É preciso economizar energia!

3/6/2015

Acorda, banho quente, celular carregado, liga o computador para checar emails, desce de elevador, caminha pro trabalho, vai usando a internet 3g do celular, chega no trabalho, acende a luz, elevador, computador, carregador, tudo no esquema, reunião por Skype, cliente no telefone, ah, energia, energia. O dia nem chegou na metade e pra tudo -tudinho- que você fez, teve lá um belo uso de energia elétrica. Click. E pronto. É quase como mágica. Mas não é bem assim. Para que a gente viva essa rotina tão acostumada com aparelhos elétricos nos auxiliando, tem que ter energia sendo produzida. E é importante termos consciência dos impactos que isso causa para, na medida do possível, reduzirmos ao máximo o nosso consumo energético. E economizarmos. E evitarmos a produção desnecessária de energia. E, sim, preservarmos o meio ambiente.

Por aqui, muito por conta do nosso altíssimo potencial hídrico, a maior parte da energia elétrica produzida vem das hidrelétricas. Em 2012, por exemplo, cerca de 70% de toda a energia que você usou veio dos rios. Em segundo lugar, cerca de 27% da energia, foi produzida a partir de termoelétricas -ou seja, aquela produção que usa como fonte o petróleo, o carvão mineral e o gás natural, por exemplo. As fontes eólicas e nuclear são pouco usadas e correspondem, em média, a produção de 1,5% do nosso consumo.

Uns mais, outros menos mas, em geral, produzir energia gera impactos diretos pro meio ambiente. As termelétricas acabam poluindo o ar, necessitando de transporte de alto risco de minério e emitindo uma grande qualidade de CO2 no ar, o que contribui pro efeito estufa. As hidrelétricas, apesar de serem consideradas fontes de energia limpa, necessitam a construção de barragens, o que leva à perda de recursos florestais de fauna e flora terrestre e aquática e à consequente desestabilização do ecossistema onde são construídas. Isso sem falar nas remoções de populações ribeirinhas. A fonte nuclear trabalha com reações nucleares altamente perigosas. Os riscos surgem do transporte e armazenamento de rejeitos radioativos, dos efeitos radiológicos nos trabalhadores e na dificuldade de evacuação em caso de acidente. A energia eólica é a menos prejudicial de todas: mas apenas 1,5% é produzido por ela. O que nos resta, então, é economizar.

"Como o setor energético é gerador de significativos impactos ambientais no planeta e que instrumentos de redução de poluição ou rejeitos possuem custos elevados e ainda que não haja indícios de que vá haver redução relevante da demanda energética no curto prazo, programas e ações em eficiência energética possuem papel relevante nas políticas de diminuição dos impactos ambientais causados pela produção e consumo de energia". Quem disse isso foi Monica Menkes, mestre em planejamento energético e ambiental. De acordo com ela, foi depois da ECO92 que os países começaram a se preocupar com isso e estabelecer metas quantitativas para reduzir o consumo de combustíveis fósseis e produção de gases que levam ao efeito estufa. E há diversos instrumentos que podem ser usados na tentativa de redução do consumo como, por exemplo, instrumentos econômicos (taxas e impostos, por exemplo), informação (como esse textinho que você está lendo agora), incentivos financeiros e fiscais, ou a ESCO.

ESCO, pra quem nunca ouvir falar, são empresas de serviços energéticos. Lá fora são bastante usadas tanto para empresas como para residências e pessoas como eu e você. Aqui, ainda estão começando a ficar conhecidas e a maior parte dos que usam os seus serviços são empresas de grande porte. Trata-se de companhias que se propõem a oferecer serviços para reduzir os gastos de energia do cliente, tendo como pagamento parte dessas economias. Ou seja: eles criam mecanismos para você economizar, sua conta diminui, por uns meses você paga o que estava acostumado pelo serviço deles e, depois, passa a usufruir de toda essa economia. É como se fosse uma consultoria, só que eles acabam dividindo os riscos com o cliente em termos de investimento e também ao compromissar a sua remuneração com o sucesso nos resultados. No Brasil, há cerca de 80 ESCOS espalhadas por 10 estados brasileiros. Aqui no Rio, por exemplo, a Light ESCO foi responsável pela criação do sistema de captação e geração de energia solar no Maracanã. Em breve, espera-se que esse tipo de serviço atenda, também à residências.

Volta do trabalho, sobe de elevador, esquenta a comida no microondas, toma um banho quente, liga a TV, usa o computador, põe o celular pra carregar. Ah, energia, energia. Boa noite. E não esquece de apagar as luzes!

Foto do banner: The Wasted Blog
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