Um chamado para um novo futuro corporativo

Um chamado para um novo futuro corporativo

Publicado em:
16/6/2021
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ESSE NÃO É MAIS UM MANIFESTO, É UM CHAMADO PARA UM NOVO FUTURO CORPORATIVO 


Empresas são hoje as engrenagens do sistema em que vivemos. É a partir delas que as regras do jogo são construídas, que se produz praticamente tudo o que consumimos, e muitas riquezas que criamos. E é a partir delas que se produz impacto. Positivo e negativo.

Quando uma empresa decide praticar o comércio justo, ela remunera a cadeia de forma equilibrada, e isso significa uma melhor distribuição de riquezas. Quando uma empresa decide ter um time baseado em diversidade, ela ajuda a desenhar uma sociedade mais inclusiva e com oportunidades mais bem distribuídas. Quando uma empresa decide não só cumprir, mas ir além das leis de preservação ambiental, ela tem o poder de regenerar ecossistemas. 

Peraí. Volta um pouquinho. 

Quando pessoas de uma empresa decidem questionar o sistema e fazer diferente, elas podem causar uma transformação real na sociedade, afinal empresas são feitas de pessoas, e são pessoas que mudam o mundo. Empresas podem até reger a mecânica do sistema, mas temos que lembrar sempre que esse sistema faz parte de um outro, a sociedade. Que por sua vez, integra um outro ainda maior, a Teia da Vida, ou Gaia, esse megaorganismo que chamamos planeta Terra. 

O Menos 1 Lixo nasceu como um movimento de transformação do indivíduo, resultado de uma visão inovadora e empreendedora da ativista Fe Cortez. Mas não uma transformação qualquer, e sim uma que toma consciência de que não vivemos separados. Estamos todos interligados, somos seres integrais, vivendo uma ilusão de separação. E essa visão transbordou o espaço do eu e das empresas apenas como entes fictícios geradores de lucro, para entrar no espaço do nós. O Menos 1 Lixo existe desde seu dia zero para causar impacto. Positivo. No coletivo. Numa sociedade capitalista, nada mais disruptivo do que enxergar empresas como agentes de regeneração. Num sistema que busca o lucro de forma inconsequente, nada mais transgressor do que aliar geração de riqueza a impacto positivo. Nossa visão é que a transformação se dará por parte de coletivos: da sociedade civil organizada e de empresas que escolhem o lado B da força. Somos um negócio que cuida do planeta a partir das pessoas, propondo uma redefinição do que é ser uma empresa de sucesso e inserindo as relações e o meio ambiente como destaques desses indicadores. Afinal, é de relações que se tece qualquer teia.

Por isso acreditamos que o ativismo perpassa nossas decisões individuais, mas não para por aí. Precisamos de eficiência, porque o futuro se constrói nas ações do hoje e não pode esperar. Precisamos de novas regras que possibilitem que nenhuma forma de vida fique de fora. Nós, empresas, somos potentes nesse momento de transição. Nós que influenciamos um grande número de pessoas e criamos desejos, temos a responsabilidade de guiar a transformação. De exercer uma economia focada no cuidado, nas relações humanas, na natureza e na criatividade, para além do eixo econômico. Podemos construir uma nova ética empresarial que nos reconhece como parte integrante de um sistema complexo e múltiplo e que precisa ser ressignificado.  Estamos numa era de mudanças e nós, empresas, precisamos acompanhar as tantas quebras de paradigmas socioambientais. Migrar de agentes da degeneração pra protagonistas da regeneração. 

Quando uma empresa decide causar impacto, ela pode ser uma agente de transformação em larga escala e precisamos nos conectar com essa realidade. 

Essa é talvez a década mais importante da história da humanidade até agora. A década em que vamos ter que embaralhar e dar de novo as cartas, porque neste jogo todos perdem. Mas a partida não está finalizada, e por isso esse não é um manifesto, é um chamado para um novo futuro corporativo, em que podemos redefinir o que o conceito de empresas significa. Em que precisamos redefinir os conceitos de ganho e resultado. Em que precisamos incluir, inovar e regenerar. Em que não basta mais gerar lucro para poucos. Quando uma empresa decide ser ativista, ela impacta todo um ecossistema, de colaboradores, suas famílias, sua região, seus fornecedores, o ambiente. Quando uma empresa decide ser ativista, ela pode mudar as regras desse jogo, para que seja ganha-ganha-ganha.

E o Menos 1 Lixo está à serviço dessa transição, estimulando o empoderamento e a mudança de comportamento de indivíduos, organizações e governos que querem - e podem! - mudar o mundo.

Quando uma empresa decide desenvolver um negócio que atende às necessidades coletivas, que prioriza o meio ambiente e que pratica uma gestão responsável, ela não cria apenas tendência, e sim uma possibilidade de sobrevivência. E é com essa consciência que construiremos um cenário em que negócios coexistam a favor da vida e do planeta. Em que empresas sejam mais que empresas, sejam negócios de impacto. Positivo e integral.

E você, o que vai decidir hoje?


Menos 1 Lixo
Por:
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Sobre o movimento

Em 1º de Janeiro de 2015 nascia o Menos 1 Lixo, um desafio pessoal da Fe Cortez, de produzir menos lixo e provar que atitudes individuais somadas constroem um mundo mais sustentável.

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