Amazônia e os rios voadores

Amazônia e os rios voadores

Publicado em:
4/9/2019
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“Se pudesse olhar dentro das árvores, você veria água sendo sugada do solo da floresta. Quando a água chega ao topo, a combinação de sol e vento se transforma em um poderoso rio. Um rio voador. Esse rio de nuvens atravessa a América do Sul. Até que ele se choca com um grande muro. Os Andes. As nuvens se condensam em gotas de chuva, que descem pelas encostas e correm de volta para a bacia do Amazonas, causando erosão nas rochas e transformando-as em sedimento. Todos esses nutrientes são lançados no oceano, em um mundo diferente. A espera desses sedimentos, existe um organismo extraordinário, quatro vezes mais fino que um fio de cabelo. Ele se chama diatomácea. Elas são o segredo do suprimento de oxigênio da Terra. Elas utilizam sílica dos sedimentos rochosos para criar novas carapaças, o que permite que elas se reproduzam. A população delas dobra todos os dias. E elas começam a fazer fotossíntese. Cada uma delas começa a produzir oxigênio. E elas são importantes não apenas pelo que fazem quando estão vivas, mas também quando morrem. Diatomáceas espalhadas pelo mundo precisam obter seus nutrientes de maneiras diferentes. Mortas, elas vão pro fundo do oceano e, no decorrer de milhões de anos, o leito dos oceanos sobe, o nível dos mares cai e o fundo do mar se transforma em um deserto salgado.
O deserto que voa até a Amazônia? Antes ele era fundo de um mar. E a poeira que faz a floresta tropical crescer? Carapaças de diatomáceas.”


A introdução desse texto foi retirada do primeiro episódio da série (que recomendamos, tá no Netflix!) One Strange Rock. São 10 episódios focados em oferecer conhecimentos sobre o planeta e como ele é sistêmico e conectado - e, especialmente, como nós ainda não nos demos conta dos impactos de interferir nesse processo. E um dos temas do primeiro episódio são os rios voadores. Eles são massas de vapor de água, responsáveis pela maior parte das chuvas do planeta, que são carregadas por aí através das correntes de ar. Sem eles, nada de oxigênio. E o solo da floresta amazônica é protagonista nesse processo, "alimentando" o planeta todo.

A National Geographic fez um vídeo lindo e super explicativo sobre o tema, pra você entender, de uma vez por todas, que somos um só e todos precisamos celebrar e preservar a Amazônia todos os dias:




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