O custo da energia elétrica e as escolhas que você tem para economizar

15/6/2015

Tá caro, muito caro. Já tem tempo que o meio ambiente vem sentindo o preço do desperdício de energia elétrica (energia, bem, não é mágica e conforme ela vai sendo produzida, impactos e mais impactos são gerados na natureza- a gente falou disso, lembra?). E tem alguns meses que nosso bolso sentiu forte também: desde março houve reajuste do valor das bandeiras tarifárias e isso encareceu em média 22% o valor da conta de luz. Mas nada é por acaso: uma das principais explicações para esse aumento é a falta de chuvas e a necessidade de acionamento das térmicas. E as bandeiras tarifárias, que vêm funcionando desde o começo do ano, servem para compensar esse custo extra. Bandeira tarifária, pra quem não conhece, é o sistema que passou a funcionar em janeiro desse ano em que, na conta de luz, nós, consumidores, vemos qual será o custo de geração de energia. Ela aparece nas cores verde, amarela e vermelha, como se fosse o "semáforo de trânsito" e a ideia é alertar quanto está custando gerar energia no país. Isso é determinado por fatores externos, como a seca ou fatores econômicos em geral. "O sistema de bandeiras é para o consumidor poder reagir ao momento do preço", explicou o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, "Para ele conhecer quanto está custando naquele momento e consumir de uma maneira consciente".

O sistema nem começou a funcionar e, em março, já houve o primeiro reajuste de valor. Passamos a pagar R$5,50 por 100kWh quando a bandeira estiver vermelha (e, sim, ela tem estado vermelha desde o começo do ano) e R$2,50 por 100kWh quando amarela. Se ela estiver verde, sorte a nossa, não há acréscimo e isso quer dizer que as condições estão boas e as termelétricas não estão tendo que ser acionadas -elas, que são movidas a combustíveis como óleo e gás, custam caro e têm alto impacto ambiental. Tá caro, tá muito caro. Com as bandeiras, a receita das distribuidoras é inflada de modo a evitar que o setor volte a precisar de recursos externos -isso rolou bastante em 2014. É que, pelo fato da elevação dos preços da energia e o cronograma dos reajustes anuais das distribuidoras não estarem em sintonia, o setor precisou de R$21,2 bilhões em empréstimos bancários para fazer frente às despesas mais elevadas no ano passado. Até agora, o custo mais alto (por conta das faltas de chuvas) tem sido compensado pelas bandeiras: o sistema gerou em março R$218,86 milhões. Enfim. Já que a situação toda é essa, o que nos resta é economizar. E, pra não ficar só no bla-bla-bla, aqui vai uma listinha com algumas dicas do que fazer para economizar energia na sua casa. Faz bem pro ambiente e pro bolso, afinal, tá caro, caríssimo. Lâmpadas. Vale a pena optar pelas LED. Elas mantêm a mesma luminosidade de uma convencional com o uso de até 80% menos energia elétrica. Duram até 5 vezes mais e não esquentam o ambiente (e você reduz o ar condicionado). Vamos mudar? Blocos de vidro/ telhas transparentes. Se você está construindo ou reformando a casa, fique atento a formas de estimular a iluminação natural do espaço. Os blocos de vidro, por exemplo, proporcionam até 80% mais luminosidade se comparados às paredes de alvenaria. As telhas transparentes também - e protegem contra raios UV. Paredes claras. Pode parecer besteira, mas não é: a cor das paredes influencia na luminosidade da casa - e exige menos luzes acesas. Selo Procel. Esse selo vem pra ajudar na escolha dos produtos que você compra. O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica concede anualmente o selo aos equipamentos que apresentam melhores índice de eficiência energética. Já sabe o que escolher na hora de comprar, né? Linha de eletrodomésticos. Eles também têm uma categorização própria, representada por aquele gráfico que vai do verde ao vermelho e é sinalizado pelas letras A, B, C, D e E, sendo A os mais ecoeficientes e E, os menos. Mais uma vez, vale a consciência de escolher produtos talvez um pouco mais caros mas que economizam muito mais ao longo da vida útil.

Foto do banner: The Wasted Blog
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