consumo consciente

O plástico que enforcou um tubarão

2018 não tá fácil pro oceano, viu? No finalzinho de outubro, o fotógrafo polonês Jacek Dybowsky, registrou uma cena muito chocante: um plástico ficou preso no pescoço de um tubarão, cobrindo as fendas branquiais e causando uma asfixia lenta. Ele pensou em ajudar o tubarão, mas não conseguiu (afinal, é um tubarão, né?).

Ele ficou bem impressionado e disse que nunca tinha visto nada parecido em seu trabalho com fotografia subaquática. O mergulho foi no Mar Vermelho e era um tubarão-galha-branca-oceânico. A hipótese é que o plástico era de um equipamento de mergulho. Ele disse que ficou devastado :(




Há 10 dias uma baleia cachalote foi encontrada morta na Indonésia com 6kg de plástico no estômago. Foram encontradas 19 peças de plástico rígido, 4 garrafas PET, 25 sacolinhas plásticas, 2 chinelos, 115 copos descartáveis e pedaços de barbante. A Indonésia compõe o grupo dos países que mais poluem os oceanos: em conjunto com a China, as Filipinas, a Tailândia e o Vietnã, são responsáveis pelo descarte de 60% de todo o plástico que vai parar nos oceanos.

Em abril desse ano, uma outra cachalote foi encontrada morta com 29kg de plástico no estômago em Murcia, na Espanha.

O Menos 1 Lixo lançou em junho a websérie Mares Limpos, que fala sobre todos os impactos do nosso consumo irresponsável e desenfreado do plástico descartável. Nós descartamos 8 milhões de toneladas dele nos oceanos todos os anos e estamos matando o planeta. Se não tomarmos nenhuma atitude HOJE, em 30 anos, vamos ter mais plástico do que peixe nos oceanoso . Precisamos nos responsabilizar e agir. Ou você ainda acha que isso não é um problema seu? Dá um play no primeiro episódio da websérie pra entender o tamanho do problema


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5 dicas infalíveis de como convencer os coleguinhas

Você já adotou o estilo de vida sustentável, mas não aguenta mais explicar pra todo mundo os motivos? A Fe Cortez selecionou 5 dicas pra você convencer sua mãe, seu pai, seu melhor amigo ou sua chefe de uma vez por todas! Tá com dificuldade? Dá um play!


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O poder do amor e do indivíduo

A Revolução Industrial permitiu uma evolução humana nunca antes vista na História. Com o desenvolvimento da tecnologia, a vida passou a ser diferente e nós mudamos a nossa forma de agir como um todo. É claro que nem todas as mudanças foram pra melhor e agora a gente já sabe disso. Precisamos de reconexão. Com os animais, a natureza e com a humanidade. E ela só acontece através do amor e da inspiração.

O último episódio de Mares Limpos foi todo dedicado ao amor eaoque é profundamente revolucionário. Dá um play

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E as novas economias?

E se a gente tratasse o lixo como matéria prima e ele voltasse pra natureza? Você já ouviu falar em economia circular? Vamos conversar sobre como funciona a produção, os bens de consumo e a logística desse sistema que reduz profundamente o impacto ambiental? A natureza é projetada para o desperdício zero, por que a gente não volta pra esse lugar? Dá um play e vamos conversar:

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Quanto custa a poluição pra nossa economia?

Você sabe quanto custa os impactos do plástico pra nossa economia? Qual é de fato a pegada ecológica dele? O plástico é produzido a partir de combustíveis fósseis, como o petróleo, o carvão e o gás natural e ele traz problemas muito sérios pra questão da poluição ambiental, pro aquecimento global e pro efeito estufa. Você já pensou nisso? A Fe Cortez propõe uma reflexão macro e econômica sobre os impactos do plástico, para além do impacto ambiental. Vamos?

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Dos rios para o mar

Os rios são fundamentais para a distribuição dos nutrientes necessários para manutenção da vida dos ecossistemas do planeta. O Rio Amazonas, que coabita com a Amazônia, é o maior em volume do mundo e 20% das águas que chegam nos oceanos pelos rios vêm direto dele. Tudo está conectado. Os rios ao redor do mundo já sofrem com a poluição. Eles desaguam 3 milhões de toneladas de plástico todos os anos para os oceanos. Então se você acha que mora longe do mar e não tem nada a ver com isso.. bom, dá um play pra saber :)

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Um olhar para dentro do Brasil

O Brasil tem uma fauna marinha muito rica, é um dos 5 maiores países do mundo em extensão e com a quinta maior população do mundo. Produz 80 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano que poderiam ser amplamente reciclados, mas não são. O problema do plástico traz consequências muito graves para as nossas tartarugas marinhas e para os animais brasileiros em extinção. Nós também somos responsáveis pelo desenvolvimento da sustentabilidade e da economia circular no Brasil. A Fe Cortez entrevistou quem protagoniza esses projetos de mudança e prova que é possível transformar o futuro de que em 30 anos vamos ter mais plástico do que peixes nos oceanos.

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Tecnologias para salvar o oceano

Há pouco tempo, a pesquisadora norte-americana Jenna Jambeck descobriu que descartamos 8 milhões de toneladas de lixo anualmente nos oceanos. Você já pensou como a ciência é fundamental pra sustentabilidade? Tem muita gente bacana contribuindo pra desenvolver tecnologia pra salvar o oceano, como o pescador que criou o Trash Skimming, capaz de recolher lixo da praia e entender sobre a biologia marinha do mar. A Fe Cortez foi pra Europa, pra San Diego e também por aqui no Brasil, conhecer alguns projetos maravilhosos que estão dispostos a colocar a ciência em prol do amor pelos oceanos. Vamos juntos?


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Você sabe o que são os microplásticos?

Você já parou pra pensar como a pesca impacta os oceanos? A gente fala muito por aqui do lixo plástico descartável e dos que consumimos diariamente (e muitos são recicláveis, mas já sabemos que não são necessariamente reciclados, né?). A Fe Cortez foi conhecer alguns projetos sustentáveis pra entender como o meio ambiente reage a um assunto tão sério como a pesca ilegal. As redes de pesca, por exemplo, são extremamente perigosas pro ecossistema marinho e pro desenvolvimento sustentável dos oceanos. Quer saber como? Dá um play pra entender qual é a nossa responsabilidade social nesse cenário.

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Uma casa Lixo Zero

No Cidades e Soluções de junho de 2018, André Trigueiro mostra iniciativas Lixo Zero que deram super certo, desde a blogueira Lauren do Trash is for Tossers, do restaurante Teva, no Rio, ou da primeira cidade Lixo Zero do Japão. A idealizadora do Menos 1 Lixo, Fe Cortez, mostrou como faz pra ter uma casa lixo zero, especialmente quando lida com o lixo orgânico.

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Existe vida totalmente lixo zero?

Você sabe o que são as Cidades Lixo Zero? São aquelas com ambição de não gerar nenhum lixo que não possa ser reinserido na cadeia e já existem várias delas pelo mundo. A Fe Cortez visitou São Francisco, Califórnia, nos EUA, pra mostrar como a cidade da Ponte Golden Gate se tornou a cidade mais sustentável do país. Lá, os moradores investem na coleta seletiva e provam que é possível viver alinhado ao desenvolvimento sustentável e a conscientização ambiental e ainda viver perfeitamente em comunidade. Dá um play :)

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De onde vem tanto lixo?

O lixo no meio ambiente, seja ele lixo industrial, comercial, orgânico ou reciclável, já atinge um nível quase irreversível pra saúde do planeta e da humanidade. E nós precisamos entender, pra ontem, de onde vem tanto lixo! No segundo episódio da websérie Mares Limpos, a Fe Cortez entrevistou os representantes das maiores empresas do mundo, pra saber como eles estão se responsabilizando pelo processo de reciclagem, de coleta seletiva de lixo, e como estão trabalhando a questão dos plásticos descartáveis e de uma possível diminuição deles em um futuro próximo.

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Chicletes | Pequenos Lixos, Grandes Problemas

Você gosta de mascar chiclete? Tudo indica que esse é um costume beeeeem antigo, lá da época dos gregos e também lá dos tempos dos maias e astecas, que mascavam o látex do sapotizeiro. Mas não era exatamente o que a gente entende como o chiclete hoje, que começou a ser comercializado na década de 1870, quando Thomas Adams, um inventor norte-americano, produziu chicletes em formato de bolinhas com extrato de alcaçuz, com um cheirinho e gosto mais doces. E o nome que a gente conhece vem justamente da marca dele, a Chiclets.

No século seguinte, a fabricação natural do chiclete foi substituída por polímeros derivados do petróleo, pra baratear a produção. Com a evolução da ciência, os chicletes passaram a ter opções sem açúcar, por causa das cáries e alguns até estimulam a produção da saliva. Só o fato dele ser produzido com algo derivado do petróleo já dá pra entender porque prejudica o meio ambiente, certo? Mas vamos lá. Quantos chicletes você já encontrou nas calçadas, no transporte público, em banco de praça, na sola do seu sapato? Muitos passarinhos e aves acham que o chiclete é alimento e morrem asfixiados ou por inanição. Os cachorros e gatos também podem comer sem querer, né? Quando descartados no mar ou nos rios, eles ainda prejudicam os ecossistemas marinhos, já que demoram 5 anos pra sumir na natureza.

Bom, além disso tudo, as embalagens do chiclete por si só já são um problema, né? Quase sempre feitas de plástico e quando não, você joga nas lixeiras da coleta seletiva?

Só no Brasil, consumimos 18 milhões de gomas de mascar diariamente. Somos o terceiro país do mundo nesse consumo e produzimos 57 mil toneladas por ano. Ficamos atrás dos EUA, que produz 224 mil toneladas e da China, que produz 148 mil.

E a gente entra naquela reflexão: vale a pena?





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Remédios | Pequenos Lixos, Grandes Problemas

São inúmeros os grandes problemas que os lixos bem pequenininhos geram pro meio ambiente, pra nossa saúde e pro bom funcionamento do planeta. A gente já falou de alguns por aqui: os mega impactos das cápsulas de café, dos canudos, dos balões de festa e do cotonete. A informação é o nosso maior canal de empoderamento e transformação. E nós precisamos falar sobre os remédios.

Nós vivemos em uma sociedade que valoriza o consumo e os medicamentos não estão isentos desse processo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, existe uma farmácia para cada 3 mil habitantes, o dobro do que é recomendado pela OMS, e mais drogarias do que padarias no Brasil. Nos últimos cinco anos, a venda de remédios por aqui aumentou quase 50%. O Brasil tá no sétimo lugar do ranking dos consumidores de medicamentos do mundo.

Os dados são bem mais preocupantes quando falamos do mau uso dos medicamentos: só nos EUA são 1 milhão de pessoas intoxicadas por esse motivo por ano. Quem nunca tomou um remedinho sem ir ao médico? E quantas pessoas você conhece que adoram ir à farmácia e têm bolsas recheadas de todos os remédios pra todos os sintomas do mundo?

Bom, o problema não para por aí. O pós consumo dos remédios é tão sério quanto. Afinal, se as pessoas são intoxicadas, pensa só o meio ambiente. Não é novidade que os remédios são feitos em laboratórios e têm várias substâncias químicas que ficam cada vez mais resistentes, justamente para acompanhar o desenvolvimento das bactérias, doenças, etc. Já pensou a consequência disso nos aterros sanitários? Bora entender como descartar corretamente?

#1 | Não descarte remédios na rede de esgoto. Muita gente acredita que dá pra jogar "fora"os remédios na pia ou no vaso sanitário, mas não pode! Diluídos e em contato com a água, eles contaminam organismos aquáticos e pode ser uma atitude irreversível.

#2 | Não descarte remédios no lixo comum. Quando a gente faz isso, contamina todo o nosso lixo e, no aterro, os remédios contaminam os lençóis freáticos e o solo. Além disso, os animais reviram as lixeiras e podem se contaminar com remédios. Os remédios descartados deixam as bactérias mais resistentes, sendo extremamente perigosos para todo o ecossistema.

Vamos tomar novas atitudes?

O primeiro passo é repensar o seu consumo de remédios. A gente precisa mesmo tomar tantos comprimidos? Vivemos em uma sociedade em que sentir dor é inaceitável e isso interfere em um processo importante da nossa humanidade, não acha? Então vale repensar aquele remedinho inocente para aquela dor de cabeça. A natureza já deu pra gente todo o necessário com as plantas, as frutas, a água. Vale retornar a esse estágio de sabedoria e alinhamento com o que o planeta nos oferece.

Mas calma que tem solução pro descarte dos remédios, tá? Existe um projeto incrível chamado Descarte Consciente que te ajuda no pós consumo dos medicamentos. E é fácil, fácil, fácil. Só levar os remédios nos pontos de coleta, dá pra descartar desde as cartelas até as caixas e as bulas.

Em São Paulo, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) também têm pontos de coleta para o descarte correto dos remédios. Em Goiás, Minas, Tocantins e Pará, as lojas da Farmácia Artesanal também têm coletores.

O importante é ter responsabilidade no pós consumo e repensar o nossa relação com a nossa saúde e, claro, com a do meio ambiente. Conta pra gente se você conhece outro ponto de coleta perto de você e quais as suas atitudes com os remédios que você toma.

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Cápsulas de café | Pequenos Lixos, Grandes Problemas

As cápsulas de café entraram na moda nos últimos anos e já tem muita gente que diz não viver sem elas.  Por aqui, no Brasil, elas chegaram nos anos 2000. Parece que foi ontem, né?

Só em 2015, mais de 7 MIL toneladas de cápsulas foram consumidas pelos brasileiros. Vamos falar sobre elas?E qual é o grande problema que elas representam?

As cápsulas são bastante polêmicas ambientalmente, já que são feitas de uma mistura de matérias-primas, geralmente plástico e alumínio, o que já dificulta pra caramba um possível processo de reciclagem. Elas são descartáveis, ou seja, são feitas pra serem usadas em menos 1 minuto, pra um produto tão antigo e tão prático quanto o café. Pra que mesmo a gente precisa das cápsulas?

Você deve tá pensando na cápsula da Nespresso, certo? Elas são feitas de alumínio e, sim, isso é um ponto positivo pra marca, se você descartá-las nos pontos de coleta oferecidos por ela. O alumínio é 100% reciclável, com valor de mercado e, com destino correto, pode voltar à cadeia. Mas você precisa fazer a sua parte, levando as cápsulas no lugar certo. O problema é que são pouquíssimos pelo Brasil. Quer saber como encontrar? Clica aqui.

As cápsulas da Dolce Gusto e das Três Corações são feitas de plástico e alumínio, o que dificulta pra caramba o processo de reciclagem.

E as duas marcas têm pontos de coleta das cápsulas, mas em lugares beeem limitados do Brasil.

Foto: Luiza Restum


Mas vamos falar sobre a reciclabilidade das cápsulas? Na teoria elas são recicláveis e recicladas, mas todo processo demanda recursos: energia, transporte, água, etc, etc, etc… Além disso, pra que isso seja feito, você precisa levar as cápsulas no ponto de coleta. Você faz isso?

Se a gente for pensar na produção, as cápsulas têm muito mais impacto ambiental do que clássicos sacos de café. O café é a segunda bebida mais consumida no Brasil, então me conta: qual é o objetivo de investir ele em formato descartável? Vamos repensar a necessidade disso? Se você já tem a máquina, vale investir nas cápsulas reutilizáveis.

Quer saber uma coisa bem interessante? O John Sylvan, criador das cápsulas de café, já se declarou arrependido:

“Não importa o que digam, as cápsulas nunca serão recicláveis”, afirmou ele ao jornal The Atlantic.


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O que a TAG - Experiências Literárias tem a ver com o Menos 1 Lixo?

Nós amamos unir literatura e sustentabilidade e valorizamos muito as nossas parcerias. A TAG - Experiências Literárias é a mais recente delas. Você já conhece o projeto? A TAG é um clube de assinatura de livros que dispõe de duas modalidades: Curadoria e Inéditos. O primeiro é um kit com título recomendado por algumx grande escritorx convidadx e o segundo adianta o lançamento de best-sellers internacionais ainda inéditos por aqui. As caixinhas sempre vêm com outros presentinhos bacanas, como marcadores de página, mimos e posters. Hoje já são mais de 35 mil associados espalhados por 1500 cidades do Brasil.

Achamos super interessante conversar com eles sobre sustentabilidade. A TAG encomendou alguns copinhos para presentear assinantes que renovarem o plano anual. E é claro que aproveitamos a oportunidade linda pra conversar um pouco sobre o casamento entre literatura e o meio ambiente.


Qual foi a motivação para parceria com o Menos 1 Lixo?

A galera da TAG entende como motivação toda a relação do clube com os associados, que é baseada em surpresas e significados. Da chegada da caixinha, passando pela descoberta do título até o próprio mimo que compõe o kit, tudo é pensado do ponto de vista da experiência do assinante com a TAG. Os leitores estão "acostumados" a serem surpreendidos e, por isso, a galera busca superar expectativas todos os meses.


Como a TAG enxerga a sustentabilidade conectada com a literatura?

A TAG acredita que sustentabilidade vai além de zerar o uso de recursos, mas fazer uso deles com propósito e responsabilidade. Nós também :) Olha que bacana, a TAG procura trabalhar com fornecedores que investem em tecnologias sustentáveis, como máquinas sem uso de álcool, tinta a base de soja, chapas sem processamento químico e papéis certificados FSC, um sistema de certificação florestal internacionalmente reconhecido. Esse sistema garante que os produtos vêm de bom manejo florestal. Eles também trabalham a quantidade necessária de kits para demanda e devolvem as caixas excedentes ao fornecedor para que a reciclagem seja feita. Além do envio do estoque para reaproveitamento e o incentivo para que os associados reutilizem as suas caixinhas para soluções simples do dia a dia (como organizadores de gavetas, camas pros gatinhos, porta-objetos, etc). Também rola um projeto de doação de livros para escolas, bibliotecas e outras iniciativas que compartilham da filosofia da TAG.


Existe uma política de embalagem lixo zero dos kits?

A TAG evita o uso de plástico na composição dos kits, usando prioritariamente papel. Eles contaram, e isso é muito legal, que os próprios associados cobram do clube de assinaturas o banimento do plástico, garantindo que só usaram esse tipo de embalagem quando foi extremamente importante pelo acabamento ou detalhe do livro, mas que isso é bastante raro por lá.

No dia a dia da empresa, eles não usam copos plásticos descartáveis, usam pouquíssimo papel (quase todo o processo é digital) e são parceiros do ReCiclo, um projeto de coleta de resíduos orgânicos pela compostagem. Eles contaram que vários funcionários já optam pela bike para irem trabalhar.

E ficamos muito felizes da TAG apostar no nosso agente de transformação como capaz de superar essa expectativa tão especial dos associados.


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Esporte e sustentabilidade

Nada está desconectado da sustentabilidade. Desde os nossos hábitos em casa, no trabalho, e, claro, até o lazer! Não adianta ser ativista em casa, se você ainda usa copinhos descartáveis quando vai ao estádio ver o jogo do seu time, né? Com o clima da Copa do Mundo rolando, vamos te dar um top 5 esportes e clubes que dão o exemplo de que o meio ambiente tá, sim, com essa bola toda! :)

 

  1. CRÍQUETE

O críquete não é um esporte muito comum no Brasil, mas é bem popular no Reino Unido, na Índia e no Paquistão. É parecido com o basebol e foi inspirado em um jogo da Idade Média chamado stoolball. O Estádio de Chinnaswamy, em Bangalore, na Índia, deu um show: adotou uma política Lixo Zero e investiu em fiscais para educar a galera a separar o lixo corretamente durante os jogos. São 40 mil espectadores a cada jogo, que geram até 4 toneladas de lixo! A separação é fundamental pra que o lixo tenha a chance de ser reciclado e, no caso do orgânico, que possa ser compostado. Os vendedores que usam descartáveis foram orientados a usarem “louça” de amido de milho. 

Já na capital da Inglaterra, o campo Kia Oval determinou que em 2 anos não usarão mais plásticos de uso único, proibindo desde já canudos e sacolinhas plásticas.

 

  1. MARATONA

Em Londres, a galera tá estudando formas de eliminar as garrafas PET durante as maratonas na cidade. Esse ano rolou a tentativa de usar copos biodegradáveis e/ou compostáveis pra tentar reduzir o número de garrafinhas por evento. Foram distribuídos 90 mil pelos corredores e as 760 mil garrafinhas foram recolhidas pra reciclagem.

No Rio, rolou uma polêmica sobre a maratona que deixou um rastro de lixo pela cidade. Muitas foram as denúncias de que os corredores não se preocupam com a Cidade Maravilhosa.

Ainda falando de corridas, vale dar uma pesquisada sobre o plogging, que é uma corrida que mistura jogging com recolhimento de lixo. O primeiro rolou na Suécia em 2017, quando uma galera resolveu correr com um saquinho pra recolher todo o lixo que encontrava pelo caminho. Existem várias outras corridas parecidas pelo mundo :)

  1. COMMONWEALTH

Esse ano realizada na Austrália, os Jogos da Commonwealth são multi-esportivos e recebem mais de 5000 atletas. Na Golden Coast, os balões de gás foram proibidos durante os eventos e todos os torcedores foram orientados a levarem a sua própria garrafa de casa ou um copo reutilizável para beberem água nos bebedouros distribuídos pela região.

  1. BASEBOL

Nos EUA, o White Sox, time de basebol, decidiu servir todas as bebidas dos jogos sem canudinhos plásticos. E isso é incrível, porque são 215 mil por temporada

  1. FUTEBOL

Claro que por último, vamos falar de futebol! No Reino Unido, o Tottenham Hotspur anunciou, em abril, que não venderia mais plásticos descartáveis no estádio a ser inaugurado na próxima temporada. Também o principal campeonato de futebol dos EUA e do Canada, o Major League Soccer se uniu à Adidas e foram distribuídos kits de consumo consciente no estágio em parceria com a Parley e todos os clubes usaram a camiseta feita com resíduos plásticos encontrados nas praias feitas pela Adidas Parley 2018 MLS.

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Você conhece a Fenz Brazil?

Acreditamos que a arte, o design e as mídias podem transcender as fronteiras e inspirar uma mudança positiva. O projeto SaveOurOceans da Fenz Brazil veio para ajudar a dar aos oceanos a voz que eles desesperadamente precisam. Veio passar a mensagem da importância conservação marinha através do consumo consciente. Sabemos que nossos oceanos são um sistema de suporte de vida da Terra, fornecendo 70% do oxigênio que respiramos, um sexto da proteína animal que comemos, remédios que nos mantém vivos e saudáveis e muito mais. Nós humanos causamos impactos na forma de sobre pesca, no desenvolvimento costeiro e industrial, nas mudanças climáticas, nos plásticos e outras formas de poluição que afetam a saúde de nossos mares. Infelizmente esses problemas críticos são muitas vezes complexos e difíceis de entender e a arte, o design tem a oportunidade de traduzir esses fatos em histórias e que engajam o público e aumenta a conscientização.

Tudo começa com uma inspiração e tomamos essa causa como nossa responsabilidade. Transformamos o processo produtivo dos nossos produtos para uma cadeia sustentável e selecionamos fornecedores que estão em sintonia com nossos princípios, além de nos aliar à ONGs que trabalham com limpeza de praias globalmente, e que ou protegem à fauna marinha para destinar % de vendas de nossos produtos e apoiar os projetos. Além disso, estamos criando uma comunidade de embaixadores que estão promovendo mudanças locais e defendendo nossos mares com colaboração criativa.

FENZBRAZIL x MENOS1LIXO

Nossa parceria com o Menos1Lixo é perfeita, pois nos permite oferecer para nosso público o acesso de um conteúdo magnífico de conscientização, além dos copos reutilizáveis que são uma ferramenta poderosa para o combate dos copos descartáveis do nosso dia a dia.

Nós encorajamos você a mergulhar mais fundo:

Poluição Plástica

Em 2050, haverá mais plástico do que peixes no oceano.

Pelo menos 8 milhões de toneladas de plástico vazam no oceano a cada ano.

Cada pedaço de plástico já criado ainda existe em algum formato ou forma.

80% do plástico no oceano vêm da terra.

Crédito:  @jumartiss
Crédito: @jumartinss

Os plásticos estão comuns de se ver na praia quanto às conchas marinhas, mas o lixo plástico é mais do que apenas um distúrbio estético, é um sinal de que nós humanos estão tratando os oceanos como uma lata de lixo.

Hoje, os oceanos e a vida marinha estão enfrentando a ameaça de várias fontes de poluição, e o plástico está entre os mais significativos. O plástico responde por 60 a 80% do lixo marinho e, em áreas de alta densidade, chega a 95%. No meio do Pacífico Norte, o plástico supera o zooplâncton de superfície de seis para um. E o plástico nunca desaparece de verdade, cada pedaço de plástico que já foi feito ainda existe. Mesmo quando queimado, decompõe-se em partículas tóxicas e microscópicas. O plástico não é um material que nosso planeta possa digerir. Como diamantes, o plástico é para sempre.

Por exemplo, quando uma garrafa de plástico é descartada de forma inadequada, as chuvas e cursos de água podem varrê-la para uma calha e, eventualmente, para o mar. Flutuando no mar, a radiação UV do sol torna o plástico quebradiço. O plástico se divide em pedaços menores a partir do atrito das ondas. No devido tempo, o plástico se decompõe em partículas micro plásticas, que são fragmentos de plástico menores que um grão de areia ou a ponta de uma agulha. As correntes oceânicas varrem essas partículas de micro plásticas para áreas chamadas de giros, onde há altas concentrações de plástico.

Quase todo organismo marinho é contaminado por plástico, desde o plâncton microscópico até as baleias, os maiores mamíferos da Terra. Animais marinhos que se emaranham em plástico podem se afogar ou morrer de fome. O lixo de plástico pode parecer comida para algumas espécies marinhas. Sabe-se que tartarugas confundem sacolas plásticas com águas-vivas. As aves marinhas ingerem seletivamente cores específicas de plástico, confundindo-as com presas. O plástico é encontrado nos estômagos de 85% das espécies de tartarugas, 43% das espécies de aves marinhas e 44% dos mamíferos marinhos.

Comer plástico pode impedir a secreção da enzima gástrica (que é necessária para a digestão) e levar o animal a passar fome. Outros problemas resultantes da ingestão de plástico são a falha reprodutiva, os baixos níveis de esteroides e a ovulação retardada. O plástico ingerido também introduz poluentes tóxicos, como DDT e PCBs, nos corpos dos animais. Quanto mais alta a cadeia alimentar uma espécie, maior a quantidade de poluentes que ela terá. Assim, as correntes sanguíneas e os tecidos dos seres humanos têm níveis muito altos de substâncias químicas nocivas, lixiviados por plásticos. Esses produtos químicos são encontrados até em recém-nascidos e no leite materno.

Impactante?

SEJA VOCÊ TAMBÉM UM MAR DE MUDANÇA! SOMOS PARTE DO PROBLEMA, MAS PODEMOS SER A PARTE DA SOLUÇÃO!

Reveja seus hábitos e pensamentos! Vamos juntos para um mundo melhor!

Ah, em especial no mês do meio ambiente 10% das vendas dos nossos copos Fenz Brazil x Menos1Lixo iremos reverter para a ONG ROUTE.

Crédito: @jumartinss

Quer saber mais sobre os nossos impactos nos oceanos? Assiste à websérie Mares Limpos e vamos juntxs mudar esse cenário!

 
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Reciclado x Reciclável | aparelho de barbear descartável

Aparelho de barbear descartável é reciclável?

Muitas coisas no nosso dia a dia são nocivas pro meio ambiente e nós nem sabemos disso. Quantas vezes por ano descartamos o aparelho de barbear? Aquele feito de plástico, bem baratinho e que domina as prateleiras das farmácias por aí...  O aparelho de barbear descartável surgiu no final do século XIX, quando o norte-americano King Camp Gillette pensou em uma maneira revolucionária de fazer a barba: com uma lâmina pequenininha e descartável. Em setembro de 1901, a empresa Gillette foi criada e logo rolou a produção em série. Eles custavam 5 dólares e foram vendidos 90 mil aparelhos e 12 milhões de lâminas! Na Primeira Guerra Mundial, foram encomendados quase 4 milhões de aparelhos e 36 milhões de lâminas pros soldados. E foi o melhor marketing possível pra disseminar a nova maneira de barbear.   Cerca de 1 bilhão de pessoas usam todos os dias o aparelho revolucionário descartável de fazer a barba. Aos poucos, o marketing também foi focado nas meninas e em outras depilações, virando hábito de todo mundo. Realmente, a invenção do rapaz foi sem precedentes, mas como tudo o que é descartável… serve pra que mesmo?   

  E qual o problema deles? Como todo material que tem duas matérias-primas, a reciclagem fica muito prejudicada. Os aparelhos de barbear descartáveis são feitos de plástico e metal e precisam ser separados pra que sejam reciclados. Mas você faz isso? Não, né? Só os norte-americanos usam quase 5,5 milhões de aparelhos

por dia! E para pra pensar: por que usar uma coisa que foi feita pra ser descartada, mas que você vai precisar por muuuuuuuuuuuuuito tempo? E sempre tem solução, vai! Que tal resgatar um tempo nostálgico, clássico e vintage, como os barbeadores pré-Gillette: os não descartáveis! O bom e velho Safety Razor, à moda antiga, é durável (dura uma vida toda, né? ele é feito de aço inoxidável), reutilizável e você só precisa trocar a lâmina que é feita de metal 100% reciclável. E elas podem ser trocadas e recicladas! Os barbeadores elétricos também são uma boa solução, porque duram bastante e você pode descartar as baterias corretamente.  A mudança de hábitos básicos do nosso dia a dia é o primeiro passo pra transformar o seu mundo de dentro pra fora e então transformar todo o planeta também de fora pra dentro. Vale se questionar, por que usar um aparelho que foi feito pro descarte, se você vai usar ele por um tempão? Vamos mudar e problematizar?   

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Embalagens da Indústria da Beleza, você sabe quais se comprometem com o pós consumo?

Vivemos na era do culto à beleza! São inúmeras marcas oferecendo uma quantidade quase infinita de produtos, cada uma delas com uma especificação diferente, para combater as rugas, ter a pele maravilhosa, os cabelos lisos e fortes, o cacheado perfeito, um bronze natural... E a lista é interminável! Em tempos de redes sociais, estamos habituadxs a olharmos para nós mesmxs o tempo todo e queremos cada vez mais gostar daquilo que estamos vendo. Falamos muito sobre isso durante todo o Desafio Armário Cápsula e sobre como a sociedade do consumo vende que precisamos ter para ser.  As selfies com looks do dia que o digam.

Vamos unir estética com consciência ambiental? A gente resolveu te dar uma forcinha e falar sobre algumas iniciativas bem legais que contribuem pra um mundo melhor e mais saudável. Vamos nos informar pra consumir de maneira consciente?

P&G

A P&G desenvolveu uma solução em parceria com duas empresas especializadas em soluções ambientais, a TerraCycle e a SUEZ, para transformar plásticos descartados nos oceanos em embalagens recicláveis de shampoo da marca Head & Shoulders. Essa edição será inicialmente limitada e disponível somente na França, mas com planos de expansão para outros países. Vamos torcer!

Natura

A Natura inaugurou a iniciativa de refil de produtos em 1983, especialmente de shampoos, condicionadores, sabonetes líquidos e óleos corporais. A Natura foi a primeira empresa de cosméticos a oferecer esse tipo de serviço por aqui e por conta disso, virou referência no mercado. O objetivo do projeto é diminuir a produção de lixo reciclar as suas embalagens (todas as embalagens de refis são feitas com alguma porcentagem de materiais reciclados). Parece que assim, a Natura já deixou de colocar no mercado mais de 2 mil toneladas de embalagens.

No site deles, dá pra saber qual a pegada hídrica da marca e todo o impacto ambiental das embalagens e como são feitas. Vale a pena dar uma espiada.

Artdeco e Shiseido

A Artdeco e a Shiseido também vendem vários dos produtos no sistema de refil. Dá pra montar seu kit com todos os produtos que quiser e depois comprar só o refil, sem consumir uma nova embalagem. E isso serve pra blush, pó compacto, sombra, corretivo... Tudo!

MAC

A gigante do mercado, a MAC tem um programa muito conhecido mundo afora, o Back to M·A·C. É bem simples: juntando 6 embalagens vazias de produtos da marca (de vidro ou de plástico), você pode trocá-las por um batom, em qualquer loja MAC do mundo. Aqui no Brasil, as embalagens descartadas são destinadas a uma empresa de gestão de resíduos industriais e viram cimento! Só em 2016, foram 85 mil embalagens que não foram pro lixo!

O Boticário

O Boticário tem um programa chamado “Boti Recicla”, que tem como proposta orientar as pessoas e incentivá-las a fazer o descarte correto dos resíduos. A iniciativa funciona de tempos em tempos com propostas diferentes. Em 2016, por exemplo, na semana de Maio a empresa se propôs a trocar embalagens vazias de seus produtos por itens de maquiagem das suas linhas Intense e Make B, mas você pode levar qualquer embalagem em todas as lojas pelo Brasil, que serão descartadas corretamente.

Quem disse, Berenice?

A Quem disse, Berenice? também tem um sistema incrível de retorno de embalagens, o Retorna Berê. A cada 5 embalagens vazias, você consegue um cupom pra retirar um batom.

LUSH

E é claro que não poderíamos deixar a musa das marcas sustentáveis de fora, né? Além de uma série de projetos alinhados à sustentabilidade, e também 100% da sua produção sendo feita handmaid, a LUSH tem uma embalagem preta, que já se tornou sua marca registrada, feita de plástico 100% reciclado. Ao juntar 5 delas, é possível devolvê-las em uma das loja e ganhar uma máscara fresca. Assim, a LUSH consegue manter o fornecimento de plástico pras novas embalagens e todas elas fora dos aterros.

A quantidade de lixo produzido pela indústria dos cosméticos é enorme! E isso não é nenhuma exclusividade dela, claro. Qualquer setor que trabalhe com produção em larga escala contribui para essa proliferação do lixo. Por isso precisamos nos conscientizar de que é possível unir produtividade e sustentabilidade. Mas você precisa se implicar nesse processo e consumir marcas que se preocupam com essa dobradinha. Vamos juntxs?

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Reciclado x Reciclável: produtos pro cabelo

Há um tempo começou uma vibração ótima sobre o no poo pros cabelos, uma vertente que defende produtos mais naturais e sem petrolato pra saúde dos fios. As meninas adoram fazer cronograma capilar, com várias vitaminas, óleos, cremes de hidratação, nutrição, reconstrução... Mas e o que fazemos com as embalagens de tantos produtos? Shampoo, condicionador, creme hidratante, etc.? Dá pra reciclar? Bom, as embalagens plásticas dos produtos de cabelo são recicláveis, mas são efetivamente recicladas? Se você tá sempre por aqui sabe que esse processo depende da higienização das embalagens, especialmente porque têm produtos gordurosos, como os cremes. Além disso, é preciso finalizar bastante o produto e não deixar nem um restinho por ali. É sempre importante se informar com as marcas que você gosta, pra ver se eles têm programas de reciclagem e/ou reutilização das embalagens. As embalagens são recicláveis, mas precisam ser bem higienizadas antes do descarte, pra não contaminar os outros resíduos e se existe algum tipo de programa de retorno, melhor ainda! 

Mas você já pensou em mudar alguns hábitos? Os cremes, shampoos e condicionadores industrializados têm química na composição e contaminam a água de alguma maneira. Se os produtos com petrolato são péssimos pra saúde do cabelo.. que dirá do planeta, né?! Que tal trocar aqueles de farmácia pelos de marcas que pensam na sustentabilidade e no pós-consumo dos produtos? E, melhor ainda, que tal dar uma chance pros sólidos? Hoje já existem várias marcas bacanas e pequenos produtores artesanais que pensam tanto nos produtos quanto nas embalagens. E shampoos e condicionadores sólidos são excelentes! Já eram usados pelos antigos e foram aos poucos substituídos por produtos mais agressivos e, claro, industrializados. Os artesanais são naturais e não impactam negativamente a água e o meio ambiente. E ainda dá pra se arriscar em uma oficina e fazer em casa :)

Foto dos shampoos sólidos da Cristal, do Um Ano sem Lixo feitos pela Fefa Pimenta Então, é claro que é importante descartar corretamente as embalagens dos produtos que você usa no seu cabelo. Higienize bem e descarte no lixo dos recicláveis. Mas lembra que a taxa de reciclagem do plástico no Brasil é menos de 60%, né? Por isso, tão importante quanto saber como descartar, é o que e onde comprar. Nossas escolhas nos definem e já passou da hora de desenvolvermos um consumo mais consciente. Vamos juntxs?  

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Reciclável x Reciclado | poliester

2018 já começou com um assunto super importante pra conectar estilo de vida e sustentabilidade. A Fe Cortez decidiu se desafiar a viver com um armário cápsula para mudar a sua relação com a moda e propor um debate sobre os impactos dessa indústria no meio ambiente e nas nossas condições de consumo. E então surgiu a oportunidade de falarmos sobre o poliéster na série Reciclável x Reciclado dessa semana. 

O poliéster é plástico. É uma fibra sintética feita de termoplástico igual às garrafinhas PET. Ele foi inventado na década de 1940 por dois químicos britânicos, mas foi só em 1960 que a produção dessa fibra ganhou a indústria garantindo espaço de 30% em toda a produção têxtil norte-americana naquela época. O poliéster foi recebido como um tecido revolucionário, já que trazia mais resistência pras roupas e conforto pra quem vestia. Hoje ele é super popular na confecção de calças e camisetas e metade de toda a produção têxtil do mundo é feita com poliéster.

E é reciclável? Sim, o poliéster é reciclável e pode, inclusive, ser transformado em garrafinhas PET (o contrário também pode!). O problema é que o poliéster é frequentemente misturado com fibras naturais pra dar um toque mais suave às roupas e a mistura das fibras inviabiliza o processo de reciclagem pela dificuldade da separação dos materiais.

A gente não tem acesso à taxa de reciclagem do poliéster, mas no Brasil, só 51% da PET é reciclada. Levando em consideração que dificilmente descartamos roupas de forma correta… esse número deve ser bem mais baixo pras roupas de poliéster, né? Segundo o Ecycle, o custo do poliéster reciclado é 20% mais caro do que a matéria virgem e de menor qualidade, dificultando ainda mais a reciclagem.

As roupas feitas de poliéster são responsáveis por várias reações alérgicas, porque não deixam a pele respirar. É o tecido mais barato de todos e gasta 4xmais energia do que a produção do algodão orgânico. E se é plástico, não é biodegradável, né? Além disso, o poliéster solta aquelas micro partículas que vão parar nos oceanos, os microplásticos!

Eles contaminam todo o ecossistema marinho e já são uma tragédia muito próxima: em 2050 vai ter mais plástico do que peixe nos oceanos. E as nossas roupas também vão contribuir pra isso.   Nós já falamos aqui que a indústria da moda produz 150 bilhões de peças por ano, o equivalente a 20 peças pra cada pessoa no mundo! E cada uma delas é usada, em média, 7 vezes até o descarte. Então, ainda que o poliéster seja reciclável, ele é um resíduo que demora até 400 anos pra sumir da natureza.

Além disso, pra garantir a reciclagem, muitos passos devem ser feitos, desde não misturar as fibras na produção até o descarte correto no pós consumo. Faz sentido comprar roupas que podem impactar tão negativamente o meio ambiente por tanto tempo? É isso que você quer comunicar ao se vestir? É super importante revermos a nossa relação com o que vestimos e isso também implica na reflexão do material das peças do nosso armário. Somos co-responsáveis por esses números.

Se você quer saber mais, se inscreve na nossa newsletter aqui pra receber toda semana um conteúdo muito bacana sobre consumo consciente e também se inscreve no nosso canal aqui, que tá rolando uma websérie exclusiva sobre moda e sustentabilidade, com a montagem do Desafio Armário Cápsula da Fe. Dá uma conferida pra saber os motivos da decisão dela e como é fundamental esse movimento.

 
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Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos

Desde 2008, o Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo. Hoje, 11 de janeiro é o Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos, uma data super importante e que foi pensada pra conscientizar a população e os agricultores sobre os riscos do uso indiscriminado dos agrotóxicos tanto para o meio ambiente quanto pra nossa saúde. Vamos falar um pouco sobre eles? Os agrotóxicos surgiram com uma proposta diferente: uma arma química durante a Segunda Guerra Mundial, eram pulverizados por cima de regiões para intoxicar plantações e a população. Foi a partir da década de 1950 que eles passaram a ser usados para aumentar a produção de comida no mundo pós-guerra, evitando que as plantações sofressem com as pragas ou as ações climáticas. Nessa época, ficaram conhecidos como defensivos agrícolas, mas hoje já são chamados de pesticidas, praguicidas ou agroquímicos. 

 Ao longo dos anos, os agrotóxicos foram se modernizando, se transformando cada vez mais em agentes potentes contra as pragas. O problema é que eles atingem também outros animais, como as minhocas, as abelhas, as plantas e, claro, os seres humanos. Também podem contaminar o solo e os lençóis freáticos. Alguns deles permanecem nos peixes e insetos até depois da morte, contaminando toda a cadeia alimentar. Os pesticidas ainda diminuem a eficiência do solo que precisam cada vez mais de fertilizantes. E, como todo “remédio”, os agrotóxicos estimulam que as pragas fiquem cada vez mais resistentes. Em novembro do ano passado, um estudo (que vale muito ler!) da geógrafa Larissa Bombardi do Laboratório de Geografia Agrária da USP revelou dados preocupantes: os alimentos consumidos pelos brasileiros estão contaminados por uma quantidade de agrotóxicos proibidos na maior parte dos países da Europa. A soja e o feijão no Brasil, por exemplo, podem ter de 200 a 400 vezes mais agrotóxicos do que é permitido lá fora. Dos que são usados no cultivo da soja, quase 25% deles já foram proibidos na União Europeia e nas frutas podem ser encontrados até 20 vezes mais inseticidas do que nas do continente europeu.   Os trabalhadores da lavoura são os mais atingidos por esse problema pelo contato direto com as plantações. No Estado de São Paulo, 75% da área rural é pulverizada com agrotóxicos. Em 14 anos, entre 2000 e 2014, o Brasil teve um aumento no consumo de agroquímicos de 170 mil toneladas para 500. Estima-se que 8 brasileiros são contaminados por dia e que para cada caso, 50 não são notificados. 

O problema é mais complexo do que parece: ainda que a lei brasileira seja permissiva para o consumo desenfreado dos agrotóxicos, tanto a Anvisa quanto o governo culpam os agricultores pelo mau uso. Mas segundo a Larissa, para alguns tipo de agrotóxicos e inseticidas não há nem mesmo um limite máximo estabelecido por lei. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária , um terço da comida que consumimos já apresenta agrotóxicos. O Pimentão é o alimento com maior taxa de contaminação, 91,8%. Mas é o Centro-Oeste, tomado pelas plantações de soja, o grande campeão no uso de pesticidas, consumindo mais da metade do volume de agrotóxicos comercializados no país, seguido do milho e da cana que, juntos, consomem 72% dos pesticidas do Brasil. O assunto é complexo e não cabe em um só post, mas é importante que a gente pare pra pensar em tudo isso. Quando puder, opte pelas feiras orgânicas (a gente tem um post inteirinho com indicações aqui) e lembra de levar suas embalagens, como a Fe te mostra aqui. Plante temperinhos e tenha a sua hortinha em casa! Tem uma galera engajada na causa e vale dar uma olhadinha no Chega de Agrotóxicos, um abaixo-assinado pedindo a regulamentação da redução dos agroquímicos no Brasil. E assinar, claro! Tem bastante informação bacana por lá. Vamos juntos?

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Como Calcular e Como Compensar

A pegada de carbono é a medida do nosso impacto do meio ambiente. A medida da quantidade de CO2 que produzimos no dia-a-dia. Da mesma maneira que as pegadas deixam marcas sobre o lugar de onde viemos e para onde vamos, as pegadas de CO2 nos informam sobre os nossos rastros.A pegada de CO2 indica quanto utilizamos de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás. A queima de combustíveis fósseis emite Gases do Efeito Estufa (GEE), como o CO2. E por que é importante saber disso: porque esses gases contribuem para o aquecimento global!

Existem vários sites para calcular a sua pegada. No Menos 1 Lixo na Estrada, a Alarmanda personagem da Aline Matulja usou a calculadora para verificar quanto foi o rastro de CO2 que a viagem para a Asia da Fe Cortez produziu.A informação sobre a pegada de carbono é importante, mas não serve pra muita coisa se não evoluir para o cálculo da neutralização. Como bem disse Alarmanda, se todo mundo se preocupasse em plantar árvores para neutralizar os efeitos de uma viagem internacional (que deixa uma pegada de CO2 maior do que a de um ano inteiro), os passageiros de BOEING seriam responsáveis pelo plantio de uma floresta do tamanho de 2 campos de futebol!

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Mala Cápsula: 8 motivos para aplicar o minimalismo

1.Mostra o seu cuidado com o Meio Ambiente

Aviões mais pesados consomem mais combustível. Ponto.

Além disso, quem carrega mais coisas fica menos móvel: ou seja, sabe aquele trajeto aeroporto- hotel que você poderia fazer usando o transporte público? Não vai rolar. E isso tem como consequência aumentar a sua pegada de carbono.

2. Te deixa mais Móvel

Não importa para onde você vai ou por quanto tempo, uma mala mais leve sempre te dará mais mobilidade. Para todos os trajetos, incluindo dentro dos aeroportos. 

Pense em quantos trajetos você tem que fazer em uma viagem: de casa para o aeroporto, da entrada do aeroporto para o balcão do check in, do balcão para o check-in até o raio-x, do raio-x até a sala de embarque, da sala de embarque até o avião. E, isso, multiplicado por quantos trajetos? Sem falar da parte dos hotéis: chega, faz check in, sobe mala, etc.

3. É mais econômico

Hoje em dia, é raro viajar sem ter que pagar taxa pelas bagagens despachadas. Quase toda companhia aérea cobra uma taxa por isso. Sendo assim, a fórmula é: quanto menos mala, menos dinheiro indo embora.

4. Reduz a chance de extravio

Pra quem conseguir fazer uma mala cápsula que caiba em uma mala de mão: zera a chance de extravio.

5. Flexibilidade

Agora, se você conseguir viajar só com a mala de mão e se essa mala de mão for pequena: mais pontos pra você. Significa não ter perrengue e ter que brigar para conseguir espaço para a sua mala na cabine do avião!

6. Conforto

Não precisa nem explicar muito. Carregar mala pesada é chato pra caramba!

7. Conveniência

Pra quem conseguir viajar com a mala de mão apenas, ainda ganha de brinde não perder tempo esperando pela mala nos destinos ou pontos de conexão onde a inspeção da mala seja obrigatória!

8. Simplifica a Arrumação

Quem coloca menos coisas na mala perde menos tempo arrumando a mala.  

Faz sentido?


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Como foi usar 1 look por 1 semana

A Luisa Monte fez o desafio do #1lookporumasemana e contou tudo no medium dela. A gente adorou!!

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Dia 19 de julho acessei o meu Instagram e vi o direct do @menos1lixo falando sobre o desafio #1lookporumasemana. Fiquei agradecida por ter recebido o convite e ao mesmo tempo com os miolos fritando e gritando “Como eu vou fazer isso?!”. Foi difícil chegar em uma roupa base para usar durante toda a semana, meu dia a dia é super incerto, e o clima no Rio de Janeiro mais ainda. Mas (inocentemente) fui no combo calça jeans + t-shirt favorita, e montei 5 looks.



A experiência de ter participado desse desafio foi ótima porque me deu ideia de fazer combinações que não passavam pela minha cabeça. Além de usar a mesma calça e blusa durante a semana, eu mantive a mesma echarpe, usei a camisa xadrez no primeiro e sexto dia, e repeti a rasteirinha no quinto e sexta dia. Ah, a bolsa caramelo me acompanhou em 4 looks. =)

Isso tudo me fez perceber o quanto eu ainda tenho roupa no meu armário, e provavelmente roupa que não uso, tanto que irei seguir tirando foto dos looks para ver as peças que estou usando e quais posso doar ou vender. Achei um exercício muito bom não só para repensar no que temos no armário, mas também para avaliar se eu realmente preciso da peça ou se a vontade de comprar é apenas por modinha.




Alguns amigos mandaram mensagem falando que a roupa ia ficar fedida, mas não ficou (ACREDITE). Como eu faço o meu desodorante, não tenho muito problema com cheiro de cc (descobri isso quando parei de usar desodorantes industrializados) recomendo fortemente que faça o seu desodorante, é simples, barato e amigo do seu corpo.

Outra dica preciosa para tirar o cheirinho de rua da roupa é misturar 1 medida de vinagre de álcool incolor + 1 medida de água e borrifar na roupa (dica valiosa do Por Favor Menos Lixo). Essa misturinha você pode seguir sempre o uso, e vale muito para quem fica com mancha amarelada na roupa, borrifa bastante na parte das axilas e deixa a roupa respirar.




A dica número 3 é: deixe sua roupa respirar. A minha ficou na sala de casa todos os dias (porque durmo de janela fechada), mas você pode deixar pendurada no cabide na porta do armário também. É importante que a sua roupa pegue sempre um ar antes de voltar pro armário ou antes de ir para o cesto de roupa suja.

O resultado do desafio pra mim, além de me ajudar a melhorar no meu consumo com roupas, sapatos, bolsas e acessórios, e me ajudar a perceber o mundo de combinações que eu tenho no meu armário, foi ver que eu posso tranquilamente repetir a roupa me sentir bem com isso, e ainda ter menos trabalho em lavar minhas roupas, já que o intervalo de lavagem será bem maior. Eu já deixava para lavar minhas roupas de 15 em 15 dias, pois assim me obrigava a usar mais coisa do armário, mas agora, passei para 1 vez por mês (pelo menos até eu entender de tudo o que eu preciso mesmo).




Confere aqui embaixo os looks que montei nesses 5 dias, e comece você também o desafio #1lookpor1semana




 

 

A Luisa Gabriela Monte é viciada em organização, marketing e gerenciamento de pequenos negócios. Cria projetos e produtos para otimizar tempo e espaço por meio da Lu Gabi. Esse texto é do medium dela, para acessar clique aqui: http://bit.ly/luisamonte

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Armário-cápsula - a cura pra doença do excesso.

Pra confirmar a data do dia em que fiz a limpa no meu armário e aderi a essa ideia: 27 de Abril de 2017. Opa! Estamos completando 3 meses… justamente o tempo para fazer a primeira revisão do guarda-roupa.

Olhando para trás e me observando na foto, saquei que eu estava apavorada demais com a quantidade de coisas que eu tinha, para conseguir enxergar o que realmente era essencial…. que só tempo mostra. E olha que eu jurava que não tinha tanta roupa….




Portanto se você  não tem mais aonde guardar tantas coisas, mas vive sem saber o que vestir, e realmente ta a fim de fazer uma limpa e aderir à ideia do menos é mais.
Realize a limpeza de uma só vez! Tem que ser que nem arrancar esparadrapo… mas calma! Eu explico. Confia e vem comigo...


A cada 3 meses, ou mudança de estação, esse armário deve ser reavaliado e organizado... o que é bem mais fácil do que a etapa inicial. O armário-cápsula é também parte de um movimento maior que questiona a lógica fast-fashion, assumida pela grande indústria da moda nas últimas décadas. E o chamado movimento slow-fashion que flerta com o conceito minimalista. Vale assistir pra dar uma inspirada!




Mas a ideia do armário enxuto apareceu pela primeira vez, com Donna Karan, em 1985, quando ela lançou seu guia com as peças essenciais: Body preto, saia versátil, calça confortável, jaqueta de alfaiataria, suéter, camisa branca, um scarf (lenço fino e comprido) e aquele vestido pretinho, básico.

Se você se identificou e ta a fim de embarcar nessa, disponibilize um tempo e leia as recomendações abaixo!

Regrinhas e dicas:

  • Existe um número ideal proposto: 37 peças, EM USO, por 3 meses, que podem ser substituídas por 2 ou 3 peças novas (criteriosamente escolhidas), a cada mudança de estação, ou conforme a necessidade.
  • Os itens incluídos entre essas 37 peças, são: tops (camiseta, regata e camisa), partes de baixo (saia, calça e short), casacos (jaquetas e sobretudos), vestidos e sapatos. Roupas de festas, uniformes, roupas de banho e de ginástica, além de acessórios e bolsas, não estão nesse numero, ok?! Mas vale lembrar que a lógica é a do ter menos.
  • Outra regra é a flexibilidade. Tudo depende do seu estilo e momento de vida, e quem manda é você. Ou seja: nada impede que você tenha mais ou menos peças do que o proposto, sobretudo em um país tropical como o nosso, que merece adaptações, por não existirem estações tão bem marcadas, quanto nos países de onde essa ideia veio.
  • Outra coisa importante é que o armário é organizado pra durar 3 meses. Você separa as peças que serão usadas para cada estação, e guarda as demais. Uma vantagem disso é um certo frescor que as velhas peças guardadas ganham, quando saem, para te acompanhar na nova temporada. No meu caso eu mantive as peças no armário, mesmo… sabe como é, no Rio de Janeiro nunca se sabe… a qualquer momento o maçarico pode ligar, bem no meio do inverno.
  • Essa regrinha dos 3 meses é legal pra fazer uma avaliação, sobre o que, e como você usa, ou não, suas roupas… fase em que estou agora. É hora de eliminar o que não rolou, pensar com cautela o que está faltando, e comprar com critério, responsabilidade e sem impulsos… mas saboreando meu poder de consumidora. Yeah!
  • Uma paleta de cores também deve ser estipulada para facilitar a seleção das peças que vão ficar. Geralmente sao neutras… mas nada impede que você acrescente suas cores favoritas e até mesmo, estampas. Listras são queridinhas nos armários minimalistas, por motivos óbvios: São elegantes e atemporais.
  • Ah! Vale lembrar: Você nunca deve jogar tudo fora, para começar o armário do zero. Acredite: Tudo que você precisa, ou a maior parte, já está no seu armário… você só precisa abrir espaço para enxergar o potencial de combinação das peças que você já tem.
  • O Minimalismo não é uma dieta de roupas ou uma lipoaspiração de armário. O exercício de se desfazer e organizar é parte da tomada de consciência e reflexão, e é o que vai garantir a cura para eventuais compradores compulsivos e apegados. A ideia não é comprar mais. Lembre-se sempre disso.
  • Haja o que houver não experimente as peças durante a separação. Isso além de fazer tudo ficar mais demorado, vai fazer ficar mais difícil também, pois algumas peças podem trazer memórias, emoções e fazerem você querer guardar alguma delas pra quando emagrecer. Esqueça isso. Pense em 3 meses.
  • Outra sugestão importante é fazer tudo bem longe dos olhos da sua família. Parentes podem dificultar o desapego, por conta de memórias, roupas compartilhadas, presentes, histórias, ou simplesmente por não estarem vivendo a mesma inquietação que você. Eles podem começar a julgar, se meter e achar tudo uma doideira… e é aí que entra outro detalhe belo, desse estilo de vida: É um exercício de você com você mesmo. Você precisa se ouvir, sinceramente. Outras pessoa atrapalham… ah! Também não vale mandar as peças pra passar férias em algum “depósito” familiar.

Vamos ao que interessa…

Por onde começar? ...pela manhã. Certamente essa tarefa vai render horas, e para fazer do jeito certo, tem que começar e terminar, no mesmo dia. Como eu disse no começo… tem que ser de uma vez só.



Coloque absolutamente tudo o que tem no seu armário, e espalhado pelo resto da casa (roupas pra lavar e passar), em cima da cama ou no chão. Ver tudo o que você tem, junto, é fundamental para te dar o choque de realidade necessário pra continuar. Pode ser meio desesperador… mas confie no processo.

Separe as suas roupas em 3 pilhas: O que SAI; o que eu AMO; e o que eu NAO SEI. Apenas olhe bem pra peça e se pergunte: Isso me faz feliz?! Essa pergunta geralmente se responde rápido... Você sente.


  • O que SAI - que você não usa mesmo, que não cabe mais, que não representa seu estilo atual, ou momento de vida, e o que não serve pra ninguém. Essa pilha de roupas deve ser re-dividida, em 3 categorias, depois que tudo já estiver selecionado, organizado e guardado,: aquilo que dá pra vender, em bazares e brechós, o que você quer doar, e o que é descarte. Para essas duas últimas categorias, procure instituições de caridade, ou cooperativas de costura, que reaproveitam tecidos. Sempre pergunte se a instituição ou o grupo, deseja receber a doação, do contrário,  você estará apenas jogando seu lixo no outro, achando que tá fazendo caridade. Só que não. Com a grana que você conseguir vendendo as peças, você deve guardar para comprar o que você realmente vai precisar. Mesmo que você consiga uma boa quantia, tenha um valor fixo, em mente, pra gastar com roupas a cada 3 meses. Nem mais nem menos. Pra não correr o risco de você comprar o que não precisa só porque tem dinheiro. Faça outros planos pra ele, longe do seu armário.
  • O que eu AMO -  Mantenha em mente a regra das 37 peças, mas não perca a flexibilidade de vista. Essa pilha também será triada de acordo com a paleta de cores que você selecionou. Fique apenas com as peças cujas cores e estampas funcionam bem juntas. Se ficar em dúvida coloque na pilha do NÃO SEI. Observe bem o que fica, e separe o que precisa de costura, tingimento, limpeza ou reparos. Faça o que e preciso, logo, ou procure alguém que possa te ajudar.  
  • O que eu NÃO SEI - Ao final da separação do que fica e o que vai, essa pilha pode ficar mais fácil. Por isso deixe ela pro final. Se já houver muita coisa que você AMA, você vai se desapegar mais fácil. Caso você ainda tenha dúvidas a respeito de algumas peças, experimente-as. Se couberem, use a estratégia de guardá-las até a próxima estação, para ter noção se fazem falta ou não, ou até mesmo pra você viver o prazer do reencontro com algo que você gosta. Armários compartilhados também podem ajudar a desapegar e reavaliar.


Esse detox dá trabalho, pode ser doloroso, em alguns momentos, mas no final você sente uma sensação de liberdade e leveza indescritíveis. Dificilmente você voltará a acumular roupas que não usa, e vai se pegar fazendo combinações que nunca imaginou…. e depois de 3 meses, é só reavaliar se você usou tudo o que amava, guardar o que não vai usar na estação, e finalmente, comprar as peças que você tem certeza que precisa, mesmo que você pague mais caro.

*Luiza Sarmento é influenciadora digital do canal Mais Orgânica, é jornalista, designer em sustentabilidade e assina a coluna de sustentabilidade do programa sai do ar, na Rádio Globo.   

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São Francisco bane garrafinhas plásticas da cidade

Se estiver indo para São Francisco

Certique-se de não levar garrafinhas plásticas

São Francisco, na Califórnia, é a primeira cidade dos Estados Unidos a banir as garrafinhas plásticas. A princípio, os estabelecimentos não poderão vender garrafas plásticas de menos de 600 ml e, gradativamente, elas serão completamente extintas da área.

Sem contar em todo o processo de produção - que leva água! - e descarte dessas garrafas. O impacto é tão grande que para suprir a demanda dos EUA, a indústria utiliza petróleo e energia suficientes para abastecer um milhão de carros. É muita coisa.

Outra questão que é importante é o fato de que as garrafas plásticas, quando entram em contato com a luz solar, sofrem um tipo de quebra de partículas cada vez menores chamadas microplástico. Este age como esponja, absorvendo pesticidas, metais pesados e poluentes orgânicos persistentes (POPs), que causam disfunções hormonais, neurológicas e reprodutivas. Quando jogadas ao mar, plânctons e pequenos crustáceos se alimentam dessas partículas, se intoxicam, também intoxicando pequenos peixes que os consomem. O processo se repete até chegar a peixes maiores e, logo, até o nosso prato.

A cidade já tinha abolido sacolas plásticas e embalagens de isopor como meta para atingir o lixo zero até 2020.

Estamos torcendo para que o Brasil também se movimente e tome uma iniciativa a favor dessa causa! Vamos torcer e fazer nossa parte ;)

 

 

 

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Começa o desafio da Marina Ruy Barbosa!






Carioca da Gávea, tetraneta do jurista Rui Barbosa, ama a natureza e os bichinhos: não é à toa que ela topou o desafio de salvar o planeta 1 copinho por vez.

Agora, vamos ver se ela também vai bombar com o nosso desafio. Para acompanhar, fique de olho no nosso instagram
.

You go, girl!

 

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Diquinhas para economizar luz e se safar nessa crise

A crise hídrica - a pior dos últimos 84 anos (!) - que muitos estados do Brasil estão enfrentando prenuncia um possível apagão no país. Por quê? A nossa maior parcela de energia é originária das hidroelétricas que são movidas por - surpresa - água. Logo, economizar energia é tão importante quanto refletir sobre o consumo da água.

Exatamente por isso, um dos maiores vilões da conta de luz da sua casa. Nós sabemos que deixar de usá-lo neste calor é simplesmente impensável, mas dá para diminuir seu gasto tomando alguns cuidados. O primeiro eles é na hora da compra: escolha a capacidade compatível com seu ambiente. Quanto mais BTU's, mais frio (e mais gasto de energia também!). Para ter uma ideia, um aparelho de 7.500 BTU gasta, ligado por 6h todos os dias do mês, 180 kWh, o equivalente a o que uma lâmpada gastaria durante 4 meses e meio sem ser apagada. Já o de 10.000 BTU, consome 240 kWh, 30% a mais.

Outros jeitos de economizar com o ar condicionado são: manter o filtro sempre limpo, portas e janelas bem fechadas, não bloquear a grade de ventilação e, mais importante, desligar o aparelho sempre que sair do ambiente.

Evite, também, banhos quentes entre 18h e 21h, horários de pico de consumo, o que atrapalha o fornecimento de energia. E nem pense em adaptar resistências caso venham a queimar! Este conserto doméstico pode aumentar seu consumo ou até mesmo causar acidentes durante o banho.


Pode parecer que não, mas eles continuam gastando luz mesmo depois de 100% carregados. Evite, por exemplo, que seu smartphone fique carregando durante a noite inteira.

Não coloque também roupas para secar na parte de trás, elas irão esquentar o motor do eletrodoméstico.

Ao viajar por muito tempo, procure esvaziar sua geladeira e desligá-la da tomada. E não esqueça de manter a borracha de vedação em bom estado! Se ela sair com facilidade, hora de substituir a borrachinha!

Ah, aquela máxima que estamos usando para quase tudo em termos de economia também vale aqui: desligue da tomada sempre que não estiver usando.

Se você e mais alguém dentro de casa estiverem vendo o mesmo programa na TV, por que não confraternizar? Assim vocês cortam o gasto de energia pela metade - da tv e da ventilação ;). Procure também não deixar aparelhos de som e videogames em stand by e, sempre que possível, desconecte-os da energia.

Muito importante: ao comprar lâmpadas e eletrodomésticos, dê preferência aos que possuem o Selo Procel de economia de energia (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). Estes são validados como consumidores de energia moderados. A natureza e o planeta agradecem!




Fonte: Portal Light

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Desabafo: descartável versus reutilizável

Peraí, planeta? Natureza? Que isso mesmo?

Desde que iniciei o desafio de andar com meu copo retrátil na bolsa, e isso foi em 2012, comecei a dar ainda mais atenção para a questão do descarte que já joga ali do lado mesmo, no coletor de copos que está bem ao lado do bebedouro.

Então toda vez que alguém me pergunta “quanta água gastamos para lavar um copo? Não é melhor usar um descartável, pois está faltando água?” Olha, você lava seu carro toda semana? Deixa o chuveiro ligado enquanto lava o cabelo? E enquanto escova os dentes? Toma banhos longos? Deixa a torneira aberta quando ensaboa a louça? Se alguma dessas respostas acima foi um sim, respondo o seguinte:


Até fui atrás de uma resposta técnica, elaborada por uma fonte de credibilidade, para não ficar só no que eu digo. Vamos lá:

- Pra lavar um copo na mão gastamos em média 400ml de água;
- Se usar uma máquina de lavar louças, o consumo cai pra 100ml;


Agora façam as contas: são economizados pelo menos 50ml de água para cada vez que lavamos o copo reutilizável. Eu adicionaria ainda uma variável: quantas vezes lavamos nossos copos? No trabalho, por exemplo, uso um copo de vidro. Lavo 1 vez por dia. Refazendo as contas, se bebo 8 copos de água, e bebo fácil 8 copos, economizo mais de 3 litros de água que deixam de ser utilizados no processo de fabricação de um copo descartável. Mais: deixo de usar petróleo na produção desse copo. Mais: deixo de emitir CO2 para o transporte desse copo, da fábrica para a lojinha e da lata de lixo para o lixão. Mais: esse copo não vai acabar em um lixão, ou aterro, ou no mar.

Então sim, é melhor usar sempre um reutilizável!

Ufa!

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Água: como economizar?

também fosse sentida em outros estados. Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais já têm alguns pontos de deficiência no abastecimento do recurso.

A gente sabe que nosso país é um dos mais fartos do mundo em água doce e é um pouco revoltante que, mesmo assim, estejamos passando por crises hídricas tão sérias.
Mas você já parou para pensar que boa parte disso seja culpa dos nossos hábitos?

Exatamente pela abundância que o brasileiro sempre desfrutou, nunca se importou em como usar a água. Então, o que podemos fazer, individualmente, para ajudar a reverter essa situação?  Separamos algumas dicas fáceis para reduzir o consumo diário de água em menos da metade. Confira:


- O banho é o principal vilão no consumo de água. Evite banhos longos – no máximo 10 minutos – e feche o registro enquanto se ensaboar ou lavar o cabelo. Deixe para escovar os dentes na pia e não embaixo do chuveiro, já que este gasta muito mais! Por minuto de registro aberto consumimos impressionantes 10L de água num chuveiro elétrico e 16 (!) em duchas aquecidas a gás. Por isso, quanto menos tempo, melhor. Se seu chuveiro é do segundo tipo, aproveite também para deixar um balde dentro do box enquanto ele atinge uma temperatura agradável e use esta água para dar descarga, colocar roupa de molho etc. Os aquecedores a gás duram de 3 a 4 minutos para esquentar seu banho, o que representa até 64L indo ralo abaixo, literalmente.

Para a pia, a recomendação é a mesma:

e experimente usar o mesmo copo algumas vezes. Deixe a louça de molho na pia com água e detergente por uns minutos e ensaboe. Repita o processo e enxágue. Sem desperdício, é possível gastar apenas 20L em todo o processo. Se você tiver espaço, compre uma lava-louça: ela também gasta, em média, 20L de água por lavagem completa, ou seja, muito menos que lavar a louça por 15 minutos na pia.

Sobre o chão: use um balde com água, vassoura (ou rodo) envolta num pano. 


. Use o regador em vez da mangueira e experimente colocar água cedo pela manhã ou de noite, assim diminuímos a evaporação da água nos vasos, fazendo com que ela dure mais tempo.


. Isso já é maior que a quantidade diária indicada pela ONU de 110L por pessoa. Por isso, sempre use sua capacidade máxima! E, no tanque, você já sabe: registro fechado sempre!




Simples, né? De pouco em pouco, fazemos a diferença!

Fonte: Sabesp

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H&M dá vida nova à roupa velha. E é demais!

H&M pensou, depois de constatar que toneladas de materiais têxteis são descartados na natureza todo ano.

A H&M é puro consumo - quem resiste aos preços superacessíveis e ao seu fluxo intenso de tendências? - e, para compensar isso, a marca lançou uma iniciativa de coleta de roupas usadas em suas lojas. Qualquer pessoa pode, independente do seu estado de conservação.




A grande ideia aqui é a reciclagem das peças. Tudo, digo absolutamente tudo,  é aproveitado: algumas peças são customizadas e revendidas, outras são consertadas e doadas, e
, tornando-se um pedaço de pano novo em folha, pronto para voltar à atividade em outras formas.


Se você ainda não se convenceu de que a ideia é simplesmente incrível, deixamos aqui o vídeo da campanha para inspirar:


 



A graça é encontrar novos usos, nem que seja em uma peça que nada lembre a precursora.

 

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Nova York proíbe isoporzinho

É, na verdade Nova York proibiu recipientes de isopor, logo nem pensar em fazer um isoporzinho lá no Central Park, no Brooklyn etc, vai pegar malzão. O isopor tem grande impacto ambiental: leva 150 anos para ser degradado,  estimam estudos.  Além do enorme tempo de decomposição, pelotas de isopor são confundidas com organismos marinhos e ingeridas por cetáceos e peixes, como acontece com o plástico, afetando o sistema digestivo e causando a morte dessas espécies.

Por isso, desde 2013, a prefeitura de Nova York estava tentando proibir o uso de isopor em recipientes, usados para transportar café e comida. Mas só agora, depois de inúmeras pesquisas sobre a possibilidade de reutilizar o material, o prefeito Bill de Blasio conseguiu aprovar junto à Câmara a proibição.




A partir de junho deste ano estará banida toda e qualquer embalagem feita do substrato do petróleo nos restaurantes e lojas nova-iorquinos. Apesar de não ser pioneiro, o passo dado pela cidade é enorme, já que, apenas em 2014, Nova York descartou um total de 28.500 toneladas de recipientes de isopor - lembrando que este volume é gigantesco, já que o material é ultraleve.

Com isso, Nova York se junta a outras 70 cidades dos Estados Unidos que adotaram medida parecida, entre elas Washington, San Francisco, Seattle e Minneapolis, esforço que contou com a adesão de grandes empresas para buscar alternativas de recipientes. Aqui no Brasil, por exemplo, a CBPAK - empresa nacional de tecnologia que pesquisa, desenvolve e comercializa embalagens biodegradáveis e compostáveis - já disponibiliza copinhos, bandejas e recipientes customizados térmicos feitos a partir de fécula de mandioca.




Na alternativa mais divertida, são utilizados corantes orgânicos, próprios para o uso em comida. E eles são bem resistentes! Aguentam de 20°C negativos a cerca de 75°C positivos, ideal para as comidas que amamos, desde o capuccino até o sorvete gourmet.

Já pensou se as cidades brasileiras adotassem? Estamos torcendo.

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Crônica | É dura a vida da bailarina verde

Eu compro comida orgânica. Ando a pé e subo de escada pequenas distâncias. Escovo os dentes de torneira fechada. Separo o lixo. Desligo o ventilador quando saio do ambiente. Prefiro a luz natural. Sofro quando jogo comida fora. E a minha vida verde se resume a isso.

O problema é que desde que a Fe Cortez me chamou para participar do movimento Menos 1 Lixo,  eu passei a prestar atenção em tudo. Acendeu a luzinha em mim  - ou melhor, acendeu um led, gente! - e eu percebi que, de fato, tem muito lixo desnecessário por aí.  Fui pintar cabelo e, quando vejo, a clássica capa que os tinturistas botavam para proteger a roupa virou uma capa de plástico descartável, tipo as de chuva que vendem no sinal.  Choquei. Fui almoçar, peguei o guardanapo e era daqueles embalados individualmente, um por um, em outro papel - pra quê? Comprando meus orgânicos no supermercado, noto que logo os orgânicos são os legumes que não são vendidos a granel - eles vêm com plástico filme e isopor!

É dura a vida da bailarina verde. Eu não quero ficar noiada, nem é a proposta da Fe, nem do Menos 1 Lixo, nem de ninguém. Mas que tem muita coisa evitável, tem. E tem coisas de que, por enquanto, não abro mão, desculpa: toalha de papel em banheiros públicos - ok, vale aquele jato de ar para secar. Descarga da privada - li que gasta litros e litros d'água, preocupante, mas essa informação ainda não me comove o suficiente. São muitas dúvidas, muitas angústias por desbravar nesse admirável mundo sustentável. Não sou uma ativista exemplar, sou um ser urbano tentando se adaptar a uma nova realidade.  Se eu vou conseguir, não sei, só sei que vou tentar.

 

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Para ler no metrô: O Poder do Hábito

Seus hábitos ajudam o planeta ou consomem demais dele? E para sua saúde, o que eles fazem? Sua vida financeira está controlada? Se a resposta para alguma dessas questões não for lá muito positiva, temos uma boa notícia: até os mais antigos dos hábitos podem ser mudados.

Essa é a teoria do repórter investigativo Charles Duhigg no livro "O Poder do Hábito", baseado na leitura de centenas de artigos acadêmicos, entrevistas com mais de 300 cientistas e executivos, além de pesquisas realizadas em dezenas de empresas.  Através dessas fontes, Duhigg percebeu que os hábitos são criados para poupar o indivíduo de pensar ao executar tarefas simples como tomar banho, dormir ou comer. Assim, os hábitos ajudam a preservar energia para coisas complicadas. O problema é quando o hábito é criado para automatizar algum comportamento prejudicial, como não separar o lixo orgânico do reciclável, sair do sedentarismo etc.




No entanto, a obra de Duhigg - na lista dos bestsellers do New York Times por mais de 20 semanas - defende que todos os hábitos começam com um padrão psicológico: uma deixa, o comportamento em si, a recompensa e a repetição. Por exemplo, se deixamos de ir um dia à academia para dormir mais tempo, encontramos um prazer imediato e esse prazer não nos permite quebrar este ciclo. Assim, apesar de parecer difícil transformar maus hábitos, isso é possível. Basta que exista uma consciência dos motivos que nos levam a eles e por que queremos mudar para, então, criarmos uma nova rotina com disciplina.

Um dos exemplos citados pelo autor no livro diz respeito a ele próprio. Duhigg explica como conseguiu parar de consumir cookies todo dia em meio ao expediente: ele entendeu que o hábito o levava diariamente a uma cafeteria para comê-los, mesmo sem fome, porque as visitas diárias eram, na verdade, uma necessidade de socialização. Começou, então, a levantar no mesmo horário e procurar alguém para conversar durante 10 minutos. A partir de então, nunca mais comeu cookies durante os dias de trabalho. Um novo hábito foi criado.

Assim, maus hábitos, como fumar ou comprar demais, são superados quando aprendemos novas rotinas e a praticamos incessantemente. Se exercitar, evitar produzir lixo desnecessário ou procurar novas formas de consumo consciente podem ser tornar um comportamento tão cotidiano e natural quanto comer, se espreguiçar ao acordar ou escovar os dentes, basta querer e se dedicar algum tempo a seu novo intuito.

É pra ler pra ontem!

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A onda do 'no poo'

Depois do sem glúten e sem lactose, o "sem" do momento é o "no poo": sem shampoo. Ou, ao menos, low poo. Os adeptos da nova onda, lançada por Lorraine Massey, acreditam que é possível ter cabelos de cinema usando pouco ou nenhum shampoo.

Amplamente divulgada pelo best seller “Curly Girl”, a ideia da americana é que os sulfatos, - nocivos ao meio ambiente - retiram, além de sujeira, a proteção lipídica natural dos fios e do couro cabeludo, ressecando excessivamente o cabelo, prejudicando sua forma, principalmente nos cacheados.



Do shampoo o movimento passou para condicionadores e máscaras de tratamento. Quando corta-se totalmente o uso do sulfato, é essencial que se elimine também o uso de produtos insolúveis em água, como silicones, óleo mineral e parafina, que só podem ser retirados do fio através das substâncias detergentes pesadas. Assim, ao invés de shampoos sulfactantes, podemos utilizar receitas caseiras ou produtos com componentes mais leves. 

E existem muitas alternativas! Tem o mais fofo e badalado shampoo a seco: além de ser orgânico, economiza água. Outras marcas, como a Lush, lembraram ainda de não usar embalagem: o shampoo é feito em barra, orgânico, vendido a granel. Lindos e perfeitos para uma cabeça fresca.


Para fazer um detox total do couro cabeludo em qualquer uma das técnicas, recomenda-se uma esfoliação com açúcar mascavo e condicionador. Basta massagear bastante a mistura com a ponta dos dedos para uma limpeza profunda, hidratante e sulfact-free.




Misturar vinagre de maçã (ótimo, dá brilho e limpa) e bicarbonato de sódio é outra receitinha fácil. Mais uma dica: óleo de coco (é bom que tá na moda nas dietas, aproveita e usa no cabelo) e babosa: cabelos sedosos, brilhantes... E, por fim, mel. Sabia que deixa as madeixas hidratadas? A dica é pesquisar formas alternativas e suaves de lavar a cabeça. O uso de condicionadores permitidos misturados ao limão, por exemplo, é uma ótima maneira de eliminar resíduos do couro cabeludo. Mas não esqueça de retirar bem já que, aliada ao sol, a fruta pode causar queimaduras. E para a limpeza pesada do comprimento dos fios, aposte numa mistura de ½ xícara de bicarbonato de sódio com 1 xícara de água. O resultado é limpo, refrescante e natural.

A beleza e o planeta agradecem!

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Le Petit Parisien

A plataforma do Menos 1 Lixo foi lançada! Durante o ano todo, vamos postar aqui matérias sobre sustentabilidade, entrevistas, perfis de musas verdes, ideias criativas para não jogar lixo fora, lugares maravilhosos que a gente só descobre andando a pé, projetos de arquitetura sustentável, produtos que respeitam e incentivam o consumo consciente e mais um monte de conteúdo rico, interessante, leve. Nada de baixo astral catastrófico, tá? Aqui é um lugar que propõe mudar o mundo de forma positiva, lembra? Então. Para começar, uma imagem inspiracional: a foto clássica de Willy Ronis, de 1952: “Le Petit Parisien”. Pra lembrar que quanto menos sacolas, papéis e embalagens descartáveis a gente pegar, menos lixo será produzido. Os franceses que sempre carregaram baguete embaixo do braço são uns sábios.

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