Pequenos lixos, grandes problemas | OS BALÕES

17/4/2018

Precisamos falar de pequenos lixos que são problemas imensos pro nosso planeta. Vamos começar pelos balões de festa? Ele é quase sempre um dos primeiros itens da nossa checklist quando estamos organizando uma festinha, né? Vamos repensar? Os balões podem ser feitos de látex ou nylon e geralmente flutuam porque são recheados de hélio. Pra começar, você já parou pra pensar de onde ele vem?

O gás hélio é um dos elementos mais abundantes e leves do mundo. Ele tem esse nome porque foi descoberto com o auxílio do sol (Hélio era a personificação do sol na mitologia grega) no século XIX. Ele está presente em minerais radioativos e fontes de água mineral e só pode ser obtido pela exploração das rochas. O hélio se espalha bastante pelos EUA, Canadá, África do Sul e pelo Deserto do Saara, mas é encontrado em maior quantidade em território estadunidense. Ele é um recurso não renovável e nenhum outro elemento tem uma propriedade parecida com a sua, ou seja, é insubstituível. E estima-se que as reservas vão acabar em menos de 30 anos. E é claro que a falta dos balões serão os  menores problemas, já que o hélio é usado em equipamentos de ressonância magnética, telescópios espaciais, reatores nucleares e tantos processos de pesquisas científicas e tecnológicas. E quando a reserva acabar, acabou. Mas e aí? Só por isso os balões são uma ameaça ao planeta? Nananinanão!

Os balões podem ser fabricados de dois materiais, de látex e de nylon. Os primeiros são considerados mais adequados, porque são biodegradáveis, mas demoram de 6 meses a 4 anos pra se decompor, ou seja, tempo suficiente pra causar impactos irreversíveis. E não necessariamente vão atingir o processo quando em contato com a água salgada. Já os de nylon não são biodegradáveis… bom, fim de papo, né? Além do problema óbvio da poluição terrestre e dno mar, os balões vazios são confundidos pelos animais com alimentos e, então, eles comem plástico. As maiores vítimas desse resíduo são as tartarugas marinhas que acham que os balões são águas-vivas (por causa do formato) e morrem de obstruções intestinais e inanição. Hoje, 1 em cada 3 tartarugas marinhas já se alimentou de plástico dos oceanos.

Outro problema grave são as cordinhas dos balões que são um perigo pras aves que podem ficar presas e podem ser estranguladas e as focas e os golfinhos que têm as barbatanas e bracinhos com movimentos comprometidos. E isso tudo pode gerar a morte pela fome, afogamento, amputações e infecções.  Na década de 1980, a ONG United Way of Cleveland decidiu chamar atenção soltando 1,5 milhão de balões ao mesmo tempo, mas uma tempestade aconteceu e as coisas desandaram bastante. Os balões foram puxados pra baixo pela chuva, instalando caos pelas estradas e pelo tráfego aéreo. Nesse dia, a guarda costeira realizava uma busca por velejadores desaparecidos que morreram, porque as buscas foram interrompidas pela quantidade exorbitante de balões na água. Alguns animais se machucaram, assustados, e os donos processaram a ONG pela negligência da ação.

 

De fato, a ação parece linda pelas fotos, né? Mas a gente nem espera como pode ser nociva pro meio ambiente. Muitos dos estragos certamente não foram calculados, mas todos esses balões viraram lixo imediato. Assim como os das festinhas, eventos, feriados, etc. Precisamos mesmo deles?     

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Em 1º de Janeiro de 2015 nascia o Menos 1 Lixo, um desafio pessoal da Fe Cortez, de produzir menos lixo e provar que atitudes individuais somadas constroem um mundo mais sustentável.

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