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Copos a menos pela fe em 2015

Hortas Comunitárias

+Inspiração

22
jun
2017

Você já parou para pensar sobre o ciclo da natureza? Já se perguntou, por exemplo, aonde estava aquele pé de alface antes de estar ali lavadinho e cortado na sua mesa? Ou o que acontece com o que sobra do seu jantar depois que você joga fora? Provavelmente não, e não precisa se culpar por isso.

Vivemos em uma sociedade imediatista que nos faz pensar que as coisas surgem do nada e desaparecem após o uso. Mas, obviamente, não é assim que acontece na prática. Tudo que consumimos tem uma história antes e depois do ato de consumo. A comida, por exemplo, não nasce embalada e nem aparece magicamente nas prateleiras dos supermercados.

É aí que entram as hortas comunitárias. Além de serem fonte de alimentos frescos, elas também ressignificam espaços urbanos, aproximam pessoas e são uma ótima forma de entender o ciclo natural dos ingredientes/alimentos.

 

 

Mas por onde começar?

O conceito de horta comunitária pressupõe que ela beneficie a comunidade, ou seja, é necessário que a horta tenha um impacto positivo na vida de quem vive em seu entorno e traga melhorias para o ambiente na qual está inserida.

Normalmente as hortas são instaladas em espaços urbanos improdutivos como terrenos baldios, telhados, jardins sem manutenção, etc. O importante é que o local seja ensolarado, plano e com fácil acesso de água.

Com a criação das hortas, os espaços, até então improdutivos, voltam a ser cuidados, frequentados e ganham um novo significado, transformando-se em espaços de convívio, lazer e educação.  

 

 

Para plantar é necessário se envolver no processo e se dedicar ao cuidado; aprender sobre as espécies, suas necessidades e fragilidades e entender que o lixo orgânico decomposto tem muito valor nessa cadeia produtiva.

Gostou da ideia? Que tal ir visitar uma horta comunitária pra ver como funciona na prática?

Aqui no Rio, temos a da General Glicério, em Laranjeiras. O projeto começou com 15 moradores que resolveram testar a fertilidade da terra de um terreno particular abandonado desde a década de 70. Hoje, além dos 15 moradores que se dividem nos cuidados cotidianos, também é comum surgirem pessoas interessadas em conhecer o projeto e com doações de sementes e lixo orgânico para transformar em adubo.

 

 

Na Gávea, alunos da PUC se uniram para transformar um canteiro abandonado em horta. Sem muito espaço em casa, eles enxergaram ali, na esquina das ruas Marquês de São Vicente e Vice Governador Rubens Berardo, uma oportunidade de fazer testes e contribuir com a vizinhança.

 

 

No Cosme Velho, alguns moradores se cansaram da situação crítica de um pequeno espaço em frente à Praça São Judas Tadeu e resolveram ocupá-lo com uma hortinha. Hoje mais de 25 espécies se espalham pelo local.

As hortas também invadiram São Paulo!

No Bairro do Butantã, em uma praça entre as ruas Souza Reis e Corinto, fica a Horta da Vila Indiana. Com extensão modesta, ela também é conhecida como “Hortinha do Kiko”, em homenagem a um morador querido da região.

 

 

A horta é aberta a todos que quiserem cuidar e colher hortaliças, temperos, pimentas. Todo domingo de manhã os moradores se encontram para compartilhar vivências e fazer a manutenção do trabalho.

A Horta do Ciclista fica na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista e é uma iniciativa do grupo Hortelões Urbanos.

 

 

Uma das hortas mais conhecidas em São Paulo, a Horta das Corujas,  é localizada na Praça das Corujas em frente à Avenida das Corujas, esquina com a rua Paschoal Vita, no bairro Vila Beatriz. O local já foi palco até de festa de casamento.

 

 

O grupo se articula principalmente nas redes sociais, sempre trocando informações sobre o que fizeram e o que preciso ser feito na horta. As regas são realizadas por escala, ao menos duas pessoas ficam responsáveis por cada dia da semana.

Animou? Então quando visitar uma delas, tira uma foto e marca a gente 😉

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