto, passar 5 dias com apenas uma produção será um desafio de desapego e consciência de que sempre podemos viver com menos.”

Para a Vanessa Huguinin, publicitária especialista em food branding, que vive um entra-e-sai de restaurantes e cozinhas com o dia-a-dia da Foodse, vai ser um desafio e tanto. Ela não pàra nunca!

A Patrícia Japiassú, facilitadora da Healing Hands Escola de Ser e de Reiki , aposta que “É no contraste se dá a consciência. E assim vale para todos os movimentos de nossa jornada. Do olho do observador ao look a ser observado! Acredito que exercitar este desafio será mais um portal de leveza do SER.

”Se você também quer entrar neste desafio de contraste e consciência, basta postar os seus looks usando as hashtags #1lookporumasemana, #menos1lixo, #dicasdaFeCortez

As regras são:

  • Escolher as peças de roupas que vão compor o look principal para usar a partir da próxima segunda-feira, dia 24 de julho
  • Postar diariamente e não esquecer de colocar as hashtags (pra gente poder achar vocês!)
  • É permitido variar sapatos, acessórios e casacos
  • Para completar o desafio, a semana pode ser considerada a semana de trabalho, ou seja, 5 dias.
  • Quem conseguir esticar pra 6, 7 dias ganha uma estrelinha. :) Mas 5 dias já está valendo!

  Que venha dia 24!

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Comprar roupa é legal né? Será mesmo?

Pra quem ainda não sabe, eu, Fe Cortez, apresento desde abril um reality show sobre consumo no Discovery Home & Health, o Menos é Demais. Nele, a cada episódio, eu analiso o consumo de uma família diferente, e o que pode ser feito pra que essa família consuma de uma forma mais consciente. São muitos motivos pra consumir de forma mais consciente, mas resumindo em um tweet, na velocidade que consumimos estamos colocando a sobrevivência da nossa espécie em risco. A gente falou aqui que no ao passado atingimos o dia do cheque especial do planeta (aquele dia em que o planeta sozinho não consegue mais regenerar seus recursos usados) em 13 de agosto, e a cada ano, esse dia acontece mais cedo. Voltando ao Menos é Demais, semana passada a família em questão eram duas irmãs, a Erika e a Camila, que são donas de uma marca de moda, a Gloss. As meninas são fofas, queridas, e juntas têm mais de 150 mil seguidores nas redes sociais. Elas são consideradas digital influencers, são influenciadoras digitais de... moda. E o armário delas deu o que falar nas minhas redes sociais. Muita gente questionando se aquilo era "normal" e refletindo sobre quem seguir, sobre os valores por trás das blogueiras, ou no novo nome da moda, influenciadoras digitais. E como elas existem milhares de influenciadoras que postam o dia inteiro fotos de looks, tendências, roupas que você tem que ter, porque se não tiver, aí... você não é tão legal assim né. Peraí, é? Por que a gente acreditou nessa historinha criada pela moda que pra sermos aceitos precisamos consumir com uma velocidade sobrenatural todas, absolutamente todas as tendências de moda que rolam por aí. Sim, porque se você não consumir, o que será de você? Como é que a gente deixou os valores serem tão invertidos assim, que na verdade você vale pelo que você tem e não pelo que você é. Pelo que você posta, e não pelo que você faz, pelo que você aparenta, e não pela sua índole, pelo seu caráter, pela forma como você se relaciona com as pessoas, com o planeta. Aí é que vem a questão: como é que pode ser cool e bacana uma pessoa comprar sem limites, roupas e mais roupas, gadgets, acessórios sem fim, que no final das contas destroem o planeta em diversos níveis? A parte da história que a moda não contou é que ninguém paga esse custo, o ambiental. Na verdade o sócio ambiental. Então vamos a uma rápida explicação aqui: a moda é a segunda indústria mais poluente do mundo! Sim, você leu direito, a segunda indústria mais poluente do mundo! . E 3,2% de toda água disponível no mundo é usado no setor têxtil. Sendo que 20% de todas as águas poluídas no mundo, estão assim por causa da indústria têxtil. Isso sem falar no trabalho escravo (leia mais aqui nessa matéria da Reserva) E esse é só o começo da história. A moda, o fast fashion, cria, reitera, vive do conceito de obsolescência programada, da criação de tendências de moda que já nascem com prazo de validade. Numa estação o cool é calça skinny, na outra é calça flare. E se você não tiver uma calça flare... E se você não tiver uma calça flare? Qual é o real problema? A gente achou uma matéria super legal que a Naturalissima fez, com 4 documentários que mostram o que as etiquetas das roupas não mostram, todos os impactos sociais e ambientais que a indústria do fast fashion causa na vida de muitas pessoas. Pra ler a matéria completa, clica aqui. The True Cost Esse é imperdível, se eu tivesse que recomendar um sobe moda, assistam The True Cost! Lançado em 2015, o documentário analisa e discute os impactos negativos da indústria têxtil no planeta, com a ótica do ambiental e do social, já que ele foi feito logo após o desabamento de uma fábrica em Bangladesh que matou mais de 1000 pessoas e deixou mais de 2500 feridas. Para quem está começando nesse universo da moda sustentável, essa é uma ótica pedida para conhecer mais sobre esse universo.

Traceable Esse documentário lançado em 2014, além de criticar o consumismo estimulado pelo fast-fashion, também mostra as condições de trabalho em que as nossas roupas  são confeccionadas.

Unravel Filmado entre 2009 e 2011, mostra o que acontece com parte das roupas que são doadas para programas de caridade ao redor do mundo  e enviadas para centros de reciclagem na cidade de Panipat, na Índia.

The Story of Stuff Esse aqui é um filminho curto que explica como a gente pensa a nossa cadeia produtiva hoje, de forma linear: a gente extrai, beneficia e...lixo. Tem maneiras muito mais inteligentes de se produzir, pensando em uma economia circular, e esse doc fala sobre isso. Ele não foca na indústria da moda, porém, nos mostra como o processo produtivo das indústria precisa ser repensado urgentemente, desde a extração até o momento do descarte.

Você já conhecia esses documentários? Conhece algum outro? Conta para gente o que você achou ;) E assiste o Menos é Demais, toda quinta feira, 20:30 no Discovery Home & Health. são dois episódios na sequência, e reprisa sábados 22:15.

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Ecool: acessórios criativos pra um carnaval com menos lixo

Quem acompanha o Movimento – e tá ansioso para os dias de festa \o/ - viu o vídeo da Fe Cortez com as dicas pra um look consciente no carnaval. Se você perdeu, confere aí embaixo! ;) [embed]https://www.youtube.com/watch?v=lfhXvc5KpKs&t=1s[/embed] Pois bem, fomos atrás de Juliana Morais pra entender um pouco mais sobre as histórias da construção dos acessórios da Ecool – um trocadilho de “eco” por conta das peças sustentáveis e “cool”, pelo design divertido e diferente. Confira:

De onde surgiu a ideia da marca?

(Juliana Morais - fundadora da Ecool)

- Começou ainda na faculdade na época que eu estudava Design de Moda. Comecei a me aprofundar muito sobre moda sustentável devido ao meu projeto final que foi sobre o tema. A partir de pesquisas comecei a perceber que as pessoas ainda não tinham muita informação sobre o que é moda sustentável, e viam até com certo preconceito, achando que peças assim são feias e bregas. Pensando nisso, eu fiquei com muita vontade de fazer algo que fosse bom para o meio ambiente e que ao mesmo tempo desmitificasse essa visão, contrariando tudo que as pessoas acham sobre o sustentável. Assim nasceu a Ecool, em janeiro do ano passado (2016). Uma marca de acessórios eco friendly, sustentável, que celebra o slow fashion e o feito à mão, com um design cool, lúdico, diferente, divertido, chamando atenção por onde passa e resgatando a memória afetiva que temos com os brinquedos.

Como é o processo de produção?

- O nosso processo é muito especial e completamente ao contrário de uma marca de moda convencional, justamente por sermos sustentáveis. Primeiro nós recebemos doações de brinquedos que não passaram no teste de qualidade de fábricas, doações de pessoas físicas, doações de decoração ou compramos em antiguidades e bazares. Avaliamos o que recebemos e começamos a criar a partir deles, com tudo feito à mão. É nesse momento que a gente vê se vai ter grade de um mesmo acessório ou ele será único. O upcycling (reaproveitamento de produtos e materiais) é o nosso alicerce principal. Além de estar presente em nossas peças, ele vem na forma como o desenvolvemos, procurando sempre aproveitar as sobras em novas criações, tornando o ciclo fechado com descarte mínimo.

Quem busca os acessórios Ecool?

- As pessoas buscam exclusividade e acessórios diferentes que saiam do comum. Como vemos muita coisa igual por aí, o meu público é aquele que quer se diferenciar e chamar atenção por onde passa. Além disso, tem a questão afetiva com os brinquedos que fazem relembrar a infância e dão aos acessórios um toque mais especial.

Acessório pro ano todo

- Nós fazemos acessórios o ano todo e ele pode ser usado em qualquer lugar tanto para noite, festa, quanto também para o dia. Vai depender de como a pessoa quiser usá-lo. No período de carnaval nós fazemos uma linha especial de arranjos de cabeça para essa época (como os usados pela Fe no vídeo).

 Ainda dá tempo de comprar para o carnaval? Como faz?

- Sim, ainda temos alguns acessórios disponíveis para compra. A venda de carnaval está sendo feita exclusivamente através do nosso Instagram (@sejaecool), outros acessórios é só entrar no site: www.sejaecool.com.br.

Expectativas para o carnaval porque ninguém é de ferro e a curiosidade tá aí!

- Eu amo carnaval, me preparo mesmo para a folia, adoro criar minhas fantasias (quase todas tem algo sustentável, como o reaproveitamento de peças e sobras de tecido) e fico super ansiosa. Já estou frequentando alguns blocos do pré e esse ano todo mundo está muito animado. Além de ser responsável pela Ecool, sou figurinista da banda Afrojazz e esse ano temos o Bloco do Afrojazz. Sou a porta estandarte e também faço a caracterização com pinturas corporais. Desfilamos no domingo e foi uma energia maravilhosa. Teremos mais apresentações no dia 26 no Circo Voador e dia 5 na praça Tiradentes. Fora isso já tenho meu cronograma de Blocos prontos, e devo acabar fugindo dos grandes e indo para os menores, mais desconhecidos, mas que ficam super animados.  

Vale saber: a Ju é figurinista e designer de moda, estudou Indumentária na UFRJ e Design de Moda no Senai Cetiqt. Conta com uma experiência de 8 anos no mercado de moda, já trabalhando no estilo e marketing de marcas como Cantão, Animale, 220 Conteúdo e Marketing e também como repórter do site HeloisaMarra.com. Além de ser uma fofa! <3     Fotografias: Divulgação Ecool #MaisFoliaMenosLixo #FoliaSustentavel #Menos1Lixo #consumoconsciente #diy #green #lixozero #zerowaste #sustentabilidade #essencia #consciencia

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Mr. Fly Moda Sustentável: a cada camiseta, menos duas PET no meio ambiente

Vira e mexe a gente traz um pouquinho do que tá rolando na moda para os nossos leitores. Não só pela beleza das peças, mas, principalmente pela inovação no modo de produção dos produtos. Não é segredo que por muito tempo a indústria da moda contou com trabalho escravo, mão de obra infantil, descarte excessivo, ditadura de padrões de beleza e por aí vai. Infelizmente, até nos dias atuais, algumas empresas ainda agem dentro disso. Mas para a nossa alegria (<3), muitos empreendedores estão surgindo e se perguntando diariamente como produzir peças lindas, que atendem ao esperado pelos consumidores, sem desrespeitar o meio ambiente, as pessoas, as vidas. A MIG nasceu assim, a Insecta Shoes também, e muitas outras marcas que não nasceram com esse propósito, tiveram sensibilidade para se transformar ao longo dos anos. Dentro de todo esse cenário, surgiu para nós a Mr. Fly Moda Sustentável, que carrega nas asas a vontade de contribuir com um mundo melhor: e você pode vestir isso. :)

(foto: camisas Mr. Fly, calça MIG Jeans e sapatos Insecta Shoes)

"Aos 16 anos, quando fiz o curso de Confecção Industrial no SENAI, ainda não imaginava que acabaria abrindo uma empresa de moda. No final da minha graduação em Administração, descobri a possibilidade de se trabalhar com a malha PET e então entendi que deveria me envolver com um trabalho que levasse consciência ambiental até as pessoas. Entendendo o fluxo de consumo diário e a poluição que envolve a indústria da moda, achei que seria um importante passo para a sustentabilidade a desconstrução desse universo. Nascia então a Mr.Fly", nos contou Anna Lopes, 27 anos, mineira, e idealizadora da marca. Quando a Anna fala sobre malha PET, fica claro que a cada camiseta são menos duas garrafas no meio ambiente? O processo de produção da malha PET produz menos 72% de gás carbono, 15% a menos de energia e comparado a malha de algodão, gasta menos 5.000 litros de água. "Para além dos benefícios ecológicos dos nossos produtos, acreditamos que a sustentabilidade se consolida quando inclui e pensa a sociedade de forma completa. Ao utilizarmos garrafas PET como matéria prima das nossas peças, acabamos estreitando as relações com os coletores de materiais recicláveis da nossa região, movimentando assim a economia local", complementa Anna. Os  retalhos que sobram na nossa confecção são doados e a tinta utilizada é a base de água e sem glicerina animal. A separação do lixo, a opção de não utilizar materiais descartáveis e a busca constante por novas formas de ajudar o planeta, é algo que não sai da rotina da Mr. Fly.

Untitled design (1)

Pra quem tem dúvidas sobre a qualidade do material, vale saber que a preocupação com a estética dos produtos oferecidos é constante: "muitas vezes, o argumento ambiental não é suficiente para alcançar o público, então precisamos chamar a atenção de todos para uma causa muito maior, para que a partir daí as pessoas possam experimentar e entender que a qualidade do produto é superior", afirmou a mineira. Talvez sem pensar nisso a Mr. Fly não conseguisse atingir o objetivo de oferecer ao público uma opção de consumo consciente e saudável, de maneira a desacelerar os processos tradicionais e educar sobre o respeito à tudo que vive.

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"Espero que as pessoas usem todo o desenvolvimento tecnológico, a capacidade de adaptação e a humanização das relações, para criarem uma cultura que pense no meio ambiente de maneira automática e inclusiva, pois não se trata de uma realidade distante ou de números incompreensíveis. Quando falamos sobre os problemas ambientais, estamos falando sobre os nossos problemas e os problemas dos filhos dos nossos filhos", finaliza Anna.      

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São Paulo Fashion Week: 20 anos e muita sustentabilidade

Essa semana está rolando a 39ª edição da São Paulo Fashion Week. O evento completa 20 anos em 2015 e, temos que tirar o chapéu, sustentabilidade é um tema recorrente em sua pauta. Quem não lembra do cenário de módulos de papelão, feito pelo Estúdio Árvore, que cobria as paredes da Bienal? Tudo reciclado. E dos pallets?  Mas, além do cenário, teve muita ação bacana.

Em 2012, a Sabesp – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – distribuiu copinhos de água  nos backstages dos desfiles e na sala de imprensa, para divulgar o projeto do governo estadual de despoluição do Rio Tietê e incentivar o uso consciente da água. A edição também ganhou destaque com o uso de madeira reciclada. No térreo da Bienal, os móveis do bar da cerveja Miller eram todos de madeira reciclada. Quer mais? O lixo, obviamente, também foi reciclado, e usaram nos geradores de energia o combustível biodiesel, cuja queima não contribui para o aumento das emissões de CO2 na atmosfera.

Em 2013, o tema foi Sustentabilidade na Moda, sugerido ao idealizador e diretor criativo da SPFW, Paulo Borges, pelo designer Marcelo Rosenbaum, que montou nos pavilhões e corredores do evento uma exposição de fotos, vídeos e obras baseados em seu projeto “A Gente Transforma”, desenvolvido em Várzea Queimada, no Piauí. A tendência sustentável recebeu ainda atenção especial do estilista Jefferson Kulig, que elaborou a coleção verão 2013 substituindo todo o processo químico de fabricação do tecido, como a etapa de curtume, por processos enzimáticos, os quais geram resíduos bem menos impactantes ao meio ambiente e ainda economizam  água e energia.

Foi também numa São Paulo Fashion Week de 2014 que um dos maiores nomes da moda brasileira, Ronaldo Fraga, em parceria com a empresa Rhodia, lançou o fio biodegradável, que se desintegra 50% em pouco mais de um ano dentro de aterros sanitários. O lançamento é exclusivo, inédito e tem tecnologia brasileira. O fio, que mantém a qualidade da poliamida, tem toque macio, é confortável, absorve a umidade e é de fácil manutenção. A previsão para chegada ao mercado é em maio. Nesta edição que terminou ontem, a campanha não deixou de ser sustentável: a moda feita por gente. Gente que se ajuda, que coopera. O empoderamento do indivíduo. Juntos podemos mais. É isso aí.  

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Imagem inspiração | Menos 1 Lixo na moda

Esse look foi apresentado no desfile da MM6 Maison Margiela na última semana de moda de Paris: um saco de plástico de supermercado vira um top. Fica a dica pra quem não sabe como reaproveitar essas sacolas. Ótimo para dias de chuva.

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Moda | Mais batom, menos lixo

Você sabia que o Brasil é o segundo maior mercado consumidor de cosméticos no mundo? Nós só ficamos atrás dos Estados Unidos e, apesar da economia não estar indo muito bem, a indústria de beleza não para de crescer por aqui. A maior prova disso é a chegada de muitas marcas internacionais no país, como a canadense M.A.C, que depois de anos com lojas físicas no Brasil lançou em março de 2014 sua loja virtual.

Falando em M.A.C, a marca possuiu uma iniciativa sustentável que é a nossa cara. Pensando na natureza, a grife criou a campanha Back to M.A.C, que incentiva a troca de embalagens antigas por produtos novos da linha regular. Para fazer a troca basta juntar 6 embalagens vazias de produtos da marca e substituir por outro na loja mais perto de você ou pela internet.  Vale lembrar também que todos os itens da MAC são 100% recicláveis e não são testados em animais.

Nós apoiamos!  

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