Reciclável x Reciclado | long necks

11/1/2018

Verão tá aí e precisamos falar sobre as long necks. A gente fala sempre que o consumidor, junto com a indústria, é corresponsável pelo lixo gerado no planeta, né? Isso também vale pra aquela cervejinha do fim de semana. Você já viu o episódio do “Dicas da Fe Cortez” sobre escolher entre lata, vidro ou PET na hora de beber alguma coisa gerando o menor impacto possível ao planeta? Dá um play:

 

Mas e as long necks? Elas são simpáticas, práticas e super vendidas por aí. E tudo bem, afinal, vidro é reciclado, certo? Bom, se você já assistiu o vídeo da Fe sabe a resposta na ponta da língua, mas a gente te conta um pouco mais. As garrafas de vidro são recicláveis, sim, mas têm um contratempo importante quando assunto é a reciclagem: pelo peso e por quebrarem com facilidade, não são atrativas para as cooperativas e têm pouco valor de mercado. Fora isso, as garrafas precisam estar vazias e higienizadas. A real é que as long necks não são reutilizáveis e pouquíssimo recicladas no Brasil! Elas são conhecidas como embalagens “one way”, ou seja, sem chance de um segundo envase. Pra competir com as latas de alumínio, a indústria mudou a sua composição química, o que impossibilita a sua reutilização.  

  Existem apenas 5 fábricas no Brasil que reciclam vidro, mas o peso inviabiliza o transporte das cidades até elas. Em Brasília, por exemplo, o vidro já não é mais um material classificado como reciclável, porque a fábrica mais próxima fica a quase 1000km da cidade. Lá, o Bar Pinella parou de vender long necks em junho do ano passado, porque as empresas não fazem a coleta reversa das garrafinhas: toda noite eram quase 220 kg de garrafas vazias que iam para o lixo comum. Em abril de 2017, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) apresentou uma proposta de lei para o DF para proibir a venda de bebidas em garrafas de vidro que não sejam retornáveis. Não receber as garrafinhas de volta significa que as empresas não garantem a logística reversa, ou seja, não se responsabilizam por esse resíduo sólido. E enviadas para os aterros e lixões, as long necks ainda são focos de doenças como a dengue, o zika vírus e o chikungunya, agravando o problema ambiental. Alguns lugares do Brasil já proíbem a comercialização das long necks, como Japurá no interior do Paraná e Nova Mutum no Mato Grosso. Segundo o portal FunVerde, elas podem demorar até 5.000 anos pra se decompor. Tomar atitudes sustentáveis pode ser mais simples do que você imagina. As garrafas de vidro de 600ml e 1 litro não se enquadram nesse cenário das long necks, porque elas são retornáveis. E, ainda que a taxa de reciclagem do vidro seja baixa (40%), lembra que é fundamental sempre realizar a coleta seletiva em casa e fora dela! Assim como é super importante pensar no nosso impacto enquanto consumidores para o planeta. Escolher uma cerveja em lata ao invés de uma long neck (que não é reciclada ou reutilizada) é uma atitude super importante e pode contribuir muito pro desenvolvimento sustentável do planeta em que vivemos. Já pensou quantas garrafinhas deixamos de consumir com essa decisão? Vamos juntos?    

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Em 1º de Janeiro de 2015 nascia o Menos 1 Lixo, um desafio pessoal da Fe Cortez, de produzir menos lixo e provar que atitudes individuais somadas constroem um mundo mais sustentável.

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