Mais Inspiração

O que faz o Ministério do Meio Ambiente?

Com as eleições e a mudança presidencial, muito tem se falado do Ministério do Meio Ambiente, já que o presidente eleito Jair Bolsonaro prometeu, inicialmente, fundir as pastas da Agricultura com a do Meio Ambiente. Depois da eleição, o presidente voltou atrás e decidiu manter os ministérios separados, pela pressão popular e dos ruralistas. Mas você sabe pra que serve o Ministério do Meio Ambiente e quais os perigos da união dessas pastas? Vamos falar sobre isso?

O Brasil é uma República Federativa que tem o seu Poder Executivo composto por 23 ministérios (novembro de 2018), cada um deles sob tutela de um ministro que é, em tese, capaz de gerir os assuntos competentes à pasta daquele departamento O Ministério do Meio Ambiente (MMA) foi criado em novembro de 1992 com o objetivo de garantir que sejam implementadas políticas públicas ambientais no âmbito nacional.

Há um ano, estabeleceu-se novamente as competências do Ministério do Meio Ambiente sob a presidência de Michel Temer, na lei 13.502. É, portanto, de competência do MMA:

  • as políticas nacionais dos recursos hídricos e do meio ambiente
  • as políticas de preservação, conservação e utilização sustentável dos ecossistemas, da biodiversidade e das florestas;
  • a proposição de estratégias, mecanismos e instrumentos econômicos e sociais para melhorar a qualidade ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais;
  • as políticas de integração do meio ambiente e da produção;
  • as políticas e programas ambientais para a Amazônia Legal;
  • o zoneamento ecológico-econômico

E fazem parte do MMA algumas secretarias importantes:

  • Secretaria de Mudança do Clima e Florestas
  • Secretaria da Biodiversidade
  • Secretaria de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental
  • Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável
  • Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental

Ainda existem algumas entidades vinculadas ao MMA, chamadas de autarquias, que são empresas que realizam atividades para o Estado de forma descentralizada e com autonomia. É o Caso do IBAMA, por exemplo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Ele foi criado em 1989 e é o órgão executivo responsável pela execução da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA). Também tem a competência da preservação e conservação do patrimônio natural através da fiscalização. E é o IBAMA quem concede licenças ambientais.

Fonte: IBAMA

Também são entidades vinculadas ao MMA, a Agência Nacional das Águas, dedicada a garantir a execução a Lei das Águas do Brasil, n. 9433, que tem como uma de suas diretrizes garantir acesso à água de qualidade para toda a população. Com segurança e consciência dos nossos recursos.

Também está vinculado ao MMA, o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) que tem como missão executar as ações do Sistema Nacional de Unidades de Conservação e também proteger, fiscalizar e monitorar as Unidades de Conservação do Brasil.

Você consegue entender toda a estrutura do Ministério do Meio Ambiente por aqui.


Esse ano, a WWF lançou um relatório do financiamento público em meio ambiente no Brasil. E isso é fundamental pra gente entender a desvalorização que as florestas, as unidades de conservação e a preservação dos nossos recursos naturais têm no desenvolvimento das políticas públicas. Na Lei Orçamentária de 2018, o MMA recebeu um orçamento menor do que o da Câmara dos Deputados e do Senado. Ele recebeu 10% da verba recebida pelo Ministério de Minas e Energia e tem autorização para investir um pouco mais de 20% de todo o orçamento do Ministério da Agricultura.

É fundamental entendermos as estruturas políticas capazes de proteger e decidir sobre as questões ambientais do Brasil. Só assim somos aptos a cobrar melhores alternativas pro que é nosso e contribuir com o desenvolvimento sustentável do país. Vamos?


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O poder do amor e do indivíduo

A Revolução Industrial permitiu uma evolução humana nunca antes vista na História. Com o desenvolvimento da tecnologia, a vida passou a ser diferente e nós mudamos a nossa forma de agir como um todo. É claro que nem todas as mudanças foram pra melhor e agora a gente já sabe disso. Precisamos de reconexão. Com os animais, a natureza e com a humanidade. E ela só acontece através do amor e da inspiração.

O último episódio de Mares Limpos foi todo dedicado ao amor eaoque é profundamente revolucionário. Dá um play

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Um olhar para dentro do Brasil

O Brasil tem uma fauna marinha muito rica, é um dos 5 maiores países do mundo em extensão e com a quinta maior população do mundo. Produz 80 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano que poderiam ser amplamente reciclados, mas não são. O problema do plástico traz consequências muito graves para as nossas tartarugas marinhas e para os animais brasileiros em extinção. Nós também somos responsáveis pelo desenvolvimento da sustentabilidade e da economia circular no Brasil. A Fe Cortez entrevistou quem protagoniza esses projetos de mudança e prova que é possível transformar o futuro de que em 30 anos vamos ter mais plástico do que peixes nos oceanos.

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Tecnologias para salvar o oceano

Há pouco tempo, a pesquisadora norte-americana Jenna Jambeck descobriu que descartamos 8 milhões de toneladas de lixo anualmente nos oceanos. Você já pensou como a ciência é fundamental pra sustentabilidade? Tem muita gente bacana contribuindo pra desenvolver tecnologia pra salvar o oceano, como o pescador que criou o Trash Skimming, capaz de recolher lixo da praia e entender sobre a biologia marinha do mar. A Fe Cortez foi pra Europa, pra San Diego e também por aqui no Brasil, conhecer alguns projetos maravilhosos que estão dispostos a colocar a ciência em prol do amor pelos oceanos. Vamos juntos?


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Estamos criando um oceano de plástico

Você já ouviu falar na Ilha de Plástico no Pacífico? Tá sabendo que ela é 16x o tamanho de Portugal? A websérie Mares Limpos veio pra debater os impactos da nossa poluição nos oceanos e sobre a urgente necessidade de uma conscientização ambiental a respeito da vida. A limpeza dos oceanos precisa estar atrelada aos temas urgentes do desenvolvimento sustentável e precisamos falar a verdade sobre a poluição marinha. Em 32 anos, os oceanos vão abrigar mais plástico do que peixes e 100% dos animais marinhos terão se alimentado ou sofrido com as consequências do lixo no mar.

A websérie idealizada pela defensora da campanha Mares Limpos da ONU Meio Ambiente e ativista ambiental, Fe Cortez, veio pra compartilhar os anseios de um mundo dominado pelo plástico. E nós precisamos agir agora, porque ainda dá tempo. Vamos entender o tamanho do problema?

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Sobre o Prêmio Lixo Zero

No último sábado, dia 20 de Outubro, rolou o primeiro Prêmio Lixo Zero do Brasil, uma realização do Instituto Lixo Zero Brasil em conjunto ao Menos 1 Lixo, com o apoio da Aspen Pharma e Purificadores Europa.


A cerimônia ocorreu às 19h no Auditório do Museu do Amanhã, contando com a presença de aproximadamente 200 pessoas, entre elas ouvintes, palestrantes e concorrentes.


O Prêmio Lixo Zero tem por objetivo promover e disseminar os melhores projetos brasileiros que representam a tomada de atitudes sustentáveis em prol do nosso meio ambiente. Promovendo reconhecimento, valorização e visibilidade às práticas que contribuem e reforçam o desenvolvimento do conceito “Lixo Zero” no Brasil.


“São muitas as boas práticas no Brasil, algumas com reconhecimento internacional, esta iniciativa valoriza o trabalho destes virtuosos.”

- Rodrigo Sabatini, presidente do Instituto Lixo Zero Brasil


Desse modo, a premiação foi dividida em seis categorias, visando abranger diferentes áreas dentro da sustentabilidade. Foi um total de 18 concorrentes, três por categoria, uma curadoria do Instituto Lixo Zero Brasil, cuja votação era aberta ao público, democratizando a escolha dos vencedores.


O evento foi aberto por uma fala do Rodrigo Sabatini, enfatizando a importância de um prêmio como o tal aqui no país, seguida de uma breve palestra do italiano Stefano Ambrosini, sobre o Lixo Zero na Itália. A noite contou com uma surpresa: premiações especiais para alguns destaques do ano, que também mereciam o apoio e reconhecimento na pauta da sustentabilidade.

Recebendo o prêmio de Certificação do Ano estavam Francisco Nilson Moreira, Eduardo Azambuja , Ricardo Emediato e Kallel Kopp, representando a R2 Produções, uma produtora de eventos que desvia o mínimo possível para os aterros sanitários. A cidade sulista, Florianópolis também foi premiada como a Cidade Lixo Zero, e quem recebeu a honra foi o vice-prefeito, Sr. João Batista Nunes.

Além destes, Jean Peliciari, líder do Dia da Limpeza Brasil e Let's Do It Brasil, levou para casa o prêmio de Revelação do Ano. E o ambientalista, André Trigueiro foi nomeado como Jornalista do Ano, por trazer à tona a temática da sustentabilidade na imprensa tradicional brasileira.

Após essa etapa, a Fe Cortez, idealizadora do movimento Menos 1 Lixo, teve a honra de apresentar e conceder os demais prêmios da noite.


A primeira categoria premiada foi Conscientização e Educação, projeto cujo maior objetivo é sensibilizar as pessoas, seja através da arte, teoria ou prática com resíduos. Concorrendo estavam o Instituto Ecosurf, uma organização criada por surfistas comprometidos com o combate à poluição nas praias e conservação dos oceanos, o movimento Pimp My Carroça, que dá visibilidade aos catadores, aumentando suas rendas, de maneira lúdica, usando o grafiti como ferramenta de sensibilização, e a Universidade Estadual de Santa Catarina, UDESC, que almeja contribuir para uma sociedade mais justa e democrática em prol da qualidade de vida e do desenvolvimento sustentável do Estado de Santa Catarina. E quem levou o prêmio pra casa foi o movimento Pimp My Carroça.


A categoria seguinte foi Redução e Reuso, premiando idéias que visam a redução do lixo, seja com atitudes ou produtos de reutilização e não de descarte. Concorreram Meu Copo Eco, um negócio de impacto que evita que mais de 1 bilhão de copos descartáveis se acumulem nos oceanos, Favela Orgânica, iniciativa pioneira nas comunidades do Rio de Janeiro com conceitos como consumo consciente, compostagem e hortas em pequenos espaços, e também o Banco de Resíduos, que visa transformar o desperdício em riqueza, incentivando ações empresariais sustentáveis na indústria. Nessa categoria o vencedor foi o Meu Copo Eco, representado pela Larissa Kroeff.


A premiação contou com a categoria Reciclagem ou Sistemas de Reciclagem, de empresas ou instituições que fazem parte da cadeia da reciclagem. Os participantes eram a YouGreen, uma cooperativa de catadores que realiza o trabalho de coleta seletiva, triagem, conscientização e logística reversa de resíduos recicláveis, a Cooperativa Ecco Ponto que começou com o objetivo de tirar as garrafas do rio, e hoje é fonte de renda de catadores e suas famílias, e a Proecologic, uma das únicas empresas no país que faz reciclagem de isopor, que já transformou mais de 50 milhões de quilos de resíduos de isopor e poliuretano. O vencedor dessa categoria foi a Proecologic.


Em seguida teve a categoria de Compostagem, empresa ou projeto social que usa a compostagem como negócio. Concorreram o CEPAGRO, que atua com agricultura urbana, desenvolvimento rural sustentável e educação agroecológica, como as hortas escolares, também competiu o Ciclo Orgânico, um negócio social que tem como missão co-criar uma comunidade em que lixo seja solução e não um problema através da compostagem, e a OEKO, empresa de produtos compostáveis para mitigar impactos ambientais, dando um fim correto aos resíduos orgânicos.  O prêmio foi entregue para Marcelo Chiabi, do Ciclo Orgânico.


Após isso vieram ao palco as concorrentes da categoria Estilo de Vida, pessoas que têm mudado seus hábitos e os compartilhando através de redes sociais. Lá estava a Cristal Muniz, dona do blog Um Ano Sem Lixo, no qual ela compartilha dicas práticas e objetivas para uma vida com menos lixo, a criadora da Casa Sem Lixo, Nicole Berndt, que busca uma vida sem desperdícios em família, colecionando experiências ao invés de coisas, e também o Tião Santos, liderança dos catadores no processo de fechamento, em 2012, de Jardim Gramacho, considerado o maior aterro sanitário da América Latina. Quem venceu a categoria foi o blog Um Ano Sem Lixo, da Cristal Muniz.


E por fim foi premiada a categoria Ações Comunitárias, projetos que atuam com pessoas carentes, catadores, sempre tendo o resíduos sólido como base. Concorreram o projeto ReciclAção de coleta seletiva e reciclagem com ênfase na mobilização comunitária, contribuindo para a erradicação dos riscos socioambientais do Morro dos Prazeres, a Revolução dos Baldinhos é a gestão comunitária de resíduos orgânicos sincronizada à prática de Agricultura Urbana em Florianópolis, e o projeto da Ecobarreira, de preservação do Rio Atuba através de um sistema original de materiais reciclados, que coleta lixos flutuantes no rio. O vencedor foi Diego Saldanha, representando o projeto da Ecobarreira.


A noite se encerrou em uma apoteose musical, com a apresentação da banda Lata Doida, utilizando instrumentos construídos a partir de materiais reciclados, envolvendo as dezenas de pessoas que ocupavam o auditório do Museu do Amanhã, fechando com chave de ouro uma noite memorável para o movimento lixo zero e da sustentabilidade no Brasil.


Todos os participantes ali presentes saíram vitoriosos apenas por dedicarem seus respectivos esforços em projetos e ações em prol do meio ambiente.


“É super importante disseminar a mensagem de que é possível produzir menos lixo e viver com mais qualidade. Levar uma vida Lixo Zero é incentivar a autorresponsabilidade de que nós somos o impacto que geramos.”

- Fernanda Cortez, idealizadora do Menos 1 Lixo


O Amanhã será construído através da inspiração. Pensando nas futuras gerações e na conscientização da sociedade. É fundamental revermos e repensarmos nossos hábitos e impactos enquanto moradores do planeta Terra.


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O que a TAG - Experiências Literárias tem a ver com o Menos 1 Lixo?

Nós amamos unir literatura e sustentabilidade e valorizamos muito as nossas parcerias. A TAG - Experiências Literárias é a mais recente delas. Você já conhece o projeto? A TAG é um clube de assinatura de livros que dispõe de duas modalidades: Curadoria e Inéditos. O primeiro é um kit com título recomendado por algumx grande escritorx convidadx e o segundo adianta o lançamento de best-sellers internacionais ainda inéditos por aqui. As caixinhas sempre vêm com outros presentinhos bacanas, como marcadores de página, mimos e posters. Hoje já são mais de 35 mil associados espalhados por 1500 cidades do Brasil.

Achamos super interessante conversar com eles sobre sustentabilidade. A TAG encomendou alguns copinhos para presentear assinantes que renovarem o plano anual. E é claro que aproveitamos a oportunidade linda pra conversar um pouco sobre o casamento entre literatura e o meio ambiente.


Qual foi a motivação para parceria com o Menos 1 Lixo?

A galera da TAG entende como motivação toda a relação do clube com os associados, que é baseada em surpresas e significados. Da chegada da caixinha, passando pela descoberta do título até o próprio mimo que compõe o kit, tudo é pensado do ponto de vista da experiência do assinante com a TAG. Os leitores estão "acostumados" a serem surpreendidos e, por isso, a galera busca superar expectativas todos os meses.


Como a TAG enxerga a sustentabilidade conectada com a literatura?

A TAG acredita que sustentabilidade vai além de zerar o uso de recursos, mas fazer uso deles com propósito e responsabilidade. Nós também :) Olha que bacana, a TAG procura trabalhar com fornecedores que investem em tecnologias sustentáveis, como máquinas sem uso de álcool, tinta a base de soja, chapas sem processamento químico e papéis certificados FSC, um sistema de certificação florestal internacionalmente reconhecido. Esse sistema garante que os produtos vêm de bom manejo florestal. Eles também trabalham a quantidade necessária de kits para demanda e devolvem as caixas excedentes ao fornecedor para que a reciclagem seja feita. Além do envio do estoque para reaproveitamento e o incentivo para que os associados reutilizem as suas caixinhas para soluções simples do dia a dia (como organizadores de gavetas, camas pros gatinhos, porta-objetos, etc). Também rola um projeto de doação de livros para escolas, bibliotecas e outras iniciativas que compartilham da filosofia da TAG.


Existe uma política de embalagem lixo zero dos kits?

A TAG evita o uso de plástico na composição dos kits, usando prioritariamente papel. Eles contaram, e isso é muito legal, que os próprios associados cobram do clube de assinaturas o banimento do plástico, garantindo que só usaram esse tipo de embalagem quando foi extremamente importante pelo acabamento ou detalhe do livro, mas que isso é bastante raro por lá.

No dia a dia da empresa, eles não usam copos plásticos descartáveis, usam pouquíssimo papel (quase todo o processo é digital) e são parceiros do ReCiclo, um projeto de coleta de resíduos orgânicos pela compostagem. Eles contaram que vários funcionários já optam pela bike para irem trabalhar.

E ficamos muito felizes da TAG apostar no nosso agente de transformação como capaz de superar essa expectativa tão especial dos associados.


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Amazônia Lixo Zero

Hoje se celebra o Dia de Proteção às Florestas pra destacar a importância na luta pela preservação de um dos ecossistemas mais importantes pro planeta. E o Brasil abriga a floresta Amazônica, o pulmão do mundo, a maior floresta tropical que existe por aqui. Ela ocupa mais de 60% do território brasileiro e tem uma flora que abarca de 10 a 20% de todas as espécies vegetais do mundo! E ainda compõe um conjunto de rios que representam a maior reserva de água doce.

Recentemente, uma pesquisa divulgada pela Science Advances concluiu que a Amazônia pode não ser mais uma floresta se atingir 20% de desmatamento, ou 1 milhão de km² desmatadas. E falta pouco: hoje já atingimos 18%. E também por isso esse dia é tão importante!

O dia de hoje também comemora o grande protetor das Florestas, a figura lendária brasileira Curupira, que assegurava que ninguém mau intencionado poderia prejudicar o ecossistema. Ele tinha os pés virados pra trás pra enganar os invasores, dando uma impressão mentirosa de que estão chegando perto dele. Segundo o folclore, ele era responsável por proteger as florestas das ações nocivas do homem, desde a caça até o desmatamento. Mas o Curupira não consegue mais dar conta de tanta maldade, né? E já tem muita gente bacana preocupada em pensar e proteger a Floresta Amazônica tanto quanto a lenda. 

Foto Guto de Lima

Vamos falar sobre o projeto Amazônia Lixo Zero?

Eu conheci o projeto no Congresso Internacional Cidades Lixo Zero, lá em Brasília. Alguns representantes indígenas falaram um pouco sobre como o lixo chega nas aldeias, como lidam com eles e quais os grandes problemas que enfrentam nesse sentido. Foi emocionante!

O Amazônia Lixo Zero surgiu de uma parceria entre o Instituto Lixo Zero Brasil e o Instituto Txai, que luta pelos direitos culturais, sociais e territoriais dos povos indígenas. E eu tive uma conversa muito bacana com o Guto de Lima, que toca o projeto e encontrou nele uma nova forma de viver a vida.

O Amazônia Lixo Zero é uma tentativa de construção de um diálogo sobre o consumo, a nossa relação com a terra, com nós mesmxs e da nossa relação em sociedade, a partir da visão de quem mora na Floresta a partir do problema do lixo.

A Amazônia é a maior escola Lixo Zero do mundo!

O projeto tem por objetivo um diálogo pra criação de uma linguagem e de conceitos pra que possamos agir juntos em prol de uma floresta mais preservada e de uma sociedade mais interessada em conhecê-la e aprender com ela.

O primeiro pilar do Amazônia Lixo Zero é a tecnologia social, seguido do turismo, especialmente o etno turismo. Segundo o Guto, é importante incluir as iniciativas turísticas, pra que as pessoas conheçam a Floresta que querem preservar e que elas experienciem a importância que ela tem. O terceiro pilar é a educação, ou seja, a formação de multiplicadores da floresta, os agentes agro florestais e os habitantes, claro. Esse eixo é pensado através de ações de comunicação. Tudo pra garantir a capilaridade dos 4 ambientes que o Amazônia Lixo Zero prioriza: as aldeias e territórios indígenas, os municípios, as populações ribeirinhas e as reservas extrativistas.

Mas como o lixo chega nas florestas?

Parece uma pergunta boba, mas não é. Tudo o que a floresta produz pode ser reaproveitado por ela mesma, já que a natureza é extremamente inteligente e auto suficiente. Ela não gera nada que não possa ser reinserido no ciclo e na dinâmica da vida dela mesma. Nós, os homens, que quebramos esse ritmo quando introduzimos materiais que demoram pra sumirem na natureza e que não podem ser reaproveitados em qualquer ambiente nessa dinâmica. 

Nesse sentido, o Guto citou o plástico e a pilha, por exemplo. Ele diz que a maior lição que as Florestas nos ensinam é não gerar resíduos. Ela é naturalmente Lixo Zero

É importante lembrar que qualquer coisa que possamos chamar de lixo vem de um sistema que não pensou toda a cadeia de vida daquele material. Ou pensou, mas não se interessou o suficiente.

Então, o Amazônia Lixo Zero tem a pretensão de promover essa consciência de redução do consumo e da produção desses materiais que não se inserem na dinâmica da natureza. É também um esforço de comunicação, já que as pessoas precisam entender a sua responsabilidade no pós e no pré consumo.

O lixo chega na floresta através do consumo de quem vive nela e também pelos turistas, já que eles não levam os seus resíduos de volta pra casa. No caso das populações indígenas, elas compram alimentos embalados em plástico e pilhas pras lanternas nos municípios mais próximos. 

Como é o descarte disso? Esse é o problema. Segundo o Guto, não existe um sistema de coleta seletiva que permita a devolução desse resíduo pra esses municípios que poderiam descartá-los corretamente. A tendência é que ele fique na aldeia e esse lixo seja queimado ou enterrado. Duas opções extremamente nocivas pro meio ambiente.

Foto Guto de Lima

E como a população urbana contribui pra esse cenário?

Especialmente pelo turismo, como já falamos. O Guto deixou claro que quando patrocinamos um sistema de consumo desenfreado e sem conscientização, também estamos contribuindo pra que o lixo seja disseminado nas florestas. Cada real gasto em produtos como os descartáveis, por exemplo, é um voto que corrobora pra esse sistema acontecer. Nós financiamos essa dinâmica. Então, de alguma forma, também estamos patrocinando os impactos dele nas florestas, ainda que indiretamente. 

A floresta parece distante, mas não é. Tudo tá conectado e tudo se relaciona de maneiras fluidas e complexas e o nosso comportamento dentro de casa reverbera em todo o resto do planeta.

O Guto destacou que o maior desafio é a coleta nas florestas e também um trabalho forte de conscientização pra redução do consumo. E uma iniciativa interessante é o fomento do plantio nas aldeias, da agro floresta e da produção do próprio alimento. Quanto mais a população planta, menos ela vai até o município consumir. Tudo é feito em conjunto, sempre! Com base nas próprias práticas indígenas.

Me encantou a possibilidade de conviver com os povos da florestas e experimentar essa sinergia de aprendizado e vivência

Quais são as contribuições indígenas pra dinâmica do Lixo Zero?

A gente tem muito o que aprender com eles. Especialmente em relação a como viver sem destruir, garantir que o ambiente possa nos prover toda a medicina pro corpo, pra mente e pro espírito e também que possa nos oferecer os alimentos de forma equilibrada.

Nós ficamos encantadxs com o projeto e tem uma super notícia pra quem compartilhou desse amor com a gente: vai rolar uma primeira imersão do Amazônia Lixo Zero em outubro desse ano, na floresta, em território yawanauá.É uma imersão que vai permitir aos participantes ajudarem a criar as perspectivas e possibilidades do projeto, aproximar do contexto do ecossistema e das possibilidades dessa relação. Viver os rituais e os diálogos, uma série de experiências importantes. Tá todo mundo convidado a se inscrever! É só entrar no site deles e se inscrever aqui.

E em 2019, vai rolar um Congresso no Acre, em agosto, fruto dessa imersão e dos resultados dela. Lá vai rolar um amplo diálogo sobre a questão do lixo nas florestas e não só da Amazônia, mas de todas delas, pensando no problema e compartilhando as soluções. Vale seguir as redes do projeto e disseminar a mensagem. Vamos juntxs?

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5 Sites de Mamães Sustentáveis

Essa semana na websérie "Dicas da Fe Cortez", ela falou sobre as fraldas de pano e porque não devemos recorrer às famosas descartáveis que ainda imperam nas famílias por aí. Hoje, só no Brasil, consumimos 17 MILHÕES de fraldas POR DIA! Dá um play pra saber mais:

 

Mas é claro que a sustentabilidade com as crianças não fica só na escolha da fralda

 Selecionamos 5 sites bem legais de mamães sustentáveis pra você se inspirar (e seguir!).

MAMÃE VERDE 

A Fernanda, do “Mamãe Verde”, é mãe do Arthur e criou o blog pra pensar sobre o futuro do planeta, tentando contribuir pra uma morada segura pro seu filho. Ela estimula o consumo consciente e compartilha as suas inquietações a respeito do lixo, de um mundo mais saudável e de seu comprometimento com as questões ambientais enquanto mãe. O blog reúne informações pra cumprir esse desafio e fornecer as ferramentas pra que outros pais e mães também o façam. 

‍Foto @mamae_verde

ZERO WASTE MAMA

A Emily, do Zero Waste Mama, é mãe de 3 crianças e tenta viver uma vida minimalista no Colorado,  rumo ao Lixo Zero desde abril do ano passado. O site foi uma tentativa de encontrar pessoas que, como ela, buscam reduzir o impacto da sua família no mundo no que diz respeito ao lixo que produzem. Ela compartilha as experiências e dá receitas do lanche pras crianças, de festinhas infantis e até de propostas de presentes para os amiguinhos dos filhos.

THE ROGUE GINGER O 

The Rogue Ginger foi fundado em 2013 pela Erin Rhoads pra documentar as aventuras da sua nova vida em Melbourne. Rapidinho, ela usou a plataforma pra dividir sua real mudança de estilo de vida para o Lixo Zero. Hoje, o blog é super completo e apresenta uma novidade: Erin está grávida e divide como é viver esse momento na premissa de produzir o mínimo de lixo possível. 

‍Foto @therogueginger

MAMA EATS PLANTS O

"Mama Eats Plants" reúne várias receitinhas veganas pro dia a dia, opções de presentes criativos sem a produção de lixo e matérias temáticas, como por exemplo, viver a experiência do Halloween rodeada de crianças, mas no estilo de vida do Lixo Zero.

Foto @mamaeatsplants

ZERO WASTE MOMMY

A Kelley é mãe de duas meninas e 4 galinhas (como ela mesma coloca na descrição dela no site) e está tentando se adaptar ao estilo de vida Lixo Zero com a família, com umas visão realista e orçamento apertado. No blog, ela conta das dificuldades e o que funciona, dando dicas práticas sobre compras, reciclagem e DIY.

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Menos lixo e mais diversão!

Criança gosta de brincar! Não importa a cultura ou o nível social, as crianças sempre vão encontrar jeitos criativos de se divertirem. No entanto, existe toda uma cultura de consumo voltada para  o Dia das Crianças e a data é um bom momento para refletirmos sobre como nossos hábitos de consumo influenciam diretamente no exemplo que estamos dando às  nossas crianças. Afinal, os pequenos tendem a imitar o que nós, adultos, fazemos. Portanto, é preciso educá-las valorizando mais o tempo juntos, a criatividade, a interação entre elas e com a natureza, a troca e principalmente fazê-las compreender que SER é bem mais importante que TER. Como dizem por aí: “O que temos dentro de nós, ninguém tira”, e numa cultura de descartáveis é fundamental repensarmos todo este consumo desenfreado que já afeta tanto o nosso mundo e que vai só se acumular em mais e mais lixo no futuro.

Foto: Michael Potyomin

Que mundo queremos deixar para estas crianças de hoje? É preciso agir agora e educá-las, desde já, para uma nova consciência. A natureza é riquíssima em “brinquedos” né? Rolar na grama, brincar com animais ao ar livre, catar conchas na praia, pular em lagos são alguns exemplos. Mas também temos opções criativas e baratas de brinquedos que podemos fazer junto com elas. Um dos melhores presentes que já ganhei foi uma casa de bonecas de papelão que meu pai e eu fizemos juntos.

Por que não criar algo com seu filho, sua filha, seu sobrinho, sua neta? Teste suas habilidades, volte um pouco a ser criança, ganhe tempo com quem você ama.

Lembrando que não existe brinquedo de menino ou de menina, que as cores são para todos e que respeito à individualidade de cada criança, assim como educação para a diversidade também são atitudes sustentáveis.

Você, já fez algum brinquedo com seus pais ou com seus filhos? Tem alguma sugestão pra gente? Comenta aqui!

E para inspirar sua criatividade, selecionamos algumas dicas de brinquedos sustentáveis da Bebel Marrey Ferreira:  

‍Crocodilos e fantasmas de rolo de papel higiênico
Casinha de papelão (Fotos: apartmenttherapy.com)
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Como Calcular e Como Compensar

A pegada de carbono é a medida do nosso impacto do meio ambiente. A medida da quantidade de CO2 que produzimos no dia-a-dia. Da mesma maneira que as pegadas deixam marcas sobre o lugar de onde viemos e para onde vamos, as pegadas de CO2 nos informam sobre os nossos rastros.A pegada de CO2 indica quanto utilizamos de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás. A queima de combustíveis fósseis emite Gases do Efeito Estufa (GEE), como o CO2. E por que é importante saber disso: porque esses gases contribuem para o aquecimento global!

Existem vários sites para calcular a sua pegada. No Menos 1 Lixo na Estrada, a Alarmanda personagem da Aline Matulja usou a calculadora para verificar quanto foi o rastro de CO2 que a viagem para a Asia da Fe Cortez produziu.A informação sobre a pegada de carbono é importante, mas não serve pra muita coisa se não evoluir para o cálculo da neutralização. Como bem disse Alarmanda, se todo mundo se preocupasse em plantar árvores para neutralizar os efeitos de uma viagem internacional (que deixa uma pegada de CO2 maior do que a de um ano inteiro), os passageiros de BOEING seriam responsáveis pelo plantio de uma floresta do tamanho de 2 campos de futebol!

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O Super Guia da Mala Cápsula

Vamos lá! Guia de mala cápsula para destinos quentes e frios pra quem não quer perder tempo se arrumando e botar energia só nos passeios ou no trabalho! Ah, claro, também pra quem não quer ficar arrastando um elefante branco sem alça!

Dicas:

  1. planeje: reserve um tempo para montar sua mala
  2. faça uma lista dos tipos de ocasiões e compromissos
  3. tente pensar nos looks e não inventa de achar que vai finalmente usar na viagem aquela peça ou produto que vc nunca usar, rs
  4. acessório é legal porque não ocupa espaço e dá caras diferentes pros looks!
  5. pra ganhar espaço na mala: guarde coisas dento dos sapatos e das bolsas, caso sejam mais estruturadas
  6. tem gente que gosta de repetir váaaarias vezes a mesma coisa e tem gente que gosta de colocar pra lavar logo… nesse caso dá pra dar só uma esfregadinha embaixo do braço ou na mancha e voilá!)


Agora, vamos falar sobre quantidades!


LUGARES QUENTES 

  • núm. partes debaixo = núm. de dias/6 (vestido, short/bermuda, calça, saia - viagens com menos de uma semana: 2)
  • núm. partes de cima = núm. de dias/2 (camisetas, camisas, blusas)
  • monte 6 looks pra cada parte debaixo de forma que repita as partes de cima pelo menos 2x (já pensando no sapato, no acessório e no casaquinho do ar condicionado)
  • se não conseguir montar os looks, escolha 1/4 das peças coloridonas/com estampa e o resto em tons neutros (bege, mude, branco, preto, vinho, marinho, caramelo, cinza, grafite, verde musgo)
  • núm. casaquinhos/jaquetas leves pro ar condicionado = 1 (cor neutrona!)
  • núm. acessórios = 2 colares, 2 brincos
  • núm. sapatos de cada tipo = 1 tênis confortável, 1 sandália rasteira/chinelo que valha pra usar no quarto também!
  • núm. de bolsas = 1 grande e 1 pequena (em cores neutras)
  • calcinhas, sutiãs - não vou nem dar palpite nesse! rs Mas considere lavar e usar várias vezes!
  • kit básico maquiagem (base, rímel, blush, lápis, batom)
  • kit básico sol (biquini, canga, protetor solar)
  • kit básico higiene
  • kit básico saúde

LUGARES FRIOS 

  • monte 6 looks pra cada parte de debaixo de forma que repita as partes de cima pelo menos 3x (já pensando no sapato, no acessório, no casaco, no lenço, meia-calça)
  • se não conseguir montar os looks, escolha 1/4 das peças coloridonas/com estampa e o resto em tons neutros (bege, mude, branco, preto, vinho, marinho, caramelo, cinza, grafite, verde musgo)
  • núm. partes debaixo = núm. de dias/6 (calça, saia - viagens com menos de uma semana: 2)
  • núm. partes de cima = núm. de dias/3 (camisetas, camisas, blusas)
  • núm. casaco pesado = 1 (em cor neutra!)
  • núm. casaco leve = 1 (em cor neutra!)
  • núm. cachecol = 1 (em cor neutra!)
  • núm. acessórios = 2 colares, 2 brincos
  • núm. sapatos de cada tipo = 1 tênis/bota confortável + 1 chinelo pro quarto
  • núm. de bolsas = 1 grande e 1 pequena (em cores neutras)
  • calcinhas, sutiãs - fica por conta, né! mas considere lavar e usar várias vezes!
  • núm. meia-calça = viagens fim de semana: 1 / viagens 15 a 30 dias: 2
  • kit básico maquiagem (base, rímel, blush, lápis, batom)
  • kit básico higiene
  • kit básico saúde

 é consultora de estilo pessoal e resolve pepinos de guarda-roupa, consumo e auto-expressão de mulheres e homens sem frescura e direto ao ponto. No seu Instagram se dedica a dar dicas de moda pelo ponto de vista do estilo pessoal e compras responsáveis de forma despretensiosa e divertida... afinal temos que nos vestir todo santo dia!

Instagram: @karinaabud_consultoriaestilo

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Consumo consciente: reflexões sobre o desafio #1lookporumasemana

Depois da semana intensa com a participação de tanta gente no desafio do #1lookporumasemana, várias reflexões pipocaram aqui e ali:

  • Teve a história da Jaque Pegoraro, que foi fazer uma entrevista e o entrevistado estava repetindo a jaqueta há 3 dias, inspirado nela!
  • Teve a história do jeans da Vanessa Huguinin, que não resistiu a 4 dias consecutivos de uso.
  • Teve a Lilian Pacce, participando pela segunda vez com os convidados do Menos 1 Lixo.
  • E teve a história da calça vermelha da Fe Cortez!!

Para quem se inspirar, qualquer dia é dia pra começar. Se você acha 1 semana muito, tenta 3 dias e vê o que acontece!Aperta o play e confere o nosso video pós-desafio: cheio de looks e reflexões.

 
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Seu estilão e o que você compra

A Fe Cortez me convidou pra fazer com ela o desafio de 1 Look Por Uma Semana, que a Lilian Pacce criou, e a história vocês já sabem né? E foi muito bacana esse exercício de usar a criatividade em cima de um mesmo look por 5 dias seguidos, até pra mim, que ajudo pessoas a encontrarem seu estilo pessoal todos os dias. E de pensar mais a fundo a relação entre o meu trabalho e o consumo consciente. Então vou contar pra vocês um pouquinho do que tenho aprendido com meus mais de 100 clientes homens e mulheres: uma roupa só será usada diversas vezes se tiver a ver com quem eles são, de onde vieram e para onde vão. E esse conjunto de variáveis produzem um serzinho que é tão, tão único, que a roupa não será usada se a gente levar em consideração somente a voz daquela revista dizendo “invista”. Aliás, a gente pode até investir, mas não vai usar. Já sabemos que consumir consciente envolve não só comprar o mínimo possível, mas também o que tem mão de obra e matéria prima bacana, né? Mas já ajuda muito se comprarmos aquilo que entendemos que vamos usar bastante pra evitar que tenhamos aquela sensação de “não tenho nada pra usar nessa joça de guarda-roupa” que vai nos levar pra loja de novo.

Então vou compartilhar aqui exercícios que podem nos orientar melhor sobre como identificar os elementos que compõe nosso estilo, que é aquele “quem somos, de onde viemos e pra onde vamos”. “Uau, Karina! Então você trouxe a solução dos nossos problemas?” Ah, eu queria muito, mas não! Vou dar só um empurrãozinho inicial, porque moda é um bichinho complexo. As psiquiatras e psicanalistas Catherine Joubert e Sarah Stern contam no livro “Dispa-me!” que sobre o nosso corpo, a roupa assume, aos nossos olhos, as cores dos nossos humores - tristeza, cansaço, alegria. Por isso que a roupa nunca parece a mesma no cabide ou nos nossos corpos. Então vai ter dia que a gente vai querer usar o vestido tubinho preto e no outro dia o vestido que lembra um saco de batata que nos abraça gostoso. Mas, saber que nem por decreto usaríamos um ou outro tipo de vestido, já é um adianto na nossa vida, mesmo que digam que é bom todo mundo ter um vestido tubinho preto. Ainda falando da lambança que é a moda, a gente busca na roupa um meio para o olhar e o desejo do outro! Então estamos nos comunicando o tempo todo com o que vestimos e suscetíveis ao julgamento do outro o tempo todo, não adianta. Pode parecer angustiante essa ideia, mas, se pensarmos bem, é catártico! Abre as portas para usarmos o que quisermos sem se importar com o que vão dizer porque, afinal, não conseguiremos agradar gregos e troianos! Pronto, cheguei finalmente no meu ponto: não precisamos usar o que “dita a moda” e comprar a cada nova coleção.  O que ajuda também nessa busca de saber o que comprar é informação sobre nós mesmos! Conhecer e entender o próprio estilo é libertador, faz com que nos toleremos, respeitemos quem somos e, principalmente, nosso corpo do jeito que é ou do jeito que está. Ah… chegamos na questão mais delicada de 99% dos meus clientes. Vamos encarar: nunca estamos satisfeitos com o nosso corpo e provavelmente seguiremos assim pro resto da vida, né não? Que tal vestirmos bem ele já que é o que temos pra hoje? E mais importante: é o nosso corpo, diferente dos outros porque nenhum é igual ao outro mesmo e nossa coxa mais grossa ou mais fina não fará diferença na vida de ninguém.

Mas então vamos aos exercícios pra ajudar a descobrir nosso estilo? Lembrando que nosso estilo não é uma caixinha etiquetada, hein, tipo “hippie” ou “esportiva”. E o por que já discorremos aqui né, de repente mudamos de emprego, ou somos promovidos, ou temos filho e nossos gostos pessoais apontam para várias direções… Estilo é um conjunto de elementos que fazem seu olho brilhar durante um período! Então, meus amigos, o descobrimento do seu estilo não conseguirá ser feito em uma tarde de domingo porque o processo de autoconhecimento é eterno, mas pode começar em um!

  1. Procure na internet ou em revistas imagens de roupas que você acha que te representam e que gostaria de usá-las. Faça o mesmo para as que não vestiria de jeito nenhum! Guarde todas elas.
  2. Nas imagens que você separou e no seu armário, repare como são as roupas/acessórios/sapatos que mais gosta e menos gosta (sim! sempre temos aquilo que você não sabe porque está ali ainda, né?) em relação a:

- tecidos: mais molengas ou mais durinhos, mais rústicos ou mais tecnológicos, se tem rendas, se são mais lustrosos…

- formas: mais soltinhas ou mais justinhas, mais simples ou mais diferentonas, com babados, drapeados, recortes, pregas…

- cores: mais calmas ou mais alegronas, mais claras ou mais escuras

- estampas: maiores ou menos, se são floridas, geométricas, listradas, xadrez…

- acessórios: grandões ou mais delicados, de materiais rústicos ou modernosos, clássicos ou criativos… - sapatos: mais clássicos ou mais originais, em cores neutras ou coloridas…

  1. Por fim, pense porque gosta dessas roupas, ou seja, quais são as sensações que elas te trazem quando olham ou veste elas e se elas atendem suas necessidades diárias. Faça a mesma análise para as que você não gosta tanto ou nunca usa. Ex.: aquele sapato de salto fino que é maravilhooooso mas faz a maior bolha ou você nunca tem ocasião para usá-lo já te avisa que conforto e rotina tem que ser levado muuuito em consideração na sua próxima decisão de compra.
  2. Faça uma lista de coisas que te agradaram nas imagens e que não tem parecido em forma ou cor no seu guarda-roupa. Essa pode ser uma listinha de futuras compras bem da consciente ;)

Esse exercício não é fácil de fazer, mas é gostoso porque promove várias sacadas bacanas sobre a gente mesmo e que pode e deve continuar se continuarmos prestando atenção para como sentimos e o que gostamos em cada roupa que passa pela nossa pele e olhar. E aí sabe o que vai acontecer? Vai ser muito mais difícil sucumbir à próxima tendência ou comprinha de última hora. Nota da editora: pra quem se animou, vale ler o post da Luiza Sarmento sobre armário cápsula, se juntar as dicas da Lu com as da Ka, sai um bem bolado top! ;) * Karina Abud é consultora de estilo pessoal e resolve pepinos do guarda-roupa, consumo e auto-expressão de mulheres e homens sem frescura e direto ao ponto. No seu instagram se dedica a dar dicas de moda pelo ponto de vista do estilo pessoal e compras responsáveis de forma despretensiosa e divertida... afinal temos que nos vestir todo santo dia! Quer saber como funciona?

Clica aqui! Instagram:  @karinaabud_consultoriaestilo

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Armário-cápsula - a cura pra doença do excesso.

Pra confirmar a data do dia em que fiz a limpa no meu armário e aderi a essa ideia: 27 de Abril de 2017. Opa! Estamos completando 3 meses… justamente o tempo para fazer a primeira revisão do guarda-roupa.

Olhando para trás e me observando na foto, saquei que eu estava apavorada demais com a quantidade de coisas que eu tinha, para conseguir enxergar o que realmente era essencial…. que só tempo mostra. E olha que eu jurava que não tinha tanta roupa….




Portanto se você  não tem mais aonde guardar tantas coisas, mas vive sem saber o que vestir, e realmente ta a fim de fazer uma limpa e aderir à ideia do menos é mais.
Realize a limpeza de uma só vez! Tem que ser que nem arrancar esparadrapo… mas calma! Eu explico. Confia e vem comigo...


A cada 3 meses, ou mudança de estação, esse armário deve ser reavaliado e organizado... o que é bem mais fácil do que a etapa inicial. O armário-cápsula é também parte de um movimento maior que questiona a lógica fast-fashion, assumida pela grande indústria da moda nas últimas décadas. E o chamado movimento slow-fashion que flerta com o conceito minimalista. Vale assistir pra dar uma inspirada!




Mas a ideia do armário enxuto apareceu pela primeira vez, com Donna Karan, em 1985, quando ela lançou seu guia com as peças essenciais: Body preto, saia versátil, calça confortável, jaqueta de alfaiataria, suéter, camisa branca, um scarf (lenço fino e comprido) e aquele vestido pretinho, básico.

Se você se identificou e ta a fim de embarcar nessa, disponibilize um tempo e leia as recomendações abaixo!

Regrinhas e dicas:

  • Existe um número ideal proposto: 37 peças, EM USO, por 3 meses, que podem ser substituídas por 2 ou 3 peças novas (criteriosamente escolhidas), a cada mudança de estação, ou conforme a necessidade.
  • Os itens incluídos entre essas 37 peças, são: tops (camiseta, regata e camisa), partes de baixo (saia, calça e short), casacos (jaquetas e sobretudos), vestidos e sapatos. Roupas de festas, uniformes, roupas de banho e de ginástica, além de acessórios e bolsas, não estão nesse numero, ok?! Mas vale lembrar que a lógica é a do ter menos.
  • Outra regra é a flexibilidade. Tudo depende do seu estilo e momento de vida, e quem manda é você. Ou seja: nada impede que você tenha mais ou menos peças do que o proposto, sobretudo em um país tropical como o nosso, que merece adaptações, por não existirem estações tão bem marcadas, quanto nos países de onde essa ideia veio.
  • Outra coisa importante é que o armário é organizado pra durar 3 meses. Você separa as peças que serão usadas para cada estação, e guarda as demais. Uma vantagem disso é um certo frescor que as velhas peças guardadas ganham, quando saem, para te acompanhar na nova temporada. No meu caso eu mantive as peças no armário, mesmo… sabe como é, no Rio de Janeiro nunca se sabe… a qualquer momento o maçarico pode ligar, bem no meio do inverno.
  • Essa regrinha dos 3 meses é legal pra fazer uma avaliação, sobre o que, e como você usa, ou não, suas roupas… fase em que estou agora. É hora de eliminar o que não rolou, pensar com cautela o que está faltando, e comprar com critério, responsabilidade e sem impulsos… mas saboreando meu poder de consumidora. Yeah!
  • Uma paleta de cores também deve ser estipulada para facilitar a seleção das peças que vão ficar. Geralmente sao neutras… mas nada impede que você acrescente suas cores favoritas e até mesmo, estampas. Listras são queridinhas nos armários minimalistas, por motivos óbvios: São elegantes e atemporais.
  • Ah! Vale lembrar: Você nunca deve jogar tudo fora, para começar o armário do zero. Acredite: Tudo que você precisa, ou a maior parte, já está no seu armário… você só precisa abrir espaço para enxergar o potencial de combinação das peças que você já tem.
  • O Minimalismo não é uma dieta de roupas ou uma lipoaspiração de armário. O exercício de se desfazer e organizar é parte da tomada de consciência e reflexão, e é o que vai garantir a cura para eventuais compradores compulsivos e apegados. A ideia não é comprar mais. Lembre-se sempre disso.
  • Haja o que houver não experimente as peças durante a separação. Isso além de fazer tudo ficar mais demorado, vai fazer ficar mais difícil também, pois algumas peças podem trazer memórias, emoções e fazerem você querer guardar alguma delas pra quando emagrecer. Esqueça isso. Pense em 3 meses.
  • Outra sugestão importante é fazer tudo bem longe dos olhos da sua família. Parentes podem dificultar o desapego, por conta de memórias, roupas compartilhadas, presentes, histórias, ou simplesmente por não estarem vivendo a mesma inquietação que você. Eles podem começar a julgar, se meter e achar tudo uma doideira… e é aí que entra outro detalhe belo, desse estilo de vida: É um exercício de você com você mesmo. Você precisa se ouvir, sinceramente. Outras pessoa atrapalham… ah! Também não vale mandar as peças pra passar férias em algum “depósito” familiar.

Vamos ao que interessa…

Por onde começar? ...pela manhã. Certamente essa tarefa vai render horas, e para fazer do jeito certo, tem que começar e terminar, no mesmo dia. Como eu disse no começo… tem que ser de uma vez só.



Coloque absolutamente tudo o que tem no seu armário, e espalhado pelo resto da casa (roupas pra lavar e passar), em cima da cama ou no chão. Ver tudo o que você tem, junto, é fundamental para te dar o choque de realidade necessário pra continuar. Pode ser meio desesperador… mas confie no processo.

Separe as suas roupas em 3 pilhas: O que SAI; o que eu AMO; e o que eu NAO SEI. Apenas olhe bem pra peça e se pergunte: Isso me faz feliz?! Essa pergunta geralmente se responde rápido... Você sente.


  • O que SAI - que você não usa mesmo, que não cabe mais, que não representa seu estilo atual, ou momento de vida, e o que não serve pra ninguém. Essa pilha de roupas deve ser re-dividida, em 3 categorias, depois que tudo já estiver selecionado, organizado e guardado,: aquilo que dá pra vender, em bazares e brechós, o que você quer doar, e o que é descarte. Para essas duas últimas categorias, procure instituições de caridade, ou cooperativas de costura, que reaproveitam tecidos. Sempre pergunte se a instituição ou o grupo, deseja receber a doação, do contrário,  você estará apenas jogando seu lixo no outro, achando que tá fazendo caridade. Só que não. Com a grana que você conseguir vendendo as peças, você deve guardar para comprar o que você realmente vai precisar. Mesmo que você consiga uma boa quantia, tenha um valor fixo, em mente, pra gastar com roupas a cada 3 meses. Nem mais nem menos. Pra não correr o risco de você comprar o que não precisa só porque tem dinheiro. Faça outros planos pra ele, longe do seu armário.
  • O que eu AMO -  Mantenha em mente a regra das 37 peças, mas não perca a flexibilidade de vista. Essa pilha também será triada de acordo com a paleta de cores que você selecionou. Fique apenas com as peças cujas cores e estampas funcionam bem juntas. Se ficar em dúvida coloque na pilha do NÃO SEI. Observe bem o que fica, e separe o que precisa de costura, tingimento, limpeza ou reparos. Faça o que e preciso, logo, ou procure alguém que possa te ajudar.  
  • O que eu NÃO SEI - Ao final da separação do que fica e o que vai, essa pilha pode ficar mais fácil. Por isso deixe ela pro final. Se já houver muita coisa que você AMA, você vai se desapegar mais fácil. Caso você ainda tenha dúvidas a respeito de algumas peças, experimente-as. Se couberem, use a estratégia de guardá-las até a próxima estação, para ter noção se fazem falta ou não, ou até mesmo pra você viver o prazer do reencontro com algo que você gosta. Armários compartilhados também podem ajudar a desapegar e reavaliar.


Esse detox dá trabalho, pode ser doloroso, em alguns momentos, mas no final você sente uma sensação de liberdade e leveza indescritíveis. Dificilmente você voltará a acumular roupas que não usa, e vai se pegar fazendo combinações que nunca imaginou…. e depois de 3 meses, é só reavaliar se você usou tudo o que amava, guardar o que não vai usar na estação, e finalmente, comprar as peças que você tem certeza que precisa, mesmo que você pague mais caro.

*Luiza Sarmento é influenciadora digital do canal Mais Orgânica, é jornalista, designer em sustentabilidade e assina a coluna de sustentabilidade do programa sai do ar, na Rádio Globo.   

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Repetir roupa é muito mais do que repetir

Vou sair com minhas amigas e começo a me arrumar. Coloco uma roupa e penso  “Uhm, essa não.” Troco de roupa várias vezes. Nada me satisfaz. Bate um leve desespero, olho para o meu armário cheio de roupas e penso “Não tenho nada pra vestir”.

Vou fazer uma viagem de 20 dias e preciso arrumar a mala. Abro meu armário e penso “O que vou levar?”. Separo peças que considero especiais, que me deixam bonita e me fazem sentir bem, pois na viagem quero estar bem todos os dias e em todas as fotos. 20 dias, 50 peças, vai que eu preciso de um gorro de lã ou um um biquíni? Temos que ser versáteis afinal de contas... Meu namoradx vem morar comigo, preciso dividir o armário com ele e penso: ferrou! Tenho muitas roupas! E agora?

Você se identifica com alguma dessas situações?

Se a resposta foi – Não, nunca passei por isso. Parabéns! Há grandes chances de você praticar o consumo consciente (mesmo que de forma inconsciente).

Mas tenho certeza de que essas situações te lembraram alguém. Já se sua resposta foi – Sim, já passei por isso. Pode ficar tranqüilo! Você, eu e mais uma grande parcela da população (do mundo) fazemos isso.  Fazemos o que?

‍(Durante o Fashion Revolution, a Karin Dreyer do Blog Por Favor Menos Lixo, usou o mesmo look durante 4 dias)

Consideramos (em algum momento) roupas como descartáveis!

Pera, eu não considero roupa descartável não, afinal eu doou pra instituições de caridade quando eu não uso mais… Mas… se temos roupas mais especiais, por que gastamos nosso dinheiro com outras que não são especiais? Se uma roupa está acabadinha e não serve para ser vendida (pois ninguém vai querer comprar), por quê ela serve para doação? Alguém merece nossa roupa mais acabadinha? O que leva uma pessoa a ter (mais) roupas que o suficiente e sentir que não tem nada pra vestir?

Antigamente (Ah, vai! Nem tão antigamente assim! Pergunta pra galera de 45 anos pra cima ;) as pessoas tinham menos roupas. Roupas eram caras. Eram feitas de matéria-prima natural (algodão, linho, seda etc.). Leva muitos anos até um algodoeiro crescer e produzir a matéria-prima. Fora que quanto mais gente no mundo, de mais algodoeiros precisamos. A seda então, nem se fala! Artigo de luxo, foi motivo de muitas desavenças, pois havia tráfico do casulo do bicho da seda (vejam um exemplo no seriado “Marco Polo”). Além da matéria-prima, era necessária mão de obra especializada. Os alfaiates e costureiras tinham seus ateliês. O ofício da costura era mais personalizado. Quem não podia pagar, se esforçava muito para poder e as roupas eram passadas (com orgulho) dos pais para os filhos. Ou seja, eram consideradas bens (no sentido de ativos/propriedades). Dessa forma, as pessoas repetiam mais as roupas. Reparem nas novelas, filmes e séries que retratam épocas anteriores às décadas de 60 ou perguntem aos seus parentes. Não era considerado feio, nem visto com preconceito. Simplesmente era assim.

‍(Legenda: O americano médio descarta 37 quilos de resíduos têxteis por ano)

Com o desenvolvimento do plástico em fibra (o tal poliéster na etiqueta das nossas roupas) na década de 50, muita coisa mudou. Por ser uma matéria-prima mais barata e de obtenção mais rápida, já que vem do petróleo, dá pra sair produzindo pra caramba, cobrar menos e fazer a galera comprar mais. Assim quem não podia comprar roupas, passou a poder, e quem já podia comprar, passou a poder muito mais. Com isso aconteceu uma grande desvalorização dos artigos que compõem a vestimenta e tudo que deriva da cadeia de produção.

Ao contrário da galera de antigamente, hoje poucos sabem como são feitas as roupas. Elas chegam prontas na loja e nem a vendedora sabe explicar sobre o tecido, ou sobre o tingimento. A relação costureira - cliente se perdeu, pois agora compramos de marcas, que têm por objetivo lucrar cada vez mais. Essa terceirização do setor influenciou e muito no nosso comportamento como consumidores. Em grande parte, as roupas eram produzidas por profissionais locais. O contato com o profissional existia, além de se ensinar corte e costura nas escolas e em casa. A proximidade com esse processo nos fazia valorizar mais cada item. Vocês têm ideia de quantas horas são necessárias desde a modelagem até a finalização de uma camisa de tecido por exemplo? Ir na loja, comprar uma calça na promoção torna o processo todo fácil. E quem valoriza o fácil? E se é fácil de adquirir, não pesa tanto a decisão de descartar. Assim, temos mais e usamos menos. Compramos mais e valorizamos menos. Acumulamos mais e? Descartamos mais (achou que eu ia falar menos, né?). Mas pra onde vai isso tudo (o dinheiro e as roupas descartadas)?

Quem me conhece, sabe que eu adoro falar mal do plástico no meu blog e redes sociais e que sempre elucido o impacto ambiental do nosso consumismo. Mas vou tentar não falar disso, ok? Sorry, não consigo! É mais forte do que eu!!! Vamos lá: as fibras sintéticas das roupas mais modernas não se desintegram. E como a indústria não para de produzir e nós não paramos de consumir e descartar, temos pilhas e mais pilhas de plástico em forma de tecido indo parar nos lixões, aterros sanitários e meio ambiente. Isso tudo acaba se voltando contra nós, que inalamos ou ingerimos essas fibras através da carne de animais, água ou solo contaminados (sempre bom lembrar que plástico é derivado de petróleo). Alguém aqui quer se contaminar? O processo de produção também é bem poluidor. Fibras sintéticas precisam de tintas sintéticas que também sujam nossa água. E a emissão de CO2? Nem vou falar de aquecimento global, porque tem gente, Trump, que não acredita, mas isso daria outra pauta, que acho que a Fê já escreveu por aqui). Mas temos provas de exploração de mão de obra escrava (Já viram o documentário “The True Cost”?). Para que nossas roupas sejam baratas, muitas marcas abusam de pessoas que aceitam trabalhar nas piores condições possíveis. Alguém aqui gostaria de trabalhar como escravo? Mas então por que nós consumimos um produto feito nessas condições?

Então gente, está mais do que na hora de resgatar o hábito da galera de antigamente (Perceberam que eu amo a galera de antigamente? rs) de valorizar mais o que já temos. Vamos trocar a expressão “repetir roupa” por “usar mais vezes o que temos”. Dessa forma, estamos reconhecendo os esforços de quem produziu, estamos valorizando nosso dinheiro, estamos economizando tempo, fora diminuindo todo o impacto de poluição. Só coisa boa! E, se no final das contas der vontade de comprar, tudo bem. Mas que a compra seja um prazer consciente e não o princípio de um descarte. Vamos aproveitar o gancho da Fe Cortez e da Lilian Pacce com o desafio #1Lookporumasemana! Várias pessoas toparam e tenho certeza de que será uma experiência transformadora!

Nota da editora: a Karin foi uma das convidadas para participar do desafio da Fe, que você acompanha pelas redes sociais do Menos 1 Lixo ou da Fe. Pra saber mais, leia aqui.

https://www.instagram.com/menos1lixo/

https://www.instagram.com/fecortez/

*A Karin Dreyer é produtora cultural e adepta do estilo de vida Desperdício Zero (Zero Waste), onde se busca uma rotina com o mínimo de descartes e produção de lixo possíveis. Em seu blog - Por Favor Menos Lixo - e redes sociais, divide com os leitores suas escolhas para o dia a dia dentro e fora de casa, afim de desmistificar a ideia de que práticas sustentáveis sejam difíceis. 

Fontes: Relatório sobre o Poliéster
Site Ecycle: os problemas da fibra popular

Sites:

Fashion Revolution
History of clothing

Documentários e séries: The True Cost e Marco Polo

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10 Fatos Sobre a Relação Moda & Sustentabilidade

O desafio #1lookporumasemana da Lilian Pacce foi oficialmente aceito pela Fe Cortez e + de 20 amigos, na quarta-feira passada. E, desde então, muita gente também topou encarar o desafio de usar um look por uma semana inteira. O objetivo nunca foi, especificamente, o exercício de repetir a roupa; mas algo muito maior: o que este exercício geraria de reflexão e aprofundamento sobre um assunto que faz parte do dia-a-dia de todo mundo. Todo mundo tem que vestir roupa, todos os dias.

Ou seja, se na sua cidade é impossível repetir a roupa mais do que 2 dias, a gente te convida a estudar mais sobre o impacto da moda e do nosso comportamento de consumo na nossa pegada no planeta - junto com a gente. E nessa caminhada, a gente também parou para ler mais sobre o que anda acontecendo na relação moda e sustentabilidade, e separamos 10 Fatos Sobre Moda & Sustentabilidade que você precisa saber:

  • O maior desafio da sustentabilidade dentro da moda tem a ver com o escopo muito amplo de áreas que ela toca: agricultura (algodão, linho, etc), pecuária (couro, pele, lã, cashmere), petróleo (polyester e outros sintéticos), floresta (viscose), mineração (metal e pedras), construção (lojas offline), logística de transporte e, ufa!, produção (salubridade e compensação salarial injusta). Já parou pra pensar nisso? Afeta tanto o planeta porque cada peça de precisa de recursos da natureza e recursos humanos - e exige muito dos dois.
  • O crescimento da indústria não foi proporcional ao desenvolvimento de práticas e cuidados com a sustentabilidade. Ok, todo mundo já sabe disso. No entanto, algumas marcas já começaram a se mexer. A C&A reconheceu os efeitos da cultura do algodão, e se comprometeu a comprar apenas algodão orgânico a partir de 2020. E a Patagonia, além de receber itens de roupas descartadas ainda fornece o serviço para aumentar a vida útil das suas peças nas lojas.
  • A indústria da moda é responsável por 3% de emissão de CO2 do mundo.
  • Uma calça jeans gasta em média 3480 litros de água para ser produzida. Isso equivale a 53 chuveiradas de 7 minutos! E aquela do brechó: zero!
  • A produção de algodão é responsável pelo emprego de 1/4 do uso de pesticidas do mundo! Prefira tecidos eco-friendly.
  • O desperdício na produção de roupas é de, aproximadamente, 15% do material. E ainda não é costume das marcas doar o que desperdiçam para reaproveitamento. Fique de olho naquelas que cuidam disso
  • Se é anti, provavelmente, não é bom. Por exemplo: antibactérias, anti transpiração, antimicrobiano, anti-amasso, antimanchas. Se é anti-alguma-coisa, provavelmente, tem alguns químicos que também são anti-vida.
  • Sabe aquele cabide de plástico que vem com a sua roupa nova? Demora 40 gerações para decompor no lixão. Demora pra decompor, e ainda atrapalha a decomposição de outros materiais
  • Os americanos descartam, aproximadamente, 14 milhões de toneladas de roupas usadas por ano. Ou seja, 36kg por habitante.
  • De acordo com a agência de proteção ao meio ambiente norte-americana, em 2012, 84% das roupas descartadas não ganharam um novo lar - foram parar no lixão ou foram incineradas.

E agora que você já sabe de tudo isso, trazemos boas novas! Segundo o relatório The State of Fashion/2017 da McKinsey, 65% dos consumidores dos mercados emergentes consideram o respeito pela sustentabilidade um fator que compõem a decisão de compra.

E se você quer se juntar a nós no desafio #1lookporumasemana e refletir mais um pouco sobre o seu papel no meio disso tudo, escolhe um look e vem com a gente.

 
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Desafio 1 Look Por Uma Semana



Quando você compra uma peça de roupa, você realmente pensa se ela vai durar muito tempo no seu guarda-roupa? E se você vai poder usar muitas vezes, e em muitas ocasiões? O crescimento do fast fashion mostra que muita gente não pensa assim!


 

Para chamar atenção para isso, e para fazer um exercício de reflexão mais ativo, a Fe Cortez topou entrar no desafio da Lilian e convidou um monte de gente pra começar, junto com ela, no dia 24 de julho! Tem gente de várias cidades, várias idades, várias profissões. Tem gente preocupada se o look vai durar no calor do Rio, tem gente preocupada para não escolher errado e passar frio em Porto Alegre.

A Karin Dreyer é produtora cultural e adepta do estilo de vida Desperdício Zero, onde se busca uma rotina com o mínimo de descartes e produção de lixo possíveis. Em seu blog - Por Favor Menos Lixo - e redes sociais, divide com os leitores suas escolhas para o dia-a-dia dentro e fora de casa, desmistificando a ideia de que práticas sustentáveis sejam difíceis. E o que a Karin tem a falar sobre o desafio #1lookporumasemana ? "Com esse desafio gostaria de estimular o questionamento e as reflexões que eu mesma me fiz alguns anos atrás: Afinal, se eu possuo tanta roupa, por que volta e meia olho para o meu armário e sinto que não tenho nada para vestir?  Essa pergunta me fez entender que, mesmo gostando muito das minhas roupas, no fundo eu não dava tanto valor a elas, pois eram facilmente substituídas por uma nova peça bonita que eu comprava. Assim o ato de comprar não era mais um prazer e sim uma necessidade que, não realizada, levava à frustração. Repetir roupa é valorizar aquilo que temos, ser consciente e ter autonomia de escolha. Além de dar bem menos trabalho no dia a dia, gastar menos dinheiro e ainda ajudar o meio ambiente."

A Rhaisa Batista, atriz, e ex-modelo, sempre achou uma bobagem esse conceito de não repetir roupa. "Até porque temos máquina de lavar pra isso, né? Esse desafio é como reinventar essas roupas, porque a gente que vem da moda tem alguns conceitos de look e de combinações de peças pré definidas, então é se libertar um pouco disso e pensar mais no bem comum. E ao mesmo tempo conseguir ficar feliz com o figurino em diversas ocasiões. A expectativa é como reinventar esses looks, como compor quando um dia chove, no outro faz sol. Como fazer? To animada!"

A Ju Nasciuti, idealizadora e apresentadora do "Programa Muda", onde conta histórias de pessoas que estão mudando o mundo pra melhor, está tão curiosa, quanto apreensiva. "Não sou uma pessoa muito consumista e meu armário não é grande. No entanto, passar 5 dias com apenas uma produção será um desafio de desapego e consciência de que sempre podemos viver com menos.”

Para a Vanessa Huguinin, publicitária especialista em food branding, que vive um entra-e-sai de restaurantes e cozinhas com o dia-a-dia da Foodse, vai ser um desafio e tanto. Ela não pàra nunca!

A Patrícia Japiassú, facilitadora da Healing Hands Escola de Ser e de Reiki , aposta que “É no contraste se dá a consciência. E assim vale para todos os movimentos de nossa jornada. Do olho do observador ao look a ser observado! Acredito que exercitar este desafio será mais um portal de leveza do SER.

”Se você também quer entrar neste desafio de contraste e consciência, basta postar os seus looks usando as hashtags #1lookporumasemana, #menos1lixo, #dicasdaFeCortez



As regras são:

  • Escolher as peças de roupas que vão compor o look principal para usar a partir da próxima segunda-feira, dia 24 de julho
  • Postar diariamente e não esquecer de colocar as hashtags (pra gente poder achar vocês!)
  • É permitido variar sapatos, acessórios e casacos
  • Para completar o desafio, a semana pode ser considerada a semana de trabalho, ou seja, 5 dias.
  • Quem conseguir esticar pra 6, 7 dias ganha uma estrelinha. :) Mas 5 dias já está valendo!


 
Bora?
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Conheça o veleiro sustentável da família Schurmann

Olha que experiência incrível que Fernanda Cortez teve! Ela esteve a bordo do veleiro sustentável KAT da Familia Schurmann e conversou com o capitão Vilfredo Schürmann para conhecer mais sobre o KAT. Esse veleiro é único por várias razões, ele possui a sua própria horta, placas de energia solar, hidrogeradores, sua própria estação de tratamento de esgoto e muitas outras funcionalidades fantásticas. Confere só o vídeo abaixo:

 
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Hortas Comunitárias

Você já parou para pensar sobre o ciclo da natureza? Já se perguntou, por exemplo, aonde estava aquele pé de alface antes de estar ali lavadinho e cortado na sua mesa? Ou o que acontece com o que sobra do seu jantar depois que você joga fora? Provavelmente não, e não precisa se culpar por isso.

Mas, obviamente, não é assim que acontece na prática. Tudo que consumimos tem uma história antes e depois do ato de consumo. A comida, por exemplo, não nasce embalada e nem aparece magicamente nas prateleiras dos supermercados.

É aí que entram as hortas comunitárias. Além de serem fonte de alimentos frescos, elas também


Mas por onde começar?

O conceito de horta comunitária pressupõe que ela beneficie a comunidade, ou seja, é necessário que a horta tenha um impacto positivo na vida de quem vive em seu entorno e traga melhorias para o ambiente na qual está inserida.

Normalmente as hortas são instaladas em espaços urbanos improdutivos como terrenos baldios, telhados, jardins sem manutenção, etc. O importante é que o local seja ensolarado, plano e com fácil acesso de água.

Com a criação das hortas, os espaços, até então improdutivos,





Para plantar é necessário se envolver no processo e se dedicar ao cuidado; aprender sobre as espécies, suas necessidades e fragilidades e entender que o lixo orgânico decomposto tem muito valor nessa cadeia produtiva.

Gostou da ideia? Que tal ir visitar uma horta comunitária pra ver como funciona na prática?

Aqui no Rio, temos a Horta Comunitária de Laranjeiras. O projeto começou com 15 moradores que resolveram testar a fertilidade da terra de um terreno particular abandonado desde a década de 70. Hoje, além dos 15 moradores que se dividem nos cuidados cotidianos, também é comum surgirem pessoas interessadas em conhecer o projeto e com doações de sementes e lixo orgânico para transformar em adubo.

 



Na Gávea, alunos da PUC se uniram para transformar um canteiro abandonado em horta. Sem muito espaço em casa, eles enxergaram ali, na esquina das ruas Marquês de São Vicente e Vice Governador Rubens Berardo, uma oportunidade de fazer testes e contribuir com a vizinhança. 


No Cosme Velho, alguns moradores se cansaram da situação crítica de um pequeno espaço em frente à Praça São Judas Tadeu e resolveram ocupá-lo com uma hortinha. Hoje mais de 25 espécies se espalham pelo local.

As hortas também invadiram São Paulo!

No Bairro do Butantã, em uma praça entre as ruas Souza Reis e Corinto

A horta é aberta a todos que quiserem cuidar e colher hortaliças, temperos, pimentas. Todo domingo de manhã os moradores se encontram para compartilhar vivências e fazer a manutenção do trabalho.

Uma das hortas mais conhecidas em São Paulo, a Horta das Corujas,  é localizada na Praça das Corujas em frente à Avenida das Corujas, esquina com a rua Paschoal Vita, no bairro Vila Beatriz. O local já foi palco até de festa de casamento!

O grupo se articula principalmente nas redes sociais, sempre trocando informações sobre o que fizeram e o que preciso ser feito na horta. As regas são realizadas por escala, ao menos duas pessoas ficam responsáveis por cada dia da semana.

Animou? Então quando visitar uma delas, tira uma foto e marca a gente ;)

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Especial Sagrado Feminino | Mulheres que Inspiram - Parte II

Dando continuidade à campanha “Sagrado Feminino”, compartilhamos aqui e nas nossas redes sociais uma série de histórias  de mulheres que nos inspiram ao longo desta jornada e dedicam suas vidas em prol do desenvolvimento sustentável e cuidado com o nossas relações e o planeta. <3

Camila Carvalho – Tem Açúcar (@tem_acucar)

"O sonho é resgatar o hábito", define Camila Carvalho, fundadora do Tem Açúcar (já falamos sobre aqui). A carioca criou uma nova maneira de nos relacionarmos com nossos vizinhos através do compartilhamentos de bens e objetos, combatendo o hiper-consumo e o descarte, estimulando a colaboração, a camaradagem e o senso de comunidade. O sonho grande é resgatar o hábito de bater na porta do vizinho para pedir uma simples xícara de açúcar. Uma ótima maneira de economizar dinheiro, agir de forma sustentável e quebrar o gelo na hora de conhecer os vizinhos. Como o ditado diz: gentileza gera gentileza.

“A ideia é que o Tem Açúcar vire uma grande rede local de colaboração. Imagina o impacto que você pode causar no mundo começando pelo seu bairro..."

 

Roberta Salvador – Horganópolis (@horganopolis)

Nesta nova era, não toleramos o que intoxica física e moralmente nossa saúde e bem estar. Assim nasce a Horganópolis, startup criada pela Roberta Salvador após largar sua promissora carreira profissional para empreender sonhos. A empresa distribui, semanalmente, lindas cestas com alimentos 100% orgânicos que já vem higienizados e porcionados para o preparo das refeições. Aproveita-se absolutamente tudo! Não tem desperdício e é balanceado. E a receita já vem pronta, para uma, duas ou até quatro pessoas.

"Sustentabilidade é mais do que somente o respeito ao meio ambiente, que seria a base. É também a perpetuação das boas relações que se formam na cadeia produtiva e para tanto, as mulheres têm um papel fundamental, pois possuem um olhar delicado e ao mesmo tempo responsivo sobre aqueles que se envolvem na produção das pequenas até as grandes empresas.”

 

Heliene Oliveira – Serendipity (@heliene)

Munida de recipientes doados e flores descartadas de eventos do Rio de Janeiro, Heliene Oliveira, com a colaboração de Maurício Sangama, encontra nas flores um caminho para fazer o bem de maneira sustentável com a “Flor faz Bem”, uma das lindas iniciativas que participa. Mas não é só isso que a torna especial. A Heli, como carinhosamente a chamamos, é muito parceira nos sonhos do #Menos1Lixo e já compartilhou muitas histórias e dicas bacanas com a gente. Além disso, ela acredita na conexão emocional entre marcas e clientes e se dedica a contar boas histórias através da Quiron, despertando o protagonismo social e ambiental das marcas.

“Quando penso no papel da mulher na sustentabilidade, penso logo no desdobramento da função-mulher. São muitas funções! Escolhi focar no meu papel de mãe, que é a função que mais preenche a minha alma, e que mais me desafia a ser uma pessoa melhor. Quando virei mãe, percebi que as crianças já nascem com o chip da sustentabilidade embutido. O respeito pelo sagrado e o cuidado com a natureza já vem com eles!  Então, vejo que o meu trabalho é alimentar o relacionamento de conexão e encantamento que eles tem com a natureza. Isso acaba refletindo em atitudes que derivam da equação: conexão + encantamento = cuidado! Como recolher lixo dos outros na praia e sair com um pacote de ração para alimentar cachorros de rua. Ou como a Bibi, que escolheu fazer uma festa sem descartáveis quando completou 6 anos. Acho que sustentabilidade é isso: cuidado e gentileza refletidos em atitudes.

Continue acompanhando as histórias inspiradoras que preparamos pra você em nossas redes sociais (Facebook / Instagram). 😉

#MulheresQueInspiram #SagradoFeminino #DiaInternacionaldaMulher

#InternationalWomensDay  #WomensDay #HeForShe

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Peèle e Yentl: o equilíbrio entre os centros urbanos e a vida na roça

A proposta era para assumir um cargo que não tinha nome nem escopo definido. Mesmo nunca tendo morado sozinha, nem nunca tendo conhecido São Paulo (nem ninguém que morava na cidade), para ela, não fazia sentido recusar a proposta. Isso porque a oportunidade de aprendizado, de viver novas histórias e de se colocar em prova só poderia resultar em crescimento.

Peèle nasceu no Vale do Paraíba, mas logo se mudou para uma cidade bem pequena no interior de Goiás e acho que foi o primeiro choque cultural que teve na vida. Passou a ter um contato bem intenso com a natureza e com uma vida mais rural. Aos 15 anos se mudou para Brasília, onde foi forçado a sofrer uma ‘descaipirização’ para poder se incluir na cidade e nos novos círculos de amigos. Foi em Brasília que ele começou a trabalhar com design e propaganda. Três anos mais tarde se mudou pra São Paulo. Sua vida é marcada por adaptações. Por ser sempre ter chegado “de fora”, nunca gostou de ser visto dessa forma. Por isso sempre tentou ao máximo se adaptar à cultura local. Cresceu bem rápido na profissão e em 10 anos já tinha trabalhado em mais de 10 agências em São Paulo.

Daí eles se conheceram e a história só ficou mais interessante. Vale acompanhar e se inspirar com o bate-papo que nós tivemos! ;)


(foto: Eduardo Foresti)


Saímos de São Paulo sem um plano. Cada troca de cidade foi o reflexo de uma oportunidade que criamos ou que nos foi apresentada. Nelas vimos o potencial de experimentar e aprender com ambientes, pessoas e projetos inspiradores.

O convite para ir para os Estados Unidos foi quase irrecusável: estávamos em uma fase da vida sem muitas amarras em um lugar específico. Tínhamos saúde, curiosidade e uma proposta de emprego. A experiência nos trouxe muito mais aprendizados que a gente imaginaria. Por mais que os Estados Unidos carreguem uma característica de muito consumo, praticidade e autossuficiência, a gente extraiu uma boa lição disso: nos tornamos muito mais responsáveis, pró ativos e "mão na massa".

Depois de alguns anos na costa leste, escolhemos nos mudar para a costa oeste em uma área bem específica de LA. Essa área parecia ser o ambiente mais fértil para os novos formatos de trabalho, de convívio com as pessoas e de trocas culturais que a gente buscava. E foi realmente onde nos sentimos inspirados e seguros para plantar todas sementes que acreditávamos, mesmo sem ter muita certeza do fruto que elas trariam. O sentimento de acolhimento e afinidade com as pessoas e o lugar é fundamental para qualquer construção, e achamos que esse foi um dos maiores aprendizados e confirmações que tivemos.

Por isso que o convite para desenvolver um projeto no Inhotim só nos pareceu integral porque a gente foi morar lá dentro, literalmente. A afinidade com o lugar e pessoas era a premissa. Para isso acontecer, precisávamos de um tempo de encontro. Daí a mudança de Los Angeles para Brumadinho.


(foto: Arthur Soares Henriques)


Foi quase sem querer. Tínhamos a consciência de que estávamos em uma fase legal nas nossas carreiras, mas ao mesmo tempo queríamos encontrar um lugar nosso. Hoje entendemos que era uma busca inconsciente por um refúgio. Um local fora da frequência urbana, que é caracterizada por muito excesso, desperdício, pressa e um pouco de alienação. Como uma brincadeira de finais de semana, começamos a procurar terrenos, casas ou qualquer espaço que estivesse disponível. Depois de algumas buscas, o Peèle lembrou de um carnaval que passou em São Luiz do Paraitinga e procurou no Google. Quando ele deu um zoom, viu um pontinho vermelho no meio de uma região bem isolada. Lá estava Catuçaba: 800 habitantes, um dos últimos redutos genuinamente caipiras do país. Um dos poucos lugares onde ainda existe o festival das Cavalhadas, que é uma festa que marcou a infância do Peèle em Goiás.

Cinco anos se passaram e hoje moramos no sítio. E essa decisão também foi quase sem querer. Porque acabou não sendo uma questão de escolha; foi apenas seguir o fluxo que nossas próprias decisões e buscas ditaram. Todos nossos sonhos, todos valores que queremos exercitar, todo conhecimento que queremos aprender e trocar têm o sítio como o cenário mais rico para isso acontecer.


(foto: Arthur Soares Henriques)


Longe dos centros urbanos não podemos, nem queremos estar. Pelo menos alguns dias por mês estamos em algum grande centro urbano. Metade das nossas inspirações nascem e se desenvolvem nas cidades: amigos, ideias, projetos, novidades. Temos necessidade e nos alimentamos disso como todos. A diferença é que nossa decisão é de fazer a “digestão” de tudo no campo, mais perto da natureza, com outro tempo e no encontro com outros estímulos.


(foto: Arthur Soares Henriques)


Percebemos que vivemos em uma sociedade muito centralizadora, e infelizmente isso não é nada eficiente. Acreditamos que o futuro vai se basear em uma descentralização que vai ocorrer em todas as áreas. O êxodo urbano vai ser só um desses sinais. Achamos que uma vida descentralizada é muito mais eficiente, libertadora, saudável e com menos desperdícios.


(foto: instagram Yentl)


Estamos aprendendo diariamente sobre sermos éticos, estéticos, processuais e ecológicos. Quando falamos de ética, falamos da dependência que existe entre a gente e o que está ao nosso redor. É fundamental nesse cenário ser responsável do início ao fim, com as coisas e pessoas. É pensar - e não compensar. É ser feliz e se sentir incluído por tudo que nos cerca.

Sobre nos tornarmos mais estéticos e processuais queremos dizer que mais do que valorizar só o produto ou a chegada, a gente passa a valorizar a beleza do processo. Adicionamos uma quarta dimensão a cada palavra, projeto, atividade ou relação. Essa dimensão é o tempo, e não a velocidade do tempo. Mas sim o processo, a história. Quando a gente olha cada coisa e tenta entender o porquê, ou como ela chegou até ali, a gente abre o caminho para a inovação, para a criatividade e para a colaboração.

Sobre sermos mais “ecológicos”, é porque achamos que a tecnologia mais avançada é a natureza. Ela é a resposta. Há muito o que se aprender com ela. Só de observar, pesquisar e trocar conhecimento com o pessoal sábio que mora na roça, a gente passa a respeitar e a nos conectar bem mais com as leis da natureza.


(foto: Arthur Soares Henriques)


A gente abriu a casa faz um ano e meio, depois de resolver agir em cima de uma certa frustração profissional que nos acompanhava. Nossa busca foi por formatos de trabalho e por projetos que tinham objetivos e conteúdos distantes daqueles que o mercado em que vínhamos trabalhando girava em torno. Decidimos que já era hora de usar a insatisfação como trampolim, e focamos no que realmente acreditávamos e nos fazia sentir úteis e motivados.


(foto: Arthur Soares Henriques)


A adaptação foi processual e orgânica. Não foi um choque porque nossa história estava nos trazendo até ali. Já tínhamos nossa “quebra” do extremo urbano quando saímos de SP. Só de sair de um grande certo urbano já é uma mudança. E ainda pra outra cultura (independente se é estrangeira ou não), mais ainda. Além de automaticamente nos tornarmos mais responsáveis por nós mesmos, ao morar em uma cidade muito pequena (South Beach), aprendemos outras escalas, tempos e distâncias. Mas também moramos em uma grande cidade, Los Angeles - em uma área escolhida a dedo - onde a proximidade com a produção local, as novas formas de economia e trabalho e a apreciação ao alimento eram valorizados… Assim o exercício e as trocas eram constantes. Também morar dentro do Museu, nos ensinou muito sobre autonomia, viver sem uma grande infra, saber respeitar e aproveitar o tempo das coisas.


(foto: Arthur Soares Henriques)


Felizmente temos água na propriedade, e nosso trabalho maior está em preservar as nascentes e os corpos d’água. Claro que a questão sistêmica da água também está diretamente ligada nas nossas escolhas: reflorestar para equilibrar as chuvas e deixar o solo mais firme; usar o mínimo de produtos nos afazeres da casa; economizar no uso de água, etc.

Sobre energia, temos planos de implantar fontes alternativas. Usamos a solar para um sistema que fizemos de irrigação da horta, com água da cachoeira, pros tempos de seca. Mas como ainda é uma tecnologia cara, nesse momento nossos recursos estão indo para outras questões de infra estrutura que já ajudam a desenhar o sistema sustentável que a gente quer.

O plantio, cuidado com horta, ordenhação das vacas, feitio do queijo, manutenções e cuidados da casa são nossas tarefas diárias - de domingo a domingo -, que a gente se divide e organiza em uma rotina.


(foto: Arthur Soares Henriques)


Um fato é: aqui produzimos muito menos lixo. Muito do que consumimos diariamente vem da terra, dos animais ou de vizinhos… Por isso, tudo vem sem embalagem. Isso já reduz muito a produção de resíduos.  A maioria das coisas com embalagens que usamos são de uso prolongado (pacote de farinha, por exemplo), ou seja, não são descartes diários.

Em Catuçaba não há coleta seletiva ainda, mas como nosso descarte orgânico vai direto para terra, nossa sacola de lixo vai praticamente seca...

Sobre esgoto, estamos adotando o banheiro seco, que é super simples e útil. A serragem com os resíduos acaba virando composto orgânico.

E sempre temos em menteos processos que fazemos aqui, para tentar aprender a ter o máximo de eficiência nisso também. Por exemplo: evitamos ao máximo o desperdício de comida, cozinhando sempre o necessário; o soro que sobra do feitio do queijo, quando não usado, vai para as galinhas; as cascas de mandioca e folhas varridas, viram matéria orgânica pra horta; plantamos em consórcios pra enriquecer e otimizar a horta, etc.


(foto: Arthur Soares Henriques)


Por mais que tente e queira, a gente não consegue ter uma visão clara, rígida e desenhada do que queremos ser, ter ou fazer no futuro! Sabemos (por experiências próprias de muitas tentativas e erros!), que as coisas de definem ao longo do processo, quando a mão está na massa, quando estamos entre um projeto e outro, quando os inesperados surgem e precisamos decidir baseados em incertezas.

Mas o que sempre resta e é firme, o eixo, são os valores que a gente quer estar sempre exercitando e aprendendo. São valores que quando a gente sente que estão presentes nas coisas que a gente tá construindo, escolhendo, nos dão aquela sensação de que os dias valem a pena. E quanto mais a gente cavoca essas oportunidades, mais aquele fio de intuição se manifesta e ajuda a costurar nosso caminho.

Então, os planos são seguir em movimento: trocando, inventando e criando sempre de forma consciente, tendo motivações relacionadas à criatividade, ao relacionamento com gente querida e interessante, à comida boa, à tecnologia bem utilizada e à conexão com o que é espontâneo e natural.

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As muda mundo: 6 mulheres inspiradoras que trabalham por um mundo melhor

É chegado o dia Internacional da Mulher e junto com ele toda uma mudança na programação do meios de comunicação que, desejam apenas, homenagear o público feminino. Alguns ainda exaltam a obrigatoriedade da mulher ser um indivíduo múltiplo - ser uma profissional exemplar, cuidar da casa e dos filhos como ninguém, além é claro, de estar linda, sorridente, etc. Outros, que passam o ano inteiro reforçando esteriótipos de beleza, tiram um dia de folga e falam sobre como é importante você "se aceitar".  Sobre aqueles que "aproveitam" o dia para comunicar promoções de eletrodomésticos, sapatos, bolsas, e por aí vai, é melhor nem falarmos.

O que falta na mídia é falar sobre o motivo pelo qual o dia foi criado: há 159 anos, nesse mesmo dia, mulheres que trabalhavam em condições precárias numa fábrica, protestaram por direitos básicos, e boa parte foi brutalmente morta por isso. Redução da jornada de trabalho (para 10 horas diárias já que algumas fábricas exigiam uma carga horária de 16 horas por dia!), equiparação de salários com os homens (motivo de luta ainda nos dias atuais) e tratamento digno dentro do ambiente profissional eram algumas das reivindicações. Então sim, essas mulheres precisam ser lembradas!  Nós, do Menos 1 Lixo, um movimento idealizado pela Fe Cortez, e que hoje segue com mais duas mulheres ao seu lado - além das milhares que nos acompanham e propagam nossa mensagem, listamos algumas que não estavam naquela fábrica de tecidos em Nova Iorque, e que talvez não estejam na grande mídia, mas que escolheram colocar sua energia em uma luta diária para salvar o planeta, cada uma à sua forma.

1. Regina Tchelly - começar com a Regina é dar ainda mais sentido à expressão "começamos bem". Uma paraibana arretada que pelo pelo incômodo com o desperdício de alimentos e com o fato de ter que subir o morro carregando muitas embalagens, criou o projeto Favela Orgânica com apenas R$ 140,00 no bolso (doados por amigos). Oficina para crianças especiais e idosos, instituto, Buffet de reaproveitamento de talos, sementes e cascas, prêmios, palestras pelo mundo, gratidão dos moradores do Chapéu Mangueira e Babilônia, e de todos nós. Já contamos toda a história dela aqui. Parabéns pelo dia de hoje e por todos os outros, Regina. Muito obrigada!

2. Isa, Luana e Mayra - três é bom demais! As meninas são as idealizadoras da MIG Jeans e mostram com um trabalho lindo que estilo e consumo consciente estão totalmente interligados. Customização, reaproveitamento de água, upcycling, descarte zero e a valorização do comércio local são algumas das características do trabalho da MIG e do propósito de vida de mulheres que escolheram como carreira reinventar a moda diariamente. Meninas, obrigada pelas lindas coleções, por contarem essa história aqui e principalmente por provarem que uma produção consciente não deveria ser um "bônus" para as marcas, e sim, premissa! Parabéns por hoje e por todos os outros dias que virão!

3. Sayuri Magnabosco - a mais jovem de todas as grandes mulheres que estão presentes em nossa lista. Sayuri com apenas 17 anos, incomodada com a quantidade de embalagem de isopor que a mãe trazia pra casa com as compras, criou bandejas biodegradáveis para substituir embalagens que lotam a prateleiras dos mercados e consequentemente nossos armários, geladeiras, lixeiras e lixões de todo o país. Embalagens lotam e poluem o planeta, e nós sabemos disso! É Sayuri, parabéns! Você começou muito bem e isso não é apenas sobre criar um material bio, isso é sobre observar, repensar, e se questionar se temos como melhorar a forma de consumo. Isso é sobre reinventar!

‍(foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

4. Sonia Barreto - nós do Menos 1 Lixo sempre deixamos claro o quanto acreditamos no empoderamento do indivíduo, essa crença é a base do movimento. Sabemos também que para empoderar é preciso informar, conscientizar, educar - por tudo isso temos essa plataforma, pra dialogar com cada um que nos acompanha. A Sonia é professora do colégio Garriga de Menezes e claro, acredita na educação como uma importante ferramenta de conscientização. Então desde 2002, a Educação Ambiental passou a fazer parte do cotidiano dos alunos do Garriga, através de projetos desenvolvidos por ela. Até os nossos copinhos estão circulando pela escola. ;) Sonia, muito obrigada! Parabéns por colaborar com um mundo melhor desde os olhos de uma criança!

5.  Carolina Fernandes - empreendedora social, depois de anos à frente de uma agência de branding tradicional começou a se questionar sobre o propósito da sua vida, ou melhor, a falta dele. Foi aí que resolveu embaralhar e dar as cartas de novo, para que o seu trabalho refletisse as transformações pessoais conquistadas com muito auto conhecimento e reflexão. Nascia a AVO  - agência de branding consciente e educação, transformando pessoas e marcas para a nova economia. Carol também é sócia do Favela Scene - agência de experiências no morro Dona Marta - e membro do conselho do movimento Rio eu Amo eu Cuido. E a mente criativa por trás da nossa logo e identidade visual que tanto amamos!! Te agradecemos pela parceria, por todas as trocas e por ser essa pessoa que inspira e vai à luta!

6. Fe Cortez - a lista não poderia terminar com outra pessoa. Muita gente sabe como o movimento começou, ainda assim, vamos relembrar resumidamente: Fernanda, após assistir ao filme "Trashed: para onde vai nosso lixo”, impressionada com a quantidade de lixo gerado pela sociedade, se questionou sobre como poderia agir enquanto indivíduo e chegou à conclusão que poderia produzir menos muitos lixos, começando com um bem simples, que hoje acredita ser um símbolo da sociedade do descarte, assim passou a levar com ela na bolsa um copinho retrátil, dispensando os descartáveis e provando que 1 indivíduo faz muita diferença sim. Até aí tudo bem, o que muita gente não sabe, é o que veio depois. Como transformar um projeto pessoal em algo útil e acessível para milhares de pessoas? Dinheiro? Equipe? Estrutura? "Sim, tudo isso é importante, mas mais do que isso, no que eu quero colocar a energia da minha vida?" Fecha a agência de conteúdo e marketing no formato antigo e nasce uma agência para projetos que assim como o nosso movimento agem por um mundo melhor. A 220 Ideias transformadoras é retrato do que a nossa idealizadora faz na vida das pessoas: transforma. E para o bem, claro. Parabéns pelo dia de hoje e pelos dias melhores que você constrói com tanto amor.

 

O que não faltam são mulheres que sim, salvam o planeta diariamente. Pensam no coletivo mesmo quando agem separadamente e, quando se juntam, não tem essa de fofoca não. Tem é muita coisa boa e transformadora!! A lista poderia seguir com uma nona, décima e quantas mais conhecermos por esse mundão. Aliás, um beijo especial para as que não conhecemos. Para as que estão agindo por um mundo melhor e permanecem no anonimato. Para todas que estão tentando incansavelmente! Todas as histórias acima foram contadas aqui sem que fosse o Dia Internacional da Mulher, porque nós sabemos que a luta continua nos 365 dias do ano. Parabéns! :)

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"Ficou Pequeno": bom para as crianças, pro seu bolso e pra todo mundo

Alexandre Fischer tem 36 anos, é formado em publicidade e é também o idealizador do projeto "Ficou Pequeno". Encantado desde sempre com o poder que a internet tem pra conectar pessoas e gerar soluções, ele fundou há 11 anos uma agência de criação chamada Pé de Sonhos, que atua nas áreas de design gráfico, comunicação e marketing, branding e internet. Pensou durante algum tempo em como usar o conhecimento adquirido na agência para criar um negócio online que gerasse impacto real na sociedade e na vida das pessoas. Aí o destino ajudou e surgiu a ideia! "Tenho duas sobrinhas gêmeas que acabaram de completar 6 anos. Um dia, quando elas tinham quase 2 anos, descobri na casa da minha irmã um armário cheio de roupas que não cabiam mais. Pensei na mesma hora: e se existisse um lugar onde as mamães pudessem comprar e vender os produtos que seus filhos já não usam mais?", nos contou Alexandre.

‍(foto: Anna Fischer)

E a gente sabe que, quando isso acontece, é partir pra ação! Ele criou um site onde pessoas de todo o país podem comprar e vender roupas, sapatos, brinquedos e acessórios quase novos ou nunca usados para bebês, crianças e mamães. Lançado há mais ou menos três anos, com apenas uma lojinha, e com as roupas das sobrinhas Clara e Julia, na primeira semana já havia mais de vinte lojinhas. Em um mês já eram mais de cem lojinhas publicadas com mais de mil produtos. Algumas delas já tinham vendido tudo o que anunciaram. "A partir daí foi literalmente um turbilhão de emoções. É muito gratificante acompanhar o dia a dia do site e de tudo o que acontece por aqui. Tem sido uma experiência fantástica ver os produtos viajando de norte a sul do país, geralmente acompanhados de uma carta escrita a mão, alguns presentes além do que o que a pessoa comprou, entre outros brindes. Apelidamos de "comércio afetivo", um carinho que passa de mãe pra mãe", acrescentou Fischer.

Essa relação mais humana fica ainda mais clara com os depoimentos disponíveis no site. Como a história emocionante de uma mamãe cujo filho de 9 meses tinha que passar por um transplante de fígado (do qual ela seria a doadora) e então ela criou uma lojinha para ajudar a comprar os remédios e cobrir custos extras da operação. Ao saber disso, uma das lojinhas mais amadas do site passou a reverter parte de seu lucro para a operação do pequeno. Lindo, né? Em uma outra situação,  uma mamãe vendeu as roupinhas do filho e quando engravidou novamente procurou os produtos no "Ficou Pequeno" e recomprou parte do que havia vendido. Dá pra acreditar? Ou seja, as roupas estavam em bom estado para serem usadas por um terceiro dono. "Quem vende, recupera parte do que gastou e libera espaço em casa. Quem compra, economiza bastante, adquirindo produtos quase novos ou nunca usados com ótimos descontos. Ambos fazem girar a roda do consumo sustentável", complementou o empreendedor.

Depois de se apaixonar por essa dinâmica do consumo consciente, do aumento da vida útil dos produtos, do poder de uma rede bem estruturada e preocupada em fazer as coisas darem certo, ele percebeu que o mercado de brechós infantis merecia uma atenção especial. Que alguns já participavam do Ficou Pequeno mas que o negócio deles tinha características diferentes da venda direta de mãe pra mãe. E assim surgia o primeiro guia de brechós infantis do Brasil, o "Segunda Mãozinha". Com o objetivo de difundir a cultura dos brechós infantis entre papais e mamães, oferecer uma plataforma de divulgação das lojas e venda online para os brechós infantis e também uma alternativa para as mães que não tinham tempo de gerenciar suas lojinhas no Ficou Pequeno. "Enquanto no Ficou Pequeno toda a dinâmica se dá através do conceito do comércio afetivo, da troca de carinho, dos preços de mãe pra mãe, da embalagem caprichada acompanhada por um brinde, etc, o diferencial do "Segunda Mãozinha" é a curadoria dos brechós em selecionar os produtos das marcas mais procuradas, caprichar nas fotos, ter um acervo diversificado de faixas etárias, a possibilidade de receber o cliente na loja, entre outros", afirmou o publicitário. 

 

É muita vontade de mudança, né? Sensibilidade para notar algo que além de inovador é realmente útil. Esse é o tal do empoderamento que por muitas vezes já mostramos aqui - inclusive ontem com 8 mulheres inspiradoras que trabalham por um mundo melhor. Quando questionado sobre o dia a dia de trabalho na agência, Alexandre nos contou que toda a equipe trabalha de onde quiser e gerencia seu horário e sua produção. Disse que isso foi pensado para proporcionar o máximo de qualidade de vida para todos. "Como a maior parte da equipe tem filhos, é comum alguém avisar que já volta pois vai buscar o filho na natação rapidinho ou tem que assistir uma apresentação na escola. Cada vez que ouço isso, sinto que estamos no caminho certo! Junto com a qualidade de vida vem os benefícios para o planeta. Menos deslocamento, menos transito, menos emissão de carbono, menos stress, menos remédios e mais prazer em trabalhar e viver. Tem uma frase que digo desde o dia que criei a Pé de Sonhos: se vamos passar a maior parte de nossa vida trabalhando, que o trabalho faça parte dela e vice-versa." Nós sabemos que ideias como essas e modelos de trabalho como esse, podem não surgir diariamente e não funcionar para todos. Mas acreditamos que o primeiro ponto é: se incomodar. Repensar. Agir. E não se esqueça, converse com o seu filho sobre a importância desses novos hábitos de consumo, talvez ele seja o próximo idealizador de algo transformador. ;)

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Sobre Leonardo DiCaprio, mudança climática, política, e o papel de cada um

Ontem aconteceu a cerimônia do Oscar, a cerimônia mais aguardada do ano para cinéfilos e amantes do cinema em geral. Mas não se engane quem acha que o Oscar é só isso. Além de movimentar 11 bilhões de dólares em 2015 em bilheteria e venda de filmes on demand, o Oscar foi televisionado para 35 milhões de pessoas em 225 países no mundo.

E todo ano, é a mesma coisa, todos querem saber quem vai ganhar a estatueta dourada, símbolo máximo de sucesso. E ontem não foi diferente, uma verdadeira comoção tomou conta das redes sociais quando Leonardo DiCaprio foi anunciado vencedor da noite, com 440 mil tweets por minuto, segundo a The Hollywood Reporter, batendo o recorde da Ellen Degeneres, que em 2014 fez o famoso selfie com artistas que rodou o mundo.

Até aí nenhuma novidade né, Oscar, tapete vermelho, tweets, cerimônia, piadinhas, Leonardo galã DiCaprio ganhando uma estatueta. Mas a mensagem do discurso de DiCaprio sim, essa merece aplausos. O ator é um dos mais bem pagos e mais disputados de Hollywood. Lindo, milionário, e uma das pessoas mais conhecidas do mundo, poderia pegar a estatueta e fazer como a grande maioria: festejar e agradecer aos pais, aos colegas de trabalho, à indústria do cinema, e por aí vai. Ele fez tudo isso, mas usou um dos eventos com a maior audiência televisiva do mundo para falar do que importa de verdade para toda a humanidade: o combate ao aquecimento global e às mudanças climáticas.

 

O Regresso’ foi sobre a relação do homem com a natureza, um mundo que teve em 2015 o ano mais quente já registrado. Nossa produção teve que se mudar para a parte mais ao sul do planeta só para achar neve. A mudança climática é real. Está acontecendo agora”.

E disse mais: “É a ameaça mais urgente à nossa espécie, e precisamos trabalhar coletivamente e parar de procrastinar. Precisamos apoiar os líderes do mundo todo que não falam pelos grandes poluidores e grandes corporações, mas que falam por toda a humanidade, pelos povos indígenas do mundo, pelos bilhões e bilhões de pessoas desamparadas que serão as mais afetadas por isso, pelos nossos netos, e por essas pessoas que tiveram suas vozes afogadas pela ganância política”.

Leonardo falou da natureza, e mais do que isso chamou pro jogo as pessoas. Nós. Todos nós. O nosso lado pessoa física, sociedade civil, e o nosso lado profissional. Todos juntos lutando pelo interesse comum que é construir um planeta melhor não para minorias, mas para as bilhões de pessoas que aqui vivem e viverão. E todos juntos inclui principalmente os líderes que nós colocamos no poder. Quem a gente escolheu pra nos representar. Porque todos temos sim, a necessidade urgente de repensar nossas escolhas. Escolhas diárias aparentemente simples como usar ou não um copo descartável, comprar orgânicos, adquirir ou não produtos que tenham minério de ferro extraído pela Samarco. E escolhas com um grande impacto como o nosso voto. Votar ou não em um candidato que faça de verdade por todos, e que tenha de verdade um plano político de mitigação da emissão de CO2 na atmosfera, e de combate efetivo às mudanças climáticas que já enfrentamos. 2015 já foi como disse Leo, o ano mais quente da história. Eu presenciei a noite mais quente até hoje registrada na Holanda ano passado e não, nós não estamos preparados para isso enquanto espécie, muito menos enquanto civilização.

E quando um ator com a credibilidade e o alcance de DiCaprio usa uma cerimônia como o Oscar pra falar disso, vejo aí um sinal de mudança dos tempos. E digo isso porque além de um ato político, esse discurso influencia o comportamento de milhões de pessoas, que passam a rever seus conceitos. E isso se dá quando celebridades passam a usar de forma inteligente e engajada seu poder de influenciar. Não se enganem, essa é uma revolução que já está em andamento. Enquanto ainda temos milhares de blogueiras e influenciadoras postando o look do dia, e usando suas redes pra fazer jabá de produtos, já existem ativistas, como o Leonardo e a Gisele Bündchen, usando esse mesmo poder pra fazer o bem. O Menos 1 Lixo mesmo conta com uma lista grande embaixadores que aceitaram o desafio de produzir menos lixo e engajar mais gente nessa história. E usam sua influência não só para o seu bem, mas para o bem comum, aquele que causará a nova revolução que tanto precisamos. Só que dessa vez em prol do coletivo e da preservação da vida.

Um brinde ao Leo e ao que ele verdadeiramente representa!

Ah, se depois disso você ficou pensando em como pode contribuir pra essa revolução coletiva, acesse o site: http://momentforaction.org/ e assine a petição que vai cobrar que os governantes do mundo inteiro, inclusive a Dilma, cumpram o que assinaram na COP-21, que vai muito além de um programa de governo, um programa de planeta, e de raças, a humana e todas as que essa já destruiu.

E se você quiser saber mais sobre como DiCaprio usa parte de sua fortuna pra salvar o mundo, tem post aqui no menos1lixo.

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Cultura | Documentário "Mission Blue"

A dica de cultura de hoje liga muito bem os pontos falados aqui nas últimas semanas. Mostra a importância do contato com a natureza e da consciência de viver em harmonia com o meio ambiente desde a infância e torna ainda mais clara a necessidade de preservarmos os mares e de refletirmos sobre a relação da humanidade com a vida marinha e com o planeta. O documentário “Mission Blue” (ou missão azul em português) está disponível no Netflix e retrata lindamente a missão que a oceanógrafa Sylvia Earle escolheu pra vida: preservar os oceanos. A obra que demorou 4 anos pra ficar pronta, mostra o porquê das escolhas de Sylvia e como ela corre o mundo inteiro para levar essa mensagem e conscientizar milhares de pessoas. As imagens são realmente surpreendentes e encantadoras, mais que isso, elas conseguem mostrar a transformação nas águas ao longo dos anos. Confira o trailer abaixo pra você entender um pouco mais dessa história fantástica! 

 

E aí, precisamos falar mais alguma coisa? Chamem os amigos, a família, a criançada, reúnam todos no sofá e falem sobre isso. O vídeo abaixo pode ajudar! :) 

 

Você não precisa rodar o mundo para salvar o planeta, os oceanos, os animais, etc. Mas o que você tem feito hoje? Bom filme! ;)

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Aluna cria bandejas biodegradáveis pra substituir embalagens de isopor

Caso vocês não tenham uma horta em casa, onde vocês normalmente compram suas frutas e verduras? Em feiras orgânicas? Na tradicional feirinha do bairro? Nos mercados? A questão é: como esses alimentos chegam pra vocês, hein?                       

Há algum tempo, umas das polêmicas das redes sociais era o fato de uma grande rede de supermercados ter colocado à venda tangerinas (também conhecidas como mexerica em algumas regiões do país) já descascadas - tudo "muito bem embalado", claro. O  episódio realmente surpreendente é que a maior parte dos usuários das redes questionou a "facilidade" ofertada nos dias atuais. Com frases do tipo: "na minha época eu colhia do pé" ou "que geração é essa que não pode descascar uma tangerina? Vergonha." Quando na verdade hoje em dia é normal encontrar em várias feiras (ao menos nas do Rio), verduras e legumes já descascados & ralados que, de costume são vendidos dentro de saquinhos plásticos. Sendo assim, o que impressiona é a falta de pessoas questionando a ausência de uma consciência na criação de situações que requerem o uso de mais embalagens e consequentemente mais lixo. Nisso ninguém pensou? Sim, pensou!

Uma jovenzinha de apenas 17 anos, de Curitiba, observou a quantidade de embalagens de isopor que a mãe trazia do mercado por conta das compras, e resolveu então agir em prol do planeta. A estudante de ensino médio, desenvolveu uma nova embalagem biodegradável a partir do bagaço da cana-de-açúcar para substituir o  material que normalmente lota os lixões e aterros, e em média tem como tempo para decomposição de 100 a 300 anos. Achavam o isopor inofensivo? A Sayuri Magnabosco vai explicar pra vocês que não é!

 

Simples e eficiente, o projeto foi desenvolvido por ela no programa de iniciação científica para ensino médio, lançado pelo colégio Bom Jesus em 2011. Sayuri, que contou com a ajuda da mãe e também dos professores da escola, já coleciona medalhas e passou pelas feiras de ciências da Usina de Itaipu, da Universidade de São Paulo (USP) e da chamada Olimpíada dos Gênios, que acontece em Nova York. Tudo muito merecido né, gente?

‍(foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

Histórias como essa dão ainda mais propósito ao nosso movimento. Nem todo mundo cria algo tão incrível, mas todos precisam ter a consciência do seu empoderamento. Você pode contribuir sim, e muito! Diariamente. Procure saber a origem do que você está consumindo, se é necessário e como ele chega até você. Repense e se conscientize  pra vivermos melhor e em harmonia com o planeta. Afinal, não somos parte do todo?

Fonte: Gazeta do Povo

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O que um selfie, um golfinho e as suas atitudes têm em comum?

Há algumas semanas minha timeline foi invadida por golfinhos. A sua também deve ter sido. Na verdade a foto era de um mesmo golfinho, compartilhada incessantemente nas redes sociais. A história parece um daqueles posts do site Sensacionalista, de tão surreal que é. O animal em questão morreu após ser retirado da água para "agraciar" as selfies de alguns banhistas na Argentina. Não quero abrir discussão quanto ao egoísmo do ato em si, mas sim para o que aconteceu a partir daí. Muitas pessoas compartilharam a foto, realmente indignadas com o fato, com a futilidade humana, com a relação do homem com os animais.

Pois bem, eis então que surge no facebook uma segunda foto: uma selfie, um homem em primeiro plano e atrás um golfinho nadando em águas claras. "Aprendam! É assim que se tira foto com golfinhos", dizia a legenda. Não dava pra ver se ele estava em mar aberto, ou se num desses parques aquáticos criados para que o homem possa nadar e tirar fotos de forma "segura" com os animais. Eu me perguntei se o homem da foto e também quem a compartilhou, faziam um link entre as situações e as diferentes formas de egoísmo. Será que esse homem e todos os outros que pagam ingressos para ver golfinhos em um "ambiente seguro", não entendem que as duas situações são na verdade muito parecidas?

Pois sim, nos parques aquáticos, animais selvagens são aprisionados e treinados para o espetáculo que satisfaz ao... ser humano. Assim como os inocentes banhistas que tiraram um golfinho da água rapidinho, só pra uma foto. Pra quem ainda acha que os bichos são bem tratados, dá um play no trailer do documentário Blackfish, disponível no Netflix e tire suas próprias conclusões. 

 

Corta para a mesa do bar. Eu estava lanchando com uns amigos quando um deles pegou um canudo e eu rapidamente falei "canudo não dá! Você sabia que se continuarmos assim, em 2050 teremos mais plásticos que peixes no oceanos? A vida marinha tá pedindo socorro e nós vamos pedir também." Ele me olhou, sorriu, e acabou utilizando o canudo. Quando todos terminaram e eu deixei um pedaço do sanduíche no prato, ele me disse: "com tanta gente passando fome você vai desperdiçar, vai jogar comida fora?". Eu guardei o pedaço num potinho que tá sempre na mochila e respondi: "se você não parar de usar canudo, mais gente vai morrer de fome. Já que 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo dependem do peixe como sua principal fonte de proteína e até 3 bilhões de pessoas dependem de áreas marinhas e costeiras para subsistência, incluindo a pesca, o transporte, o turismo e o comércio". Não se espantem com a minha resposta, dados como esses não saem da minha cabeça. Lidar com isso diariamente deixa rastros. E eu também poderia ter citado os estudos que apontam que 35% do plástico consumido são descartados após 20 minutos de uso (falaremos em breve sobre isso), além de muitos outros dados. Mas calei, e ele também. Acho que pela primeira vez ele fez um "link sustentável" entre o consumo dele, a situação dos oceanos, e a fome de milhares de pessoas. Situação 3. Essa infelizmente é clássica! Preciso assumir que já peguei minha mãe algumas boas vezes jogando a bituca do cigarro na rua. O que me pergunto é: como ela, que desde que me entendo por gente me ensinou a jogar o lixo na lixeira ou guardar na bolsa até chegar em casa, hoje o joga na rua?  "Aqui não é zona sul. Não é tudo limpinho e esse é o último dos problemas que enfrentamos diariamente", disse d. Ligia um pouco desesperançosa com o dia a dia da vida na Pavuna, um dos bairros esquecidos no subúrbio do Rio, que recentemente ficou mais de 36 horas sem luz. Mas eu entendi muito bem o que ela disse pois passei boa parte da minha vida ali. A questão é que ela também precisava me entender. Respirei e retruquei "Não reclama depois quando a chuva cair, tiver enchente, não puder sair de casa, e tudo mais. E quando os vizinhos reclamarem vou falar que você contribui pra isso. O resto a gente corre atrás e muda com o tempo, mãe. Acredita!" Ela sorriu, catou a bituca do chão e disse que não podia pensar em faltar o trabalho (presa em casa por conta de uma futura enchente). É, acho que a minha coroa já sabe o que é um "link sustentável".

Eu poderia continuar com mais umas 100 situações como essas, mas acho que vocês já entenderam o que quis dizer com essa expressão "link sustentável". Não se trata de um novo conceito, algo a ser premiado ou qualquer coisa do tipo, é apenas o modo que encontrei para tornar a ligação entre a ação e a reflexão das práticas de cada um, mais simples. Como acontece com vocês? Normalmente vocês fazem esse link? Minha esperança é que as pessoas comecem a fazer. Talvez assim entendam que consumo consciente é muito mais que separar ou reciclar o lixo, é muito mais que comprar ou não orgânicos. Que não adianta respeitar apenas o seu animal doméstico. Que a etiqueta da blusa não fala nada se vem com o "bônus"do trabalho escravo no histórico.

Talvez entendam muitas outras coisas, inclusive que nós não abraçamos árvores (até abraçaríamos  pois contribuem muito com o planeta), mas queremos e fazemos muito além disso! E você com reflexões e atitudes diárias, também pode fazer! Pra terminar, fizemos um post simples na semana passada, quando rolou o assunto do golfinho, e a legenda dizia: "Não precisamos da imagem de um golfinho morto pelo desrespeito do ser humano. Precisamos todos de reflexão em nossas relações com qualquer ser vivo." No comentário de uma seguidora veio algo ainda melhor... "Exatamente o que eu penso! O ser humano se colocou no centro da criação humana. Mas ele não é! Somos parte do todo! A parte que se acha evoluída. Mas somos totalmente interdependentes." Obrigada, Beatriz! Pois sim, nós somos. E reconhecer isso é fazer o link sustentável! Entenderam o que um selfie, um golfinho e suas atitudes têm em comum?

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42% da energia produzida na Dinamarca é eólica

Não é de hoje que falamos sobre as diferentes formas de geração de energia. Ontem mesmo compartilhamos um post lindo do site Pensador Anônimo sobre como construir o seu próprio painel solar - nada mais que energia limpa de forma acessível. Repensar essas formas já tem sido hábito no mundo inteiro! Desde o bairro alemão que lucra com a venda de energia solar ao primeiro parque híbrido de energia renovável aqui do Brasil, que fica logo ali, na região de São Francisco de Pernambuco. Tudo isso também foi assunto na EXPO 2015, que rolou em Milão, e teve cobertura especial da Fe Cortez, lembram? 

 

Agora que você já sabe a importância de tratarmos isso, vale relembrar que: energia limpa, não libera durante seu processo de produção ou consumo, resíduos ou gases poluentes geradores do efeito estufa e do aquecimento global – como é o caso da eólica e da solar. As fontes de energia que liberam quantidades muito baixas destes gases ou resíduos também são consideradas fontes de energia limpa. É bom saber também que, energia renovável é oriunda dos recursos naturais – vento, sol,  chuva, rios, etc. Já a não renovável, tem origem de petróleo, carvão mineral, gás natural e por aí vai.

Hora da boa notícia (amamos <3): em 2015, a Dinamarca bateu o recorde de geração de energia eólica! \o/ 42% da eletricidade produzida veio dos ventos do país. Segundo o site Planeta Sustentável, durante 60 dias do ano, algumas regiões do oeste do país foram capazes de produzir mais energia eólica do que conseguiam consumir. Em um dia de julho, com rajadas particularmente fortes, a Dinamarca produziu 140% da sua demanda elétrica só com as turbinas eólicas.

O excesso de energia foi vendido para a Alemanha, Noruega e Suécia. No dia 2 de setembro, o país operou com todas as centrais de energia desligadas, usando energia eólica, de painéis solares e de outras fontes renováveis, importadas dos vizinhos. Tudo isso foi realizado enquanto duas de suas principais fazendas eólicas estavam desligadas, devido a problemas técnicos. Se elas estivessem funcionando, o número total poderia pular de 42% para 43,5%. Ainda serão necessários alguns ajustes para que todo o processo dinamarquês ocorra perfeitamente. Mas de qualquer forma, que sirvam de exemplo para outros países, governos, projetos, e que consigam atingir a meta de 50% de energia eólica até 2020.

O planeta e o Menos 1 lixo agradecem e mandam "energias positivas"! ;)

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Leonardo DiCaprio se encontra com Papa Francisco no Vaticano

Ahhhh, os nossos musos! <3  Sim, os dois já estiveram anteriormente por aqui na posição de muso verde. O fofo do Papa por ter dedicado sua primeira Encíclica ao meio ambiente - entre outras ações, e o lindo do DiCaprio por conta dos seus olhos. Brincadeira. Não é de hoje que ele faz e MUITO pelas causas ambientais e por pessoas e instituições ligadas à elas. Pois bem, o encontro entre os musos ocorreu na última quinta-feira (28), no Vaticano. Segundo um porta-voz da igreja, o objetivo era tratar da preocupação de ambos com o meio ambiente e com as mudanças climáticas. Não dava pra esperar outra pauta, né?

‍(Foto: Osservatore Romano/Reuters)

Recentemente o ator também bombou nas redes por conta da sua atitude no Globo de Ouro.

Não gente, isso já foi explicado. Ele fez cara feia por não saber quem tinha esbarrado nele. Não por ser Lady Gaga que também já saiu aqui na lista de celebridades sem noção com exigências nada sustentáveis. Não por isso. E, voltando ao que interessa, a atitude que marcou a aparição do loiro no Globo de Ouro foi: além dele ter sido eleito o melhor ator em filme de drama por sua atuação no longa "O Regresso", ele dedicou o prêmio ao diretor do filme, Alejandro González Iñarritu e a comunidades indígenas.

"Por último, quero compartilhar este prêmio com todos os povos das Primeiras Nações representados neste filme e todas as comunidades indígenas ao redor do mundo. É o tempo que reconhecermos a sua história e que precisamos proteger suas terras de interesses corporativos e das pessoas que estão lá fora para explorá-los. É o momento de ouvirmos suas vozes e proteger este planeta para as gerações futuras", expressou DiCaprio. 

Como tudo que é bom, pode ficar melhor. O ator doou US$ 15 milhões de dólares (mais ou menos R$ 61,5 milhões) para iniciativas que objetivam reduzir o consumo mundial de combustíveis fósseis e ajudar o meio ambiente. A bela ação foi feita quando DiCaprio recebeu o prêmio Crystal, por "melhorar o estado do mundo", no Fórum Econômico Mundial de Davos. O dinheiro será doado por meio da ONG Leonardo DiCaprio Foundation. "Nós simplesmente não podemos nos permitir que a ganância corporativa das indústrias do carvão, do óleo e do gás determinem o futuro da humanidade. Nosso planeta não pode ser salvo a menos que a gente deixe os combustíveis fósseis no lugar deles", declarou o ator em seu discurso. "A generosidade é a chave de nosso futuro. (A doação) é para acelerar a sustentabilidade de ponta e projetos de conservação pelo mundo todo", complementou. O evento contou ainda com nomes como Will.i.am e Olafur Eliasso. Confira os discursos abaixo (em inglês). 

 

É gente, já podemos dizer que 2016 começou bem, né? Claro, preferíamos que nada disso fosse necessário - que o planeta não precisasse tanto de pessoas e atitudes assim, mas precisa. E muito! Todos nós já somos gratos ao Leo e seguimos por aqui fazendo o possível para nós e torcendo por mais encontros como esse. ;)

Fonte: Catraca Livre

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7 Cantores que falaram sobre sustentabilidade e você nem percebeu

No mundo inteiro, tem muito artista usando sua música, literatura, fotografia, pintura, entre outras formas de arte, ou até mesmo a influência, pra falar sobre vários problemas atuais - alguns não tão atuais assim, porém debatidos apenas hoje em dia. Já fizemos uma lista dessa aqui. Por diversas vezes os assuntos se mesclam e caem no mesmo som. Então hoje, não vamos mostrar os que são "figurinha carimbada" nas causas ambientais. A lista abaixo é sobre a cena brasileira e mostra que, no meio do Rap e Hip Hop nacional, da MPB, da bossa nova, e por aí vai, rola um papo bom sobre conscientização, consumo, sustentabilidade.

1. Emicida

Famoso por  valorizar a cultura negra, criticar as diferença entres as classes, entre outras críticas sociais - apesar de ter também belas músicas de amor como Baiana e Madagascar <3, ele aparece para nós por conta da música "Passarinhos", gravada com a cantora Vanessa da Mata. Confiram o trecho e o vídeo abaixo. 

"No pé que as coisas vão, jão 

Doidera, daqui a pouco, resta madeira nem pro caixão 

Era neblina, hoje é poluição 

Asfalto quente queima os pés no chão 

Carros em profusão, confusão 

Água em escassez, bem na nossa vez 

Assim não resta nem as barata Injustos fazem leis e o que resta pro ceis? 

Escolher qual veneno te mata" 

 

2. Vanessa da Mata 

A Vanessa segue pelo estilo MPB e fala muito sobre amor, sobre ser mulher, raça, cor, etc. Tá na nossa lista pela música "Absurdo", que é integralmente sobre a transformação da natureza e a relação de nós, humanos, com o meio ambiente. Faz pensar muito! 

"Desmatam tudo e reclamam do tempo 

Que ironia conflitante ser 

Desequilíbrio que alimenta as pragas 

Alterado grão, alterado pão 

Sujamos rios, dependemos das águas 

Tanto faz os meios violentos 

Luxúria é ética do perverso vivo 

Morto por dinheiro" 

 

3. Rael da Rima 

Seguimos agora com o Rael. Normalmente ele fala sobre o racismo ainda sofrido por muitos negros, diferenças das classes e outras questões sociais. Entrou na nossa lista com dois sons que mandam uma mensagem muito importante e nos fazem refletir sobre um problema grave: o consumo excessivo e as suas consequências. Abaixo o trecho da música "Eles não tão nem aí". 

"Mas a tendencia da indústria é crescer 

Mas pra que acontece a terra tem que aquecer 

Nos noticiários que se vê na TV 

A regra é muito clara e muito fácil entender 

Que o comercio compra mas também quer vender 

Guerra de faz de conta só pa nego tremer 

Carro tem gasolina e você pode correr 

Queimar várias família não tem o que comer" 

 

O segundo som do Rael é o "Ser Feliz" e também trata o consumo desenfreado porém com uma outra pegada - nenhum pouco menos importante. Confiram! 

"Sociedade e os padrões que ainda insiste 

Que a felicidade se consiste 

Em ser o que tem, porém fato triste 

Os moleque vem, querem Puma Disk, whisky 

Camisa Dudalina 

Uma moto muito loca vira o kit, pega-mina 

Desviam seus olhares pelo ouro, prata 

Os que não tem dinheiro veste só 'baguiu' pirata 

É chapa, a forte no estilo alma fraca 

E esse consumismo sem freio é quem nos mata" 

 

4. Nyl MC 

O MC que vem do subúrbio do Rio e normalmente traz à tona as problemáticas atuais,  retrata na música "Avenida Brasil" a realidade diária de boa parte dos brasileiros. Isso falando de um tema relevante e por muitas vezes já citado aqui: mobilidade urbana. Confiram o som aí! 

"Poluição visual, sonora e respiratória. Vários anos de descaso é a conclusão notória" 

 

5. Natiruts 

Desde muito tempo a banda de reggae traz mensagens muito boas. "Liberdade pra dentro da cabeça" é um clássico e entra na nossa lista por um trecho simples. Nem sempre ligamos pequenos prazeres como estar na praia, sentir o cheiro do mato e respirar melhor, tomar um banho de mar, ao comportamento sustentável. Mas preservar e reconhecer as maravilhas de poder desfrutar de tudo isso, exige sim mais respeito ao meio ambiente. 

"Estar com você Na virada do sol 

É compreender que o que há de melhor 

Tá na vida, na transformação da natureza que me traz a noção 

Na verdade eu não vou chorar 

Hoje sei ser, o que a terra veio me ensinar 

Sobre as coisas que vêm do coração 

Pra que eu possa trazer para mim e pra você" 

 

6. Tom Jobim 

Bom, acho que podemos dispensar comentários, né? Apenas curta o som "Forever Green" e entenda a mensagem! ;) Para tradução, cliquei aqui. 

 

7. Miley Cyrus  

Sim, ela já esteve aqui, não é nacional, mas fugiu do seu som habitual e por isso não poderia ficar de fora. Com a música "1 Sun" ela fecha a nossa lista em grande estilo falando sobre os recursos finitos do planeta. Para tradução, clique aqui

 

 Fonte para as letras: Vagalume

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Crônica | 8 Lixos que eu produzia e hoje me pergunto o porquê

Quem acompanha o Menos 1 Lixo sabe que nem sempre minhas escolhas foram feitas pensando em um consumo consciente - não pense que a redatora aqui cresceu com tal realidade. Pra falar a verdade, repensar as minhas escolhas tornou-se real depois que eu entendi quão necessário (e possível) é levar os dias gerando menos lixo. Quando eu compreendi meu poder como indivíduo, e isso eu contei em minha primeira crônica aqui.  Primeiro veio a informação e, só depois, a transformação. O que refletiu também, e reflete cada vez mais, no modo de viver dos que estão ao meu redor. 

 Quanto mais eu vejo, leio, me informo, aprendo – o que acontece diariamente - me pergunto como eu produzia tanto lixo. Me lembro quando na adolescência minha mãe reclamava muito de tanta coisa jogada no quarto: “E esse papel? Tira a sacola da lixeira! Arrume o quarto que seus primos estão chegando”, dizia d. Ligia. Nossa, eu teria poupado para o planeta, para mim, e também a fala dela se pensasse em tudo isso antes. Mas agora vamos ao passado que me assombra, talvez seja apenas o seu presente e não mais o seu futuro. :) 

1. Canudo Nós comprávamos canudos até pra beber as coisas em casa – hábito que muitos pais ainda cultivam nas crianças. Cresci e continuei com o amor pelos tais canudinhos. Até que vi o vídeo abaixo e a ficha caiu. Pra onde vão tantos canudos quando eles de forma mágica, viram lixo, e somem da nossa frente?  

 

Não por acaso 35% do plástico consumido são descartados após 20 minutos de uso. Se você quiser continuar com canudos, corra atrás de um reutilizável no mercado livre. ;)

2. Livros Calma, deixe-me explicar! :) Sei que livros dificilmente viram lixo, já falamos disso aqui. Mas eu conseguia transformar os meus nisso. Passavam as séries, os exercícios, as pesquisas, e eu achava lindo ter apego. Doar? Não! Trocar? Também não. Comprar mais? Sim. Comprar sempre. Caro para os meus pais e para os amigos, que na escolinha simples do bairro, queriam e precisavam da troca, mas tinham que comprar. Perdia a chance de partilhar releituras e histórias de uma mesma literatura porque comprar, me parecia mais interessante. Que engano, não?

3. Pequenos papéis com mil e uma anotações Gente, isso é fato, eu vivia cercada de papéis. Por todos os lados! Um hábito de criança que mantive até pouco tempo. Anotava uma coisa aqui, outra ali, grudava aqui e ali e no final das tarefas não sabia onde tava nada. Tudo isso com word e arquivo de notas do celular abertos para uso. Além de não transformar nada em rascunho. Usar frente e verso? Por quê? Depois é só jogar no lixo. Mas qual o fim desse lixo?

4. Sacolinha da farmácia Lembro como se fosse hoje, chegando ao escritório, vindo da farmácia, eu escutei da Fe Cortez: “o que você vai fazer com essa sacolinha?”. Eu travei. Sabia do motivo da pergunta e, pela primeira vez, realmente me perguntei o que eu faria com aquela sacolinha minúscula. Ela nem cobrou resposta. Pensei, é, vai pro lixo! E eu nem sabia que 35% do plástico consumido, são normalmente descartados após 20 minutos de uso.

5. Embalagens Eu tinha um apreço por embalagens que eu não consigo entender até hoje. Eu comprava coisas pra mim e no caixa falava: “moça, coloca pra presente?”. Mas não eram em datas comemorativas, era sempre. E mesmo em festas eu poderia reutilizar, customizar, etc. Mas esse era um tipo de lixo que eu nem mandava pra lixeira. Deixava acumular e empoeirar ali, em casa.

6. Filtro para cafeteira Com o uso da cafeteira elétrica, além do desperdício da energia –  por normalmente deixarmos ligada o dia inteiro, tinha o descarte do filtro de papel. Aquele clássico, branquinho, que você coloca dentro de um outro filtro que já vem na cafeteira. Sim, um filtro que vira lixo dentro de um outro filtro que eu poderia apenas lavar na hora de usar. Dá pra acreditar?

7. Saquinho da tapioca Esse é aquele tradicional que muita gente não se dá conta. Você pede uma deliciosa tapioca e ganha gratuitamente 5 guardanapos e um saquinho plástico que em teoria protege o alimento da poeira e a sua mãe da quentura. Em prática, a diferença é que a goma depois de tão abafada, fica mole. Da próxima, peça sem o saquinho e note a diferença! ;)

8. Copo descartável Eu não poderia não terminar com ele. Almoço de família, churrasco dos amigos, carnaval, em casa (pra não lavar louça), etc. Hoje eu lembro que eu reclamava de beber no copo descartável e sem saber o impacto do meu consumo. Achava chato pois eles eram frágeis e corria o risco de rachar ou vazar - o que muitas vezes resulta no uso de dois ou mais de uma vez. Você ainda usa copo de plástico? Clique aqui! Temos um lindo pra você!

Bom, não importa se você é adulto ou criança. Se sua mãe reclama, ou deixa correr solto. Se ficou comigo até o final da leitura, sabe que precisamos manter a casa arrumada. Quantos desses hábitos você tem? Hora de repensar e colocar em ação! Afinal, o planeta é a nossa casa.

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Garriga de Menezes: mais uma escola pra nossa rede

Sempre repostamos nossos embaixadores utilizando seus copinhos do Menos 1 Lixo, esses vocês já conhecem bem! Roger Gobeth, Marina Ruy Barbosa, Ju Boller, entre outras celebridades que adotaram o desafio de hábitos mais conscientes – começando com a troca dos copos descartáveis pelo nosso copinho reutilizável. O que nem sempre conseguimos mostrar (apesar de querermos mais e mais), é a história de pessoas anônimas que influenciaram o meio em que vivem através de simples iniciativas. A escola Garriga de Menezes, fica na Freguesia, em Jacarepaguá, e está no bairro há 56 anos. Eles atendem desde o Maternal I até o Ensino Médio em dois turnos, e à noite, possuem um Projeto Social, oferecendo o Ensino Médio (EJA – Educação de Jovens e Adultos). A partir de 2002 a Educação Ambiental passou a fazer parte do cotidiano dos alunos, através de projetos desenvolvidos pela professora Sonia Barreto. E hoje faz parte do Projeto Político Pedagógico da escola. “Na educação Infantil os alunos ganham, no início do ano, uma carteirinha “Defensores da Natureza” como prova de seu compromisso com o meio ambiente. E levam mesmo a sério!!! Temos vários relatos de pais sobre atitudes tomadas pelos pequenos como: chamar a atenção de quem joga lixo na rua, “vigiar” a água gasta no ambiente familiar, lembrar de cuidar bem dos animais... Assim, percebemos que nossos alunos assumem a responsabilidade com o lugar em que vivem, adquirida nas propostas desenvolvidas pela escola”, afirma Etiene Monteiro, supervisora pedagógica da Garriga.

A cada ano a educação Infantil aborda uma campanha que envolve a comunidade escolar e/ou bairro. Em 2014 a campanha “Se você catar não vai pisar” teve uma repercussão tão positiva que saiu na Revista do Bairro Globo (Barra) para que as pessoas catassem as fezes dos seus animais de estimação das calçadas. Este ano, após observar a quantidade de copos descartáveis na escola, utilizados por professores e funcionários, começaram então a pensar como poderiam mobilizar e melhorar o nosso planeta. Daí surgiu o Menos 1 lixo na vida da Etiene. “Conheci o site Menos 1 Lixo, a partir de um relato escutado na rádio Band News FM. Imediatamente consultei o site, li as reportagens e trouxe para a equipe de professoras da Educação Infantil a ideia. Compramos copinhos do Menos 1 Lixo e iniciamos com o turno da manhã (café, água... copinhos de plástico... nunca mais!!!) ”, nos contou a supervisora. E acrescentou: “estamos contabilizando e felizes ao perceber o quanto o planeta agradece. Nossa proposta é aumentar a cada ano novos seguidores. O ambientalista não pode ser um ser diferente, especial. Ambientalista temos que ser todos nós. Parabéns às iniciativas do Menos 1 Lixo! ” No ano passado tivemos a alegria de incentivar uma escola em Caxias do Sul, lembram? E agora, participar de iniciativas como a da Garriga de Menezes. Nós somos gratos por tudo isso! E desejamos desde já, boa sorte e muita ação para os projetos de compostagem para a horta e os resíduos dos alimentos preparados da cozinha do Integral, assim como para o de receitas com o desperdício dos alimentos (talos, folhas etc), e o de reaproveitamento da água para limpeza do pátio. Precisamos de mais pessoas e histórias assim! ;)

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MIG Jeans: quando a peça esquecida no fundo do armário, vira a sua primeira opção

Após uma das palestras do Menos 1 Lixo - que são ministradas pela Fe Cortez, fomos mais uma vez parabenizados pelo nosso Movimento. Como coisas boas criam rede, as felicitações vieram também de uma galera que resolveu empreender e agir pensando de forma coletiva, no meio ambiente. Vale lembrar que, conforme já dito aqui, estudos apontam que são gastos mais de 11.000 litros d’água para fazer uma única peça jeans, sabendo disso, achamos mais que necessário compartilhar o trabalho da MIG Jeans. A MIG – carinhosamente chamada por suas idealizadoras, surgiu na sala de aula. Era o projeto final da disciplina de empreendedorismo do curso técnico de produção de moda, e então da paixão por roupas vintage e customização, veio a ideia das empreendedoras e amigas Isa Maria Rodrigues, Luana Depp e Mayra Sallie.

“Começamos com peças vintage em geral, mas resolvemos focar em o que temos mais experiência e que poderia ser nosso diferencial no mercado, o jeans, material que permeia entre décadas, gerações, estilos, idade e classes sociais, tem grande duração e versatilidade, além de ser facilmente encontrado com manchas, rasgos, entre outros, em brechós e no armário das pessoas”, conta Isa Maria, que cuida de toda a produção junto com as amigas. “Nós garimpamos jeans em final de vida útil e fazemos o re-design, cada peça tem uma época, um tom e um acabamento, precisam de tratamento e customizações diferenciadas. Elas contam histórias e são únicas”, acrescenta Isa.

Após um convite para realizar uma oficina de customização em um evento, perceberam que tais ações poderiam virar a identidade da marca, então hoje funciona assim: as pessoas compram, e se enjoarem, podem voltar e criar algo novo com a MIG. As peças esquecidas no armário, também podem seguir para uma nova produção. Além da customização, doando peças antigas você pode ganhar descontos nas coleções. Foi assim que a MIG descobriu o poder de conscientizar as pessoas sobre o seu propósito: despertar a necessidade da sustentabilidade na moda e abrir mentes sobre uma nova realidade de produção e consumo consciente.

As coleções são lançadas de acordo com as inspirações, criações fora das tendências e mais focado na realidade do público. Por isso estão sempre abertas a encomendas e customizações feitas pelos clientes em suas oficinas. A produção é artesanal, a partir de doações e garimpos de peças jeans e tecidos em geral de brechós da localidade onde produzem, assim como o transportador e o fornecedor de aviamentos e produtos químicos. As meninas acreditam que lidando diretamente com empreendedores do bairro, estabelecem um relacionamento mais humano e ajudam a crescer a economia local. Alguém tem dúvidas disso? <3 Também por isso elas procuram parcerias com pequenas marcas e empreendimentos com razão sustentável, a fim de aumentar o mercado e abrir oportunidade de negócios para mais pessoas.

Toda a produção é feita pelas três, e o fato de ser uma marca pequena (com um GRANDE propósito), segundo Isa, facilita o controle sobre os métodos produtivos. Desde o uso de materiais recicláveis e renováveis em parte da produção, ao reaproveitamento de cabides vintage e embalagens para envio de peças. Além da prática de descarte zero que consiste em reutilizar cada retalho de jeans e também a água das lavagens para a limpeza do espaço. Para quem quiser conhecer de perto esse trabalho maravilhoso, o ateliê reside em Vaz Lobo, zona norte do Rio de Janeiro, apenas para produção. É de forma itinerante, que a MIG Jeans está pelos eventos da cidade, como na  Babilônia Feira HypeCarioquíssimaMixtape, entre outras. Boa notícia: em breve terão o próprio e-commerce com suas peças exclusivas.

“A MIG jeans também mudou nossas vidas! Hoje somos mais humanas e conscientes de nossos atos, praticamente ativistas na área! Não somos um projeto perfeito, estamos iniciando e temos nossos limites e aperfeiçoamentos necessários, mas sempre pensando em criar um produto mais sustentável e humano”, complementa Isa.

É isso que o consumo consciente faz com a gente: ele nos transforma, vemos que é possível e aí vem aquela vontadezinha de transformar o mundo!

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Universo Paralelo: a exposição inspirada na grande questão: Qual nosso papel no mundo?

Qual o seu papel no mundo? Já parou pra pensar? Já parou pra pensar que nós, seres humanos, muitas vezes somos como uma praga que cresce e se multiplica usurpando os recursos naturais? Mas que também podemos ser os agentes de restauração e equilíbrio da Terra? 

A fotógrafa Renata Dillon pensou nisso e foi dessa reflexão que surgiu seu mais recente trabalho, intitulado Universo Paralelo. No dia 17 de dezembro, a partir das 19h, em pleno coração do Rio, no  bucólico Jardim Botânico do Rio de Janeiro, será a abertura da exposição.

Morando atualmente em Miami, a carioca Renata fotografa há mais de oito anos, sempre criando projetos em séries temáticas, mesclando influências de sua vida e formação. E nesse trabalho, nos convida a refletir sobre o mundo e o nosso papel. Através do seu olhar sensível e preciso, Renata nos lembra que todas as grandes mudanças sempre se iniciam com a reflexão individual interior. Tudo a ver com o Menos 1 Lixo né? E com todas as grandes transformações que vemos acontecer.

Essas mudanças de percepção e atitude, mesmo que pequenas, como parar de usar os copos descartáveis, ou olhar o outro no olho, são essenciais para que a gente seja capaz de uma convivência mais respeitosa e menos predadora em relação ao nosso planeta. Tudo muda a partir das micro mudanças de atitude.

A exposição vai até 03 de janeiro, e é gratuita!

Jardim Botânico do Rio de janeiro – Rua jardim botânico 1008, casa 6.

Vale conferir!

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Os principais pontos da COP 21, a Conferência do Clima em Paris

O evento mais importante da década, a Conferência do Clima, ou COP-21 terminou dia 12, sábado passado. E as notícias foram boas. Como a gente falou por aqui, o objetivo da conferência era definir um  acordo global entre 195 nações, para que todos juntos façam a migração para uma economia de carbono zero (ou seja, sem emissão de carbono, consequentemente sem o uso de combustíveis fósseis) até 2050.

E temos o que comemorar: o acordo selado é histórico e prevê os cortes de emissões de gases do efeito estufa para que o aumento da temperatura da Terra não ultrapasse os 2ºC.  Prevê também que a cada 5 anos as metas sejam revistas, e que os países ricos financiem os pobres em 100 bilhões de dólares por ano a partir de 2020, no Fundo Verde do Clima para suporte à mitigação dos efeitos do aquecimento global nos países em desenvolvimento.

Vale um destaque para o discurso do Presidente Obama defendendo uma vinculação legal das decisões da COP 21 para o combate das emissões de gases de efeito estufa, o que de fato aconteceu. Os Estados Unidos normalmente eram contra atrelar legalmente os acordos climáticos definidos nas conferências anteriores, já que a maioria do Senado Americano, Republicana, vetava grande parte das decisões relacionadas à diminuição do uso de combustíveis fósseis. Para evitar que o Senado dos países, muitas vezes tendencioso pela ação de lobistas, como bem sabemos, vete decisões desse porte, será assinado um acordo na ONU em abril de 2016, para que essas leis sejam decretos presidenciais.

 A única questão é que o acordo não determina quando as emissões precisam parar de subir

e qual é o percentual da emissão que precisa ser cortado para que a temperatura não aumente mais do que os 2 graus, o que tonará a vida quase inviável no planeta. Mas já é considerado uma vitória e tanto, já que a partir de 2016, por lei, todos os países precisam unir forças e lutar juntos para que a raça humana e o planeta continuem vivos.Ah, vale lembrar também que os países que mais emitem hoje são (na ordem do maior para o menor):

China, Estados Unidos, União Europeia (considerada um bloco), India, Russia, Japão e... nós, o Brasil. E que o primeiro passo foi dado, mas agora temos que cobrar do governo o cumprimento das leis, que nesse caso serão ou não a nossa salvação.

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10 Dicas de presentes conscientes de Natal pra quem quer fugir do óbvio

Eu poderia escrever sobre maneiras para boicotar esta festa tão comercial que é o Natal. Se a gente for falar seriamente sobre consumo consciente é, mais ou menos isso, o que a intuição manda fazer. Porque, na real, o ideal é nem dar o start no consumo de um produto desnecessário. Se você não inicia o ciclo, não precisa se preocupar com o depois. Se você não compra uma coisa, essa coisa não vai circular por um tempo e depois ser jogada fora. Porque o "fora" não existe. Jogar fora é, simplesmente, deslocar o produto da sua vida para outro lugar. O que proporciona a confortável sensação de que um portal mágico irá sugar para outra dimensão. MAS, só porque um descarte saiu da sua casa, não significa que ele foi para este portal. Bom lembrar!   

Eu também poderia escrever sobre experiências que a gente dá de presente sem ter que gastar R$1! Por exemplo, no natal da minha família, temos um esquema bem legal. Pra não ter essa pressão de presentear todo mundo, a gente faz um amigo secreto de experiências - ideia da minha prima Carol. O presente? Uma experiência que você escreveu em um papelzinho. Importante: quem tira o seu nome no amigo secreto, obrigatoriamente, tem que participar da experiência com você. Tem coisas hilárias. Na última vez que participei, tirei o meu primo Elmo. Sabe o que ele pediu de presente? Subir um morro, colher frutas silvestres e fazer uma compota de geléia com essas frutas. Eu ainda estou devendo, um dia eu “pago”. Mas, sem dúvida, nenhum presente físico marcaria assim a minha memória.   

Mas eu também habito neste mundo, e também tenho que comprar presentes para as professoras dos meus filhos, para a minha irmã e para os meus filhos - apenas para citar algumas pessoas. Meus filhos já não acreditam em Papai Noel, mas estão muito novos para uma evangelização sobre consumo consciente. Pra mim, e pra todo mundo que eu conheço, o Natal costuma ser a época onde mesmo quem não gosta, tem que enfrentar as compras. Por isso, o desafio que me coloquei neste ano é o seguinte: refletir antes de comprar, dar mais espaço para o consumo consciente.   

As possibilidades são: 

1- Não comprar nada (algumas pessoas podem até se melindrar com isso, mas só estou categorizando) e fazer uma brincadeira como o amigo secreto da minha família, ou distribuir vales do tipo: jantar romântico, banho sem interrupção e noite ininterruptas de sono (artigos de luxo para as mães, por exemplo), 

2- Comprar uma experiência (um passeio guiado em uma trilha, um workshop de algum assunto que você sabe que a pessoa ama, um ingresso para um show!) 

3- Comprar um produto

Importante priorizar SEMPRE o pequeno ao invés do grande, o “feito aqui” ao invés do “made in China”. E usar o poder dos *seus* Reais para investir em produtos ou serviços de empresas que cuidam, de verdade, da responsabilidade social, ambiental e tratam de maneira justa quem trabalha pra eles e quem paga pelo o que eles produzem (nós!). 

Pensando nisso, juntei aqui algumas dicas, fazendo uma combinação de experiências e produtos “made in Rio”, de uma galera que se preocupa com tudo o que falei aí acima. Quando você for fazer a sua lista, prioriza a marca daquele seu amigo (ou do amigo de um amigo) que está batalhando na vida de microempreendedor. Compra o que é feito perto do seu CEP!

Para me ajudar nesta missão, alistei a minha amiga Carol Herszenhut! Ela criou O Cluster em 2012, que começou como um marketplace super descolado, levando para o público um monte de microempreendedores cariocas que estavam fora do radar. Fomentando de maneira eficiente a cadeia criativa, ela foi a maior responsável por transformar Botafogo em "Botasoho". Em 2016, a Carol vai lançar um guia com 100 Criativos cariocas (fiquem ligados!). Na lista das minhas dicas, tem vários criativos locais que aparecem no guia d’O Cluster. 

Vamos começar com as sugestões. As dicas de presente são para quem mora no Rio mas, com certeza, você pode fazer o mesmo exercício na sua cidade:   

1- Nascer do Sol no Morro dos Dois Irmãos - do Jungle Boy Brasil 

O Alberto Melo começou a guiar turistas no Rio em 2012. E, às vezes (eu diria, muitas!), a gente tem que ser turista dentro da nossa própria cidade. Para presentear quem você gosta, sugiro a trilha que leva ao topo do Morro dos Dois Irmãos. Porque conquistar os 533 metros de altitude e chegar lá antes do sol nascer é um provilégio para poucos. A trilha tem 1.6 Km, dura  em média 45 minutos e tem um dos visuais mais incríveis do Rio.O Alberto vai fazer uma superpromoção para quem chegar via o Menos1Lixo. Quem fechar até o dia 23/12/2015, vai pagar apenas R$120. Para reservar, basta mandar um e-mail para albertomello@live.com. Para saber mais sobre outros roteiros: http://jungleboybrasil.com/pt     

2-  Assinatura de Compostagem - do Ciclo Orgânico 

Todo mundo já sabe que, em média, cada pessoa produz 1Kg de lixo por dia. Sendo que a maior parte deste lixo é matéria orgânica. Lucas Chiabi, estudante de engenharia ambiental da UFRJ, resolveu o problema de quem não se adaptou à caixinha de compostagem e de quem ainda nem tentou. Você, com certeza, tem alguém na lista de presenteados que se encaixa em uma categoria ou em outra.

A proposta do Ciclo Orgânico é recolher (de bike!), semanalmente, o lixo orgânico que você acumula em um balde de 10L. A bike leva até a composteira. O que isso significa? Menos lixo no aterro, menos poluição. A recompensa é: no final do mês, o assinante do serviço tem direito a uma mudinha, ao composto ou a doar o seu composto para um agricultor parceiro. 

 Para saber mais: http://cicloorganico.instapage.com ou contato@cicloorganico.com.br   

3-  Investimento em uma Ação de Impacto + Brinde da Ação - da Benfeitoria 

 A Benfeitoria é um negócio social que desenvolve ferramentas para fomentar uma cultura mais colaborativa e realizadora no Brasil. Os projetos, que precisam de crowdfunding (uma espécie de vaquinha) para saírem do papel, são das mais variadas áreas: empreendedorismo, inovação, tecnologia, cultura, sustentabilidade, inclusão social, etc.   

Mas como isso pode se transformar em presente? Simples! E eu já testei. Você pode escolher um projeto com a cara da pessoa presenteada. Cada projeto que tenha a meta de investimento alcançada (fica de olho nisso, por favor), dá direito a algum presente super fofo. Por exemplo, no ano passado eu dei de aniversário para uma amiga um valor que eu investi para ajudar uma banda que tocava no metrô do Rio, que ela ama. Além da aposta no sonho dos caras que ela admira muito, ela ainda ganhou um brinde depois que a meta foi alcançada: uma aula de violão na casa dela, com um dos músicos da banda! Essa dica tem muito efeito “uau!”no seu presenteado, vai por mim! 

Mais sobre: https://beta.benfeitoria.com/    

4- Anel Conchita, da Myneral 

Lançada em Setembro deste ano no mercado carioca, a Myneral é um estúdio de criação de joias handmade. Delicadeza define. A marca, criada pela jovem publicitária e ourives Laís da Silveira, é um sonho antigo. Em 2015, Laís tomou coragem de largar tudo e seguir a intuição, e o resultado foi uma coleção linda, a mar{efeito}, que tem feito o maior sucesso.   

Como sugestão para presentear neste natal, tem esse anel: o Conchita, por R$79. 

E muitas outras opções no site da marca: http://www.myneral.com.br/   

5- Cesta de Orgânicos - do Sítio do Moinho 

Uma cesta de orgânicos direto da Serra!

É só ligar para lá e escolher o que você quer colocar na cesta. A produção é do Sítio do Moinho e de parceiros locais. Mas por que orgânicos?Porque as nossas escolhas tem um efeito transformador, e tá na hora de começar a decidir onde a gente deixa nossos Reais.

Orgânico significa uma produção que não exaure o solo, não derruba e não esgota. A fauna e a flora são conservadas, as bordas dos rios são protegidas da erosão, a água que molha as plantas é limpa e, com isso, a saúde do produtor é preservada! Se inspirou?

Se você escolher a cesta para presentear, as entregas são feitas na Zona Sul, e na Zona Oeste - até Jacarepaguá. O custo da cesta é R$ 40 + taxa de entrega de R$ 15. Para encomendar: é só ligar no (24) 2291-9171 ou mandar um e-mail para regiane@sitiodomoinho.com          

6- Terrários - do Gaia Atelier da Natureza

Conheci estes terrários na última edição d’O Cluster e fiquei apaixonada! Vamos combinar que as suculentas são como se fossem animaizinhos de estimação, só que plantas - o mesmo vale para terrários :) Eu trouxe 2 pra casa, e super recomendo como presente de Natal. O design do terrário e a disposição das plantas e das pedrinhas é trabalho de quem faz com muito amor.   

Para comprar, é só acessar a lojinha virtual no: facebook.com/gaia.atelierdanatureza

Tem de todos os tamanhos e para qualquer bolso: a partir de R$30.   

7- Kit de Óleo e Sabonete  - da Óleos do Brasil e Ervas do Quintal

A Óleos do Brasil e Ervas do Quintal foi criada pela carioca Debora Hersz, que tem 32 anos e é formada em antropologia social. A marca é focada em produtos pra rosto e corpo como óleos corporais, sachês de chá pra banhos, cremes, sabonetes.   

São duas linhas diferentes. A Ervas do Quintal traz produtos feitos a partir do que a Debora planta na casa dela. Ela tem um jardim com ervas, temperos, plantas medicinais - tudo tipicamente brasileiro e de fácil cultivo. Fazem parte, por exemplo, os sachês de banho, o chá de capim limão gelado e o molho pesto. As ervas são todas orgânicas! A segunda linha, Óleos do Brasil é produzida a partir de pesquisas por produtos típicos de regiões por onde a Debora viaja, seja nos mercados municipais, nas prateleiras do supermercado local, ou as que ela descobre nas conversas com os locais. O sistema é realmente artesanal do início ao fim. 

Você pode montar um kit maneiro para presentear neste Natal a partir de R$45. 

Vendas pelo facebook: https://www.facebook.com/oleosdobrasileervasdoquintal 

8- Caixinha de Brownies - do Salve Brownie 

Quem quer presentear com chocolate, pensa no Salve Brownie, da Vanessa Camiza. Ela tem aquela história linda de empreendedor que larga tudo em uma multinacional pra fazer o que ama, e dá super certo. Eu, que não sou muito chegada a brownies, comi 4 de uma vez! E tem um com caramelo e flor de sal que é a coisa mais incrível que experimentei nos últimos tempos!   

Tem três opções de kit de Natal, a partir de R$14. Encomendas: salvebrownie@gmail.com   

9- Espadrilles - da Lapa 

A Paula Passos e o Pedro Drummond se inspiraram nas linhas, nos arcos, na paisagem, no bonde e no samba para criar a Lapa - uma marca novíssima de espadrilles, que acompanha com graça toda a poesia que a gente encontra lá.    

Custa entre R$79 e R$89. E os pedidos podem ser feitos através do e-mail: falaai@uselapa.com.br. O site vai entrar no ar em breve, mas enquanto isso tem a página do facebook.     

10- Benta Studio 

Conheci o Benta Studio em um evento d’O Cluster. É daquelas marcas que dá vontade de enquadrar as estampas! Tem muita cor e bom humor. Gabriela Garcia e Maitê Lacerda comandam a direção da marca, e além da loja virtual, tem lojinha de verdade pra se deliciar.   

Minha sugestão são os lenços - porque 1 peça pode virar 63 coisas :)

www.bentastudio.com

Showroom Benta Studio | Rua Visconde de Carandaí, nº 20 – Jardim Botânico, 

Ateliê Anas Flats (somente lenços) | Rua Rainha Guilhermina, 249 – 202 – Leblon 

OS/ON | Rua Lopes Quintas, 147 - Fundos - Jardim Botânico

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Domingo, dia 29, é hora de marchar pelo clima

Dia 30, segunda feira, começa a tão aguardada Conferência do Clima (COP-21), quando 195 chefes de Estado se reunirão em Paris para assinarem um acordo global com o objetivo de traçar um plano zerar as emissões de carbono e mitigar os efeitos das mudanças climáticas que hoje são inevitáveis. E no domingo, véspera do encontro, várias cidades do mundo realizarão uma Marcha pelo Clima.  

A Marcha Global pelo Clima terá como objetivo reunir o maior número de participantes, de forma a pressionar as autoridades políticas do país frente aos compromissos climáticos globais e fortalecer o movimento internacional “People´s Climate Movement”, que estimula a realização simultânea da marcha em dezenas de cidades pelo mundo.

Estão previstas caminhadas em todos os continentes, no mesmo dia, em cidades como Paris, Amsterdam, Copenhagen, Berlim, Londres, Barcelona, Roma, Lisboa, Oslo, Melbourne, Sydney, Johannesburg, São Paulo, Curitiba, Cidade do México, Tóquio, Seul e Nova Deli.  

Aqui no Rio, o ponto de encontro será às 10 da manhã, em frente ao Posto 8 de Ipanema. O evento em São Paulo, além da Marcha em si, que sairá às 11h do MASP, inclui ainda oficinas culturais, e a caminhada até o Parque do Ibirapuera, onde, às 17h, haverá um show com Mariana Aydar, Lenine e Arnaldo Antunes. A programação completa está disponível clicando aqui. Entre as organizações responsáveis pela estruturação da marcha estão: Avaaz, Centro Brasil no Clima, Defensores da Terra, Greenpeace, Instituto Moleque Mateiro, Ibase, Rede Carioca pelo Clima, entre outras.    

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Black Friday: 10 motivos para você não comprar nada nesse dia!

O Black Friday surgiu nos Estados Unidos, claro, como uma maneira dos comerciantes esvaziarem seus estoques de mercadorias encalhadas para receber outras para o Natal, oferecendo para isso descontos de até 80% em seus produtos. Até aí parece um ótimo negócio comprar presentes de Natal na última sexta feira de novembro com mega descontos. Só que não! O Menos 1 Lixo traz hoje 10 motivos pelos quais você não deveria comprar no Black Friday!  

1 - Você vai acabar comprando o que não precisa. Não sei o que tem na palavra promoção que ela libera uma substância no cérebro que faz com que você tenha um impulso desenfreado de comprar aquela coisa. Seja ela um porta moedas que você nunca vai usar, ou um sofá novo que nem cabe na sua casa. Mas tá tão baratinho...  

2- Quando você precisa muito de uma coisa você não espera até um dia específico para comprá-la.  

3- Os descontos americanos podem até ser de 80%, mas aqui no Brasil a maioria das marcas acaba usando esse dia como forma de desovar mercadorias encalhadas com um desconto pequeno, em torno de 20%, mas como anunciam Black Friday, a impressão é que você está fazendo um ótimo negócio. O Black Friday esse ano será muito parecido com os descontos que já vêm sendo praticados pelas marcas há meses. Com a crise, a maioria das lojas já diminui preços, reduziu juros, isentou IPI. Então a grande vantagem da compra com desconto não está mais localizada em uma única data.  

4- Existe uma chance enorme de você comprar aquela mercadoria na empolgação e ela nunca ser usada. Compras por impulso geralmente resultam nisso.  

5- 40% dos brasileiros estão inadimplentes no Brasil*.  Isso representa 54 milhões de pessoas! E dessas, mais de 70% estão nessa situação há mais de 1 ano, com dívidas causadas principalmente por compras por impulso e pela ilusão que o parcelamento em mil vezes sem juros traz. Jogar dinheiro fora nunca é uma boa opção. Não, você não quer engrossar as estatísticas!   

6- A pegada de carbono gerada pelo Black Friday é absurda! Ano passado foram 80 milhões de acessos aos sites no Black Friday ao mesmo tempo! Imagina se metade das pessoas comprarem alguma coisa. Essa coisa vai precisar sair de um Centro de Distribuição, que provavelmente fica em São Paulo, para chegar até a casa de quem comprou, e o caminhão usado no transporte vai soltando fumaça e emitindo gás carbônico na atmosfera. E isso contribui pra aumentar o aquecimento global. Sem contar nos impactos da produção e tudo mais... E você ainda querendo comprar só porque tá na promoção?!  

7- O lixo gerado no Black Friday é enorme. Não só de caixas e embalagens, mas também dos produtos antigos que são substituídos pelos novos, porque é realmente uma grande oportunidade e você não pode perder. #sóquenão  

8- Você pode sempre pegar emprestado. Aplicativos como o Tem Açúcar pro exemplo, criam um grande banco de trocas para quando você precisar de uma furadeira, escada, ou algo do gênero. Ou comprar de segunda mão. Assim, ajuda a preservar os recursos do planeta, já que desastres como o do Rio Doce acontecem porque as pessoas precisam de coisas e essas coisas são feitas de recursos. E esses recursos são extraídos na maioria das vezes sem a menor responsabilidade ambiental. E infelizmente hoje a gente tira mais do que a Terra pode regenerar. Com desastres como esse então, nosso déficit tá enorme! Esse ano entramos no cheque especial da Terra em 13 de agosto. #ficadica  

9- Pra garantir que você fez um ótimo negócio, você vai perder um tempo precioso de estar com pessoas que ama, de fazer o que gosta ou simplesmente de dormir.  

10- Porque você simplesmente não precisa de mais uma coisa. Ponto!   E bye-bye, Friday!

*Fonte: SPC - jun/15

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Dicas para uma festa infantil linda e sustentável!

Quando a Fe Cortez me chamou pra escrever esse texto, pensei muito em como a sustentabilidade e a simplicidade se conectam. O desafio é que a sua festa seja simples e sustentável. Por isso, cuidado com a armadilha: uma festa pode ser sustentável, sem ser simples. Não caia no erro de achar que basta "brifar" um decorador de festas, comprar pratos, talheres e copos de papel reciclado, servir suco verde e doar os presentes. Se for faraônica, a festa pode *até* ser sustentável, mas não é simples. Mas na simplicidade vai ter muito mais envolvimento, mais mão na massa e mais conexão.

 

1 Decisão

Quando se trata de sustentabilidade, as pessoas têm mania de grandeza. Ficam planejando o dia que, finalmente, vão comprar a tal caixa da compostagem; que, finalmente, vão instalar os painéis solares; que, finalmente, vão se mudar para aquela ecovila auto-sustentável, no meio da mata nativa, com 4 nascentes, reflorestamento permacultural, vaquinhas e cabras, cata-ventos e biodigestores. Enquanto não chegam lá, ficam no que eu chamo de limbo da culpa.Não fazem o grande, mas também não fazem o pequeno.


2 Mantra da Simplicidade 

Portanto, para cada decisão de consumo sobre a festa, minha dica é sempre voltar para o mantra da simplicidade. Se você vai "usar menos, gastar menos e demandar menos" - manda bala!

Então vamos à parte e mão na massa!

  

3 Convite

Hoje com tantos aplicativos, vale tentar fazer o próprio convite ou usar um desenho das crianças como base.

  

4 Decoração e tema 

Isso significa que você já tem algum brinquedo, jogo ou livro em um raio de 1m. Faça uma limpa no quarto dele e leve tudo pra mesa.


Essa foto é do aniversário de 7 anos Sophia, com o garimpo que a mãe Louise fez no quarto dela.


Sobre bexigas, ou balões de aniversário: evite! Invista numa decoração bacana e deixe de lado a ideia dos balões.


  

5 Comes e Bebes

Tenta não contratar ninguém. Faz um passeio na feira e no supermercado. Pede para as avós fazerem alguns pratinhos. Deixa tudo à mão em uma mesa - e os convidados se viram. Até para criança fica mais fácil. Com as bebidas, deixa tudo em uma tina. Arranja umas suqueiras para a água e o suco, que são os bestsellers, e pronto! Só lembra de não ser tão radical e extremista. Festa simples e sustentável não significa uma mesa inteira com petiscos veganos, funcionais, sem glúten e sem lacto. É uma festa infantil! E não são todas as crianças que crescem à base de suco verde. Pode ter açúcar. Nunca vou me esquecer da carinha de decepção do meu filho depois que a piñata estourou na festa de um amigo. Depois de toda expectativa, de toda a luta pela sobrevivência naquela hora em que todas as crianças se atracam na guerra-pós-piñata-estourada, ele conseguiu catar algumas caixinhas. Veio correndo me mostrar. Quando viu do que se tratava, a alegria se evaporou em 2 segundos. Disse ele, em uma velocidade letárgica: “é uva passa, mamãe!”. Mães, uva passa não conta como doce!



 

"Uma festa sustentável não combina com presentes." 

A ideia parece linda até você tentar convencer seu filho de 5 anos. Não precisa! Deixa ele ter a experiência de ganhar os presentes. Não precisa arruinar isso. A dica é: até a festa de 2 anos - peça uma substituição do presente para os convidados. Até essa idade você pode fazer isso sem causar nenhum tipo de trauma no seu filho. Vai por mim! Mais: você pode dar a chance dos convidados deixarem um legado para o futuro. Sabe como? De tudo o que eu vi até hoje, o exemplo mais legal foi na festa de 2 anos da Anna, filha da minha amiga Cris Wegmann. A Cris pediu para os convidados levarem de presente algumas palavras - uma carta de dicas para a vida da Anna. Também pediu para que cada um levasse a flor que mais gostava.A ideia era que os convidados trocassem as flores entre si!

Vai ser divertido!


Os amigos se mobilizaram e a meta foi batida logo com os primeiros convidados.

Palmas para o Cadu!

  

7 Lixo

Você é responsável pelo lixo dos seus convidados.

Se vai ter presente, você já solucionou o problema do papel de presente, dando a dica do jornal, da revista e da criatividade. Daria para fazer uma festa lixo zero? Daria!Sem copos, talheres e pratos descartáveis; trocando o guardanapo de papel pelo guardanapo de pano; com comidas de pegar com a mão, etc. Mas eu sei que é difícil. Nesse quesito, se você conseguir usar os talheres, pratos e copos que tem em casa - e deixar os convidados responsáveis pelos copos deles - já está ótimo! Se for uma festa grande e não tiver como fugir dos descartáveis, deixa várias canetas de tinta permanente à mão - e pede pra cada um nomear seu copo, talher e prato, e prefira as opções de papel que se degradam mais rápido. Plástico não se dissolve nunca!! E não esqueçam dos recipientes separados para recicláveis, e orgânicos, isso faz toda a diferença inclusive na educação das crianças, já que exemplo vem de casa!



Tem mais um lixo que as pessoas não se dão conta - desperdício. Procure uma empresa de compostagem que possa te ajudar nesse sentido.


8 Entretenimento ou animação da criançada

Eu já contratei gente para animar festa.

Mas percebi nos últimos anos que eu passava a festa inteira com os adultos e não me conectava com os meus filhos - justamente no dia mais importante do ano pra eles. Foi aí que na última festa do meu filho, com o tema de agente espião, ele me pediu que eu comandasse as brincadeiras - 15 missões que a gente inventou juntos para os mais de 20 amigos que vieram. Tinha coisas como: achar bichinhos dentro de um balde cheio de geleca, procurar o carro com placa XXX 7777 dentro do estacionamento do condomínio. E assim foi. Depois da hora de cantar parabéns, tudo fluiu organicamente. Justamente quando a mãe, que depois de montar a festa e distrair os mais de 20 mini agentes espiões por horas, já se sentia como se tivesse participado de um ironman sob um sol de 40ºC - as meninas pediram pra colocar uma música. “Pode Shakira, tia?” Pode! E com o meu celular passando de mão em mão, as crianças dançaram na sala, enquanto a mãe se recuperava. Uma festa simples e sustentável flui organicamente.



O irmão criou o precedente para a irmã mais nova.


  

9 Lembrancinha Taí outra instituição de festa de criança. Ninguém sabe de onde surgiu e porque a gente continua tão apegado a ela.

Sem contar a hora que eles se distraíram pintando. Créditos para a mãe, Lu Misura, que sempre tem ideias geniais!




A Heli não falou, mas na festa da Bianca ela distribuiu de lembrancinha os
e daí eu fiquei sabendo de todas essas alternativas incríveis pra criar uma festa mais sustentável! <3

 

10 Deslocamento dos Convidados 

Na onda de ser responsável pelo lixo dos seus convidados, vale sugerir que a galera se desloque juntos. Você sempre tem uma ideia de quem mora aonde, vale aquela forcinha.




Pronto, dicas dadas! Uma ótima festa simples e sustentável para todos!!


Por que embrulhar os docinhos em papeizinhos e plastiquinhos que terminam no lixo, misturados aos orgânicos sem necessidade nenhuma? Lembra da coleta seletiva na festa e peça pros convidados dispensarem as embalagens dos presentes :)

 

 

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Popstars do bem: uma lista de 10 artistas engajados com a preservação do planeta

Semana passada o Menos 1 Lixo mostrou aqui uma lista de artistas do mais alto escalão e suas exigências completamente sem noção quando o assunto é preservação ambiental. De Madonna a Lady Gaga, passando por Beyoncé, a galera ainda tá meio desconectada quando o assunto é preservar nosso lindo planeta!

Isso mesmo, Riri, mas ainda tem salvação!

Hoje a gente traz uma lista de artistas da cena musical, nacional e internacional, que usa (muito bem!) a sua imagem e relevância pra falar sobre o que está acontecendo no mundo e chamar pra ação milhões de pessoas! Vamos aos nossos musos verdes popstars:    

COLDPLAY

Conhecido por seu envolvimento com a Make Traid Fair, organização que discute e mobiliza para resolução de problemas com países pobres, recentemente o grupo se tornou patrono da organização ClientEarth, que trabalha para proteger o meio ambiente através da advocacia, tentando garantir que as leis ambientais sejam cumpridas adequadamente. Além disso, quando os meninos do Coldplay vieram pro Brasil, o gato do Chris Martin entrou no bis do Rock In Rio com a camisa do Rio Eu amo Eu Cuido!

 Chris, o Rio, o Menos 1 Lixo e o planeta também amam você! <3

PAUL MCCARTNEY 

Sim, na dancinha da palminha com ele: Mr. Paul, que é quase o veterano da categoria muso consciente. De letras dos Beatles que já nos anos 60 pregavam a cultura de paz, até ações como o Monday’s Free, Mccartney merece medalha honorária da causa!

Vegetariano, o cantor britânico é um dos maiores divulgadores da campanha Segunda sem Carne, que tem como objetivo fazer com que as pessoas fiquem pelo menos um dia da semana sem comer carne, e que a gente já falou aqui. Só aquele lembrete, que a indústria da pecuária emite 51% dos gases de efeito estufa do planeta!! Vejam o Cowspiracy pra entender melhor. ;) Ahh, e não podíamos deixar de citar a Stella Mccartney, filha do eterno Beatle, que tem uma marca homônima que não usa couro animal em nada. E as peças são bapho!!   MILEY CYRUS A girl é uma novata se comparada ao restante da lista, mas nem por isso menos relevante. Miley é o ídolo teen de sua geração – seguida por milhões em suas redes, e polêmicas à parte, a cantora, inspirada por Al Gore, decidiu usar seu prestígio e alcance pra falar dos recursos finitos do planeta na letra de “1 Sun” que fala sobre o fato de termos só um sol, um planeta e uma vida. E chama a galera pro jogo, pra sair da mesmice e fazer alguma coisa enquanto é tempo. Pra quem quer saber mais, clica aqui!

 JACK JOHNSON 

 Que Jack Johnson é lindo, todo mundo sabe. Mas que ele ganhou o título de Embaixador da Boa Vontade para o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente é novidade pra muitos. O cantor, formado em matemática, já coloca há tempos mensagens de preservação ambiental em suas letras, inclusive criou uma série de músicas em que aborda o tema de forma mais direta voltada para o público infantil. 

 

Nesse ano, no dia mundial do clima, o cantor visitou as Bahamas à bordo do navio do projeto de pesquisa 5 Gyres Sea Change, com o objetivo de promover alternativas ao uso de plásticos descartáveis, e entender melhor que tipos de plásticos estão sendo descartados no mar, de onde vêm e como as correntes chegam nas praias. Mais Menos 1 Lixo impossível!   

GILBERTO GIL 

Nosso grande cantor e compositor é uma das personalidades do showbizz mais sensíveis às questões ambientais, sendo presença constante em importantes fóruns e encontros sobre o tema, aqui e lá fora. 

 

"transformai as velhas formas do viver..."

Em 1989, preocupado com a sujeira dos mares baianos na época em que era vereador da cidade de Salvador, Gil criou a Fundação OndAzul, através do Instituto Aqualung, com o objetivo de alertar sobre a necessidade da preservação das águas. De lá pra cá a entidade lançou diversas campanhas locais e nacionais. Além disso, há vários anos que o Expresso 2222, o camarote de Gil no carnaval da Bahia, assumiu práticas e soluções sustentáveis em sua produção: uso de material de demolição, reaproveitamento da água, separação de lixo reciclável, uso de mão de obra e fornecedores locais, materiais certificados e biodegradáveis, entre outras ações que vêm sendo implementadas a cada edição visando sempre reduzir ao máximo o impacto dos dias de folia no meio ambiente. Eu lembro de ter ido ao Expresso 2222 em 2009 e eles já usavam pratos e copos compostáveis, quando ninguém falava sobre isso. Muso, muso, muso!

TONI GARRIDO

O cantor e compositor, fundador da banda Cidade Negra, Toni Garrido, é um dos defensores e apoiadores de uma interessante campanha ONE LESS DEGREE, em prol da diminuição do aquecimento global: simplesmente pintar de branco os telhados da casas e edifícios, o que faria a temperatura local cair em 01 grau!

A eficácia da campanha do Green Building Council Brasil é sustentada por dados do Lawrence Berkeley National Laboratory, que apóia a ONG. Segundo os estudos, os telhados brancos podem diminuir os efeitos da incidência solar. “Estima-se que, para cada 100m2 de cobertura pintada com cor branca, são compensadas 10 toneladas de CO2 emitidas/ano”, explicaThassanee Wanick, fundadora e presidente da ONG. Ou seja, para cada 01m2 poderiam ser compensados os poluentes produzidos por um automóvel durante um ano inteiro!! Imagina isso em larga escala!

Eis alguns dos benefícios dos telhados brancos: diminuição das ilhas de calor de prédios e casas; diminuição da emissão de CO2; ajuda a refletir os raios solares de volta para o espaço; fácil aplicação e pouca manutenção; resultado imediato e alto impacto; reduz custos com ar condicionado e ventilador; e ação eficiente no combate ao aquecimento global. Porque se o sol brilhar por nós e criar uma estufa, aí sim, o que faremos, né, Toni?   

BONO VOX 

Bono dispensa apresentações. Ele apoia campanhas contra a intolerância religiosa, além de outras ações humanitárias, que de forma indireta se conectam com clima e meio ambiente.  Bono já foi indicado três vezes ao Prêmio Nobel da Paz. #sóisso...

SHAKIRA

Shakira bota pra jogo todo seu rebolado quando o assunto é cidadania como um todo. Com sua Fundação Pés Descalços ela realiza uma série de ações na Colombia através do estímulo à educação: desde 2004 ela já inaugurou seis escolas públicas sustentadas pelo apoio privado em comunidades e periferias de cidades colombianas. Juntas elas beneficiam mais de 67 mil crianças e adultos.  Recentemente ela esteve na conferência dos Global Goals, em Nova York, e ao lado do Papa Francisco e Malala, entre outros, chamou atenção para os próximos objetivos do Milênio.

Linda, poderosa e musa WAKA WAKA* (obedeça-me, em dialeto fang)

É pra obedecer mesmo porque ela representa muito! ;)

LENINE

Lenine já está antenado com os desafios da humanidade faz tempo, e há anos colabora com grupos como o Witness (ao lado do músico e defensor dos direitos humanos Peter Gabriel), Rain Forest AllianceSOS Mata Atlântica, WWF (World Wide Fund for Nature), Projeto Albatroz Brasil, Orquestra Sinfônica Heliópolis, campanha Ser Diferente é Normal, do Instituto Metasocial, Projeto Tamar, entre outros. Ufa! A lista é grande mas ele não para por aí. No primeiro semestre deste ano, realizou a turnê Música e Sustentabilidade Numa Só Nota.  Com ela, o cantor pernambucano levou shows especiais para 12 importantes projetos socioambientais pelo Brasil, promovendo encontros com as comunidades, e os gestores desses projetos. Lenine acredita que sua música é além de entretenimento, educação. Nas palavras dele:  

 

Pra saber mais dos projetos que receberam a turnê, clique aqui Momento tiete: Lenine, sou muito sua fã!!! E quero te convidar pra ser embaixador do Menos 1 Lixo. Se alguém tiver o contato do empresário, envie pra gente!? Grata, a gerência!   

Michael Jackson 

E pra terminar em grande estilo, ninguém menos que o rei do pop, Michael Jackson, que em 1995 lançou sua “Earth Song” pra falar sobre a destruição do planeta. O clipe é impecável, e infelizmente 20 anos depois, ainda é super atual. Aperte o play e junte-se a nós nessa lista de gente do bem, começando pelos pequenos gestos, salvando o planeta 1 copinho por vez! Porque não tem que ser astro da música pop pra se engajar, não é mesmo?! 

 

E momento jabá: pra quem ainda não comprou o seu, o link do copinho tá aqui. É ele que ajuda a manter o movimento, #ficadica! ;)

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5 Lugares incríveis pelo mundo para recarregar as energias!

Para entrarmos no clima de #reconexão, decidimos fazer uma lista com os lugares mais lindos e inspiradores ao redor do mundo. A dica é planejar uma viagem de imersão, de reflexão e de busca interior que só a experiência de estar em contato com a natureza pode nos proporcionar. Repensar é preciso. Vamos a lista!

1. Floresta Amazônica, América do Sul.

Não podíamos deixar de citar em primeiro lugar a floresta número um do mundo , que representa mais da metade das florestas tropicais remanescentes no planeta e um dos seis grandes biomas brasileiros. A gente sempre fala da Amazônia aqui, seja com dicas de documentários, projetos, imagem inspiração - que é pra ver se a gente acorda e pega no tranco! O mundo inteiro já entendeu o quanto ela é importante para o planeta, e muitas vezes parece que só falta a gente atentar para isso, enxergar o que temos logo aqui - tendo em vista que a maior parte dessa riqueza está em nosso território. Já dizia o maravilhoso Gil: "...o melhor lugar do mundo é aqui e agora".

Reconectar-se com a Amazônia, conhecê-la e lutar por sua preservação e a de seus habitantes (todo tipo de vida que encontramos por lá) é um dever de todos que estão vivendo esse processo de despertar da consciência ecológica, principalmente se houver possibilidade de ter alguma troca com os índios, a população nativa que mais tem a ensinar pra gente quando o assunto é vida sustentável. A Fe Cortez, idealizadora do movimento, passou por uma grande experiência por lá e já contou tudo pra gente aqui

2. Baatara Gorge Waterfall, Líbano 

A gente nunca ou quase nunca ouviu falar na natureza exuberante do Líbano, não é mesmo? Mas existe! Imagine uma montanha de aproximadamente 255 metros de altura onde nasce uma cachoeira provinda do degelo pós inverno e que cai num incrível abismo, formando uma imensa caverna (Pothole Baatara) no alto do Monte Líbano... É até difícil imaginar esse paraíso que parece ter saído de um filme!

Ou será game?  Os fãs de Lara Croft, amantes do game Tomb Raider,  provavelmente vão acessar toda a memória afetiva e o clima de aventura da personagem ao ver esse lugar - prepare-se pro Déjà vu - 

e mesmo quem não é gamer vai  sentir-se maravilhado diante de tanta beleza!

3. Bonito, Mato Grosso do Sul

Poderíamos citar muitas paisagens oníricas que temos por aqui, mas Bonito nos enche os olhos principalmente por ser um grande pólo de ecoturismo em nível mundial, completamente fora do eixo cidade grande Rio/São Paulo. Repleto de cavernas úmidas, lagos azuis e rios transparentes, não a toa está sempre encabeçando as listas de lugares para conhecer antes do grande fechar de olhos...

Sua política de preservação ambiental é modelo, norteada sempre pelos ideais da mínima interferência na natureza. É o paraíso, e é Brasil de novo, só pra gente não esquecer do quanto somos agraciados!

4. Pamukkale, Turquia

Todos os lugares que mencionamos, de alguma forma, envolvem água. Água é quase tudo que somos, nosso corpo é quase todo formado por ela, e, sem ela, não existe vida! E é assunto recorrente no #menos1lixo.

Esse conjunto de piscinas termais, embora pareçam de outro planeta, são daqui mesmo! As imensas e exuberantes piscinas naturais de mármore travertino além de serem lindas, são de grande valor histórico, tombado desde 1988 pela UNESCO. Sem dúvida e literalmente, um grande lugar para imersão!

5. Blue Lagoon, Islândia

Os países nórdicos tem influenciado muito a moda e o design contemporâneo, mas o grande glamour e preciosidade está bem longe disso tudo, e muito além - mais precisamente na exuberância da natureza deste lugar. Não é de hoje que conhecemos as maravilhas da Islândia, e a Blue Lagoon é um desses lugares que parecem o sonho na vida real. Quem foi que disse que precisa morrer pra ver Deus? Nesse caso, é só abrir bem os olhos!

Impossível não citar Björk,  que para a gente é o símbolo máximo da cultura riquíssima do país!

A cantora é, de fato, uma força da natureza - é assim que ela se enxerga e talvez seja mesmo a melhor definição para um ser tão sensível, indecifrável e maravilhoso como ela. A ideia de que somos parte de um todo conectado sempre esteve em suas canções, e ela já usou todas as formas possíveis de representar para mostrar isso para nós. Citá-la nesse post é um clichê necessário. Björk grita NATUREZA, a grande mãe!

E pra fechar e mostrar definitivamente que a Islândia é o poder quando o assunto é natureza, não poderíamos deixar de citar as Luzes do Norte.

Sim, mas é melhor nem tentar explicar o fenômeno aurora boreal porque faltarão palavras diante de tanto! Contemplar e tentar captar as mensagens desse belíssimo espetáculo já basta.

Depois dessa lista, você ainda precisa de alguma coisa?  É pra doar, vender tudo e correr já pras montanhas! ;)

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TESLA, os carros elétricos de luxo!

Os revolucionários automóveis elétricos de alta performance da empresa estão entre os mais desejados do mundo e apontam para um futuro com muito menos poluição! Apesar dos lobbies em contrário por parte da indústria do petróleo, há pelos umas duas ou três décadas a indústria automobilística projeta automóveis movidos a energia limpa para, num futuro já não muito distante, poder produzi-los para consumo em massa. O problema é que até pouco tempo atrás as opções que chegaram ao mercado eram bastante frustrantes: baixo desempenho, pouca autonomia, acabamento e conforto deixando a desejar e, pra piorar muito, um preço final altíssimo e proibitivo para o consumidor.

Contudo, impulsionados pela crescente demanda do consumo consciente, nos últimos anos os fabricantes de diversas partes do mundo conseguiram começar a produzir carros movidos a eletricidade com menor custo. Mesmo assim, apesar dos subsídios, da emissão zero de poluentes e da direção silenciosa, pelos mesmos motivos citados acima esses modelos disponíveis se mostraram pouco atraentes para a maioria dos motoristas. Mas, há cerca de três anos atrás, um projeto de um empresário visionário, o sul africano Erlon Musk, surgiu para revolucionar e virar a indústria automobilística mundial de cabeça pra baixo: em junho de 2012 o carro TESLA Model S foi lançado no mercado. Com desempenho impressionante, design elegante, espaço interno invejável, acabamento de luxo, e preços a partir de 50mil dólares, o carro TESLA surpreendeu e ultrapassou – e muito – qualquer expectativa. A imprensa especializada caiu de amores pelo bólido, levando consumidores à loucura e fabricantes a morrerem de inveja: agora todos querem ter um, e todos querem imitá-lo.

Dois motores elétricos, um dianteiro e outro traseiro, potencializando assim as 4 rodas e proporcionando uma estabilidade superior, o modelo top de linha P85D (US$ 130mil) tem aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 3,5 segundos. Mais rápido que uma Ferrari! Com uma única carga em sua bateria ele pode rodar mais de 400km, superando a autonomia de qualquer outro carro elétrico já fabricado. Tudo isso sem emitir um grama de carbono e com silêncio absoluto! Ou seja, o TESLA provou ser um sonho que, com sua popularização num futuro próximo, pode se tornar realidade em qualquer ambiente urbano, e trazer um alívio enorme para o planeta. E a idéia é mesmo essa. Em setembro a empresa apresentou – com um bom atraso em seu cronograma – o Model X, primeiro SUV elétrico, ao custo de 70mil dólares.  E prevê pra março o lançamento de seu modelo mais barato, o Model 3, que custará a partir de 35mil dólares, podendo entrar assim no disputado mercado de carros médios.

O segredo está na exclusiva bateria de lítio que a TESLA desenvolveu para construtoras e fins industriais, fornecendo as mesmas para diversas empresas como Daimler e Toyota. Por enquanto a marca não está dando conta de toda a demanda (pode-se ficar até nove meses na lista de espera), mas a construção de uma mega fábrica no estado de Nevada, nos EUA, já está em curso e, dizem, bastante adiantada. Com isso a empresa anunciou que em breve também produzirá baterias para fins residenciais, no que já se prevê a chegada de outra revolução, no jeito de morar. Enquanto isso, outras montadoras como Mercedes-Benz, BMW, Volvo, Audi, etc, correm para apresentar seus modelos elétricos de alta performance e não ficarem de fora deste filão que, como sabemos e esperamos, não pára de crescer. Alguns já estão sendo anunciados e a China, por exemplo, um dos países que mais sofrem com a poluição, entrou com força nesta competição, que inclui até a Apple e o Google! Nessa nova onda ganhamos todos, sobretudo o planeta!

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Crônica I Sobre o que Curitiba, minha filha de 6 anos e 1 copo me ensinaram

Curitiba imprimiu alguns legados na minha vida. Dez anos e 840 km me separam da cidade onde nasci, mas algumas lições de lá continuam vivas. Corta para a minha infância. Eu fui mais uma, dentre tantas outras crianças, que levou o conceito de separação do lixo para dentro de casa. Não tinha como resistir à Família Folha cantando: “Lixo que não é lixo. SE-PA-RE!”. 

Mais uma lição. Uma campanha publicitária, protagonizada por alguns “animais” e posicionada na divisa da ingenuidade com o nonsense, foi responsável por reduzir 85% das infrações abordadas. Funcionou porque ninguém queria ser a perua que parava em fila dupla, o rato que furava o sinal vermelho e a anta que bloqueava o cruzamento. Quando eu era pequena, ficava de olho no meu pai, o motorista da casa. Depois que tirei minha carteira de motorista, a imagem da anta passou a me assombrar. Se existe 5% de possibilidade do meu carro bloquear o cruzamento, eu não saio do lugar. Podem buzinar, cariocas - mas eu não saio. :)

Fico imaginando o efeito que essas duas campanhas simples provocaram nas crianças que cresceram em Curitiba na década de 80. Hoje, essas crianças já são pais de outras crianças. Ou seja, as campanhas de separação do lixo e de conscientização dos motoristas já impactaram 3 gerações: as crianças da década de 80, seus pais e seus filhos. Não separávamos o lixo porque estávamos preocupados com a pegada ecológica ou porque tínhamos medo do lixo dominar o mundo. Era muito mais simples. Na lógica infantil, a gente separava o lixo porque não havia motivo para não separar. Se o lixo não é lixo: SE-PA-RE!

Todo esse preâmbulo para chegar, finalmente, nas lições que Bianca, a minha filha de 6 anos, e 1 copo me ensinaram.

1- Sobre a responsabilidade em criar a conexão dos meus filhos com a natureza

Com 4 anos, Bianca fez um drama enorme assim que chegamos em uma pousada em Secretário. Afastada da civilização, a pousada tinha um quê de roots, e além da cachoeira que formava uma piscina, parecia ter todos os tons de verde. Um sonho! Mas antes mesmo das malas chegarem no quarto, Bianca aliciou o irmão para sabotar a viagem. Plantaram-se firme em posição de “não-estamos-dispostos-a-negociar” e decretaram com voz de choro: “A gente quer voltar para o Rioooo!”. “Por que?" - perguntou a mãe incrédula, já sentindo uma enorme culpa por ter criado filhos tão urbanos. “Porque aqui tem muito bicho, mamãe!! Tem abelha, aranha, mosquito. A gente quer voltar para o Rioooo!”.

Nesse dia, passei a pensar mais seriamente sobre a minha responsabilidade por conectá-los com a natureza. E quando eu falo natureza, não é aquele pedaço de verde que você encontra em um resort 5 estrelas, com uma equipe barulhenta de recreadores - é natureza de verdade! Incluindo espaço para contemplação, integração e uma verdadeira conexão. Correndo contra o tempo, comecei a engajar os pequenos na vida fora do asfalto - o que incluiu mais banhos na cachoeira e trilhas na mata, tudo isso a 5 minutos da nossa casa. Na Chapada Diamantina, nosso último destino de viagem, as diversões incluíram: observar sapos depois do jantar, procurar espécies novas para poder batizá-las com um nome esdrúxulo e discutir infinitamente se a cobra coral que a gente viu na Cachoeira do Mosquito era falsa ou verdadeira.

Pra quem ficou curioso: a negociação de Secretário foi resolvida com uma competição. Quem conseguisse tirar fotos do maior número de espécies diferentes, ganhava um prêmio. Não lembro o que ofereci como recompensa, mas conseguimos ficar a semana toda na pousada-que-tinha-muitos-bichos. E, pasmem!, a brincadeira do segundo dia já envolvia alimentar aranhas com mariposas.

Bianca, obrigada pelo drama em Secretário!

2- Sobre a conexão com a Amazônia

Só tive a oportunidade de conhecer a Amazônia em Janeiro deste ano, quando levei meus filhos para lá. Enquanto o nosso barquinho cortava o Rio Negro constatei que a minha conexão com a floresta era quase inexistente. Amazônia, para mim, significava a etiqueta de “pulmão do  mundo”, as imagens dos seringueiros do livro de Geografia da quinta série e aquela parte do vôo de volta dos Estados Unidos que demora horas pra cruzar. Ou seja, até então, o meu relacionamento com a vida deste espaço de terra era tão íntimo quanto o que eu tenho com o Polo Norte.

Ficamos em uma pousada sem frescura. Acordávamos com o sol e dormíamos com a lua. Na bagagem, para distrair, tínhamos apenas alguns livros. Várias noites preferimos desligar o ventilador para dormir com a música dos bichos. As crianças brincaram de pega-pega com os filhos dos ribeirinhos, e na hora do esconde-esconde valia mergulhar no Rio Negro e subir nas árvores, dividindo os galhos com alguns macacos que apareciam por lá.

Foi uma experiência mágica. Por isso, na hora de escolher o tema da festa de 6 anos, Bianca foi categórica: “Amazônia, claro". Porque não tem conto de fadas que se compare com o enredo que vivemos lá! Se a viagem de Secretário foi a introdução dos pequenos ao mundo encantado da natureza, essa viagem para a Amazônia foi a consagração desse relacionamento.

Bianca, obrigada por me livrar de mais uma festa de princesa! :)

3- Sobre o copo

Quando voltamos para Manaus, pegamos outro barco para ver o encontro das águas - onde Solimões e Rio Negro travam uma dança linda, sem se misturar. Foi lindo, mas também feio. Encontramos uma quantidade absurda de lixo boiando na água. O barqueiro esqueceu da gente por alguns minutos para recolher uma parte. Foi ali que Bianca e Nicholas entenderam que o barqueiro não poderia recolher o lixo todo, mas que o pouco que ele conseguia carregar já era o suficiente.

Lembrando desse episódio, ficou batido o martelo na lembrancinha da festa de 6 anos: copinhos do menos1lixo. Ela já tinha me ouvido falar sobre o projeto e eu já tinha mostrado  alguns vídeos do instagram. É o máximo, claro - mas confesso que fiquei pensando na reação das crianças. E pra entrar no clima, Bianca e o irmão ainda quiseram fazer o desafio na própria festa. Adultos e crianças deveriam contabilizar toda vez que economizavam um copo de plástico. As crianças tinham os copinhos, e para os adultos juntei todos os copos da casa - no melhor estilo mix and match :) Foram mais de 150 copos de plástico economizados!

O que eu mais gostei de ver durante o desafio:

Ao contrário de adultos, que já vi fazendo mea culpa quando falam para os convidados colocarem os nomes nos copos para evitar desperdício (por que a gente sempre fica com medo de parecer o eco chato, hein?), Bianca estava completamente desprendida. Os amigos chegavam, ela explicava o porquê de incorporar o copinho e pronto. Ponto final!

Um amigo falou: "mas o copo é a lembrancinha?"" Ela respondeu, na maior inocência (ou, quem sabe, na maior cara de pau): “Sim. E, olha que legal, você usa aqui e ainda pode levar pra casa!”

À medida que a criançada foi marcando com um “x" os copinhos que deixavam de usar, o clima de competição foi tomando conta deles. E eles foram sentindo que a vitória do menos 1 lixo era tanto para a natureza quanto para eles.

Impacto. Uma mãe de uma amiga da Bianca ligou para agradecer e contar que a filha não largava mais o copo e que, inclusive, já havia dado uma chamada nos copos de plástico da escola de ballet. 

O copo me ensinou com eloqüência sobre como engajar os meus filhos com a responsabilidade - consciência e pegada ecológica. Bianca deu uma aula sobre como engajar os amigos, de um jeito simples e divertido. A gente não precisa ser um eco-evangelista-chato para falar sobre sustentabilidade; e não precisa ser binário (faço tudo pela sustentabilidade ou dane-se a sustentabilidade). Como o barqueiro lá de Manaus, cada um faz o que pode - e isso já pode ser o suficiente.

Encerro o texto agradecendo a Fe Cortez, que me salvou com 30 copos do menos 1 lixo, na véspera da festa. E pela ideia genial de diminuir muitas pegadas pelo mundo. Quando a conheci, o olho dela já brilhava por essa causa. Hoje, fico ainda mais feliz de ver o olhinho da Bianca brilhar por isso.

* A Heli é minha amiga desde antes do Menos 1 Lixo nascer. Curitibana de nascimento, Carioca de coração. Mãe-apaixonada do Nick e da Bibi. Formada em Direito e Administração. Já se mudou de casa, de país e de cidade mais vezes do que os dedos das duas mãos. Pulou direto do mundo das start-ups para empreender na economia criativa, fundando a Madame Tutu em 2012. Desde então, já assinou projetos que vão da Chapeuzinho Vermelho a show do Lenine; de Moranguinho a festa no Morro da Urca; de picnic a casamento. Vem daí o bordão da Madame Tutu "Decoração para todos momentos felizes". Além disso a Heli tem uma visão de sustentabilidade incrível, um projeto lido chamado Flor Faz Bem, que leva flores e beleza pras comunidades, usando voluntários que refazem os arranjos de festas que iriam pro lixo. Porque na verdade, o lixo é só aquilo que sobra quando falta criatividade, né, Heli? ;)

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Arte | A decepção de Luis Gispert nos representa!

Ácido e preciso,  Luis Gispert  vai no cerne das questões do agora no que tange o simbólico do consumo de luxo em sua obra Deception, fotografias de carros de luxo customizados com logos de grifes famosas. Sim, isso existe! E é o registro da sociedade iconográfica em que vivemos, com os valores centrados nos signos do capital - forma mais óbvia que encontramos de tornar o status, distinção e poder visíveis, feito, manifestado. Reflexo da lógica de pensar que estamos imersos, do mundo das aparências que o fetichismo do comprar nos aprisionou. Pensar o mercado de luxo

, o tipo de sociedade que essa lógica produz e o quão decepcionante e vazio tudo isso pode ser, é urgente! 

Note que o artista nos leva pra dentro do carro, mais precisamente para o banco de trás .E isso é ele dizendo que a gente ou pertence, ou quer pertencer a esse mundo, na medida em que joga o tempo todo com a lógica do capital, do fetiche do consumo, nessa vontade de enriquecer que nos funda e é quase que impossível lidar com ela. Note também que você até faz parte, mas ele não é seu, e nunca será! É tudo representação. Quem está no comando desse carro? Quem é o dono? E o que importa, está dentro ou fora dele? A cultura do consumo, o excesso, o exagero, em contraste com o natural, belo e simples, nos mostra que o paraíso sempre esteve ao nosso alcance: a saída é por ali.  De certa forma, estamos dentro... E esse carro não leva a lugar nenhum. Perdeu o sentido. Datou. Não te parece cafona esse #wayoflife todo? Esse #lifestyle está matando o que importa, que é o que está fora, o nosso planeta. Estamos morrendo junto, aos poucos. Preparamos uma galeria com as belas imagens (ok, não tão belas assim). Respire fundo, vá fundo e, em caso de emergência, quebre o vidro!  

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Cultura I Semana do clima no Planetário do Rio de Janeiro

Muito se lê sobre sustentabilidade e a necessidade de termos uma efetiva preocupação com o meio ambiente e as agressivas transformações climáticas em curso. Todos os dias e em todas as mídias recebemos notícias sobre novas práticas e tecnologias criadas em prol de uma economia menos nociva ao planeta e mais benéfica à nossa qualidade de vida. Contudo, absorver essas práticas e se tornar um agente transformador muitas vezes não é tão simples ou tão fácil quanto parece. Substituir ou abrir mão de certos hábitos, arraigados há tempos tanto individual quanto coletivamente, é o grande desafio dos próximos anos para alcançarmos uma realidade mais sustentável – e agradável.

Pensando nisso a União Europeia, a Fundação Planetário do Rio de Janeiro e o WWF-Brasil organizaram o "UE Brasil - Clima: Somos Todos Responsáveis” (www.semanadoclima.org.br), evento sobre a questão das mudanças climáticas que contará com a participação de diversas personalidades ligadas ao tema como Vik Muniz, Gilberto Gil, Sonia Bridi, Pedro Paulo Diniz e João Amorim e outros.

As atividades, para públicos de todas as idades, acontecem de hoje 30/10 a 5/11 no Planetário da Gávea. Com diversas atividades, incluindo exposições, palestras e oficinas, o evento tem como objetivo aproximar os indivíduos do problema e tentar revelar em que medida cada um de nós é responsável pelo aquecimento global e as perigosas mudanças climáticas que dele decorrem, apontando também as possíveis soluções e atitudes que podemos tomar.

Dentro da programação, podemos destacar a instalação “In Love we Trash”, com o uso de sacolas plásticas realizada pelo coletivo espanhol Basurama (30/10); a projeção do filme Lixo Extraordinário seguida de debate (31/10); o desfile e as oficinas do estilista Joel de Souza, que utiliza de roupas e acessórios de materiais reciclados (01/11); as diversas palestras com nomes como Pedro Paulo Diniz (empreendedor ambiental), Sonia Bridi (jornalista da Globo, especializada em Meio Ambiente), Tião dos Santos (protagonista do filme Lixo Extraordinário), entre outros especialistas brasileiros e europeus (3 a 5/11), e o debate sobre Clima e Cultura (05/11).Confira a programação completa pelos links abaixo, e boa imersão!

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Crônica I O quarto novo do meu filho com pegada #Menos1Lixo

Lembro como se fosse hoje quando a Fe me contou do projeto menos1lixo e da sua proposta de reflexão... estávamos na praia, em pleno verão carioca e Joaquim ainda era bem bebê. Lembro bem pois a "reflexão" deu certo comigo. Saí dali pensando muito sobre todo o lixo desnecessário que geramos, sobre o consumo exagerado e sobre como nossas atitudes influenciam e podem salvar o planeta.

Engraçado pois não sou uma pessoa insensível ao todo, então já me preocupava com o planeta e me considerava consciente, mas o fato de refletir em como um copo pode fazer a diferença me mostrou que posso ir muito além. Desde então me preocupo mais com o lixo que gero, evito usar embalagens descartáveis e de presente, reciclo TUDO que posso, tento dar/vender objetos que não uso mais, e antes de comprar algo penso muito na sua real necessidade.

Foi com esse "mood" que reformei o quarto do Joaquim, hoje com 1 ano e 8meses. O quarto dele era lindo, era como eu havia planejado, mas não era mais o que ele precisava e nem o que eu buscava para ele. Por um período eu relutei com a ideia de mudar tudo, pois o quarto tinha muito pouco tempo de uso e estava achando a ideia de mudar um exagero da minha parte.

Geminiana nata, não parei de pensar no quarto do Joca até achar uma solução que me deixasse tranquila.... e a solução veio: eu reformaria o quarto, mas todo o dinheiro usado viria das vendas dos móveis e objetos parados, incluindo vários brinquedos e itens comprados no enxoval e nunca usados! Essa solução consciente que daria uma segunda vida a coisas novas, também agradou o papai do Joca (ainda bem)!

Com todos satisfeitos, comecei a anunciar tudo que tinha para vender e a orçar os móveis novos. As vendas aconteceram muito rápido e tive que correr para acelerar os orçamentos. Dessa vez me preocupei em comprar móveis feitos com madeira de reflorestamento e acabamentos naturais, e que trouxessem liberdade e autonomia para meu filho. Nessa mudança toda acabei resgatando alguns objetos antigos e bem legais, como um cachorro de pelúcia que ganhei do meu marido há 10 anos e estava guardado no armário e sem utilidade (o "au au" virou o hit do quarto).

Além de ter adorado o resultado final, esse processo todo me mostrou mais uma vez como temos tão mais do que precisamos. Com isso tudo a reflexão se tornou mais forte e poder passar isso para meu filho não tem preço. E a melhor parte é que ele amou o resultado final! Brinca muito lá e mostra o quarto novo para todo mundo que chega em casa, a coisa mais fofa é ele falando do "au au" de pelúcia.

*Maria Cecília Vasconcelos, a Ceci, é amiga de faculdade da Fe Cortez, executiva de uma grande multinacional, mãe do Joca, e quem apresentou pra Fe as "toucas" de conservação de alimentos que substituem o papel filme pra guardar comida na geladeira!

Fizemos uma galeria super inspiração! Veja:

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Movimento QueroQuero: feito por pessoas que fazem a diferença

O bem se prolifera. Desde que começamos o Menos 1 lixo, conhecemos vários outros projetos, movimentos, pessoas que também dedicam seu dia a dia às causas ambientais e muitas outras interligadas. Os caras que limparam o morro e iniciaram um trabalho de conscientização sobre o descarte do lixo, o que transformou o lixão em um parque ecológico, a Regina, com o Favela Orgânica, o pessoal da Junta Local, a galera do Engajamundo e muito mais. Porque sim, são muitos. Sem contar as pessoas que começaram utilizando o nosso copinho e, hoje, acompanham a gente para saber como ser consciente diariamente. Pois bem, eis então que nos apareceu mais um movimento encantador: QueroQuero. E sim, nós queremos!

Há apenas quatro meses "no ar" ( através da Conservação Internacional, CI-Brasil, 1990), o movimento tem a proposta de conectar jovens de todo território brasileiro - que possuam modos de vida distintos e desenvolvam ações nas comunidades onde moram, para contribuírem para um país mais sustentável, mais inclusivo e justo, e com melhor qualidade de vida para todos. A plataforma utilizada para tal  conexão é bastante conhecida - Facebook, e já conta com mais de 50 mil participantes da comunidade.

“O desafio da sustentabilidade é geracional. A transição para um futuro mais sustentável carece de novas lideranças, precisamos preparar os jovens e criar espaços para que eles possam se engajar nesse debate”

Enfatiza Rodrigo Medeiros, Vice Presidente da CI-Brasil, organização ambiental que realiza a iniciativa. “Esse desafio global passa por um reconhecimento da cultura e do saber local, e em um país diverso como o Brasil, precisamos reconhecer e valorizar essa diversidade como elemento de transformação.  É o que buscamos com o Movimento QueroQuero”.

Apesar do trabalho envolver todo o Brasil, a  organização têm áreas prioritárias de atuação, entre elas: Escudo das Guianas, Tapajós, Centro de Endemismo Belém, BR-319, Três Fronteiras e Costa Equatorial. Todas elas na Amazônia, por ser uma prioridade global da Conservação Internacional. Já os temas que prevalecem na causa são: mudanças climáticas, políticas públicas, conservação em comunidades indígenas, agricultura + pesca + extrativismo. Na campanha "A Natureza está Falando", a ideia é inspirar a sociedade e promover o debate sobre a importância da natureza para o bem estar humano. 

 

 “Além do Facebook, os jovens podem utilizar outras redes sociais como Instragram, Snapchat, Whatsapp com a hashtag #euquero. "A plataforma é um espaço para compartilhar e conectar diferentes realidades e boas iniciativas”, destaca Fernado Grostein, diretor de cinema e responsável pela Spray Filmes, produtora que está por trás da estratégia do Movimento QueroQuero. Bom, você também pode querer, repensar e agir. O vídeo abaixo foi conhecido através do movimento e, apesar de não constar imagens tão belas quanto o vídeo acima, é a extrema ligação entre o canudo que você não recusa e o lixo gerado a partir daí. Você não precisa ir para o meio dos mares salvar as tartarugas para ser sustentável, a sua consciência pode ajudar daqui, daí, de onde você está agora. É como falamos sempre, são escolhas diárias. 

 
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Crônica: comida pra viagem e as mil embalagens no lixo!

Por diversos motivos – qualidade, sabor, quantidade, variedade, etc, - costumo trazer, sempre que posso, uma quentinha com comida feita em casa para almoçar no escritório. Mas com o corre-corre da vida infelizmente isso nem sempre é possível, e almoçar a comidinha deliciosa lá de casa só rola umas 3x por semana. Aliás, uma dica: como o microondas detona qualquer prato, sempre opto por esquentá-la em banho-maria no meu “poderoso” marmi-quent.

Nos dias em que não rola de trazer meu marmitex, sou obrigado a comer aqui nas imediações do trabalho e, mesmo estando em Ipanema, as opções não são muito animadoras: além de caros (me recuso a pagar mais de R$20 pra almoçar correndo e sozinho), os pratos geralmente são enormes (o que me dá sono logo após comer, não muito agradável para trabalhar). Sem falar quando não são mal feitos e sem personalidade, caso da imensa maioria dos detestáveis restaurantes a quilo e bandejões que, no fim, nunca são apetitosos...

 Então, para comer apenas o suficiente e gastando pouco, acabo optando por lanches das casas de suco próximas. Adoro um cheese-salada com um suco natural ou uma quiche com água de coco.

Pois bem, outro dia fui comprar meu “almoço”, e como tinha que voltar logo pro escritório decidi que ia comer uma quiche de uma loja e um suco de melancia de outra, pedindo tudo pra viagem. Voltei para o escritório e, ao terminar, me dei conta da absurda quantidade de lixo que produzi para comer apenas um pedaço de quiche e 300ml de suco:

1 embalagem de papelão e plástico para a quiche

2 sacos plásticos (cada loja me deu um)

2 talheres descartáveis

1 saco de papelão para o copo de suco

1 copo de plástico 300ml

1 tampinha de plástico para o copo

1 canudo de plástico

1 embalagem plástica para o canudo (embora existam também as de papel, bem melhores)

1 sache de azeite

Diversos guardanapos

10 itens + os guardanapos! :/

Juntei tudo no saco maior e fui fazer o descarte pensando em quantos lanches semelhantes teriam sido vendidos apenas pelos dois estabelecimentos naquele dia.. E o que se dirá no bairro, ou na cidade, ou no país, ou no mundo!? São toneladas de embalagens que vão para o lixo, geralmente sem coleta seletiva, poluindo a natureza em função do “conforto” do cliente.

Mas qual conforto, se por causa de tanto lixo nosso meio ambiente está cada vez mais degradado, piorando e muito nossa qualidade de vida e nosso dia-a-dia? Desde então tenho pensado duas vezes o quanto é realmente necessário pedir comida pra viagem, seja indo à rua pra comprar ou pedindo para entregar.

E estou me mobilizando para adotar algumas soluções fáceis. Separei uma garrafinha plástica que deixo aqui no escritório para reutilizar sempre que vou comprar minha água de coco. E vou providenciar uma espécie de lancheirinha, para deixar aqui também, onde eu possa transportar o sanduíche ou a quiche da vez, com um copo plástico reutilizável para colocar o suco. É só chegar na lanchonete e pedir para colocar na minha viagem! Menos lixo e o mesmo, às vezes duvidoso, sabor! 

* Rafael Millon é jornalista, assessor de imprensa, e colaborador do menos 1 Lixo

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Cultura | documentário "Amazônia Eterna"

Um bom começo seria dizer que a dica de cultura de hoje teve direção de Belizario Franca -  sócio-fundador da Giros,  produção de Maria Carneiro da Cunha e todo um trabalho de uma equipe que enfrentou infinitos desafios para  filmar em cinco estados - Amazônia, Pará, Mato Grosso, Amapá e Rio de Janeiro. Ainda melhor que a ficha técnica, é bom deixar claro que você vai sentir vontade de fazer as malas. Amazônia Eterna é um desses documentários que faz você querer viver o que está assistindo.

Quando "lemos a Amazônia"  por Karina Miotto ou entendemos o que a Fê Cortez aprendeu com a floresta, nos sentimos impulsionados a desconectar da cidade e partir para os rios,  para a mata, para uma energia muito desconhecida ou pouco sentida por aqui. Quando assistimos ao filme, a vontade é seguir para a região amazônica e conhecer de perto a respeitosa relação das pessoas com a natureza. Observar e, interagir, com os moradores,  com as atividades, com a vida que eles têm. Entender como a agricultura, a pesca, a pecuária, podem ser feitas num formato consciente - mesmo com interesses econômicos.  O documentário é narrado e comentado por especialistas ambientais, economistas, pescadores, seringueiros e seringalistas, residentes, índios e etc.  Tudo isso para mostrar o envolvimento de muitas organizações que juntam conhecimento local com estudo científico para fins equilibrados entre quem depende das atividades para viver e quem fornece a vida - o meio ambiente.

Apesar de não ser um filme apelativo para a causa indígena, em determinado momento ouve-se "os índios preservam porque pensam em seus filhos, netos e bisnetos. Não apenas na geração atual". Nesse mesmo momento, você lembra do que escuta sempre: "água? Não vai faltar por agora. Não preciso economizar, não estarei mais aqui" e se pergunta: "por que no dia do índio não fazem mais que apenas juntar penas nas cabeças das crianças - simbolizando um cocar?" Bom, isso fica para outra hora. De qualquer forma, há um  museu do índio em Botafogo, #ficaadica. Depois de tudo isso, não dá pra não tirar um tempo no fim de semana, ligar o Netflix e se arrepiar com 1h27min. de real descobrimento. Se você ainda está em dúvida, dê o play abaixo!

 

Programe-se para viver o que está assistindo - mesmo de casa, e, principalmente, para levar a mensagem adiante. Assim como tentamos fazer por aqui ;) e assim como a Karina Miotto tá tentando fazer, estudando na Schumacher College, escola dos sonhos, que também já falamos por aqui. Se você quer ajudar e não sabe como, contribua com o crowdfunding que vai ajudar a Karina a pagar os estudos dela, e que fará com que mais vozes influentes preservem a minha, a sua, a nossa Amazônia!

Ah, e pra quem perdeu, saiu na Veja uma matéria de 14 páginas falando sobre a importância da floresta! E como ela é muitoooo importante, a gente fez duas matérias na mesma semana. Vale a pena ler aqui!  

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Inspiração | O universo em nós

A dica de hoje é completa: musical, visual e cheia de mensagens para quem tem olhos atentos. Tudo simples, em poucas linhas, como esses mestres gostam de fazer, bem minimal, irretocável!

Dreams e Rules é Geoff Mcfetridge + The Whitest Boy Alive juntos numa explosão simbólica de referências e sonoridades, ainda que simples e minimalista. Casamento perfeito entre arte visual e música do nosso tempo.  

O universo em nós

Nada mais conectado com o agora do que a ideia de que somos todos um, porque viemos do um, múltiplo e infinito, e que somos parte desse universo visível e invisível, eu você tudo e todo mundo, um imenso nós - interligado! Transcender, enxergar-se no outro, enxergar-se parte do outro, de um todo muito maior, infinito, faz parte do processo de amadurecimento. Nós somos o planeta. Quando enxergamos isso, a conexão com o todo, cortar uma árvore será como cortar uma parte de nós.

  E quando a mensagem é linda conversa com a nossa alma, vai lá no fundo, onde a gente até esquece que pode ir. Bom, dito isso, wake up! Está na hora do despertar para essa consciência. Mude você primeiro antes de esperar que alguém mude. E tudo vai como uma onda...

E vem... Deixa queimar esse amor do qual você também é feito! <3 

 
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Cultura | An Inconvenient Truth

A dica de cultura de hoje não estreou recentemente, mas infelizmente não deixou de ter um discurso importante para os dias atuais - informar quanto ao aquecimento global - trata-se do documentário “An Inconvenient Truth”.

 

 Dirigido por Davis Guggenheim, a obra mostra a história de vida de All Gore – ex-vice-presidente dos Estados Unidos, sua dedicação e campanha pela reversão dos efeitos das mudanças climáticas. O filme estreado em 2006, ganhador de Oscars, entre eles o de melhor documentário, tem como diferencial a forma racional que Gore pensava as questões ambientais, usando ciência e bom-humor, o que diferencia também o impacto causado no expectador. A ideia do próprio documentário é resultado de uma apresentação de Gore, em um encontro sobre aquecimento global, que acabou por impulsionar Laurie David - uma expectadora. Com duração de cem minutos e aprendizagem para muito mais que isso, a obra está disponível no Netflix e traz um político voltado para ações  realmente necessárias e urgentes. Vale a pena conferir! Quem não tiver Netflix, tem no youtube (a mensagem é importante demais pra esbarrar em fronteiras de propriedade intelectual, tem que ser para todos)

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Na Itália, chefs premiados cozinham para moradores em situação de rua

Todos os dias, milhões de toneladas de alimentos sobram em restaurantes no Brasil e vão para o lixo. As leis da vigilância sanitária dificultam a doação a quem passa fome. Na Itália acontece a mesma coisa.

Pensando nisso, Massimo Bottura, um dos melhores chefs de cozinha do mundo, 3 estrelas no famoso guia Michelin e um dos embaixadores da Expo 2015 comanda um restaurante gratuito para os moradores de rua de Milão e, todos os dias, durante os 6 meses de duração da feira, um chef é convidado para assinar o prato, criado na hora,  com os alimentos que estão próximos da data de vencimento e são doados diariamente pelo Supermercado do Futuro para o projeto.  Interessante né?  

Quer saber mais? É só clicar no vídeo exclusivo que fizemos mostrando como funciona o Refettorio Ambrosiano

 
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A ilha autossustentável no Canadá e o que você pode fazer na sua casa

Fuçando o facebook dia desses, encontrei uma matéria daquelas que a gente tá acostumado a ver no Hypeness, mas dessa vez era Casa Vogue, e que fazem o maior sucesso pelas redes porque são incríveis demais até pra gente imaginar! Pois então, dito isso, imagine morar num oásis totalmente sustentável e autossuficiente? Onde a água da chuva é coletada para o consumo, placas de energia solar fornecem a energia necessária, os alimentos são cultivados no jardim e a poluição nem passa perto. Parece um sonho né? Mas é realidade. Construída por um casal canadense que queria ter mais contato com a natureza e se libertar da escravidão da cidade e dos modelos de consumo, a casa, que é na verdade uma estrutura flutuante composta por 12 plataformas, existe há 20 anos, e é chamada por eles de Freedom Cove, ou algo como Enseada da Liberdade.

É claro que a gente ama saber que existe um casal no mundo sendo a mudança, representando os ideais do que é uma vida realmente sustentável é inspirador, é lindo, é fantástico, e é muito bom saber que é possível e que eles existem! <3

Mas, muitas vezes, grandes feitos têm o efeito contrário em nós, podemos nos achar mortais demais para atos heróicos e grandiosos como esses, e, ao invés de fazer com que a gente busque alternativas, acabamos não fazendo nada porque tudo parece complicado, demanda muito tempo ou esforço...  Sabemos que largar a vida urbana e construir com as próprias mãos um oásis é para poucos. E vamos combinar, vivo no mesmo mundo que vocês, ok? "tamo" junto, sabemos que o que não falta é estímulo ao consumo e a estilos de vida que nos parecem ultra maravilhosos, e cada vez mais #tudoqueagentesemprequis  aliao alcance da mão, ou pelo menos a um clique!

Quem acompanha o Menos 1 Lixo sabe que a gente dá valor aos pequenos gestos, e de fato acreditamos que é a partir deles que a mágica acontece, e no caso, a mágica é pensar, se repensar e procurar saídas - formas mais sustentáveis de viver em sociedade. É por isso que a gente começa devagar, com aquela sacolinha que parece inofensiva de mercado, adota o copinho pra deixar de usar descartável, aí vai diminuindo a quantidade de tempo debaixo do chuveiro, e entre uma não descarga e outra, quando vê, tá repensando tudo! Aos poucos a gente começa a se esforçar e, aos pouquinhos vamos desconstruindo essa cultura do descarte em que sempre estivemos imersos, e nesse processo, mais e mais ideias surgem - até que tudo vire hábito! Já falamos aqui sobre várias atitudes do dia-a-dia que você pode tomar para trilhar esse caminho aos poucos, e claro, de forma simplesfácil e, por que não, prazerosa! <3  E já que não dá pra construir a ilha, que tal começar plantando um jardim lindo e de cultivo fácil, ou com um passo-a-passo para ter uma horta caseiracompostagem doméstica. A gente já deu dicas de como economizar bastante na água e na luz e até presentear conscientemente já foi pauta. Tem várias de décor sustentável com tudo lindo (a gente tem muito essa preocupação estética pois sabemos que a maioria das dicas que vemos por aí de sustentabilidade são, digamos, de gosto questionável, não é mesmo?) tá aqui esse tumblr maravilhoso que não nos deixa mentir. Eufemismo e modéstia à parte, a gente faz uma boa curadoria e a nossa meta é sempre trazer o cool, o fresh, o hype da sustentabilidade para o site. Agora, a última e pra mim a melhor de todas - um tutorial que ensina a ser deboas, a nova Bíblia nesses tempos de terror e pânico que estamos vivendo na internet e fora dela, e você chega à conclusão com a gente que ser deboas é ser mais sustentável, divino maravilhoso. Sim, só maravilhosidade! Ser green is the new black!

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Crônica I A parte divertida de uma rotina sustentável

Viver de maneira sustentável dá trabalho mesmo. Não tem jeito. É preciso abdicar de algumas coisas, mudar um pouco a rotina e abrir mão da preguiça. Mas a parte boa é que dá pra fazer tudo isso ser muito divertido. Aquela sensação de mudança às vezes é boa pra dar um ânimo a mais e você ainda vai dormir tranquilo por saber que está ajudando a construir um mundo melhor. Não é inspirador? Eu mudei alguns hábitos depois que comecei a pesquisar e escrever sobre sustentabilidade. Como eu divido apartamento com amigos, fiz todo mundo embarcar nessa comigo e eles adoraram. Tem coleta de lixo no meu bairro e eu sei que eles realmente coletam separadamente o lixo orgânico do reciclável. Comprei outro lixinho pra cozinha e agora simplesmente separamos o lixo. Não dá trabalho nenhum.

Outra coisa legal que eu fiz foi pegar meus aparelhos eletrônicos velhos e colocar pra vender no Redial. Nesse site eles compram seu celular velho que estragou e fazem a revalorização dele com reciclagem ou reaproveitamento. É uma ótima forma de unir economia e ecologia. Para o problema da água não tem muito o que fazer, senão realmente economizar. Uma coisa que eu descobri que não dá trabalho nenhum é fazer xixi no banho, porque uma descarga gasta pelo menos 10 litros de água! Se você conseguir economizar essa quantidade, já vale a pena.

Outra coisa que estamos fazendo lá em casa é usar embalagens reutilizáveis. A gente tenta reaproveitar todas as embalagens de alguma forma. Ou pintamos e usamos de decoração ou inventamos outra função pra elas. Quanto menos lixo a gente gerar, melhor! Antes a gente jogava pelo menos uns 3 saquinhos de lixo por dia. Hoje, conseguimos reduzir pra um! E a maioria é orgânico.Também não usamos mais sacos plásticos de supermercado,

porque plástico é o material mais difícil de ser reciclado. Para substituir, compramos aquele papel grosso de sacola, iguais aos dos filmes e resolvemos o problema.

Fizemos também o acordo de andar de bicicleta ou a pé quando formos para lugares perto. Não temos carro, então a gente faz tudo de transporte público. Acho que só vale pedir um taxi quando a gente volta morto de uma festa, né?

Pra finalizar, reduzi muito os meus gastos. Querendo ou não, o consumo exagerado é o que mais gera problema para o planeta, porque não há espaço e recursos para a produção de tanta coisa. Entrei em grupos de troca no Facebook e consegui móveis usados por um preço incrível e consegui trocar várias roupas minhas. Consegui um monte de peça nova pela metade do valor e sem ficar com peso na consciência. Essas mudanças deram uma injeção de ânimo e resolvemos arrumar a casa toda, deixando ela estilo “sustentável”. Começamos até a plantar nossa própria hortinha na varanda, mas essa eu confesso que dá trabalho. Não vejo a hora de colher o que eu plantei. Parece difícil mudar a rotina, mas depois você pega o ritmo e entende a importância disso tudo. Você sente que o mundo todo é seu lar e é preciso cuidar dele exatamente como você faz com a sua casa. Aquele ditado “o costume de casa vai à rua” nunca me caiu tão bem. São coisas simples que fazem uma diferença enorme a longo prazo!

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Festival do Rio 2015 e a mostra Meio Ambiente: cuidado ele pode mudar sua vida

Festival do Rio pra mim tem uma emoção especial. Sempre fui fã de cinema e curto essa maratona da pipoca onde a gente consegue assistir a filmes incríveis que dificilmente entrariam em cartaz. Mas desde 2012 o Festival do Rio ganhou uma conotação especial, pois foi numa dessas sessões de filmes que nunca entrarão em cartaz, que assisti ao Trashed, documentário do Jeremy Irons que inspirou o Menos 1 Lixo e foi responsável por uma mudança completa na minha vida. Quando saí do filme, arrebatador e imperdível para quem ainda não assistiu (tem no vimeo aqui), decidi que precisava mudar meus hábitos, por uma questão de sobrevivência. Minha e da nossa raça, que está fadada à extinção se continuar consumindo os recursos do planeta dessa forma desenfreada e inconsciente que faz.

De lá pra cá, o Menos 1 Lixo nasceu, já somos 5.000 pessoas andando com seu copinho retrátil e salvando o planeta, ou a gente mesmo, 1 copinho por vez.

Então eu reservo um espaço especial para convidar você a assistir a um dos 9 filmes incríveis que compõe a Mostra Meio Ambiente deste ano. Pipoca na mão, de preferência uma água na garrafa trazida de casa (menos 1 garrafinha no lixo), e bom divertimento! Ou seria, e prepare-se a sua vida também pode, tomara, mudar! 

Os títulos são: 10 Bilhões; A corrida contra a extinção; Açúcar; Carvão Branco; Contenção; Humano; Indian Point: Uma Usina Nuclear em Nova York; Naomi Klein: Isso muda tudo; Os Yes Men em revolta.

O documentário Humano é um dos que mais se destaca no boca a boca, ou clique a clique, já que ganhou grande repercussão nas redes sociais. O filme, exibido no Festival de Veneza, é uma colagem de histórias e imagens do nosso mundo e propõe uma imersão no significado do que é ser humano. O objetivo é nos colocar frente a frente com o outro para refletirmos sobre nossas relações e sobre o sentido da nossa existência.

 

Outro filme muito comentado é o Isso Muda Tudo, da Naomi Kein, mostra como o descaso com o planeta nos coloca em risco diariamente. Inspirado no livro que ela escreveu, e que euzinha estou lendo no momento, o filme aborda o grande paradigma do capitalismo versus clima e como hoje as relações da sociedade estão baseadas apenas no ganho de capital, sem colocar em perspectiva nada além disso, e mais, o que esse tipo de troca, realmente traz para a sociedade como um todo. Imperdível!

 

Vale a pena assistir também ao Os Yes Men em revolta. Há 20 anos dois ativistas intitulados “Yes Men” fazem performances engraçadas e criativas para atrair a atenção para crimes corporativos contra a humanidade e o meio ambiente, assim expõe os perigos que corremos e tentam impedir que a ganância destrua nosso planeta. E o 10 Bilhões é outro que eu indico muito, e tem tudo a ver com o Menos 1 Lixo. No documentário, do diretor Peter Webber (Moça com brinco de pérola), o renomado cientista Stephen Emmott (chefe do departamento de ciência da computação da Universidade de Cambridge) nos transmite uma mensagem urgente: o futuro da hu­ma­­­ni­dade está em nossas mãos.​ E como as nossas escolhas do dia a dia impactam no nosso presente e no futuro. Cinema e #consumoconsciente, aí eu vejo valor! ;)

 
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Ben&Jerry’s e o sorvete amigo da natureza

Muitas empresas já adotaram uma postura mais consciente sobre a forma de produzir, a sujeira que a logística pode ocasionar, a energia que pode ser gasta ou economizada, entre outros fatores. A Ben&Jerry’s poderia ter pensado dentro disso, básico para os dias atuais, mas perceberam que podiam fazer mais. É mais ou menos assim, hoje não acontece mais isso, mas se fosse como antigamente, quando as pessoas se convidavam para um sorvete, poderia ter muito mais coisa envolvida que um simples flerte. Hoje teria envolvido comércio justo, freezers mais ecológicos e menos poluentes, embalagens responsáveis, colaborativismo, energia limpa, aquecimento global e mudanças climáticas.

Com uma história que nasceu há mais de trinta anos, de forma empreendedora, em um posto de gasolina reformado em Burlington, Vermont, EUA, a marca que se tornou uma das opções mais consumidas por amantes de sorvete em todo o mundo, não poderia deixar de lado questões socioambientais. E eles não deixaram. Enxergaram nas mudanças climáticas questões sociais e econômicas, uma causa que envolve pessoas e nãos apenas ursos polares e camadas de gelo -  que sim, talvez fosse motivo suficiente para pensarmos em preservação, mas temos muito mais.

Antes de chegar para você: Produção – o leite utilizado no sorvete vem de trezentas fazendas de laticínios de propriedade familiar, com terra saudável, agricultores dedicados, energia inteligente e um grupo de quintas de exploração de leiteiras familiares para buscar saúde também na relação dos animais e de seus cuidadores. Isso também acontece na compra dos ovos, que são oriundos de galinhas criadas soltas e alimentadas com nutritivos e integrais, água limpa, entre outros critérios elaborados por veterinários.

Resíduos produtivos – o compromisso é medir e reduzir impactos ambientais nas áreas de desempenho: água, resíduos sólidos, energia e emissões de CO2 Comércio justo – os produtos utilizados na produção dos sabores têm o selo do movimento que tem como finalidade valorizar o trabalho de pequenos fazendeiros de países em desenvolvimento.

Justiça climática – o movimento, junto à Avaaz, tem como meta cobrar dos líderes das nações desenvolvidas e das Nações Unidas, que trabalhem na busca de energia 100% limpa até 2050. Embalagens – feitas de papelão e certificadas pelo Conselho de Administração de florestas, o que garante que é mantida a vida selvagem, manutenção da biodiversidade, etc. A ideia é seguir para embalagens biodegradáveis e compostáveis.

Os sorvetes amigos da natureza vão muito além do paladar. Até na hora de se refrescar, você pode ser consciente. Então qual o sabor você vai querer na vida? Nós, do menos1lixo,  optamos por consciência e bons frutos. Abaixo, o vídeo do movimento climático SAVE OUR WORLD:  

 
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O Menos 1 Lixo é de boas

Já estávamos de boas quando resolvemos stalkear os amiguinhos do Deboísmo no facebook, e assim, como quem não quer nada, percebemos muitos pontos em comum com essas pessoas ma-ra-vi-lho-sas. Listamos abaixo pra você também ficar de boas e sustentável!

1. “Respeite a Mãe Terra, pois ela estava de boas, antes de existirmos”. SIM.




2. “É o plantar a sementinha da mudança no mundo, é fazer alguém repensar seus atos”. QUEREMOS! Resume o nosso trabalho.




3. “Não, não irei aceitar tudo o que diz. Sou de boas não de trouxas”. Não vem com esse papo que sustentabilidade "é caro" ou "impossível", vamos conversar e viabilizar.




4. “Para que tudo fique bem, mantenha corpo, mente e alma saudáveis, e assim serás de boas”. Queridos, isso é quase o nosso mantra. Tudo isso envolve hábitos melhores, como pedalar, comer bem, agir de forma consciente e muito mais.




5. “Deboísmo não é só uma religião, é um estilo de vida. Ser de boa não significa ser inerte ao mundo, significa ser ponderado”. Gente, isso quase resume a vida de quem trabalha com sustentabilidade, afinal, parte do nosso trabalho diário é explicar que não abraçamos árvores e que lidamos com realidade. Tudo precisa ser adotado para o dia a dia, como um estilo de vida mesmo.




6. "Não importa tua orientação sexual, faça amor e fique de boas." Bom, amor é premissa para tudo. Todo e qualquer ser vivo.




7. Quando nos dizem que não adianta usar o copo, separar o lixo ou  economizar o copo descartável já que muitos ainda não fazem isso:




Mana, todas as aspas foram retiradas de páginas da galera de boas. Então apenas melhore! <3

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Cobertura especial EXPO 2015 I consumo consciente é tema da maior exposição do mundo

A gente fala muito sobre a importância das escolhas na hora de comprar e o quanto elas impactam na preservação ambiental e na nossa saúde. O consumo consciente foi tema de vários pavilhões na EXPO 2015, e uma das principais sugestões de mudança de atitude para que a gente consiga alimentar e gerar energia de forma sustentável para 9 bilhões de pessoas que habitarão o planeta até 2050.

No primeiro episódio da cobertura exclusiva da EXPO 2015 para o Menos 1 Lixo, você acompanha de pertinho o que rolou, e como a Suíça e a Alemanha propõem que a gente seja parte da mudança - tomando atitudes conscientes e consumindo pensando que tem que ter para todos!

 

Vem conhecer a maior feira do mundo por dentro com a gente! Toda semana um episódio diferente, é só dar o play e ficar ligado. E a gente ainda preparou uma galeria de fotos pra você embarcar ainda mais na EXPO 2015.

A EXPO 2015 acontece em Milão até 31 de outubro com mais de 140 países participantes. O tema deste ano é: "Feeding the planet, energy for life"  - Nutrir o planeta, energia para a vida. Pra quem perdeu o nosso teaser, clica aí embaixo, tá imperdível!

 
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Exposição  “Escassez| Desperdício”, no Laura Alvim

O “Prêmio Syngenta de Fotografia” está promovendo a exposição coletiva “Escassez| Desperdício”, na Casa de Cultura Laura Alvim. A mostra é fruto da segunda edição da  premiação internacional realizada pela Syngenta. A ideia é promover, por meio da fotografia e da arte, a conscientização sobre a crise de alimentos e energia em um mundo com recursos cada vez mais escassos. Esse também é o tema da EXPO 2015, maior feira do mundo, na qual 140 países apresentam soluções para esse que é sem sombra de dúvidas, um dos grandes desafios da humanidade. E a gente foi lá, e fez uma cobertura exclusiva pra mostrar pra vocês.

Mais de dois mil fotógrafos profissionais participaram da competição da Syngenta. Era preciso apresentar uma série de 5 a 10 imagens sobre o tema “Escassez | Desperdício”, por isso esse é o nome da exposição. A mostra, que fica em cartaz até 11 de outubro, expõe fotos dos primeiros colocados, como o fotógrafo Mustafah Abdulaziz, vencedor da Competição Profissional pelas suas obras sobre a água. O segundo vencedor foi Rasel Chowdhury, que fez uma série de imagens incríveis e tristes da urbanização às margens do Rio Buriganga, em Dhaka, Bangladesh. Você também poderá ver algumas obras o inglês Richard Allenby-Pratt, que fez a série “Consumo” para retratar aspectos da cadeia produtiva da vida contemporânea, tema que a gente vê sempre por aqui.

O vencedor na categoria "Competição Aberta" foi o fotógrafo alemão Benedikt Partenheimer, que também está com obras expostas na mostra. Ele apresentou a série  “Shiziazhuang, AQI 360”, que mostra um retrato de uma linha do horizonte totalmente poluída em  Shiziazhuang, na China.  Essa categoria foi criada para fotógrafos amadores ou profissionais e estudantes, e era preciso apresentar de 1 a 3 imagens com o mesmo tema da grande competição.

A curadoria é da Candlestar, consultoria de Londres, lugar de onde origina a mostra, que já passou por São Paulo, Belo Horizonte e agora está no Rio de Janeiro. As fotos se dividem em quatro temas “Planeta sob Pressão”, “Nossa Pegada”, “Desperdício de Alimentos” e “Moldando Nosso Futuro”. Todas elas mostram o cenário real de crises que o mundo está enfrentando, e chamam para a reflexão sobre o paradoxo que é o desperdício extremo em tempos de escassez. A parte boa é que existe saída, como mostra a seção sobre o futuro, já que podemos solucionar todas essas questões se começarmos agora. Afinal, nossas escolhas moldam o mundo no qual queremos viver.

Vamos começar? 

Exposição: “Escassez |Desperdício”, mostra coletiva de fotografia

Quando?  3 de setembro a 11 de outubro

Onde? Casa de Cultura Laura Alvim Avenida Vieira Souto, 176 – Ipanema/ RJ

Que horas? De terça a domingo, das 13 às 21 horas

Tel.: (11) 2332-2016

Entrada gratuita. Livre.

http://www.cultura.rj.gov.br/espaco/casa-de-cultura-laura-alvim

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Crônica I Fazer a sua parte é mais do que separar o lixo, é expandir ideias

Toda vez que eu escuto sobre sustentabilidade, tenho uma vontade súbita de fazer tudo diferente, mas logo volto à minha rotina de sempre.  A gente ouve, desde pequeno, que o mundo vai mal, que a camada de ozônio está sendo destruída, que isso gera aumento da temperatura, que a água vai acabar, que temos que economizar energia e consumir menos e que tudo é nossa culpa. Mas acontece que não existe realmente um aprendizado que nos faça olhar o planeta com preocupação. Sabemos de tudo isso, mas a água continua saindo da torneira quando eu ligo, a temperatura aumentou, mas eu tenho ar condicionado, eu uso protetor solar e a vida parece muito bem, obrigada. Parece que tudo que ouvi ao longo dos anos é tudo balela é aí onde está o problema. E as outras pessoas que não têm esse privilégio?

Mas o que eu vou fazer? Quem produz plástico, quem mais gasta água, quem mais polui a cidade são as empresas! Vamos acabar com as empresas então, porque eu não to fazendo nada de mal pro mundo. Você sabe como uma empresa se sustenta? Com as vendas de produtos. E quem compra esses produtos? Você, é claro. Então se você tiver um mínimo de interesse em salvar sua própria pele, é interessante começar a prestar atenção no que você compra, come e veste. Se todo mundo mudar a postura de consumo, as empresas vão mudar de postura também, senão elas não vendem e quebram. Eu sei, falando parece mais simples do que realmente é. São anos de estudos de marketing pra te fazer comprar determinado produto e se eu começar a falar sobre a história do consumo, esse texto vai virar uma tese. Mas se a gente já sabe que existe essa publicidade "manipuladora", cabe a nós consumir de maneira diferente. Tudo é feito por pessoas e pessoas são bem complicadas, mas são acessíveis. Quem cria nossa cultura somos nós, então só nós temos a capacidade de mudá-la.

Antes das manifestações de 2013 se falava bem menos de política. Hoje, de uma forma ou de outra, todos estão buscando mais informações sobre o assunto, porque todo mundo foi afetado. É exatamente isso que precisa que acontecer em relação à sustentabilidade. Enquanto algo não chacoalhar o mundo, vamos continuar no mesmo esquema. E eu não acho que isso seja ignorância, mas comodidade. Esse papinho de "se cada um fizer sua parte" não cola mais, porque é preciso mudar a linha de pensamento e não só fazer coisas pontuais. Não vou fazer uma lista de coisas que você pode fazer para melhorar o mundo, porque isso tem que partir de você. Separar o lixo orgânico do reciclável, economizar água e energia e  andar de bicicleta viraram blábláblá porque ninguém vê uma mudança imediata ao se preocuparem com isso. E mesmo que falem que não custa nada, você sabe que custa. Custa tempo e tempo é precioso pra você que quer aproveitar o presente, mesmo sabendo que nunca consegue fazer isso de verdade. Então, vira um ciclo vicioso de ansiedade, comodidade e ignorância. É preciso mudar radicalmente a forma de viver e não tem jeito. Não precisa virar um hippie, só precisa mudar a forma de consumir produtos e as ideias. E , pra ser um pouco mais otimista, hoje temos a tecnologia a nosso favor.

Existe um livro incrível chamado Abundância, e os autores afirmam que  a humanidade está  entrando em um período de transformações radicais no qual a tecnologia tem o potencial de fazer com que as necessidades básicas de todos os seres humanos do planeta sejam alcançadas. Dentro de algumas gerações nós vamos prover serviços que antes eram reservados a apenas uma parte da população para todos.

O jeito de chegar a esse paraíso de abundância é tecnologia. Que no caso é qualquer aparato que sirva de ajuda pro ser humano trabalhar de forma mais eficiente. Do tipo: Tenho uma árvore de maçãs, eu sozinha tenho acesso a um certo número de maçãs. Mas com a ajuda de uma escada posso chegar ao topo da árvore e então pegar mais frutas, gerando assim abundância de recursos. Abundância, nesse caso, tem a ver com recursos, dos mais básicos aos menos emergenciais. Do tipo: alimentação, moradia, educação, saúde, ar limpo, água potável, acesso a cultura e internet.

A notícia boa é que tem muita gente trabalhando nisso ao redor do mundo e nós podemos fazer parte disso. Não é o suficiente fazer a diferença de forma pontual, mas sim expandindo a capacidade de todo mundo aderir ao mesmo pensamento de progresso. Dessa vez, não precisamos torcer para o governo ou grandes corporações se movimentarem por nós. Nós sabemos onde temos que chegar e temos acesso a todo tipo de informação que precisamos pra chegar lá. E não precisa ser cientista ou mega influente no Vale do Silício. A tecnologia colocou, literalmente, nas nossas mãos a responsabilidade de tomar partido!

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No dia da árvore Regina Casé lança campanha: vamos reflorestar o Brasil?

Dia 21 de setembro é dia da árvore. Você já parou pra pensar em quanto a árvore está presente na sua vida? Tem as coisas básicas, como uma porta ou uma mesa que são feitas de madeira, mesmo às vezes a gente não ligando imediatamente o nome à pessoa - árvore ao objeto final. Mas tem também o remédio que te cura de diversas doenças, a chuva que cai e refresca os dias, a água que você bebe e com a qual toma banho. Tudo isso e muito mais só é possível graças à existência das árvores. Mas você conhece as árvores da sua rua? Do seu bairro? Da Amazônia? Do Brasil?

Um Pé de Quê? surgiu como um programa educativo, dentro do Canal Futura, justamente para falar sobre as árvores. Ele cresceu de programa de televisão para a web, como enciclopédia virtual, e acabou também virando livro, que é muito usado como material didático nas escolas e universidades. Um Pé de Quê? é hoje um dos maiores acervos audiovisuais sobre árvores do mundo! E está completando 15 anos.

Para comemorar esses 15 anos, os criadores do Um Pé de Quê?, o diretor Estevão Ciavatta e Regina Casé, resolveram transformar conhecimento em ação, num projeto pra lá de ambicioso: reflorestar o Brasil com ajuda dos brasileiros. A meta é grande, e perfeitamente possível. E ela precisa começar de algum lugar. O lugar escolhido, no caso do DÁ PÉ, nome da iniciativa, é o rio Una, em Taubaté, onde outrora as árvores da Mata Atlântica reinavam lindas e exuberantes. Estevão conta que escolheram o local por ser um rio importante para uma grande parte da população do Sudeste, já que alimenta a Bacia Hidrográfica do Paraíba do Sul, então trabalha também no abastecimento de parte dos Estados de São Paulo, Rio e Minas Gerais.  E também porque só restam 8,5% de Mata Atlântica preservada no país. A parte boa da notícia é que a nossa geração pode transformar essa realidade! Espécies nativas dessa mata são regeneradas em apenas 10 anos, ou seja, nós podemos ainda nessa geração ver uma outra realidade por aqui. 

 

Esse é um projeto piloto, comparado ao objetivo final: reflorestar o país inteiro. E o DÁ PÉ, além de pontapé inicial, servirá ainda para a criação de um modelo que possa ser replicado.

A escolha desse local para o início do reflorestamento, foi também por conta da situação de crise hídrica de São Paulo e era importante que existisse um conteúdo cultural e histórico, para fazer jus ao propósito educacional do Um Pé de Quê?. Essa região do Rio Una era um dos caminhos que os índios usavam para ir do Rio Paraíba do Sul até o mar. Também existe o peso cultural, pois Monteiro Lobato era de lá e o cinesta Mazeroski tinha seus estúdios na beira desse Rio, e dali saiu para o Brasil e o mundo a visão do paulista caipira. Ou seja, o local é muito rico historicamente e abastece grandes regiões do Brasil.

E para começar, a meta é plantar 1 milhão de árvores, numa grande campanha de crowdfunding dividida em etapas. O lançamento oficial é hoje, 21 de setembro, dia da árvore, pra começar com o pé direito! Na plataforma você pode comprar uma árvore por 20 reais e eles se responsabilizam em plantar e cuidar da sua árvore por 5 anos, até ela ter condições de crescer sozinha. A parte do plantio e cuidado será feita em parceria com a fundação SOS Mata Atlântica, e será realizada em áreas de proteção permanente, ou seja, nunca vai poder ser derrubada, e o objetivo inicial é de 20 mil árvores plantadas. Com esse dinheiro arrecadado, além de investirem no reflorestamento em si, que é o propósito do DÁ PÉ, eles investirão no Um Pé de Que?, para que ele cresça cada vez mais e crie outros braços para preservar o meio ambiente. Todo mundo que contribuir terá seu nome na floresta DÁ PÉ, e se plantar mais de uma árvore, tem um monte de recompensas legais.

Estevão conta também que um dos maiores desafios desse trabalho é mobilizar e comunicar. No final das contas, esses dois problemas são interligados, pois para que as pessoas se mobilizem é preciso explicar a situação e mostrar a importância. Esse desinteresse da população dificulta a mobilização e a ideia é quebrar esse ciclo vicioso do desconhecimento. "Por isso eu acredito tanto nesse projeto, porque o plantio carrega junto o conhecimento. Por exemplo, qualquer pessoa pode acessar nosso site, aprender e contribuir da sua forma", conclui ele.

 "É preciso chamar atenção para a relação das árvores com a gente. Não só da gente com as árvores, mas das árvores para nós. Qual é a relação de lá pra cá? Elas também têm outros sistemas de comunicação que nós não temos" conta Estevão. Ele diz que a ideia é questionar mesmo como deve ser essa relação e por que é tão natural cortar uma árvore?

Apenas 10 anos são suficientes para restaurar a Mata Atlântica. Não temos tempo a perder. Ajude a tornar o nosso sonho viável e faça parte da geração que pode ficar conhecida como aquela que mudou o Brasil. Tá esperando o que pra trocar o dinheiro de ingresso (barato) no cinema pela possibilidade de mudar o país?

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The Next Black: o futuro fashion é tecnológico e sustentável






A ideia do filme é mostrar não só como será o novo uso da indumentária, mas como essa galera que está à frente nas pesquisas, está solucionando problemas que essa indústria têxtil vem causando há tempos ao meio ambiente, e diga-se de passagem, eles não são poucos. A AEG, empresa especializada em máquinas de lavar roupa, está por trás desse documentário, com o objetivo de desenvolver soluções hoje para as demandas de amanhã, tudo de forma sustentável e econômica. Eles inventaram, por exemplo, a tecnologia de aquecimento que gerou grande contribuição na eficiência energética das secadoras modernas.

As mentes inovadoras enxergam um potencial incrível nas novas tecnologias se aplicadas à responsabilidade social e é isso que vai transformar o futuro da moda e o modo como a gente consome. O filme mostra esse novo olhar sobre a indústria têxtil, mostrando que ela está mudando aos poucos, a partir de todas as inovações que estão surgindo.

Na Patagonia, marca de roupas para esportes outdoor, por exemplo, o investimento em reciclagem de tecido lidera as práticas sustentáveis no mundo, mostrando que essa indústria também pode ter mais responsabilidade social. A ideia é que os produtos sejam cada vez mais orgânicos e acolham a natureza, mas não de forma exploradora e sim reutilizável. É necessário focar em trazer material biológico e vivo para o mundo fashion. A Patagonia é realmente um caso à parte, que pensa seu produto para ser o mais durável possível, assim o consumidor não troca um casaco se ele rasgou, ele envia para a fábrica e ela é consertada para ficar novinha de novo.




Esse sistema inovador faz com que o consumo diminua. Poderemos usar uma peça de várias maneiras, transformá-la em outras e assim, talvez nem precisemos mais de um guarda-roupa abarrotado, afinal, agora menos é mais. Com tecnologia para criar novos tipos de tecidos e formas de expressar seu estilo, o novo pretinho básico será a reutilização.

E enquanto esse futuro não chega, o Menos 1 Lixo te dá dicas de como repensar seu guarda roupa, porque o consumo consciente começa a cada escolha.

"The Next Black" está disponível no Netflix. 

 
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Miley Cyrus: até quando teremos sol?

Nosso ídolo pop da vez é a Miley Cyrus, que está bombando na Billboard e chocou todo o público com a sua performance incrível no último VMA. Miley começou como Hanna Montana, personagem de um programa da Disney, mas mudou radicalmente de uns tempos pra cá. A cantora virou uma mulher sexy, determinada e chama atenção por ter essa personalidade autêntica. Com ela não tem meio termo. Sem mimimi, ela faz o que dá na telha e fala aquilo que realmente acredita, sem se importar com julgamentos. Por causa dessa força toda, é considerada uma das maiores formadoras de opinião entre os jovens.

Se engana quem acha que Miley é só mais um rostinho bonito tentando aparecer. O furacão da mídia resolveu usar todo o seu poder de influência para chamar atenção sim, mas sobre o consumismo desenfreado que está acabando com as reservas naturais do planeta. Inspirada nas pesquisas de Al Gore, ex-Vice-Presidente dos Estados Unidos e vencedor do Prêmio Nobel da Paz, e claro, nas consequências que já sentimos na pele, lançou recentemente "1 Sun". A letra alerta que não temos mais tempo e que nossa cultura é ingrata por utilizar tantos recursos naturais e, em troca, causar só destruição. Deveríamos abrir os olhos e prestar atenção nisso, porque, como ela diz na música, só existe um sol, uma lua, um eu e um você. Todo mundo é extremamente significante sim, mas vivemos num todo, que é maior e que só funciona unido.

Na mesma linha de pensamento de Al Gore, e do Menos 1 Lixo, Miley desafia as pessoas a saírem da mesmice para fazerem algo que ajude a combater a crise ambiental. Sim galera, ainda há tempo e ainda tem jeito, como o próprio Al Gore, falou no TED (vale muito assistir). Mas todo mundo precisa fazer a sua parte, e essa parte começa no voto consciente, passeatas até mudanças simples no nosso cotidiano, como adotar o copinho do Menos 1 Lixo e substituir os descartáveis no seu dia a dia.

 

 A música da Miley é um lembrete para a urgência da mudança de comportamento da sociedade. Apesar da letra parecer simples, é um pedido para que nós façamos nossa parte. Diminuir o consumo ou encontrar novas formas de consumir, como reutilizar, fazer trocas entre amigos, comprar de pequenos produtores independentes, reduzir drasticamente a produção de lixo, principalmente de plástico, são ações possíveis e mais importantes do que nunca. Miley, a gente tira o chapéu pra você!  

 

1 Sun 

We all walk around

And waste life

It’s just gonna go on forever

Like there’s some eternal endless supply

Of what it takes to keep us alive

There might be a day

When everything goes away

To remind us how ungrateful our culture is

We need to take time

To replace what’s stolen from mother nature

We only had1 sun, 1 moon, 1 me1 you

And we only have a little time to show

how much we love

The sun (the sun) the moon (the moon)

How much I really love you

We only have a little bit of time (time, time, time)

I once heard Grace Jones say

I have my own concept of time

I always think bout’ that cause 

I’ve always felt likeI was running a little behind

What’s in front of meI don’t know

Cause I can’t see what hasn’t started to grow

We only had1 sun, 1 moon, 1 me1 you

And we only have a little time to show

how much we love

The sun (the sun) the moon (the moon)

How much I really love you

We only have a little bit of time (time, time, time)

Wake up, world

Can’t you see the earth is crying

Wake up, world

Can’t you see all the clouds are dying

And maybe one day there won’t be rainbows

Grass won’t be green and the sky won’t be blueI don’t wanna see a cyclone

There’s no sun, no moon, no me, no you

We only had1 sun, 1 moon, 1 me1 you

And we only have a little time to show

how much we love

The sun (the sun) the moon (the moon)

How much I really love you

We only have a little bit of time (time, time, time)

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Schlierberg, o bairro alemão que lucra com a venda de energia solar

Enquanto por aqui ainda estamos pagando a conta da energia elétrica com bandeira tarifária vermelha, que significa que estamos usando as usinas térmicas na geração, na Alemanha, existe um bairro que produz por mês quatro vezes mais energia do que consome. E solar! E isso ainda gera um bônus anual para seus moradores! Sim, isso é possível. A Alemanha, ao contrário do Brasil, não é o país com a MAIOR potência de geração de energia solar do mundo. Lá, tem meses que a noite é maior que o dia, e dias muito nublados. Mesmo assim, em Friburgo (infelizmente não a nossa), considerada a capital ecológica alemã, um bairro foi pensado de forma totalmente sustentável, e assim, todos os prédios têm auto geração feita por placas fotovoltaicas.

Schlierberg tem uma área de 11 mil m2, e além das placas fotovoltaicas, tem também aquecimento solar para água, captação da água da chuva, e foi todo construído com estruturas de madeira e materiais ecológicos. O sistema de vedação à vácuo faz com que os apartamentos conservem mais calor e seja necessário menos energia para seu aquecimento.

O arquiteto responsável é alemão, e se chama  Rolf Dishc . Ele é especialista em criar residências e edifícios que utilizam a luz solar, e pensou em responder 3 questões para o desenvolvimento do bairro: o que pode ser viável para gerar energia ecologicamente e com tecnologia solar? Quais são as necessidades urbanísticas e estéticas a serem atendidas? E por último, mas não menos importante, o que é financeiramente viável?  A resposta foi obtida juntando seu conhecimento com o dos moradores locais, e Schlierberg foi projetada de forma colaborativa! Ao todo são 59 residências e um prédio comercial, intitulado Sun Ship (Navio Solar). É nele que fica o estacionamento para os carros usados num sistema de compartilhamento, já que eles têm área de circulação reduzida, pois Schilberg foi pensado para pessoas.

O saldo geral é muito positivo e lucrativo, ao todo são gerados anualmente 420 mil kWh. O excedente de energia é vendido para as redes locais e gera lucro para os moradores. No entanto, o principal ganho é a economia de cerca de 500 toneladas de CO2 que deixam de ser emitidas na atmosfera anualmente, e seriam geradas com um consumo de algo em torno de 200 mil litros de óleo/ano. Porque sustentabilidade pode e deve ser uma alternativa real, bonita, confortável e lucrativa (em todos os sentidos) para nós!

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40.076 - o que você faz pra ir além?

Falar sobre a indústria da moda, e o que tem sido feito pensado em sustentabilidade, consumo consciente e responsabilidade social é no mínimo promissor. Imagina falar sobre uma marca sem fins lucrativos, onde todas as coleções terão algum tema relacionado às causas socioambientais, não imagina? Conheça então a 40.076, a mais nova marca do grupo Reserva, e sim (!), 100% dos lucros serão revertidos para projetos sociais apoiados pela Rede. A vontade de transformação social é algo que acompanha a marca desde muito tempo, a 40.076 vem para tornar todo esse engajamento ainda mais forte, engajamento que começa do nome – 40.075 quilômetros é a medida de circunferência da Terra, 40.076 representa o “quilômetro extra” a ser percorrido para ir além.

“O propósito da empresa é "Ser um exemplo mundial de como a moda pode transformar a sociedade" e a criação da marca vem como uma das nossas ações pra atingir esse propósito. Desde o início seria uma marca. O que fizemos foi introduzir a marca no início do ano pensando em novas formas de transformar limão em limonada. Criamos o Dia 40.076, evento anual nas lojas das marcas do Grupo. A ação acontece anualmente, sempre no último dia da liquidação de verão, com venda líquida (e não apenas lucro) revertida para os Rebeldes Com Causa, o Afro ​Reggae e o Brazil Foundation. A ideia é fazer o bem e também reduzir o acúmulo de produtos nos estoques. A primeira edição foi promovida em março deste ano e rendeu R$120 mil para as instituições. ” – Patrick Sister, colaborador da marca.

Na primeira coleção, o tema tratado é direitos humanos. As peças serão vendidas em lojas próprias, franquias e lojas multimarcas parceiras da Reserva. Movimentos como Afro Reggae, WWF-Brasil e projetos que estão participando do programa Rebeldes com Causa – esses mudam anualmente através de um processo de escolha que, esse ano, veio de uma lista indicada pela BrazilFoundation, serão os beneficiados. Para quem não conhece as histórias do Rebeldes com Causa, vale conhecer TODAS. Abaixo está a do Luti Guedes, um empreendedor social que inspirou Rony Meisler (CEO da Reserva) a contribuir com mais pessoas que colocam o discurso de um mundo melhor em ação.

 

 “Acho que entendendo que temos um papel na sociedade tanto como pessoa física quanto como pessoa jurídica. Não podemos esperar que o Estado faça tudo. Temos um papel importante na transformação da sociedade para que ela chegue aonde queremos”. – Acrescenta, Sister. Partindo de propósitos como esse, a Reserva criou o relatório de sustentabilidade. Para de forma objetiva e bonita, transmitir a mensagem de atitudes como a troca da maioria das lâmpadas por lâmpadas LED, entrega de compras do e-commerce de bicicleta em algumas áreas do Rio de Janeiro, patrocínio do sustainable brands Rio 2015 , contratação de jovens acima de 60 anos e a valorização da cadeia de fornecimento fiscalizando para garantir que as roupas sejam feitas com respeito ao trabalhador. “Somos uma marca de comunicação. Acredito que a moda tem um potencial enorme para passar mensagens e é isso que estamos buscando. Acreditamos que podemos transformar a sociedade”. – finaliza, Patrick.

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Imagem Inspiração I Peter Vetsch

Mais que  ecotelhado ou telhado verde, o arquiteto Peter Vetsch juntou design e preservação ambiental em um condomínio de casas sustentáveis na Suíça. O  Earth Houses,  fica  escondidinho sob as montanhas de Dietikon e conta com estacionamento subterrâneo, lago, horta, e  isolamento natural, que favorece as temperaturas interiores no inverno e no verão. Nada de terras extras, ambiente natural preservado e material reciclado utilizado. Resultado de inovação e equilíbrio na relação do Homem com meio ambiente.

 

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Imagem inspiração I Dia da Amazônia

Por vários dias do ano, o que vemos é desmatamento, extração ilegal de madeira, criação de grandes hidrelétricas, mineração e etc. É, na verdade não vemos; mas é o que acontece. Justamente por isso, 5 de setembro é o dia da Amazônia. A intenção da criação da data é chamar atenção e causar a valorização da riqueza natural. Esse ano em especial, temos o que comemorar: segundo o Portal Brasil, em 2015 o Brasil reduziu 82%  a taxa anual de desmatamento da Amazônia Legal em uma década.  Isso significa que, entre 2004 e 2014, a taxa anual de desmatamento caiu de 27.772 quilômetros quadrados para 5.012. Quem ainda não se encantou pelo bioma, vale conhecer um pouco mais com Karina Miotto, ela inspira. "É o seguinte, papo reto: o que muitos brasileiros e brasileiras ainda não perceberam é que, aqui pertinho, em nosso próprio país, temos a oportunidade de conhecer a maior floresta do mundo! Isso é um privilégio. Que uma ida à Amazônia não é uma tortura, é uma delícia, é cool. Que nadar naqueles rios não é correr risco de vida, mas banhar-se em águas muitas vezes morninhas e relaxantes.  Se você é do tipo que busca uma visão para além da caixa, te peço: continua no texto comigo. Porque agora eu vou falar de coragem."  

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Cultura I Bienal carioca: Histórias pra além dos livros

Com exposições, contação de histórias e muito bate-papo com autores como Jesse Andarilho - ex-morador da favela do Antares e autor do livro "Fiel", escrito na tela de um celular no caminho diário de casa para o trabalho, começou no Rio a 17ª edição da bienal internacional do livro. A maior feira literária do país acontece no Riocentro, entre os dias 3 e 13 de setembro.

Todo bom amante da literatura não quer apenas ler, quer também, compartilhar e maximizar o conhecimento. É por isso que emprestamos, indicamos, damos e trocamos livros. Pera aí, você não faz isso? Desapega. Além de não esquecer o livro empoeirado na prateleira, você consegue ver o que uma mesma leitura pode causar em pessoas distintas, com diferentes experiências sociais, espaciais, amorosas, vitais. “A vida de Fiel não é fácil. Quando a chapa esquenta, é ele quem segura o rojão e fica no olho do furacão, pois o patrão está longe. O livro retrata fielmente a realidade vivida em muitas favelas do Brasil.  A escrita é interna, vinda de um cara que viveu ali, bem de perto, e só não se afundou na criminalidade porque foi resgatado pela arte” – MV Bill, rapper e escritor sobre o livro de Jesse. E você, o que diria? Cétila Itas resolveu não apenas dizer. A baiana e estudante de Ciências Sociais, desenvolveu o projeto Próxima Parada, que basicamente, distribui livros para moradores de rua. Essa é a forma dela de incentivar a leitura e a escrita dessas pessoas. “A população de rua sofre muitos estigmas e preconceitos. No projeto, nós temos diversos livros, mas o valor dele não é financeiro, então você não precisa pagar em dinheiro, mas sim compartilhar o que você está sentindo. E a gente leva a máquina de escrever, e, se a pessoa quiser, ela escreve. A gente troca livros por emoções” – Cétila.

Projetos como esse já acontecem em Minas Gerais, São Paulo e em muitas outras regiões. Tem gente fazendo até “bicicloteca” – biblioteca itinerante que leva a biblioteca na casa das pessoas. Mais uma vez o coletivo sai na frente do individual, consumir de forma consciente também é contribuir com o outro. Mais troca entre pessoas, menos produção nas fábricas. Quando um autor escreve um livro, ele compartilha com o leitor suas emoções, experiências, tempo dedicado, nada mais justo que passar isso pra frente. Então já sabe: vai à feira? Comprou livro? Compartilha. Desocupe espaço e preencha sensações.

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New Hope Ecotech: organizar o lixo é preciso!

Há mais ou menos duas décadas atrás, jovens se reuniam espalhados por países europeus e pensavam em soluções que pudessem ser aplicadas a um setor que por muito tempo foi sendo construído sem muita atenção, mas que se mostrava como fundamental para que o futuro se configurasse como sustentável: o lixo. Tanto foi feito que, hoje, a maioria dos países da Europa tem um sistema avançado de reciclagem, que mapeia toda a cadeia e os dados de volumes de materiais que foram efetivamente reciclados e, com isso, consegue responsabilizar e remunerar todo mundo que participa desse importante processo. Mais do que isso: controlando e monitorando esse sistema, aumenta a quantidade de material reciclado (e consequentemente, seu preço cai), gera-se empregoscrescimento econômico, incentiva-se a geração de novos modelos de negócio e, no fim, acaba-se até por reduzir as emissões de gases de efeito estufa. A coisa faz tanto sentido, que a União Européia anunciou no começo do ano que até 2030 pretende reciclar 70% dos resíduos urbanos e 80% dos materiais de embalagens.

Nesse mesmo tempo, a gente, aqui no Brasil, começa a ver grupos de jovens se reunindo, pensando e (co)criando ferramentas para caminharmos em direção a essa lógica que envolve toda a cadeia produtiva de tudo (T-U-D-O) que consumimos e que precisa ser olhada com olhos atentos e criativos. Por aqui, a coisa é um pouco mais complexa e começa em casa: muitos brasileiros (muitos mesmo) não separam o lixo, e ainda vêem os resíduos que são fonte de dinheiro e recursos, ainda como lixo. Pouco a pouco essa cultura da importância da conscientização sobre os resíduos que produzimos começa a ganhar força, mas ainda não dá pra dizer que isso é algo presente nos nossos hábitos. Depois disso, mais uma diferença com relação à Europa: lá, o governo é quem cuida da coleta e da distribuição de resíduos para reprocessadores; aqui, temos figuras importantíssimas nesse caminho: os catadores e o pessoal que trabalha em cooprerativas e em ferros-velhos. Estima-se que são cerca de um milhão de brasileiros trabalhando com isso. A grande maioria, na informalidade. São eles os responsáveis pelas etapas da coleta, triagem, agrupamento e das vendas para os reprocessadores. Ou seja: 90% da cadeia de reciclagem é feita por esses caras.

É que tudo isso é muito novo pra gente: foi só em 2010 que o Brasil passou a ter uma Política Nacional de Resíduos Sólidos. Temos aí 5 anos de uma lei que precisa ser verdadeiramente incorporada no dia-a-dia de todos os brasileiros, pois nem os acordos de alguns setores foram definidos ainda. Sabe.. coisa de longo prazo!? Então. "Quero olhar pra trás daqui a 20 anos e sentir que aquilo que eu fiz na vida gerou algum impacto", conta Luciana Oliveira, "Não adianta querer fugir do Brasil, a gente está materializando um sonho nessa empresa para aplicar soluções aqui e agora". A empresa que ela diz é a New Hope Ecotech, startup que foi lançada tem 7 meses e já vem sendo referência entre empreendedores de inovação social e design. Basicamente, o que eles querem fazer é usar da tecnologia para suprir um buraco existente entre uma complexa cadeia que não remunera justamente seus atores e a falta de conhecimento de mecanismos de como fazer isso por parte das grandes empresas produtoras de bens de consumo.

Luciana é uma dessas jovens que vêm focando o caminhar nessa importante tarefa de, finalmente, termos um sistema de resíduos sólidos social e ambientalmente justos. Tudo começou no começo de 2014,  quando ela e Thiago Pinto faziam um MBA na Kellogg School of Management e cursaram uma disciplina sobre inovação social, cuja parte prática foi justamente vir ao Brasil analisar o mercado de reciclagem. Nessa, conheceram Mateus Mendonça, sócio da Giral, uma empresa que presta consultoria para projetos de reciclagem. Viram aí um campo fértil e de fundamental importância, permeado por uma lei recém-inaugurada e ainda pouco aplicada e viram em si toda aquela vontade de deixar o mundo melhor com ferramentas super atuais. De volta aos EUA para finalizar o MBA, eles focaram em levantar recursos para investir nesse projeto e foram abraçados por investidores anjos, aqueles que colocam grana em projetos de impacto social. Trouxeram pro time André Luiz e Anderson Bezerra, que trabalham com desenvolvimento e tecnologia e tem sete meses que voltaram pro Brasil e oficialmente lançaram a New Hope Ecotech. Nesse pouco tempo, já acumularam prêmios importantes como o The mai Bangkok Business Challenge, o Quinian Social Enterprise e foram a primeira empresa brasileira a chegar na final do Index: Award, maior prêmio de design do mundo.

Eles querem mapear toda a cadeia de reciclagem do Brasil. Diferente das inspirações europeias, algumas décadas na nossa frente, a ideia é fazer com que todos os nossos atores envolvidos no processo de reciclagem (leia-se catadores, e trabalhadores de cooperativas e ferro velhos) sejam devidamente remunerados e valorizados. Pra isso, uma das soluções seria direcionar melhor o investimento que as empresas já são obrigadas a fazer. "Em geral, elas investem em cooperativas escolhidas, o que é ótimo, mas acaba por não remunerar a cadeia toda", Luciana explica, "O que a gente quer é ajudar essas empresas de uma maneira mais escalável". Pra isso, desenvolveram um sistema chamado de Rede Ciclo que é justamente essa plataforma que pretende organizar todos os dados dessa cadeia complexa. "Essa plano megalomaníaco de mapear tudo leva tempo e vem junto de uma mudança cultural, como de falar pro seu Zé que tem um ferro velho que ele precisa organizar os dados dele pra que isso valorize o seu trabalho e gere dinheiro", Luciana reflete, "E a gente vem fazendo isso em pequena escala para ir testando o sistema e já começando a ter esses dados catalogados".

Pra isso, pouco a pouco eles colocaram no ar sistemas que mapeiam parte desse processo. Até agora já lançaram uma plataforma que ajuda empresas a organizarem as entradas e saídas de materiais recicláveis. No mês que vem devem lançar um aplicativo que coloca o consumidor em contato com a cadeia de reciclagem: "Por exemplo, o zelador do seu prédio pode chamar diretamente um catador do bairro para buscar os materiais recicláveis", ela explica, "E daí, todo mundo passa a ser parte dessa cadeia de forma mais engajada". Desta forma, cada um dos atores recebe benefícios por ser parte dessa rede. Os catadores, por exemplo, com equipamentos de trabalho, enquanto os consumidores, com descontos no mercado. Nada disso é mágica: é só a destinação mais justa de recursos que, pela Lei, já têm que ser empregados nesse mercado. Cada um desses sistemas que eles lançam -que têm públicos diferentes do ciclo de reciclagem- são incorporados na tarefa de mapear toda a cadeia através da Rede Ciclo. No final das contas, o fabricante ganha um certificado que comprova que ele investe em reciclagem e gera retorno pra sociedade, e a cadeia informal ganha uma porcentagem do lucro da venda desses certificados.

 

Pra fazer a coisa dar certo, esses jovens da New Hope têm estudado muito e conversado com gente que, há 20 anos, lá no Velho Continente, se viu passando por esse momento parecido com o deles. "Eu sentei com europeus que, 20 atrás, sonhavam em conseguir criar soluções para esse problema", ela, que voltou de uma volta pela Europa para pesquisa há poucos dias, conta, "Por aqui pode parecer um sonho, mas é possível". É aquela velha história de que alguém tem que dar um primeiro passo em direção ao que acredita. "A empresa toda é um sonho", ela diz, "A gente encontrou na reciclagem uma forma necessária e importante de aplicarmos essa missão que nós, como seres humanos, carregamos de ter feito alguma coisa pelo mundo no meio de tanto que já nos foi oferecido na vida".

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Engajamundo e a força que os jovens têm de mudar o mundo

Dizem que as paredes têm ouvidos. Mas, na verdade, é o universo que tem. Escuta tudinho e, como quem não quer nada, brinca de quebra cabeça com as coisas por aqui de um jeito que fica difícil acreditar sem rir. E isso não é papo místico, é fato real, palpado na Física Quântica: fale em voz alto, jogue energia no que quer, vibre na frequência do que faz sentido, esteja aberto para recebê-lo. Atração é isso. Quer dizer, a Lei da Atração é isso. E Raquel Rosemberg tem sentido bem essa verdade na pele, na alma, no coração, em cada poro seu. Ela é uma das co-fundadoras da Engajamundo, uma ONG criada através da iniciativa de jovens, que trabalha com a mobilizacão e formação da juventude brasileira para participação internacional. O que faz a cabeça não entender, mas  coração agradecer, é que tudo no Engaja fluiu de forma extremamente orgânica, desde o começo, lá em 2012, na Rio+20. Hoje, ela olha pra trás e nem acredita muito bem a dimensão que a coisa ganhou: entre conferências e encontros com autoridades (incluindo aí participação na Assembleia Geral da ONU, nas COPs 19 e 20 e na CWS, que é Conferência do status da Mulher), a Engajamundo já conseguiu formar uma rede com mais ou menos 500 jovens participantes de 20 estados do Brasil, influenciando diretamente naquilo que faz sentido se quisermos pensar em futuro.

Entre tantos temas, o Engajamundo foca em quatro dimensões: mudanças climáticas, questões de gêneros, desenvolvimento sustentável e habitat. Tudo isso, sempre, de forma apartidária. "A gente faz um processo de mobilizar e capacitar os jovens sobre processos internacionais e sempre levamos uma delegação para defender esses posicionamentos nas conferências", Raquel explica, "Além dessas formações, a gente realiza ações pontuais para mostrar pra essa juventude que temas globais estão, sim, conectados com o nosso dia-a-dia". Daí, todos esses jovens trabalham com ações menores, como por exemplo, a confecção e distribuição de stencils e lambe-lambes com mensagens marcantes, até a formação mais complexa sobre o sistema ONU e como é possível incidir sobre ele, passando por programas como a extensão universitária, que dura o ano inteiro. "A ideia é termos várias instâncias de jovens conscientes e engajados que se veem como parte da solução para esses problemas globais que são discutidos na ONU", ela resume, "Fazer política começa com a escolha em sair de casa com uma bicicleta em vez de carro ou ter uma horta, uma cisterna, uma composteira em casa".

Tudo começou lá em 2012, quando ela ainda cursava Relações Internacionais na PUC de SP e percebeu que entre seus colegas todos eram poucos os que sabiam que a Rio+20 ia rolar. "Se nem nessa bolha as pessoas estão sabendo, vamos começar a agitar para participar desse espaço", ela lembra de ter pensado. É que, sim, havia um espaço para participação de jovens e também uma demanda deles para participar, faltava o clique pra unir isso e aquilo. Eles criaram um Comitê Universitário, em que rolaram palestras, debates e eventos em várias universidades e centros públicos e juntaram uma delegação pra ir pro Rio acompanhar as discussões. "Mas quando chegamos lá, sentimos que a gente tinha caído de pára-quedas, não conseguimos influenciar o processo como a gente queria justamente porque faltava conhecimento para termos uma participação mais efetiva", ela conta. Mas descobriram que a juventude era um dos grupos de interesse majoritários da ONU e que esse era bem representado por jovens dos EUA, Europa e Austrália, mas nenhum brasileiro fazia parte. E, bem, os problemas e realidades do Brasil são bem diferentes das desses países.

Desse primeiro momento, veio o aprendizado de que era necessário mergulhar fundo nesse mundo para entender como se posicionar e fazer a sua voz ser ouvida. Sempre, claro, dizendo em voz alta e fazendo o universo entender os caminhos que levavam a esse sonho. Foram aparecendo contatos, conexões, a rede foi se fortalecendo, os crowdfundings que faziam para juntar grana para ir para as confefências sempre superavam as metas, eles foram ficando conhecidos em cada conferência que iam, foram aprendendo, estudando, conversando, recebendo mais e mais jovens dispostos a mudar o mundo com as próprias mãos.. E quando viram, a Engajamundo estava caminhando com muitos pés rumo a um futuro mais sustentável e mais justo. "A gente entendeu que mais do que a conferência em si, é fundamental participar do processo que dura o ano inteiro antes delas, que é justamente quando são estabelecidos os posicionamentos do governo brasileiro perante o mundo", Raquel explica.

Foi daí que eles se juntaram com outras organizações da sociedade civil e criaram o projeto Entrando no Clima. Desde então, eles têm se encontrado e estudado questões relacionadas ao clima, tema este da COP-21, que vai rolar em Paris em dezembro, e vai estabelecer uma nova meta para os países fazerem sua parte no controle das emissões de gases de efeito estufa. Desses encontros, eles estabeleceram um objetivo: reduzir em 40% as emissões até 2030 e zerar esse número em 2050. Na semana passada, Raquel foi até Brasília e entregou em mãos a meta estabelecida pelos jovens para o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e para a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. "Influenciar o Brasil é influenciar o todo nessa grande negociação", ela diz, "A gente quer participar cada vez mais da construção do posicionamento do Brasil". Vale dizer que poucos dias depois disso, Carlos Nobre, presidente da Capes/MEC e doutor em climatologia, publicou um artigo falando sobre a meta para o Brasil. E ela era exatamente a mesma da proposta pelos jovens. Paredes têm ouvidos. Quer dizer, é o universo que tem…

Nesses mais de dois anos vivendo cada respiro do Engajamundo, Raquel tem inerente a certeza de que dá pra se manter otimista: "Eu sinto que cada vez mais os jovens estão querendo se engajar e isso não tem nada a ver com disputas partidárias: trata-se da necessidade de engajamento político com questões globais que começam no nosso quintal". Nem mesmo olhar pra forma como as coisas rolam hoje em dia (como por exemplo enxergar a força dos lobbies do agronegócio e das petroleiras) tira as esperanças dessa paulista de 25 anos: "A gente não tem a mesma força que eles, mas se ninguém começar, a gente nunca vai chegar lá", ela reflete. Daí, com sonhos que ultrapassam limites e voam alto, toda esse rede de jovens engajados vem se fortalecendo e se consolidando como referência de um futuro melhor. "Eu acredito mesmo que cada jovem é uma sementinha que vai influenciar direta e diferentemente em todos os níveis de tomada de decisão, seja dentro de uma empresa, de um governo local, de uma ONG ou até na sociedade civil", ela refelte, "Mais do que uma esperança, a gente tem o desafio de conseguir dar peso para que esse lobby do bem tenha tanto peso quanto o lobby do mal". E, sabe como é, talvez eles não tenham todo o poder do dinheiro. Mas tem de sobra muita energia jovem intensa e direta, focada no bem. E isso, ah, isso o universo não só escuta, mas sente. E sabe muito bem como retribuir…

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Paris: menos carro e mais vida

Por algumas horas, você elimina todos os automóveis da rua. Dá mute nas buzinas estressadas que saem de carros fechando o cruzamento, apaga toda a fumaceira escura que o caminhão vai soltando, deleta todo o congestionamento que já é corriqueiro naquele cenário e, de certa forma, já faz parte do dia-a-dia de quem passa por ali. Mais: você coloca pessoas no lugar desses carros. Andando, pedalando, interagindo com a cidade. Lhes oferece a oportunidade de olhar -e não só ver: tem tanta coisa que todo dia está ali e passa despercebida no meio da correria e do cinza e do trânsito. No dia 27 de setembro, Paris, na França, vai fazer toda essa descrição se tornar realidade. Nenhum carro (com exceção de ambulâncias e polícia) poderá circular por nove bairros da cidade (arrondissements), incluindo regiões de ícones turísticos como a Champs Élysés, a Torre Eiffel, a Place de la Bastille e a Place de la Republique.

Vai ser o dia de "Paris sans Voiture" (Paris sem carros), que chega sendo parte da campanha que a prefeitura da cidade está fazendo contra a poluição, problema que já é encarado como central por lá. É que o uso desnecessário de automóveis contribui diretamente para o aquecimento global: você queima combustíveis fósseis e, consequentemente, destrói ainda mais a camada de ozônio. Isso sem falar na poluição sonora, no mal estar causado pelos congestionamentos e no estresse que isso gera. Tudo isso tem estado na agenda do governo parisiense. Em março desse ano, por exemplo, a cidade se viu obrigada a implementar o terceiro rodízio de automóveis da sua história, impedindo carros com placas pares ou ímpares de circularem em determinados dias. Só ficaram fora dessa os veículos elétricos, híbridos, a gás ou que tiverem pelo menos três passageiros dentro. No ano passado outra atitude com o intuito de estimular a reflexão: o governo liberou transporte público gratuito por três dias para todos.

Tudo isso vem na direção de pequenas atitudes que invadem e, mais do que mudanças imediatas, abrem espaço para sensações e experiências diferentes daquilo que estamos acostumados que, no fim, geram reflexão e conscientização. De fato, um dia que Paris feche suas ruas para carros -e abra elas para pedestres, ciclistas, skatistas- não faz muita diferença no geral da poluição da cidade. Mas gera a experiência de viver e ocupar a cidade de uma forma muito mais intensa e verdadeira e, isso sim, desperta a vontade de mudar o cenário atual, com pequenas atitudes, que começam em você. A cidade participa, por exemplo, da Semana de Mobilidade Europeia, que rola desde 2002, sempre nos dias 16 a 22 de setembro, e se propõe a refletir sobre formas alternativas e sustentáveis de mobilidade. São mais de 800 cidades europeias participantes que estimulam os seus cidadãos a reavaliarem a forma que eles enxergam o espaço público urbano e retomarem o seu uso principal por pessoas -e não por carros. Por toda a semana, rolam eventos e atividades que vem para trazer consciência sobre esse tão importante tema, que faz parte da vida de de todos.

Mais do que isso: a partir do dia 30 de novembro, Paris vai sediar a COP21, a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, da onde deve sair o Protocolo de Paris, que vai substituir o já desatualizado de Kyoto (que é de 2005), e deve reunir 190 assinaturas de representantes de países de todo o globo com metas específicas que vem para ser um guia de desenvolvimento sustentável para o futuro. O intuito é estabilizar as emissões de gases de efeito estufa para que a temperatura da Terra não aumente mais de 2 graus Celsius.Os países que vão participar têm até o dia 1º de outubro pra apresentarem suas propostas de redução dos gases. Ao que tudo indica, o Brasil deve colocar como objetivos, entre outros, zerar o desmatamento ilegal, recuperar 12 milhões de hectares de florestas desmatadas, elevar a participação das energias renováveis no total de energia gerada no país de 28% para 33%. Só que isso tudo acontece no nível macro. Mas a gente não precisa esperar isso para mudar a consciência e se engajar na mudança de pequenos atos, que sim, fazem a diferença. E isso inclui coisas básicas como olhar pra cidade em que você morar, respirar fundo e enxergar ali qual é o verdadeiro tipo de cidade que queremos construir. Juntos!

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Lara D'Avila: a transformação começa com o sorriso

Basta sorrir. Sorrisos são poderosos. Ferramenta daquelas que consegue dar cor pra dias cinzas e contagiar rostos preocupados. Tem gente que, meio que sem saber muito disso, tem aquela boa capacidade de mudar humores simplesmente deixando aflorar o riso verdadeiro. Lara D'Avila é dessas. A carioca, que é filha do jornalista Roberto D'Avila e da consultora de estilo Claudia, é conhecida pelo seu sorriso contagiante e por aquela certeza de que, sim, "Pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença", como ela mesma costuma dizer. Lara topou o desafio do Menos1Lixo e hoje em dia não sai de casa sem o seu copinha retrátil. "No trabalho com certeza foi o lugar onde percebi que eu produzia muito lixo todos os dias ao beber água e café", ela conta, "E eu sinto que o copinho é uma forma fácil e prática de exercitarmos o consumo consciente".

E é aquela coisa: pequenas mudanças começam com pouco. E são poderosas justamente por fazerem desse pouco uma porta para repensarmos atitudes cotidianas que passam despercebidas. A Lara mesmo viu a sua relação com o lixo mudar depois que ela descobriu o projeto Volunteer Vacations e foi ser parte de um trabalho social lá no antigo Jardim Gramacho, em uma escola que cuida de cerca de 70 crianças que não conseguiram se matricular por diversas razões, de falta de documento até problemas financeiros mais graves. "Lá com certeza foi o lugar mais sujo e mais pobre que eu já conheci, mas ao mesmo tempo mais repleto de pessoas lindas e do bem, querendo mudar a realidade", ela conta, "Por lá, o lixo é parte da renda deles, então o olhar que eles têm pra isso é completamente diferente". Esse contato direto com tanto resíduo produzido -que pra nós é lixo e pra eles é uma forma de renda- fez Lara repensar seu dia-a-dia. "Hoje eu tento me controlar e comprar menos e sempre que compro alguma coisa nova, tiro outra peça do armário que vai direto pra doação", ela diz.

Na sua casa, por exemplo, todo resíduo produzido é separado em orgânicos, recicláveis e os rejeitos para terem sua correta destinação. Sacolinhas são sempre reaproveitadas -mas ela costuma andar com uma bolsa de juta que a Mr. Cat, empresa que trabalha, produziu, e que tem servido tanto para ser usada nas suas compras no mercado como para levar as roupas de ginástica, "Eu uso como se fosse a minha ecobag", ela brinca. Inclusive, Lara, que é formada em marketing e publicidade pela ESPM, trabalha no marketing da Mr. Cat e diz que, por lá, eles só usam papel reciclado,evitam imprimir

sempre que possível e só usam o ar condicionado em dias de extremo calor, "A janela costuma dar conta do recado", ela brinca. Pra se locomover, Lara anda bastante a pé (ela mora no Leblon e trabalha em Ipanema), usa ônibus sempre que precisa e aproveita das facilidades que a bicicleta do Itaú proporciona. Vira e mexe, é possível encontrar o sorrisão de Lara almoçando pelo Saava, "Um restaurante delicioso que usa produtos orgânicos nos seus alimentos e que recicla as suas embalagens", ela dá a dica. Em casa, ela também dá preferência aos alimentos orgânicos produzidos localmente, mesmo sabendo que eles são mais caros, "Espero que a gente consiga mudar isso e democratizar o acesso", ela diz.

Quando pequena, Lara estudou em uma escola americana que sempre incentivou os alunos a se envolverem com projetos sociais. "Já dei aulas de inglês pra filhos dos funcionários, participei de eventos e projetos do Inca, estou envolvida com esse projeto da escola no Jardim Gramacho", ela resume. Mais que isso, ela lembra também de um projeto chamado Kids for Saving the Earth, que rolava em sua escola, em que toda sexta-feira havia alguma ação relacionada ao meio ambiente, desde aprenderem a fazer a compostagem, passando pela separação do lixo até o plantio de árvores. "Hoje eu vejo a importância desse programa, acredito que todas as crianças deveriam ter esse tipo de aprendizado no currículo escolar", ela reflete.

É que é aquilo: crianças são o futuro. E é por saber disso que ela vem dedicando tempo e amor para as crianças do Jardim Gramacho. "Acho que todo mundo deveria doar um pouco do seu tempo para ajudar o próximo", ela reflete, "Somos tão privilegiados que acho que o mínimo é retribuir com amor, carinho e atenção". O aprendizado vem aos poucos, a mudança começa agora e os sorrisos trocados tem poder transformador. E isso Lara faz com primor!  

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1º de setembro, “Dia Mundial de Prece pelo Cuidado com a Criação”.

Depois de dedicar sua primeira Encíclica ao meio ambiente - 298º Encíclica  da Igreja Católica, porém a primeira que traz a sustentabilidade como tema central, Papa Francisco declarou hoje,  que 1º de setembro é o “Dia Mundial de Prece pelo Cuidado com a Criação”.


Ele já se apaixonou pelo projeto - e tem como não ser? Agora, além de vivenciarmos diariamente  a preservação dos recursos naturais, para que também, tenhamos nós mesmos qualidade de vida, devemos adotar tal data para pedir mais cuidado ao planeta.




“Como cristãos, desejamos contribuir para resolver a crise ecológica pela qual passa a humanidade atualmente”, disse Francisco para dois cardeais do Vaticano. Então anota a data aí, que já já chega! Enquanto isso, não  esqueça, cuidado é coisa de dia-a-dia. Vira hábito.

 

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Goma: um ecossistema equilibrado

Lá embaixo, tudo em paz. Robalos nadam tranquilos próximos a peixes-palhaços. Algas dançam pra lá e pra cá num movimento fluído. De dentro da toca, a moreia espia tudo. Tartarugas seguem flutuando, sorrindo e espalhando tranquilidade. Tudo junto, tudo em um equilíbrio que nasce naturalmente e assim se mantém.  Ecossistema é isso. E são movimentos orgânicos e fluídos como esse que inspiram e acabam sendo refletidos na vida aqui do lado de fora do oceano. Na Goma, é assim. "Não somos um escritório compartilhado, mas um ecossistema forte para negócios e oportunidades serem geradas", resume Vinicius Machado, um dos co-fundadores dessa associação que vem se afirmando como exemplo no modelo de mundo mais colaborativo, "O espaço em si é só parte dessa dinâmica".

Goma, por si só, quer dizer uma massa disforme que pode ser maleável e flexível de acordo com a necessidade. Nasceu em 2013, lá na Região Portuária carioca, antes mesmo dessa virar uma zona de extrema valorização. Veio junto de um movimento que vem ganhando o mundo baseado na colaboração. Hoje, dois anos depois de terem encontrado os casarões e começado as reformas para ocupá-los, eles têm certo que "Essa é uma tendência que não volta mais, a cidade começa a absorver isso pro cotidiano para além de uma coisa de modinha de trabalho".

E é isso mesmo. E é um aprendizado eterno. As fórmulas não estão prontas, mas estão sendo criadas. Por lá, pra se ter uma ideia, existe um sistema de retroalimentação financeira que se mantém sem que ninguém assuma a gestão administrativa do espaço. Todas as vezes que precisaram de grana para fazer as reformas, organizaram crowdfundings. Mas crowdfundings analógicos, mesmo. Papo de olho no olho, reunindo pessoas envolvidas e seus amigos próximos e deixando de lado plataformas digitais. Na primeira, para dar o pontapé inicial, arrecadaram 220 mil reais. Na segunda, 60 mil. E a coisa dá certo justamente por conta desse engajamento de todos que estão lá não só para com as suas empresas, mas também com esse organismo chamado Goma.

Hoje, são 23 empresas e 75 associados entre os fixos e aqueles que ocupam o espaço eventualmente, que entraram através de chamadas públicas que foram fazendo da Goma um ecossistema que funciona em harmonia. "Há uma diversidade de habilidades, perfis, tamanhos e maturidades", resume Vinicius. Um ajudando o outro e focando naquilo que o momento pede. Nas últimas semanas, por exemplo, a Goma passou a ser casa da UP line, agência de Live Marketing, com expertise em Experiência de Conteúdo, que já está há10 anos no mercado e sentiu que experimentar esse processo de colaboração verdadeiramente era algo que seria diferencial para a empresa. Independente do tamanho, é importante nadar junto pro ecossistema se manter equilibrado.

E daí, essa questão de gestão e convivência vai fluindo com naturalidade.  Por lá, temas ligados à infraestrutura, ao financeiro, aos eventos e à comunicação são todos tratados em grupos de trabalho, compostos por pessoas de todas essas empresas que compartilham do mesmo teto- e de muito mais. "A gente escolheu não empreender apenas um espaço de coworking, mas fazer com que a experiência do trabalho compartilhado permeie as relações", Vini explica, "Somos todos coproprietários, é um exercício de colaboração mais sofisticado, a qualidade da energia que a gente bota na Goma é o que faz ela funcionar e inflar ou murchar, dependendo do momento".

Acaba que por um bocado de sinergia e outro de atração, por lá, todas as empresas têm algo em comum: todas tratam, de alguma forma, de temas como economia criativa, design sustentável e inovação social. "Em comum temos todos o DNA de colaboração que acaba transbordando pros projetos que as empresas entregam", resume Vinicius, "Geralmente quem vem pra perto já chega com um olhar de querer estar mais próximo disso".

E é aquilo: esse é um mundo que contagia. Geralmente, quem tem contato com esse novo modelo que vem surgindo acaba sendo parte dessa rede bonita que vai se tecendo e se fortificando. "A partir do momento que você experimenta navegar por um negócio baseado em redes de confiança e de parceria, a crise, que existe, não faz parte da rotina e da dinâmica do dia-a-dia", conta Vini. É tudo uma questão de cadenciar o olhar e parar pra ver o que, de fato, faz sentido pra vida nesse momento. E ser verdadeiro. De resto, pode deixar que o ecossistema cuida de equilibrar.

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California Academy of Sciences | O prédio mais eco sustentável do mundo

O California Academy of Sciences é considerado a edificação pública mais sustentável do mundo e vamos saber o porquê disso agora. O museu foi inaugurado em 1853 e ocupa a região do Golden Gate Park, na Califórnia. Essa região é muito conhecida por abalos sísmicos, e em 1989, um catastrófico terremoto destruiu o museu e deixou milhares de pessoas desabrigadas. Com pouco dinheiro para investir em uma gigantesca construção pela condição financeira da cidade pós terremoto, o arquiteto italiano Renzo Piano ficou responsável pelo projeto do novo museu que fosse barato tanto na construção como na manutenção, posteriormente. Ótima chance para pensar desde a base numa estrutura que usasse menos recursos e fosse mais inteligente do ponto de vista da sustentabilidade.

O departamento ambiental de São Francisco, que já baniu de circulação garrafas de água com menos de 600ml, exigiu algumas medidas sustentáveis, e Piano fez dessa exigência sua inspiração. O arquiteto apostou muito na utilização de vidro para que a luz entrasse nos ambientes, pois além de economizar 90% da energia elétrica, os visitantes teriam uma vista clara e mais do que agradável, do vizinho parque Golden Gate. E ainda tem mais. Os vidros escolhidos foram produzidos com menos ferro, tornando-os mais transparentes e com isso, deixando mais luz entrar no prédio. Foram instaladas ainda 60 mil células fotovoltaicas, capazes de gerar 15% da energia elétrica consumida no edifício, além de esquentar a água. Outro ponto importante do museu é o controle de temperatura. A água quente citada anteriormente é utilizada num sistema de aquecimento no piso do museu, onde tubos embutidos transportam essa água e diminuem em cerca de 10% o uso de energia elétrica de todo o prédio. E nada de espumas ou sistemas de fibras para fazer o revestimento das paredes e tetos. Piano, depois de fazer um pequeno estudo, optou por utilizar algo inovar como isolante: jeans. O algodão grosso feito de jeans reciclado retém mais calor e absorve o som melhor que a fibra de vidro. Além disso, também funciona como retardador de fogo e evita o mofo.  

Para ser considerado o prédio mais sustentável do mundo, ele possui a certificação LEED Platinum de sustentabilidade de “New Building” e "Existing Buildings: Operations & Maintenance.", além de ter tido as maiores notas do Conselho de Prédios Verdes dos Estados Unidos, sendo assim o primeiro museu no mundo com o prêmio Double Platinum. O projeto apoiou ainda outras iniciativas sustentáveis, dentro e fora do prédio. Piano implantou bicicletários e postos de reabastecimento para veículos elétricos no estacionamento do complexo e decidiu que o museu deveria ter exibições permanentes com o tema sustentabilidade. Aqui estão outros dados sustentáveis da construção do museu: 90% de todos os materiais de demolição foram reciclados; 50% do aço e do concreto utilizado são reciclados de outras construções; 50% da madeira vêm de reflorestamento e o consumo de energia é 30% menor do que o recomendado no código federal dos Estados Unidos.

O California Museum of Sciences possui, em uma única estrutura, um aquário, museu de história natural, uma área de floresta tropical (sim, dentro do museu) e um planetário. Se quiser saber mais informações do museu e suas exposições, basta acessar o site, que é todo em inglês, aqui.    

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Filme | O homem que plantou uma floresta maior que o Central Park

Jadav Payeng. Esse é o nome do homem que, em 40 anos, plantou uma floresta maior que o Central Park de Nova York. Essa floresta fica na  Ilha de Majuli, Índia.

A ilha sofre desde 1917 um processo intenso de erosão; já perdeu metade da sua extensão territorial - ela é invadida pelo rio  Brahmaputra. Segundo técnicos de solo, a região pode ser tomada completamente pelas águas em 15 ou 20 anos. O documentário Forest Man conta a história de Jadav Payeng, morador de Majuli que desde 1979, quando ele ainda era criança,  planta árvores ali. Em 2009, o jornalista Juti Kalita, que costumava navegar pelo rio Brahmaputra para tirar fotos de animais nativos, viu uma densa e gigantesca floresta em meio a uma terra inóspita - de acordo com pesquisadores, a floresta de Jadav tem algo em torno de 550 hectares. O Central Park tem 341 hectares. Kalita, então, resolveu narrar a trajetória de Jadav.

Jadav ficou conhecido na Índia. Chegou até ser nomeado o “Homem da Floresta da Índia” pelo presidente  A.P.J Abdul Kalam. Mas o forest man diz que quando as árvores começaram a crescer bem, ficou mais difícil proteger a floresta: as pessoas passaram a querer se aproveitar da riqueza nela guardada. “Não há monstros na natureza, exceto os humanos. Eles consomem tudo até não sobrar nada! Nada está a salvo dos humanos, nem tigres ou elefantes”, declarou. Apesar de tudo, o indiano conseguiu evitar que derrubassem seu trabalho de anos. Hoje lá se encontram animais como rinocerontes, tigres, veados, elefantes, e até há planos que vislumbram interesses econômicos, sem abrir mão da sustentabilidade.  A indústria de cocos pode ser ótima para a Ilha, por exemplo, porque além boa financeiramente, suas árvores, se plantadas bem firmes, podem prevenir a erosão do solo e o afundamento de Majuli.

Imagina o impacto ambiental com dez, cem, mil Jadav Payeng's espalhados pelos continentes? O mundo com certeza seria um lugar mais agradável de se viver.    

 
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Consumo Consciente | Furoshiki

Cá entre nós, uma peça curinga no armário não faz mal a ninguém, né? E não é aquele papo sobre camiseta branca ou vestidinho preto, estamos falando do furoshiki.

O pano quadrado de seda, conhecido como lenço, é utilizado tradicionalmente no Japão em funções variadas - ele se transforma em roupa, embalagem para presente, sacola de compras, objeto de decoração etc etc.

A ex-ministra do Meio Ambiente do Japão, Yuriko Koike, até criou um vestido com furoshiki para mostrar o quanto ele é versátil. Esse modelo comportamental nasceu de uma cultura sustentável, que tem como objetivo reduzir o uso de sacolas plásticas e o consumo desnecessário de coisas.

A peça tem tanto valor nesses tempos modernos que virou ícone de estilo - o design importa, nós sabemos disso. O que diferencia o furoshiki de uma embalagem comum e o torna sofisticado é a sua maneira de dar o nó, assim como as diversas maneiras de embrulhar o conteúdo.  Pense em técnicas similares às do origami.

E você achando que um lenço enfeitaria apenas o penteado, não é mesmo? Para o passo a passo clique aqui.

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Arquitetura |Prédio BIQ

A Alemanha, país conhecido mundialmente por ideias e projetos sustentáveis, se superou dessa vez. O BIQ é um prédio de Hamburgo cuja fachada é revestida com algas (sim, algas), que absorvem o CO2 do ar, produzindo uma quantidade de energia que aquece o seu reservatório de água.

As algas geram 15 gramas de biomassa, equivalente a 4.500 kWh por ano de energia. Isso é suficiente para não só esquentar o reservatório, como também deixar os 15 apartamentos  da construção com temperatura super agradável.

O prédio foi projetado pela empresa de design Arup em parceria com duas outras empresas, a austríaca Splitterwrk e a alemã Strategic Science Consultants. Após sua conclusão, as três contaram que o BIQ é o começo de uma série de outros projetos: a ideia é que os futuros prédios sejam totalmente autossuficientes.    

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Por falar em Páscoa...

A rede de restaurantes fast-food americana KFC começou um período de teste com o “Scoffe Coup”: um cookie de chocolate branco e açúcar em formato de copinho, elaborado em parceria com a Seattle’s Best Coffee, uma subsidiária da Starbucks.

  A ideia do projeto é diminuir o impacto ambiental no descarte dos atuais recipientes produzidos de plástico e outros materiais. Você sabia que mais de 58 milhões de xícaras de café são descartadas nos Estados Unidos por ano? Os copos são feitos de uma camada de chocolate revestida por uma película de açúcar resistente o suficiente para aguentar o calor da bebida quente e para deixar o cookie crocante! Mas o ponto positivo do copinho, que é a sustentabilidade, pode trazer junto outro ponto negativo e preocupante: a quantidade de açúcar ingerida pelo cliente. Muitas pessoas tomam xícaras de café durante o dia, e tornar um hábito o consumo desses copinhos pode causar um aumento na ingestão do açúcar pelo consumidor, além do combo café+Scoffe Coup ser ainda muito caro para o público em geral. Por isso, esse período de teste vai servir não só para avaliar a aceitação do produto, mas também para identificar os benefícios e os possíveis problemas de saúde para os consumidores. E você, o que achou da ideia?

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TV | Amazônia Sociedade Anônima

O programa Fantástico estreou uma série sensacional no domingo, dia 22: Amazônia Sociedade Anônima. Essa série, que é uma super produção e tem narração da atriz Fernanda Montenegro, quer mostrar para o público a Amazônia que a maior parte dos brasileiros não conhece.

O primeiro episódio que foi ao ar explica por que a Floresta Amazônica é o pulmão do mundo e o coração do Brasil. A riqueza da fauna e da flora presentes na região denominada “Amazônia Legal”, que engloba 9 estados brasileiros, é de uma riqueza inimaginável. O Rio Amazonas despeja 17 bilhões de toneladas de água no oceano todos os dias, e é a maior bacia hidrográfica do mundo. A Amazônia ainda receberá nos próximos 6 anos um investimento de 6 bilhões de reais, e se tornará o principal produtor brasileiro em minério, energia elétrica, soja, carne e madeira: itens essenciais para o crescimento da economia do país.

O segundo episódio mostra a preocupação de todos com o desmatamento ilegal da floresta, e quais são os impactos negativos sociais e ambientais para o Brasil e o mundo. Em 45 anos, 20% da Amazônia foi desmatada. E você sabia que 70% da madeira que chega no estado de São Paulo proveniente da Amazônia é de desmatamento ilegal? Boa parte do desmatamento não é só para vender a madeira nativa, mas sim abrir grandes clareiras no meio da floresta (em regiões que é ilegal o desmatamento) e criar áreas agropecuárias. Por isso esse segundo episódio de Amazônia Sociedade Anônima mostra  também ações do IBAMA e da polícia contra esse crime ambiental.

Não se esqueça, o próximo episódio vai ao ar no próximo domingo. No Fantástico.

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Especial Água | As fontes de água natural da Europa

Em muitos países no mundo, é possível encontrar diversas fontes de água potável.... nas ruas. Sim, basta pegar sua garrafinha de casa e não se preocupar com água durante o dia. Foi isso que aconteceu comigo, quando viajei para Paris, Roma e Londres. Meu nome é Guylherme Carvalho, sou estudante de Jornalismo, viajei para diversos países na Europa e tive o grande prazer dessa surpresa.

Roma foi a cidade mais espetacular que conheci em relação a fonte de água de ruas.  Existe um reservatório absurdo de água natural no seu subsolo, e para diminuir o desperdício, o governo espalhou 2500 fontes pela cidade, principalmente nas áreas de atrações turísticas: no Coliseu (do lado da estação de metrô Coliseu), várias dentro do Fórum Romano, uma bem em frente ao Pantheon! Então fica a dica, não compre garrafas d´água, compre uma e reutilize, ou leve sua garrafa especial de casa. E acredite ou não, a água dessas fontes em Roma é deliciosa! A melhor água que já tomei na vida!

Na minha visita a Paris e Londres foi um pouco mais difícil identificar as fontes, mas bastava dar uma pesquisada na internet que ficou bem fácil. Existe um site chamado Find a Foutain, que mostra todas as fontes de água na sua região. Você pode até baixar o aplicativo para seu celular. Ficou sem água? Entra no app e procura a fonte mais próxima de você!

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Especial Água | Quando a chique é a da bica

É realidade nas mesas mais sofisticadas do mundo: água da bica. Nada de Evian, nada de Voss, nada de Pellegrino. No Noma, eleito o melhor restaurante do mundo pela lista World's 50 best, na Dinamarca, serve-se água da casa. Aliás, o governo da Dinamarca incentiva as pessoas a tomarem água da bica - "Um litro de água da torneira joga de 1 mil a 2 mil vezes menos que dióxido de carbono na atmosfera que uma água engarrafada" , avisou o ministro do Meio Ambiente de lá.

O consumo mundial de garrafas d'água cresce em média 5% ao ano, são mais de 200 bilhões de litros. Muitas cidades dos Estados Unidos já baniram as garrafas pets - a gente falou de São Francisco aqui.  Reza a lenda que Michael Bloomberg, quando era prefeito de NY, respondia quando lhe perguntavam nos restaurantes se queria água com gás ou sem gás: "Quero água Cidade de Nova York". Nova York foi o terceiro estado americano a eliminar água engarrafada de seus custos administrativos. O consumo de água nos Estado Unidos só perde para o de refrigerantes.

A crise e alta dos aluguéis fez com que alguns lugares da cidade voltassem a cobrar por água. Mas totalmente desnecessário, né. Aqui no Brasil, o Epice, em São Paulo, que entrou na lista estrelada do Guia Michelin brasileiro, oferece água filtrada, e o recém-inaugurado Formidable, do premiado chef Pedro de Artagão, no Rio, também.

No Rio, a lei estadual 2424/95 obriga bares e restaurantes a filtrar a água potável oferecida aos clientes - é direito do consumidor beber água natural potável não mineral. A briga é grande, os restaurantes lucram com as águas engarrafadas, a indústria lucra,  mas seguimos acreditando que água da bica, tratada, é a coisa mais chique que há. Mesmo porque a organização Food and Water Watch alerta: a água engarrafada cada dia mais tem como origem... a bica. Isso mesmo. É só água da bica engarrafada.  

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Achados da Guanabara

Hoje, Dia Mundial da Água, o Menos 1 Lixo lança a campanha Achados da Guanabara,  em parceria com a Agência Staff,  Drone do Amor, Studio Great, Instituto Aqualung, Aqua Rio, Comlurb, Americanas.com, Enjoei, Shopping Leblon e voluntários do curso de Gestão Ambiental da UFF, liderados por Pedro Campos.

 

A nossa equipe saiu de barco pela Baía de Guanabara, no Rio, e, com a ajuda dos mergulhadores da Brasil Divers, saiu coletando todo lixo que achava pelo caminho.  Cada peça retirada das águas - vasos sanitários, mochilas, bonecos, portas e outras coisas assustadoras - ganhou um preço, calculado pelo biólogo Marcelo Szpilman de acordo com o tamanho do dano ambiental causado pela poluição. E o que era uma suspeita virou realidade: poluir sai caro, muito caro. O preço de uma "obra" dessas pode ir de R$ 300 mil a R$ 1 milhão. As peças coletadas na Baía estarão a partir de hoje na exposição “Achados da Guanabara: os presentes que a Baía da Guanabara nunca quis ganhar”,  no Shopping Leblon, no Rio, e ficarão ali até 28 de março. Quem quiser, pode até comprar: elas estão sendo vendidas pelo site Enjoei e pela Americanas.com

  O governo do Rio de Janeiro tem meta de sanear 80%  da Baía de Guanabara até 2016. Uma das ações tomadas foi a instalação de 15 ecobarreiras na Baía. Essas barreiras recolhem cerca de 330 toneladas de lixo por mês, sendo 10 toneladas recicláveis. Por ano são cerca de 4 mil toneladas de resíduos. Você vai ver com os próprios olhos como o lixo retirado da Baía é diversificado. Hoje, a partir das 12h.  

   

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Livro | Green for Life

A musa fitness Carol Buffara publicou recentemente uma foto no seu instagram com um pequeno detalhe: o livro que estava lendo no momento. Era "Green for life", da Victoria Boutenko.

A Victoria, que se mudou com a família da Rússia para os Estados Unidos no início dos anos 90, percebeu que a família tinha aderido à “junk food” local e, consequentemente, tinha começado a ter muitos e muitos problemas de saúde. Então a autora decidiu dar uma reviravolta na sua vida, sair da boca do fogão e procurar hábitos alimentares mais saudáveis. Ela fez um estudo sobre a alimentação dos chimpanzés, animais extremamente saudáveis, e descobriu que as verduras são a escolha certa se você quer ter uma vida alimentar equilibrada. Mas outra coisa muito importante que Victoria percebeu é que, ao mudar o hábito alimentar, ela passou a jogar muito menos lixo fora: o  processo de produção e tratamento das verduras, legumes e frutas orgânicos geram muito menos poluição que o das indústrias.

O livro Green for Life conta um pouco sobre como as verduras são ótimas para o bem-estar do ser humano e traz dicas de diversas receitas naturais com verduras, frutas e legumes.      

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Especial Água | Os países mais ricos em recursos hídricos

No último domingo, dia 22 de março, comemoramos mais um Dia Mundial da Água. Essa importante data foi criada em 1992 pela ONU durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, no Rio de Janeiro. De lá para cá, as discussões sobre o tema não pararam. Este ano, por exemplo, 'Água e Desenvolvimento Sustentável' foi a pauta escolhida pela UN-Water - agência da ONU que coordena ações em assuntos sobre água doce e saneamento.

Nunca foi tão importante se debater sobre a água doce no mundo. De acordo com a ONU, 1,1 bilhão de habitantes não têm acesso a água tratada e cerca de 1,6 milhão de pessoas morrem no mundo todos os anos em razão de problemas de saúde decorrentes da falta desse recurso. Dessa forma, os países precisam correr contra o tempo para conscientizar suas populações e criar novas tecnologias, a fim de evitar uma crise hídrica mundial generalizada. E nem países privilegiados como o Brasil, que possui 12% das reservas de água doce disponíveis no mundo, estão livres desse problema. Isso porque menos de 1% da água doce disponível no mundo está apta para o consumo humano. O resto está depositado em geleiras e lençóis freáticos.    O problema fica ainda maior se tratando de países dos continentes africano e asiático. Na Índia, o Rio Ganges, principal curso d'água do país, está se esgotando. No Oriente Médio, em 40 anos países como Israel, Jordânia, Arábia Saudita e Kuwait terão água doce apenas para consumo doméstico. E no norte da África (Argélia, Líbia e deserto do Saara) a quantidade de água disponível por pessoa estará reduzida em 80% nos próximos 30 anos.

Mas não pense que apenas países em desenvolvimentos sofrem com a escassez. Na Europa, por exemplo, só 5 dos 55 rios do continente são realmente limpos. Já na França, desde 1947 a falta d'água é tema das campanhas eleitorais. O cenário atual, portanto, demonstra o porquê de tanta preocupação em torno da água. Iniciativas sustentáveis, como as de Israel, onde 80% do esgoto é tratado e usado principalmente na agricultura, são extremamente necessárias e devem servir de exemplos para países como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, onde há maior abundância de recursos hídricos. 

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As boas ideias e o bom design da Maloca Querida

A Maloca Querida é um escritório de arquitetura e design "inconformado com o desperdício".  O grupo desenvolve projetos de espaços, móveis e objetos a partir de materiais descartados. E são muito legais - a equipe, inclusive, desmonta e coleta móveis que seriam jogados fora. Legal, né? Para eles, através de arquitetura, urbanismo, arte e design, o que era desinteressante e dispensável pode, mais do que ser recuperado, virar um ambiente ou objeto de desejo, pronto para viver novas histórias.

No portfólio da Maloca estão espaços como o Café Kaya, em São Paulo, a produtora  3 Filmes, na zona portuária do Rio, e a Goma, coworking de empresas também na região portuária do Rio. Além de ambientações, a Maloca Querida cria novos produtos a partir de objetos descartados, como a Prateleira Equilíbrio, produzida a partir de chapas de MDF, conexões de cano e cabos de aço que sobraram de uma obra; a Caixa Luminária, um pallet transformado em luminária; e o pufe de pneu. "Qualquer coisa que possa ser reutilizada vira uma peça fundamental nos projetos da Maloca Querida; nós utilizamos objetos como madeiras, painéis de vidro, canos, fios, requadros metálicos, luminárias, louças entre diversos outros materiais", diz Leila Lemes, diretora administrativa e de projetos da Maloca Querida. Pra completar, o nome do escritório é inspirado na música do Adoniran Barbosa.  A Maloca Querida é sensacional ou não?  

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Berlim, a cidade mais vegana do mundo

Se você é vegetariano, sabe as dificuldades vividas diariamente quando o assunto é se alimentar. No Rio de Janeiro, por exemplo, são poucas as opções fora do eixo Centro-Zona Sul. Nos shoppings, então, nem se fala. Os restaurantes interiorizaram que praticantes do vegetarianismo só comem salada, o que nada mais é do que um senso comum absurdo. Afinal, existem milhares de opções que fogem do óbvio prato cheio de "verdes".

Já Berlim, na Alemanha, foi considerada a capital mundial vegan-friendly ecruelty-free

, de acordo com o site Happy Cow. A cidade tem a maior rede de supermercados veganos do mundo, chamada Veganz, e também tem em seu mapa urbano a primeira avenida vegana do mundo, a Schivelbeiner Straße. Nela, você encontra lojas de roupas, de calçados, cafés e  mais de 16 restaurantes onde só se vendem produtos livres de componentes de origem animal. Um oásis para os vegetarianos!

Recentemente Berlim ganhou mais uma atração: o Almadóvar Hotel, um hotel totalmente vegetariano. Segundo seus CEOS, Alexandra Muller Benz e Dr Axel Benz, o empreendimento apresenta uma proposta onde ética e estética estão lado a lado. Desta forma, os pratos servidos no hotel serão 100% vegetarianos, feitos apenas com produtos orgânicos, favorecendo fornecedores regionais e produtos sazonais. Propostas como essas foram tão positivas para o país que, nos últimos 3 anos, o vegetarianismo cresceu cerca de 800%, de acordo com o canal alemão DW.

Contudo, é importante lembrar que o vegetarianismo nem sempre é um bom sinal para o meio ambiente. A utilização de alimentos ultraprocessados, como macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote e refrigerantes, por exemplo, são tão danosos para a saúde, quanto para a natureza. Isso acontece porque eles geram uma grande quantidade de resíduos sólidos e requerem maior consumo de água e de energia em comparação aos alimentos minimamente processados. Por isso, lembre-se de sempre preferir produtos orgânicos e não transgênicos. A natureza e a sua saúde agradecem ;)                

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Crônica | Memórias afetivas sobre o banho de mangueira

Sábado passado passei o dia numa festinha de criança. Aniversário de 5 anos. A programação era ao ar livre: visitar as galinhas, se esconder pelas árvores e banho de mangueira. A mangueira virou vilã nacional desde que começou a crise hídrica: reportagens e reportagens denunciaram prédios que usavam mangueira para lavar calçada, oficinas que lavavam carros com mangueira, dona de casa que molhava o jardim como se não houvesse amanhã. A mangueira aberta por meia hora consome de 350 a 780 litros de água. Sim, é muita coisa, muito desperdício. Mas é tão bom ver as crianças felizes. No inconsciente coletivo, as lembranças de infância são em torno do banho de mangueira com os primos no quintal da vó - férias de verão longe da praia. Memória afetiva pura e, como outras memórias afetivas, voltou à moda - festas infantis hoje pedem no convite: traga roupa de banho. Vamos dizer agora que não se pode mais tomar banho de mangueira? Difícil. Imagino que banho de mangueira não seja comum entre as crianças de Israel, por exemplo. E que nós aqui temos essa cultura porque a água é abundante, sendo assim, poderíamos mudar esse hábito - a gente não cantava "atirei o pau no gato" e hoje não canta mais? Podem atirar o pau em mim. A Fe Cortez vai me matar, vai dizer que, sim, que tem que ensinar a criança a valorizar a água desde pequenininha etc etc. Ela está certa.  Mas eu sou a favor dos banhos de mangueira.        

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Imagem inspiração | Menos 1 Lixo na moda

Esse look foi apresentado no desfile da MM6 Maison Margiela na última semana de moda de Paris: um saco de plástico de supermercado vira um top. Fica a dica pra quem não sabe como reaproveitar essas sacolas. Ótimo para dias de chuva.

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Musa verde da semana: Cate Blanchett

Premiada, linda, estilosa e preocupada com o meio ambiente. A australiana Cate Blanchett, que interpreta a madrasta da Cinderela na nova versão do filme, a ser lançado no dia 26 de março, é uma ativista ferrenha quando não está nos sets de filmagem. Caterine Blanchett nasceu em Melbourne, na Austrália, e depois da fama e riqueza de Hollywood, decidiu ajudar seu país natal criando uma das maiores fundações de sustentabilidade da Austrália, a Fundação Australiana de Conservação.    

  A atriz,  entusiasta nas discussões sobre mudanças climáticas, se comprometeu em 2007 a diminuir sua emissão de carbono pessoal, instalando painéis de energia solar em sua casa, assim como diminuiu em 20% o consumo de água e luz. Cate é participação certa em várias manifestações a favor do meio ambiente e é a figura principal na Austrália na Hora do Planeta. A Hora do Planeta incentiva todas as pessoas do mundo a desligarem todas as luzes e fontes de energia de suas casas e centros comerciais por 1 hora. Cate participa de comerciais e vídeos que incentivam a campanha e faz generosas doações para outras organizações e fundações que lutam contra o Aquecimento Global. Além de projetos de sustentabilidade, a atriz luta também por outras causas na Fundação, como Direitos Humanos, abuso sexual, vícios etc.  

  Ganhadora de Oscar, musa de Woody Allen, Cate é uma das pioneiras em sustentabilidade no mundo dos famosos, quando o mundo ainda não se preocupava com isso. Ela é ou não é espetacular?

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Livro para ler no metrô | Sustentabilidade é para todos

O livro "Sustainability is for everyone", de Alan AtKisson,  tem apenas 49 páginas. Nada de ecochatice, nada de drama: como o título diz, sustentabilidade é para todos. E bastam 49 páginas para explicá-la.


O cara entende da coisa. Ele é autor de outros livros sobre o tema, entre eles "Believing Cassandra" e "The Sustainability Transformation". Metade sueco, metade americano, ele tem 25 anos de experiência na área coisa e tal.  Em 2013, foi eleito para a Sustainability Hall of Fame - sim, tem disso! - e nomeado conselheiro no conselho de Ciência e Tecnologia do Comitê Europeu. Ele também é presidente do AtKisson Group e presta consultoria para as Nações Unidas, para a Levis, para a Ernst & Young e para o WWF... Enfim, já entendeu, né? 

Um cara pede dinheiro emprestado a você pra pagar dívidas da jogatina. Uma hora você vai precisar intervir para ajudar esse amigo, certo? Então, sustentabilidade é como isso: uma hora você vai ter que intervir. E qualquer um pode fazer isso.


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Butão só terá agricultura orgânica

Depois de substituir o Índice de Desenvolvimento Humano - o  IDH que sempre escutamos que está aumentando pelas bandas de cá - pelo Índice de Felicidade Interna, priorizando a satisfação de seus habitantes ao invés de indicadores econômicos - fofo! -, o Butão se destaca por uma nova iniciativa: será o primeiro país do mundo a permitir por lei somente a agricultura orgânica.



A medida só vai valer a partir de 2020, quando todos os alimentos produzidos no país, de apenas 750 mil habitantes, deverão ser resultado de práticas da agricultura ecológica.

A iniciativa proíbe o uso de pesticidas e agrotóxicos químicos, e foi tomada pelo ministro da agricultura Pema Gyamtsho. Será que a escala será tão potente?




E se outros países adotassem a prática? Além de um bem danado para o meio ambiente, estaríamos protegendo a nossa saúde, nos aproximando novamente do consumo local.Fica a dica!

 

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Desabafo: descartável versus reutilizável

Peraí, planeta? Natureza? Que isso mesmo?

Desde que iniciei o desafio de andar com meu copo retrátil na bolsa, e isso foi em 2012, comecei a dar ainda mais atenção para a questão do descarte que já joga ali do lado mesmo, no coletor de copos que está bem ao lado do bebedouro.

Então toda vez que alguém me pergunta “quanta água gastamos para lavar um copo? Não é melhor usar um descartável, pois está faltando água?” Olha, você lava seu carro toda semana? Deixa o chuveiro ligado enquanto lava o cabelo? E enquanto escova os dentes? Toma banhos longos? Deixa a torneira aberta quando ensaboa a louça? Se alguma dessas respostas acima foi um sim, respondo o seguinte:


Até fui atrás de uma resposta técnica, elaborada por uma fonte de credibilidade, para não ficar só no que eu digo. Vamos lá:

- Pra lavar um copo na mão gastamos em média 400ml de água;
- Se usar uma máquina de lavar louças, o consumo cai pra 100ml;


Agora façam as contas: são economizados pelo menos 50ml de água para cada vez que lavamos o copo reutilizável. Eu adicionaria ainda uma variável: quantas vezes lavamos nossos copos? No trabalho, por exemplo, uso um copo de vidro. Lavo 1 vez por dia. Refazendo as contas, se bebo 8 copos de água, e bebo fácil 8 copos, economizo mais de 3 litros de água que deixam de ser utilizados no processo de fabricação de um copo descartável. Mais: deixo de usar petróleo na produção desse copo. Mais: deixo de emitir CO2 para o transporte desse copo, da fábrica para a lojinha e da lata de lixo para o lixão. Mais: esse copo não vai acabar em um lixão, ou aterro, ou no mar.

Então sim, é melhor usar sempre um reutilizável!

Ufa!

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Crônica | Os tais copinhos

Sempre me incomodou o tal copinho na academia. Quer dizer, os tais copinhos. No plural mesmo. Em vez de um bebedouro, onde malho, eles oferecem copinhos de plástico pra que a turma mate a sede com mais dignidade, mas acabando com o planeta.

Eu, no automático, apesar de incomodada, só me tocava que estava gastando e fazendo lixo quando o copinho já estava em mãos.

Não foi nada fácil passar uma semana com meu copo de alumínio do Menos 1 Lixo. Confesso que esqueci uma vez o outra, mas passei a me policiar mais.

Tenho o costume no trabalho de comprar diariamente um litrão de água e deixar na minha mesa. Só assim pra eu ingerir líquido.
e faria como todo mundo, encheria a dita cuja no filtro da redação. Ainda não fiz, mas farei. Minha mesa fica uma montoeira de plástico, eu gasto dinheiro e a água tá ali na copa, sem custo algum. Basta que eu levante meu belo traseiro da cadeira e busque.

Eu sei, mudar de hábitos dá preguiça.
Mas ou a gente sai do automático, ou a coisa não engrena. E digo isso não apenas sobre os copinhos de plástico que combatemos com o projeto Menos 1 Lixo, mas sobre tudo na vida. Pé no acelerador, no freio... Tanto faz. O que importa é sair do automático e ver o cenário de mudar.


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Imagem de Inspiração | Shades of Blue

O jeans velho usado em jaquetas, camisas, calças e outras peças se transforma em retratos monocromáticos, paisagens e obras únicas pelas mãos do artista britânico Ian Berry, que atualmente mora na Suécia. Todas as obras do artista são feitas a partir do denim; sua obsessão pelo tecido é tão grande, que ele adotou o nome “Denimu”, a fonética japonesa de denim. Para alcançar o resultado, Berry corta pedaços de jeans e cola um por um até alcançar a forma desejada. O artista também utiliza água sanitária, stencil e spray  para deixar tudo perfeito. Marilyn Monroe, James Dean e Ayrton Senna já foram retratados por Berry. Aliás, o atleta brasileiro foi motivo de uma exposição feita pelo artista em São Paulo no último ano.

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Crônica | O pum e o cocô

Sim, o papo hoje é escatológico. Eu sempre fiquei muito impressionada com o fato de o pum da vaca ser altamente prejudicial ao meio ambiente - ela libera metano, que polui 25% mais a atmosfera que o CO2. Segundo o Inventário Nacional de Emissões de Gases Estufa, o gado para corte responde por mais de 15% dos gases poluentes, superando a queima de combustíveis fósseis. É muita doideira. Mas o M1L publicou outra notícia mais estarrecedora ainda: o cocô da baleia ajuda a limpar o ar. Então enquanto a vaca polui com pum, a baleia limpa com cocô. Eu não vou explicar exatamente o processo, você que venha aqui no link e leia.  Esse é o tipo de assunto que afasta os new greeners - é muita verdade explícita.

Eu me lembro de mim mesma bocejando enquanto lia notícias sobre como o efeito estufa estava matando os ursos polares - crianças morrendo de bala perdida na minha cidade e eu lá vou me preocupar com o urso polar? Portanto, não sei o quão eficiente é falar de animais.  Barack Obama anunciou recentemente que quer  aumentar a área de proteção do Ártico - a foto da matéria era um urso polar. Legal e tal, mas e os conflitos raciais nos Estados Unidos? Amo os animais, mas amo mais os humanos. Acontece que os humanos estão morrendo em secas, em enchentes e em outras desgraças que derivam de descuidos ambientais - e geralmente quem sofre mais são os pobres. O que me faz pensar: sim, precisamos falar sobre puns e cocôs. Se aquele programa na TV fala de prisão de ventre às 10h da manhã, com a maior naturalidade, vamos falar também, ora. No mínimo, rir um pouco. Porque a informação é importante, mas não deixa de ser engraçada.      

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Do vagalume às árvores, uma nova forma de iluminar a noite

Já imaginou se, no futuro, não precisássemos de iluminação artificial nas ruas? Se mesmo à noite não fôssemos tão dependentes dos postes? Pois este é o sonho de Alexander Krichevsky. Em parceria com a Universidade do Estado de Nova York, o cientista está desenvolvendo um projeto pioneiro que pretende criar plantas geneticamente modificadas capazes de emitir luz própria. Parece uma daquelas loucuras que vemos em filme,  certo? Mas já é uma realidade bem próxima de nós.

O método, patenteado pela Bioglow, empresa fundada por Alexander, consiste em juntar o DNA de bactérias marinhas luminescentes ao genoma de uma planta comum. Assim, caule e folhas conseguem emitir luz, de forma bem similar àquela produzida por vagalumes e águas-vivas. Desta forma, poderíamos plantar diversas dessas árvores pela cidade e apenas esperar que elas brilhassem sozinhas, sem nenhuma necessidade de consumo de energia tradicional.

  O projeto ainda é recente e, embora a possibilidade de criar grandes árvores a partir dessa modificação genética exista, ainda deve levar alguns anos até que a técnica seja aprimorada e os postes possam ser substituídos. Mas tem gente por aí que não aguentou esperar tanto tempo pela fonte de luz renovável e já está colocando a mão na massa.

Encantado pelo projeto, o designer holandês Daan Roosegaarde quer dar um gostinho de como essas árvores irão funcionar e, para isso, ele planeja aplicar nas árvores já existentes nas ruas uma fina camada de tinta bioluminescente. Esta tinta especial é carregada durante o dia, por meio dos raios solares, e emite luz por até oito horas durante a noite, assim como no projeto da futura botânica. Polêmico, mas interessante.

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Brownie do Luiz e a Recicleta

A turma do Brownie do Luiz lançou uma novidade: a Recicleta, fábrica móvel de reciclagem de embalagens usadas. No Rio, o Brownie do Luiz é febre desde que foi criado por Luiz Quinderé, quando ele ainda estava no 1˚ ano do Ensino Médio, em 2005. Mas ser  o brownie mais gostoso da cidade não é suficiente para este empreendedor de 25 anos:  ele também incentiva a economia criativa e ações sustentáveis. O maior sucesso da marca é o Veneno da Lata. As bordas de brownie nos tabuleiros não eram aproveitadas e iam direto para o lixo. Luiz juntou essas sobras, botou em latas de achocolatado reutilizadas e, pronto, assim nascia o carro-chefe do negócio. Menos 2 lixos de uma vez só. Agora surgiu a Recicleta. É o seguinte: na empresa, eles reutilizam o máximo de coisas que eles podem e até aí tudo certo. Mas e as embalagens que vão para a casa de quem compra a lata? Com a fábrica de reciclagem móvel, a ideia é transformar lixo em produto, processando e derretendo as embalagens que os clientes retornarem para a loja. Com esse material derretido, eles vão criar uma moeda especial, que poderá ser trocada por experiências e produtos únicos, como aulas de ioga, vantagens em restaurantes e muito mais. Dessa forma, os meninos serão capazes de mostrar o valor que há no lixo. [embed]http://vimeo.com/116288374[/embed] De acordo com Guilherme Lito, sócio do Brownie há dois anos, o projeto surgiu depois de muito trabalho em parceria com a MateriaBrasil — empresa focada em inovação para sustentabilidade — para dar utilidade aos resíduos da fábrica. Procurando referências para uma nova forma de reutilização, eles descobriram as pequenas recicladoras móveis. O plano acabou morrendo, até que há pouco tempo, em conversa com o pessoal da Zebu, surgiu a ideia de trabalhar com a logística reversa: "Incentivar o público para ter o lixo de volta e aprender a transformar os resíduos em produtos". Além disso, eles poderão realizar ações como visitas da máquina a escolas - o projeto abre novas possibilidades de inovação social e educação. Para viabilizar a máquina, os meninos estão captando investimentos em parceria com a Benfeitoria. Se tudo der certo, em um segundo momento, eles pretendem desenvolver peças de encaixe feitas do próprio lixo, transformando embalagens usadas em qualquer objeto que você consiga montar, como o lego! São dezenas de milhares de embalagens indo todo mês para um lugar desconhecido, mas que o Brownie do Luiz e outras seis empresas com sustentabilidade no DNA querem transformar em algo muito melhor para o planeta. A sua participação é importante para a Recicleta sair do papel.

 

Até agora, 25%  do necessário foi arrecadado, em 1/4 do tempo planejado, e temos até o dia 13/03 para alcançar a quantia. Se tudo der certo, Lito nos contou que a máquina deve começar a funcionar no final de março ou antes, já que eles querem recompensar os clientes e colaboradores o quanto antes. Então, mãos à obra! Liga pra sua mãe, seu pai, tio, chama os amigos e faz aquela vaquinha!

   

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Série de fotografia retrata pessoas cercadas por seus próprios lixos

Não nos damos conta de quanto lixo produzimos a cada semana: se juntarmos todas as garrafas, papéis e embalagens usados, o resultado será surpreendente. Para provar isso, o fotógrafo americano Gregg Segal reuniu alguns voluntários para fotografá-los no meio de todo o lixo produzido por eles em uma semana.

O resultado é chocante. Segal fotografou tudo no jardim da sua casa, na Califórnia, e montou a série “7 days of garbage”, que ficou em exposição no Brooklyn, em Nova York. Nas fotos, os personagens são de todas as idades, de diferentes classes sociais, deitados na grama, na areia ou na água, cercados por pilhas de lixo produzido por eles mesmos. Cascas de melancia, embalagens plásticas de comidas congeladas, garrafas de vidro, pacotes de cereal e outros resíduos a gente vê por ali.

Segal contou que alguns dos participantes editaram suas pilhas de lixo por vergonha da realidade. Para ele, existe algo de humilhante nas fotos, mas não deixa de ser construtivo. As fotos, no fim, são esteticamente interessantes e atingem o objetivo: fazem pensar sobre o lixo que produzimos.

O fotógrafo conta em seu site que o interesse por lixo começou ainda pequeno. No seu aniversário de 11 anos, ele ganhou uma câmera fotográfica de presente e fotografou o lixo dos vizinhos. Segal diz ainda que a mãe soube que o filho seria um fotógrafo no momento em que viu a foto, e que tem sorte de ter uma mãe que enxergou as imagens como arte ou, pelo menos, como um material que valia a pena ser documentado. 

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