Ambiental

O plástico que enforcou um tubarão

2018 não tá fácil pro oceano, viu? No finalzinho de outubro, o fotógrafo polonês Jacek Dybowsky, registrou uma cena muito chocante: um plástico ficou preso no pescoço de um tubarão, cobrindo as fendas branquiais e causando uma asfixia lenta. Ele pensou em ajudar o tubarão, mas não conseguiu (afinal, é um tubarão, né?).

Ele ficou bem impressionado e disse que nunca tinha visto nada parecido em seu trabalho com fotografia subaquática. O mergulho foi no Mar Vermelho e era um tubarão-galha-branca-oceânico. A hipótese é que o plástico era de um equipamento de mergulho. Ele disse que ficou devastado :(




Há 10 dias uma baleia cachalote foi encontrada morta na Indonésia com 6kg de plástico no estômago. Foram encontradas 19 peças de plástico rígido, 4 garrafas PET, 25 sacolinhas plásticas, 2 chinelos, 115 copos descartáveis e pedaços de barbante. A Indonésia compõe o grupo dos países que mais poluem os oceanos: em conjunto com a China, as Filipinas, a Tailândia e o Vietnã, são responsáveis pelo descarte de 60% de todo o plástico que vai parar nos oceanos.

Em abril desse ano, uma outra cachalote foi encontrada morta com 29kg de plástico no estômago em Murcia, na Espanha.

O Menos 1 Lixo lançou em junho a websérie Mares Limpos, que fala sobre todos os impactos do nosso consumo irresponsável e desenfreado do plástico descartável. Nós descartamos 8 milhões de toneladas dele nos oceanos todos os anos e estamos matando o planeta. Se não tomarmos nenhuma atitude HOJE, em 30 anos, vamos ter mais plástico do que peixe nos oceanoso . Precisamos nos responsabilizar e agir. Ou você ainda acha que isso não é um problema seu? Dá um play no primeiro episódio da websérie pra entender o tamanho do problema


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O que faz o Ministério do Meio Ambiente?

Com as eleições e a mudança presidencial, muito tem se falado do Ministério do Meio Ambiente, já que o presidente eleito Jair Bolsonaro prometeu, inicialmente, fundir as pastas da Agricultura com a do Meio Ambiente. Depois da eleição, o presidente voltou atrás e decidiu manter os ministérios separados, pela pressão popular e dos ruralistas. Mas você sabe pra que serve o Ministério do Meio Ambiente e quais os perigos da união dessas pastas? Vamos falar sobre isso?

O Brasil é uma República Federativa que tem o seu Poder Executivo composto por 23 ministérios (novembro de 2018), cada um deles sob tutela de um ministro que é, em tese, capaz de gerir os assuntos competentes à pasta daquele departamento O Ministério do Meio Ambiente (MMA) foi criado em novembro de 1992 com o objetivo de garantir que sejam implementadas políticas públicas ambientais no âmbito nacional.

Há um ano, estabeleceu-se novamente as competências do Ministério do Meio Ambiente sob a presidência de Michel Temer, na lei 13.502. É, portanto, de competência do MMA:

  • as políticas nacionais dos recursos hídricos e do meio ambiente
  • as políticas de preservação, conservação e utilização sustentável dos ecossistemas, da biodiversidade e das florestas;
  • a proposição de estratégias, mecanismos e instrumentos econômicos e sociais para melhorar a qualidade ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais;
  • as políticas de integração do meio ambiente e da produção;
  • as políticas e programas ambientais para a Amazônia Legal;
  • o zoneamento ecológico-econômico

E fazem parte do MMA algumas secretarias importantes:

  • Secretaria de Mudança do Clima e Florestas
  • Secretaria da Biodiversidade
  • Secretaria de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental
  • Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável
  • Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental

Ainda existem algumas entidades vinculadas ao MMA, chamadas de autarquias, que são empresas que realizam atividades para o Estado de forma descentralizada e com autonomia. É o Caso do IBAMA, por exemplo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Ele foi criado em 1989 e é o órgão executivo responsável pela execução da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA). Também tem a competência da preservação e conservação do patrimônio natural através da fiscalização. E é o IBAMA quem concede licenças ambientais.

Fonte: IBAMA

Também são entidades vinculadas ao MMA, a Agência Nacional das Águas, dedicada a garantir a execução a Lei das Águas do Brasil, n. 9433, que tem como uma de suas diretrizes garantir acesso à água de qualidade para toda a população. Com segurança e consciência dos nossos recursos.

Também está vinculado ao MMA, o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) que tem como missão executar as ações do Sistema Nacional de Unidades de Conservação e também proteger, fiscalizar e monitorar as Unidades de Conservação do Brasil.

Você consegue entender toda a estrutura do Ministério do Meio Ambiente por aqui.


Esse ano, a WWF lançou um relatório do financiamento público em meio ambiente no Brasil. E isso é fundamental pra gente entender a desvalorização que as florestas, as unidades de conservação e a preservação dos nossos recursos naturais têm no desenvolvimento das políticas públicas. Na Lei Orçamentária de 2018, o MMA recebeu um orçamento menor do que o da Câmara dos Deputados e do Senado. Ele recebeu 10% da verba recebida pelo Ministério de Minas e Energia e tem autorização para investir um pouco mais de 20% de todo o orçamento do Ministério da Agricultura.

É fundamental entendermos as estruturas políticas capazes de proteger e decidir sobre as questões ambientais do Brasil. Só assim somos aptos a cobrar melhores alternativas pro que é nosso e contribuir com o desenvolvimento sustentável do país. Vamos?


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5 dicas infalíveis de como convencer os coleguinhas

Você já adotou o estilo de vida sustentável, mas não aguenta mais explicar pra todo mundo os motivos? A Fe Cortez selecionou 5 dicas pra você convencer sua mãe, seu pai, seu melhor amigo ou sua chefe de uma vez por todas! Tá com dificuldade? Dá um play!


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O poder do amor e do indivíduo

A Revolução Industrial permitiu uma evolução humana nunca antes vista na História. Com o desenvolvimento da tecnologia, a vida passou a ser diferente e nós mudamos a nossa forma de agir como um todo. É claro que nem todas as mudanças foram pra melhor e agora a gente já sabe disso. Precisamos de reconexão. Com os animais, a natureza e com a humanidade. E ela só acontece através do amor e da inspiração.

O último episódio de Mares Limpos foi todo dedicado ao amor eaoque é profundamente revolucionário. Dá um play

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E as pautas ambientais dos presidenciáveis 2018?

O que você prioriza em ano de eleição? O processo democrático tem o voto como uma das ferramentas mais importantes e é o maior exercício de cidadania que a gente pode garantir. Quase sempre as pautas dos presidenciáveis são focadas na economia, na saúde, na segurança e na educação, os pilares que valorizamos em uma sociedade que funciona bem.

Mas você já deu uma olhada nas pautas de sustentabilidade delxs? Será que elas existem de verdade ou são pautas decorativas? Você sabe o que elas abordam? Defender sustentabilidade vai muito além de pensar nas florestas, nos oceanos e nos animais. Significa investir em saneamento básico, defender reservas indígenas e valorizar a qualidade de vida das pessoas que moram no planeta.  

A ONG FunVerde se debruçou nas pautas dos 13 presidenciáveis e você pode ler com calma cada um deles pra entender um pouco mais das propostas.  Também vale ler a matéria completa do Observatório do Clima com todas as propostas dos candidatos para as questões do clima e do aquecimento global.

Retirado do site do Observatório do Clima


O GreenPeace também fez um documento incrível sobre os maiores riscos que cada candidato representa paras pautas ambientais e destacou os mais problemáticos nesse sentido: Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (Podemos) e a vice-presidenciável de Ciro Gomes (PDT), Kátia Abreu (PMDB).

O candidato do PSL é o campeão dos que promete um retrocesso nas questões socioambientais. Ele se comprometeu com a extinção do Ministério do Meio Ambiente e já se mostrou favorável com a retirada do Brasil do Acordo de Paris 2015. Ele afirmou que quer desempoderar órgãos de fiscalização a crimes ambientais, como o Ibama e quer enfraquecer as regras do licenciamento ambiental. E disse que vai ocupar áreas protegidas e florestadas, como as terras indígenas e quilombolas. Por último, Bolsonaro propõe o armamento dos proprietários rurais e é a favor da PL do Veneno. Ele já foi multado pelo Ibama por pescal em área de proteção ambiental.

O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, também apoia e aprova a PL do Veneno, o que choca os ativistas, já que Alckmin é médico e conhece os malefícios dos agrotóxicos pra nossa saúde e do planeta. Ele simplesmente ignora as considerações do INCA, Fiocruz, ONU, Ibama, etc.

Também o candidato Álvaro Dias (Podemos) defende a lei de liberação dos agrotóxicos no Brasil. No caso do presidenciável Ciro Gomes (PDT), a vice Katia Abreu (PMDB) é quem ganha o destaque, já que ela é uma das maiores figuras do agronegócio brasileiro. Em agosto de 2012, a propriedade do irmão da vice presidenciável foi denunciada por quase 60 trabalhadores em condições análogas à escravidão. Também o filho, Irajá Abreu e deputado, é autor de muitas propostas polêmicas quando o assunto é agricultura e reforma agrária. Ela também estaria envolvida em casos de desmatamento e crimes ambientais em Tocantins e o The Guardian já declarou que ela é uma das parlamentares mais perigosas do país, nomeada pelo jornal como a Miss Desmatamento.

Retirado do site do GreenPeace Brasil

É extremamente importante a informação a respeito das pautas ambientais dos presidenciáveis. Educação, saúde, segurança e economia são fundamentais, mas nada disso está desconectado da sustentabilidade. Vamos estudar? A gente transcreveu os dados recolhidos pelo Observatório do Clima sobre todos os candidatos pra te dar essa força. Mas não deixa de ler o conteúdo completo, tá?


CIRO GOMES

Clima

  • Planos de colocar em operação ações para implementar as metas climáticas, de redução da emissão dos gases de estufa até 2020, definidas pelo Acordo de Paris e articular com outros países para que façam o mesmo;
  • Desenhar modelo de precificação da poluição (definição de formas de taxação para quem polui ou aprimoramento do mercado de certificados de emissão de carbono), com a criação de mecanismos de compensação financeira para atividades de impacto;
  • Desenvolver um sistema com informações sobre a emissão de carbono no país, por emissor.

Energia

  • Estimular adoção de energias renováveis como biocombustíveis, biomassa, hidráulica, solar e eólica, por meio de políticas públicas;
  • Promover a coordenação entre os atuais sistemas e linhas de financiamento destinadas à pesquisa ambiental e de sustentabilidade, incluindo a área de energia;
  • Petróleo: recomprar todos os campos de petróleo brasileiros vendidos ao exterior após a Lei da Partilha, pagando indenizações.

Desmatamento

  • Desenhar estratégia para redução do desmatamento;
  • Implementar as Unidades de Conservação (UCs) já criadas no Brasil com as devidas indenizações e/ou reassentamentos;
  • Elaborar plano de formação de arranjos produtivos locais no entorno dessas unidades, voltados para a prestação de serviços às mesmas, bem como o desenvolvimento do turismo sustentável
  • Criar concessões à iniciativa privada de áreas e equipamentos de uso público para exploração econômica de serviços permitidos em UCs;
  • Apoiar gestão das associações produtivas das comunidades da floresta e a implantação da infraestrutura necessária ao desenvolvimento das cadeias produtivas.

Agricultura

  • Ordenar uso e ocupação das terras no Brasil, destinando áreas a sistemas produtivos em regiões já modificadas pela ação humana;
  • Compatibilizar as agendas Marrom (Política Nacional de Meio Ambiente), Verde (Novo Código Florestal) e Azul (Política Nacional de Recursos Hídricos);
  • Desenvolver defensivos agrícolas específicos para as nossas culturas, de menor conteúdo tóxico para pessoas e o meio ambiente; incentivar a adoção de sistemas de controle alternativos na agricultura.


GERALDO ALCKMIN

Clima

  • Perseguir “com afinco” as metas assumidas no Acordo de Paris;
  • Usar os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) como referência no relacionamento externo brasileiro.

Energia

  • Priorizar políticas que permitam às regiões Norte e Nordeste desenvolver suas potencialidades em áreas como energias renováveis, turismo, indústria, agricultura e economia criativa

Desmatamento

  • Nada consta

Agricultura

  • Reforçar a liderança do Brasil na agricultura pela transformação do Plano Safra em um plano plurianual para dar previsibilidade às regras da política agrícola;
  • Garantir a paz e a segurança agrícola no campo.


GUILHERME BOULOS

Clima

  • Honrar os compromissos assumidos no Acordo de Paris: reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e restaurar 120 mil km² de florestas até 2030;
  • Reconhecer os “direitos da natureza” na Constituição, como foi feito por países como Equador e Bolívia

Energia

  • Superar o uso dos combustíveis fósseis e realizar a transição para energias renováveis de baixo carbono (como a eólica e a solar), proibir o fraturamento hidráulico do gás de xisto, que tem alto impacto ambiental;
  • Transportes: modernizar o setor, priorizar o transporte coletivo e sob trilhos (para carga e passageiros); reverter a cultura do automóvel nas grandes cidades;
  • Estimular o carro elétrico e reduzir a demanda de petróleo;
  • Usinas nucleares: manter as Usinas Angra 1 e 2 em operação até o fim de sua vida útil; suspender as obras e rediscutir com a sociedade civil a continuidade do projeto de Angra 3;
  • Usinas hidrelétricas: suspender as construções de novas usinas;
  • Pré-sal: reverter toda a legislação de privatização da exploração do petróleo e da Petrobras;
  • Transformar a Petrobras de uma empresa de petróleo em uma empresa de energia pública “democraticamente gerida”, com um setor voltado para desenvolver energias renováveis.

Desmatamento

  • Zerar o desmatamento em todos os biomas em uma década: para isso, será preciso estabelecer meta para restaurar florestas com espécies nativas;
  • Estabelecer política de estímulo ao aumento da produtividade agrícola nas áreas já desmatadas;
  • Promover aumento da eficácia na fiscalização da atividade agropecuária e grilagem de terra; confiscar bens associados a crimes ambientais;
  • Criar novas áreas protegidas;
  • Usar a tributação para o estímulo à conservação, com o combate à sonegação do imposto territorial rural (ITR).

Agricultura

  • Criar incentivos financeiros para aumentar a produtividade e alterar a matriz produtiva agropecuária;
  • Fomentar a agricultura de alimentos saudáveis, priorizando vegetais, “voltada para a segurança alimentar do povo brasileiro”;
  • Limitar a produção de commodities para exportações.


JAIR BOLSONARO

Clima

  • Nada consta; candidato afirmou à imprensa que pretende retirar o Brasil do Acordo de Paris, por ele representar “ameaça à soberania nacional”

Energia

  • Desenvolver o potencial do Nordeste em fontes renováveis: solar e eólica; expandir a produção de energia e toda a cadeia relacionada, como produção, instalação e manutenção de painéis fotovoltaicos;
  • Realizar o licenciamento ambiental de PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) no prazo máximo de três meses;
  • Aumentar o papel do gás natural na matriz elétrica nacional.

Desmatamento

  • Nada consta

Agricultura

  • Criar uma nova estrutura federal agropecuária, responsável por: política e economia agrícola (inclui comércio); recursos naturais e meio ambiente rural; defesa agropecuária e segurança alimentar; pesca e piscicultura; desenvolvimento rural sustentável; inovação tecnológica.


JOÃO AMOÊDO

Clima

  • Nada consta

Energia

  • Ampliação da energia renovável na matriz energética;
  • Dar fim aos subsídios à energia não renovável, como gasolina e diesel.

Desmatamento

  • Eliminar o desmatamento ilegal;
  • Reduzir definitivamente o desmatamento ilegal na Amazônia Legal, com mais tecnologia e fiscalização (sic).

Agricultura


FERNANDO HADDAD

Clima

  • Introduzir agenda estratégica de transição ecológica, que colocará as políticas ambientais, territoriais, regionais, produtivas, tecnológicas, científicas e educacionais como aliadas;
  • Realizar uma reforma fiscal verde, com aumento progressivo do custo da poluição e prêmio à inovação de baixo carbono;
  • Desonerar investimentos “verdes” (isenção de IPI, dedução de tributos embutidos em bens de capital e recuperação imediata de ICMS e PIS/COFINS), reduzindo o custo tributário do investimento verde em 46,5%;
  • Sem elevar a carga tributária, criar um tributo sobre carbono, que já foi adotado em vários países para aumentar o custo das emissões de gases de efeito estufa;
  • Apoiar e incentivar os estados e municípios a adotarem uma política de gestão ambiental urbana que proporcione redução do consumo de energia, da emissão de poluentes que afetam a qualidade do ar, solo e água e de gases de efeito estufa.

Energia

  • Construir um modelo energético que terá como diretrizes: 1) a retomada do controle público, interrompendo as privatizações; 2) ampliação dos investimentos para expandir a geração com energias renováveis (solar, eólica  e biomassa); 3) tarifas justas; e 4) participação social;
  • Retomar o papel estratégico da Eletrobrás e da Petrobras;
  • Instalar kits fotovoltaicas em 500 mil residências por ano;
  • Impulsionar a micro e mini geração de energia renovável pela possibilidade de venda do excedente de energia produzido por residências e empresas;
  • Modernizar o sistema elétrico existente: usinas geradoras, substituição de combustíveis líquidos e carvão por gás natural e biocombustível, incorporação das tecnologias de futuro nas redes de transmissão (smart grid);
  • Perseguir o aumento da eficiência energética;
  • Fortalecer o Programa Reluz e estender o Programa Luz para Todos para localidades isoladas na Amazônia;
  • Retomar investimentos em infraestrutura de transporte limpa, com diversificação dos meios de transporte, incluindo ferrovias, hidrovias e meios menos poluentes.

Desmatamento

  • Assumir compromisso com a taxa de desmatamento líquido zero até 2022 e com o fim da expansão da fronteira agropecuária;
  • Fiscalizar o cumprimento do Código Florestal, incluindo o Cadastramento Ambiental Rural;
  • Fortalecer a proteção das unidades de conservação e dos demais bens da natureza;
  • Aperfeiçoar os mecanismos de governança em relação à Amazônia, por meio do diálogo federativo e participação social nos processos decisórios.

Agricultura

  • Criar instrumentos que valorizem a produção e a comercialização de produtos agropecuários de forma sustentável; promover a valoração econômica da preservação de recursos naturais nas propriedades rurais;
  • Utilizar, para a expansão da produção agropecuária, os mais de 240 milhões de hectares já abertos para agricultura e pastagens;
  • Implementar o Código Florestal com prazos, “sem mais prorrogações ou atrasos”;
  • Promover uma nova geração de políticas e programas voltados à questão agrária, agricultura familiar e agroecologia no Brasil, com reforma no ambiente institucional;
  • Desenvolver, em parceria com organizações públicas, universidades e sociedade civil projetos estratégicos para os assentamentos rurais.


MARINA SILVA

Clima

  • Alinhar políticas públicas (econômica, fiscal, industrial, energética, agrícola, pecuária, florestal, da gestão de resíduos e de infraestrutura) aos objetivos do Acordo de Paris;
  • Cumprir os compromissos assumidos pelo Brasil com uma estratégia de longo prazo de descarbonizarão da economia, com emissão líquida zero de gases de efeito estufa até 2050;
  • Descarboninzar a estrutura tributária: no curto prazo, aperfeiçoar a contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE, tributo que incide sobre combustíveis), com um adicional segundo a intensidade de carbono;
  • No médio prazo, incorporar uma taxa de carbono ao sistema tributário nacional, no contexto de uma ampla reforma tributária;
  • Implementar o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões e outros mecanismos para introduzir a precificação das emissões de gases de efeito estufa;
  • Promover desenvolvimento urbano que inclua a redução de gases de efeito esfufa entre as prioridades;
  • Apoiar os municípios a implementar planos de contingência e monitoramento de extremos climáticos para a prevenção e mitigação dos impactos.

Energia

  • Mobilidade urbana: desenvolver políticas que estimulem modais com baixa emissão de poluentes, geração de energia limpa, renovável e com eficiência energética; substituir veículos movidos a combustíveis fósseis pelos elétricos e movidos a biocombustíveis;
  • Eletrobrás: privatização será analisada no contexto da política energética nacional; deverá modernizar suas estratégias a fim de incorporar energias renováveis;
  • Petrobras: assumirá papel de liderança nos investimentos em energias limpas;
  • Potencializar a eficiência energética, por meio do estímulo regulatório com incentivos e metas em todas as etapas: geração, transmissão e distribuição até os consumidores;
  • Massificar a instalação de unidades de geração de energia solar fotovoltaica distribuída nas cidades e comunidades vulneráveis: meta é 1,5 milhão de telhados solares fotovoltaicos de pequeno e médio porte até 2022, representando 3,5 GW de potência operacional;
  • Renovabio: implementar o programa de biocombustíveis, que deverá criar 1,4 milhão de empregos até 2030.

Desmatamento

  • Atingir o desmatamento zero no Brasil, no menor prazo possível, com data limite em 2030;
  • Valorizar a floresta em pé, com o desenvolvimento de uma economia florestal e das comunidades tradicionais vinculadas à sua utilização e conservação;
  • Ampliar o sistema de monitoramento de desmatamento, degradação e mudanças na cobertura do solo;
  • Recuperar 12 milhões de hectares de florestas nativas até 2030, como manda o Acordo de Paris e gerar empregos nessa atividade.

Agricultura

  • Ampliar práticas de agricultura de baixo carbono nos Planos Safra anuais, com redução da burocracia e estabelecendo atrativos para adesão ao sistema;
  • Desenvolver programas de compensação financeira que beneficiem comunidades tradicionais e agricultores familiares pela conservação da biodiversidade e ecossistemas.

 

Pra finalizar, a gente vai te dar uma força em alguns links importantes pra essa eleição, tá?

A BBC fez um guia completo de todas as propostas dos presidenciáveis

O Gazeta do Povo reuniu os dados de todos os candidatos aqui

Pra entender mais sobre as coligações partidárias

Pra desenvolver educação política

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Pequenos Lixos, Grandes Problemas | CANUDO

No início desse mês, a prefeitura do Rio de Janeiro sancionou e regulamentou a Lei nº 6.384 que obriga restaurantes, bares, lanchonetes, barracas de praia e ambulantes a oferecerem canudos de papel biodegradável e/ou reciclável individual e hermeticamente embalados com papel semelhante.

O não cumprimento da lei gera, primeiro, uma advertência. Depois, com uma multa que dobra a cada reincidência. Ainda falta muito pra sociedade carioca aderir de fato à sustentabilidade, mas é um primeiro passo bem importante. É claro que isso pode gerar um outro problema, já que produtos com matérias-primas biodegradáveis, precisam estar em condições de biodegradabilidade pra sumirem no meio ambiente.

Mas é fundamental inserir o assunto no debate e por isso achamos a lei bem bacana. Muitos lixos pequenos são extremamente nocivos pra saúde do planeta e o canudo é um deles. Vamos começar falando sobre de onde ele veio?

Foto por Praveen Balasubramanian

O canudo foi pensado no final do século XIX nos Estados Unidos. Na época, uma bebida chamada mint julep, uma mistura de uísque, açúcar e menta era consumida com canudos de capim, porque eram servidas extremamente geladas. O capim deixava a bebida com um gosto diferente e um norte-americano, dono de uma fábrica de piteiras de papel, Marvin Stone, decidiu criar os canudinhos de papel em 1888.  E foi assim que eles ficaram cada vez mais populares, até serem feitos de plástico.

Só nos EUA, são consumidos (e descartados) 500 milhões de canudos por dia! No mundo, são mais de 1 bilhão, o que daria pra dar 5 voltas na Terra.  Eles demoram 450 anos pra sumirem na natureza e não duram mais de 5 minutos na nossa boca.

O grande problema dos canudinhos, além de serem feitos de plástico, claro, é que são confundidos pelos animais por comida, mandando uma mensagem pro cérebro de que estão saciados. Muitos morrem de inanição e outros com os órgãos perfurados. Você já deve ter visto aquele vídeo impactante de um canudo sendo retirado do nariz de uma tartaruga, né? Se não viu ainda, respira fundo e clica aqui.

A situação é mais grave do que a gente pensa. Audrey Azoulay. Diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), avisa sobre um novo continente feito de plástico:

Transportados pelas correntes marítimas, bilhões de fragmentos de plástico se juntam nos oceanos. Ao longo das últimas quatro décadas, a quantidade desse tipo de resíduo aumentou em 100 vezes no Oceano Pacífico, a ponto de formar o que se chama agora de ‘sétimo continente’ de plástico, uma vasta massa de lixo à deriva no Pacífico Norte, com uma área que corresponde a um terço dos Estados Unidos.

A Fe Cortez, que é defensora da Campanha Mares Limpos pela ONU Meio Ambiente no Brasil, frisa que já estamos bem equipados com as nossas bocas e que, se dispensamos o uso dos canudos em casa, por que mesmo usamos eles na rua? São 8 milhões de toneladas de lixo jogados no oceano todo ano, o que significa um caminhão a cada minuto. Foram 350 milhões de toneladas de plástico produzidos em 2016 e os canudos estão bem representados nessas estimativas.

Mas a lei sancionada pela prefeitura do Rio, por mais benéfica que possa ser para o meio ambiente, não atende todo mundo. Como os portadores de deficiência física e idosos, que necessitam dos canudinhos plásticos pela sua flexibilidade. É importante deixar claro que o grande problema do plástico pro planeta é o seu consumo em grande escala. Aqueles que não apresentam nenhum tipo de necessidade especial usam canudos descartáveis, muitas vezes pelo hábito de não recusá-los no restaurante

Se o canudo plástico é a melhor opção pra quem tem algum tipo de necessidade, ele precisa ser contemplado nessa ideia. Afinal, se apenas as pessoas que realmente necessitam do canudinho consumissem esse descartável, ele não seria um dos lixos mais encontrados no meio ambiente, né? A lei é muito nova e ainda preciso ser debatida a adaptada pra toda a sociedade.  

Para essa maioria que não necessita do canudo plástico, mas que não quer abrir mão do hábito, hoje em dia existem várias alternativas bacanas pra substituir os descartáveis: os canudos de vidro da Mentah, de inox da BeeGreen e os de bambu. Então, se você achar muito necessário, tenha o seu sempre com você e não gere esse lixo. Mas é sempre bom lembrar que o melhor canudo é aquele que a gente não usa. Quer saber mais? Assiste a nossa websérie #MaresLimpos e faça parte da campanha #PareDeChupar.

 

A lei no Rio de Janeiro foi sancionada pela pressão da população, com abaixo-assinado e cobrança de atitudes dos deputados e vereadores. Isso mostra a nossa força enquanto conjunto! Seja você também a mudança e estimule o processo na sua cidade. Além disso, questione os estabelecimentos que ainda distribuem os canudinhos plásticos e também quem consome. Incentive as medidas sustentáveis! Vamos juntxs?

Encontrou pelo Rio algum lugar que ainda tá usando canudo de plástico descartável? Denuncie! Manda pra gente uma foto e denuncie no 1746 da prefeitura do Rio.

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Uma iniciativa parananese pro pós consumo das embalagens

O Paraná é um dos estados com a maior taxa de reciclagem do Brasil, mas Curitiba ainda recicla menos de 6% dos seus resíduos. A reciclagem é uma alternativa extremamente importante do pós consumo, mas ainda é insuficiente por aqui e se trata de um mecanismo muito mais complexo do que parece.

Ainda bem que existe muita gente bacana pensando nisso tudo. O InPAR (Instituto Paraense de Reciclagem) foca nas empresas do Paraná, conscientizando a galera do descarte das suas embalagens, da importância de entender o pós consumo dos seus produtos e de colocar em prática a Logística Reversa. O Instituto foi criado por seis sindicatos industriais do setor alimentício da região. A ideia é tirar o estigma de que as empresas e indústrias são sempre os vilões do descarte incorreto e provar que dá pra produzir e pensar no meio ambiente, sim!

 O InPAR promove algumas ações com as cooperativas de catadores e empresas de reciclagem do Paraná. O objetivo do Instituto é além de destinar corretamente os produtos no pós consumo, também desenvolver projetos de diminuição da geração de resíduos da indústria paranaense. Quase todas as empresas associadas ao projeto são do ramo alimentício (café, carnes, trigo, massas, biscoitos, balas, etc.), que são as que geram lixo plástico pra caramba. Todas elas são parte da solução e o foco tá por aí, trabalhando pra desenvolver uma consciência ambiental mais coerente com a saúde do planeta.E o recolhimento das embalagens de pós consumo vai direto pra reciclagem. 

É super importante conhecermos projetos que viabilizem soluções para o plástico produzido em seus próprios produtos. E também precisamos fazer a nossa parte, claro!  O consumidor é o elo mais importante pra que o projeto funcione.

 Como? Através da coleta seletiva. É fundamental exercer os nossos deveres de separar o lixo dentro de casa da maneira correta. Mas o InPAR se preocupa com esse retorno e busca sensibilizar os consumidores paranaenses nesse sentido, alem de investir em associações de catadores. Cerca de 30 a 40% dos resíduos que são destinados a essas associações não são reaproveitamos e o InPAR quer resolver também essa questão.

Você conhece algum projeto semelhante perto de você? Conta pra gente! Vamos distribuir iniciativas que pensam na solução dos nossos resíduos e, claro, vamos fazer a nossa parte, sempre! 

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5 tradições péssimas pro meio ambiente

O historiador Eric Hobsbawm cunhou um termo super importante nas ciências humanas, a tradição inventada. Ele defende que as tradições foram criadas pela sociedade na intenção de construir rituais que estabeleçam uma conexão de continuidade com o passado e que possam desenvolver uma memória importante pro funcionamento da vida em conjunto.

Infelizmente, muitas dessas tradições que inventamos são muito nocivas pro meio ambiente. E ainda que as tradições sejam super importantes pra gente se sentir parte de um todo, elas precisam fazer sentido pro todo mesmo, né? O planeta! 

1 | BALÃO DE PAPEL

Eles são bem tradicionais em várias festas pelo mundo e no Brasil, especialmente no mês de junho, na época de São João, mesmo que por aqui seja crime. As festas juninas adoram um balão de papel pra colocar no céu. Pelo mundo afora, existem festivais em que a galera solta balões em conjunto pra colorir o céu. É lindo, com certeza!

O problema é que tudo que sobe, desce, e a gente não tem controle de onde vão parar esses balões. Os arames podem enforcar os passarinhos e outros animais em terra e eles são responsáveis por incêndios devastadores, que matam a fauna e a flora.

Na Inglaterra, um incêndio em 2013 ficou super famoso, depois que um balão de papel pousou em uma Usina de Reciclagem em West Midlands. 200 bombeiros tentaram apagar o fogo que destruiu 100.000 toneladas de material reciclável. Vale a pena manter uma tradição assim?

2 | FOGOS DE ARTIFÍCIO

Famosos pela beleza e por marcar uma comemoração extremamente importante, os fogos de artifício podem ser bem problemáticos pro meio ambiente. Eles são poluidores em potencial do ar e deixam os rastros dos seus resíduos quando caem no mar, nos rios ou no solo. E também oferecem perigo de incêndio.

3 | ÁRVORES DE NATAL

Aqui no Brasil, o costume são as árvores de natal de plástico. Não que as árvores verdadeiras nesse caso sejam muito melhores. As fazendas de árvores de natal lá fora, consomem tantos agrotóxicos quanto o Papai Noel gosta de distribuir brinquedos. Mas é claro que são biodegradáveis quando o Natal acaba, o que dá uma boa vantagem pra elas. Mas como aqui usamos essencialmente as artificiais…

Elas são feitas de plástico e demoram anos pra se decompor. Vale investir em plantinhas que você já tem em casa e decorá-las com algo bem colorido e que não machuque o planeta.

4 | ANEIS DE DIAMANTE

 

Muito se estimulava, no passado, que as mulheres só eram definitivamente conquistadas quando recebiam um anel de diamantes. Com o feminismo batendo na nossa porta, isso (ainda bem!) já perdeu completamente o sentido. Mas ainda tem gente que curte, né? As minas dessa pedra preciosa causam um impacto bem prejudicial pro planeta e a maioria delas fica do continente africano, provocando erosão do solo, desmatamento e a morte de animais selvagens da região. O solo devastado obrigou muita gente a sair de casa e os poços de mineração abandonados são focos de água estagnada da chuva e, assim, abrigam mosquitos que transmitem malária e outras muitas doenças.

5 | BALÃO DE GÁS

 

Já falamos sobre aqui.

As tradições são muito importantes, só precisamos repensar quais delas ainda nos representam. Vamos juntxs?

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Esporte e sustentabilidade

Nada está desconectado da sustentabilidade. Desde os nossos hábitos em casa, no trabalho, e, claro, até o lazer! Não adianta ser ativista em casa, se você ainda usa copinhos descartáveis quando vai ao estádio ver o jogo do seu time, né? Com o clima da Copa do Mundo rolando, vamos te dar um top 5 esportes e clubes que dão o exemplo de que o meio ambiente tá, sim, com essa bola toda! :)

 

  1. CRÍQUETE

O críquete não é um esporte muito comum no Brasil, mas é bem popular no Reino Unido, na Índia e no Paquistão. É parecido com o basebol e foi inspirado em um jogo da Idade Média chamado stoolball. O Estádio de Chinnaswamy, em Bangalore, na Índia, deu um show: adotou uma política Lixo Zero e investiu em fiscais para educar a galera a separar o lixo corretamente durante os jogos. São 40 mil espectadores a cada jogo, que geram até 4 toneladas de lixo! A separação é fundamental pra que o lixo tenha a chance de ser reciclado e, no caso do orgânico, que possa ser compostado. Os vendedores que usam descartáveis foram orientados a usarem “louça” de amido de milho. 

Já na capital da Inglaterra, o campo Kia Oval determinou que em 2 anos não usarão mais plásticos de uso único, proibindo desde já canudos e sacolinhas plásticas.

 

  1. MARATONA

Em Londres, a galera tá estudando formas de eliminar as garrafas PET durante as maratonas na cidade. Esse ano rolou a tentativa de usar copos biodegradáveis e/ou compostáveis pra tentar reduzir o número de garrafinhas por evento. Foram distribuídos 90 mil pelos corredores e as 760 mil garrafinhas foram recolhidas pra reciclagem.

No Rio, rolou uma polêmica sobre a maratona que deixou um rastro de lixo pela cidade. Muitas foram as denúncias de que os corredores não se preocupam com a Cidade Maravilhosa.

Ainda falando de corridas, vale dar uma pesquisada sobre o plogging, que é uma corrida que mistura jogging com recolhimento de lixo. O primeiro rolou na Suécia em 2017, quando uma galera resolveu correr com um saquinho pra recolher todo o lixo que encontrava pelo caminho. Existem várias outras corridas parecidas pelo mundo :)

  1. COMMONWEALTH

Esse ano realizada na Austrália, os Jogos da Commonwealth são multi-esportivos e recebem mais de 5000 atletas. Na Golden Coast, os balões de gás foram proibidos durante os eventos e todos os torcedores foram orientados a levarem a sua própria garrafa de casa ou um copo reutilizável para beberem água nos bebedouros distribuídos pela região.

  1. BASEBOL

Nos EUA, o White Sox, time de basebol, decidiu servir todas as bebidas dos jogos sem canudinhos plásticos. E isso é incrível, porque são 215 mil por temporada

  1. FUTEBOL

Claro que por último, vamos falar de futebol! No Reino Unido, o Tottenham Hotspur anunciou, em abril, que não venderia mais plásticos descartáveis no estádio a ser inaugurado na próxima temporada. Também o principal campeonato de futebol dos EUA e do Canada, o Major League Soccer se uniu à Adidas e foram distribuídos kits de consumo consciente no estágio em parceria com a Parley e todos os clubes usaram a camiseta feita com resíduos plásticos encontrados nas praias feitas pela Adidas Parley 2018 MLS.

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Pequenos Lixos, Grandes Problemas | Cotonetes

Você já parou pra pensar no perigo dos cotonetes pro planeta?

Quantos pequenos lixos nós consumimos e sequer paramos pra pensar no impacto deles pro planeta? Quantas vezes por semana você usa o cotonete? Pra começar, esse hábito já é super polêmico, porque vários médicos afirmam que ele faz mal aos nossos ouvidos e são bem perigosos. Segundo o Mundo Estranho, da editora Abril, o cotonete foi inventado há pouco tempo, na década de 1920, depois da Primeira Guerra Mundial por um polonês chamado Leo Gersternzang. Parece que ele teve a brilhante ideia depois de observar a mulher limpar o ouvido da filha com um pedaço de algodão preso em um palito de dente. E ele passou a produzir um cotonete com o corpo de madeira, mas o de plástico começou a ser comercializado em 63.

Os cotonetes são um dos resíduos mais encontrados nos oceanos, já que as estações de tratamento nem sempre conseguem filtrar os fininhos cotonetes. Segundo a Marine Conservation Society, eles foram o 6º item mais encontrado nas praias britânicas há 2 anos. Os europeus têm o hábito de jogar os cotonetes pelo vaso sanitário e eles vão parar nos oceanos ameaçando seriamente a vida marinha. 

Você já deve ter visto essa foto por aí, né?

Foi um registro do fotógrafo Justin Hofman, que praticava apneia na costa da ilha de Sumbawa, na Indonésia. Ele contou ao Washington Post que a corrente jogou vários dejetos em direção ao cavalo-marinho, que agarrou o cotonete. Ele usou a fotografia como um alerta e foi finalista de um concurso de fotógrafos da vida selvagem do Museu de História Natural de Londres.

Fotos como a de Hofman provam como é preciso agir hoje pra salvarmos toda a vida marinha em perigo por causa dos nossos impactos negativos ao planeta. E cotonete é reciclável? Bom, a haste é de plástico, o que significa que é reciclável. É tirar o algodão das pontas e encaminhar pra coleta. Mas como você deve tá cansadx de saber, nem tudo que é reciclável é reciclado e o plástico tem um índice de um pouco mais de 50% de reciclagem no Brasil. Ainda assim, isso não significa que as hastes dos cotonetes estejam dentro desse número.

Mas o que fazer? A boa notícia é que já tem muita gente grande de olho nesse problema. A Johnson & Johnson (a maior fabricante de cotonetes do mundo!) declarou que vai trocar todos as hastes de plástico por papel biodegradável. E essa medida rolou por causa de uma campanha lá fora, a #SwitchTheStick (ou #TroqueOPalito), voltada pra denunciar o impacto das hastes de plástico nos cotonetes pro meio ambiente. As maiores transformações estão nos menores gestos e nas mínimas mudanças de hábito. Vamos repensar mais esse?   

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Reciclável x Reciclado | Guardanapo de papel

Quando falamos sobre hábitos sustentáveis, a adoção do guardanapo de pano (especialmente na rua) é algo que choca quase sempre. A primeira pergunta que surge é, “mas qual o problema do guardanapo de papel? Ele não é bom pro meio ambiente?”. Vamos falar sobre isso?

Você já pensou quantas vezes por dia usa um guardanapinho de papel e joga fora? A gente tem o hábito de usar ele pra tudo. Antes de qualquer coisa, precisamos pensar na produção. Os guardanapos de papel são descartáveis e, por si só, já é um bom argumento pra você abandonar esse hábito, né? Descartado depois de alguns SEGUNDOS de uso, não faz muito sentido, faz? Para produzi-lo, muita matéria-prima é utilizada, da água até a celulose (extraída de árvores!). Segundo o Instituto Akatu, para produzir 1 kg de papel virgem, 540 LITROS de água são necessários. A indústria do papel é uma das que mais usam os recursos hídricos e é a quinta que consome mais energia. 

No Brasil, o eucalipto e o pinheiro são as principais árvores-fonte para a fabricação do papel e a força que garante a resistência dele são as pontes de hidrogênio, ou seja, as ligações químicas entre as fibras. O que viabiliza o processo da reciclagem são os processos de impermeabilização que afetam essas pontes. E o problema dos guardanapos de papel não é a sua matéria-prima, mas o seu objetivo: papeis engordurados são considerados contaminados pro processo de reciclagem. Então, a redução das pontes de hidrogênio durante a impermeabilização torna esse tipo de papel muito fraco. Isso se estende também pro papel higiênico, claro, ou também àqueles contaminados com substâncias químicas. E é sempre bom lembrar que a reciclagem é muito bacana e necessária, mas ela também consome recursos pra caramba: segundo a  Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP, o processo de reciclagem do papel gasta mais energia, água e produtos químicos do que usar matéria-prima virgem. Então o papel reciclado é também mais caro. Mas o guardanapo de papel tem uma vantagem muito legal: ele é compostável! E isso acarreta só uma questão: você composta o seu lixo? O problema é que  fora de casa, ele provavelmente não vai pra composteira, especialmente se você joga ele no lixo comum. Então, sempre, a melhor opção é evitar o uso! A dica? Levar com você sempre um guardanapo de pano: pode ser um pedaço de uma camiseta velha ou você mesmx pode costumar com tecidos bem coloridos, fica lindo! Coloca um na mochila, um na bolsa e pronto! Você nunca mais vai precisar consumir um guardanapo de papel :) E antes que você pense, "mas não usa muita água pra lavar?" Bom, já falamos do consumo do guardanapo na produção dele, mas você pode jogar os pedacinhos de pano na máquina e pronto! Fácil, fácil. Vamos juntxs? A Fe já falou um pouco sobre o kit que ela carrega com ela pra gerar sempre menos lixo, aqui:

 
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Pequenos lixos, grandes problemas | OS BALÕES

Precisamos falar de pequenos lixos que são problemas imensos pro nosso planeta. Vamos começar pelos balões de festa? Ele é quase sempre um dos primeiros itens da nossa checklist quando estamos organizando uma festinha, né? Vamos repensar? Os balões podem ser feitos de látex ou nylon e geralmente flutuam porque são recheados de hélio. Pra começar, você já parou pra pensar de onde ele vem?

O gás hélio é um dos elementos mais abundantes e leves do mundo. Ele tem esse nome porque foi descoberto com o auxílio do sol (Hélio era a personificação do sol na mitologia grega) no século XIX. Ele está presente em minerais radioativos e fontes de água mineral e só pode ser obtido pela exploração das rochas. O hélio se espalha bastante pelos EUA, Canadá, África do Sul e pelo Deserto do Saara, mas é encontrado em maior quantidade em território estadunidense. Ele é um recurso não renovável e nenhum outro elemento tem uma propriedade parecida com a sua, ou seja, é insubstituível. E estima-se que as reservas vão acabar em menos de 30 anos. E é claro que a falta dos balões serão os  menores problemas, já que o hélio é usado em equipamentos de ressonância magnética, telescópios espaciais, reatores nucleares e tantos processos de pesquisas científicas e tecnológicas. E quando a reserva acabar, acabou. Mas e aí? Só por isso os balões são uma ameaça ao planeta? Nananinanão!

Os balões podem ser fabricados de dois materiais, de látex e de nylon. Os primeiros são considerados mais adequados, porque são biodegradáveis, mas demoram de 6 meses a 4 anos pra se decompor, ou seja, tempo suficiente pra causar impactos irreversíveis. E não necessariamente vão atingir o processo quando em contato com a água salgada. Já os de nylon não são biodegradáveis… bom, fim de papo, né? Além do problema óbvio da poluição terrestre e dno mar, os balões vazios são confundidos pelos animais com alimentos e, então, eles comem plástico. As maiores vítimas desse resíduo são as tartarugas marinhas que acham que os balões são águas-vivas (por causa do formato) e morrem de obstruções intestinais e inanição. Hoje, 1 em cada 3 tartarugas marinhas já se alimentou de plástico dos oceanos.

Outro problema grave são as cordinhas dos balões que são um perigo pras aves que podem ficar presas e podem ser estranguladas e as focas e os golfinhos que têm as barbatanas e bracinhos com movimentos comprometidos. E isso tudo pode gerar a morte pela fome, afogamento, amputações e infecções.  Na década de 1980, a ONG United Way of Cleveland decidiu chamar atenção soltando 1,5 milhão de balões ao mesmo tempo, mas uma tempestade aconteceu e as coisas desandaram bastante. Os balões foram puxados pra baixo pela chuva, instalando caos pelas estradas e pelo tráfego aéreo. Nesse dia, a guarda costeira realizava uma busca por velejadores desaparecidos que morreram, porque as buscas foram interrompidas pela quantidade exorbitante de balões na água. Alguns animais se machucaram, assustados, e os donos processaram a ONG pela negligência da ação.

 

De fato, a ação parece linda pelas fotos, né? Mas a gente nem espera como pode ser nociva pro meio ambiente. Muitos dos estragos certamente não foram calculados, mas todos esses balões viraram lixo imediato. Assim como os das festinhas, eventos, feriados, etc. Precisamos mesmo deles?     

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Kit 3x1 dos copinhos do Menos 1 Lixo

Já conhece o Kit 3x1 do Menos 1 Lixo?

Você dá um presente pra quem você ama, um pra você e outro pro planeta!


O Kit de Natal Menos 1 Lixo é uma edição limitada, com cores exclusivas (em kits de 2 copos cada), disponíveis somente na loja online da Rio2Love.

    

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Como usar o seu copo Menos 1 Lixo e fazer ele durar ainda mais?

Fizemos um post completíssimo pra tirar todas as suas dúvidas sobre o Copo do Menos 1 Lixo, já viu? E aqui ainda tem mais informação pra você cuidar do seu copo direitinho e fazer ele durar muuuuuuito! Afinal, a gente quer evitar o consumo e a geração de lixo, né? Dá uma olhadinha nestas dicas e, se ainda tiver alguma dúvida, escreve pra gente no oi@menos1lixo.com.br!

COMO USAR CORRETAMENTE O SEU COPO?


  1. Nosso copo é retrátil, para você poder levá-lo para onde quiser! Ele vem fechadinho e, para abri-lo, primeiro você deve desenroscar a tampa no sentido anti-horário. Depois, segure firme no aro e puxe a parte inferior para baixo, até que fique totalmente expandido. Ah, colocamos marcadores de medidas no interior, pra você beber a quantidade que quiser, até 400ml. ;)
  2. Para fechar o copo, é só fazer o inverso, empurrando a parte inferior para cima e depois colocando a tampa em sentido horário para fechar totalmente.
  3. Tanto para abrir quanto para fechar, lembra que o copo deve estar sem a tampa, tá? Se você tentar expandir e fechar o copo com a tampa enroscada, pode danificá-lo por causa do vácuo.
  4. Nunca coloque o copo diretamente no fogo ou no forno. Ele é resistente, mas aguenta até 120ºC e não é para ser usado como forminha de bolo, ok?
  5. Você também pode colocar seu copo no microondas, mas apenas a parte de silicone! Não esqueça de tirar a tampa e o aro antes porque eles podem derreter.
  6. Tudo bem colocar o copo no lava-louças.
  7. O copo pode ser mantido na geladeira ou no freezer, sem problemas.
  8. Para evitar vazamentos, antes de colocar qualquer bebida dentro do copo, certifique-se de que ele está bem encaixado no anel inferior da tampa. E não aperte com força a parte de silicone do copo quando ele estiver cheio. Lembre que, para ser retrátil, ele precisa de uma certa maleabilidade e se você apertar muito, pode derramar sua bebida.
  9. Não coloque o copo dentro da bolsa ou da mochila quando estiver com bebida, mesmo com a tampa enroscada.
  10. Não coloque objetos cortantes ou perfurantes no copo, eles podem danificar e inutilizar o produto.
  11. Para evitar que seu copo fique com cheiro, tente sempre passar uma águinha antes de guardar.
  12. Se seu copo ficar com cheiro depois de líquidos fortes como whisky ou café, vale fervê-lo um pouco (no máximo 5 minutinhos) em uma panela cheia de água e três gotas de detergente neutro ou 1 colher de chá de bicarbonato de sódio. Lembre-se de colocar só o corpo de silicone, sem o aro e a tampa.
  13. Você também pode usar um pano umedecido e álcool doméstico para uma simples desinfecção, mas jamais use produtos de limpeza abrasivos.
  14. Aproveite a alça da tampa para pendurar o copo na mochila, na bolsa, no passador de cinto ou em uma corda.


 

COMO FAZER SEU COPO DURAR MAIS?

 

  1. Não utilize materiais gordurosos no copo, como óleo, manteiga, vaselina, etc. Eles diminuem a durabilidade do silicone.
  2. Se você sempre passar uma aguinha no copo depois do uso e antes de guardar, vai evitar ter que fervê-lo com muita frequência. O silicone, assim como outras borrachas, resseca aos poucos quando em altas temperaturas.
  3. Prefira o bicarbonato de sódio ao detergente na hora de ferver seu copo. Ele é super eficaz e mais suave.
  4. O copo do Menos 1 Lixo foi feito para você abrir e fechar muitas vezes! Mas é sempre bom ter um pouquinho de cuidado neste processo pra fazer ele durar ainda mais, né? Seja gentil com seu copo ;)
  5. Siga os modos de usar seu copo corretamente e aproveite!


 

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Tudo o que você precisa saber sobre o copo do Menos 1 Lixo!

Você pediu e nós ouvimos, tem textão explicando TUDO o que você precisa saber antes de adquirir seu copo Menos 1 Lixo! I

Se mesmo depois de ler essa matéria com as perguntas frequentes, você ainda tiver alguma dúvida, escreve pra gente no oi@menos1lixo.com.br. Priorizamos o relacionamento com a comunidade e não medimos esforços pra que isso se dê da melhor maneira possível, com respeito e sempre, muuuuito amor!

No vídeo abaixo, a Fe Cortez explica sobre o início do movimento e porque decidiu criar um copo para salvar o planeta, 1 copinho por vez. 

 

O copo foi idealizado a partir da conta do impacto positivo que gera, que acaba sendo inclusive muito maior do que apenas a redução na geração de lixo.

O copo do movimento é um agente de transformação de comportamento, porque quando as pessoas usam o copo, elas passam a reparar em outros lixos, e assim reduzem ainda mais a quantidade de resíduos em outros aspectos da vida delas, passando a ter uma consciência maior quanto ao seu papel na preservação da natureza e de autorresponsabilidade. Acreditamos que, em qualquer segmento, o principal caminho rumo a uma vida mais sustentável é a redução do consumo. Nosso objetivo é ser um facilitador nessa diminuição da produção de lixo. Vamos entender tudo? 

Para esclarecer as dúvidas mais frequentes a respeito do Copo do Menos 1 Lixo, dá um play! :) 

Se depois deste vídeo você ainda tiver dúvidas, dá uma lida nesse texto.

O IMPACTO AMBIENTAL DO COPO

O principal objetivo do copo é, claro, ser ferramenta nesse processo de redução de lixo e de consumo e de desenvolvimento de uma consciência linda de que somos parte dos problemas e das soluções. O copo foi idealizado pela Fe Cortez e pensado para que você possa carregar pra todos os lugares e assim economizar o maior número de copos plásticos (ou outras embalagens, já que o copo pode ser utilizado de várias formas). Por isso ele precisava ser dobrável e não te deixar na mão. Fica bem pequenininho, fácil de carregar e prático de usar.


Estimamos que, usando o copo 5x por dia, para beber água ou aquele cafezinho no trabalho (lembrando que devemos beber em média 2 litros de água por dia), você irá economizar pelo menos 25 copos plásticos por semana (se contarmos apenas os dias úteis). Mas se você for um total adepto do copo e levá-lo também para aquela cervejinha dos finais de semana, você poderá fazer uma redução no seu consumo de cerca de 1.825 copos descartáveis por ano! Já pensou no impacto positivo que só você estará gerando para o planeta? Ainda assim, se você usar seu copo apenas 1 vez ao dia, vai economizar 365 copos ao final de 1 ano. Já valeu a pena, né?

AS ESCOLHAS DAS MATÉRIAS PRIMAS

Como falamos, a característica principal do nosso copo é sua versatilidade e pra isso ele precisava ser dobrável. Porque existem sim outras alternativas ao copo, como as garrafas squeezes ou de alumínio, as canecas e os eco copos de plástico durável, mas te restringem o uso, porque não são práticos para te acompanharem no dia a dia. Pensa bem, você leva seu squeeze pra uma festa? Dificilmente, mas o copo do Menos 1 lixo você pode levar pra qualquer lugar.

Por isso, o material mais adequado para o corpo do copo é o silicone. O copo tem apenas dois materiais, o silicone da base e o polipropileno do aro e da tampa. Escolhemos os dois materiais separadamente para que o descarte pudesse ser também mais sustentável (se você reparar, os potinhos de silicone pra comida que são vendidos por aí têm uma parte rígida em cima onde a tampa é presa, e isso dificulta muitoooo a reciclagem, porque há uma injeção de plástico no silicone, e pra separar é praticamente inviável economicamente).

Por que SILICONE?

Porque ele é dobrável, super resistente, com alta durabilidade, atóxico, tem a menor aderência possível a alimentos e bebidas, o que significa que é fácil de lavar e usa menos água nesse processo. Além disso tudo, nosso silicone tem grau alimentício e grau médico (o mesmo usado para implantes), ou seja, não faz mal nenhum à nossa saúde*.

Por que POLIPROPILENO (PP)?

Porque ele é rígido, durável e dá maior estabilidade e segurança ao copo. Além disso, o PP é reciclável e reciclado no Brasil (vamos explicar melhor sobre estas duas palavrinhas um pouquinho abaixo no texto, vale ler até o fim!).

O QUE GASTA MENOS ÁGUA: LAVAR O COPO DO MENOS 1 LIXO OU USAR UM DESCARTÁVEL?

Se você tem esta dúvida, precisamos voltar uns passos atrás e analisar a quantidade de água usada para produção dos dois copos.

No processo de fabricação do copo do M1L, o corpo de silicone não utiliza água (ponto pra gente!). Usamos a prensagem mecânica, onde a matéria prima é injetada por pressão e ganha forma num processo chamado vulcanização que não utiliza água.

A tampa de PP é feita através de injeção, outro processo que não utiliza água, a não ser no circuito fechado onde a perda acontece apenas na evaporação, que é tão baixa que nem temos como contabilizar*.

Já na produção de 1 copo descartável, são utilizados entre 500ml e 3 litros de água.


Para lavar seu copo M1L, você vai usar de 100ml a 400ml de água. Já para o copo de plástico... bem, você sabe, né? Ele vira lixo em minutos.

E SE O COPO DO MENOS 1 LIXO FOSSE DE OUTRO MATERIAL RECICLADO NO BRASIL?

O primeiro copo do movimento, era de aço inox, considerado o material mais reciclável do mundo e retrátil. No entanto, ele só tinha capacidade para 100ml, era fabricado na China sem que o movimento tivesse garantias da responsabilidade sócio ambiental da produção, emitia muitos gases de efeito estufa no trajeto China - Brasil, e não era muito estável, fechando às vezes de modo repentino e fazendo com que a bebida derramasse, o que podia ter consequências sérias se a bebida fosse quente.

Pela nossa experiência com esse copo, o mais importante era que o copo do Menos 1 Lixo  fosse dobrável e feito de um corpo único (tirando tampa e anel), nesse caso não tem material substituto que seja de grau alimentício, com alta durabilidade, atóxico,  maleável e reciclado por aqui. E como falamos acima, o mais importante é que o nosso copo esteja sempre com você, porque é essa versatilidade que faz com que o impacto ambiental dele seja infinitamente menor do que a reciclagem de qualquer descartável (isso quando é de fato reciclado, mas falaremos mais dessa relação reciclável versus reciclado abaixo ;)).

Como o objetivo do Menos 1 Lixo é gerar consciência e menos descarte, o copo tinha que ser retrátil e prático, portanto, o silicone era a única opção viável para este fim. E continuamos achando que é o melhor material possível!

CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL 

Trabalhamos com a maior fábrica no Brasil que produz produtos feitos de silicone e ela possui um sistema de Gestão Ambiental baseado na  ISO14000 e certificação da ISO9000 (para o Sistema da Qualidade dos produtos).  A fábrica tem a certificação de BPF e sistema de Gestão de Boas Práticas de Fabricação reconhecido e certificado pela ANVISA. Possui também licenças ambientais pela CETESB, órgão responsável por fiscalizar todos os resíduos gerados, além de licenças da Vigilância Sanitária*.

MAS QUAIS SÃO MESMO AS MATÉRIAS-PRIMAS DO COPO? VAMOS DETALHAR AINDA MAIS?

Como já falamos acima, o copo é feito de duas matérias primas: uma na base e outra no anel e na tampa. A da base é 100% silicone de grau alimentício. Isso significa que é 100% atóxico e biocompatível, não promovendo alergias, irritações ou qualquer outra reação ao contato com o produto. O silicone que usamos para produção do copo é inerte ao meio ambiente e não libera nenhuma substância nociva às pessoas e aos animais, entrando em contato com o solo, com a água e com o ar. Pro copo ficar colorido, usamos pigmentos (NÃO É TINTA!), livres de metais pesados e de substâncias tóxicas. A tampa é feita de Polipropileno (PP), que é um tipo de plástico reciclável e reciclado por algumas empresas brasileiras. Tanto a tampa, como o aro e o corpo do copo são livres de BPA, FTALATOS e metais pesados*.

PIGMENTOS


Os pigmentos usados para que nossos copos sejam lindos e modernos não possuem metais pesados, não possuem ftalatos e são destinados a uso de grau alimentício*.

O COPO FICA COM CHEIRO?



O silicone foi escolhido por conta da baixíssima aderência a gostos e cheiros, mas eventualmente pode ficar um cheirinho dependendo da bebida e do tempo que o copo ficou com ela sem lavar (por exemplo quando vamos a uma festa e bebemos cerveja e só lavamos no dia seguinte). Para resolver, é só ferver o corpo de silicone com bicarbonato de sódio. Se for uma bebida muito forte, como café e cerveja, pode repetir o processo. Sai tudinho! :) 

O COPO AGUENTA ALTAS E BAIXAS TEMPERATURAS?


Sim! Você pode colocar tanto bebidas quentes quanto geladas (o nosso copo resiste à fervura de até 120º).

ENVIO DO COPO POR E-COMMERCE

O Menos 1 Lixo é uma plataforma de conscientização e educação ambiental. Não somos uma fábrica, nem uma loja, nem e-commerce. Por isso temos parceiros na produção e na venda dos nossos copos, e trabalhamos com eles para que o envio seja o menos impactante possível. Porém por sermos um movimento pequeno, não temos como estabelecer regras acerca do envio. Temos uma cartilha com orientações, mas não é uma obrigatoriedade, e seguimos trabalhando para melhorar as embalagens que circulam pelo correio com nossos parceiros. Se tiver sugestões, escreve pra gente!

O COPO DO M1L É RECICLÁVEL?


Sim! Toda a matéria prima usada no copo, tanto o silicone quanto o polipropileno são RECICLÁVEIS.
Mas o silicone ainda não é reciclado no Brasil.

Na concepção do design e usabilidade do produto, era mais importante que ele fosse dobrável e retrátil do que reciclado no Brasil, já que criamos um copo para que ele fosse o mais resistente possível e com alta durabilidade! Nos baseamos no conceito e nas regras de ouro da construção do projeto Lixo Zero.


Fonte: Folha de São Paulo

Não podemos esquecer que a reciclagem também envolve o consumo de água, energia elétrica e emissão de CO2, além de desvalorizar a matéria prima. Por isso, ela é a última etapa numa produção sustentável e, como você pode ver nos dados acima, ainda precisa evoluir muito no Brasil.

Hoje, o silicone é um material que, apesar de RECICLÁVEL, ainda não é RECICLADO no Brasil, embora seja em outros países.

Já o PP é reciclável e reciclado por aqui. Por isso fizemos o anel e a tampa separados do corpo para facilitar o descarte.

Mas mesmo o seu copo não sendo reciclado no Brasil hoje, o impacto ambiental que ele gera é muito mais positivo e infinitamente menor do que você usar descartáveis!

RECICLAGEM, DOWNCYCLING E UPCYCLING

Reciclagem é o processo pelo qual a matéria prima volta a ser uma matéria prima, de conversão de desperdício em materiais ou produtos de potencial utilidade, mas tem um downcycling, que faz com o produto valha menos do que valia antes da reciclagem. Ou seja, a integridade do material é um tanto comprometida no processo de recuperação na maioria dos casos, e principalmente no que diz respeito a vários tipos de plásticos. Já o Upcycling é quando você faz um novo produto sem quebra molecular para que ele se transforme em uma matéria prima, dando uma nova usabilidade ao produto e valorizando-o.

LOGÍSTICA REVERSA

A logística reversa não incide na atividade econômica do Menos 1 Lixo, já que não é objeto da Lei 12.305 de 2010. É importante ainda dizer que a empresa segue à risca o Art. 33, que você pode ler na íntegra aqui. A lei tem por objetivo fazer com que as grandes empresas, com alto impacto ambiental negativo, tenham responsabilidade sobre os resíduos sólidos gerados na sua produção, alcançando o consumidor final e incluindo-o também na cultura sustentável.

Ainda não tínhamos falado sobre logística reversa, porque entendemos que a nossa atividade não se enquadra na obrigatoriedade da lei, mas pra sermos muito corretos e transparentes com o público, buscamos um parecer legal. Sendo assim, não somos obrigados, mas isso não significa que não tenhamos esta preocupação no Menos 1 Lixo. Queremos gerar o menor impacto possível no ambiente e por isso estamos trabalhando em um projeto de upcycling que seja viável (operacional e financeiramente) e escalável (acessível a todos).

Somos um movimento, não um e-commerce e estamos no mercado há pouco tempo. Como nosso produto não tem similares no Brasil, este é um estudo que precisa de tempo e cuidado. Inclusive, se você tiver ideias, aceitamos sugestões! Escreva para oi@menos1lixo.com.br.

Enquanto isso, estamos guardando os copos no pós consumo para ações futuras (como falamos abaixo).

QUAL É DURABILIDADE DO COPO?

Fizemos um teste de ciclagem, que é um teste de abrir e fechar o copo na fábrica. A média alcançada foi de 5.000 vezes. Isso significa que, se você usar seu copo 6 vezes por dia, dá uma vida útil em torno de pouco mais de 2 anos. Mas, se você usar o copo 5.000 vezes, significa que você economizou 5.000 copos!!! É um resultado incrível de economia de copo descartável versus a durabilidade do copo M1L.

Tivemos um problema no primeiro lote da nossa produção e a matéria prima já foi substituída por uma mais resistente, aumentando a vida útil do copo de 2 pra 4 a 5 anos. Vai depender de como você usa, armazena e lava.

Infelizmente o produto não dura “pra sempre” como o vidro, por exemplo. Mas o vidro não é dobrável e não dá pra carregar sempre com você. Então escolhemos o silicone por todas essas características. O silicone pode ter uma vida útil de até 100 anos sem perder as propriedades, mas os cuidados de manuseio interferem nesse processo. Todas as informações sobre as melhores práticas de uso e conservação do copo estão no manual, que acompanha a embalagem.

MEU COPO RASGOU, E AGORA?

Desde o lançamento (2016) tivemos o registro de apenas 0,03% de problemas com o copo (um índice bem baixo para parâmetros de qualidade industriais), e mesmo assim, mudamos a matéria prima para que o produto fosse ainda mais resistente.

Se isto aconteceu com você, fica tranquilo. A gente se compromete a analisar seu caso e trocar seu copo sem custos extras para você. Como o objetivo é descartarmos o menos possível, pedimos que você envie apenas a parte de silicone e guarde o aro e a tampa para o novo corpo que iremos enviar. É só preencher esse formulário aqui.

MEU COPO VAI PARA UM LIXÃO? O QUE É UM ATERRO SANITÁRIO CERTIFICADO?

Para o meio ambiente, os lixões têm impacto negativo pois não têm certificação e são locais sem nenhum tipo de preparo para receber os lixos. No entanto, o aterro sanitário para o qual enviamos alguns dos copos que recebemos no pós consumo, (0,03% do total dos copos produzidos) é um aterro sanitário industrial particular, controlado, e que também possui licença ambiental da CETESB para funcionamento, sofrendo auditorias contínuas com responsabilidade ambiental.

PRODUÇÃO 100% BRASILEIRA, O QUE SIGNIFICA?

Como a Fe fala no vídeo acima sobre o copo, produzir um produto 100% brasileiro garante que possamos dar todas estas informações a você, com transparência, pois pesquisamos e temos contato com toda a cadeia de produção. Além disso, fomentamos o mercado brasileiro, usando nossa mão de obra (garantindo que não há trabalho análogo à escravidão, como em algumas fábricas na China), encurtamos o tempo de entrega da mercadoria e as emissões de CO2.

O COPO DO MENOS 1 LIXO É CARO?

Caro é um conceito muito subjetivo. Hoje quando pensamos no custo de um descartável, ele só é barato assim porque os fabricantes não se responsabilizam e não pagam o custo ambiental daquele produto. Isso significa dizer que eles não são tributados a mais, analisando a quantidade de peixes e aves marinhas que morrem em decorrência da ingestão de plástico por exemplo, ou da poluição de um rio que recebe os resíduos do nosso pós consumo. Se esses custos, que hoje são pagos com a degradação da vida humana e divididos por nós, fossem contabilizados, muitos descartáveis não existiriam, ou haveria uma alta taxa de reciclagem ou de reutilização daquelas matérias primas. Então o que é caro? É aquilo que a gente paga diretamente do nosso bolso?

Fato é que produzir no Brasil não é fácil! São muitos impostos e custos altos, principalmente quando fazemos um produto diferenciado e que não tem similares. Produzir na China certamente faria com que nosso custo despencasse, mas aí não teríamos as vantagens citadas acima.

De qualquer forma, estamos pensando em maneiras de baratear nossa produção e entregar um produto ainda mais acessível para você! Mas pra isso precisamos ganhar escala e vender muito mais, e ainda somos pequenos! Então cada vez que uma pessoa compra nosso copinho, além de contribuir pra que a gente ganhe escala, divulgar um comportamento de consumo consciente por aí e fazer mais por um planeta mais limpo e com mais vida, ela também está contribuindo para manter o movimento e as pessoas que trabalham nele com objetivo de produzir ainda mais conteúdo e ações para a educação ambiental. Somos muito gratos por isso!

MESMO NÃO SENDO RECICLADO NO BRASIL, POR QUE O COPO DO MENOS 1 LIXO AINDA É UMA ÓTIMA ESCOLHA?

Estimamos que desde o lançamento do copo do movimento até hoje, mais de 14 milhões de copos descartáveis tenham deixado de virar lixo com o uso do copo do M1L. Fazendo uma média baixa, por indivíduo, 300 copos plásticos são economizados anualmente quando substituídos pelo copo M1L. Se olharmos o consumo diário de 720 milhões de copos descartáveis POR DIA, dá para perceber que ainda temos um longo caminho.

Usando o copo do M1L você irá:

  • deixar de gerar muito lixo com copos descartáveis e possivelmente outras embalagens e todas as consequências que isto implica
  • economizar água (lembra o que falamos sobre o consumo de água para a produção de copos plásticos x o do M1L)
  • valorizar a mão de obra e as empresas brasileiras
  • usar um produto que não oferece riscos à sua saúde
  • estimular e propagar a consciência ambiental
  • contribuir para a existência do Movimento Menos 1 Lixo



INFOS ADICIONAIS 

ISO 9000

A ISO 9000 é a norma que regulamenta os fundamentos e o vocabulário do Sistema de Gestão da Qualidade, mostrando à organização qual o seu objetivo e os termos a serem aplicados, bem como suas vantagens para a gestão da qualidade.

O sistema ISO fornece uma infinidade de técnicas para a otimização dos processos internos de uma indústria, empresa ou instituição.  A utilização das normas ISO 9000 por uma empresa exige certificação, garantindo responsabilidade, credibilidade e solidez nas relações comerciais. Isso gera maior segurança para os usuários do produto ou serviços da empresa, que se torna também sustentável por tomar medidas que não agridem o meio ambiente.

ISO14000

A série de normas ISO 14000 correspondem a um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) editado pela ISO (International Organization for Standardization). Ela apresenta diretrizes para Auditorias Ambientais, Avaliação do Desempenho Ambiental, Rotulagem Ambiental e Análise do Ciclo de Vida dos Produtos, especificando os requisitos de um sistema de gestão ambiental, permitindo que a organização formule políticas e objetivos pensando nos requisitos legais e informações para os impactos ambientais significativos.

CETESB

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo é a agência do governo do estado de São Paulo   

*de acordo com especificações do fabricante

 

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Onde encontrar nosso copo?

Comprar online é uma facilidade e tanto, né? Mas tem que ter paciência para esperar o produto chegar e tem o frete dos correios. Então listamos aqui todos os nossos pontos de venda espalhados pelo Brasil, para que você ache direitinho a melhor maneira de entrar para o Movimento Menos 1 Lixo, e salvar o planeta, um copinho por vez. Mas se você curte comprar com um clique, também não tem problema: lá embaixo rolam os pontos de venda online do copinho.

Quer mais informações sobre o copo? Dá uma olhada no vídeo que a Fe Cortez gravou contando tudo que você precisa saber sobre ele: clica aqui. Vamos juntos!  

Rio de Janeiro 

Gaia Art & Café

Rua Gustavo Sampáio, 323

Leme

Ahlma (copo personalizado)

Rua Carlos Góis, 208

Leblon

La Fruteria (copo personalizado)

Rua Visconde de Pirajá, 559

Ipanema

EZE R.

Visconde de Pirajá, 547, sobreloja 217

Ipanema 2000

.Org Bistrô

Av Olegário Maciel, 175

Barra

Empório DNA

Barra Barra Shopping (Avenida das Américas, 4666, loja 106P28

Barra da Tijuca

Emporium Produtos Naturais - Loja Mercadinho Shopping Cittá América

(Avenida das Américas, 700, loja 107E)

Barra da Tijuca

Nova Friburgo

Armazém Manjericão (loja física + online)

Avenida Manoel Carneiro de Menezes, 3379 - Loja 02

Mury

São Paulo

Vila das Rosas

Rua Padre Carvalho, 117

Pinheiros

Estela Passoni

Rua Joaquim Antunes - 621

Pinheiros

Boutique Goiaba Urbana

Rua dos Pinheiros, 259

Pinheiros

Alessandra, Sua casa com Vida

Avenida Lins de Vasconcelos, 2880

Vila Mariana

(obs.: deve ser agendado previamente pelo whatsapp (11) 99187-9237 ou pelo direct do instagram @suacasacomvida)

Insecta Shoes Rua dos Pinheiros, 342 Pinheiros

Brasília

Inspira Verde

Loja: Lojinha da Virada Verde

CLSW 301, bloco B 64, Sudoeste

Loja (em breve): Endossa Casa Park. SGCV, Guará

(ou pelo direct @inspira.verde)

Recife

Manu Tenório Café (copo personalizado)

Av Conselheiro Aguiar, 1552

Boa Viagem

Fortaleza

Mercadinho São Luis

Loja Cocó: Av. Engenheiro Santana júnior, 2977 - Coco

Loja Virgílio: Av. Senador Virgílio Távora, 570 - Aldeota

Loja Santos Dumont: Av. Santos Dumont, 5625 - Papicu

Loja Riomar Papicu: Rua Desembargador Lauro Nogueira, 1500 - Papicu

Veg Libert Rua Padre Miguelino, 1500 Benfica

Salvador

Veganza Salvador Rua Hortensias, 988, loja A

Pituba

Porto Alegre

Mercado Brasco

Rua Dr. Florêncio Ygartua, 151

Moinho de Vento

Mercado Brasco II

Avenida Nilo Peçanha, 3228

Viva Open Mall, Lojas 5, 6, e 7 Petrópolis

Curitiba

Veg Veg

Rua Visconde de Nácar, 655

Centro

Itajái

Armazém Galo

Rua Laguna, 242

Fazenda

Vitória

Kaffa Cafeteria

Rua Darcy Grijó, 50 - 03, 04

Jardim Penha

Lojas FARM de todo o Brasil (veja os endereços abaixo no site)   

Online

Paz em Gaia (copo personalizado)

Rio 2 Love

Nós Mais Árvores (copo personalizado)

Armazém Manjericão

FARM RIO (copo personalizado)

Vital Holístico

B.Live

Atlântico Arte    

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Celebramos o Dia da Natureza com a parceria Menos 1 Lixo e T.T. Burger!

Aproveitamos a celebração do Dia da Natureza (04/10) para lançar a parceria Menos 1 Lixo e T.T. Burger por um mundo mais sustentável! A partir de hoje, TODAS as lojas do @t.t.burger no RJ irão vender os copos do @menos1lixo por R$32!!!! O T.T. abriu mão de seu lucro em prol do movimento e aceitou o desafio de gerar menos lixo em suas lojas e consequentemente no mundo. E como isso vai acontecer?

Para reduzir a quantidade de lixo gerado com os copos plásticos, o T.T. Burger vai oferecer uma bebida grátis (água, refrigerantes, sucos e mate) para todos que tiverem o
e que comprarem 1 T.T. + 1 batata, para sempre!!! É isso mesmo!!! Toda vez que você comprar um lanche (T.T. + batata) e levar seu copo do M1L, a bebida será grátis!

Desta forma, o T.T. gera menos lixo e os consumidores ganham mais consciência, hábitos mais sustentáveis e ainda economizam uma graninha ;)

A promoção do copo a R$32 vai durar 15 dias ou até acabarem os estoques, mas você e o planeta vão continuar ganhando! E pra sempre!!! 

Sabemos que embalagens descartáveis são super poluentes e demoram centenas de anos para se decompor, pois a maioria delas é feita de componentes plásticos. Por isso, acreditamos que este tipo de ação pode gerar um impacto muito positivo na natureza, com uma redução significativa de lixo e esperamos que outras redes adotem esta iniciativa.

Assim, vamos juntos salvando o planeta 1 copinho por vez! :)


    

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Hortas Comunitárias

Você já parou para pensar sobre o ciclo da natureza? Já se perguntou, por exemplo, aonde estava aquele pé de alface antes de estar ali lavadinho e cortado na sua mesa? Ou o que acontece com o que sobra do seu jantar depois que você joga fora? Provavelmente não, e não precisa se culpar por isso.

Mas, obviamente, não é assim que acontece na prática. Tudo que consumimos tem uma história antes e depois do ato de consumo. A comida, por exemplo, não nasce embalada e nem aparece magicamente nas prateleiras dos supermercados.

É aí que entram as hortas comunitárias. Além de serem fonte de alimentos frescos, elas também


Mas por onde começar?

O conceito de horta comunitária pressupõe que ela beneficie a comunidade, ou seja, é necessário que a horta tenha um impacto positivo na vida de quem vive em seu entorno e traga melhorias para o ambiente na qual está inserida.

Normalmente as hortas são instaladas em espaços urbanos improdutivos como terrenos baldios, telhados, jardins sem manutenção, etc. O importante é que o local seja ensolarado, plano e com fácil acesso de água.

Com a criação das hortas, os espaços, até então improdutivos,





Para plantar é necessário se envolver no processo e se dedicar ao cuidado; aprender sobre as espécies, suas necessidades e fragilidades e entender que o lixo orgânico decomposto tem muito valor nessa cadeia produtiva.

Gostou da ideia? Que tal ir visitar uma horta comunitária pra ver como funciona na prática?

Aqui no Rio, temos a Horta Comunitária de Laranjeiras. O projeto começou com 15 moradores que resolveram testar a fertilidade da terra de um terreno particular abandonado desde a década de 70. Hoje, além dos 15 moradores que se dividem nos cuidados cotidianos, também é comum surgirem pessoas interessadas em conhecer o projeto e com doações de sementes e lixo orgânico para transformar em adubo.

 



Na Gávea, alunos da PUC se uniram para transformar um canteiro abandonado em horta. Sem muito espaço em casa, eles enxergaram ali, na esquina das ruas Marquês de São Vicente e Vice Governador Rubens Berardo, uma oportunidade de fazer testes e contribuir com a vizinhança. 


No Cosme Velho, alguns moradores se cansaram da situação crítica de um pequeno espaço em frente à Praça São Judas Tadeu e resolveram ocupá-lo com uma hortinha. Hoje mais de 25 espécies se espalham pelo local.

As hortas também invadiram São Paulo!

No Bairro do Butantã, em uma praça entre as ruas Souza Reis e Corinto

A horta é aberta a todos que quiserem cuidar e colher hortaliças, temperos, pimentas. Todo domingo de manhã os moradores se encontram para compartilhar vivências e fazer a manutenção do trabalho.

Uma das hortas mais conhecidas em São Paulo, a Horta das Corujas,  é localizada na Praça das Corujas em frente à Avenida das Corujas, esquina com a rua Paschoal Vita, no bairro Vila Beatriz. O local já foi palco até de festa de casamento!

O grupo se articula principalmente nas redes sociais, sempre trocando informações sobre o que fizeram e o que preciso ser feito na horta. As regas são realizadas por escala, ao menos duas pessoas ficam responsáveis por cada dia da semana.

Animou? Então quando visitar uma delas, tira uma foto e marca a gente ;)

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Peèle e Yentl: o equilíbrio entre os centros urbanos e a vida na roça

A proposta era para assumir um cargo que não tinha nome nem escopo definido. Mesmo nunca tendo morado sozinha, nem nunca tendo conhecido São Paulo (nem ninguém que morava na cidade), para ela, não fazia sentido recusar a proposta. Isso porque a oportunidade de aprendizado, de viver novas histórias e de se colocar em prova só poderia resultar em crescimento.

Peèle nasceu no Vale do Paraíba, mas logo se mudou para uma cidade bem pequena no interior de Goiás e acho que foi o primeiro choque cultural que teve na vida. Passou a ter um contato bem intenso com a natureza e com uma vida mais rural. Aos 15 anos se mudou para Brasília, onde foi forçado a sofrer uma ‘descaipirização’ para poder se incluir na cidade e nos novos círculos de amigos. Foi em Brasília que ele começou a trabalhar com design e propaganda. Três anos mais tarde se mudou pra São Paulo. Sua vida é marcada por adaptações. Por ser sempre ter chegado “de fora”, nunca gostou de ser visto dessa forma. Por isso sempre tentou ao máximo se adaptar à cultura local. Cresceu bem rápido na profissão e em 10 anos já tinha trabalhado em mais de 10 agências em São Paulo.

Daí eles se conheceram e a história só ficou mais interessante. Vale acompanhar e se inspirar com o bate-papo que nós tivemos! ;)


(foto: Eduardo Foresti)


Saímos de São Paulo sem um plano. Cada troca de cidade foi o reflexo de uma oportunidade que criamos ou que nos foi apresentada. Nelas vimos o potencial de experimentar e aprender com ambientes, pessoas e projetos inspiradores.

O convite para ir para os Estados Unidos foi quase irrecusável: estávamos em uma fase da vida sem muitas amarras em um lugar específico. Tínhamos saúde, curiosidade e uma proposta de emprego. A experiência nos trouxe muito mais aprendizados que a gente imaginaria. Por mais que os Estados Unidos carreguem uma característica de muito consumo, praticidade e autossuficiência, a gente extraiu uma boa lição disso: nos tornamos muito mais responsáveis, pró ativos e "mão na massa".

Depois de alguns anos na costa leste, escolhemos nos mudar para a costa oeste em uma área bem específica de LA. Essa área parecia ser o ambiente mais fértil para os novos formatos de trabalho, de convívio com as pessoas e de trocas culturais que a gente buscava. E foi realmente onde nos sentimos inspirados e seguros para plantar todas sementes que acreditávamos, mesmo sem ter muita certeza do fruto que elas trariam. O sentimento de acolhimento e afinidade com as pessoas e o lugar é fundamental para qualquer construção, e achamos que esse foi um dos maiores aprendizados e confirmações que tivemos.

Por isso que o convite para desenvolver um projeto no Inhotim só nos pareceu integral porque a gente foi morar lá dentro, literalmente. A afinidade com o lugar e pessoas era a premissa. Para isso acontecer, precisávamos de um tempo de encontro. Daí a mudança de Los Angeles para Brumadinho.


(foto: Arthur Soares Henriques)


Foi quase sem querer. Tínhamos a consciência de que estávamos em uma fase legal nas nossas carreiras, mas ao mesmo tempo queríamos encontrar um lugar nosso. Hoje entendemos que era uma busca inconsciente por um refúgio. Um local fora da frequência urbana, que é caracterizada por muito excesso, desperdício, pressa e um pouco de alienação. Como uma brincadeira de finais de semana, começamos a procurar terrenos, casas ou qualquer espaço que estivesse disponível. Depois de algumas buscas, o Peèle lembrou de um carnaval que passou em São Luiz do Paraitinga e procurou no Google. Quando ele deu um zoom, viu um pontinho vermelho no meio de uma região bem isolada. Lá estava Catuçaba: 800 habitantes, um dos últimos redutos genuinamente caipiras do país. Um dos poucos lugares onde ainda existe o festival das Cavalhadas, que é uma festa que marcou a infância do Peèle em Goiás.

Cinco anos se passaram e hoje moramos no sítio. E essa decisão também foi quase sem querer. Porque acabou não sendo uma questão de escolha; foi apenas seguir o fluxo que nossas próprias decisões e buscas ditaram. Todos nossos sonhos, todos valores que queremos exercitar, todo conhecimento que queremos aprender e trocar têm o sítio como o cenário mais rico para isso acontecer.


(foto: Arthur Soares Henriques)


Longe dos centros urbanos não podemos, nem queremos estar. Pelo menos alguns dias por mês estamos em algum grande centro urbano. Metade das nossas inspirações nascem e se desenvolvem nas cidades: amigos, ideias, projetos, novidades. Temos necessidade e nos alimentamos disso como todos. A diferença é que nossa decisão é de fazer a “digestão” de tudo no campo, mais perto da natureza, com outro tempo e no encontro com outros estímulos.


(foto: Arthur Soares Henriques)


Percebemos que vivemos em uma sociedade muito centralizadora, e infelizmente isso não é nada eficiente. Acreditamos que o futuro vai se basear em uma descentralização que vai ocorrer em todas as áreas. O êxodo urbano vai ser só um desses sinais. Achamos que uma vida descentralizada é muito mais eficiente, libertadora, saudável e com menos desperdícios.


(foto: instagram Yentl)


Estamos aprendendo diariamente sobre sermos éticos, estéticos, processuais e ecológicos. Quando falamos de ética, falamos da dependência que existe entre a gente e o que está ao nosso redor. É fundamental nesse cenário ser responsável do início ao fim, com as coisas e pessoas. É pensar - e não compensar. É ser feliz e se sentir incluído por tudo que nos cerca.

Sobre nos tornarmos mais estéticos e processuais queremos dizer que mais do que valorizar só o produto ou a chegada, a gente passa a valorizar a beleza do processo. Adicionamos uma quarta dimensão a cada palavra, projeto, atividade ou relação. Essa dimensão é o tempo, e não a velocidade do tempo. Mas sim o processo, a história. Quando a gente olha cada coisa e tenta entender o porquê, ou como ela chegou até ali, a gente abre o caminho para a inovação, para a criatividade e para a colaboração.

Sobre sermos mais “ecológicos”, é porque achamos que a tecnologia mais avançada é a natureza. Ela é a resposta. Há muito o que se aprender com ela. Só de observar, pesquisar e trocar conhecimento com o pessoal sábio que mora na roça, a gente passa a respeitar e a nos conectar bem mais com as leis da natureza.


(foto: Arthur Soares Henriques)


A gente abriu a casa faz um ano e meio, depois de resolver agir em cima de uma certa frustração profissional que nos acompanhava. Nossa busca foi por formatos de trabalho e por projetos que tinham objetivos e conteúdos distantes daqueles que o mercado em que vínhamos trabalhando girava em torno. Decidimos que já era hora de usar a insatisfação como trampolim, e focamos no que realmente acreditávamos e nos fazia sentir úteis e motivados.


(foto: Arthur Soares Henriques)


A adaptação foi processual e orgânica. Não foi um choque porque nossa história estava nos trazendo até ali. Já tínhamos nossa “quebra” do extremo urbano quando saímos de SP. Só de sair de um grande certo urbano já é uma mudança. E ainda pra outra cultura (independente se é estrangeira ou não), mais ainda. Além de automaticamente nos tornarmos mais responsáveis por nós mesmos, ao morar em uma cidade muito pequena (South Beach), aprendemos outras escalas, tempos e distâncias. Mas também moramos em uma grande cidade, Los Angeles - em uma área escolhida a dedo - onde a proximidade com a produção local, as novas formas de economia e trabalho e a apreciação ao alimento eram valorizados… Assim o exercício e as trocas eram constantes. Também morar dentro do Museu, nos ensinou muito sobre autonomia, viver sem uma grande infra, saber respeitar e aproveitar o tempo das coisas.


(foto: Arthur Soares Henriques)


Felizmente temos água na propriedade, e nosso trabalho maior está em preservar as nascentes e os corpos d’água. Claro que a questão sistêmica da água também está diretamente ligada nas nossas escolhas: reflorestar para equilibrar as chuvas e deixar o solo mais firme; usar o mínimo de produtos nos afazeres da casa; economizar no uso de água, etc.

Sobre energia, temos planos de implantar fontes alternativas. Usamos a solar para um sistema que fizemos de irrigação da horta, com água da cachoeira, pros tempos de seca. Mas como ainda é uma tecnologia cara, nesse momento nossos recursos estão indo para outras questões de infra estrutura que já ajudam a desenhar o sistema sustentável que a gente quer.

O plantio, cuidado com horta, ordenhação das vacas, feitio do queijo, manutenções e cuidados da casa são nossas tarefas diárias - de domingo a domingo -, que a gente se divide e organiza em uma rotina.


(foto: Arthur Soares Henriques)


Um fato é: aqui produzimos muito menos lixo. Muito do que consumimos diariamente vem da terra, dos animais ou de vizinhos… Por isso, tudo vem sem embalagem. Isso já reduz muito a produção de resíduos.  A maioria das coisas com embalagens que usamos são de uso prolongado (pacote de farinha, por exemplo), ou seja, não são descartes diários.

Em Catuçaba não há coleta seletiva ainda, mas como nosso descarte orgânico vai direto para terra, nossa sacola de lixo vai praticamente seca...

Sobre esgoto, estamos adotando o banheiro seco, que é super simples e útil. A serragem com os resíduos acaba virando composto orgânico.

E sempre temos em menteos processos que fazemos aqui, para tentar aprender a ter o máximo de eficiência nisso também. Por exemplo: evitamos ao máximo o desperdício de comida, cozinhando sempre o necessário; o soro que sobra do feitio do queijo, quando não usado, vai para as galinhas; as cascas de mandioca e folhas varridas, viram matéria orgânica pra horta; plantamos em consórcios pra enriquecer e otimizar a horta, etc.


(foto: Arthur Soares Henriques)


Por mais que tente e queira, a gente não consegue ter uma visão clara, rígida e desenhada do que queremos ser, ter ou fazer no futuro! Sabemos (por experiências próprias de muitas tentativas e erros!), que as coisas de definem ao longo do processo, quando a mão está na massa, quando estamos entre um projeto e outro, quando os inesperados surgem e precisamos decidir baseados em incertezas.

Mas o que sempre resta e é firme, o eixo, são os valores que a gente quer estar sempre exercitando e aprendendo. São valores que quando a gente sente que estão presentes nas coisas que a gente tá construindo, escolhendo, nos dão aquela sensação de que os dias valem a pena. E quanto mais a gente cavoca essas oportunidades, mais aquele fio de intuição se manifesta e ajuda a costurar nosso caminho.

Então, os planos são seguir em movimento: trocando, inventando e criando sempre de forma consciente, tendo motivações relacionadas à criatividade, ao relacionamento com gente querida e interessante, à comida boa, à tecnologia bem utilizada e à conexão com o que é espontâneo e natural.

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Dicas para uma festa infantil linda e sustentável!

Quando a Fe Cortez me chamou pra escrever esse texto, pensei muito em como a sustentabilidade e a simplicidade se conectam. O desafio é que a sua festa seja simples e sustentável. Por isso, cuidado com a armadilha: uma festa pode ser sustentável, sem ser simples. Não caia no erro de achar que basta "brifar" um decorador de festas, comprar pratos, talheres e copos de papel reciclado, servir suco verde e doar os presentes. Se for faraônica, a festa pode *até* ser sustentável, mas não é simples. Mas na simplicidade vai ter muito mais envolvimento, mais mão na massa e mais conexão.

 

1 Decisão

Quando se trata de sustentabilidade, as pessoas têm mania de grandeza. Ficam planejando o dia que, finalmente, vão comprar a tal caixa da compostagem; que, finalmente, vão instalar os painéis solares; que, finalmente, vão se mudar para aquela ecovila auto-sustentável, no meio da mata nativa, com 4 nascentes, reflorestamento permacultural, vaquinhas e cabras, cata-ventos e biodigestores. Enquanto não chegam lá, ficam no que eu chamo de limbo da culpa.Não fazem o grande, mas também não fazem o pequeno.


2 Mantra da Simplicidade 

Portanto, para cada decisão de consumo sobre a festa, minha dica é sempre voltar para o mantra da simplicidade. Se você vai "usar menos, gastar menos e demandar menos" - manda bala!

Então vamos à parte e mão na massa!

  

3 Convite

Hoje com tantos aplicativos, vale tentar fazer o próprio convite ou usar um desenho das crianças como base.

  

4 Decoração e tema 

Isso significa que você já tem algum brinquedo, jogo ou livro em um raio de 1m. Faça uma limpa no quarto dele e leve tudo pra mesa.


Essa foto é do aniversário de 7 anos Sophia, com o garimpo que a mãe Louise fez no quarto dela.


Sobre bexigas, ou balões de aniversário: evite! Invista numa decoração bacana e deixe de lado a ideia dos balões.


  

5 Comes e Bebes

Tenta não contratar ninguém. Faz um passeio na feira e no supermercado. Pede para as avós fazerem alguns pratinhos. Deixa tudo à mão em uma mesa - e os convidados se viram. Até para criança fica mais fácil. Com as bebidas, deixa tudo em uma tina. Arranja umas suqueiras para a água e o suco, que são os bestsellers, e pronto! Só lembra de não ser tão radical e extremista. Festa simples e sustentável não significa uma mesa inteira com petiscos veganos, funcionais, sem glúten e sem lacto. É uma festa infantil! E não são todas as crianças que crescem à base de suco verde. Pode ter açúcar. Nunca vou me esquecer da carinha de decepção do meu filho depois que a piñata estourou na festa de um amigo. Depois de toda expectativa, de toda a luta pela sobrevivência naquela hora em que todas as crianças se atracam na guerra-pós-piñata-estourada, ele conseguiu catar algumas caixinhas. Veio correndo me mostrar. Quando viu do que se tratava, a alegria se evaporou em 2 segundos. Disse ele, em uma velocidade letárgica: “é uva passa, mamãe!”. Mães, uva passa não conta como doce!



 

"Uma festa sustentável não combina com presentes." 

A ideia parece linda até você tentar convencer seu filho de 5 anos. Não precisa! Deixa ele ter a experiência de ganhar os presentes. Não precisa arruinar isso. A dica é: até a festa de 2 anos - peça uma substituição do presente para os convidados. Até essa idade você pode fazer isso sem causar nenhum tipo de trauma no seu filho. Vai por mim! Mais: você pode dar a chance dos convidados deixarem um legado para o futuro. Sabe como? De tudo o que eu vi até hoje, o exemplo mais legal foi na festa de 2 anos da Anna, filha da minha amiga Cris Wegmann. A Cris pediu para os convidados levarem de presente algumas palavras - uma carta de dicas para a vida da Anna. Também pediu para que cada um levasse a flor que mais gostava.A ideia era que os convidados trocassem as flores entre si!

Vai ser divertido!


Os amigos se mobilizaram e a meta foi batida logo com os primeiros convidados.

Palmas para o Cadu!

  

7 Lixo

Você é responsável pelo lixo dos seus convidados.

Se vai ter presente, você já solucionou o problema do papel de presente, dando a dica do jornal, da revista e da criatividade. Daria para fazer uma festa lixo zero? Daria!Sem copos, talheres e pratos descartáveis; trocando o guardanapo de papel pelo guardanapo de pano; com comidas de pegar com a mão, etc. Mas eu sei que é difícil. Nesse quesito, se você conseguir usar os talheres, pratos e copos que tem em casa - e deixar os convidados responsáveis pelos copos deles - já está ótimo! Se for uma festa grande e não tiver como fugir dos descartáveis, deixa várias canetas de tinta permanente à mão - e pede pra cada um nomear seu copo, talher e prato, e prefira as opções de papel que se degradam mais rápido. Plástico não se dissolve nunca!! E não esqueçam dos recipientes separados para recicláveis, e orgânicos, isso faz toda a diferença inclusive na educação das crianças, já que exemplo vem de casa!



Tem mais um lixo que as pessoas não se dão conta - desperdício. Procure uma empresa de compostagem que possa te ajudar nesse sentido.


8 Entretenimento ou animação da criançada

Eu já contratei gente para animar festa.

Mas percebi nos últimos anos que eu passava a festa inteira com os adultos e não me conectava com os meus filhos - justamente no dia mais importante do ano pra eles. Foi aí que na última festa do meu filho, com o tema de agente espião, ele me pediu que eu comandasse as brincadeiras - 15 missões que a gente inventou juntos para os mais de 20 amigos que vieram. Tinha coisas como: achar bichinhos dentro de um balde cheio de geleca, procurar o carro com placa XXX 7777 dentro do estacionamento do condomínio. E assim foi. Depois da hora de cantar parabéns, tudo fluiu organicamente. Justamente quando a mãe, que depois de montar a festa e distrair os mais de 20 mini agentes espiões por horas, já se sentia como se tivesse participado de um ironman sob um sol de 40ºC - as meninas pediram pra colocar uma música. “Pode Shakira, tia?” Pode! E com o meu celular passando de mão em mão, as crianças dançaram na sala, enquanto a mãe se recuperava. Uma festa simples e sustentável flui organicamente.



O irmão criou o precedente para a irmã mais nova.


  

9 Lembrancinha Taí outra instituição de festa de criança. Ninguém sabe de onde surgiu e porque a gente continua tão apegado a ela.

Sem contar a hora que eles se distraíram pintando. Créditos para a mãe, Lu Misura, que sempre tem ideias geniais!




A Heli não falou, mas na festa da Bianca ela distribuiu de lembrancinha os
e daí eu fiquei sabendo de todas essas alternativas incríveis pra criar uma festa mais sustentável! <3

 

10 Deslocamento dos Convidados 

Na onda de ser responsável pelo lixo dos seus convidados, vale sugerir que a galera se desloque juntos. Você sempre tem uma ideia de quem mora aonde, vale aquela forcinha.




Pronto, dicas dadas! Uma ótima festa simples e sustentável para todos!!


Por que embrulhar os docinhos em papeizinhos e plastiquinhos que terminam no lixo, misturados aos orgânicos sem necessidade nenhuma? Lembra da coleta seletiva na festa e peça pros convidados dispensarem as embalagens dos presentes :)

 

 

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O Menos 1 Lixo é de boas

Já estávamos de boas quando resolvemos stalkear os amiguinhos do Deboísmo no facebook, e assim, como quem não quer nada, percebemos muitos pontos em comum com essas pessoas ma-ra-vi-lho-sas. Listamos abaixo pra você também ficar de boas e sustentável!

1. “Respeite a Mãe Terra, pois ela estava de boas, antes de existirmos”. SIM.




2. “É o plantar a sementinha da mudança no mundo, é fazer alguém repensar seus atos”. QUEREMOS! Resume o nosso trabalho.




3. “Não, não irei aceitar tudo o que diz. Sou de boas não de trouxas”. Não vem com esse papo que sustentabilidade "é caro" ou "impossível", vamos conversar e viabilizar.




4. “Para que tudo fique bem, mantenha corpo, mente e alma saudáveis, e assim serás de boas”. Queridos, isso é quase o nosso mantra. Tudo isso envolve hábitos melhores, como pedalar, comer bem, agir de forma consciente e muito mais.




5. “Deboísmo não é só uma religião, é um estilo de vida. Ser de boa não significa ser inerte ao mundo, significa ser ponderado”. Gente, isso quase resume a vida de quem trabalha com sustentabilidade, afinal, parte do nosso trabalho diário é explicar que não abraçamos árvores e que lidamos com realidade. Tudo precisa ser adotado para o dia a dia, como um estilo de vida mesmo.




6. "Não importa tua orientação sexual, faça amor e fique de boas." Bom, amor é premissa para tudo. Todo e qualquer ser vivo.




7. Quando nos dizem que não adianta usar o copo, separar o lixo ou  economizar o copo descartável já que muitos ainda não fazem isso:




Mana, todas as aspas foram retiradas de páginas da galera de boas. Então apenas melhore! <3

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1º de setembro, “Dia Mundial de Prece pelo Cuidado com a Criação”.

Depois de dedicar sua primeira Encíclica ao meio ambiente - 298º Encíclica  da Igreja Católica, porém a primeira que traz a sustentabilidade como tema central, Papa Francisco declarou hoje,  que 1º de setembro é o “Dia Mundial de Prece pelo Cuidado com a Criação”.


Ele já se apaixonou pelo projeto - e tem como não ser? Agora, além de vivenciarmos diariamente  a preservação dos recursos naturais, para que também, tenhamos nós mesmos qualidade de vida, devemos adotar tal data para pedir mais cuidado ao planeta.




“Como cristãos, desejamos contribuir para resolver a crise ecológica pela qual passa a humanidade atualmente”, disse Francisco para dois cardeais do Vaticano. Então anota a data aí, que já já chega! Enquanto isso, não  esqueça, cuidado é coisa de dia-a-dia. Vira hábito.

 

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Amanhã é o Dia de Bike ao Trabalho, então deixe o carro na garagem e vá de bike.

Carlos Osório, Secretário de Transportes do Rio de Janeiro, publicou há algumas horas  no seu instagram @osoriorj, que amanhã (8) é o Dia de Bike ao Trabalho. Essa iniciativa nasceu da Liga Americana de Ciclistas em Newport, Rhode Island, nos Estados Unidos em 1953 e acontece em datas diferentes no mês de maio em várias cidades no mundo.




No sul da Califórnia, por exemplo, a empresa que gerencia o sistema de metrô por lá, a Metrolink, oferece passagens de graça para ciclistas no Bike to Word Day. Na cidade de Boulder, em Colorado, 11 dos maiores restaurantes e padarias ofereceram café da manhã para qualquer pessoa que chegasse no estabelecimento de bicicleta em 2012. Vários famosos também já aderiram a bike para ir para o trabalho, como o ator brasileiro Rodrigo Hilbert e a modelo internacional e blogueira da Vogue Alexia Chung.


Uma ótima iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro foi o Sistema de Bicicletas Públicas, visando oferecer à cidade uma opção de transporte sustentável e não poluente. Implantado e operado pela empresa SERTTEL, com parceria do Banco Itaú, o projeto conta com 60 estações e 600 bicicletas, distribuídas nos bairros de Copacabana, Ipanema, Leblon, Lagoa, Jardim Botânico, Gávea, Botafogo, Urca, Flamengo e Centro. Saiba como usar sua bike do Itaú
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São Francisco bane garrafinhas plásticas da cidade

Se estiver indo para São Francisco

Certique-se de não levar garrafinhas plásticas

São Francisco, na Califórnia, é a primeira cidade dos Estados Unidos a banir as garrafinhas plásticas. A princípio, os estabelecimentos não poderão vender garrafas plásticas de menos de 600 ml e, gradativamente, elas serão completamente extintas da área.

Sem contar em todo o processo de produção - que leva água! - e descarte dessas garrafas. O impacto é tão grande que para suprir a demanda dos EUA, a indústria utiliza petróleo e energia suficientes para abastecer um milhão de carros. É muita coisa.

Outra questão que é importante é o fato de que as garrafas plásticas, quando entram em contato com a luz solar, sofrem um tipo de quebra de partículas cada vez menores chamadas microplástico. Este age como esponja, absorvendo pesticidas, metais pesados e poluentes orgânicos persistentes (POPs), que causam disfunções hormonais, neurológicas e reprodutivas. Quando jogadas ao mar, plânctons e pequenos crustáceos se alimentam dessas partículas, se intoxicam, também intoxicando pequenos peixes que os consomem. O processo se repete até chegar a peixes maiores e, logo, até o nosso prato.

A cidade já tinha abolido sacolas plásticas e embalagens de isopor como meta para atingir o lixo zero até 2020.

Estamos torcendo para que o Brasil também se movimente e tome uma iniciativa a favor dessa causa! Vamos torcer e fazer nossa parte ;)

 

 

 

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Extra | Fev 2015

Matéria publicada no site do jornal Extra.

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Livro para ler no metrô | Sustentabilidade é para todos

O livro "Sustainability is for everyone", de Alan AtKisson,  tem apenas 49 páginas. Nada de ecochatice, nada de drama: como o título diz, sustentabilidade é para todos. E bastam 49 páginas para explicá-la.


O cara entende da coisa. Ele é autor de outros livros sobre o tema, entre eles "Believing Cassandra" e "The Sustainability Transformation". Metade sueco, metade americano, ele tem 25 anos de experiência na área coisa e tal.  Em 2013, foi eleito para a Sustainability Hall of Fame - sim, tem disso! - e nomeado conselheiro no conselho de Ciência e Tecnologia do Comitê Europeu. Ele também é presidente do AtKisson Group e presta consultoria para as Nações Unidas, para a Levis, para a Ernst & Young e para o WWF... Enfim, já entendeu, né? 

Um cara pede dinheiro emprestado a você pra pagar dívidas da jogatina. Uma hora você vai precisar intervir para ajudar esse amigo, certo? Então, sustentabilidade é como isso: uma hora você vai ter que intervir. E qualquer um pode fazer isso.


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Diquinhas para economizar luz e se safar nessa crise

A crise hídrica - a pior dos últimos 84 anos (!) - que muitos estados do Brasil estão enfrentando prenuncia um possível apagão no país. Por quê? A nossa maior parcela de energia é originária das hidroelétricas que são movidas por - surpresa - água. Logo, economizar energia é tão importante quanto refletir sobre o consumo da água.

Exatamente por isso, um dos maiores vilões da conta de luz da sua casa. Nós sabemos que deixar de usá-lo neste calor é simplesmente impensável, mas dá para diminuir seu gasto tomando alguns cuidados. O primeiro eles é na hora da compra: escolha a capacidade compatível com seu ambiente. Quanto mais BTU's, mais frio (e mais gasto de energia também!). Para ter uma ideia, um aparelho de 7.500 BTU gasta, ligado por 6h todos os dias do mês, 180 kWh, o equivalente a o que uma lâmpada gastaria durante 4 meses e meio sem ser apagada. Já o de 10.000 BTU, consome 240 kWh, 30% a mais.

Outros jeitos de economizar com o ar condicionado são: manter o filtro sempre limpo, portas e janelas bem fechadas, não bloquear a grade de ventilação e, mais importante, desligar o aparelho sempre que sair do ambiente.

Evite, também, banhos quentes entre 18h e 21h, horários de pico de consumo, o que atrapalha o fornecimento de energia. E nem pense em adaptar resistências caso venham a queimar! Este conserto doméstico pode aumentar seu consumo ou até mesmo causar acidentes durante o banho.


Pode parecer que não, mas eles continuam gastando luz mesmo depois de 100% carregados. Evite, por exemplo, que seu smartphone fique carregando durante a noite inteira.

Não coloque também roupas para secar na parte de trás, elas irão esquentar o motor do eletrodoméstico.

Ao viajar por muito tempo, procure esvaziar sua geladeira e desligá-la da tomada. E não esqueça de manter a borracha de vedação em bom estado! Se ela sair com facilidade, hora de substituir a borrachinha!

Ah, aquela máxima que estamos usando para quase tudo em termos de economia também vale aqui: desligue da tomada sempre que não estiver usando.

Se você e mais alguém dentro de casa estiverem vendo o mesmo programa na TV, por que não confraternizar? Assim vocês cortam o gasto de energia pela metade - da tv e da ventilação ;). Procure também não deixar aparelhos de som e videogames em stand by e, sempre que possível, desconecte-os da energia.

Muito importante: ao comprar lâmpadas e eletrodomésticos, dê preferência aos que possuem o Selo Procel de economia de energia (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). Estes são validados como consumidores de energia moderados. A natureza e o planeta agradecem!




Fonte: Portal Light

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Água: como economizar?

também fosse sentida em outros estados. Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais já têm alguns pontos de deficiência no abastecimento do recurso.

A gente sabe que nosso país é um dos mais fartos do mundo em água doce e é um pouco revoltante que, mesmo assim, estejamos passando por crises hídricas tão sérias.
Mas você já parou para pensar que boa parte disso seja culpa dos nossos hábitos?

Exatamente pela abundância que o brasileiro sempre desfrutou, nunca se importou em como usar a água. Então, o que podemos fazer, individualmente, para ajudar a reverter essa situação?  Separamos algumas dicas fáceis para reduzir o consumo diário de água em menos da metade. Confira:


- O banho é o principal vilão no consumo de água. Evite banhos longos – no máximo 10 minutos – e feche o registro enquanto se ensaboar ou lavar o cabelo. Deixe para escovar os dentes na pia e não embaixo do chuveiro, já que este gasta muito mais! Por minuto de registro aberto consumimos impressionantes 10L de água num chuveiro elétrico e 16 (!) em duchas aquecidas a gás. Por isso, quanto menos tempo, melhor. Se seu chuveiro é do segundo tipo, aproveite também para deixar um balde dentro do box enquanto ele atinge uma temperatura agradável e use esta água para dar descarga, colocar roupa de molho etc. Os aquecedores a gás duram de 3 a 4 minutos para esquentar seu banho, o que representa até 64L indo ralo abaixo, literalmente.

Para a pia, a recomendação é a mesma:

e experimente usar o mesmo copo algumas vezes. Deixe a louça de molho na pia com água e detergente por uns minutos e ensaboe. Repita o processo e enxágue. Sem desperdício, é possível gastar apenas 20L em todo o processo. Se você tiver espaço, compre uma lava-louça: ela também gasta, em média, 20L de água por lavagem completa, ou seja, muito menos que lavar a louça por 15 minutos na pia.

Sobre o chão: use um balde com água, vassoura (ou rodo) envolta num pano. 


. Use o regador em vez da mangueira e experimente colocar água cedo pela manhã ou de noite, assim diminuímos a evaporação da água nos vasos, fazendo com que ela dure mais tempo.


. Isso já é maior que a quantidade diária indicada pela ONU de 110L por pessoa. Por isso, sempre use sua capacidade máxima! E, no tanque, você já sabe: registro fechado sempre!




Simples, né? De pouco em pouco, fazemos a diferença!

Fonte: Sabesp

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Série de fotografia retrata pessoas cercadas por seus próprios lixos

Não nos damos conta de quanto lixo produzimos a cada semana: se juntarmos todas as garrafas, papéis e embalagens usados, o resultado será surpreendente. Para provar isso, o fotógrafo americano Gregg Segal reuniu alguns voluntários para fotografá-los no meio de todo o lixo produzido por eles em uma semana.

O resultado é chocante. Segal fotografou tudo no jardim da sua casa, na Califórnia, e montou a série “7 days of garbage”, que ficou em exposição no Brooklyn, em Nova York. Nas fotos, os personagens são de todas as idades, de diferentes classes sociais, deitados na grama, na areia ou na água, cercados por pilhas de lixo produzido por eles mesmos. Cascas de melancia, embalagens plásticas de comidas congeladas, garrafas de vidro, pacotes de cereal e outros resíduos a gente vê por ali.

Segal contou que alguns dos participantes editaram suas pilhas de lixo por vergonha da realidade. Para ele, existe algo de humilhante nas fotos, mas não deixa de ser construtivo. As fotos, no fim, são esteticamente interessantes e atingem o objetivo: fazem pensar sobre o lixo que produzimos.

O fotógrafo conta em seu site que o interesse por lixo começou ainda pequeno. No seu aniversário de 11 anos, ele ganhou uma câmera fotográfica de presente e fotografou o lixo dos vizinhos. Segal diz ainda que a mãe soube que o filho seria um fotógrafo no momento em que viu a foto, e que tem sorte de ter uma mãe que enxergou as imagens como arte ou, pelo menos, como um material que valia a pena ser documentado. 

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Nova York proíbe isoporzinho

É, na verdade Nova York proibiu recipientes de isopor, logo nem pensar em fazer um isoporzinho lá no Central Park, no Brooklyn etc, vai pegar malzão. O isopor tem grande impacto ambiental: leva 150 anos para ser degradado,  estimam estudos.  Além do enorme tempo de decomposição, pelotas de isopor são confundidas com organismos marinhos e ingeridas por cetáceos e peixes, como acontece com o plástico, afetando o sistema digestivo e causando a morte dessas espécies.

Por isso, desde 2013, a prefeitura de Nova York estava tentando proibir o uso de isopor em recipientes, usados para transportar café e comida. Mas só agora, depois de inúmeras pesquisas sobre a possibilidade de reutilizar o material, o prefeito Bill de Blasio conseguiu aprovar junto à Câmara a proibição.




A partir de junho deste ano estará banida toda e qualquer embalagem feita do substrato do petróleo nos restaurantes e lojas nova-iorquinos. Apesar de não ser pioneiro, o passo dado pela cidade é enorme, já que, apenas em 2014, Nova York descartou um total de 28.500 toneladas de recipientes de isopor - lembrando que este volume é gigantesco, já que o material é ultraleve.

Com isso, Nova York se junta a outras 70 cidades dos Estados Unidos que adotaram medida parecida, entre elas Washington, San Francisco, Seattle e Minneapolis, esforço que contou com a adesão de grandes empresas para buscar alternativas de recipientes. Aqui no Brasil, por exemplo, a CBPAK - empresa nacional de tecnologia que pesquisa, desenvolve e comercializa embalagens biodegradáveis e compostáveis - já disponibiliza copinhos, bandejas e recipientes customizados térmicos feitos a partir de fécula de mandioca.




Na alternativa mais divertida, são utilizados corantes orgânicos, próprios para o uso em comida. E eles são bem resistentes! Aguentam de 20°C negativos a cerca de 75°C positivos, ideal para as comidas que amamos, desde o capuccino até o sorvete gourmet.

Já pensou se as cidades brasileiras adotassem? Estamos torcendo.

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Crônica | É dura a vida da bailarina verde

Eu compro comida orgânica. Ando a pé e subo de escada pequenas distâncias. Escovo os dentes de torneira fechada. Separo o lixo. Desligo o ventilador quando saio do ambiente. Prefiro a luz natural. Sofro quando jogo comida fora. E a minha vida verde se resume a isso.

O problema é que desde que a Fe Cortez me chamou para participar do movimento Menos 1 Lixo,  eu passei a prestar atenção em tudo. Acendeu a luzinha em mim  - ou melhor, acendeu um led, gente! - e eu percebi que, de fato, tem muito lixo desnecessário por aí.  Fui pintar cabelo e, quando vejo, a clássica capa que os tinturistas botavam para proteger a roupa virou uma capa de plástico descartável, tipo as de chuva que vendem no sinal.  Choquei. Fui almoçar, peguei o guardanapo e era daqueles embalados individualmente, um por um, em outro papel - pra quê? Comprando meus orgânicos no supermercado, noto que logo os orgânicos são os legumes que não são vendidos a granel - eles vêm com plástico filme e isopor!

É dura a vida da bailarina verde. Eu não quero ficar noiada, nem é a proposta da Fe, nem do Menos 1 Lixo, nem de ninguém. Mas que tem muita coisa evitável, tem. E tem coisas de que, por enquanto, não abro mão, desculpa: toalha de papel em banheiros públicos - ok, vale aquele jato de ar para secar. Descarga da privada - li que gasta litros e litros d'água, preocupante, mas essa informação ainda não me comove o suficiente. São muitas dúvidas, muitas angústias por desbravar nesse admirável mundo sustentável. Não sou uma ativista exemplar, sou um ser urbano tentando se adaptar a uma nova realidade.  Se eu vou conseguir, não sei, só sei que vou tentar.

 

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O primeiro fim de semana com #menos1lixo

Ano novo, vida nova e projeto novo! Desde o dia 01 de janeiro, estou contabilizando oficialmente quantos copos deixarei de descartar usando o meu retrátil, e registando aqui nesse diário virtual os resultados. Até agora, nesses 4 dias, foram 21 copos a menos nas lixeiras por aí.

Meu copinho começou o ano circulando na maior festa de reveillon do planeta: a praia de Copacabana. Nos dias que seguiram ele andou pela praia de Ipanema, Leblon e deu uma voltinha comigo pelas ruas da cidade maravilhosa. E entre uma saída e outra, algo muito sincrônico aconteceu, estava zapeando a TV dia 01, o dia do lançamento do meu desafio, e qual não foi minha surpresa ao ver o documentário que me inspirou, o Trashed. Mais de 2 anos depois de assistir pela primeira vez e ter a inspiração de tudo isso foi um ótimo sinal! Sinal que esse movimento de menos lixo e um consumo mais consciente é a única saída para preservarmos a nossa vida, e o planeta


Convido cada um de vocês a se engajarem neste movimento de #menos1lixo no planeta.

Amanhã começa o desafio da Nanda Costa. Ela vai ficar 1 semana com o copinho do Menos 1 Lixo e contar quantos copinhos deixará de descartar. Acompanhe tudo por aqui, pelas redes do movimento.

Ah, muita gente está perguntando onde compra o copinho. Esse eu comprei numa loja de camping e essa semana vou ver onde ainda tem pra comprar e aviso a todos.

beijos com mais natureza e menos 1 lixo,



 

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Le Petit Parisien

A plataforma do Menos 1 Lixo foi lançada! Durante o ano todo, vamos postar aqui matérias sobre sustentabilidade, entrevistas, perfis de musas verdes, ideias criativas para não jogar lixo fora, lugares maravilhosos que a gente só descobre andando a pé, projetos de arquitetura sustentável, produtos que respeitam e incentivam o consumo consciente e mais um monte de conteúdo rico, interessante, leve. Nada de baixo astral catastrófico, tá? Aqui é um lugar que propõe mudar o mundo de forma positiva, lembra? Então. Para começar, uma imagem inspiracional: a foto clássica de Willy Ronis, de 1952: “Le Petit Parisien”. Pra lembrar que quanto menos sacolas, papéis e embalagens descartáveis a gente pegar, menos lixo será produzido. Os franceses que sempre carregaram baguete embaixo do braço são uns sábios.

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