Sylvia Earle é puro GRL PWR

Publicado em:
7/3/2019
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Sylvia é bióloga marinha e na casa dos 80 anos inspira demais as meninas e mulheres apaixonadas por sustentabilidade ainda hoje. Ela é uma das maiores exploradoras que o oceano já conheceu e foi a primeira mulher cientista-chefe da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional), cargo que declinou porque precisava de liberdade para defender os oceanos. Foi nomeada a primeira heroína do planeta em 1998 pela Time Magazine e desde então trabalha com a National Geographic.

Em 1964, Sylvia foi convidada para integrar a Expedição Internacional ao Oceano Índico. Mãe de dois filhos pequenos, ela foi a única mulher da expedição, com 70 homens a bordo. A manchete dos jornais dizia que ela torcia pra não ter problemas...

Em toda sua carreira, desmistificou que oceanógrafos e mergulhadores só poderiam ser homens pela resistência física e a força pra carregar o tanque e administrar o fôlego. Em 1968, grávida, ela foi a primeira mulher a entrar no Deep Diver, um submersível e, 11 anos depois, caminhou no fundo do mar com o Traje Jim, a 380 metros de profundidade.

Sylvia liderou, ainda, o Tektite II, um projeto da NASA com uma equipe completamente feminina, que ficou 14 dias debaixo d'água, nas Ilhas Virgens.

Uma das meninas, Peggy, contou:

Uma das coisas que é provavelmente verdadeira para qualquer minoria, é que nosso time estava comprometido e determinado a fazer qualquer coisa melhor do que os homens fariam. Então as mulheres passavam mais horas na água do que qualquer um. Tipicamente, os times eram de duas pessoas que trabalhavam juntas em um projeto. Mas na nossa equipe isso era um bocado diferente. Tínhamos duas mulheres, Ann Hartline e Alina Szmant, que trabalharam em um projeto. Sylvia Earle e Renate True tinham seus próprios projetos cada uma, então frequentemente eu acabava sendo a parceira de uma delas, o que fazia com que eu saísse para mergulhar bastante.

Foto: Blog Aline Valek

Mission Blue: Netflix

A história dessa mulher inspiradora foi contada no documentário Missão Azul, da Netflix, de Richard Nixon e Fisher Stevens, e no livro publicado por ela ano passado, A Terra é Azul. O documentário é emocionante e transformador, já que conta como Sylvia assistiu à transformação dos oceanos de perto: quando era pequena, em 1947, só existia uma plataforma de petróleo no Golfo do México em 2014, quando o filme foi feito, já eram 30 mil delas. E é lá que o oceano abriga uma das maiores zonas mortas do mundo, ou seja, uma área sem oxigênio suficiente pra que exista qualquer espécie em vida. Em 1974, só existia uma zona morta por ali e em 2014, eram mais de 500.

De certa forma, somos animais marinhos. Sem oceano, não sobrevivemos.

Sylvia tem um sonho: proteger o oceano, como se protege a terra. Assim, ela desenvolveu o conceito dos Pontos de Esperança (Hope Spot), lugares ameaçados pela ação do homem, mas que são recuperados também pela atitude humana. Nixon e Stevens contam que o Cabo Pulmo, no México, é um exemplo claro: foi devastado na década de 1980 pelo turismo, a pesca predatória e industrial. Em 1997, a população se mobilizou e, a 70km², não se podia pescar, perfurar ou descartar nada. A pesca foi substituída pelo ecoturismo e o oceano se regenerou. No site do projeto é possível ver todos os pontos de esperança, como Abrolhos aqui no Brasil.

Se eu pudesse escolher um momento para nascer, escolheria agora. Porque agora nós sabemos, como nunca antes. Entendemos os nossos impactos, algo que não sabíamos há 50 anos. E se esperarmos mais 50 anos, a oportunidade da mudança vai sumir. A hora é agora. Nossas ações vão definir o que vem a seguir.

Menos 1 Lixo
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