Remédios | Pequenos Lixos, Grandes Problemas

26/9/2018

São inúmeros os grandes problemas que os lixos bem pequenininhos geram pro meio ambiente, pra nossa saúde e pro bom funcionamento do planeta. A gente já falou de alguns por aqui: os mega impactos das cápsulas de café, dos canudos, dos balões de festa e do cotonete. A informação é o nosso maior canal de empoderamento e transformação. E nós precisamos falar sobre os remédios.

Nós vivemos em uma sociedade que valoriza o consumo e os medicamentos não estão isentos desse processo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, existe uma farmácia para cada 3 mil habitantes, o dobro do que é recomendado pela OMS, e mais drogarias do que padarias no Brasil. Nos últimos cinco anos, a venda de remédios por aqui aumentou quase 50%. O Brasil tá no sétimo lugar do ranking dos consumidores de medicamentos do mundo.

Os dados são bem mais preocupantes quando falamos do mau uso dos medicamentos: só nos EUA são 1 milhão de pessoas intoxicadas por esse motivo por ano. Quem nunca tomou um remedinho sem ir ao médico? E quantas pessoas você conhece que adoram ir à farmácia e têm bolsas recheadas de todos os remédios pra todos os sintomas do mundo?

Bom, o problema não para por aí. O pós consumo dos remédios é tão sério quanto. Afinal, se as pessoas são intoxicadas, pensa só o meio ambiente. Não é novidade que os remédios são feitos em laboratórios e têm várias substâncias químicas que ficam cada vez mais resistentes, justamente para acompanhar o desenvolvimento das bactérias, doenças, etc. Já pensou a consequência disso nos aterros sanitários? Bora entender como descartar corretamente?

#1 | Não descarte remédios na rede de esgoto. Muita gente acredita que dá pra jogar "fora"os remédios na pia ou no vaso sanitário, mas não pode! Diluídos e em contato com a água, eles contaminam organismos aquáticos e pode ser uma atitude irreversível.

#2 | Não descarte remédios no lixo comum. Quando a gente faz isso, contamina todo o nosso lixo e, no aterro, os remédios contaminam os lençóis freáticos e o solo. Além disso, os animais reviram as lixeiras e podem se contaminar com remédios. Os remédios descartados deixam as bactérias mais resistentes, sendo extremamente perigosos para todo o ecossistema.

Vamos tomar novas atitudes?

O primeiro passo é repensar o seu consumo de remédios. A gente precisa mesmo tomar tantos comprimidos? Vivemos em uma sociedade em que sentir dor é inaceitável e isso interfere em um processo importante da nossa humanidade, não acha? Então vale repensar aquele remedinho inocente para aquela dor de cabeça. A natureza já deu pra gente todo o necessário com as plantas, as frutas, a água. Vale retornar a esse estágio de sabedoria e alinhamento com o que o planeta nos oferece.

Mas calma que tem solução pro descarte dos remédios, tá? Existe um projeto incrível chamado Descarte Consciente que te ajuda no pós consumo dos medicamentos. E é fácil, fácil, fácil. Só levar os remédios nos pontos de coleta, dá pra descartar desde as cartelas até as caixas e as bulas.

Em São Paulo, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) também têm pontos de coleta para o descarte correto dos remédios. Em Goiás, Minas, Tocantins e Pará, as lojas da Farmácia Artesanal também têm coletores.

O importante é ter responsabilidade no pós consumo e repensar o nossa relação com a nossa saúde e, claro, com a do meio ambiente. Conta pra gente se você conhece outro ponto de coleta perto de você e quais as suas atitudes com os remédios que você toma.

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Em 1º de Janeiro de 2015 nascia o Menos 1 Lixo, um desafio pessoal da Fe Cortez, de produzir menos lixo e provar que atitudes individuais somadas constroem um mundo mais sustentável.

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