Conheça o projeto maravilhoso dos Lowconstrutores Descalzos

Conheça o projeto maravilhoso dos Lowconstrutores Descalzos

Publicado em:
5/7/2015
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Conexão é aquilo que liga, que une, que relaciona. Foi o que fez com que Irina, Diego, Sofia, Bruna, Thiago Óscar, Thiago Coutinho e Marcelo se juntassem pra virar um, em torno de um objetivo maior que tudo e que todos: "o amor pela Gaia, pelo planeta Terra", como resume Irina, "O que nos motivou foi uma demanda interna de gerar um saldo positivo dentro desse macroorganismo que vivemos". Dos sete, tem gente do Brasil, do México, de Portugal e da Ucrânia - e todos se uniram em torno de fazer a realidade com as próprias mãos. Literalmente. Se conheceram no TIBÁ, Instituto de Tecnologia Intuitiva e Bioarquitetura, em 2012, quando aprenderam teorias e práticas sobre novas formas de construir. Mas a coisa vai além do que apenas tetos verdes, permacultura, tratamento de águas cinzas e negras ou agrofloresta. "A proposta é de autonomia, de desapego, de interdependência, de poder produzir nosso alimento, construir nossas casas, proteger nosso lugar", eles dizem.

Depois do programa de aprendiz, eles  se uniram para criar o LowConstrutores Descalzos, projeto que tem como foco a sustentabilidade no seu sentido mais pleno. "No TIBÁ tivemos contato com grandes mestres nesse tema do mundo todo e queríamos sair por aí espalhando e resgatando esse conhecimento ancestral", Marcelo reflete. Entre eles, arquitetos, construtores, administradores e artistas plásticos que focam o seu conhecimento em três frentes diferentes: educação, arquitetura orgânica e bioconstrução. Cada uma delas extremamente complementar à outra e também bastante poderosa por si só. Na primeira, eles saem Brasil adentro dando cursos e seminários sobre novas formas mais integrais de se construir com o intuito de trocar informações e levar inspirações. Pra conectar mais e mais pessoas em volta desse objetivo natural e sustentável. Inclusive, vão rolar cursos em São Paulo e em Alter do Chão, no Pará, em breve (mais informações aqui).

A arquitetura orgânica, segunda desses frentes de ação, se manifesta através de projetos arquitetônicos criados por eles, contratados por gente que enxerga que a casa é, sim senhor, um organismo vivo. "Para criarmos o projeto, passamos por vários processos que vão desde a antroposofia (uma ciência espiritual) que trabalha uma conexão profunda com o meio ambiente, passando por entender as influências bioclimáticas do local, os sonhos de quem vai habitar aquela casa, meditações para conectar, danças e modelagens com argila para trazer formas orgânicas reais que se encaixem nesses sonhos", Irina, que é arquiteta orgânica, explica. No fim, a ideia é conectar (de novo) o ser humano em todos os planos, do autoconhecimento ao autodesenvolvimento, com aquilo que faz sentido dentro e fora de nós.

Por fim, chega a terceira das frentes, a bioconstrução. Depois de ter o projeto pronto, criado coletivamente por quem mais se interessa nela, chega a hora de colocar a mão na massa. "É como colocar pra fora a necessidade primitiva de moradia e poder fazer a sua própria junto da sua família com o material que você alcança com seus olhos e mãos", Marcelo, que é bioconstrutor, conta. A ideia é empoderar as pessoas para compreenderem os processos de construção e colocarem energia pra levantar a casa. Eles contratam gente local para ajudar, mas "O projeto ideal é colocado em prática por quem vai morar nele", Marcelo conta. Nesse momento, diversas técnicas completamente sustentáveis são trazidas. "A gente usa materiais que são abundantes no lugar, técnicas como adobe, pau a pique e terra ensacada, tintas naturais e teto verde", Marcelo diz. Além disso, eles usam métodos de reaproveitamento e cuidado das águas negras (sanitárias) e cinzas (chuveiros e torneiras), filtros biológicos, banheiros secos, iluminação natural e por aí vai. Conexão com uma consciência fundamental para mudar o rumo insustentável que tem rolado.

"Tem que rolar uma grande virada", Irina reflete, "A gente sente que o estilo de vida das pessoas tem que mudar e seguir uma linha mais sustentável e isso tem que ser feito já, agora". E é por isso que eles sete vêm dedicando suas vidas a espalhar esse conhecimento, tão antigo, simples e verdadeiro, para mais e mais pessoas. A ideia é chegar nas grandes cidades como São Paulo e Rio ("Para integrar e não isolar"), mas por enquanto estão atuando em áreas não tão urbanas. A última que fizeram foi o projeto de uma escola, em Recife, que nasceu da vontade dos pais em participar e criar um canto especial e uma alternativa de educação pros seus filhos e em breve vai ser construída por eles mesmos. "Chegou a hora de equilibrar todo esse desequilíbrio", Marcelo coloca. E de desconectar um pouco de todos os padrões que estamos habituados para conectar com aquilo que realmente vale - e que é fundamental para que as próximas gerações consigam viver bem por esse mundão, tão extenso e tão conectado.

Olivia Nachle
Por:
meio
Foto do banner: The Wasted Blog
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