O que é ESG?

O que é ESG?

Publicado em:
23/3/2021
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Você já deve ter visto a sigla ESG por aí. Ela determina 3 pilares fundamentais pra prosperidade de cada vez mais organizações pelo planeta: Ambientalismo, Social e Governança (em inglês: Environmental, social and governance). As empresas que seguem essa diretriz se comprometem a cuidar do próprio impacto no que diz respeito aos temas de sustentabilidade, relacionamentos, direitos humanos e trabalhistas e modelo de gestão. E já é parte da agenda estratégica de diferentes setores e base para tomada de decisões financeiras e de investimento de muitas empresas.

E o que significa?

Significa que empresas que não estejam de acordo com essa ideia de futuro e compromisso podem ficar pra trás. Empresas que degradam o meio ambiente, usam carvão como principal fonte energética ou que descartam lixo nuclear, por exemplo, sem qualquer visão de mudança ou compensação terão cada vez menos espaço no mercado. Isso também se aplica às organizações que ignoram a proteção de dados dos clientes, a importância do relacionamento com seus compradores, os direitos humanos, trabalhistas e a importância da diversidade entre seus colaboradores. E, por último mas não menos importante, negócios que estão envolvidos em corrupção ou conduta ética questionável também entram nesse compromisso da ASG.

O interesse por esses temas quadriplicou nos últimos 5 anos e os fundos com compromissos socioambientais já chegam a 1 trilhão de dólares. Uma pesquisa da PwC destacou que 77% dos investidores vão abandonar produtos e empresas que não estejam alinhados com as diretrizes ESG até o ano que vem. Até 2025, 57% dos ativos de fundos mútuos no continente europeu estão em fundos que cuidam dos critérios ESG, representando quase 9 trilhões de dólares em relação a 15% do final de 2020. As diretrizes pautas no meio ambiente, nas pessoas e na gestão já são realidade do mercado financeiro.

Desde quando ESG?

Parece novidade, mas não é. Desde 2004 que a ESG se apresenta como uma oportunidade pras empresas do planeta, através do relatório "Who Cares Wins" (Quem ganha importa), uma iniciativa da ONU em parceria com o Banco Mundial. O documento reuniu 9 países e 20 instituições financeiras pra cuidarem a inserção dessas pautas nos investimentos dos negócios. E surgiu de uma provocação do então secretário-geral Kofi-Annan a 50 CEOs de importantes instituições financeiras sobre como cuidar do social, ambiental e da governança no mercado de investimentos.

Várias pessoas despertas mudam o paradigma

A verdade é que ESG não é uma tendência, mas uma realidade. Cada vez mais o mercado vai valorizar e investir em negócios de impacto socioambiental e que cuidem do elemento humano na rede de clientes, stakeholders e colaboradores. As empresas precisam existir pra além do lucro, precisam servir à vida e são fundamentais pra mudarmos o modelo de produção e consumo em que vivemos. É claro que precisamos de atenção: muitas empresas podem aderir à prática do greenwashing pra se encaixarem nessas diretrizes. Mas exercer cidadania é exercer autorresponsabilidade, ou seja, é seu papel também checar e observar quais organizações estão praticando o discurso.

Não há mudança de paradigma sem o envolvimento dos que cuidam do planeta e as empresas fazem parte disso. Quer saber mais sobre ESG, ativismo corporativo e negócios de impacto socioambiental? Segue a gente no Linkedin :)

Nina Marcucci
Por:
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