Sobre Leonardo DiCaprio, mudança climática, política, e o papel de cada um

Sobre Leonardo DiCaprio, mudança climática, política, e o papel de cada um

Publicado em:
28/2/2016
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Ontem aconteceu a cerimônia do Oscar, a cerimônia mais aguardada do ano para cinéfilos e amantes do cinema em geral. Mas não se engane quem acha que o Oscar é só isso. Além de movimentar 11 bilhões de dólares em 2015 em bilheteria e venda de filmes on demand, o Oscar foi televisionado para 35 milhões de pessoas em 225 países no mundo.

E todo ano, é a mesma coisa, todos querem saber quem vai ganhar a estatueta dourada, símbolo máximo de sucesso. E ontem não foi diferente, uma verdadeira comoção tomou conta das redes sociais quando Leonardo DiCaprio foi anunciado vencedor da noite, com 440 mil tweets por minuto, segundo a The Hollywood Reporter, batendo o recorde da Ellen Degeneres, que em 2014 fez o famoso selfie com artistas que rodou o mundo.

Até aí nenhuma novidade né, Oscar, tapete vermelho, tweets, cerimônia, piadinhas, Leonardo galã DiCaprio ganhando uma estatueta. Mas a mensagem do discurso de DiCaprio sim, essa merece aplausos. O ator é um dos mais bem pagos e mais disputados de Hollywood. Lindo, milionário, e uma das pessoas mais conhecidas do mundo, poderia pegar a estatueta e fazer como a grande maioria: festejar e agradecer aos pais, aos colegas de trabalho, à indústria do cinema, e por aí vai. Ele fez tudo isso, mas usou um dos eventos com a maior audiência televisiva do mundo para falar do que importa de verdade para toda a humanidade: o combate ao aquecimento global e às mudanças climáticas.

 

O Regresso’ foi sobre a relação do homem com a natureza, um mundo que teve em 2015 o ano mais quente já registrado. Nossa produção teve que se mudar para a parte mais ao sul do planeta só para achar neve. A mudança climática é real. Está acontecendo agora”.

E disse mais: “É a ameaça mais urgente à nossa espécie, e precisamos trabalhar coletivamente e parar de procrastinar. Precisamos apoiar os líderes do mundo todo que não falam pelos grandes poluidores e grandes corporações, mas que falam por toda a humanidade, pelos povos indígenas do mundo, pelos bilhões e bilhões de pessoas desamparadas que serão as mais afetadas por isso, pelos nossos netos, e por essas pessoas que tiveram suas vozes afogadas pela ganância política”.

Leonardo falou da natureza, e mais do que isso chamou pro jogo as pessoas. Nós. Todos nós. O nosso lado pessoa física, sociedade civil, e o nosso lado profissional. Todos juntos lutando pelo interesse comum que é construir um planeta melhor não para minorias, mas para as bilhões de pessoas que aqui vivem e viverão. E todos juntos inclui principalmente os líderes que nós colocamos no poder. Quem a gente escolheu pra nos representar. Porque todos temos sim, a necessidade urgente de repensar nossas escolhas. Escolhas diárias aparentemente simples como usar ou não um copo descartável, comprar orgânicos, adquirir ou não produtos que tenham minério de ferro extraído pela Samarco. E escolhas com um grande impacto como o nosso voto. Votar ou não em um candidato que faça de verdade por todos, e que tenha de verdade um plano político de mitigação da emissão de CO2 na atmosfera, e de combate efetivo às mudanças climáticas que já enfrentamos. 2015 já foi como disse Leo, o ano mais quente da história. Eu presenciei a noite mais quente até hoje registrada na Holanda ano passado e não, nós não estamos preparados para isso enquanto espécie, muito menos enquanto civilização.

E quando um ator com a credibilidade e o alcance de DiCaprio usa uma cerimônia como o Oscar pra falar disso, vejo aí um sinal de mudança dos tempos. E digo isso porque além de um ato político, esse discurso influencia o comportamento de milhões de pessoas, que passam a rever seus conceitos. E isso se dá quando celebridades passam a usar de forma inteligente e engajada seu poder de influenciar. Não se enganem, essa é uma revolução que já está em andamento. Enquanto ainda temos milhares de blogueiras e influenciadoras postando o look do dia, e usando suas redes pra fazer jabá de produtos, já existem ativistas, como o Leonardo e a Gisele Bündchen, usando esse mesmo poder pra fazer o bem. O Menos 1 Lixo mesmo conta com uma lista grande embaixadores que aceitaram o desafio de produzir menos lixo e engajar mais gente nessa história. E usam sua influência não só para o seu bem, mas para o bem comum, aquele que causará a nova revolução que tanto precisamos. Só que dessa vez em prol do coletivo e da preservação da vida.

Um brinde ao Leo e ao que ele verdadeiramente representa!

Ah, se depois disso você ficou pensando em como pode contribuir pra essa revolução coletiva, acesse o site: http://momentforaction.org/ e assine a petição que vai cobrar que os governantes do mundo inteiro, inclusive a Dilma, cumpram o que assinaram na COP-21, que vai muito além de um programa de governo, um programa de planeta, e de raças, a humana e todas as que essa já destruiu.

E se você quiser saber mais sobre como DiCaprio usa parte de sua fortuna pra salvar o mundo, tem post aqui no menos1lixo.

Fe Cortez
Por:
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Sobre o movimento

Em 1º de Janeiro de 2015 nascia o Menos 1 Lixo, um desafio pessoal da Fe Cortez, de produzir menos lixo e provar que atitudes individuais somadas constroem um mundo mais sustentável.

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