Armário Cápsula

Tecidos Naturais, Artificiais e Sintéticos

Nossa parceria com a Vivi Cardinali começou no Desafio Armário Cápsula e pra gente é fundamental unir esforços pra levar informação pra esse mundão! E ela, consultora de imagem e estilo (com propósito!), preparou um material incrível pra falar sobre tecidos naturais, artificiais e sintéticos: quais as principais diferenças e os verdadeiros impactos deles pro meio ambiente. Dá um play.

 

A Fe Cortez também conversou com a Marina Colerato, do Modefica sobre o assunto, dá uma olhada

 
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O Armário Cápsula pela galera

O Desafio Armário Cápsula já tá chegando ao fim, mas isso não quer dizer que ele acabou! No décimo episódio da websérie, a Fe Cortez chamou a galera que se inspirou no processo e encarou o desafio pra vida! Recebemos muitos depoimentos e é lindo ver uma comunidade incrível engajada no propósito de ter menos roupa e mais sentido. O empoderamento do indivíduo é uma das ferramentas mais poderosas na transformação do planeta e nós fazemos parte disso. Vamos juntxs? Dá um play!  

 
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Viajando com a mala cápsula

A Fe Cortez contou aqui como ficou o Desafio Armário Cápsula durante uma viagem pra fora do Brasil, que ela foi pra Cancún cobrir o fórum promovido pela The Economist, o World Ocean Summit e pra San Diego na 6ª Insternational Marine Debris Conference da ONU. Lugares com temperaturas completamente diferentes, com ambientes formais, pra passear e muita correria. E aí? Depois de montar a mala cápsula e viajar, será que tudo funcionou? Qual foi o saldo das menos de 40 peças que foram com elas? E como faz pra não lavar roupa? A Fe fez um balanço disso tudo no nono episódio e convidou as desafiadas pra contarem um pouco sobre as suas experiências com malas cápsulas. E, claro, que a Fe não ia perder a oportunidade de desafiar mais uma parceira: a Thais Stevin, do Projeto Route, foi até a Califórnia e encarou o desafio de viajar com o mínimo de roupa possível. Quer saber como ficou tudo isso? Dá um play

 
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Impactos da indústria da moda no meio ambiente

Se você tá por aqui pelo Desafio Armário Cápsula, já entendeu como é fundamental esquecer esse mantra furada do look do dia, das tendências e de que comprar é o melhor remédio. Nada disso! Mas se ainda não se convenceu, o sétimo episódio da websérie vai te mostrar com números, informação e nada mais, nada menos do que pesquisadora de moda e sustentabilidade e fundadora do Modefica, Marina Colerato. Rolou um bate-papo muito bacana com duas empoderadas no assunto e uma troca linda de quem quer mudar o mundo também pelo modo de vestir.  Dá um play!   

 
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+ TOP 5 documentários sobre moda e sustentabilidade

A Fe Cortez já indicou aqui alguns documentários pra gente repensar o impacto da moda e do consumo desenfreado que é estimulado por ela. Mas a gente quer atualizar essa lista pra você se engajar cada vez mais na pegada ambiental do armário cápsula. No episódio dessa semana da websérie Desafio Armário Cápsula, a Fe falou sobre os impactos negativos da indústria da moda pro meio ambiente e como precisamos repensar o consumo pra ontem! Se você ainda não viu, corre pra dar um play   EPISÓDIO  

  1. True Cost

Bom, o documentário #1 se mantém!

O obrigatório True Cost foi dirigido pelo Andrew Morgan e fala do impacto da moda pro planeta e como isso se relaciona com o preço das roupas que vêm diminuindo a cada ano. O tapa na capa sugerido pelo documentário, também fala do papel da moda descartável hoje e como somos consumidores assíduos dessa política sem refletir sobre ela. True Cost é uma referência e deve ser visto e revisto por todo mundo.

2. Desacelerando a Moda

O baixista da banda britânica Blur, Alex James, apresenta o documentário Desacelerando a Moda, em que conta como ele e a família mudaram radicalmente os hábitos depois que começaram a se questionar sobre consumo. O filme é super informativo e bem humorado ao questionar o conceito do que é fashion e as consequências da indústria pros nosso recursos naturais. Alex lamenta a nossa falta de conexão com o que vestimos e questiona sobre como é interessante pra indústria que não saibamos o processo de produção das nossas roupas.

3. Sweatshop

Em tom mais investigativo, o Sweatshop é dureza! Vale pegar um guardanapinho de pano pra deixar por perto, porque é chororô na certa. Quatro meninas que trabalham no ramo da moda vão atrás das condições de trabalho dos funcionários que fabricam peças de roupas de grandes lojas de departamento pelo mundo. Focadas em visitar fábricas no Camboja, as meninas são recebidas com hostilidade e são impedidas de entrar em quase todos os lugares de trabalho, mesmo quando as lojas garantem que são abertos à visitação. O documentário é bastante sensível e escancara uma parte bastante desumana da indústria.

4. Entrevista Stella McCartney

Vale também dar uma olhada na entrevista maravilhosa que a Lilian Pacce fez com a musa da moda sustentávelStella McCartney. A estilista é filha do ex-beatle e lidera, junto com a irmã e o pai, a campanha do Segunda sem Carne lá fora. Ela tem uma relação linda com as peças que produz e sempre reforça que a moda sustentável precisa ser desejável e atrativa pra competir com os gigantes da indústria. E, claro, que ela trabalha pra que isso seja acessível pra todo mundo.

5. TEDx Orsola de Castro

E como a gente adora um TED inspiracional, vamos fechar esse post com a fala da Orsola de Castro,  co-fundadora do movimento Fashion Revolution, criado pra repensar as condições de trabalho garantidas pela indústria da moda depois de um trágico desabamento de uma fábrica em Bangladesh. A ideia é repensar a produção da roupa desde o seu início e restabelecer a nossa relação com o que vestimos. No TED, a Orsola fala sobre a esperança em uma moda “verde”, a sua confiança na reciclagem, no upcycling e de um novo comportamento de consumo.

 
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Marcas e sustentabilidade

Nós já estamos quase que cansados de falar que a moda é uma das indústrias mais poluentes do planeta.  Além do uso desenfreado de toneladas e mais toneladas de recursos não renováveis, menos de 1% da produção de uma roupa é reciclado em uma nova peça. O equivalente a um caminhão de lixo têxtil é descartado no mundo por segundo. Os dados são alarmantes. No episódio dessa semana do Desafio Armário Cápsula, a Fe Cortez contou tudo e um pouco mais sobre os impactos da moda pro meio ambiente. Se ainda não viu, é só dar o play aqui:

 

Mas o que podemos fazer para contornar essa situação? Acreditamos que a melhor solução seja através do consumo consciente, ou seja, saber de onde veio o que você compra. Quem fez? Como chegou até a loja? Qual o propósito da marca que você está comprando? Outra solução bem legal é valorizar a produção artesanal e local :) Por isso preparamos uma super lista de marcas incríveis e com iniciativas sustentáveis e eco friendly. Acreditamos na força coletiva e colaborativa pra transformação desse cenário tão preocupante dos impactos negativos da moda pro nosso planeta. Anota aí!

AHLMA

@ahlma.cc

A Ahlma se define como uma marca que vai além da marca: um movimento que por meio do autoconhecimento e do cultivo de uma comunidade de parceiros, produtos e fornecedores, busca soluções mais férteis para tudo aquilo que transforma. Com 90% das suas roupas feitas a partir de tecidos recuperados(tecidos que estavam parados nos estoques das fábricas), a empresa reforça em seu discurso que o consumo desenfreado de hoje adoece a natureza. Além de uma linha própria, a Ahlma também funciona como uma multimarca e valoriza o trabalho de pequenos produtores e produtores locais, não contribuindo com a produção em larga escala. Todos os parceiros da marca precisam ter algum viés ligado à sustentabilidade. 

ZEREZES

@zerezes

A Zerezes é uma marca carioca pioneira na produção de óculos feitos a partir de madeira reaproveitada. Nascida em 2012, o respeito com a matéria prima e as pessoas envolvidas em seu processo de produção são dois pilares importantes na empresa. A marca opta por um design que estimule a longevidade de seus produtos, apropriando-se de materiais de baixo impacto ambiental e alto impacto sensorial.

BIOART

@bioart

A Bioart nasceu em 2010 tendo como foco principal a sua distinção no mercado de cosméticos. Com ingredientes orgânicos e a base de vegetais, a marca pensa em cada detalhe que compõem seus produtos, tornando-a referência em biocosméticos no Brasil. Suas eco-make ups à base de argila especial e bioativos selecionados, oferecem maquiagens e linhas de tratamentos bionutritivos com elementos naturais, orgânicos, saudáveis e veganos. Tudo isso sempre alinhado com a consciência em estimular a preservação da vida animal e ambiental. Ah! E tem mais! Todas as embalagens são recicláveis e/ou reutilizáveis.

ODYSSEE

@odyssee_br

A Odyssee nasceu em 2015 quando a Fernanda Nicollini, fundadora da marca, terminava sua graduação em design de moda. Para seu projeto final, deveria desenvolver uma coleção sustentável. Durante a sua pesquisa ela concluiu que seria interessante trazer materiais inusitados para dentro do universo da moda. Foi aí que ela encontrou nos resíduos eletrônicos a perfeita combinação. A Odyssee começou como uma marca de acessórios de moda e atualmente abre diálogo para inúmeros assuntos e linguagens, trabalhando com arte, educação, oficinas e palestras a respeito da reutilização de resíduos eletrônicos, upcycling e transformação de materiais descartáveis em bens de consumo. A Fernanda conta que a constante transformação da empresa, proporciona também um discurso que questiona a relação do pertencimento a partir do consumo: O trabalho é 100% artesanal e cada peça leva cerca de 5 dias para ficar pronta.

EMI BEACHWEAR

@emi.beachwear

A Emi surgiu há dois anos quando Anna Luiza Vasconcellos, recém-formada em design de moda, começou sua pesquisa sobre tecidos biodegradáveis com o intuito de abrir uma marca de cangas. A paixão pelo beachwear veio dos seus últimos dois projetos da faculdade: ambos ligados à moda praia. Com estampas lindas e exclusivas, todos os biquínis e maiôs da Emi possuem poliamida com elastano em sua estrutura, que é um material que permite que a peça seja decomposta em até 4 anos após ser descartada. Tecidos sintéticos, no geral, se decompõem em 120 anos.

MIG JEANS

@migjeans

A Mig Jeans é uma marca de upcycling que transforma jeans em desuso em uma nova peça. Tudo isso feito a partir de aplicações customizações, tingimento, bordados etc. A marca abre para o cliente uma possibilidade com três vertentes:

  1. Comprar uma peça já desenvolvida e pronta.
  2. Doação de peças em troca de desconto.
  3. Compra do serviço Mig Jeans: Levar sua peça de casa e junto com a equipe, pensar em uma nova história para aquele produto.

Todo serviço que a marca oferece é voltado para a ressignificação e valorização daquilo que já existe, estimulando cada vez menos o consumo desenfreado.

 INSECTA SHOES

@insectashoes

Nascida em 2014 e consolidada no mercado em 2016, a Insecta Shoes, da Bárbara Mattivy, é uma marca de produtos ecológicos e veganos. A Insecta é uma empresa que acredita no comércio justo e se baseia no diálogo, respeito e transparência e carrega com si o selo de Sistema Bcorp, que certifica sua preocupação com seu entorno (meio ambiente e pessoas envolvidas). Responsabilidade social e ambiental são dois pilares que nasceram com a Insecta e todo o trabalho da marca está diretamente ligado a isso: desde o material utilizado na produção dos sapatos e mochilas até o conceito das coleções.

BOSSA PACK

@bossapack

A Bossa Pack é uma marca que incentiva o consumo consciente, promovendo a produção local que é 100% brasileira e feita com tecidos 100% reciclados. Nascida no Rio, a Bossa acredita e encoraja toda iniciativa colaborativa, trabalhando com artistas, designers e artesãos que representem a brasilidade. Feitas somente com materiais ecológicos e reciclados a marca é despojada, urbana, cool, confortável e prática, ou seja, a cara do Rio né?

TUCUM BRASIL

@tucumbrasil

A Tucum é dona de um trabalho incrível e muito singular. Além de cocas e cestas decorativas, a Tucum também faz acessórios fenomenais. Tudo feito artesanalmente: é arte indígena e design sustentável! A marca tem como missão valorizar e promover a arte das populações indígenas e tradicionais do Brasil, gerando renda para essas comunidades parceiras. Essa troca se dá através de parcerias sólidas sempre pautadas pela ética, pela legalidade, pela sustentabilidade e pelo respeito às realidades locais: “Nosso interesse está especialmente nas dinâmicas próprias com que cada povo interage traição, inovação e sustentabilidade, incorporando elementos contemporâneos de outras culturas na criação de peças únicas e exclusivas”. 

Nó Atelier

@atelier_no

A Nó é uma marca de peças únicas. Cada criação parte de roupas selecionas em brechós. O estilo original, o tecido, a cor, a estampa – tudo emana um processo singular de reconstrução de moda, de apropriação estética e de interferências que confere vida nova ao que havia sido descartado. A designer e dona do atelier, Maria Clara Iório, está na Itália estudando Moda sustentável e retomará as atividades da marca em 2019. Volta logo Maria Clara! Aguardamos ansiosos!

Ah e tem mais! A Vivi Cardinali visitou a Mumo, uma marca que, além  de ter a preocupação sobre como diminuir os impactos da produção têxtil no planeta, ela também usa essa causa como inspíração para desenvolver as coleções. Para eles causas sociais e ambientais são tão importantes quanto o próprio produto. Dá uma olhada no vídeo que a Vivi fez com a marca para o canal dela.

 
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O que pode e o que não pode num armário cápsula?

A Fe Cortez e uma galera muito legal toparam fazer o armário cápsula, esse desafio começou há 1 mês. Por isso começaram a rolar várias perguntas, baseadas em pequeno desafios do dia-a-dia que essa galera amada está enfrentando.  Como além de consultora de imagem e estilo pessoal eu também tenho um cápsula, desde 2016, estou aqui pra pegar na sua mão e deixar as coisas mais fáceis. Primeiro, vale dizer que, o cápsula é um caminho de autoconhecimento. Para mim foi – e ainda é - sobre (i) o que a gente realmente gosta, (ii) do que a gente realmente precisa e (iii) como manter o que temos, cuidar com mais amor, num mundo com obsolescência programada. Sim, para mim foi um choque me deparar com isso no mundo da moda. Preparei esse texto com muito carinho pra te ajudar a enfrentar as dificuldades e dúvidas que tive e fazer do seu caminho, mesmo necessário, mais leve. Pode adicionar roupas? Pode tirar? Para iniciar esse tópico cito uma frase que aprendi com uma das minhas professoras de consultoria de imagem e estilo: “A gente não é árvore, a gente é rio. Ninguém é, tá todo mundo sendo” Tão óbvio, mas tão esquecido. A gente não é nada estático, então claro que pode editar essas peças. Editar é o que chamo de reavaliar, que pode acontecer em algumas ocasiões:

  1. Deixar o que realmente fez sentido e tirar o que não faz. E essa reflexão é feita periodicamente, ou pode rolar sim de você sair com uma peça de roupa que não curtiu tanto naquele dia e reavaliar a permanência dela no seu guarda-roupa no dia mesmo. Eu, particularmente, gosto de dar mais uma chance sempre, mas vai de cada um.

Gosto também de, de 6 em 6 meses, parar e olhar para o meu guarda-roupa com carinho, fazer novas combinações, tirar o que não faz sentido. Ou seja, pode ser assim também. Por período.

  1. Usou tanto uma peça que ela precisa ser substituída. O cápsula te proporciona isso, você usa muito, muito muito cada pecinha de roupa que tem, ela vai envelhecer, vai desgastar e um dia vai precisar ser substituída. Eu sou das que deixa a peça morrer, mas quando percebo isso, já vou ficando com radar ligado nas lojas ou mesmo nos brechós para substituir essa peça.

E se eu ganhar alguma coisa de presente? Aceite, claro. Não é porque você tem um cápsula que vai virar uma pessoa mal educada. E comigo aconteceu algo interessante, quando eu fui pra TV contar que meu guarda-roupa cabia numa mala de 23 Kg ganhei roupas. Sim, acho que as pessoas ficaram preocupadas comigo... E lidei da seguinte forma:

  1. Avaliei o que gostei e o que não gostei, quando deu pra trocar, eu troquei. Recomendo que essa avaliação aconteça com uma certa rapidez para não perder o prazo de troca. Não procrastine isso
  2. Avaliei se aquela peça cumpria o mesmo papel que alguma outra peça do meu guarda-roupa. Se sim, eu deixei na minha reserva, se não coloquei pra uso, sem peso na consciência que ia sair do meu número de peças. O processo é pra ser leve e não um peso.

Depois de um tempo eu parei para analisar se aquela peça que entrou, acabou substituindo naturalmente uma outra peça. Eu não acredito em ser binária num guarda-roupa. Não necessariamente uma camiseta branca é substituída por outra, entende? Então vale avaliar aqui que outra peça, essa nova que entrou acabou substituindo no uso, mesmo que não seja igualzinha ou muito parecida. Lembrando que toda a peça que sair precisa ter destino! E não é o lixo comum, já tem post aqui no Menos 1 Lixo sobre isso. Ah! Mais uma recomendação, divirta-se no processo sempre. Então não pode ser chato! É pra ser leve e não um peso que você tem que cumprir uma lição matemática, porque vai fazer prova depois hein! Já editei meu guarda-roupa 4 vezes nesse período de cápsula e sei que vou continuar editando, a vida é assim, fluida e minha recomendação é que seu processo com o cápsula seja também. Tá perdidx? Baixa o planner do Desafio Armário Cápsula pra saber o passo a passo do processo e se inscreve na nossa newsletter pra receber conteúdos exclusivos. A Fe revisitou o armário dela depois de 1 mês, dá um play pra ver com foi

 
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Josy Ramos e Ray Neon | as convidadas da Fe pro Desafio Armário Cápsula

No quarto episódio da websérie Desafio Armário Cápsula, a Fe Cortez desafiou a atriz Ju Schalch e a blogueira Carla Lemos. Mas pensou que tinha ficado por aqui? Jamais! A Fe é inquieta e quanto mais meninas incríveis participam, melhor e mais bonito fica o desafio. No quinto episódio, ela visitou a Josy Ramos e a Ray Neon, duas digital influencers super autênticas e que vieram pra provar que o Armário Cápsula pode e deve ser muuuuito colorido. Quer ver? Dá um play 

 

Quer saber um pouco mais sobre as meninas?

Josy Ramos

Josy Ramos é stylist, modelo, digital influencer, cristã, feminista que ama falar de autoestima e empoderamento da mulher.  Em seu instagram, mostra a moda de uma forma descontraída e leve, contextualizando sua personalidade em looks divertidos e estilosos, deixando o básico e o minimalismo de lado (ser básica nunca foi seu forte). Por trabalhar em uma loja e ser consumista por tabela (já que ela não vai as compras, mas está sempre comprando em seu trabalho), a Josy decidiu encarar o desafio na tentativa de ter uma vida de consumo consciente e aprender a explorar ainda mais sua criatividade na hora de montar looks diferentes com as mesmas peças de roupas.

Ray Neon

"Meu nome é Raissa, mas todo mundo me conhece por Ray ou por Neon, apelidos que me acompanham desde os 13 anos, já que sempre gostei de chamar a atenção mudando toda a hora as cores do cabelo. Sou apaixonada por moda desde sempre e a minha teoria é que a vida é muito curta para ser uma pessoa só e trato a roupa como um parque de diversões de personagens que habitam em mim. E assim, sempre fui brincando com as roupas, desenhando, modelando e costurando (e muito mal) tudo o que eu queria e as lojas não me ofereciam.

Depois de me formar no técnico em produção cultural, resolvi engatar na faculdade fazendo design de moda e jornalismo, porque eu queria ser a Miranda Priestly, do Diabo veste Prada - só que na versão zona norte acordando 4:30 - Ai começou essa jornada de fazer duas graduações, estagiar (os boletos precisam ser pagos né), fazer cursos e, de todos, o mais importante, aprender a me amar. Quando entrei para a faculdade de moda, entrei junto no meu processo de empoderamento do corpo gordo em um mundo onde ele é invisível. Assim, me engajei na luta e tento ajudar outras mulheres a começarem uma revolução no mundo amando seus corpos."

Por Ray Neon

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Já pensou em alugar as roupas pro seu dia a dia?

Já falamos sobre aplicativos e projetos que você pode recorrer na hora de se desfazer das roupas que você não quer mais. Mas já pensou no hábito poderoso do aluguel de roupas pro dia a dia pra colocar em prática essa nossa (nova) relação com a moda e a sustentabilidade? Já ouviu falar em armário compartilhado?   A Fe conheceu esse formato quando gravava o Menos é Demais, e se encantou. Funciona assim: basicamente você paga uma mensalidade e tem acesso a várias roupas. De acordo com a sua mensalidade, você tem direito de pegar X peças/mês, usar e depois é só devolver. É uma maneira prática e sustentável de se vestir sem consumir novas matérias primas. Quer ler o texto completo dela? Vem!

Lucid Bag

O guarda-roupa coletivo pensado pela Luciana Nunes foi o primeiro desenvolvido no Brasil e ficou na Malha durante 1 ano. Hoje ela dispõe de um armário compartilhado online e alguns itinerantes em eventos específicos como palestras, feiras e congressos.   É só ficar ligado nos encontros de empréstimos que acontecem pelo Brasil todo e se inscrever. Ela anuncia tudo pelo instagram. Você leva algumas peças suas pra trocar por outras do armário, desfazendo a troca no encontro seguinte. Toda vez que alguém pega a sua peça emprestada, você pode também selecionar alguma do acervo pra você. O projeto tem 2 anos e funciona perfeitamente, com um cuidado dos usuários com as peças e na devolução de todas elas em perfeito estado.

Mag Magnólia

A Fe Cortez conheceu o projeto quando foi até a Malha gravar o terceiro episódio da websérie Desafio Armário Cápsula sobre o carnaval. A Mag Magnólia é um armário compartilhado que permite a troca de peças incríveis, garimpadas ao redor do mundo e em perfeito estado sem precisar ir às lojas, comprar mais roupas e alimentar ainda mais a poluição causada pela indústria têxtil. E o melhor: sem o acúmulo de roupas no seu armário. O empréstimo funciona da seguinte maneira: basta criar uma conta e escolher um tipo de  assinatura, pagando um valor fixo por mês (algumas peças, você também pode pegar emprestado uma única vez, sem se comprometer com um plano mensal). Cada plano te dá o direito de um determinado número de peças. Depois de escolher, é só fazer o check out no carrinho de compras e informar se prefere receber em casa pelos Correios, retirar em um ponto Easy Post ou no espaço físico. Assim como a entrega, a forma de devolução também é definida no check out. Todos os armários compartilhados têm um acervo a partir da doação das roupas pelos usuários, e na Mag essas peças são convertidas em pontos para serem usados dentro da loja. Ou seja, quanto maior a troca, maiores são as possibilidades. O acervo é baseado na moda circular e no reaproveitamento: a Mag recebe o desapego, avalia as peças e concede crédito de até 60%  que podem ser usados pra compra, empréstimo ou consultoria de estilo.  Para clientes cadastrados o tempo do empréstimo de uma peça é de 30 dias. Para aqueles que desejam pegar emprestado uma única vez, uma semana. E eles ainda oferecem um serviço de consultoria de estilo com duração de 2 meses pros que querem se redescobrir totalmente. Quer saber mais sobre como funciona?

  • A Mag aceita roupas e acessórios femininos, exceto sapatos, pijamas, roupas de banho e de ginástica.
  • A avaliação é baseada no estado de conservação, tipo e qualidade da peça, marcas não são relevantes.
  • As peças devem ser entregues lavadas e em boas condições, as que precisarem de lavagem (manchas, mofo, cheiro de guardado) ou de ajustes (costura, reformas) não valem créditos.
  • Peças que não derem "match" com o acervo serão encaminhas para doação em instituições parceiras da Mag e também não valem créditos.
  • Os desapegos podem ser entregues noespaço físico localizado na Malha (R. General Bruce, 274 - São Cristóvão), terça à sexta de 12:00 às 18:00, ou no Polo Coworking (R. Carlos Machado, 197, 2o. andar - Barra Tijuca), segunda à sexta de 9:00 às 18:00. Também dá pra combinar com eles um ponto de encontro pra coleta.

Curtiu a ideia? Compartilhar um armário é um passo lindo pra uma relação sustentável com a moda, mas ainda tem aquele medinho de enjoar das peças, ou do cápsula ser pouco pra você. São várias peças diferentes sem consumir matéria-prima nova, o que re-significa um mundo de possibilidades pra se vestir.  A forma que consumimos está em constante mutação, então por que não abraçar formatos que não estamos acostumados pra que a gente construa um feito de conscientização muito maior? Você participa de algum armário compartilhado? Conta pra gente! Se não, que tal experimentar?

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Reciclável x Reciclado | poliester

2018 já começou com um assunto super importante pra conectar estilo de vida e sustentabilidade. A Fe Cortez decidiu se desafiar a viver com um armário cápsula para mudar a sua relação com a moda e propor um debate sobre os impactos dessa indústria no meio ambiente e nas nossas condições de consumo. E então surgiu a oportunidade de falarmos sobre o poliéster na série Reciclável x Reciclado dessa semana. 

O poliéster é plástico. É uma fibra sintética feita de termoplástico igual às garrafinhas PET. Ele foi inventado na década de 1940 por dois químicos britânicos, mas foi só em 1960 que a produção dessa fibra ganhou a indústria garantindo espaço de 30% em toda a produção têxtil norte-americana naquela época. O poliéster foi recebido como um tecido revolucionário, já que trazia mais resistência pras roupas e conforto pra quem vestia. Hoje ele é super popular na confecção de calças e camisetas e metade de toda a produção têxtil do mundo é feita com poliéster.

E é reciclável? Sim, o poliéster é reciclável e pode, inclusive, ser transformado em garrafinhas PET (o contrário também pode!). O problema é que o poliéster é frequentemente misturado com fibras naturais pra dar um toque mais suave às roupas e a mistura das fibras inviabiliza o processo de reciclagem pela dificuldade da separação dos materiais.

A gente não tem acesso à taxa de reciclagem do poliéster, mas no Brasil, só 51% da PET é reciclada. Levando em consideração que dificilmente descartamos roupas de forma correta… esse número deve ser bem mais baixo pras roupas de poliéster, né? Segundo o Ecycle, o custo do poliéster reciclado é 20% mais caro do que a matéria virgem e de menor qualidade, dificultando ainda mais a reciclagem.

As roupas feitas de poliéster são responsáveis por várias reações alérgicas, porque não deixam a pele respirar. É o tecido mais barato de todos e gasta 4xmais energia do que a produção do algodão orgânico. E se é plástico, não é biodegradável, né? Além disso, o poliéster solta aquelas micro partículas que vão parar nos oceanos, os microplásticos!

Eles contaminam todo o ecossistema marinho e já são uma tragédia muito próxima: em 2050 vai ter mais plástico do que peixe nos oceanos. E as nossas roupas também vão contribuir pra isso.   Nós já falamos aqui que a indústria da moda produz 150 bilhões de peças por ano, o equivalente a 20 peças pra cada pessoa no mundo! E cada uma delas é usada, em média, 7 vezes até o descarte. Então, ainda que o poliéster seja reciclável, ele é um resíduo que demora até 400 anos pra sumir da natureza.

Além disso, pra garantir a reciclagem, muitos passos devem ser feitos, desde não misturar as fibras na produção até o descarte correto no pós consumo. Faz sentido comprar roupas que podem impactar tão negativamente o meio ambiente por tanto tempo? É isso que você quer comunicar ao se vestir? É super importante revermos a nossa relação com o que vestimos e isso também implica na reflexão do material das peças do nosso armário. Somos co-responsáveis por esses números.

Se você quer saber mais, se inscreve na nossa newsletter aqui pra receber toda semana um conteúdo muito bacana sobre consumo consciente e também se inscreve no nosso canal aqui, que tá rolando uma websérie exclusiva sobre moda e sustentabilidade, com a montagem do Desafio Armário Cápsula da Fe. Dá uma conferida pra saber os motivos da decisão dela e como é fundamental esse movimento.

 
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Como guardar roupas (e as fantasias!)

Se você tá por dentro do processo do Armário Cápsula, já tá sabendo que as roupas que você ainda quer, mas que não entraram na seleção são importantes pra evitar a compra de novas peças quando o armário precisar de uma ou outra reposição. As peças afetivas, como aquele vestido de formatura que você quer guardar, mas provavelmente não vai usar outra vez também ficam, mas precisam ser guardadas. E, claro, que isso também vale pras fantasias de carnaval desse ano (e dos anteriores) que você não vai descartar pra reutilizá-las nas próximas folias. Mas pra tudo isso funcionar, é super importante saber como guardar as roupas. Quem nunca deixou aquela pilha de camisetas no armário que foram danificadas por traças? Ou destruídas pelo mofo? Mas sem pânico! A gente vai dar algumas dicas simples que vão te ajudar no processo de durabilidade das suas roupas guardadas, evitando que no futuro elas virem lixo. Isso não pode, certo?

Lave antes de guardar

A primeira dica é sempre lavar a roupa antes de guardar, especialmente se a peça for branca. O processo aumenta significativamente a durabilidade da roupa.

Deixe a roupa respirar

As fibras precisam respirar e, claro, precisam de espaço pra isso. Sabe aquela tática de deixar o armário aberto pra ventilar? Ou aquela pequena ventilação nos armários antigos? É por isso. Vale sempre investir em abrir o armário uma vez por semana e guardar as roupas em saquinhos de tecido, nunca de plástico.

Cuidado ao embalar as roupas

Já falamos sobre os sacos a vácuo aqui, mas quando puder, sempre opte pelos de algodão, já que a fibra deixa o oxigênio entrar ao mesmo tempo em que protege do pó e das manchas. Dê preferência a sacos escuros pra evitar que a luminosidade desbote a peça.

Traças e MofoJá falamos

sobre uma técnica muito legal (e natural!) pra evitar as traças: colocar grãos de cravo da índia ou folhas de louro entre as peças. Ou um pote de vidro com bicarbonato de sódio pra evitar o mofo no armário.   Mas a Vivi deu uma dica de ouro aqui sobre o mofo, especialmente pra galera que mora perto da praia. Roupas penduradas duram mais do que em gavetas (já que aqui, elas ficam mais apertadinhas e com menos ar) e a dica é colocar um giz em um saquinho e pendurar cada um em um cabide. Ele absorve o mofo que seria absorvido pela roupa e ainda dá pra lavar o giz pra usar de novo depois! 100% reutilizável, amigo do meio ambiente e muito melhor do que comprar aqueles antimofos industrializados (e que vêm no plástico!).

Roupas brancas

Quer uma dica extra pras roupas brancas? Depois de lavar pra guardar, não junte as peças brancas com as coloridas. E, quando bem sequinhas, coloque as roupas brancas envolvidas em um papel de seda ou um TNT azul! A cor bloqueia a luminosidade e evita que a roupa branca fique amarelada.

Sabe mais alguma dica? Conta aqui! E lembra de marcar a nossa hashtag #desafioarmariocapsula pra gente não perde nada do seu processo também.  

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Como Montar a Sua Mala Cápsula?

Uma mala cápsula nada mais é do que uma mala compacta, no máximo uma mala de mão para viajar. Eu garanto que uma mala cápsula bem feita pode durar dias infinitos de viagem, claro, levando em consideração o acesso a locais para lavar as suas roupas ;)   Antes de preparar qualquer mala, cápsula ou não cápsula existem dicas valiosas, que são:

  1. Avalie as atividades que terá durante a viagem – vai à trabalho? À passeio? Vai caminhar muito? Pouco?Pode parecer óbvio, mas vale a reflexão. Senão você leva salto pra onde não vai usar ou não leva pra onde deveria, por exemplo.
  2. Escolha uma paleta de cores, isso vai te ajudar a já fazer um primeiro filtro no armário. Assim vc vai escolher intuitivamente as peças que estão naquela paleta de cor, mesmo as estampadas. O que vai ajudar no processo de montagem da mala.   

 

  • Temperatura Mesmo para viagens longas vale a pena olhar e fazer uma tabela guia com as temperaturas médias do lugar (ou de cada lugar – para viagens tipo mochilão) que vai.

Depois desse plano inicial, vamos ao check list de verão. Ah! Vale seguir as dicas que eu já dei sobre o guarda-roupa capsula! Principalmente o quanto você ama e sabe que cada peça que quer levar funciona pra você, se no cápsula não cabe peça que um dia talvez eu vou testar, acredite, a viagem definitivamente não é o lugar para esse teste.   Logo, se você já tem um armário cápsula vai ficar mais fácil ainda escolher o que levar!   Para viagens curtas, de no máximo 7 dias, verão: 1 vestido leve 1 macacão leve 1 shorts ou saia 5 blusas (pense em peças diferentes entre si, como 1 camiseta de corte mais básico, 1 camisa – que possa ser usada inclusive na praia, 2 tops para sair, 1 blusa mais arrumadinha) 1 casaquinho leve de malha 2 biquínis que podem ser coordenados entre si 1 chinelo 1 sandália   Para viagens longas, mais de 20 dias, verão: 3 vestidos leves 1 macacão leve 2 shorts 1 saia 9 blusas (pense em peças diferentes entre si, como 3 camisetas de corte mais básico, 2 camisa – que possa ser usada inclusive na praia, 2 tops para sair, 2 blusas mais arrumadinha) 1 casaquinho leve de malha 1 coletinho leve 2 biquínis que podem ser coordenados entre si 1 chinelo 1 sandália 1 tênis ou um sapato fechado, como sapatilha, por exemplo – se realmente for usar ☺   Alguns detalhes legais:

  • Peças como vestidos e macacões são ótimos para montar malas cápsulas porque podem ser usados tanto sozinhos, quanto combinados com outras peças. Eles servem como parte de cima e também de baixo, se ele puder ser usado de baixo de shorts ou saias, por exemplo.
  • Minhas sugestões de mala sempre levam em consideração o máximo aproveitamento das partes de cima, ou seja, tops, camisetas, camisas e mesmo os vestidos e macacões, porque costumam sujar mais e porque algumas pessoas se importam de repetir muitas vezes as partes de cima da roupa. Se você não se importa em repetir, pode diminuir ainda mais o volume da sua mala. Ah! Vale considerar fazer o meu desodorante de roupas, clique aqui, e com certeza certifique-se que poderá ou não lavar suas roupas – lembrando que dá para lavar roupa até no chuveiro do hotel, basta lembrar de levar um sabão de coco (corte um pedaço daquele grande, sabe?), que você pode usar pra lavar o cabelo tb, sim sim, na nécessaire ;)

Obs: Eu falo uma versão mini do desodorante para viagens ☺

  • Lembre-se que você também vai viajar (o dia da viagem mesmo) com  um look montado com peças consideradas na lista ;) Ah! E uma ótima dica é um sapato vai na mala e outro calçado no seu pé.
  • Hierarquize a ordem de uso das peças, por exemplo, se você vai usar uma camisa numa noite, considere usá-la como saída de praia no dia seguinte, ou no próximo, mas não antes. se for a camisa que você usou na viagem, essa peça de parte de cima será a primeira a ser usada pós praia.
  • Essa mala foi pensada para o verão. Para adaptar para o inverno basta mudar o que coloquei como levinho para quentinho ☺ eu fui com uma mala assim para o Ushuaia, só que ao invés de levar colete leve, levei para neve, casaquinho leve, levei casacão. Além disso acrescentei segundas peles.
  • Vale lembrar que cada peça que coloquei no check list foi pensada para o geral e pode ser adaptada para o estilo de vestir de cada um, por exemplo, coloquei uma sandália, se ela vai ter salto ou não você que vai escolher, porque o que vai influenciar é o seu estilo e as atividades que terá durante a viagem. Se o chinelo que vai levar vai ser simples ou com brilhos? Mesmo caso. Pode ser que você prefira um tênis e não a sandália, tudo bem tb!

Não entrei em itens como lingeries, meias, higiene e beleza, mas pode ficar tranquilx que sobrou espaço na mala de mão para todos esses ítens! Ah! Consideramos também estadia em hotel, sem levar toalhas e roupa de cama, mas caberia tb ;) Sempre vale a dica de incluir acessórios como lenços levinhos, brincos, colares e pulseiras, que mudam completamente um look. Ah! E pense na versatilidade dos sapatos, já que eles deverão ir para o máximo de ocasiões. Se você for para uma viagem de trabalho e lazer, por exemplo, leve um que sirva tanto para trabalhar, como para sair. Lembre-se sempre que o pulo do gato é ter peças que combinem entre si sempre, monte os looks antes, fotografe em cima da cama ou você com os looks. Ah! E divirta-se no processo e na viagem, sempre. ☺

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Como passar o carnaval com o armário cápsula?

Ei! Que tal um desafio dentro do desafio? O carnaval é uma época incrível, com brilho, paetê e fantasias que deixam a gente feliz pra caramba, né? Já falamos sobre as purpurinas amigas do meio ambiente, já deu olhada? Clica aqui. Acabaram as desculpas pra usar microplástico na folia, combinado?   Mas quem não tem aquela mala cheia de fantasias de milhões de carnavais? Pois é! Vamos aplicar o conceito do consumo consciente também pras datas festivas? Simmmm! Pensando nisso, convidamos o Pedroca que fez aquele vídeo maravilhoso do Desabafo Blogueira ecológica pra participar do desafio #1fantasiapor1semana! E convidamos a Bruna Abreu, figurinista que tem um projeto bacanérrimo de arte com fantasias de escola de samba que iriam pro lixo, pra montar uma fantasia glamourosa pra ele pular os bloquinhos por aí só com upcycling! Já tá roendo as unhas de curiosidade? Dá um play aqui:

 

Curtiu? Que tal encarar esse desafio também? A dica número 1 é simples: escolha uma fantasia leve e que seca rápido.  Daí você chega do bloco, lava, pendura e pronto! Não tem necessidade da gente ficar trocando de fantasia todos os dias e escolher uma roupa prática e levinha também ajuda no calor e te dá muito mais disposição pra pular o carnaval. Vale mesmo é investir na maquiagem e na purpurina biodegradável. Você ainda desenvolve a sua criatividade e se destaca por aí.

A Bruna montou uma fantasia super versátil pro Pedroca reaproveitar todos os acessórios. Mas os acessórios não dá pra lavar, né? Mas dá pra deixar eles bem limpinhos e cheirosos com o super power desodorante de roupa. É só misturar metade de água com ¼ de álcool e ¼ de vinagre (também rola colocar algumas gotinhas de óleo essencial que você quiser), borrifar e esperar secar. Enquanto seca a fantasia, secam os acessórios. E quando você acordar no dia seguinte já vai tá pronto pra pular o carnaval sem precisar escolher uma nova fantasia nem impactar negativamente o planeta consumindo mais e mais fantasias em todo o carnaval que começa.

Bora economizar tecido e planeta e ter mais roupa por mais tempo? Tem mais dicas? Manda pra gente! E não esquece de marcar a hashtag #desafioarmariocapsula

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Top 5 site e apps pra se desfazer das roupas

Essa semana rolou o segundo (e tão esperado!) episódio da websérie Desafio Armário Cápsula: a montagem! E como será que ficou o armário da Fe? Ela contou com uma super ajuda da Vivi Cardinali, consultora de imagem e estilo (com propósito)! Se você ainda não assistiu, dá um play aqui:

 

Muita gente fica na dúvida do que fazer com as roupas que não entraram no armário cápsula, e a gente falou um pouco sobre isso nesse texto aqui. E depois da triagem, sempre tem aquela pilha das peças que você não quer mais, então vamos pensar em um destino consciente pra elas? A moda está entre as 5 indústrias mais poluentes do mundo, e quando pensamos na quantidade de recursos que foram usados pra confeccionar tanta roupa que fica jogada num canto de armário, essa conta não fecha. A gente contou também que por segundo 1 caminhão de lixo têxtil é desperdiçado no mundo, indo parar em lixões, aterros, nos mares e oceanos ou sendo incinerados. Então a melhor coisa a fazer é que essa peça seja destinada para ter uma segunda vida útil, melhor ainda se for sendo usada por outra pessoa. Bora botar essa energia pra circular! A primeira sugestão é ver entre os amigos e a family se alguém se interessa por aquela peça, mas migs, vamos combinar de avisar pras pessoas pegarem só aquilo que vão usar? Do que adianta sair do canto do seu armário e ficar parada no armário do coleguina? Nada né. Se você já fez isso e ainda sobraram peças, a gente vai te propor um Top 5 sites e aplicativos pra você dar um destino à pilha do não.

  1. Enjoei

Já pensou em circular a energia vendendo sem sair de casa por esse Brasilzão? O Enjoei é um site super bacana e descolado que faz a mediação entre tudo o que você quiser vender, mas o bazarzinho de roupas é ainda o carro-chefe da galera. Você monta sua própria lojinha e pode compartilhar com seus amigos, a família e vender pra qualquer lugar que tiver um comprador! Você dá uma vida novinha pra aquela peça que nunca mais saiu do seu armário e que vai passar a ter outro valor pra alguém bem legal. Capricha nas fotos, seja camarada nos preços e manda ver na lojinha!

  1. Peguei Bode

Se você tem peças de luxo pra vender, sem desespero! O Peguei Bode foi criado pelas irmãs Gabriela e Daniela justamente pra quem não quer mais as suas peças de luxo e não sabe o que fazer com elas. Foi o primeiro site do Brasil dedicado a esse segmento e tem de tudo: sapatos, bolsas e, claro, roupas incríveis das maiores marcas do mundo. Rola uma troca de quem curte essa parte da moda e quer compartilhar essa indústria de desejo.

 
  1. Roupa Livre

Mas se você tá a fim mesmo é de trocar suas roupinhas por outras semi-novas, que acha que fazem mais sentido no cápsula pra chamar de seu, também não tem problema! O Roupa Livre é um aplicativo incrível que reúne uma galera disposta a trocar energia. São mais de 12 mil pessoas e a Vivi é uma das embaixadoras do projeto. O movimento é lindo e transforma a nossa relação com o consumo. Só não vale trocar a compra da loja pela troca no Roupa Livre, já que tem uma galera que tá ficando viciada em troca, e isso não é nada bom, e nada tem de consciente nesse consumo!

  1. Tem Açúcar

O Tem Açúcar funciona pra tudo! É um aplicativo que busca estimular a colaboração entre as pessoas que moram por perto, resgatando aquele hábito de perguntar se o vizinho tem açúcar, sabe? Então, dá pra trocar ou doar suas roupas com uma galera que mora pertinho de você, economizando ainda o preço dos correios e toda a poluição da entrega. É só postar o que você quer doar, e seu vizinho pega em mãos, é ainda uma ótima forma de fazer amigos nas redondezas. Legal, né?

  1. ReCiclo

E se você quiser doar tendo certeza que as peças terão destino correto, tem um projeto incrível da C&A: o ReCiclo. É um programa de coleta de roupas usadas (de qualquer marca!) pra que elas seja reutilizadas em novas peças. Eles fazem uma triagem e doam uma parte para projetos sociais, e a outra parte vai para upcycling e reciclagem. A roupa só precisa estar higienizada, nada mais! Não é maravilhoso? São 29 lojas da C&A que recebem, dá uma olhada aqui.

Então liga o som, ouve nossa playlist no Spotify feita especialmente pra esse momento pela DJ Mary Olivetti, e começa já o seu desafio do armário cápsula! Afinal, menos roupa faz muito mais sentido! E ó, não esquece de usar a #desafioarmariocapsula pra gente acompanhar todo mundo que tá fazendo, e cocriar um movimento lindo de moda mais consciente e sustentável. Vamos juntxs?

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O que fazer com as peças que não entraram no armário?

No segundo episódio do Desafio Armário Cápsula, a consultora de imagem e estilo (com propósito!) Vivi Cardinali ajudou a Fe Cortez a montar o Armário Cápsula pra valer! Já viu? Dá um play:    

 

Se você já tá no processo ou vai começar, certamente já se pegou pensando: “e o que a gente faz com o que não entrou no armário?”. Calma, a gente vai te ajudar!   Já explicamos como surgiu o conceito aqui e é normal que você separe uma pilha de roupas suas que você ama, mas que não selecionou pra esse primeiro armário. E tudo bem! Quando sentir necessidade, a ideia é mesmo poder revisitar algumas peças suas.   A primeira coisa que você vai fazer é separar as pilhas de: armário cápsula (aquelas que ficam na sua seleção do que mais tem a ver com você, e que funcionam entre si, com versatilidade pra te atender em vários momentos), não (aquelas que você decidiu tirar mesmo do armário), e eu amo mas não entraram (aquelas que você ama e não está pronta pra se desfazer, mas que não entraram na seleção). A primeira coisa é guardar essa pilha de roupas que você ama. Pode ser num baú, numa mala, em uma gaveta. O lance é você não ter acesso a elas com facilidade. Essas peças vão servir para você fazer "compras" quando estiver revisitando o que funcionou e o que não funcionou, ou pra substituir as peças que forem sendo muito desgastadas com o uso. De tempos em tempos você pode até revisitar essa seleção, quem sabe num segundo momento você nem ache mais essas roupas tão bacanas assim. Aí aproveita e faz uma segunda limpa :)

 Antes de  guardar as roupas, que tal colocar uns grãos de cravo da índia ou umas folhas de louro entre as peças pra evitar as traças? Rola até fazer um sachêzinho DIY! Também é legal colocar na gaveta/mala/baú uma cumbuca de vidro com bicarbonato de sódio pra evitar o mofo. E não esquece de lavar todas as peças antes de guardar, pra elas ficarem livres de bactérias e evitar manchas e deterioração. Você pode guardar algumas peças em embalagens a vácuo pra poupar espaço se achar necessário, ou pra lugares com muita umidade. Mas o ideal é que elas sejam de linho, lã ou algodão, tá? As mais delicadas podem ser danificadas.

Mas e as peças que eu não quero mais?

Bom, você pode convidar os seus pra fazer o armário cápsula com você e propor um bazar de troca com a pilha do “não” de todo mundo. Mas também dá pra vender, doar ou trocar com outras pessoas que também tenham esse objetivo. Existem vários aplicativos e sites legais pra isso.  A gente vai indicar alguns por aqui no domingo, fica ligado pra não perder.  Mas também dá pra doar tecidos e retalhos pra marcas que se comprometem à reutilização, já pensou nisso? Segundo o Fashion Revolution, mais de 80% dos resíduos têxteis que são descartados poderiam ser reutilizados, mas menos de 1% do material usado para produzir uma roupa é reciclado no pós consumo. Que tal fazer a diferença? Selecionamos alguns projetos que coletam tecidos, roupas usadas e até sapatos pra dar vida nova ao que muita gente acha que é lixo.

ReCiclo

Nós já falamos do ReCiclo, um projeto incrível da C&A de coleta de roupas usadas (de qualquer marca) e de retalhos que, depois de uma triagem, viram novas peças ou são doadas pra instituições sociais. São 29 pontos de coleta no Brasil todo, vê aqui.

Banco de Tecido

Outro projeto maravilhoso é o Banco de Tecido pra que pequenos, médios e grandes produtores possam trocar o que seria descartado durante a produção. Tecidos que  não foram usados, sobras, retalhos ou estoque, não importa! Segundo eles, 10% da produção têxtil vira descarte e a ideia é justamente que o banco solucione esse problema, servindo de conexão pra todo mundo que quer criar sem descartar. Você deixa seus retalhos por lá e pode recolher de outras pessoas, gerando novas peças sem utilizar matérias primas virgens. É um projeto de economia circular incrível e necessário.

Insecta Shoes

A marca gaúcha de sapatos veganos Insecta Shoes é uma das que usa e abusa do Banco de Tecido. Já falamos deles aqui no site do Menos 1 Lixo, são sapatos veganos e exclusivos sem material de origem animal. Os modelos unissex são feitos também de roupas usadas e a marca coleta sapatos no pós consumo e resíduo têxtil. O que não é usado diretamente por eles é enviado aos fornecedores pra confeccionar as palmilhas. Os retalhos também são destinados às instituições de confiança da marca ou ao Banco de Tecido. Pra doar é só levar em alguma loja física em Porto Alegre ou São Paulo ou enviar por correio, vê aqui. Quem doa ainda ganha uma ecobag de presente. A Insecta Shoes também usa PETs recicladas que viram tecido pros sapatos e em 2017 o balanço foi de 6.640 garrafas, além de 391,69m² de tecido reaproveitados.

Mig Jeans

Outra marca comprometida com a economia circular é a Mig Jeans que usa como matéria prima resíduos têxteis ou peças que já não são usadas pelos clientes. São três possibilidades: você pode comprar uma peça já customizada pela marca, pode doar as suas roupas ou retalhos em troca de descontos e permuta ou, ainda, pode entregar o que você não quer mais pra equipe da Mig Jeans que eles te devolvem uma nova peça com uma nova história. Tudo completamente reutilizado com uma logística de upcycling linda!

Meias do Bem

A campanha Meias do Bem da Puket é antiga e arrasa na proposta. O projeto recolhe meias em qualquer uma das lojas da marca pelo Brasil pra fazer cobertores e mais meias pra quem precisa. Vale meia rasgada, sem par, furada.. qualquer uma e de qualquer marca! As novas peças são doadas pra várias instituições sociais, todas elas listadas aqui. Desde o início da campanha em 2013, o projeto já reciclou 15 toneladas de resíduos têxteis que deixaram de ir para o lixo pra virar 30.000 meias e cobertores novinhos pra esquentar muita gente pelo Brasil.

Bora fazer parte dos projetos de economia circular que existem por aí? 1 caminhão de lixo têxtil é descartado por segundo no mundo. Já pensou se tudo isso pudesse virar novas peças recheadas possibilidades? Não existe fora! Vamos juntxs fazer a diferença? Conta pra gente como tá sendo o desafio pra você? Marca a hashtag #desafioarmariocapsula pra gente ver e vamos juntxs!  

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As regras de ouro do Armário Cápsula
Reprodução @ViviCardinali

Você pode achar que porque eu sou Consultora de Imagem e Estilo Pessoal (e com propósito!) pra mim o armário cápsula se enquadre apenas numa modalidade de trabalho e tudo bem. Mas é mais do que isso, para mim, um guarda-roupa cápsula representa mais tempo e energia para o que realmente importa (menos tempo gasto decidindo o que vestir / menos tempo gasto com compras, que acontecem em momentos pontuais e totalmente planejadas / menos cuidando de roupas / mais dinheiro para os meus sonhos + ajudar os outros) e menos dinheiro gasto em roupas que nunca seriam usadas de qualquer forma e mais contentamento e felicidade. A Fe Cortez se desafiou a ter um armário cápsula e pra você que embarcou com ela nesse desafio eu vim trazer algumas regras de ouro que te ajudarão nesse processo.

  1. Porque você quer fazer isso?

Se você não entender o porquê você quer isso pra sua vida, um armário mais funcional, nesse caso, o cápsula, vai ficar muito mais difícil cumprir o desafio. Eu coloquei os motivos que fazem sentido para mim, para você pode ser, como Fê que quer um olhar mais sustentável para o guarda-roupa, pode ser porque você quer ficar mais tempo com os seus filhos do que cuidando de roupas, pode ser porque simplesmente quer dormir uns minutos a mais de manhã e você viu no cápsula uma saída pra isso. Não importa, apenas se pergunte. Geralmente a resposta não sai no primeiro porque, você tem que insistir um pouco.

  1. Dê espaço apenas para o que ama e que funciona 100%

Num armário com poucas peças não tem espaço para “um dia talvez eu use isso”. Quando alguém me contrata para fazer um armário cápsula, eu gosto de recomendar o mesmo que recomendo para os clientes que me contratam para fazer uma mala de viagem, não é hora de testar se tal peça funciona. No cápsula e na mala só entra o que você ama ou funciona. Digo isso porque talvez você tenha que ficar com peças que não ama tanto assim, mas que funcionam muito bem na sua vida. Nada de jogar fora, ou tirar do guarda-roupa para gerar lixo desnecessário.

  1. Leve em consideração seu estilo de vida

Uma das ciladas que caí, porque só levei em consideração a regra acima, foi ter saias demais no meu guarda-roupa cápsula. Sim, eu amo saia, mas eu ando de moto 80% do tempo então não rola pra mim ter mais saias do que calça. Por isso que na regra anterior eu levei além do amor, a funcionalidade da peça. ;)

Reprodução @vivicardinali
  1. Ter peças de um único tipo

Diversidade no armário cápsula é fundamental. As peças precisam ser diferentes entre si, caso você não queira parecer que está sempre com a mesma roupa. Sabe aquela famosa pilha de camisetas brancas? Então, não recomendo. A não ser que você seja do time que curte um “uniforme”. Existe sim uma linha de pessoas que tem cápsula que gostam disso, se esse for o seu caso, tudo bem. Se não, leve essa regra em consideração. Vale também lembrar que você pode ter pela frente ocasiões especiais, não necessariamente uma festona, mas uma festa legal. Então não adianta ter somente calça jeans e camiseta, sacou? Essa é a linha de pensamento. Claro que se você tem a oportunidade de compartilhar com as amigas uma peça dessas, vale levar em consideração, um guarda-roupa de ocasiões especiais compartilhado.

  1. Pense na harmonia das peças e não nos conjuntinhos

No armário cápsula não cabe o famoso: “Ah! Essa blusa eu uso com essa saia” e nada mais! Um cápsula te desafia, de um jeito divertido, a avaliar possibilidades e combinações.

 

Ainda tá com muitas dúvidas? Sem desespero! Eu preparei um planner que também pode te ajudar com o desafio! ;)  

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Afinal, o Armário Cápsula tem que ter 37 peças?

Se você tá por aqui, já deve saber da estreia da nova websérie do Menos 1 Lixo: Desafio Armário Cápsula

em que a Fe Cortez vai se desafiar a viver com um armário cápsula, mais precisamente um guarda roupas com 37 peças! Não sabe do que a gente tá falando? Dá um play no primeiro episódio:

 

O conceito do armário cápsula surgiu na década de 1970 com a estilista inglesa Susie Faux, dona da Wardrobe, em Londres. Susie acreditava que uma pessoa deveria ter no guarda-roupa só peças atemporais e versáteis que pudessem dar confiança às mulheres em todos os momentos da sua vida. Em 1985, a designer norte-americana Donna Karan levou o conceito pras passarelas, com a coleção “7 Easy Pieces”.

A coleção foi pensada a partir de sete peças básicas que combinavam entre si, garantindo que uma mulher poderia ser capaz de realizar tudo o que quisesse com esses modelitos.  O conceito do armário cápsula reapareceu com o minimalismo e foi repescado há 4 anos com a também norte-americana Caroline Rector do site Un-Fancy. Ela se tornou uma referência contemporânea do assunto, que está intimamente ligado ao consumo mais consciente, e monta o seu sazonalmente, de 3 em 3 meses.

Mas a gente sabe qual é a pergunta que você deve tá se fazendo: 37 peças? (e muitas interrogações!)

Sem desespero! A ideia do armário cápsula é que ele seja um guarda-roupa limitado e versátil, só com aquelas peças que você AMA usar! E que combinam muito entre si! Ou seja, ter um armário moderno, simples e funcional.  Lá fora, as gringas fazem um cápsula com 37 peças porque as estações são super definidas e elas trocam 4 vezes por ano. Mas isso não é regra! Pode respirar fundo. O armário cápsula é um método pra consumir menos e pra te dar mais empoderamento nas escolhas. As peças são limitadas pra desenvolver a sua criatividade na hora de se vestir, além de estimular também o autoconhecimento. A regra é: mais qualidade e menos quantidade.  Quando você tem uma roupa que dura mais, você não precisa ficar trocando toda a hora. E repetir roupa é libertador! Quando a Fe fez o desafio do 1 look por 1 semana ela contou como foi leve não precisar ficar horas escolhendo o que vestir. Você ganha tempo, economiza dinheiro, tem roupas que duram muito mais e acaba desenvolvendo pra caramba a sua criatividade. As 37 peças são uma base, mas não uma regra. Você pode ter 40 ou 20, ou até 60, não é isso que importa! O importante é você fazer o processo até chegar no seu armário cápsula e então definir quantas peças ele precisa ter pra servir à sua rotina e jamais o contrário. É pra ser leve e fazer sentido, tá?

‍Un-Fancy

Vamos adiantar pra você o que não entra no armário cápsula, pra te deixar mais calmxs: roupas de academia, de ficar em casa, de praia, pijama, acessórios e sapatos. Já ficou mais tranquilo, né?   O consumo consciente precisa ser exercitado, meu povo! Hoje, 1 caminhão de lixo têxtil é descartado por segundo no mundo. Você não leu errado: é por segundo! Montar um armário cápsula significa decidir por uma escolha de se vestir com propósito, sem a compra pela compra e fazendo do seu guarda-roupa um reflexo de quem você é e não o contrário.   A palavra-chave do armário cápsula é libertação. Pra você definir seu estilo, aprimorar sua identidade, aproveitar tudo o que você tem e ainda economizar dinheiro, já que a ideia é usar as suas roupas por muito mais tempo e com mais funcionalidade. Porque você é muito mais do que o que você tem!   Animou? Vamos fazer juntxs? A Fe vai montar o armário cápsula no segundo episódio e compartilhar tudo o que ela tá sentindo no processo durante toda a websérie. Topa esse desafio? Se inscreve no canal e acompanha todas as redes do Menos 1 Lixo (e da Fe!) pra não perder nem um pouco dessa caminhada rumo à escolha consciente e o casamento perfeito entre a moda, sustentabilidade e diversão. Porque pra ser sustentável, tem que te fazer sorrir!   Ainda tá com muitas dúvidas? Tudo bem, sem desespero! Ontem rolou um bate-papo com a consultora de estilo pessoal (e com propósito!) Vivi Cardinali pra gente respirar fundo e ver como menos roupas podem significar muito mais sentido:

 
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Por que decidi fazer o desafio do Armário Cápsula?

Quanto tempo que eu não escrevo aqui em primeira pessoa, e segura que vem textão!

Dia 01 de janeiro de 2015 eu me lancei um desafio, que na época foi um desafio despretensioso de eliminar de vez os copos descartáveis da minha vida. Assim nascia não só o Menos 1 Lixo, como a Fernanda que eu sempre fui, aquela que tava lá escondida por baixo de um monte de capas e sonhos e aspirações que um dia já foram minhas, ou que talvez nunca tenham sido, talvez elas tenham sido apenas um reflexo do que eu achava que  deveria ser. O Menos 1 Lixo me fez e me faz entrar em contato, cada dia mais, com a minha essência, já que a minha missão e o meu propósito eu descobri a partir desse primeiro de janeiro, ser ativista ambiental.

Ser ativista ambiental é um ato de amor, de amor com ação. De amor por mim, de amor pelo planeta, e mais profundamente de amor pela humanidade. É uma vontade de fazer esse ecossistema chamado Terra, ou Gaia, dar certo. Fazer as pessoas se religarem com as suas essências, que de toda forma passam pela natureza, afinal somos natureza. E quando digo que é um ato de amor por mim, é porque eu, assim como a maior parte das pessoas, estava meio adormecida para o todo, fazendo o meu, no corre nosso de cada dia, sem prestar atenção para o fato que minhas escolhas e atitude diárias, somadas às escolhas e atitude diárias de 7 bilhões de pessoas, resultam nesse momento crítico e alarmante do planeta: um colapso em curso! E que pode (e vai, se não mudarmos) custar as nossas vidas.

Bom, mas você deve estar aí pensando, e o que isso tem a ver com o Desafio Armário Cápsula? Tudo, mas tudo mesmo!!! A moda está entre as 5 indústrias mais poluentes do mundo (alguns dizem ser a segunda, outros, a quinta) e de 2 pra 5 o resultado é quase o mesmo, insustentável! Eu vim da moda, trabalhei 10 anos nessa indústria, e mesmo antes disso lembro de ainda no colégio ir à Semana de Moda Barrashopping (acho que era ela), que evoluiu para Fashion Rio, que maratonei inúmeras vezes, juntamente com o Fashion Week. Eu amava moda, acompanhava as tendências, me controlava pra não gastar mais do que tinha comprando roupas. Fui stylist, assessora de imprensa, gerente de produto e planejamento, de moda. Foi quando em 2009 comecei a sentir um desconforto naquele dia a dia, naquela lógica de consumo desenfreado, de peças feitas pra serem bacanas por apenas uma estação, de padrões de beleza inalcançáveis para a grande maioria das pessoas, e mais do que isso, de você só se sentir alguém, se você tiver aquela bolsa, daquela marca, ou aquele sapato. Quanta frustração no mundo é causada pelo look do dia, pela saia da semana (porque nem mais da estação é), pela nova dieta pra ter um manequim de um tipo de corpo que nem é o brasileira. Sim, isso começou a se tornar insustentável na minha vida. Não, eu não tinha a menor clareza disso na época. Mas larguei a moda (indiretamente, porque continuei prestando serviço e fazendo conteúdo pra marcas de moda) e abri uma agência de branded content, de conteúdo feito por marcas pra conversarem com pessoas. E fui mais feliz fazendo isso. E mais ainda sendo sócia do MIMO, Festival de Música que me apresentou o patrimônio histórico de outro jeito, a beleza da música com um outro olhar, sensível e incrível da Lu Araújo, minha então sócia. Até que chega 2012, Festival do Rio, e eu assisto o Trashed (Lixo, um problema de todos) e foi um soco no estômago, foi desconfortável, pra não dizer desesperador, ver o que as pessoas estavam fazendo com o planeta, quase não consegui assistir ao documentário inteiro, e eu não podia mais continuar vivendo a vida da mesma forma. Porque aquelas pessoas também eram eu. E assim nasceu o comportamento Menos 1 Lixo, e meu mais novo companheiro inseparável, meu copinho.

 

Três anos se passaram, fechei a agência no final desse 2015, com um resultado de 1.618 copos a menos e uma certeza que era pra isso que eu ia dedicar minha energia, meu amor e minha força de trabalho. De lá pra cá tudo mudou: meu trabalho, meus amigos, meu namorado, o meu apê, minha forma de comprar, meu meio de transporte. Mas uma coisa ainda permanecia igual, o guarda roupa daquela época. Porque mesmo comprando muito pouco nos últimos anos, ainda tinha um ativo, ou passivo?, de um armário de 5 portas cheio, lotado! Apresentando o Menos é Demais, vi muitas vezes armários como o meu e pensava: eu não compro mais, mas esse armário anda faz sentido? Até que ano passado a Heli, uma amiga engajada e colaboradora do Menos 1 Lixo, me mandou um desafio proposto pela Lilian Pacce, usar o mesmo look por uma semana, e a gente resolveu fazer. O resultado foi a adesão de muita gente, que assim como eu, descobriu a libertação e alegria de repetir todo dia durante uma semana, a mesma roupa! Tava lá meu desafio de 2018, repensar minha relação com a moda.

Hoje, dia 23 de janeiro, eu me lanço um desafio, transformar aquele armário de 5 portas, em um armário cápsula, onde só fica o que faz sentido, aquilo que mais me representa, as peças que refletem o que eu quero passar com a minha roupa, porque a moda tem sim um papel importante de vestir a gente da forma como a gente quer que o mundo nos veja. Mas tem que ser assim, de dentro pra fora, e não imposto por uma curadoria que vem sei lá de onde, e pensado pra quem tem 1,80 e veste manequim 38 (tipo poucas pessoas né migas). 

O Desafio Armário Cápsula vai ser também uma oportunidade de trazer essa rede linda pra essa conversa, uma conversa sobre caminhos mais sustentáveis da moda, porque sim, eles estão sendo desenhados. E pra ampliar essa conversa eu chamei a C&A pra me apoiar. E a C&A tem inúmeras iniciativas de uma moda mais sustentável que já estão acontecendo, entre elas a camiseta com selo Gold Cradle to Cradle, um dos mais tops de economia circular do mundo. Uma camiseta produzida de forma muito menos impactante pro meio ambiente, e pensada para o pós consumo, pra ser reciclada ou compostada em casa quando sua vida útil terminar, leia-se estiver detonada por uso, já que os básicos, ufa, não saem de moda nunca! Quando vi esse lançamento entrei em contato com eles e falei: vamos ampliar essa conversa? E olha, achei eles muito corajosos e ousados de apoiar um projeto que fala de consumo consciente justamente de moda. A C&A já entendeu a importância de uma moda mais consciente e sustentável, e agora temos a oportunidade de uma troca ainda maior com uma das grandes indústrias desse segmento, que se comprometeu por exemplo a ter o algodão mais sustentável em todas as peças de algodão até 2020. E gente, eu sei o poder (pro bem e pro mal) que uma grande corporação como essas tem de mudar a forma de se produzir e consumir no mundo. Quando uma gigante escolhe usar só o algodão mais sustentável em suas roupas, o impacto da cadeia é enorme, e isso muda o mundo.

Eu não sei ainda qual vai ser o resultado desse desafio, mas já senti que será transformador, libertador e muito divertido. Já tá sendo.

E eu queria muito convidar você, que chegou até aqui comigo, a participar. Vamos fazer desse desafio um game, uma brincadeira, uma forma leve de aos poucos nos libertarmos das amarras do sistema, de cocriarmos essa forma de ver e viver o mundo e consumir de forma mais sustentável. De sermos ouvidxs, de agirmos com coragem, e com o coração por um planeta com mais vida, mais amor e mais possibilidades para todos. Com menos roupas e mais sentido.

Afinal, a felicidade não está no consumo e nem a elegância na quantidade.

vem comigo?

Quinta-feira, dia 25 de janeiro às 19:00 vai rolar um bate-papo ao vivo comigo e com a Vivi Cardinali pra gente tirar todas as dúvidas sobre o processo e pra gente compartilhar toda esse energia boa que vem por aí.  

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