Dicas práticas

Pequenos Lixos, Grandes Problemas | CANUDO

No início desse mês, a prefeitura do Rio de Janeiro sancionou e regulamentou a Lei nº 6.384 que obriga restaurantes, bares, lanchonetes, barracas de praia e ambulantes a oferecerem canudos de papel biodegradável e/ou reciclável individual e hermeticamente embalados com papel semelhante.

O não cumprimento da lei gera, primeiro, uma advertência. Depois, com uma multa que dobra a cada reincidência. Ainda falta muito pra sociedade carioca aderir de fato à sustentabilidade, mas é um primeiro passo bem importante. É claro que isso pode gerar um outro problema, já que produtos com matérias-primas biodegradáveis, precisam estar em condições de biodegradabilidade pra sumirem no meio ambiente.

Mas é fundamental inserir o assunto no debate e por isso achamos a lei bem bacana. Muitos lixos pequenos são extremamente nocivos pra saúde do planeta e o canudo é um deles. Vamos começar falando sobre de onde ele veio?

Foto por Praveen Balasubramanian

O canudo foi pensado no final do século XIX nos Estados Unidos. Na época, uma bebida chamada mint julep, uma mistura de uísque, açúcar e menta era consumida com canudos de capim, porque eram servidas extremamente geladas. O capim deixava a bebida com um gosto diferente e um norte-americano, dono de uma fábrica de piteiras de papel, Marvin Stone, decidiu criar os canudinhos de papel em 1888.  E foi assim que eles ficaram cada vez mais populares, até serem feitos de plástico.

Só nos EUA, são consumidos (e descartados) 500 milhões de canudos por dia! No mundo, são mais de 1 bilhão, o que daria pra dar 5 voltas na Terra.  Eles demoram 450 anos pra sumirem na natureza e não duram mais de 5 minutos na nossa boca.

O grande problema dos canudinhos, além de serem feitos de plástico, claro, é que são confundidos pelos animais por comida, mandando uma mensagem pro cérebro de que estão saciados. Muitos morrem de inanição e outros com os órgãos perfurados. Você já deve ter visto aquele vídeo impactante de um canudo sendo retirado do nariz de uma tartaruga, né? Se não viu ainda, respira fundo e clica aqui.

A situação é mais grave do que a gente pensa. Audrey Azoulay. Diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), avisa sobre um novo continente feito de plástico:

Transportados pelas correntes marítimas, bilhões de fragmentos de plástico se juntam nos oceanos. Ao longo das últimas quatro décadas, a quantidade desse tipo de resíduo aumentou em 100 vezes no Oceano Pacífico, a ponto de formar o que se chama agora de ‘sétimo continente’ de plástico, uma vasta massa de lixo à deriva no Pacífico Norte, com uma área que corresponde a um terço dos Estados Unidos.

A Fe Cortez, que é defensora da Campanha Mares Limpos pela ONU Meio Ambiente no Brasil, frisa que já estamos bem equipados com as nossas bocas e que, se dispensamos o uso dos canudos em casa, por que mesmo usamos eles na rua? São 8 milhões de toneladas de lixo jogados no oceano todo ano, o que significa um caminhão a cada minuto. Foram 350 milhões de toneladas de plástico produzidos em 2016 e os canudos estão bem representados nessas estimativas.

Mas a lei sancionada pela prefeitura do Rio, por mais benéfica que possa ser para o meio ambiente, não atende todo mundo. Como os portadores de deficiência física e idosos, que necessitam dos canudinhos plásticos pela sua flexibilidade. É importante deixar claro que o grande problema do plástico pro planeta é o seu consumo em grande escala. Aqueles que não apresentam nenhum tipo de necessidade especial usam canudos descartáveis, muitas vezes pelo hábito de não recusá-los no restaurante

Se o canudo plástico é a melhor opção pra quem tem algum tipo de necessidade, ele precisa ser contemplado nessa ideia. Afinal, se apenas as pessoas que realmente necessitam do canudinho consumissem esse descartável, ele não seria um dos lixos mais encontrados no meio ambiente, né? A lei é muito nova e ainda preciso ser debatida a adaptada pra toda a sociedade.  

Para essa maioria que não necessita do canudo plástico, mas que não quer abrir mão do hábito, hoje em dia existem várias alternativas bacanas pra substituir os descartáveis: os canudos de vidro da Mentah, de inox da BeeGreen e os de bambu. Então, se você achar muito necessário, tenha o seu sempre com você e não gere esse lixo. Mas é sempre bom lembrar que o melhor canudo é aquele que a gente não usa. Quer saber mais? Assiste a nossa websérie #MaresLimpos e faça parte da campanha #PareDeChupar.

 

A lei no Rio de Janeiro foi sancionada pela pressão da população, com abaixo-assinado e cobrança de atitudes dos deputados e vereadores. Isso mostra a nossa força enquanto conjunto! Seja você também a mudança e estimule o processo na sua cidade. Além disso, questione os estabelecimentos que ainda distribuem os canudinhos plásticos e também quem consome. Incentive as medidas sustentáveis! Vamos juntxs?

Encontrou pelo Rio algum lugar que ainda tá usando canudo de plástico descartável? Denuncie! Manda pra gente uma foto e denuncie no 1746 da prefeitura do Rio.

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Glitter ecológico

Brilho e carnaval têm tudo a ver. A festa mais democrática do mundo recebe uma galera que só quer saber de ocupar as ruas com muita alegria, vestidas de brilho dos pés à cabeça literalmente. E pra isso tudo ter borogodó, a purpurina é indispensável. Maaaas você já sabe do que a ela é feita, né? PLÁS-TI-CO! E um dos piores, o microplástico. As micro partículas de plástico da purpurina são metalizadas com alumínio e depois tingidas pra ficarem bem coloridas. E depois que você toma banho ou que as equipes de limpeza urbana lavam as ruas, toda essa purpurina vai pro sistema de esgoto que é despejado nos rios e oceanos. Esses microplásticos são ingeridos como alimentos pelo ecossistema marinho. A quantidade de microplásticos que são jogados nos oceanos já representam um caminhão de lixo por minuto. Já são cerca de 15 a 51 trilhões de partículas de plástico nos mares e oceanos e representam 85% de todo o plástico que é encontrado por aí na natureza.

Purpurina encontrada nos oceanos | Fonte: Pedra Ambiental

Não vale a pena pular bloquinho assim, vale? Mas fica tranquilx! Hoje já tem um mercado que cresce bastante de purpurina biodegradável.  A gente já fez uma matéria sobre glitter caseiro comestível aqui e a Fe já fez um vídeo sobre o assunto com várias maquiagens incríveis pra um carnaval sustentável, dá um play

 

Nós fizemos um levantamento de todas as marcas maravilhosas que se propuseram a dar uma solução pra esse problema sem volta pra você nunca mais precisar usar plástico na melhor época do ano. Lush A Lush é uma marca inglesa de cosméticos feitos à mão e tem o grande diferencial de ser uma multinacional que vende produtos lindos e completamente naturais de beleza. A Lush é conhecida pela linha 100% vegetariana e por alguns produtos frescos de verdade, com frutas e vegetais. E eles têm glitter, sim!  As pastas de glitter da Lush usam mica, minerais, amidos naturais e até ágar-ágar. E ainda hidratam! A Lush tem um pó hidratante e iluminador, com brilho comestível e uma barra iluminadora com manteiga de cacau.

‍Reprodução @lushbrasil

Pura Bioglitter

A Pura Bioglitter começou há um ano, um pouco antes do Carnaval. Assim que foi lançada pelo Instagram, chamou atenção por ser orgânico e artesanal e o sucesso foi imediato. Frances, a idealizadora da Pura Bio, não esperava tanta procura. A purpurina é feita com algas marinhas e já se espalhou por várias cidades do Brasil. Esse ano a marca ainda lançou uma pasta purpurinada maravilhosa feita com aloe vera e minerais. 

‍Reprodução @purabioglitter

Shock

Presente no mercado desde dezembro de 2016 e uma das pioneiras no lançamento de “coisas lindas e coloridas para se passar no corpo com produção amiga do meio ambiente”, a SHOCK nasceu com a ideia de oferecer proteção solar de uma maneira divertida e vegana. E esse ano rolou o lançamento de um glitter gel bafônico feito de pó de mica.  

Zim Color

A Zim Color tem uma receita própria de pó colorido orgânico feito com três ingredientes: amido, corante alimentar e conservante e um eco glitter feito de mica, mineral encontrado na natureza e super fácil de tirar no banho.

‍Reprodução @zimcolor
‍Reprodução @zimcolor

Brilhow

A Brilhow foi criada por duas amigas biólogas apaixonadas pelo meio ambiente e pelo Carnaval. A marca usa ágar-ágar pra consistência da purpurina e corantes alimentícios. Outra solução que elas encontraram foi a areia mágica, que é uma mistura de minerais e farinha de arroz. Além disso, a marca também estimula a reutilização dos frascos como forma de diminuir a quantidade de resíduo descartado.

‍Reprodução @_brilhow_

Glitra Bio

A Glitra Bio mistura manteigas, ceras e óleos naturais à purpurina biodegradável que é à base de celulose de eucalipto. Rola ponto de coleta no Rio de em São Paulo e a marca reverte parte do lucro para projetos que lidam com plástico nos oceanos.

‍Reprodução @glitra.bio
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Reciclável x Reciclado | latinhas de alumínio

Vamos falar de coisa boa? Já assistiu ao episódio da websérie “Dicas da Fe Cortez” sobre lata versusgarrafa

de vidro? Dá um play aqui:

 

Como a Fe te contou, a notícia mais incrível de todas é que o Brasil é o maior reciclador de latas de alumínio do mundo com 98% reciclados de um total estimado de 23 bilhões de unidades por ano. Nós ocupamos esse espaço no ranking há 15 anos e somos referência para grandes países desenvolvidos por aí. Em apenas 60 dias uma lata pode sair da prateleira e voltar para consumo depois de reciclada. Em 2015, a coleta de latas para reciclagem injetou R$ 730 milhões na economia brasileira. As latinhas surgiram nos EUA na década de 1960 e desde então apresentam avanços no processo de reciclagem. Há quase 30 anos, 1kg de alumínio reciclado era capaz de produzir 42 latas de 350 ml. Em 2015, esse total passou a ser de 74 latinhas. Ainda que a maior parte do alumínio reciclado seja destinado às latas de sucos, refrigerantes e cervejas, ele também é usado para fabricação de janelas, portas, eletrodomésticos, cadeiras, mesas, etc. O material é super procurado pela indústria automobilística e pela construção civil, gerando um alto valor de mercado e, assim, uma significativa coleta do material entre os catadores e cooperativas. Segundo o CEMPRE, o alumínio vale oito vezes mais do que o vidro e 14 vezes mais do que o papelão para o mercado de reciclados.  

O alumínio é obtido pela extração da bauxita, uma atividade que impacta muito o solo e o conjunto hídrico das regiões que têm o minério. Logo, a reciclagem contribui para diminuição da atividade e ainda economiza até 95% de energia e 95% menos gases de efeito estufa do que o processo da produção da matéria virgem. O material é 100% reciclável e pode passar pelo processo muitas e muitas vezes. Mas por que os outros materiais não têm o mesmo sucesso de reciclagem que o alumínio no Brasil? Bom, o valor de mercado determina o processo e há a necessidade de demanda. As latinhas, por exemplo, são tão valiosas que sequer chegam às centrais de separação da coleta seletiva: são recolhidas muito antes pelos catadores e são responsáveis pelo sustento de muitas famílias pelo país. Agora que a gente te deu todas as vantagens de beber na latinha, que tal escolher sempre que puder? É importante entender os processos de reciclagem no país e o que é amplamente reciclado ou não, como o Menos 1 Lixo vem falando há algumas semanas. O alumínio é super reciclado por aqui (até o papel alumínio de cozinha, viu? Só não esquece de limpar antes de descartar), mas acaba que nem sempre optamos pelas latinhas na hora de fazer uma festa ou pedir em um restaurante. A informação e a consciência no consumo são as maiores ferramentas que nós temos no impacto que geramos ao meio ambiente. Mas lembra que qualquer coisa produzida gasta energia, água, emite gases de efeito estufa no transporte, então primeiramente, reduza! E tente sempre escolher uma embalagem que seja retornável, ou levar seu próprio copo ou garrafa e pedir direto nele. Mas se for comprar uma bebida pronta, e tiver que escolher um material descartável, vá de lata!   .

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Reciclável x Reciclado | long necks

Verão tá aí e precisamos falar sobre as long necks. A gente fala sempre que o consumidor, junto com a indústria, é corresponsável pelo lixo gerado no planeta, né? Isso também vale pra aquela cervejinha do fim de semana. Você já viu o episódio do “Dicas da Fe Cortez” sobre escolher entre lata, vidro ou PET na hora de beber alguma coisa gerando o menor impacto possível ao planeta? Dá um play:

 

Mas e as long necks? Elas são simpáticas, práticas e super vendidas por aí. E tudo bem, afinal, vidro é reciclado, certo? Bom, se você já assistiu o vídeo da Fe sabe a resposta na ponta da língua, mas a gente te conta um pouco mais. As garrafas de vidro são recicláveis, sim, mas têm um contratempo importante quando assunto é a reciclagem: pelo peso e por quebrarem com facilidade, não são atrativas para as cooperativas e têm pouco valor de mercado. Fora isso, as garrafas precisam estar vazias e higienizadas. A real é que as long necks não são reutilizáveis e pouquíssimo recicladas no Brasil! Elas são conhecidas como embalagens “one way”, ou seja, sem chance de um segundo envase. Pra competir com as latas de alumínio, a indústria mudou a sua composição química, o que impossibilita a sua reutilização.  

  Existem apenas 5 fábricas no Brasil que reciclam vidro, mas o peso inviabiliza o transporte das cidades até elas. Em Brasília, por exemplo, o vidro já não é mais um material classificado como reciclável, porque a fábrica mais próxima fica a quase 1000km da cidade. Lá, o Bar Pinella parou de vender long necks em junho do ano passado, porque as empresas não fazem a coleta reversa das garrafinhas: toda noite eram quase 220 kg de garrafas vazias que iam para o lixo comum. Em abril de 2017, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) apresentou uma proposta de lei para o DF para proibir a venda de bebidas em garrafas de vidro que não sejam retornáveis. Não receber as garrafinhas de volta significa que as empresas não garantem a logística reversa, ou seja, não se responsabilizam por esse resíduo sólido. E enviadas para os aterros e lixões, as long necks ainda são focos de doenças como a dengue, o zika vírus e o chikungunya, agravando o problema ambiental. Alguns lugares do Brasil já proíbem a comercialização das long necks, como Japurá no interior do Paraná e Nova Mutum no Mato Grosso. Segundo o portal FunVerde, elas podem demorar até 5.000 anos pra se decompor. Tomar atitudes sustentáveis pode ser mais simples do que você imagina. As garrafas de vidro de 600ml e 1 litro não se enquadram nesse cenário das long necks, porque elas são retornáveis. E, ainda que a taxa de reciclagem do vidro seja baixa (40%), lembra que é fundamental sempre realizar a coleta seletiva em casa e fora dela! Assim como é super importante pensar no nosso impacto enquanto consumidores para o planeta. Escolher uma cerveja em lata ao invés de uma long neck (que não é reciclada ou reutilizada) é uma atitude super importante e pode contribuir muito pro desenvolvimento sustentável do planeta em que vivemos. Já pensou quantas garrafinhas deixamos de consumir com essa decisão? Vamos juntos?    

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Reciclável x Reciclado | caixas de pizza

Papel é super reciclável, mas nós já falamos sobre como isso pode ser uma cilada na semana passada aqui. As pizzas que pedimos pelo delivery são embaladas em papelão e ele é bastante reciclável. Mas as caixas de pizza não. Vamos falar sobre isso? Pizzas são deliciosas, mas super gordurosas. Já reparou como a caixa fica toda engordurada do óleo, do queijo, do bacon… Às vezes quando a pizza acaba, ficam vários restinhos de condimentos pela caixa e óleo, muito óleo. Tudo isso gruda no papelão e é aí que a coisa desanda. Durante a reciclagem, o papel descartado é misturado com água criando uma pasta que depois de seca vira papel de novo. Mas a água não se mistura com o óleo, lembra das aulas de química na escola? Então, toda a gordura que grudou na caixa de pizza impede a produção dessa pasta e, então, inutiliza ela pra reciclagem.

Claro que você não vai eliminar a pizza da sua vida, ainda que a gente te indique a fazer pizzas caseiras que ficam muito mais gostosas e não geram esse lixo. Mas dá pra colocar na coleta seletiva a parte não manchada da embalagem, como a tampa, que geralmente não agrega o óleo da pizza. Aquele pedacinho de plástico que vem separando a pizza da caixa também não é reciclado, tá? Na maioria das vezes, não dá pra identificar com facilidade o tipo do material e ele vira lixo, sem chance de reciclagem. Existe ainda o problema de você jogar a caixa de papelão de pizza no lixo para papel: ela vai contaminar tudo que encostar de gordura inutilizando mais material reciclável. Isso vale pra todas as embalagens que entram em contato com comida, desde isopor até as marmitinhas de alumínio. A gordura impregna no material e ele automaticamente vira um lixo não reciclado. Reparou como não é tão simplista assim que tudo que é reciclável é reciclado, né? Muitos materiais que tem alto potencial de reciclagem não são porque existem muitos outros fatores que podem ou não permitir que o processo seja feito. O lance é reduzir e se conscientizar. E continuar separando, porque mesmo o que pode ser reciclado de boa, muitas vezes não é porque as pessoas ainda não separam seus lixos. Claro que pedir uma pizza vez ou outra é legal, mas por que não separar a parte do papelão limpo e gerar cada vez menos 1 lixo?

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Copos de plástico, isopor e papel: por que dizer não?

Os copinhos descartáveis (e como eliminar ele das nossas vidas!) são os protagonistas do episódio da semana da websérie “Dicas da Fe Cortez”, solta o play:

 

Eles foram o estopim pro movimento do Menos 1 Lixo e foi justamente por causa deles que o nosso copinho foi idealizado: pra dar fim aos plásticos que usamos sem pensar, ao mesmo tempo em que chamamos atenção de quem tá por perto. O copo do Menos 1 Lixo é um agente de transformação de comportamento e uma super contribuição nossa à saúde do planeta.  

 Infelizmente, aqui no Brasil, o hábito dos descartáveis ainda é muito forte. A gente usa copos de plástico, isopor e papel em inúmeras ocasiões do nosso dia a dia, desde uma festinha no escritório até um café com os amigos da faculdade. É super importante começar a se perguntar por que usamos tantos copinhos e como somos responsáveis por um lixo de vida útil tão pequena. Então, que tal pensar um pouco sobre os copos que mais usamos por aí? Eles parecem inofensivos, práticos e são super baratos. Mas a que custo?  

1. Copo de plástico

Ele é quase indefensável, né? Todo mundo sabe como ele faz mal ao meio ambiente, mas os números só crescem e já são 720 milhões de copos de plástico consumidos POR DIA só no Brasil! São feitos de poliestireno e podem ser mais ou menos resistentes dependendo da produção. Um único copinho plástico precisa de meio litro a 3 litros de água pra ser produzido, sabia? E ele é parte dos 35% de todo o plástico que é usado apenas uma vez e jogado “fora” em apenas 20 minutos.

Eles são muito leves e pouco interessantes aos catadores pelo baixo valor nas cooperativas e, por ser um copo, dificilmente é limpo depois de descartado e não vai pra reciclagem. A gente tem um post todo dedicado ao tópico “reciclável x reciclado” dos copos descartáveis aqui. Quantas vezes você estava na sala de espera do médico ou em uma festa com os amigos e usou o copinho descartável só uma vez, pra beber um pouquinho de água e jogou o copo no lixo? Vamos pensar nisso?   

2. Copinhos de isopor

Quando você bebe aquele cafezinho depois do almoço pensa no quanto o copo de isopor é nocivo ao meio ambiente? Por ser leve, ele é “arremessado” pelo vento para os oceanos e é aí que mora o problema: o isopor flutua com facilidade na água e age como uma esponja absorvendo toda a poluição dos rios e dos mares. Levando em conta que ele demora, pelo menos, 150 anos pra se decompor… é um problemão, né? Além disso, o isopor tem estireno na composição podendo ser cancerígeno.  

O isopor é um dos maiores problemas quando o assunto é embalagem. Em Nova York, ele já é um elemento banido desde 2015: um ano antes, a cidade descartou 28.500 toneladas de isopor. Várias cidades dos EUA adotaram a ideia e lá, a taxa de reciclagem do isopor no ano passado foi de 38%. Segundo o Ecycle, o mundo já produz 2,5 milhões de toneladas de isopor e o Brasil é responsável pelo consumo de 1,5% desse total.

3. Copo de papel

A gente já falou sobre a reciclagem do papel aqui. Todos aqueles copos de papel que parecem ser bastante sustentáveis não passam de uma cilada: na maioria das vezes são revestidos com resina plástica para auxiliar na manutenção da temperatura da bebida, além de evitar que o líquido vaze no papel.  

Bom, você que é esperto nas dicas do Menos 1 Lixo já sabe que materiais misturados não são reciclados, ou seja, os copinhos de papel daquele chá ou cafézinho vão parar nos aterros sanitários e provavelmente contribuir para a liberação do gás metano junto com todos os outros lixos que ficam por ali. Fora tudo isso, pra produzir 1kg de papel são necessários 540 litros de água! Além de usar muita energia durante o processo. Ah! E os copinhos não são de papel reciclado, viu? Existe uma restrição do material e o uso com alimentos e bebidas e provavelmente ele é feito de matéria prima virgem. Então fica a pergunta: por que dizer não? Bom, porque não faz sentido produzir um lixo que você vai descartar em minutos, certo? Eles são nocivos pra nossa saúde e ainda mais pro meio ambiente. Os impactos dos descartáveis são irreversíveis e precisamos parar o consumo hoje: em 2050, a estimativa é que vai ter mais plástico do que peixe no oceano! A mudança é toda nossa. Dá uma olhada no vídeo da Fe dessa semana que ela te dá várias dicas de como substituir todos os copinhos. Ainda existem os copos compostáveis, que a Fe também falou um pouco, quando foi na EXPO Milão em 2015, assiste aqui:

 
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5 presentes para mudar alguém

O Natal é uma data simbólica super bonita e a gente adora toda a energia que ele estimula em todo mundo. Por isso, selecionamos 5 presentes pra você que quer iniciar alguém a repensar os hábitos e viver uma vida com menos lixo. Todo fim de ano é ótimo pra gente inspirar e mudar os planos. Nós sempre falamos por aqui sobre a valorização do pequeno produtor, dos produtos locais e de empresas que pensam o seu impacto no planeta. Então, você já sabe que a ideia é se responsabilizar por todo o processo da compra, desde encontrar os produtos adequados aos seus princípios até produtores que se alinhem a eles. Semana que vem vamos falar sobre embalagens de presente, tá? Por enquanto, ficamos nas indicações pra você inspirar alguém a usar o fim de ano para transformar a vida e o planeta. 1. KIT DO MENOS 1 LIXO A gente montou um kit de Natal de copinhos do movimento: são 3 kits com duas cores exclusivas cada pra você presentear e se presentear, estimulando uma poderosa mudança de hábito. O copo do Menos 1 Lixo é retrátil, de silicone e reutilizável. São várias cores pra você pensar em todo mundo que tá a fim de mudar o mundo hoje!  

2.KIT NA RUA

Já que começamos falando de kit, é legal também presentear com aqueles kits que todo mundo quer, os que a gente leva na bolsa todos os dias: com guardanapo de pano, talheres, canudo e hashi, de metal ou de bambu. Tem na Paz em Gaia (e tem desconto com o cupom “M1L”), mas você também pode montar o seu.

‍Kit da Fe

3. KIT GRANEL

Outro kit poderoso é o de saquinhos para compra a granel da Paninhos. O quarto episódio do “Dicas da Fe Cortez” foi todo sobre o impacto das compras a granel pra gente e pro meio ambiente, vê aqui. É super bonitinho, prático e sustentável.

‍Reprodução do site da Paninhos

4. COLETORES E ABSORVENTES DE PANO

Que tal incentivar uma amiga a abandonar de vez os absorventes descartáveis? Muitas das meninas se interessam pela ideia do coletor menstrual, mas têm medo e você pode tomar o primeiro passo nessa mudança presenteando alguém. A Fe já falou sobre os coletores aqui. Mas você também pode dar de presente as calcinhas com absorvente ou absorventes lindos de pano. A Fe também falou um pouco sobre: aqui.   

5. COMPOSTEIRA

E uma composteira? Em breve, a Fe vai falar um pouco mais da nova composteira dela lá no youtube, mas já rola um videozinho aqui. Compostar é a maneira mais sustentável de lidar com seu lixo orgânico e é uma prova de amor ao planeta. O Menos 1 Lixo tem parceria com a Morada da Floresta, que tem várias composteiras lindas e coloridas pra você dar de presente (tem desconto com o cupom "M1L")!

‍Reprodução do site Morada da Floresta

Presentear também é uma maneira de estimular o nosso meio a mudar os hábitos. Comprar é uma das principais ferramentas que a gente pode usar no consumo consciente. Lembra de não usar embrulhos de plástico, nem papéis metalizados, tá? A gente ainda vai falar sobre embrulhos sustentáveis por aqui, mas a ideia é sempre gerar cada vez menos 1 lixo. Combinado? Se você tem alguma outra ideia, conta pra gente! Vamos compartilhar dicas incríveis pra fazer do Natal uma data mais transformadora.

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Receitinhas de limpeza natural com 3 produtos simples!

No quinto episódio do “Dicas da Fe Cortez” rolou uma dica de ouro! Ela te convida a substituir os tradicionais produtos de limpeza de supermercado (aqueles bem coloridos e cheios de perfumes) por apenas três produtinhos super fáceis de achar, baratos e o melhor: naturais! Dá o play:

 

A gente fez umas contas por alto e, com todos aqueles produtos clássicos que a gente costuma comprar pra limpar a nossa casa, gastamos em média R$ 48. Mas se você substituir todos eles pelo sabão de coco, o vinagre e o bicarbonato de sódio, você economia pelo menos R$ 30 por mês! O vinagre, você já sabe, pode ser usado para temperar a comida e dar brilho nos cabelos. Mas também tira o cheiro de potes de plástico (é só misturar com água quente, jogar no recipiente e lavar depois de uns 15 minutinhos) e lava azulejos, chão de pedra e o piso do banheiro, como a Fe disse no vídeo. É só misturar meia xícara de vinagre com meio litro de água morna e limpar normalmente.  

  O ácido do vinagre também serve como amaciante: meio copo de vinagre para uma máquina cheia e 4 gotinhas de óleo essencial resolvem bem qualquer roupa (até as de bebê, viu?). Dá pra escovar tapete e carpete também, só dissolver uma xícara de vinagre em 3,5 litros de água. Se você misturar um pouco de vinagre com água morna também limpa o vidro que é uma beleza! O vinagre faz um multi-uso muito bacana: é só misturar com água, é poderoso, limpa tudo! E ainda dá pra colocar um pouco de óleo essencial pra ficar cheirosinho. A Fe também ensinou a fazer desodorante de roupas com vinagre, durante o Desafio Armário Cápsula. Só misturar 1/4 de vinagre com 1/4 de álcool em um borrifador e completar com água. Quando chegar em casa, só pendurar a peça de roupa em um cabide, borrifar e esperar secar. Voilà! :)  

O bicarbonato de sódio é outro coringa que você precisa sempre ter em casa. É ótimo pra fazer várias receitinhas, como pasta de dente, sabão, desodorante que a gente já tem receita, aqui:  

Sabão líquido que serve pra roupa, cozinha e casa:

 

Pasta de dente

Desodorante Caseiro

Por causa do poder abrasivo, o bicarbonato é super usado em pastas de dente e no clareamento de tecidos brancos ou nas manchas, potencializando qualquer sabão. Ele é ótimo para tirar cheiro do ambiente e das coisas (como o copo do Menos 1 Lixo) e dá pra colocar em um pote dentro da geladeira pra não deixar que ela absorva qualquer cheiro de alimento. Também por isso, é muito presente nos desodorantes naturais, já que consegue neutralizar a acidez e tira o cheiro de suor. A Fe também disse no vídeo que o bicarbonato serve muito bem pra qualquer limpeza a seco, como a do tênis: é só fazer uma pasta com água oxigenada (10 vol.) e bicarbonato, passar e esperar secar. Também pode jogar uma colher de sopa na máquina de lavar roupa que tira todas as manchas. Dá até pra desentupir ralo com bicarbonato, meu povo, misturando duas colheres com vinagre e despejando aonde está entupido. É tiro e queda.  

O sabão de coco é mais conhecido, né? Serve para lavar tudo que quiser, até pincéis de maquiagem. É ótimo contra gordura e super natural pra lavar a casa, a louça e as roupas. Aquela última dica pra arrematar: sabe tirar mancha de sangue bem rapidinho, sem qualquer produto industrializado? Esfrega uma pedra de gelo e pronto! Muitas das receitas que a Fe adotou são da Carol Cronemberger e aqui tem várias outras dicas incríveis, dá uma olhada. E você? Tem alguma outra receita pra compartilhar? Deixa aqui nos comentários e conta tudo pra gente. Vamos eliminar o que é tóxico da nossa rotina, e isso também vale pros produtos de limpeza industrializados. Vamos juntxs?

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