Crônica | 8 Lixos que eu produzia e hoje me pergunto o porquê

24/1/2016
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Quem acompanha o Menos 1 Lixo sabe que nem sempre minhas escolhas foram feitas pensando em um consumo consciente - não pense que a redatora aqui cresceu com tal realidade. Pra falar a verdade, repensar as minhas escolhas tornou-se real depois que eu entendi quão necessário (e possível) é levar os dias gerando menos lixo. Quando eu compreendi meu poder como indivíduo, e isso eu contei em minha primeira crônica aqui.  Primeiro veio a informação e, só depois, a transformação. O que refletiu também, e reflete cada vez mais, no modo de viver dos que estão ao meu redor. 

 Quanto mais eu vejo, leio, me informo, aprendo – o que acontece diariamente - me pergunto como eu produzia tanto lixo. Me lembro quando na adolescência minha mãe reclamava muito de tanta coisa jogada no quarto: “E esse papel? Tira a sacola da lixeira! Arrume o quarto que seus primos estão chegando”, dizia d. Ligia. Nossa, eu teria poupado para o planeta, para mim, e também a fala dela se pensasse em tudo isso antes. Mas agora vamos ao passado que me assombra, talvez seja apenas o seu presente e não mais o seu futuro. :) 

1. Canudo Nós comprávamos canudos até pra beber as coisas em casa – hábito que muitos pais ainda cultivam nas crianças. Cresci e continuei com o amor pelos tais canudinhos. Até que vi o vídeo abaixo e a ficha caiu. Pra onde vão tantos canudos quando eles de forma mágica, viram lixo, e somem da nossa frente?  

 

Não por acaso 35% do plástico consumido são descartados após 20 minutos de uso. Se você quiser continuar com canudos, corra atrás de um reutilizável no mercado livre. ;)

2. Livros Calma, deixe-me explicar! :) Sei que livros dificilmente viram lixo, já falamos disso aqui. Mas eu conseguia transformar os meus nisso. Passavam as séries, os exercícios, as pesquisas, e eu achava lindo ter apego. Doar? Não! Trocar? Também não. Comprar mais? Sim. Comprar sempre. Caro para os meus pais e para os amigos, que na escolinha simples do bairro, queriam e precisavam da troca, mas tinham que comprar. Perdia a chance de partilhar releituras e histórias de uma mesma literatura porque comprar, me parecia mais interessante. Que engano, não?

3. Pequenos papéis com mil e uma anotações Gente, isso é fato, eu vivia cercada de papéis. Por todos os lados! Um hábito de criança que mantive até pouco tempo. Anotava uma coisa aqui, outra ali, grudava aqui e ali e no final das tarefas não sabia onde tava nada. Tudo isso com word e arquivo de notas do celular abertos para uso. Além de não transformar nada em rascunho. Usar frente e verso? Por quê? Depois é só jogar no lixo. Mas qual o fim desse lixo?

4. Sacolinha da farmácia Lembro como se fosse hoje, chegando ao escritório, vindo da farmácia, eu escutei da Fe Cortez: “o que você vai fazer com essa sacolinha?”. Eu travei. Sabia do motivo da pergunta e, pela primeira vez, realmente me perguntei o que eu faria com aquela sacolinha minúscula. Ela nem cobrou resposta. Pensei, é, vai pro lixo! E eu nem sabia que 35% do plástico consumido, são normalmente descartados após 20 minutos de uso.

5. Embalagens Eu tinha um apreço por embalagens que eu não consigo entender até hoje. Eu comprava coisas pra mim e no caixa falava: “moça, coloca pra presente?”. Mas não eram em datas comemorativas, era sempre. E mesmo em festas eu poderia reutilizar, customizar, etc. Mas esse era um tipo de lixo que eu nem mandava pra lixeira. Deixava acumular e empoeirar ali, em casa.

6. Filtro para cafeteira Com o uso da cafeteira elétrica, além do desperdício da energia –  por normalmente deixarmos ligada o dia inteiro, tinha o descarte do filtro de papel. Aquele clássico, branquinho, que você coloca dentro de um outro filtro que já vem na cafeteira. Sim, um filtro que vira lixo dentro de um outro filtro que eu poderia apenas lavar na hora de usar. Dá pra acreditar?

7. Saquinho da tapioca Esse é aquele tradicional que muita gente não se dá conta. Você pede uma deliciosa tapioca e ganha gratuitamente 5 guardanapos e um saquinho plástico que em teoria protege o alimento da poeira e a sua mãe da quentura. Em prática, a diferença é que a goma depois de tão abafada, fica mole. Da próxima, peça sem o saquinho e note a diferença! ;)

8. Copo descartável Eu não poderia não terminar com ele. Almoço de família, churrasco dos amigos, carnaval, em casa (pra não lavar louça), etc. Hoje eu lembro que eu reclamava de beber no copo descartável e sem saber o impacto do meu consumo. Achava chato pois eles eram frágeis e corria o risco de rachar ou vazar - o que muitas vezes resulta no uso de dois ou mais de uma vez. Você ainda usa copo de plástico? Clique aqui! Temos um lindo pra você!

Bom, não importa se você é adulto ou criança. Se sua mãe reclama, ou deixa correr solto. Se ficou comigo até o final da leitura, sabe que precisamos manter a casa arrumada. Quantos desses hábitos você tem? Hora de repensar e colocar em ação! Afinal, o planeta é a nossa casa.

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Sobre o movimento

Em 1º de Janeiro de 2015 nascia o Menos 1 Lixo, um desafio pessoal da Fe Cortez, de produzir menos lixo e provar que atitudes individuais somadas constroem um mundo mais sustentável.

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