Eu testei

Eu testei: desodorante caseiro da Bela Gil

UPDATE: a Fe agora usa um outro desodorante também feito por ela, o vídeo da receita tá no final do post, no canal do Menos 1 Lixo. E rolam várias outras receitinhas incríveis pra você mudar os hábitos devagarzinho e ser muito mais econômicx no bolso e pro meio ambiente. Tem receita de sabão, pasta de dente, lava-roupas... Tudo! Primeiro preciso começar dizendo que se eu não passar desodorante, ou se ele vencer, o cecê vem e fica brabo. Pois é, sou dessas. Já testei váriossss, com essa quantidade de “esses” no final mesmo, porque muitas vezes o deso em questão me deixou na mão. Perdi a conta das vezes que comprei, usei, e dei pra alguém, porque aquela marca pra mim não rolou. E a maioria dos desodorantes que tem por aí, é do tipo antitranspirante, o que significa que pra você não suar, eles bloqueiam as glândulas das axilas. E isso é péssimo, dito por médicos, pois os antitranspirantes inibem a produção de suor, e isso pode causar infecções nas glândulas que temos nas axilas. Alguns estudos ainda em andamento, levantam inclusive a possibilidade dos desodorantes com alumínio e parabenos (vários dos que achamos por aí)  estarem associados câncer de mama (dito pelo INCA, aqui). Esse entupimento das glândulas do nosso querido sovaco eu já tive algumas vezes. Ele forma umas bolinhas que doem pra caramba. Então o tema desodorante sempre me interessou muito, por necessidade mesmo, se é que vocês me entendem.

Depois que comecei a estudar profundamente as questões de preservação ambiental, além do lixo que a gente vê, como os copinhos descartáveis, passei a querer evitar também o lixo que a gente não vê, mas que nos atinge diretamente, como os agrotóxicos da comida e os produtos que estão começando a ser estudados, como parabenos, alumínio e outros super comuns em cosméticos. Além do nosso corpo, esse lixo também atinge o ecossistema como um todo, porque vivemos em sistemas codependentes e interligados. E eu queria produzir menos 1 lixo nesse sentido também. Aí me deparei com o desodorante da Bela Gil, e pensei: se ela usa no Brasil, deve funcionar. Porque eu já tinha dado uma pesquisada e achei receitas de hidratantes, desodorantes e outros produtos criadas por gringos em países com um clima muito diferente do nosso. Uma coisa é fazer um hidratante pra passar na pele que está em contato com um frio de menos 2 graus. Outra bemmmm diferente é um pro calor de 40, tão comum na minha cidade maravilhosa.  E resolvi testar.  

(Na foto tá o de lavanda,  adoro variar entre ele, o de alecrim, rosas e sândalo)

  Pra fazer é muito fácil: só misturar os 3 ingredientes – leite de magnésia, água e óleo essencial da sua preferência -, colocar num potinho com saída spray, e tá pronto! É barato também, porque o leite de magnésia é um produto bem acessível.

 

Depois de feito, foi a hora de testar, e vamos às minhas impressões: Primeiro lugar: ele funciona. Ou seja, sem cecê! Já ganhou mil pontos. A textura é bem líquida, e no começo eu estranhei um pouco, porque tava acostumada a desodorantes de roll-on que costumam ser mais cremosos. Confesso que na primeira vez que usei pensei: que estranho ficar com o sovaco molhado, risos. Mas seca rapidinho. Já tô usando há mais de um mês e não tive nenhuma coceira, inchaço, ou bolinha, tão comuns quando usava os desodorantes comprados em farmácias. Não quero outra coisa na vida! :) Algumas amigas usam direto o leite de magnésia, que é quase sem cheiro, mas reclamam que às vezes ele fica meio esbranquiçado em contato com a pele. Como essa receita leva água, ele dilui na proporção ideal que não ficou branquinho, e funciona do mesmo jeito. E eu curti o fato de poder colocar óleo essencial pra dar o cheirinho que eu gosto, que é de lavanda. Outro dia aconteceu uma coisa engraçada, fui dormir na casa do meu namorado e esqueci de levar o desodorante, aí usei um rexona que tinha lá com cheiro de talco – powder, porque os nomes têm que ser em inglês né gente - e quando deitei ele falou: nossa, que sabonete foi esse que vc usou? E deu uma tossida, tipo, detestei. E eu disse, não é o sabonete, é o desodorante. Aí ele: ah, então traz o seu natureba pra cá que é muito melhor!! Fiquei feliz. Ou seja, quesito funcionalidade: 10! Cheirinho: 10! Aparência: 10! Valeu Bela! #tamojunto Ingredientes

  • 1/2 xícara de leite de magnésio
  • 1/4 de xícara de água
  • 1 colher de chá de óleo essencial da sua escolha. "Adoro variar entre lavanda, alecrim, rosas e sândalo", sugere Bela.

Só misturar e colocar no potinho e tá pronto! A gente também tem uma receitinha lá no canal, já viu? Pra você testar várias receitas e escolher o melhor pro seu dia a dia e pra sua pele:

 
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Eu testei: farinha de mandioca – opção sustentável, biodegradável e baratíssima para o pipicat do seu gato!

Há dois anos entrou na minha vida uma gatinha linda, a Twiggy. Tutu, apelido carinhoso dado a ela, foi a minha primeira experiência com animais em casa, já que meus pais nunca foram muito adeptos da ideia de ter um gato ou cachorro em apê. Quando fui morar sozinha, em um dado momento, tava me sentindo meio solitária e resolvi adotar a Tutu, que nasceu da gatinha da esposa do meu primo (na época era namorada).

A Twiggy chegou lá em casa bem pequenininha, cabia na minha mão e eu, marinheira de primeira viagem, comprei todos os apetrechos que achava que seriam úteis e necessários pra ter um gato. Um desses apetrechos fundamentais é a tal da caixinha de areia. Pra quem não sabe (eu não tinha ideia até ter uma gata), gatos são muito limpinhos, mesmo, e só fazem xixi na terra, ou em apartamentos, na caixinha de areia. E essa areia tem mil opções no mercado. Já tinha visto na casa de uma amiga a tal areia de silicone, mas o cheiro dela era muito forte e parecia creolina, e a aparência azul quando o gato faz xixi não me inspirou muita sustentabilidade. Testei então a areia biodegradável, porque sustentabilidade é há muito tempo uma grande questão pra mim. Além de cara, essa areia ficava com um cheiro forte, pelo menos eu achava forte. Depois de usar um bom tempo, meu primo, Luiz Guilherme, um expert em gatos, já teve uns 15, me deu a boa: mistura farinha de mandioca na areia.   - Como vc sabe isso Luiz? - Li na embalagem! - Como assim? - A areia biodegradável é feita também com farinha. - Ahhhh!   Passei a misturar a farinha na areia biodegradável. Depois de um tempo, Luiz de novo: - Priminha, to usando só a farinha! - Jura? - Juro! - E aí? - Perfeito! Mesmo, faz o teste!   Fui lá e fiz!   E é muitoooo melhor que qualquer areia que já usei, porque não fica cheio nenhum, absolutamente nenhum! E ela dissolve na água.

Assim, o que eu faço: Uso a farinha de mandioca grossa, que troco toda semana. Quando a Tutu faz xixi ou cocô, vira aquela bolinha (quase um xixi a milanesa, rs) e eu tiro da caixinha e jogo na privada. Mas pra não entupir, claroooo, espero uma meia hora e dou descarga. Dessa forma diminuo o lixo que vai pros aterros - a farinha dissolve na água, e xixi e cocô, vão pela privada. Gasto em média R$4,00 por pacote, dura uns 10 dias, e o banheiro da Twiggy é mais ecológico (sem químicos), mais cheiroso e mais sustentável!

Quem quiser saber mais sobre a areia de madeira, o link tá aqui, lembrando que a opção mais em conta e sustentável de todas é a compra da farinha a granel. ;)      

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Eu testei | compostagem doméstica

Você já ouviu falar em compostagem doméstica? A compostagem é o processo que transforma resíduos orgânicos em adubo e ela pode ser feita facilmente em casa. Hoje no Brasil, metade de todo o lixo produzido é orgânico e poderia ter outro destino. Há mais ou menos 3 meses comecei a fazer a compostagem em casa e a primeira coisa que percebi é a quantidade enorme de comida que vai pro lixo! Mas vamos para o passo a passo, que vou falar disso daqui a pouco. Comprei minha caixa composteira na Morada da Floresta, um site super bacana de produtos sustentáveis. Existem 6 tamanhos de caixas de acordo com a quantidade de pessoas que moram na casa, e consequentemente a quantidade de lixo que elas geram. A caixa é formada por 3 compartimentos: duas caixas coletoras e uma que armazena o adubo líquido que resulta da compostagem. O kit ká vem com as minhocas, um pouco de serragem, e com o passo a passo do que pode e o que não pode ser colocado.

O processo é muito simples: você coloca o que sobrou das refeições e preparo de alimentos na caixa que já vem com substrato orgânico e minhocas. Joga por cima folhas secas ou serragem e é só deixar que as minhocas façam seu trabalho. Nas primeiras semanas eu penei um pouco, porque coloquei pouca matéria seca (folhas e serragem) e aí surgiram aquelas mosquinhas de banana. Aí descobri que o truque era fazer o montinho do resto de comida todo junto e cobrir bem com a matéria seca (serragem funciona melhor), e ficar atento pra quantidade de serragem colocada. Pra mim funciona quando é quase partes iguais de matéria orgânica e matéria seca. Quando a caixa de cima lotou, troquei com a de baixo e as minhocas sobem automaticamente de uma pra outra. O adubo que fica é maravilhoso e minhas plantinhas estão mais lindas do que nunca! E eu não gasto mais dinheiro com terra adubada, com fertilizante químico, nada disso. Ah, e pra quem está se perguntando: não, a compostagem não tem cheiro nenhum. Só se você fizer errado, mas o processo é totalmente sem cheiro. Até o adubo líquido é sem cheiro.

Tudo lindo né? Mais ou menos. Quando você começa a prestar atenção em quanta comida vai para o lixo, acaba revendo também as compras e o preparo dos alimentos. Falamos aqui do projeto Favela Orgânica, da Regina Tchelly, que tem como objetivo ensinar as pessoas a usarem todas as partes do alimento, como cascas e talos. Falamos também que a quantidade de comida produzida no planeta seria suficiente para que ninguém mais passasse fome, e que assombrosos 45 milhões e toneladas de alimentos estragam por ano no consumo. Então além de diminuir o lixo que vai para os aterros e lixões, e consequentemente contribuir para reduzir a quantidade de gás metano (aquele que é 23 vezes mais potente que o gás carbônico no aquecimento global) emitido no processo do aterramento desse lixo, você acaba indiretamente diminuindo o seu desperdício, o que é muita coisa! Tá esperando o que pra comprar a sua? Composte, suas plantinhas, as pessoas e o planeta  agradecem!

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Eu testei I copinho coletor

Há alguns meses fui impactada com um post gringo, não me lembro em que site, falando de um copinho coletor menstrual. Primeiro achei meio estranho o formato, imaginei que poderia incomodar quando colocasse, mas algo ali me chamou atenção e resolvi testar. Procurei vários pontos de venda online aqui no Brasil, demorei pra achar algum que tivesse disponibilidade do produto, mas finalmente comprei um da marca Inciclo e ele chegou. O copinho é como se fosse um cálice de silicone médico, super maleável, com um pequeno cabinho embaixo. Pode lavar, ferver e dura até 10 anos. Voltando alguns passos, na hora de decidir a compra, fiquei muito confusa. O copinho tem 2 tamanhos: o maior é indicado para pessoas de mais de 30 anos ou mais que já tiveram filhos. O segundo para pessoas até 30 anos, e que não tiveram filhos.  Eu, que tenho 33 anos e não tive filhos, comprei o tamanho A, o maior deles.

Antes de começar a usar, li a bula de cabo a rabo e pesquisei na internet como colocar, como tirar, como ele funcionava e achei tudo muito fácil. Dobra para colocar, pra tirar é só fazer uma certa força e pressionar uma das laterais pra tirar e vácuo, lavar com água e sabão, recolocar de volta e repetir essa operação a cada 12 horas. Certo? Sim, mole. Ou não. A primeira vez foi em um dia com o fluxo pequeno, ou seja, algo que um absorvente interno médio daria conta numa boa. E eis que, ele funcionou super bem. Oba! Fui usar de novo, e dessa vez não foi tudo tão bem. O fluxo tava mais intenso e o coletor vazou. Tirei achando que tava transbordando, mas nada disso, tinha menos da metade da capacidade cheia. Achei que tivesse colocado errado, recoloquei. E vazou de novo. Bom, tentei uns 3 dias e eu decidi que não usaria mais. Escrevi para o SAC do Inciclo relatando toda a minha dificuldade e a resposta foi imediata, com várias dicas para tentar solucionar o problema: na hora de colocar, tem que ser pra trás, e não pra cima como um absorvente comum, e se vc estiver de cócoras, mais fácil. Passar o dedo em volta do copinho quando ele tá lá dentro também ajuda a ver se está todo em contatos com as paredes internas, ou se está dobrado e isso pode causar vazamento. E outras dicas, como a de cortar um pouquinho essa haste debaixo que às vezes incomoda um pouco. Resolvi tentar de novo no ciclo seguinte e mesmo problema: vazou de novo. Escrevi pra eles novamente, triste que não poderia usar o copinho e já pensando em comprar outra marca, mas me enviaram um novo, tamanho B, teoricamente recomendado para pessoas abaixo de 30 anos. Esperei a próxima menstruação e usei de novo, por isso demorei pra escrever aqui minha experiência. O pessoal do SAC tinha me dito mesmo que às vezes demora uns 4 ciclos para as pessoas se acostumarem com a colocação, o timing de esvaziar, e a retirada.

Teve 1 dia só que deu um pequeno vazamento, mas nada demais. E sim, sigo firme no uso do copinho, até porque descobri que usamos em média 16.980 absorventes ao longo da vida, e que nos Estados Unidos são descartados mais de 20 bilhões de unidades anualmente, e que esse tipo de lixo é resíduo, ou seja, ainda não tem um processo de reciclagem. Sendo assim, o que é uma vazadinha perto do bem que sinto ao usar meu copinho!

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Eu testei I Pedindo água filtrada em restaurantes

Algumas pessoas não sabem, mas desde 1995 está em vigor no Estado do Rio de Janeiro a lei 2424/95 que obriga a todos os bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais similares, a servirem água potável (filtrada), não mineral a seus clientes, de graça. Desde que eu comecei a andar com meu copinho em 2012, estudei muito sobre o impacto do lixo nas nossas vidas e por isso decidi não mais usar copos descartáveis de plástico na vida (claro que às vezes ainda preciso usar um ou outro, mas desde 01 de janeiro de 2015 já deixei de descartar 534 copos!). Tá, já deixei de descartar copinhos, mas e toda vez que vou comer fora e consumo umas 2 a 3 garrafinhas de água? Isso também começou a me incomodar bastante, porque tudo bem, não é copo, mas é garrafa, e é PET, e vira lixo. Aí, pesquisando, descobri que no Rio já está rolando essa lei há quase 20 anos e quase ninguém sabe. Mas também, será que interessa falar sobre o assunto? A quem mesmo? Bom, a mim interessa, e muito!

E há uns 3 meses eu decidi: só iria pedir água filtrada em qualquer restaurante que eu fosse. E qual não foi minha surpresa que TODOS os garçons que me atenderam até agora foram super solícitos em servir a água filtrada. Nada de cara feia, nada de reclamação. E olha que fui a diversos lugares, que vão do Bar Lagoa, ao Togu, passando pelo Santa Satisfação, e até por um café super fofo no Casa Shopping que eu parei só pra tomar um café mesmo, e me serviram a água e ainda perguntaram se preferia gelada ou natural. De todos os lugares que visitei, só um me chamou atenção, de forma negativa, que pena, porque o garçom disse que a água filtrada nem os funcionários bebiam, e assim o dono do estabelecimento preferia servir a mineral mesmo para os clientes. Ainda argumentei que o motivo de eu pedir a água filtrada era porque não queria que a embalagem virasse lixo, e não houve conversa.

O restaurante em questão é o Yumê, um japonês delicioso no Horto. Alô Yumê, compra um filtro melhor porque a água que chega até aí pode ser consumida sim!! No Rio, tudo certo! Mas e São Paulo, cidade que visito com uma certa regularidade? Lá não tem essa lei, mas resolvi mesmo assim fazer uma experiência. Fui ao Spot, restaurante que ADORO, e a moça que me atendeu foi bacana, explicou que na cidade não havia essa lei, mas que me serviria água filtrada sim e que eu poderia pedir quantos copos quisesse :). Ponto pro Spot, e ponto pra São Paulo! Então, para você que está lendo esse post, e ainda não entendeu o porque dessa atitude, vale dar uma olhada em dois videos do youtube que são bemmmmm esclarecedores: o primeiro fala sobre o marketing em torno da água filtrada, é de 2010 e já teve quase 4 milhões de views: The Story of Bottled Water.

 

O segundo é um doc lançado em 2009, o Tapped, e já nessa data foi feita uma pesquisa que os Estados Unidos consumiam 29 BILHÕES de garrafinhas de água por ano, e mesmo lá, só 20%eram de fato recicladas, ou seja, mais de 23 bilhões acabam em aterros sanitários, lixões ou simplesmente no mar.

Mas tem uma frase no filme que pra mim é muito significativa: "No momento em que vivemos uma mudança climática, por que estamos transportando água pelo planeta?" e com isso poluindo ainda mais com as emissões de carbono? Pra pensar né... Inclusive, a gente já falou aqui, que a cidade de São Francisco proibiu este ano a venda de garrafas de água de menos de 600ml na cidade, justamente por entender que essas garrafinhas são tão nocivas que não faz sentido existir esse produto.

Só mais um dado para quem ainda acha que água engarrafada é melhor: muitas marcas mineralizam água, ou seja, a água que vem da bica, igualzinha a que temos em casa, ganha alguns minerais e voilá, você bebe achando que está ingerindo a pura água das montanhas. Mais uma super jogada de marketing do mercado.

Triste né? Então vamos juntos mudar esse panorama e deixar de jogar nos mares bilhões de toneladas de plástico por ano! Vem comigo e vamos juntos produzir Menos 1 Lixo!

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Juma Amazon Lodge | Desconecte-se do mundo na Amazônia

No início deste mês eu fui passar uns dias na Amazônia e me hospedei no Juma Amazon Lodge, no meio da Floresta. A ideia era me reconectar com a natureza e me desconectar totalmente do resto - ou seja, eu queria uma experiência única. O Juma é o que se chama Hotel de Selva, e é considerado um dos melhores do mundo desse tipo - em 2014, ganhou o Prêmio Guia Quatro Rodas de Hotél Sustentável e um Certificado de Excelência pelo site TripAdvisor.

A sua localização geográfica é imbatível: ele está bem inserido na selva, mas é fácil de chegar a partir de Manaus. São três etapas de viagem: a primeira é uma lancha rápida do Porto do Ceasa, em Manaus, até a cidade de Vila do Caseiro. Esse trecho passa por um famoso ponto turístico da Amazônia, o encontro dos dois maiores afluentes do Rio Amazonas, os rios Negro e Solimões e suas águas que não se misturam. A segunda etapa é uma van até o Rio Maçarico, e a terceira e última, com duração de mais de uma hora, é de barco, passando por Iguapés e comunidades ribeirinhas até a chegada ao hotel. Nesse último trajeto vemos botos, macacos, araras e muitos pássaros, lindos e livres no seu habitat natural. É incrível.

Ao todo são 20 cabanas com vistas deslumbrantes para o Rio Juma e para a Floresta Amazônica. Os bangalôs, todos privativos, foram construídos com passarelas e palafitas a mais de 15m de altura, por causa das cheias do rio. Ali do alto de sua cabana, nem adianta tentar se conectar com o “mundo exterior”: nada de wi-fi, e o telefone é o que chamam de celular rural - não existe sinal. E o objetivo é esse mesmo.

O lodge oferece uma série de passeios, entre eles assistir ao nascer e ao pôr do sol. Para o primeiro, é preciso acordar bem cedo e pegar um barco até um local específico no Rio Juma, mas vale a pena: é de tirar o fôlego. O do pôr do sol é chamado coloquialmente por "A Revoada dos Pássaros", porque quase no exato momento do sol se por, dezenas de milhares de pássaros levantam voo e vão dormir numa ilha no meio do rio. Eu fui e é absolutamente deslumbrante!! A lista de opções não acaba: escalada em árvores, passeios de canoa, pernoite e caminhada na floresta, pescaria de piranhas. Tem também a focagem de jacarés, um passeio de barco no meio da noite para ver jacarés, e de quebra, um céu estrelado que só a Amazônia revela. É indescritível!  

Como se não bastasse tudo isso, o Juma Amazon Lodge foi todo pensado de forma sustentável. São 42 painéis solares, dispostos num flutuante de 100m2, que gera toda a energia do hotel, já que sua localização não está ligada à rede elétrica local. Somente os bangalôs especiais contam com água quente, e o aquecimento é feito por placas de energia solar. O esgoto é tratado por um sistema que reúne os tipos de tratamento mais utilizados mundialmente: separação de gordura e óleo, separação de sólidos, reuso do lodo, decantação e eliminação das bactérias. Todo o lixo gerado é separado por meio de lixeiras de reciclagem espalhadas por todo o hotel e armazenado numa Central de Resíduos. Depois, segue para Manaus onde vai para reciclagem.

A força de trabalho do Juma - e vale uma ressalva para dizer que são simpáticos, eficientes e muito atenciosos - é composta em sua maioria por pessoas da comunidade local, contribuindo para a sustentabilidade financeira da própria comunidade e para a preservação ambiental, já que os guias e marinheiros passam por treinamentos com esse fim. Para finalizar, por meio de uma parceira com a Qualynorte, o Lodge faz palestras bimestrais para as populações da região, passando conteúdos ligados ao meio ambiente, como o aproveitamento do lixo orgânico, coleta seletiva, redução de desastres ambientais e importância da biodiversidade. Eu amei! Para mais informações e reservas, só clicar aqui e entrar no site oficial do Juma Amazon Lodge.

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Tem açúcar, tem furadeira, tem compartilhamento

Tenho certeza que em algum momento você já se viu precisando de uma xícara de açúcar para o bolo, um martelo para um quadro novo ou uma bicicleta para um passeio no fim de semana. A primeira coisa que passou pela sua cabeça, provavelmente, foi ir até a loja mais próxima comprar cada um desses itens.

Da próxima vez, você não precisará gastar dinheiro nem recursos naturais. Graças à plataforma online Tem Açúcar? desenvolvida pela carioca e estudante de comunicação Camila Carvalho, você poderá solicitar qualquer ingrediente ou utensílio aos seus vizinhos.

Lançada em dezembro de 2014, a plataforma já tem 15.500 usuários cadastrados. A versão teste atua, por enquanto, apenas no Rio de Janeiro, já que o desbloqueio de cada bairro, independente da cidade, precisa de um número mínimo de usuários na região.




Os empréstimos e doações são feitos a partir de pedidos, e não de ofertas. Dessa forma, quando você fizer o pedido na plataforma, o site busca "as pessoas mais próximas de você que possam responder ao seu pedido”, explica Camila. O próximo passo é combinar as condições do empréstimo e marcar um local para o encontro, que pode ser na casa de um dos dois ou na rua.

Os ganhos vão além da economia de dinheiro, já que através da plataforma é possível fazer novas amizades, conhecer seus vizinhos e, principalmente, dar uso a objetos que estão guardados. “A ideia é poupar os recursos do planeta que seriam gastos na produção e transporte de objetos que, em muitos casos, teriam pouco uso”, simplifica Camila.

O interesse dessa empreendedora pelo consumo consciente surgiu após ter feito o curso Gaia Education, que forma designers de sustentabilidade para atuarem em áreas ecológicas, econômicas, sociais e muitas outras. Camila também trabalhou na Carioteca, empresa especializada em processos colaborativos. As duas experiências fizeram com que Camila enxergasse o poder da colaboração e dos processos econômicos alternativos.




Assim, ela foi levada a criar a plataforma depois de entrar em contato com algumas iniciativas inspiradoras, "que buscavam tornar o consumo um ato mais consciente para poupar os recursos do planeta”. Um dos objetivos da plataforma é “mostrar que nós já temos muita abundância de produtos e podemos ter acesso a quase tudo o que precisamos através das nossas relações pessoais”.

Também na tentativa de criar comunidades, algo que se perdeu, principalmente, em grandes centros urbanos, Camila se inspirou em sites de compartilhamento entre vizinhos que já existiam no exterior, mas não eram adaptados à cultura de outros países.

Os próximos passos do “Tem Açúcar?” envolvem desde um algoritmo de busca para que se encontre de forma mais rápida e eficaz o item buscado até grupos privados de troca para quem quiser realizar as ações apenas dentro do condomínio em que mora ou na empresa onde trabalha. O destaque, entretanto, é a ferramenta que calcula o valor que o usuário economizará ao pegar o item emprestado.

Para começar a usar, basta fazer o cadastro no site, definir a lista de produtos que você pode emprestar e convidar os seus amigos. Além de economizar uma grana e criar novas relações, você vai ajudar o mundo!!!

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