E viva os corais!

E viva os corais!

Publicado em:
22/7/2019
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Os corais são animais marinhos de um grupo de invertebrados que inclui, também, as águas-vivas, anêmonas e gorgônias. Todos compartilham uma estrutura simples: o pólipo. O pólipo é como uma latinha aberta que, na extremidade, tem uma boca cercada por um anel de tentáculos. Os tentáculos têm células urticantes, chamadas nematocistos, que permitem que o coral capture pequenos organismos e também se defenda. Dentro do corpinho do pólipo estão os tecidos digestivos e reprodutivos. Diferente das anêmonas do mar, os corais produzem um esqueleto calcário. E por isso, muitas vezes, foram e ainda são confundidos com pedras, como por exemplo o coral cérebro. Esses animais podem apresentar uma grande variedade de formatos, cores e tamanhos. Alguns podem viver de forma solitária mas em geral, formam colônias, onde todos os seus pólipos encontram-se conectados e se ajudam!

Acervo Ecorais/ BrBio - Foto de Athila Bertoncini

Os corais responsáveis pela formação dos recifes são chamados de corais pétreos ou escleractínios, e vivem em simbiose com as zooxantelas, um tipo de microalga. Esta parceria chamada de simbiose (sim=junto; bio=vida) é uma das chaves para seu grande sucesso. As zooxantelas fornecem açúcares produzidos durante a fotossíntese, e, em troca, recebem proteção e nutrientes também essenciais para sua sobrevivência.  Isto sim é uma verdadeira parceria de ganha-ganha.

Os corais têm um ciclo de vida simples que inclui duas fases: a de pólipo, que vive fixo no fundo do mar e desenvolve gametas; e também uma fase larval. A vida sexual nos recifes é complexa, existem colônias ou pólipos solitários de um mesmo sexo, e aquelas que produzem ambos os sexos em uma mesma colônia, com pólipos machos e pólipos fêmeas. E alguns ainda podem nascer machos e se tornarem fêmeas e vice-versa. 

O sexo nos recifes também pode ser romântico! Sob a luz do luar e a influência das correntes,os corais liberam óvulos e espermatozoides simultaneamente na coluna d'água para fecundação externa, dando origem às larvas de corais.

Outras espécies de corais podem ainda ficar grávidos;, realizando a fecundação internamente, desenvolvendo e incubando as larvas, antes de liberá-las. Eles podem ainda se reproduzir, por fragmentação ou brotamento, através da reprodução assexuada, pois não precisam de um parceiro pra isso. É surpreendente a diversidade de formas e modos de reprodução desses animais!

De fato, esses animais são seres incríveis com modos de alimentação, reprodução e crescimento únicos. Devido sua grande importância ecológica, econômica e social, o Projeto Ecorais do BrBio vem, desde 2000, pesquisando informações sobre a distribuição, tamanhos e saúde desses animais e do Oásis Coralíneo de Armação dos Búzios e interagindo com a população local. 

No próximo post apresentaremos porque esses animais são tão importantes, quais ameaças vem sofrendo e o que pode ser feito para ajudar na conservação desses importantes seres e ambientes! Mas você já pode entender um pouco mais no incrível documentário (que tá no Netflix!), Em Busca dos Corais. Precisamos conhecer um dos animais mais importantes pra sobrevivência do planeta.

BrBio
Por:
meio
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