Reciclável x Reciclado | poliester

24/2/2018

2018 já começou com um assunto super importante pra conectar estilo de vida e sustentabilidade. A Fe Cortez decidiu se desafiar a viver com um armário cápsula para mudar a sua relação com a moda e propor um debate sobre os impactos dessa indústria no meio ambiente e nas nossas condições de consumo. E então surgiu a oportunidade de falarmos sobre o poliéster na série Reciclável x Reciclado dessa semana. 

O poliéster é plástico. É uma fibra sintética feita de termoplástico igual às garrafinhas PET. Ele foi inventado na década de 1940 por dois químicos britânicos, mas foi só em 1960 que a produção dessa fibra ganhou a indústria garantindo espaço de 30% em toda a produção têxtil norte-americana naquela época. O poliéster foi recebido como um tecido revolucionário, já que trazia mais resistência pras roupas e conforto pra quem vestia. Hoje ele é super popular na confecção de calças e camisetas e metade de toda a produção têxtil do mundo é feita com poliéster.

E é reciclável? Sim, o poliéster é reciclável e pode, inclusive, ser transformado em garrafinhas PET (o contrário também pode!). O problema é que o poliéster é frequentemente misturado com fibras naturais pra dar um toque mais suave às roupas e a mistura das fibras inviabiliza o processo de reciclagem pela dificuldade da separação dos materiais.

A gente não tem acesso à taxa de reciclagem do poliéster, mas no Brasil, só 51% da PET é reciclada. Levando em consideração que dificilmente descartamos roupas de forma correta… esse número deve ser bem mais baixo pras roupas de poliéster, né? Segundo o Ecycle, o custo do poliéster reciclado é 20% mais caro do que a matéria virgem e de menor qualidade, dificultando ainda mais a reciclagem.

As roupas feitas de poliéster são responsáveis por várias reações alérgicas, porque não deixam a pele respirar. É o tecido mais barato de todos e gasta 4xmais energia do que a produção do algodão orgânico. E se é plástico, não é biodegradável, né? Além disso, o poliéster solta aquelas micro partículas que vão parar nos oceanos, os microplásticos!

Eles contaminam todo o ecossistema marinho e já são uma tragédia muito próxima: em 2050 vai ter mais plástico do que peixe nos oceanos. E as nossas roupas também vão contribuir pra isso.   Nós já falamos aqui que a indústria da moda produz 150 bilhões de peças por ano, o equivalente a 20 peças pra cada pessoa no mundo! E cada uma delas é usada, em média, 7 vezes até o descarte. Então, ainda que o poliéster seja reciclável, ele é um resíduo que demora até 400 anos pra sumir da natureza.

Além disso, pra garantir a reciclagem, muitos passos devem ser feitos, desde não misturar as fibras na produção até o descarte correto no pós consumo. Faz sentido comprar roupas que podem impactar tão negativamente o meio ambiente por tanto tempo? É isso que você quer comunicar ao se vestir? É super importante revermos a nossa relação com o que vestimos e isso também implica na reflexão do material das peças do nosso armário. Somos co-responsáveis por esses números.

Se você quer saber mais, se inscreve na nossa newsletter aqui pra receber toda semana um conteúdo muito bacana sobre consumo consciente e também se inscreve no nosso canal aqui, que tá rolando uma websérie exclusiva sobre moda e sustentabilidade, com a montagem do Desafio Armário Cápsula da Fe. Dá uma conferida pra saber os motivos da decisão dela e como é fundamental esse movimento.

 
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Sobre o movimento

Em 1º de Janeiro de 2015 nascia o Menos 1 Lixo, um desafio pessoal da Fe Cortez, de produzir menos lixo e provar que atitudes individuais somadas constroem um mundo mais sustentável.

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