Reconexão Amazônia | o que eu aprendi com a floresta

Publicado em:
23/5/2015
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Hoje, dia que escrevo esse texto, fazem exatas 2 semanas que voltei de uma viagem que mudou minha vida, minha forma de ver o mundo, minha forma de ver a mim mesma. Estou falando de uma viagem para a selva, nossa selva, a Amazônia. Há tempos queria conhecer a floresta e ver a beleza das terras que, apesar de ocuparem mais de 60% do território brasileiro, ainda são tão desconhecidas para nós. Queria sentir a força das águas da floresta que abastece o Brasil, que regula o clima da América Latina, que faz com que nosso país seja tão abundante. Mas que é uma terra de ninguém, onde desmatamento, grilagem e crimes ambientais são cometidos inclusive pelo governo. O que falar da transposição de um rio em pleno 2015, com tantas alternativas mais eficientes de produção de energia. Mas de fato, tudo o que eu disser aqui não representa 1 centésimo, isso mesmo, 1 centésimo da experiência e da força da floresta. Não dá pra descrever a Floresta Amazônica sem citar a sua abundância e a lição de abundância que ela traz. Exuberância também é uma das formas de tentar, apenas tentar, exprimir o que é sentido por todos os poros, chakras e campos energéticos do nosso corpo quando estamos lá. A Amazônia é tão abundante e tão exuberante que eu poderia passar a vida inteira só observando suas espécies e mesmo assim não conseguiria absorver tudo. Em tempos de pensamento de escassez, crise e tudo o mais que nos faz recuar, ter medos e aflições, estar na floresta é um lembrete poderoso que podemos e devemos vibrar na abundância e viver na abundância.

A Amazônia é forte, a Amazônia é muito forte. A energia da floresta é algo que nunca vivenciei, que nunca imaginei. Tocar numa árvore com mais de 600 anos, a sumaúma, é no mínimo fazer seu coração disparar. Fez o meu, e mais do que isso, fez minha mão tremer, muito. Mas meditar sob os pés dessa árvore, em silêncio absoluto da mente, porque a floresta não para, a floresta tem sons que te surpreendem a cada instante, é aprender importantes lições. É conectar a nossa essência à rede, à teia, à essência do que muitas vezes esquecemos que somos: NA-TU-RE-ZA. Assim mesmo, em CAPS e separado, pra ver se a gente lembra disso. Lá é muito clara a noção da teia, da rede, de que tudo, absolutamente tudo, está interligado. E isso é zero bicho grilo, a física quântica e a biologia, bem como a complexa teoria de sistemas estão aí pra provar que sim, tudo que se faz aqui, ecoa ali. E o ali pode ser na Ásia. É tudo energia, e como a energia da floresta é forte e nos abastece. E só se tem essa noção lá. Conectada aos sons, aos cheiros, aos gostos e aos mistérios da floresta. Diversidade também é mais um aprendizado da floresta, e como eu preciso desse aprendizado, de conviver em perfeita harmonia com todas as espécies. Ver a relação perfeita de todas aquelas milhões de espécies vivendo mais do que de forma harmônica, de forma interdependente, me fez refletir muito sobre o potencial que a raça humana tem de se entender melhor, de cocriar, de se relacionar de um jeito muito mais próspero para todos.

Mergulhar nos rios amazônicos, nadando a poucos metros de botos, e peixes que você não vê, sim, as águas amazônicas são escuras, é indescritível. Claro que o primeiro mergulho dá um medinho, que passa nos primeiros 5 segundos sentindo aquela água aveludada na pele e o acolhimento que aqueles rios de águas calmas nos proporcionam. É muito lindo e é muito feminino, e sim, mais uma lição da floresta. Posso seguir aqui descrevendo a experiência de ver a lua cheia nascer por detrás de uma castanheira, a árvore que dá o ouriço, que dá a castanha do Pará, ou do Brasil, ou da Amazônia, como eles dizem por lá, e o sol se pondo ao mesmo tempo e o desbunde de estar ali no meio, numa humilde canoa, se sentindo tão pequena e tão parte do todo e tão plena ao mesmo tempo. Poderia também falar sobre os cantos dos pássaros, altos, lindos, cheios de tons e harmonias. Ou da sabedoria dos ribeirinhos, que dentro da floresta sentem o cheiro do macaco, ou percebem uma cobra verde, no meio do mato todo verde, assim como nós trocamos mensagens de wtsp. Ou da experiência de dormir numa rede, no meio da mata. São tantas coisas pra falar e pra lembrar e pra me emocionar. Mas não precisa, a Amazônia fala por si, como diz a Karina Miotto, minha amiga e potencializadora de pessoas como eu gosto de dizer, a Amazônia ensina, a floresta fala e ela te chama. E graças à Karina eu pude vivenciar essa reconexão comigo mesma, com o meu propósito de vida, com meu caminho, meus desafios e minhas virtudes. Karina, seu projeto, o Reconexão Amazônia, é uma das cosas mais incríveis que já vivi. Gratidão por ter me levado, e com toda sua generosidade, ter facilitado essa vivência na floresta. Só pra terminar, volto para o começo, tudo o que eu disse aqui não chega a 1 centésimo do que eu vivi lá. Agradeço à Amazônia por ela ainda existir. Agradeço a todos que batalham pra ela continuar existindo. E desde então eu me junto a esse grupo! E convido você, na verdade mais do que isso, eu intimo você que me lê nesse momento a batalhar pela preservação da floresta. Porque ter a Amazônia viva amanhã depende do que todos nós, juntos, fazemos hoje. E desejo que todos possam visitar a floresta e vivenciar por si tudo o que vivenciei! Que assim seja!

Fe Cortez
Por:
Foto do banner: The Wasted Blog
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