O que pode e o que não pode num armário cápsula?

26/2/2018

A Fe Cortez e uma galera muito legal toparam fazer o armário cápsula, esse desafio começou há 1 mês. Por isso começaram a rolar várias perguntas, baseadas em pequeno desafios do dia-a-dia que essa galera amada está enfrentando.  Como além de consultora de imagem e estilo pessoal eu também tenho um cápsula, desde 2016, estou aqui pra pegar na sua mão e deixar as coisas mais fáceis. Primeiro, vale dizer que, o cápsula é um caminho de autoconhecimento. Para mim foi – e ainda é - sobre (i) o que a gente realmente gosta, (ii) do que a gente realmente precisa e (iii) como manter o que temos, cuidar com mais amor, num mundo com obsolescência programada. Sim, para mim foi um choque me deparar com isso no mundo da moda. Preparei esse texto com muito carinho pra te ajudar a enfrentar as dificuldades e dúvidas que tive e fazer do seu caminho, mesmo necessário, mais leve. Pode adicionar roupas? Pode tirar? Para iniciar esse tópico cito uma frase que aprendi com uma das minhas professoras de consultoria de imagem e estilo: “A gente não é árvore, a gente é rio. Ninguém é, tá todo mundo sendo” Tão óbvio, mas tão esquecido. A gente não é nada estático, então claro que pode editar essas peças. Editar é o que chamo de reavaliar, que pode acontecer em algumas ocasiões:

  1. Deixar o que realmente fez sentido e tirar o que não faz. E essa reflexão é feita periodicamente, ou pode rolar sim de você sair com uma peça de roupa que não curtiu tanto naquele dia e reavaliar a permanência dela no seu guarda-roupa no dia mesmo. Eu, particularmente, gosto de dar mais uma chance sempre, mas vai de cada um.

Gosto também de, de 6 em 6 meses, parar e olhar para o meu guarda-roupa com carinho, fazer novas combinações, tirar o que não faz sentido. Ou seja, pode ser assim também. Por período.

  1. Usou tanto uma peça que ela precisa ser substituída. O cápsula te proporciona isso, você usa muito, muito muito cada pecinha de roupa que tem, ela vai envelhecer, vai desgastar e um dia vai precisar ser substituída. Eu sou das que deixa a peça morrer, mas quando percebo isso, já vou ficando com radar ligado nas lojas ou mesmo nos brechós para substituir essa peça.

E se eu ganhar alguma coisa de presente? Aceite, claro. Não é porque você tem um cápsula que vai virar uma pessoa mal educada. E comigo aconteceu algo interessante, quando eu fui pra TV contar que meu guarda-roupa cabia numa mala de 23 Kg ganhei roupas. Sim, acho que as pessoas ficaram preocupadas comigo... E lidei da seguinte forma:

  1. Avaliei o que gostei e o que não gostei, quando deu pra trocar, eu troquei. Recomendo que essa avaliação aconteça com uma certa rapidez para não perder o prazo de troca. Não procrastine isso
  2. Avaliei se aquela peça cumpria o mesmo papel que alguma outra peça do meu guarda-roupa. Se sim, eu deixei na minha reserva, se não coloquei pra uso, sem peso na consciência que ia sair do meu número de peças. O processo é pra ser leve e não um peso.

Depois de um tempo eu parei para analisar se aquela peça que entrou, acabou substituindo naturalmente uma outra peça. Eu não acredito em ser binária num guarda-roupa. Não necessariamente uma camiseta branca é substituída por outra, entende? Então vale avaliar aqui que outra peça, essa nova que entrou acabou substituindo no uso, mesmo que não seja igualzinha ou muito parecida. Lembrando que toda a peça que sair precisa ter destino! E não é o lixo comum, já tem post aqui no Menos 1 Lixo sobre isso. Ah! Mais uma recomendação, divirta-se no processo sempre. Então não pode ser chato! É pra ser leve e não um peso que você tem que cumprir uma lição matemática, porque vai fazer prova depois hein! Já editei meu guarda-roupa 4 vezes nesse período de cápsula e sei que vou continuar editando, a vida é assim, fluida e minha recomendação é que seu processo com o cápsula seja também. Tá perdidx? Baixa o planner do Desafio Armário Cápsula pra saber o passo a passo do processo e se inscreve na nossa newsletter pra receber conteúdos exclusivos. A Fe revisitou o armário dela depois de 1 mês, dá um play pra ver com foi

 
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Em 1º de Janeiro de 2015 nascia o Menos 1 Lixo, um desafio pessoal da Fe Cortez, de produzir menos lixo e provar que atitudes individuais somadas constroem um mundo mais sustentável.

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