Os principais pontos da COP 21, a Conferência do Clima em Paris

Os principais pontos da COP 21, a Conferência do Clima em Paris

Publicado em:
17/12/2015
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O evento mais importante da década, a Conferência do Clima, ou COP-21 terminou dia 12, sábado passado. E as notícias foram boas. Como a gente falou por aqui, o objetivo da conferência era definir um  acordo global entre 195 nações, para que todos juntos façam a migração para uma economia de carbono zero (ou seja, sem emissão de carbono, consequentemente sem o uso de combustíveis fósseis) até 2050.

E temos o que comemorar: o acordo selado é histórico e prevê os cortes de emissões de gases do efeito estufa para que o aumento da temperatura da Terra não ultrapasse os 2ºC.  Prevê também que a cada 5 anos as metas sejam revistas, e que os países ricos financiem os pobres em 100 bilhões de dólares por ano a partir de 2020, no Fundo Verde do Clima para suporte à mitigação dos efeitos do aquecimento global nos países em desenvolvimento.

Vale um destaque para o discurso do Presidente Obama defendendo uma vinculação legal das decisões da COP 21 para o combate das emissões de gases de efeito estufa, o que de fato aconteceu. Os Estados Unidos normalmente eram contra atrelar legalmente os acordos climáticos definidos nas conferências anteriores, já que a maioria do Senado Americano, Republicana, vetava grande parte das decisões relacionadas à diminuição do uso de combustíveis fósseis. Para evitar que o Senado dos países, muitas vezes tendencioso pela ação de lobistas, como bem sabemos, vete decisões desse porte, será assinado um acordo na ONU em abril de 2016, para que essas leis sejam decretos presidenciais.

 A única questão é que o acordo não determina quando as emissões precisam parar de subir

e qual é o percentual da emissão que precisa ser cortado para que a temperatura não aumente mais do que os 2 graus, o que tonará a vida quase inviável no planeta. Mas já é considerado uma vitória e tanto, já que a partir de 2016, por lei, todos os países precisam unir forças e lutar juntos para que a raça humana e o planeta continuem vivos.Ah, vale lembrar também que os países que mais emitem hoje são (na ordem do maior para o menor):

China, Estados Unidos, União Europeia (considerada um bloco), India, Russia, Japão e... nós, o Brasil. E que o primeiro passo foi dado, mas agora temos que cobrar do governo o cumprimento das leis, que nesse caso serão ou não a nossa salvação.

Fe Cortez
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