Estilo de vida

5 dicas infalíveis de como convencer os coleguinhas

Você já adotou o estilo de vida sustentável, mas não aguenta mais explicar pra todo mundo os motivos? A Fe Cortez selecionou 5 dicas pra você convencer sua mãe, seu pai, seu melhor amigo ou sua chefe de uma vez por todas! Tá com dificuldade? Dá um play!


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Um olhar para dentro do Brasil

O Brasil tem uma fauna marinha muito rica, é um dos 5 maiores países do mundo em extensão e com a quinta maior população do mundo. Produz 80 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano que poderiam ser amplamente reciclados, mas não são. O problema do plástico traz consequências muito graves para as nossas tartarugas marinhas e para os animais brasileiros em extinção. Nós também somos responsáveis pelo desenvolvimento da sustentabilidade e da economia circular no Brasil. A Fe Cortez entrevistou quem protagoniza esses projetos de mudança e prova que é possível transformar o futuro de que em 30 anos vamos ter mais plástico do que peixes nos oceanos.

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Sobre o Prêmio Lixo Zero

No último sábado, dia 20 de Outubro, rolou o primeiro Prêmio Lixo Zero do Brasil, uma realização do Instituto Lixo Zero Brasil em conjunto ao Menos 1 Lixo, com o apoio da Aspen Pharma e Purificadores Europa.


A cerimônia ocorreu às 19h no Auditório do Museu do Amanhã, contando com a presença de aproximadamente 200 pessoas, entre elas ouvintes, palestrantes e concorrentes.


O Prêmio Lixo Zero tem por objetivo promover e disseminar os melhores projetos brasileiros que representam a tomada de atitudes sustentáveis em prol do nosso meio ambiente. Promovendo reconhecimento, valorização e visibilidade às práticas que contribuem e reforçam o desenvolvimento do conceito “Lixo Zero” no Brasil.


“São muitas as boas práticas no Brasil, algumas com reconhecimento internacional, esta iniciativa valoriza o trabalho destes virtuosos.”

- Rodrigo Sabatini, presidente do Instituto Lixo Zero Brasil


Desse modo, a premiação foi dividida em seis categorias, visando abranger diferentes áreas dentro da sustentabilidade. Foi um total de 18 concorrentes, três por categoria, uma curadoria do Instituto Lixo Zero Brasil, cuja votação era aberta ao público, democratizando a escolha dos vencedores.


O evento foi aberto por uma fala do Rodrigo Sabatini, enfatizando a importância de um prêmio como o tal aqui no país, seguida de uma breve palestra do italiano Stefano Ambrosini, sobre o Lixo Zero na Itália. A noite contou com uma surpresa: premiações especiais para alguns destaques do ano, que também mereciam o apoio e reconhecimento na pauta da sustentabilidade.

Recebendo o prêmio de Certificação do Ano estavam Francisco Nilson Moreira, Eduardo Azambuja , Ricardo Emediato e Kallel Kopp, representando a R2 Produções, uma produtora de eventos que desvia o mínimo possível para os aterros sanitários. A cidade sulista, Florianópolis também foi premiada como a Cidade Lixo Zero, e quem recebeu a honra foi o vice-prefeito, Sr. João Batista Nunes.

Além destes, Jean Peliciari, líder do Dia da Limpeza Brasil e Let's Do It Brasil, levou para casa o prêmio de Revelação do Ano. E o ambientalista, André Trigueiro foi nomeado como Jornalista do Ano, por trazer à tona a temática da sustentabilidade na imprensa tradicional brasileira.

Após essa etapa, a Fe Cortez, idealizadora do movimento Menos 1 Lixo, teve a honra de apresentar e conceder os demais prêmios da noite.


A primeira categoria premiada foi Conscientização e Educação, projeto cujo maior objetivo é sensibilizar as pessoas, seja através da arte, teoria ou prática com resíduos. Concorrendo estavam o Instituto Ecosurf, uma organização criada por surfistas comprometidos com o combate à poluição nas praias e conservação dos oceanos, o movimento Pimp My Carroça, que dá visibilidade aos catadores, aumentando suas rendas, de maneira lúdica, usando o grafiti como ferramenta de sensibilização, e a Universidade Estadual de Santa Catarina, UDESC, que almeja contribuir para uma sociedade mais justa e democrática em prol da qualidade de vida e do desenvolvimento sustentável do Estado de Santa Catarina. E quem levou o prêmio pra casa foi o movimento Pimp My Carroça.


A categoria seguinte foi Redução e Reuso, premiando idéias que visam a redução do lixo, seja com atitudes ou produtos de reutilização e não de descarte. Concorreram Meu Copo Eco, um negócio de impacto que evita que mais de 1 bilhão de copos descartáveis se acumulem nos oceanos, Favela Orgânica, iniciativa pioneira nas comunidades do Rio de Janeiro com conceitos como consumo consciente, compostagem e hortas em pequenos espaços, e também o Banco de Resíduos, que visa transformar o desperdício em riqueza, incentivando ações empresariais sustentáveis na indústria. Nessa categoria o vencedor foi o Meu Copo Eco, representado pela Larissa Kroeff.


A premiação contou com a categoria Reciclagem ou Sistemas de Reciclagem, de empresas ou instituições que fazem parte da cadeia da reciclagem. Os participantes eram a YouGreen, uma cooperativa de catadores que realiza o trabalho de coleta seletiva, triagem, conscientização e logística reversa de resíduos recicláveis, a Cooperativa Ecco Ponto que começou com o objetivo de tirar as garrafas do rio, e hoje é fonte de renda de catadores e suas famílias, e a Proecologic, uma das únicas empresas no país que faz reciclagem de isopor, que já transformou mais de 50 milhões de quilos de resíduos de isopor e poliuretano. O vencedor dessa categoria foi a Proecologic.


Em seguida teve a categoria de Compostagem, empresa ou projeto social que usa a compostagem como negócio. Concorreram o CEPAGRO, que atua com agricultura urbana, desenvolvimento rural sustentável e educação agroecológica, como as hortas escolares, também competiu o Ciclo Orgânico, um negócio social que tem como missão co-criar uma comunidade em que lixo seja solução e não um problema através da compostagem, e a OEKO, empresa de produtos compostáveis para mitigar impactos ambientais, dando um fim correto aos resíduos orgânicos.  O prêmio foi entregue para Marcelo Chiabi, do Ciclo Orgânico.


Após isso vieram ao palco as concorrentes da categoria Estilo de Vida, pessoas que têm mudado seus hábitos e os compartilhando através de redes sociais. Lá estava a Cristal Muniz, dona do blog Um Ano Sem Lixo, no qual ela compartilha dicas práticas e objetivas para uma vida com menos lixo, a criadora da Casa Sem Lixo, Nicole Berndt, que busca uma vida sem desperdícios em família, colecionando experiências ao invés de coisas, e também o Tião Santos, liderança dos catadores no processo de fechamento, em 2012, de Jardim Gramacho, considerado o maior aterro sanitário da América Latina. Quem venceu a categoria foi o blog Um Ano Sem Lixo, da Cristal Muniz.


E por fim foi premiada a categoria Ações Comunitárias, projetos que atuam com pessoas carentes, catadores, sempre tendo o resíduos sólido como base. Concorreram o projeto ReciclAção de coleta seletiva e reciclagem com ênfase na mobilização comunitária, contribuindo para a erradicação dos riscos socioambientais do Morro dos Prazeres, a Revolução dos Baldinhos é a gestão comunitária de resíduos orgânicos sincronizada à prática de Agricultura Urbana em Florianópolis, e o projeto da Ecobarreira, de preservação do Rio Atuba através de um sistema original de materiais reciclados, que coleta lixos flutuantes no rio. O vencedor foi Diego Saldanha, representando o projeto da Ecobarreira.


A noite se encerrou em uma apoteose musical, com a apresentação da banda Lata Doida, utilizando instrumentos construídos a partir de materiais reciclados, envolvendo as dezenas de pessoas que ocupavam o auditório do Museu do Amanhã, fechando com chave de ouro uma noite memorável para o movimento lixo zero e da sustentabilidade no Brasil.


Todos os participantes ali presentes saíram vitoriosos apenas por dedicarem seus respectivos esforços em projetos e ações em prol do meio ambiente.


“É super importante disseminar a mensagem de que é possível produzir menos lixo e viver com mais qualidade. Levar uma vida Lixo Zero é incentivar a autorresponsabilidade de que nós somos o impacto que geramos.”

- Fernanda Cortez, idealizadora do Menos 1 Lixo


O Amanhã será construído através da inspiração. Pensando nas futuras gerações e na conscientização da sociedade. É fundamental revermos e repensarmos nossos hábitos e impactos enquanto moradores do planeta Terra.


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A bicicleta e a emancipação das mulheres

Dia 22 de setembro é o Dia Mundial sem Carro, pensado pra estimular a galera a repensar o nosso uso excessivo de automóveis e como eles trazem questões importantes pro meio ambiente e pra nossa saúde. O carro certamente foi um grande avanço na mobilidade urbana e no acesso a grandes distâncias, mas tudo que é muito… também impacta muito o planeta.

Todo mundo sabe os benefícios de andar de bike ou caminhar por aí, mas não é sobre isso que a gente quer falar hoje. Assim como o automóvel trouxe uma emancipação da população, que agora pode circular quando e onde quiser, antigamente foi a bicicleta quem teve esse protagonismo. E muito mais do que a mobilidade urbana, a bike foi revolucionária pro empoderamento das mulheres. Você sabia disso? Vamos começar do começo.


A modernidade é pautada pelas revoluções e tem seu estopim com o desenrolar da mãe de todas elas: a Revolução Francesa, que derrubou o Antigo Regime com reis e rainhas propôs novas maneiras de gerir a sociedade. E a bicicleta surgiu nessa época. Ela garantiu uma mobilidade absurda, já que todas as pessoas agora pedalavam livremente, participavam e promoviam encontros, onde quisessem e com quem quisessem. E a cidade foi se transformando em um ambiente mais democrático.

O despertar provocado pelas revoluções também aconteceu com as mulheres, que deram início às pequenas transformações do mundo feminino. O próprio Dia Internacional da Mulher e as lutas pela igualdade explodiram no século XIX. A bicicleta foi uma ferramenta importante nesse processo, porque garantiu liberdade de deslocamento pra elas, já que no geral, as mulheres não podiam circular sem acompanhamento e precisavam se deslocar naquelas carroças imensas. Só pra você ter uma ideia, a primeira carteira de motorista conquistada por uma mulher no Brasil foi na década de 1930. Então dá pra entender a força que a bike trouxe pra vida das moças, né?

Deixa eu te contar o que eu penso da bicicleta. Ela faz muito mais pela emancipação da mulher do que qualquer outra coisa no mundo. Dá às mulheres uma sensação de liberdade e autoconfiança. Eu fico de pé e amo toda vez que vejo uma mulher andando em uma roda: é a imagem da feminilidade livre e desimpedida.

Susan Anthony, líder do movimento feminista norte-americano.

Claro que isso assustou muito a galera que era contra os direitos de igualdade das mulheres, né? Os médicos passaram a dizer que pedalar faria mal a saúde delas, podendo até deixá-las inférteis. Em uma época em que ser mulher significava essencialmente ser mãe e esposa, era uma informação bem poderosa e desmobilizadora. Nos EUA, a bike teve sua imagem atrelada à nova mulher e ao novo mundo em que ela se inseria, na contestação desse modus operandi da sociedade tradicional. E sabe o que é mais bacana? A bicicleta permitiu que elas revolucionassem também as suas roupas, eliminando aqueles espartilhos apertados e vestidos pesados. Agora elas usavam as calças bloomers, as primeiras calças usadas pelas mulheres e foi uma das tentativas de reformulação do guarda-roupa das moças do XIX.

Só por tudo isso já é bem bacana valorizar a mobilidade por transportes não motorizados, como a boa e velha bicicleta. E as mulheres continuam arrasando e se empoderando nesse sentido. Essa semana saiu a notícia de que uma mulher americana quebrou o recorde de velocidade no ciclismo. Denise Mueller-Korenek, de 45 anos, superou a marca já consolidada por um homem há 23 anos e conseguiu pedalar 296 km/h.

A bicicleta é uma ferramenta de mobilidade incrível e hoje, dois séculos depois de tudo isso, ela ainda é uma recuperação da autonomia feminina. Pensa nisso! E vamos juntxs cohabitar em um mundo mais limpo e acessível pra todo mundo. Pra fechar, a gente indica um vídeo lindo da empoderada Nataly Nery sobre bibicleta e feminismo nos dias de hoje:






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Reciclável x Reciclado | ESPONJA

Muitos lixos que geramos no nosso dia a dia são muito prejudiciais pro meio ambiente e a gente nem se dá conta. Afinal, que mal vai fazer aquela esponja de lavar a louça bem brasileira, verde e amarela, que a gente tá super acostumadx? Elas são recicláveis, sabia? Mas você faz o procedimento correto para que sejam de fato recicladas?

As esponjas de lavar louça são buchas sintéticas, feitas de poliuretano, que é um material usado para fabricar colchões, travesseiros, estofados, etc. É um plástico bem difícil de reciclar, pelo seu processo de produção, mas é possível reaproveitá-lo em outros produtos, como pisos, por exemplo. Além disso, pra reciclar, é fundamental que elas sejam “descontaminadas”, já que foram usadas a beça com bastaaante detergente, né? Ela é um dos itens mais sujos da nossa cozinha e por isso também não dura muito.

E então, como descartar? Bom, antes de qualquer coisa queremos te convidar a usar buchas vegetais. Elas são biodegradáveis, podem ser compostadas e somem na natureza rapidinho. Mas até você chegar nesse processo não jogue a esponja sintética no lixo comum!

Bucha vegetal

A Scotch-Brite tem um programa em parceria com a Terra Cycle muito bacana de reciclagem das esponjas sintéticas. Você recolhe o máximo de esponjas que conseguir (vale mandar um bilhete pros amigos, pra vizinhança e no trabalho pra engajar a galera) de qualquer marca, com o peso mínimo de 500 gramas (cada uma tem mais ou menos 8g). Depois é só enviar pra eles (você não paga nada por isso) que eles se responsabilizam pela reciclagem. Fácil, né? Pra saber mais, entra lá no site do programa.

A gente precisa praticar cada vez mais a autorresponsabilidade, consumindo de forma mais consciente e sabendo como descartar corretamente os nossos resíduos. Vamos juntxs?

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5 tradições péssimas pro meio ambiente

O historiador Eric Hobsbawm cunhou um termo super importante nas ciências humanas, a tradição inventada. Ele defende que as tradições foram criadas pela sociedade na intenção de construir rituais que estabeleçam uma conexão de continuidade com o passado e que possam desenvolver uma memória importante pro funcionamento da vida em conjunto.

Infelizmente, muitas dessas tradições que inventamos são muito nocivas pro meio ambiente. E ainda que as tradições sejam super importantes pra gente se sentir parte de um todo, elas precisam fazer sentido pro todo mesmo, né? O planeta! 

1 | BALÃO DE PAPEL

Eles são bem tradicionais em várias festas pelo mundo e no Brasil, especialmente no mês de junho, na época de São João, mesmo que por aqui seja crime. As festas juninas adoram um balão de papel pra colocar no céu. Pelo mundo afora, existem festivais em que a galera solta balões em conjunto pra colorir o céu. É lindo, com certeza!

O problema é que tudo que sobe, desce, e a gente não tem controle de onde vão parar esses balões. Os arames podem enforcar os passarinhos e outros animais em terra e eles são responsáveis por incêndios devastadores, que matam a fauna e a flora.

Na Inglaterra, um incêndio em 2013 ficou super famoso, depois que um balão de papel pousou em uma Usina de Reciclagem em West Midlands. 200 bombeiros tentaram apagar o fogo que destruiu 100.000 toneladas de material reciclável. Vale a pena manter uma tradição assim?

2 | FOGOS DE ARTIFÍCIO

Famosos pela beleza e por marcar uma comemoração extremamente importante, os fogos de artifício podem ser bem problemáticos pro meio ambiente. Eles são poluidores em potencial do ar e deixam os rastros dos seus resíduos quando caem no mar, nos rios ou no solo. E também oferecem perigo de incêndio.

3 | ÁRVORES DE NATAL

Aqui no Brasil, o costume são as árvores de natal de plástico. Não que as árvores verdadeiras nesse caso sejam muito melhores. As fazendas de árvores de natal lá fora, consomem tantos agrotóxicos quanto o Papai Noel gosta de distribuir brinquedos. Mas é claro que são biodegradáveis quando o Natal acaba, o que dá uma boa vantagem pra elas. Mas como aqui usamos essencialmente as artificiais…

Elas são feitas de plástico e demoram anos pra se decompor. Vale investir em plantinhas que você já tem em casa e decorá-las com algo bem colorido e que não machuque o planeta.

4 | ANEIS DE DIAMANTE

 

Muito se estimulava, no passado, que as mulheres só eram definitivamente conquistadas quando recebiam um anel de diamantes. Com o feminismo batendo na nossa porta, isso (ainda bem!) já perdeu completamente o sentido. Mas ainda tem gente que curte, né? As minas dessa pedra preciosa causam um impacto bem prejudicial pro planeta e a maioria delas fica do continente africano, provocando erosão do solo, desmatamento e a morte de animais selvagens da região. O solo devastado obrigou muita gente a sair de casa e os poços de mineração abandonados são focos de água estagnada da chuva e, assim, abrigam mosquitos que transmitem malária e outras muitas doenças.

5 | BALÃO DE GÁS

 

Já falamos sobre aqui.

As tradições são muito importantes, só precisamos repensar quais delas ainda nos representam. Vamos juntxs?

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Amazônia Lixo Zero

Hoje se celebra o Dia de Proteção às Florestas pra destacar a importância na luta pela preservação de um dos ecossistemas mais importantes pro planeta. E o Brasil abriga a floresta Amazônica, o pulmão do mundo, a maior floresta tropical que existe por aqui. Ela ocupa mais de 60% do território brasileiro e tem uma flora que abarca de 10 a 20% de todas as espécies vegetais do mundo! E ainda compõe um conjunto de rios que representam a maior reserva de água doce.

Recentemente, uma pesquisa divulgada pela Science Advances concluiu que a Amazônia pode não ser mais uma floresta se atingir 20% de desmatamento, ou 1 milhão de km² desmatadas. E falta pouco: hoje já atingimos 18%. E também por isso esse dia é tão importante!

O dia de hoje também comemora o grande protetor das Florestas, a figura lendária brasileira Curupira, que assegurava que ninguém mau intencionado poderia prejudicar o ecossistema. Ele tinha os pés virados pra trás pra enganar os invasores, dando uma impressão mentirosa de que estão chegando perto dele. Segundo o folclore, ele era responsável por proteger as florestas das ações nocivas do homem, desde a caça até o desmatamento. Mas o Curupira não consegue mais dar conta de tanta maldade, né? E já tem muita gente bacana preocupada em pensar e proteger a Floresta Amazônica tanto quanto a lenda. 

Foto Guto de Lima

Vamos falar sobre o projeto Amazônia Lixo Zero?

Eu conheci o projeto no Congresso Internacional Cidades Lixo Zero, lá em Brasília. Alguns representantes indígenas falaram um pouco sobre como o lixo chega nas aldeias, como lidam com eles e quais os grandes problemas que enfrentam nesse sentido. Foi emocionante!

O Amazônia Lixo Zero surgiu de uma parceria entre o Instituto Lixo Zero Brasil e o Instituto Txai, que luta pelos direitos culturais, sociais e territoriais dos povos indígenas. E eu tive uma conversa muito bacana com o Guto de Lima, que toca o projeto e encontrou nele uma nova forma de viver a vida.

O Amazônia Lixo Zero é uma tentativa de construção de um diálogo sobre o consumo, a nossa relação com a terra, com nós mesmxs e da nossa relação em sociedade, a partir da visão de quem mora na Floresta a partir do problema do lixo.

A Amazônia é a maior escola Lixo Zero do mundo!

O projeto tem por objetivo um diálogo pra criação de uma linguagem e de conceitos pra que possamos agir juntos em prol de uma floresta mais preservada e de uma sociedade mais interessada em conhecê-la e aprender com ela.

O primeiro pilar do Amazônia Lixo Zero é a tecnologia social, seguido do turismo, especialmente o etno turismo. Segundo o Guto, é importante incluir as iniciativas turísticas, pra que as pessoas conheçam a Floresta que querem preservar e que elas experienciem a importância que ela tem. O terceiro pilar é a educação, ou seja, a formação de multiplicadores da floresta, os agentes agro florestais e os habitantes, claro. Esse eixo é pensado através de ações de comunicação. Tudo pra garantir a capilaridade dos 4 ambientes que o Amazônia Lixo Zero prioriza: as aldeias e territórios indígenas, os municípios, as populações ribeirinhas e as reservas extrativistas.

Mas como o lixo chega nas florestas?

Parece uma pergunta boba, mas não é. Tudo o que a floresta produz pode ser reaproveitado por ela mesma, já que a natureza é extremamente inteligente e auto suficiente. Ela não gera nada que não possa ser reinserido no ciclo e na dinâmica da vida dela mesma. Nós, os homens, que quebramos esse ritmo quando introduzimos materiais que demoram pra sumirem na natureza e que não podem ser reaproveitados em qualquer ambiente nessa dinâmica. 

Nesse sentido, o Guto citou o plástico e a pilha, por exemplo. Ele diz que a maior lição que as Florestas nos ensinam é não gerar resíduos. Ela é naturalmente Lixo Zero

É importante lembrar que qualquer coisa que possamos chamar de lixo vem de um sistema que não pensou toda a cadeia de vida daquele material. Ou pensou, mas não se interessou o suficiente.

Então, o Amazônia Lixo Zero tem a pretensão de promover essa consciência de redução do consumo e da produção desses materiais que não se inserem na dinâmica da natureza. É também um esforço de comunicação, já que as pessoas precisam entender a sua responsabilidade no pós e no pré consumo.

O lixo chega na floresta através do consumo de quem vive nela e também pelos turistas, já que eles não levam os seus resíduos de volta pra casa. No caso das populações indígenas, elas compram alimentos embalados em plástico e pilhas pras lanternas nos municípios mais próximos. 

Como é o descarte disso? Esse é o problema. Segundo o Guto, não existe um sistema de coleta seletiva que permita a devolução desse resíduo pra esses municípios que poderiam descartá-los corretamente. A tendência é que ele fique na aldeia e esse lixo seja queimado ou enterrado. Duas opções extremamente nocivas pro meio ambiente.

Foto Guto de Lima

E como a população urbana contribui pra esse cenário?

Especialmente pelo turismo, como já falamos. O Guto deixou claro que quando patrocinamos um sistema de consumo desenfreado e sem conscientização, também estamos contribuindo pra que o lixo seja disseminado nas florestas. Cada real gasto em produtos como os descartáveis, por exemplo, é um voto que corrobora pra esse sistema acontecer. Nós financiamos essa dinâmica. Então, de alguma forma, também estamos patrocinando os impactos dele nas florestas, ainda que indiretamente. 

A floresta parece distante, mas não é. Tudo tá conectado e tudo se relaciona de maneiras fluidas e complexas e o nosso comportamento dentro de casa reverbera em todo o resto do planeta.

O Guto destacou que o maior desafio é a coleta nas florestas e também um trabalho forte de conscientização pra redução do consumo. E uma iniciativa interessante é o fomento do plantio nas aldeias, da agro floresta e da produção do próprio alimento. Quanto mais a população planta, menos ela vai até o município consumir. Tudo é feito em conjunto, sempre! Com base nas próprias práticas indígenas.

Me encantou a possibilidade de conviver com os povos da florestas e experimentar essa sinergia de aprendizado e vivência

Quais são as contribuições indígenas pra dinâmica do Lixo Zero?

A gente tem muito o que aprender com eles. Especialmente em relação a como viver sem destruir, garantir que o ambiente possa nos prover toda a medicina pro corpo, pra mente e pro espírito e também que possa nos oferecer os alimentos de forma equilibrada.

Nós ficamos encantadxs com o projeto e tem uma super notícia pra quem compartilhou desse amor com a gente: vai rolar uma primeira imersão do Amazônia Lixo Zero em outubro desse ano, na floresta, em território yawanauá.É uma imersão que vai permitir aos participantes ajudarem a criar as perspectivas e possibilidades do projeto, aproximar do contexto do ecossistema e das possibilidades dessa relação. Viver os rituais e os diálogos, uma série de experiências importantes. Tá todo mundo convidado a se inscrever! É só entrar no site deles e se inscrever aqui.

E em 2019, vai rolar um Congresso no Acre, em agosto, fruto dessa imersão e dos resultados dela. Lá vai rolar um amplo diálogo sobre a questão do lixo nas florestas e não só da Amazônia, mas de todas delas, pensando no problema e compartilhando as soluções. Vale seguir as redes do projeto e disseminar a mensagem. Vamos juntxs?

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Como a sede da Copa do Mundo 2018 lida com o próprio lixo?

A Rússia tá bombando e não é pra menos, o maior país do mundo, com mais de 17 milhões de km² foi escolhido pra ser a sede da Copa em 2018. São 11 fusos horários diferentes e quase 150 milhões de habitantes! Não falta polêmica em território russo, mas já parou pra pensar como um país tão gigantesco lida com o próprio lixo? 

Isso é um problemão por lá, já que, segundo o Greenpeace, a Rússia produz 70 milhões de toneladas de resíduos por ano. Não existe uma estrutura consolidada de coleta seletiva e reciclagem na Rússia e em maio desse ano rolou um protesto contra os lixões, na cidade de Volokolamsk, bem pertinho de Moscou. Os russos pediam melhores condições, já que o cheiro do aterro era insuportável pra muita gente. Em março, 50 crianças precisaram de atendimento médico por intoxicação causada por um lixão da cidade. Em 8 anos, a capacidade dele foi ampliada em 10 vezes só pra abrigar o lixo local. As cidades próximas à capital recebem 16% de todo o lixo do país, cerca de 11 milhões de toneladas de lixo.

A previsão é que em 3 anos a capacidade dos aterros russos cheguem na sua capacidade máxima. Nos últimos 10 anos, os russos produziram mais 30% de lixo e, próximo a Moscou, foram fechados 24 lixões nos últimos 5 anos por conta da insalubridade. Em 2016, o país reciclou 9% do seu lixo e quase 3% dele foi incinerado. O que significa que mais de 85% do lixo produzido pelos russos foi direto pros aterros sanitários. No final do ano passado, o presidente Putin decretou uma lei obrigando as autoridades regionais a coordenarem os lixões com seus moradores e a criarem estações de triagem e reciclagem de lixo. Hoje parece que já são vistas algumas lixeiras pra separação pelas cidades.

Putin prometeu construir 5 incineradoras de lixo, 4 nos arredores de Moscou e 1 em Kazan, nas margens do rio Volga. Cada uma delas tem capacidade para 700 mil toneladas de lixo por ano e devem estar em funcionamento em 2021. Ainda existe muita polêmica sobre o assunto, já que incinerar o lixo ainda não é uma solução interessante pro meio ambiente. Durante o mês de junho, a Rússia recebeu mais de 1 milhão de turistas do mundo pros jogos da Copa... Já pensou pra onde foi todo esse lixo?

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Os destaques do Congresso Internacional Cidades Lixo Zero

Na Semana do Meio Ambiente, o Menos 1 Lixo e a Fe Cortez estiveram em Brasília, participando do Congresso Internacional Cidades Lixo Zero. O objetivo era reunir pessoas do mundo inteiro pra dividirmos expectativas e experiências sobre os resíduos sólidos das cidades, projetos de compostagem, de conscientização ambiental, trocar parcerias, enfim, muita coisa!

O Congresso foi totalmente gratuito e tinha gente pra caramba. Foi muito legal ver como as pessoas estão interessadas e engajadas cada vez mais.

BOGOTÁ - COLÔMBIA

A Sandra Pinzón, da Colômbia, contou que só Bogotá produz 8 mil toneladas de lixo por dia com taxa de reciclagem de 17%. Ela contou que, através do Bogotá Basura Cero (Bogotá Lixo Zero), criou-se um projeto de certificação das empresas que se propunham a encarar o desafio de produzir menos lixo. Ela citou 3 passos pra que uma cidade possa alcançar a alcunha de Lixo Zero:

  1. Não ter lixões;
  2. Não produzir o que não pode ser reciclado
  3. Educar formal e popularmente todo mundo

Sandra, via Facebook Cidades Lixo Zero

HERNANI - ESPANHA

Também  hermanos, mas de outro continente, o prefeito da cidade de Hernani, Luiz Intxauspe, na Espanha, deu um show contando um pouco da cidade. Desde 2010 que ele trabalha com o objetivo de ser Lixo Zero e contou tudo que fazem pra que isso aconteça por lá.

Há 8 anos, a taxa de reciclagem era de 30% na cidade de 20 mil habitantes. Hoje, já passou dos 80%! Sabe como? O Luiz contou que a principal mudança foi o recolhimento do lixo de porta em porta, que transformou Hernani em uma referência quando o assunto é resíduo sólido.

Ele contou que em todas as casas construídas depois do projeto ser implementado existe um quarto de resíduos, um cantinho para colocar as lixeiras disponibilizadas pelas prefeitura. E olha que atitude simples: as lixeiras destinadas ao descarte de papel, recebem sacolas de papel.

Luiz contou que instalou centros de compostagem pela área rural e cursos gratuitos pra prática. E os moradores recebem 30% de desconto nos impostos quando compostam!

Em Hernani, as pessoas produzem 60kg de lixo por ano por pessoa, 3x menos do que os municípios da região. O relato foi super legal, porque ele contou que tudo foi feito com participação da população e no incentivo comunitário da mudança de hábito.

A prefeitura ajudou muito nesse processo, porque forneceu sacolas de pano, louças de cerâmica pros moradores que querem fazer festas ou eventos, mas não querem usar descartáveis e fraldas reutilizáveis pras famílias com bebês.

PAÍS DE GALES - REINO UNIDO

Mal Williams fez uma fala super divertida e apresentou o caso de sucesso do País de Gales que nos últimos 15 anos, passou do pior reciclador da Europa para um dos três melhores, com taxa de quase 70% de reciclagem.

"Lixo Zero é um verbo"

Segundo ele, o grande segredo do País de Gales é simplesmente não produzir resíduos que não podem voltar pra cadeia

Todos nós temos uma escolha e precisamos saber a certa a fazer, como parar de consumir as embalagens erradas.

NEPAL

Uma das conversas mais avassaladoras do dia foi a comandada pelo Mahesh Nakarmi do Nepal, que apresentou um plano de HealthCare incrível, ou seja, um hospital Lixo Zero. Ele contou que o país produz 550 milhões de toneladas de lixo por ano e que o lixo hospitalar de Catmandu é todo descartado nas ruas da cidade.

O projeto começou em 2010 e é apoiado em alguns pilares como o uso de apenas materiais recicláveis e encaminhamento deles pra reciclagem, a vermicompostagem, a transformação dos restos de comida em biogás (que é devolvido como energia para o próprio hospital). Os materiais hospitalares são levados a uma autoclave e depois reciclados. Algodão e gases vão direto pra composteira. O que não é reciclável, como alguns tipos de plásticos que ainda são inevitáveis no consumo do hospital, são destinados ao artesanato de pacientes com recuperação motora.

Antes do desenvolvimento de um projeto Lixo Zero, o lixo no Nepal era todo incinerado, causando problemas ambientais ainda maiores. Nakarmi declarou que eles estão fazendo testes para compostar absorventes descartáveis femininos.

CIDADE DO CABO - ÁFRICA DO SUL

Mariette Hopley, da Cidade do Cabo, conversou com a gente sobre a situação por lá. Durante a Semana do Dia Mundial da Água, a fulana falou um pouco sobre a crise hídrica fortíssima na cidade e como eles estão lidando com a situação.

No Congresso, uma das primeiras coisas que a Mariette falou foi sobre o alívio de tomar um banho de chuveiro e não de canequinha. E isso já faz a gente pensar a beça sobre o nosso privilégio e como nós não valorizamos a água como deveríamos.

Ela relatou que os aterros na Cidade do Cabo atingem o seu limite de capacidade no fim desse ano e que por lá, ainda 44% do lixo não é reciclado e que a coleta não é feita de forma correta. O sucesso da cidade foi a cobrança nas sacolas plásticas, atitude que reduziu em 97% o consumo delas.

KAMIKATSU - JAPÃO

Akira Sakano, de Kamikatsu, no Japão, contou que na cidade, quase 100% do lixo orgânico é compostado e foi a primeira cidade japonesa a se declarar com ambição Lixo Zero. Na cidade de 1.500 habitantes, 80% do lixo doméstico é reciclado. Ela disse que a principal dificuldade foi tirar a população da zona de conforto, já que 52% dela tem mais de 65 anos. Especialmente porque no Japão, o costume do tratamento com o lixo é incinerá-lo.

Ela explicou que existem, em Kamikatsu, 45 categorias de gestão de lixo.

Akira Sakano, via Facebook Cidades Lixo Zero

FLORIANÓPOLIS - BRASIL

A grande notícia do dia é que Floripa se comprometeu a ser uma cidade Lixo Zero até 2030. Hoje, a cidade recicla 7% do lixo e existem milhões de projetos inspiradores por lá: a Revolução dos Baldinhos, o Route, o Museu do Lixo, a Frente Parlamentar do Combate ao Lixo do Mar, a UFSC sustentável e por aí vaí. É a primeira cidade brasileira que se propôs ao desafio.

LAGES - BRASIL

O Germano Güttler da UDESC de Lages, também em Santa Catarina, contou que a cidade de 158 mil habitantes produz 2.100 toneladas de lixo que vão pros aterros mensalmente.

O lixo orgânico não tá no ciclo dos resíduos, mas no ciclo dos alimentos

Ele defende que o cidadão deve ser tratado como tal e não como um agricultor, quando falava sobre o processo da compostagem urbana. E explicou o Método Lages de Compostagem EXPLICAR. Na cidade, 32% do lixo orgânico vira adubo.

CICLO ORGÂNICO - RIO DE JANEIRO

O Ciclo Orgânico foi lindo de ver! Como sempre, o Lucas arrasou na apresentação de um projeto tão inspirador quanto esse. Hoje, a empresa de compostagem urbana já atinge 800 residências, com 7 ciclistas que carregam até 850kg e lixo orgânico por triciclo. Em 3 anos de projeto, eles já transformaram 400 toneladas de lixo úmido que iriam pro aterro, em adubo!

Foco na potencialidade das soluções, não na urgência dos problemas

O Gabriel Berterretche de Montevidéu contou sobre as dificuldades de envolver a população no problema do lixo. Com 1,5 milhão e habitantes, a cidade tem 15 mil lixeiras de coleta seletiva desde 1998 e quase nenhum resultado. Com taxa de reciclagem de 7%, só 20% do que era descartado nas lixeiras de coleta eram reaproveitados, porque a população não descartava de maneira correta e contaminava o lixo seco.

A estratégia pra chamar atenção da galera foi a compostagem através da erva mate. Pra quem não sabe, o mate é uma bebida mega hiper tradicional no Uruguai e todo mundo anda pra lá e pra cá com uma cuia e água quente. A compostagem acontece no terraço dos edifícios que quase sempre eram vazios e desocupados. Apostando na facilidade da separação entre lixo seco e lixo úmido, o projeto deu certo.

E ganhou mais uma estratégia: a inclusão da maconha no processo. Liberada desde 2013, o estímulo foi focado nos 20.000 auto cultivadores da planta em casa que precisam de muito adubo. E a compostagem dá um fertilizante bem poderoso e o melhor, de graça! Hoje, os auto cultivadores são os mais fãzocas da compostagem uruguaia.

Gabriel Berterretche, via Facebook Cidades Lixo Zero
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Esporte e sustentabilidade

Nada está desconectado da sustentabilidade. Desde os nossos hábitos em casa, no trabalho, e, claro, até o lazer! Não adianta ser ativista em casa, se você ainda usa copinhos descartáveis quando vai ao estádio ver o jogo do seu time, né? Com o clima da Copa do Mundo rolando, vamos te dar um top 5 esportes e clubes que dão o exemplo de que o meio ambiente tá, sim, com essa bola toda! :)

 

  1. CRÍQUETE

O críquete não é um esporte muito comum no Brasil, mas é bem popular no Reino Unido, na Índia e no Paquistão. É parecido com o basebol e foi inspirado em um jogo da Idade Média chamado stoolball. O Estádio de Chinnaswamy, em Bangalore, na Índia, deu um show: adotou uma política Lixo Zero e investiu em fiscais para educar a galera a separar o lixo corretamente durante os jogos. São 40 mil espectadores a cada jogo, que geram até 4 toneladas de lixo! A separação é fundamental pra que o lixo tenha a chance de ser reciclado e, no caso do orgânico, que possa ser compostado. Os vendedores que usam descartáveis foram orientados a usarem “louça” de amido de milho. 

Já na capital da Inglaterra, o campo Kia Oval determinou que em 2 anos não usarão mais plásticos de uso único, proibindo desde já canudos e sacolinhas plásticas.

 

  1. MARATONA

Em Londres, a galera tá estudando formas de eliminar as garrafas PET durante as maratonas na cidade. Esse ano rolou a tentativa de usar copos biodegradáveis e/ou compostáveis pra tentar reduzir o número de garrafinhas por evento. Foram distribuídos 90 mil pelos corredores e as 760 mil garrafinhas foram recolhidas pra reciclagem.

No Rio, rolou uma polêmica sobre a maratona que deixou um rastro de lixo pela cidade. Muitas foram as denúncias de que os corredores não se preocupam com a Cidade Maravilhosa.

Ainda falando de corridas, vale dar uma pesquisada sobre o plogging, que é uma corrida que mistura jogging com recolhimento de lixo. O primeiro rolou na Suécia em 2017, quando uma galera resolveu correr com um saquinho pra recolher todo o lixo que encontrava pelo caminho. Existem várias outras corridas parecidas pelo mundo :)

  1. COMMONWEALTH

Esse ano realizada na Austrália, os Jogos da Commonwealth são multi-esportivos e recebem mais de 5000 atletas. Na Golden Coast, os balões de gás foram proibidos durante os eventos e todos os torcedores foram orientados a levarem a sua própria garrafa de casa ou um copo reutilizável para beberem água nos bebedouros distribuídos pela região.

  1. BASEBOL

Nos EUA, o White Sox, time de basebol, decidiu servir todas as bebidas dos jogos sem canudinhos plásticos. E isso é incrível, porque são 215 mil por temporada

  1. FUTEBOL

Claro que por último, vamos falar de futebol! No Reino Unido, o Tottenham Hotspur anunciou, em abril, que não venderia mais plásticos descartáveis no estádio a ser inaugurado na próxima temporada. Também o principal campeonato de futebol dos EUA e do Canada, o Major League Soccer se uniu à Adidas e foram distribuídos kits de consumo consciente no estágio em parceria com a Parley e todos os clubes usaram a camiseta feita com resíduos plásticos encontrados nas praias feitas pela Adidas Parley 2018 MLS.

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Como Calcular e Como Compensar

A pegada de carbono é a medida do nosso impacto do meio ambiente. A medida da quantidade de CO2 que produzimos no dia-a-dia. Da mesma maneira que as pegadas deixam marcas sobre o lugar de onde viemos e para onde vamos, as pegadas de CO2 nos informam sobre os nossos rastros.A pegada de CO2 indica quanto utilizamos de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás. A queima de combustíveis fósseis emite Gases do Efeito Estufa (GEE), como o CO2. E por que é importante saber disso: porque esses gases contribuem para o aquecimento global!

Existem vários sites para calcular a sua pegada. No Menos 1 Lixo na Estrada, a Alarmanda personagem da Aline Matulja usou a calculadora para verificar quanto foi o rastro de CO2 que a viagem para a Asia da Fe Cortez produziu.A informação sobre a pegada de carbono é importante, mas não serve pra muita coisa se não evoluir para o cálculo da neutralização. Como bem disse Alarmanda, se todo mundo se preocupasse em plantar árvores para neutralizar os efeitos de uma viagem internacional (que deixa uma pegada de CO2 maior do que a de um ano inteiro), os passageiros de BOEING seriam responsáveis pelo plantio de uma floresta do tamanho de 2 campos de futebol!

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O Super Guia da Mala Cápsula

Vamos lá! Guia de mala cápsula para destinos quentes e frios pra quem não quer perder tempo se arrumando e botar energia só nos passeios ou no trabalho! Ah, claro, também pra quem não quer ficar arrastando um elefante branco sem alça!

Dicas:

  1. planeje: reserve um tempo para montar sua mala
  2. faça uma lista dos tipos de ocasiões e compromissos
  3. tente pensar nos looks e não inventa de achar que vai finalmente usar na viagem aquela peça ou produto que vc nunca usar, rs
  4. acessório é legal porque não ocupa espaço e dá caras diferentes pros looks!
  5. pra ganhar espaço na mala: guarde coisas dento dos sapatos e das bolsas, caso sejam mais estruturadas
  6. tem gente que gosta de repetir váaaarias vezes a mesma coisa e tem gente que gosta de colocar pra lavar logo… nesse caso dá pra dar só uma esfregadinha embaixo do braço ou na mancha e voilá!)


Agora, vamos falar sobre quantidades!


LUGARES QUENTES 

  • núm. partes debaixo = núm. de dias/6 (vestido, short/bermuda, calça, saia - viagens com menos de uma semana: 2)
  • núm. partes de cima = núm. de dias/2 (camisetas, camisas, blusas)
  • monte 6 looks pra cada parte debaixo de forma que repita as partes de cima pelo menos 2x (já pensando no sapato, no acessório e no casaquinho do ar condicionado)
  • se não conseguir montar os looks, escolha 1/4 das peças coloridonas/com estampa e o resto em tons neutros (bege, mude, branco, preto, vinho, marinho, caramelo, cinza, grafite, verde musgo)
  • núm. casaquinhos/jaquetas leves pro ar condicionado = 1 (cor neutrona!)
  • núm. acessórios = 2 colares, 2 brincos
  • núm. sapatos de cada tipo = 1 tênis confortável, 1 sandália rasteira/chinelo que valha pra usar no quarto também!
  • núm. de bolsas = 1 grande e 1 pequena (em cores neutras)
  • calcinhas, sutiãs - não vou nem dar palpite nesse! rs Mas considere lavar e usar várias vezes!
  • kit básico maquiagem (base, rímel, blush, lápis, batom)
  • kit básico sol (biquini, canga, protetor solar)
  • kit básico higiene
  • kit básico saúde

LUGARES FRIOS 

  • monte 6 looks pra cada parte de debaixo de forma que repita as partes de cima pelo menos 3x (já pensando no sapato, no acessório, no casaco, no lenço, meia-calça)
  • se não conseguir montar os looks, escolha 1/4 das peças coloridonas/com estampa e o resto em tons neutros (bege, mude, branco, preto, vinho, marinho, caramelo, cinza, grafite, verde musgo)
  • núm. partes debaixo = núm. de dias/6 (calça, saia - viagens com menos de uma semana: 2)
  • núm. partes de cima = núm. de dias/3 (camisetas, camisas, blusas)
  • núm. casaco pesado = 1 (em cor neutra!)
  • núm. casaco leve = 1 (em cor neutra!)
  • núm. cachecol = 1 (em cor neutra!)
  • núm. acessórios = 2 colares, 2 brincos
  • núm. sapatos de cada tipo = 1 tênis/bota confortável + 1 chinelo pro quarto
  • núm. de bolsas = 1 grande e 1 pequena (em cores neutras)
  • calcinhas, sutiãs - fica por conta, né! mas considere lavar e usar várias vezes!
  • núm. meia-calça = viagens fim de semana: 1 / viagens 15 a 30 dias: 2
  • kit básico maquiagem (base, rímel, blush, lápis, batom)
  • kit básico higiene
  • kit básico saúde

 é consultora de estilo pessoal e resolve pepinos de guarda-roupa, consumo e auto-expressão de mulheres e homens sem frescura e direto ao ponto. No seu Instagram se dedica a dar dicas de moda pelo ponto de vista do estilo pessoal e compras responsáveis de forma despretensiosa e divertida... afinal temos que nos vestir todo santo dia!

Instagram: @karinaabud_consultoriaestilo

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Consumo consciente: reflexões sobre o desafio #1lookporumasemana

Depois da semana intensa com a participação de tanta gente no desafio do #1lookporumasemana, várias reflexões pipocaram aqui e ali:

  • Teve a história da Jaque Pegoraro, que foi fazer uma entrevista e o entrevistado estava repetindo a jaqueta há 3 dias, inspirado nela!
  • Teve a história do jeans da Vanessa Huguinin, que não resistiu a 4 dias consecutivos de uso.
  • Teve a Lilian Pacce, participando pela segunda vez com os convidados do Menos 1 Lixo.
  • E teve a história da calça vermelha da Fe Cortez!!

Para quem se inspirar, qualquer dia é dia pra começar. Se você acha 1 semana muito, tenta 3 dias e vê o que acontece!Aperta o play e confere o nosso video pós-desafio: cheio de looks e reflexões.

 
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Desafio 1 Look Por Uma Semana



Quando você compra uma peça de roupa, você realmente pensa se ela vai durar muito tempo no seu guarda-roupa? E se você vai poder usar muitas vezes, e em muitas ocasiões? O crescimento do fast fashion mostra que muita gente não pensa assim!


 

Para chamar atenção para isso, e para fazer um exercício de reflexão mais ativo, a Fe Cortez topou entrar no desafio da Lilian e convidou um monte de gente pra começar, junto com ela, no dia 24 de julho! Tem gente de várias cidades, várias idades, várias profissões. Tem gente preocupada se o look vai durar no calor do Rio, tem gente preocupada para não escolher errado e passar frio em Porto Alegre.

A Karin Dreyer é produtora cultural e adepta do estilo de vida Desperdício Zero, onde se busca uma rotina com o mínimo de descartes e produção de lixo possíveis. Em seu blog - Por Favor Menos Lixo - e redes sociais, divide com os leitores suas escolhas para o dia-a-dia dentro e fora de casa, desmistificando a ideia de que práticas sustentáveis sejam difíceis. E o que a Karin tem a falar sobre o desafio #1lookporumasemana ? "Com esse desafio gostaria de estimular o questionamento e as reflexões que eu mesma me fiz alguns anos atrás: Afinal, se eu possuo tanta roupa, por que volta e meia olho para o meu armário e sinto que não tenho nada para vestir?  Essa pergunta me fez entender que, mesmo gostando muito das minhas roupas, no fundo eu não dava tanto valor a elas, pois eram facilmente substituídas por uma nova peça bonita que eu comprava. Assim o ato de comprar não era mais um prazer e sim uma necessidade que, não realizada, levava à frustração. Repetir roupa é valorizar aquilo que temos, ser consciente e ter autonomia de escolha. Além de dar bem menos trabalho no dia a dia, gastar menos dinheiro e ainda ajudar o meio ambiente."

A Rhaisa Batista, atriz, e ex-modelo, sempre achou uma bobagem esse conceito de não repetir roupa. "Até porque temos máquina de lavar pra isso, né? Esse desafio é como reinventar essas roupas, porque a gente que vem da moda tem alguns conceitos de look e de combinações de peças pré definidas, então é se libertar um pouco disso e pensar mais no bem comum. E ao mesmo tempo conseguir ficar feliz com o figurino em diversas ocasiões. A expectativa é como reinventar esses looks, como compor quando um dia chove, no outro faz sol. Como fazer? To animada!"

A Ju Nasciuti, idealizadora e apresentadora do "Programa Muda", onde conta histórias de pessoas que estão mudando o mundo pra melhor, está tão curiosa, quanto apreensiva. "Não sou uma pessoa muito consumista e meu armário não é grande. No entanto, passar 5 dias com apenas uma produção será um desafio de desapego e consciência de que sempre podemos viver com menos.”

Para a Vanessa Huguinin, publicitária especialista em food branding, que vive um entra-e-sai de restaurantes e cozinhas com o dia-a-dia da Foodse, vai ser um desafio e tanto. Ela não pàra nunca!

A Patrícia Japiassú, facilitadora da Healing Hands Escola de Ser e de Reiki , aposta que “É no contraste se dá a consciência. E assim vale para todos os movimentos de nossa jornada. Do olho do observador ao look a ser observado! Acredito que exercitar este desafio será mais um portal de leveza do SER.

”Se você também quer entrar neste desafio de contraste e consciência, basta postar os seus looks usando as hashtags #1lookporumasemana, #menos1lixo, #dicasdaFeCortez



As regras são:

  • Escolher as peças de roupas que vão compor o look principal para usar a partir da próxima segunda-feira, dia 24 de julho
  • Postar diariamente e não esquecer de colocar as hashtags (pra gente poder achar vocês!)
  • É permitido variar sapatos, acessórios e casacos
  • Para completar o desafio, a semana pode ser considerada a semana de trabalho, ou seja, 5 dias.
  • Quem conseguir esticar pra 6, 7 dias ganha uma estrelinha. :) Mas 5 dias já está valendo!


 
Bora?
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Dicas para uma festa infantil linda e sustentável!

Quando a Fe Cortez me chamou pra escrever esse texto, pensei muito em como a sustentabilidade e a simplicidade se conectam. O desafio é que a sua festa seja simples e sustentável. Por isso, cuidado com a armadilha: uma festa pode ser sustentável, sem ser simples. Não caia no erro de achar que basta "brifar" um decorador de festas, comprar pratos, talheres e copos de papel reciclado, servir suco verde e doar os presentes. Se for faraônica, a festa pode *até* ser sustentável, mas não é simples. Mas na simplicidade vai ter muito mais envolvimento, mais mão na massa e mais conexão.

 

1 Decisão

Quando se trata de sustentabilidade, as pessoas têm mania de grandeza. Ficam planejando o dia que, finalmente, vão comprar a tal caixa da compostagem; que, finalmente, vão instalar os painéis solares; que, finalmente, vão se mudar para aquela ecovila auto-sustentável, no meio da mata nativa, com 4 nascentes, reflorestamento permacultural, vaquinhas e cabras, cata-ventos e biodigestores. Enquanto não chegam lá, ficam no que eu chamo de limbo da culpa.Não fazem o grande, mas também não fazem o pequeno.


2 Mantra da Simplicidade 

Portanto, para cada decisão de consumo sobre a festa, minha dica é sempre voltar para o mantra da simplicidade. Se você vai "usar menos, gastar menos e demandar menos" - manda bala!

Então vamos à parte e mão na massa!

  

3 Convite

Hoje com tantos aplicativos, vale tentar fazer o próprio convite ou usar um desenho das crianças como base.

  

4 Decoração e tema 

Isso significa que você já tem algum brinquedo, jogo ou livro em um raio de 1m. Faça uma limpa no quarto dele e leve tudo pra mesa.


Essa foto é do aniversário de 7 anos Sophia, com o garimpo que a mãe Louise fez no quarto dela.


Sobre bexigas, ou balões de aniversário: evite! Invista numa decoração bacana e deixe de lado a ideia dos balões.


  

5 Comes e Bebes

Tenta não contratar ninguém. Faz um passeio na feira e no supermercado. Pede para as avós fazerem alguns pratinhos. Deixa tudo à mão em uma mesa - e os convidados se viram. Até para criança fica mais fácil. Com as bebidas, deixa tudo em uma tina. Arranja umas suqueiras para a água e o suco, que são os bestsellers, e pronto! Só lembra de não ser tão radical e extremista. Festa simples e sustentável não significa uma mesa inteira com petiscos veganos, funcionais, sem glúten e sem lacto. É uma festa infantil! E não são todas as crianças que crescem à base de suco verde. Pode ter açúcar. Nunca vou me esquecer da carinha de decepção do meu filho depois que a piñata estourou na festa de um amigo. Depois de toda expectativa, de toda a luta pela sobrevivência naquela hora em que todas as crianças se atracam na guerra-pós-piñata-estourada, ele conseguiu catar algumas caixinhas. Veio correndo me mostrar. Quando viu do que se tratava, a alegria se evaporou em 2 segundos. Disse ele, em uma velocidade letárgica: “é uva passa, mamãe!”. Mães, uva passa não conta como doce!



 

"Uma festa sustentável não combina com presentes." 

A ideia parece linda até você tentar convencer seu filho de 5 anos. Não precisa! Deixa ele ter a experiência de ganhar os presentes. Não precisa arruinar isso. A dica é: até a festa de 2 anos - peça uma substituição do presente para os convidados. Até essa idade você pode fazer isso sem causar nenhum tipo de trauma no seu filho. Vai por mim! Mais: você pode dar a chance dos convidados deixarem um legado para o futuro. Sabe como? De tudo o que eu vi até hoje, o exemplo mais legal foi na festa de 2 anos da Anna, filha da minha amiga Cris Wegmann. A Cris pediu para os convidados levarem de presente algumas palavras - uma carta de dicas para a vida da Anna. Também pediu para que cada um levasse a flor que mais gostava.A ideia era que os convidados trocassem as flores entre si!

Vai ser divertido!


Os amigos se mobilizaram e a meta foi batida logo com os primeiros convidados.

Palmas para o Cadu!

  

7 Lixo

Você é responsável pelo lixo dos seus convidados.

Se vai ter presente, você já solucionou o problema do papel de presente, dando a dica do jornal, da revista e da criatividade. Daria para fazer uma festa lixo zero? Daria!Sem copos, talheres e pratos descartáveis; trocando o guardanapo de papel pelo guardanapo de pano; com comidas de pegar com a mão, etc. Mas eu sei que é difícil. Nesse quesito, se você conseguir usar os talheres, pratos e copos que tem em casa - e deixar os convidados responsáveis pelos copos deles - já está ótimo! Se for uma festa grande e não tiver como fugir dos descartáveis, deixa várias canetas de tinta permanente à mão - e pede pra cada um nomear seu copo, talher e prato, e prefira as opções de papel que se degradam mais rápido. Plástico não se dissolve nunca!! E não esqueçam dos recipientes separados para recicláveis, e orgânicos, isso faz toda a diferença inclusive na educação das crianças, já que exemplo vem de casa!



Tem mais um lixo que as pessoas não se dão conta - desperdício. Procure uma empresa de compostagem que possa te ajudar nesse sentido.


8 Entretenimento ou animação da criançada

Eu já contratei gente para animar festa.

Mas percebi nos últimos anos que eu passava a festa inteira com os adultos e não me conectava com os meus filhos - justamente no dia mais importante do ano pra eles. Foi aí que na última festa do meu filho, com o tema de agente espião, ele me pediu que eu comandasse as brincadeiras - 15 missões que a gente inventou juntos para os mais de 20 amigos que vieram. Tinha coisas como: achar bichinhos dentro de um balde cheio de geleca, procurar o carro com placa XXX 7777 dentro do estacionamento do condomínio. E assim foi. Depois da hora de cantar parabéns, tudo fluiu organicamente. Justamente quando a mãe, que depois de montar a festa e distrair os mais de 20 mini agentes espiões por horas, já se sentia como se tivesse participado de um ironman sob um sol de 40ºC - as meninas pediram pra colocar uma música. “Pode Shakira, tia?” Pode! E com o meu celular passando de mão em mão, as crianças dançaram na sala, enquanto a mãe se recuperava. Uma festa simples e sustentável flui organicamente.



O irmão criou o precedente para a irmã mais nova.


  

9 Lembrancinha Taí outra instituição de festa de criança. Ninguém sabe de onde surgiu e porque a gente continua tão apegado a ela.

Sem contar a hora que eles se distraíram pintando. Créditos para a mãe, Lu Misura, que sempre tem ideias geniais!




A Heli não falou, mas na festa da Bianca ela distribuiu de lembrancinha os
e daí eu fiquei sabendo de todas essas alternativas incríveis pra criar uma festa mais sustentável! <3

 

10 Deslocamento dos Convidados 

Na onda de ser responsável pelo lixo dos seus convidados, vale sugerir que a galera se desloque juntos. Você sempre tem uma ideia de quem mora aonde, vale aquela forcinha.




Pronto, dicas dadas! Uma ótima festa simples e sustentável para todos!!


Por que embrulhar os docinhos em papeizinhos e plastiquinhos que terminam no lixo, misturados aos orgânicos sem necessidade nenhuma? Lembra da coleta seletiva na festa e peça pros convidados dispensarem as embalagens dos presentes :)

 

 

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O Menos 1 Lixo é de boas

Já estávamos de boas quando resolvemos stalkear os amiguinhos do Deboísmo no facebook, e assim, como quem não quer nada, percebemos muitos pontos em comum com essas pessoas ma-ra-vi-lho-sas. Listamos abaixo pra você também ficar de boas e sustentável!

1. “Respeite a Mãe Terra, pois ela estava de boas, antes de existirmos”. SIM.




2. “É o plantar a sementinha da mudança no mundo, é fazer alguém repensar seus atos”. QUEREMOS! Resume o nosso trabalho.




3. “Não, não irei aceitar tudo o que diz. Sou de boas não de trouxas”. Não vem com esse papo que sustentabilidade "é caro" ou "impossível", vamos conversar e viabilizar.




4. “Para que tudo fique bem, mantenha corpo, mente e alma saudáveis, e assim serás de boas”. Queridos, isso é quase o nosso mantra. Tudo isso envolve hábitos melhores, como pedalar, comer bem, agir de forma consciente e muito mais.




5. “Deboísmo não é só uma religião, é um estilo de vida. Ser de boa não significa ser inerte ao mundo, significa ser ponderado”. Gente, isso quase resume a vida de quem trabalha com sustentabilidade, afinal, parte do nosso trabalho diário é explicar que não abraçamos árvores e que lidamos com realidade. Tudo precisa ser adotado para o dia a dia, como um estilo de vida mesmo.




6. "Não importa tua orientação sexual, faça amor e fique de boas." Bom, amor é premissa para tudo. Todo e qualquer ser vivo.




7. Quando nos dizem que não adianta usar o copo, separar o lixo ou  economizar o copo descartável já que muitos ainda não fazem isso:




Mana, todas as aspas foram retiradas de páginas da galera de boas. Então apenas melhore! <3

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Goma: um ecossistema equilibrado

Lá embaixo, tudo em paz. Robalos nadam tranquilos próximos a peixes-palhaços. Algas dançam pra lá e pra cá num movimento fluído. De dentro da toca, a moreia espia tudo. Tartarugas seguem flutuando, sorrindo e espalhando tranquilidade. Tudo junto, tudo em um equilíbrio que nasce naturalmente e assim se mantém.  Ecossistema é isso. E são movimentos orgânicos e fluídos como esse que inspiram e acabam sendo refletidos na vida aqui do lado de fora do oceano. Na Goma, é assim. "Não somos um escritório compartilhado, mas um ecossistema forte para negócios e oportunidades serem geradas", resume Vinicius Machado, um dos co-fundadores dessa associação que vem se afirmando como exemplo no modelo de mundo mais colaborativo, "O espaço em si é só parte dessa dinâmica".

Goma, por si só, quer dizer uma massa disforme que pode ser maleável e flexível de acordo com a necessidade. Nasceu em 2013, lá na Região Portuária carioca, antes mesmo dessa virar uma zona de extrema valorização. Veio junto de um movimento que vem ganhando o mundo baseado na colaboração. Hoje, dois anos depois de terem encontrado os casarões e começado as reformas para ocupá-los, eles têm certo que "Essa é uma tendência que não volta mais, a cidade começa a absorver isso pro cotidiano para além de uma coisa de modinha de trabalho".

E é isso mesmo. E é um aprendizado eterno. As fórmulas não estão prontas, mas estão sendo criadas. Por lá, pra se ter uma ideia, existe um sistema de retroalimentação financeira que se mantém sem que ninguém assuma a gestão administrativa do espaço. Todas as vezes que precisaram de grana para fazer as reformas, organizaram crowdfundings. Mas crowdfundings analógicos, mesmo. Papo de olho no olho, reunindo pessoas envolvidas e seus amigos próximos e deixando de lado plataformas digitais. Na primeira, para dar o pontapé inicial, arrecadaram 220 mil reais. Na segunda, 60 mil. E a coisa dá certo justamente por conta desse engajamento de todos que estão lá não só para com as suas empresas, mas também com esse organismo chamado Goma.

Hoje, são 23 empresas e 75 associados entre os fixos e aqueles que ocupam o espaço eventualmente, que entraram através de chamadas públicas que foram fazendo da Goma um ecossistema que funciona em harmonia. "Há uma diversidade de habilidades, perfis, tamanhos e maturidades", resume Vinicius. Um ajudando o outro e focando naquilo que o momento pede. Nas últimas semanas, por exemplo, a Goma passou a ser casa da UP line, agência de Live Marketing, com expertise em Experiência de Conteúdo, que já está há10 anos no mercado e sentiu que experimentar esse processo de colaboração verdadeiramente era algo que seria diferencial para a empresa. Independente do tamanho, é importante nadar junto pro ecossistema se manter equilibrado.

E daí, essa questão de gestão e convivência vai fluindo com naturalidade.  Por lá, temas ligados à infraestrutura, ao financeiro, aos eventos e à comunicação são todos tratados em grupos de trabalho, compostos por pessoas de todas essas empresas que compartilham do mesmo teto- e de muito mais. "A gente escolheu não empreender apenas um espaço de coworking, mas fazer com que a experiência do trabalho compartilhado permeie as relações", Vini explica, "Somos todos coproprietários, é um exercício de colaboração mais sofisticado, a qualidade da energia que a gente bota na Goma é o que faz ela funcionar e inflar ou murchar, dependendo do momento".

Acaba que por um bocado de sinergia e outro de atração, por lá, todas as empresas têm algo em comum: todas tratam, de alguma forma, de temas como economia criativa, design sustentável e inovação social. "Em comum temos todos o DNA de colaboração que acaba transbordando pros projetos que as empresas entregam", resume Vinicius, "Geralmente quem vem pra perto já chega com um olhar de querer estar mais próximo disso".

E é aquilo: esse é um mundo que contagia. Geralmente, quem tem contato com esse novo modelo que vem surgindo acaba sendo parte dessa rede bonita que vai se tecendo e se fortificando. "A partir do momento que você experimenta navegar por um negócio baseado em redes de confiança e de parceria, a crise, que existe, não faz parte da rotina e da dinâmica do dia-a-dia", conta Vini. É tudo uma questão de cadenciar o olhar e parar pra ver o que, de fato, faz sentido pra vida nesse momento. E ser verdadeiro. De resto, pode deixar que o ecossistema cuida de equilibrar.

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São Francisco bane garrafinhas plásticas da cidade

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São Francisco, na Califórnia, é a primeira cidade dos Estados Unidos a banir as garrafinhas plásticas. A princípio, os estabelecimentos não poderão vender garrafas plásticas de menos de 600 ml e, gradativamente, elas serão completamente extintas da área.

Sem contar em todo o processo de produção - que leva água! - e descarte dessas garrafas. O impacto é tão grande que para suprir a demanda dos EUA, a indústria utiliza petróleo e energia suficientes para abastecer um milhão de carros. É muita coisa.

Outra questão que é importante é o fato de que as garrafas plásticas, quando entram em contato com a luz solar, sofrem um tipo de quebra de partículas cada vez menores chamadas microplástico. Este age como esponja, absorvendo pesticidas, metais pesados e poluentes orgânicos persistentes (POPs), que causam disfunções hormonais, neurológicas e reprodutivas. Quando jogadas ao mar, plânctons e pequenos crustáceos se alimentam dessas partículas, se intoxicam, também intoxicando pequenos peixes que os consomem. O processo se repete até chegar a peixes maiores e, logo, até o nosso prato.

A cidade já tinha abolido sacolas plásticas e embalagens de isopor como meta para atingir o lixo zero até 2020.

Estamos torcendo para que o Brasil também se movimente e tome uma iniciativa a favor dessa causa! Vamos torcer e fazer nossa parte ;)

 

 

 

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Jornal de Bairros - O Globo | Fev 2015

Matéria no Bairro, Globo On Line

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Depois de bloquinhos, camarotes e muita folia o #desafiomenos1lixo da Fernanda Paes Leme terminou com saldo bem positivo. A musa nos revelou que economizou por volta de 100 copinhos descartáveis - a conta não é exata por causa do carnaval. Ok, nós te entendemos, Fe!




A atriz levou o copo oficial do movimento Menos 1 Lixo para Salvador, o que facilitou bastante e despertou a curiosidade de muita gente. Como imprevistos acontecem, ela esqueceu de levá-lo dois dias para o camarote, mas isso não fez com que desanimasse do desafio.



A única coisa que incomodou um pouquinho foi o tamanho do retrátil, que não é tão generoso. Bom para carregar, mas faz com que as idas ao bar sejam mais frequentes. Dica anotada!

 

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Butão só terá agricultura orgânica

Depois de substituir o Índice de Desenvolvimento Humano - o  IDH que sempre escutamos que está aumentando pelas bandas de cá - pelo Índice de Felicidade Interna, priorizando a satisfação de seus habitantes ao invés de indicadores econômicos - fofo! -, o Butão se destaca por uma nova iniciativa: será o primeiro país do mundo a permitir por lei somente a agricultura orgânica.



A medida só vai valer a partir de 2020, quando todos os alimentos produzidos no país, de apenas 750 mil habitantes, deverão ser resultado de práticas da agricultura ecológica.

A iniciativa proíbe o uso de pesticidas e agrotóxicos químicos, e foi tomada pelo ministro da agricultura Pema Gyamtsho. Será que a escala será tão potente?




E se outros países adotassem a prática? Além de um bem danado para o meio ambiente, estaríamos protegendo a nossa saúde, nos aproximando novamente do consumo local.Fica a dica!

 

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Diquinhas para economizar luz e se safar nessa crise

A crise hídrica - a pior dos últimos 84 anos (!) - que muitos estados do Brasil estão enfrentando prenuncia um possível apagão no país. Por quê? A nossa maior parcela de energia é originária das hidroelétricas que são movidas por - surpresa - água. Logo, economizar energia é tão importante quanto refletir sobre o consumo da água.

Exatamente por isso, um dos maiores vilões da conta de luz da sua casa. Nós sabemos que deixar de usá-lo neste calor é simplesmente impensável, mas dá para diminuir seu gasto tomando alguns cuidados. O primeiro eles é na hora da compra: escolha a capacidade compatível com seu ambiente. Quanto mais BTU's, mais frio (e mais gasto de energia também!). Para ter uma ideia, um aparelho de 7.500 BTU gasta, ligado por 6h todos os dias do mês, 180 kWh, o equivalente a o que uma lâmpada gastaria durante 4 meses e meio sem ser apagada. Já o de 10.000 BTU, consome 240 kWh, 30% a mais.

Outros jeitos de economizar com o ar condicionado são: manter o filtro sempre limpo, portas e janelas bem fechadas, não bloquear a grade de ventilação e, mais importante, desligar o aparelho sempre que sair do ambiente.

Evite, também, banhos quentes entre 18h e 21h, horários de pico de consumo, o que atrapalha o fornecimento de energia. E nem pense em adaptar resistências caso venham a queimar! Este conserto doméstico pode aumentar seu consumo ou até mesmo causar acidentes durante o banho.


Pode parecer que não, mas eles continuam gastando luz mesmo depois de 100% carregados. Evite, por exemplo, que seu smartphone fique carregando durante a noite inteira.

Não coloque também roupas para secar na parte de trás, elas irão esquentar o motor do eletrodoméstico.

Ao viajar por muito tempo, procure esvaziar sua geladeira e desligá-la da tomada. E não esqueça de manter a borracha de vedação em bom estado! Se ela sair com facilidade, hora de substituir a borrachinha!

Ah, aquela máxima que estamos usando para quase tudo em termos de economia também vale aqui: desligue da tomada sempre que não estiver usando.

Se você e mais alguém dentro de casa estiverem vendo o mesmo programa na TV, por que não confraternizar? Assim vocês cortam o gasto de energia pela metade - da tv e da ventilação ;). Procure também não deixar aparelhos de som e videogames em stand by e, sempre que possível, desconecte-os da energia.

Muito importante: ao comprar lâmpadas e eletrodomésticos, dê preferência aos que possuem o Selo Procel de economia de energia (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). Estes são validados como consumidores de energia moderados. A natureza e o planeta agradecem!




Fonte: Portal Light

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Água: como economizar?

também fosse sentida em outros estados. Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais já têm alguns pontos de deficiência no abastecimento do recurso.

A gente sabe que nosso país é um dos mais fartos do mundo em água doce e é um pouco revoltante que, mesmo assim, estejamos passando por crises hídricas tão sérias.
Mas você já parou para pensar que boa parte disso seja culpa dos nossos hábitos?

Exatamente pela abundância que o brasileiro sempre desfrutou, nunca se importou em como usar a água. Então, o que podemos fazer, individualmente, para ajudar a reverter essa situação?  Separamos algumas dicas fáceis para reduzir o consumo diário de água em menos da metade. Confira:


- O banho é o principal vilão no consumo de água. Evite banhos longos – no máximo 10 minutos – e feche o registro enquanto se ensaboar ou lavar o cabelo. Deixe para escovar os dentes na pia e não embaixo do chuveiro, já que este gasta muito mais! Por minuto de registro aberto consumimos impressionantes 10L de água num chuveiro elétrico e 16 (!) em duchas aquecidas a gás. Por isso, quanto menos tempo, melhor. Se seu chuveiro é do segundo tipo, aproveite também para deixar um balde dentro do box enquanto ele atinge uma temperatura agradável e use esta água para dar descarga, colocar roupa de molho etc. Os aquecedores a gás duram de 3 a 4 minutos para esquentar seu banho, o que representa até 64L indo ralo abaixo, literalmente.

Para a pia, a recomendação é a mesma:

e experimente usar o mesmo copo algumas vezes. Deixe a louça de molho na pia com água e detergente por uns minutos e ensaboe. Repita o processo e enxágue. Sem desperdício, é possível gastar apenas 20L em todo o processo. Se você tiver espaço, compre uma lava-louça: ela também gasta, em média, 20L de água por lavagem completa, ou seja, muito menos que lavar a louça por 15 minutos na pia.

Sobre o chão: use um balde com água, vassoura (ou rodo) envolta num pano. 


. Use o regador em vez da mangueira e experimente colocar água cedo pela manhã ou de noite, assim diminuímos a evaporação da água nos vasos, fazendo com que ela dure mais tempo.


. Isso já é maior que a quantidade diária indicada pela ONU de 110L por pessoa. Por isso, sempre use sua capacidade máxima! E, no tanque, você já sabe: registro fechado sempre!




Simples, né? De pouco em pouco, fazemos a diferença!

Fonte: Sabesp

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Nova York proíbe isoporzinho

É, na verdade Nova York proibiu recipientes de isopor, logo nem pensar em fazer um isoporzinho lá no Central Park, no Brooklyn etc, vai pegar malzão. O isopor tem grande impacto ambiental: leva 150 anos para ser degradado,  estimam estudos.  Além do enorme tempo de decomposição, pelotas de isopor são confundidas com organismos marinhos e ingeridas por cetáceos e peixes, como acontece com o plástico, afetando o sistema digestivo e causando a morte dessas espécies.

Por isso, desde 2013, a prefeitura de Nova York estava tentando proibir o uso de isopor em recipientes, usados para transportar café e comida. Mas só agora, depois de inúmeras pesquisas sobre a possibilidade de reutilizar o material, o prefeito Bill de Blasio conseguiu aprovar junto à Câmara a proibição.




A partir de junho deste ano estará banida toda e qualquer embalagem feita do substrato do petróleo nos restaurantes e lojas nova-iorquinos. Apesar de não ser pioneiro, o passo dado pela cidade é enorme, já que, apenas em 2014, Nova York descartou um total de 28.500 toneladas de recipientes de isopor - lembrando que este volume é gigantesco, já que o material é ultraleve.

Com isso, Nova York se junta a outras 70 cidades dos Estados Unidos que adotaram medida parecida, entre elas Washington, San Francisco, Seattle e Minneapolis, esforço que contou com a adesão de grandes empresas para buscar alternativas de recipientes. Aqui no Brasil, por exemplo, a CBPAK - empresa nacional de tecnologia que pesquisa, desenvolve e comercializa embalagens biodegradáveis e compostáveis - já disponibiliza copinhos, bandejas e recipientes customizados térmicos feitos a partir de fécula de mandioca.




Na alternativa mais divertida, são utilizados corantes orgânicos, próprios para o uso em comida. E eles são bem resistentes! Aguentam de 20°C negativos a cerca de 75°C positivos, ideal para as comidas que amamos, desde o capuccino até o sorvete gourmet.

Já pensou se as cidades brasileiras adotassem? Estamos torcendo.

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Para ler no metrô: O Poder do Hábito

Seus hábitos ajudam o planeta ou consomem demais dele? E para sua saúde, o que eles fazem? Sua vida financeira está controlada? Se a resposta para alguma dessas questões não for lá muito positiva, temos uma boa notícia: até os mais antigos dos hábitos podem ser mudados.

Essa é a teoria do repórter investigativo Charles Duhigg no livro "O Poder do Hábito", baseado na leitura de centenas de artigos acadêmicos, entrevistas com mais de 300 cientistas e executivos, além de pesquisas realizadas em dezenas de empresas.  Através dessas fontes, Duhigg percebeu que os hábitos são criados para poupar o indivíduo de pensar ao executar tarefas simples como tomar banho, dormir ou comer. Assim, os hábitos ajudam a preservar energia para coisas complicadas. O problema é quando o hábito é criado para automatizar algum comportamento prejudicial, como não separar o lixo orgânico do reciclável, sair do sedentarismo etc.




No entanto, a obra de Duhigg - na lista dos bestsellers do New York Times por mais de 20 semanas - defende que todos os hábitos começam com um padrão psicológico: uma deixa, o comportamento em si, a recompensa e a repetição. Por exemplo, se deixamos de ir um dia à academia para dormir mais tempo, encontramos um prazer imediato e esse prazer não nos permite quebrar este ciclo. Assim, apesar de parecer difícil transformar maus hábitos, isso é possível. Basta que exista uma consciência dos motivos que nos levam a eles e por que queremos mudar para, então, criarmos uma nova rotina com disciplina.

Um dos exemplos citados pelo autor no livro diz respeito a ele próprio. Duhigg explica como conseguiu parar de consumir cookies todo dia em meio ao expediente: ele entendeu que o hábito o levava diariamente a uma cafeteria para comê-los, mesmo sem fome, porque as visitas diárias eram, na verdade, uma necessidade de socialização. Começou, então, a levantar no mesmo horário e procurar alguém para conversar durante 10 minutos. A partir de então, nunca mais comeu cookies durante os dias de trabalho. Um novo hábito foi criado.

Assim, maus hábitos, como fumar ou comprar demais, são superados quando aprendemos novas rotinas e a praticamos incessantemente. Se exercitar, evitar produzir lixo desnecessário ou procurar novas formas de consumo consciente podem ser tornar um comportamento tão cotidiano e natural quanto comer, se espreguiçar ao acordar ou escovar os dentes, basta querer e se dedicar algum tempo a seu novo intuito.

É pra ler pra ontem!

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Tem açúcar, tem furadeira, tem compartilhamento

Tenho certeza que em algum momento você já se viu precisando de uma xícara de açúcar para o bolo, um martelo para um quadro novo ou uma bicicleta para um passeio no fim de semana. A primeira coisa que passou pela sua cabeça, provavelmente, foi ir até a loja mais próxima comprar cada um desses itens.

Da próxima vez, você não precisará gastar dinheiro nem recursos naturais. Graças à plataforma online Tem Açúcar? desenvolvida pela carioca e estudante de comunicação Camila Carvalho, você poderá solicitar qualquer ingrediente ou utensílio aos seus vizinhos.

Lançada em dezembro de 2014, a plataforma já tem 15.500 usuários cadastrados. A versão teste atua, por enquanto, apenas no Rio de Janeiro, já que o desbloqueio de cada bairro, independente da cidade, precisa de um número mínimo de usuários na região.




Os empréstimos e doações são feitos a partir de pedidos, e não de ofertas. Dessa forma, quando você fizer o pedido na plataforma, o site busca "as pessoas mais próximas de você que possam responder ao seu pedido”, explica Camila. O próximo passo é combinar as condições do empréstimo e marcar um local para o encontro, que pode ser na casa de um dos dois ou na rua.

Os ganhos vão além da economia de dinheiro, já que através da plataforma é possível fazer novas amizades, conhecer seus vizinhos e, principalmente, dar uso a objetos que estão guardados. “A ideia é poupar os recursos do planeta que seriam gastos na produção e transporte de objetos que, em muitos casos, teriam pouco uso”, simplifica Camila.

O interesse dessa empreendedora pelo consumo consciente surgiu após ter feito o curso Gaia Education, que forma designers de sustentabilidade para atuarem em áreas ecológicas, econômicas, sociais e muitas outras. Camila também trabalhou na Carioteca, empresa especializada em processos colaborativos. As duas experiências fizeram com que Camila enxergasse o poder da colaboração e dos processos econômicos alternativos.




Assim, ela foi levada a criar a plataforma depois de entrar em contato com algumas iniciativas inspiradoras, "que buscavam tornar o consumo um ato mais consciente para poupar os recursos do planeta”. Um dos objetivos da plataforma é “mostrar que nós já temos muita abundância de produtos e podemos ter acesso a quase tudo o que precisamos através das nossas relações pessoais”.

Também na tentativa de criar comunidades, algo que se perdeu, principalmente, em grandes centros urbanos, Camila se inspirou em sites de compartilhamento entre vizinhos que já existiam no exterior, mas não eram adaptados à cultura de outros países.

Os próximos passos do “Tem Açúcar?” envolvem desde um algoritmo de busca para que se encontre de forma mais rápida e eficaz o item buscado até grupos privados de troca para quem quiser realizar as ações apenas dentro do condomínio em que mora ou na empresa onde trabalha. O destaque, entretanto, é a ferramenta que calcula o valor que o usuário economizará ao pegar o item emprestado.

Para começar a usar, basta fazer o cadastro no site, definir a lista de produtos que você pode emprestar e convidar os seus amigos. Além de economizar uma grana e criar novas relações, você vai ajudar o mundo!!!

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A onda do 'no poo'

Depois do sem glúten e sem lactose, o "sem" do momento é o "no poo": sem shampoo. Ou, ao menos, low poo. Os adeptos da nova onda, lançada por Lorraine Massey, acreditam que é possível ter cabelos de cinema usando pouco ou nenhum shampoo.

Amplamente divulgada pelo best seller “Curly Girl”, a ideia da americana é que os sulfatos, - nocivos ao meio ambiente - retiram, além de sujeira, a proteção lipídica natural dos fios e do couro cabeludo, ressecando excessivamente o cabelo, prejudicando sua forma, principalmente nos cacheados.



Do shampoo o movimento passou para condicionadores e máscaras de tratamento. Quando corta-se totalmente o uso do sulfato, é essencial que se elimine também o uso de produtos insolúveis em água, como silicones, óleo mineral e parafina, que só podem ser retirados do fio através das substâncias detergentes pesadas. Assim, ao invés de shampoos sulfactantes, podemos utilizar receitas caseiras ou produtos com componentes mais leves. 

E existem muitas alternativas! Tem o mais fofo e badalado shampoo a seco: além de ser orgânico, economiza água. Outras marcas, como a Lush, lembraram ainda de não usar embalagem: o shampoo é feito em barra, orgânico, vendido a granel. Lindos e perfeitos para uma cabeça fresca.


Para fazer um detox total do couro cabeludo em qualquer uma das técnicas, recomenda-se uma esfoliação com açúcar mascavo e condicionador. Basta massagear bastante a mistura com a ponta dos dedos para uma limpeza profunda, hidratante e sulfact-free.




Misturar vinagre de maçã (ótimo, dá brilho e limpa) e bicarbonato de sódio é outra receitinha fácil. Mais uma dica: óleo de coco (é bom que tá na moda nas dietas, aproveita e usa no cabelo) e babosa: cabelos sedosos, brilhantes... E, por fim, mel. Sabia que deixa as madeixas hidratadas? A dica é pesquisar formas alternativas e suaves de lavar a cabeça. O uso de condicionadores permitidos misturados ao limão, por exemplo, é uma ótima maneira de eliminar resíduos do couro cabeludo. Mas não esqueça de retirar bem já que, aliada ao sol, a fruta pode causar queimaduras. E para a limpeza pesada do comprimento dos fios, aposte numa mistura de ½ xícara de bicarbonato de sódio com 1 xícara de água. O resultado é limpo, refrescante e natural.

A beleza e o planeta agradecem!

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