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Copos a menos pela fe em 2015

Comida boa que iria pro lixo, vai pra mesa de moradores em situação de rua na Lapa

+Inspiração

09
ago
2016

Por Talita Gamboa

No mundo são quase 1 bilhão de pessoas que passam fome, enquanto 20% dos alimentos são desperdiçados. No Brasil, por dia, 39 mil toneladas de comida vão parar nos lixões, o que daria para alimentar 19 milhões de brasileiros diariamente. Sem contar no descarte incorreto que transforma o resíduo orgânico, que poderia ser compostado e gerar biofertilizante, mas acaba emitindo gás de metano ao se decompor com outros resíduos nos aterros do país.

Pensando em tudo isso e aproveitando o momento com os Jogos Olímpicos, eis que surge uma ideia: um restaurante, que alimente  moradores em situação de rua e pessoas com outras vulnerabilidades sociais, com os alimentos excedentes e não manipulados do Parque Olímpico.

“A ideia do Refettorio Gastromotiva no Brasil, tem quatro pilares: assim como em Milão, o primeiro pilar é o combater a fome; o segundo, o combate ao desperdício; o terceiro está no DNA da Gastromotiva que é o desenvolvimento de jovens e a introdução ao mercado de trabalho; o quarto é o que eu conto com a ajuda de vocês e é o elemento da educação”, afirmou David Hertz, chef e fundador da ONG Gastromotiva.

Cred. Monique Paoletti(Foto: Monique Paoletti)

Se você não sabe do que se trata o Refeitório Ambrosiano da Expo, a gente relembra! 😉

Não é preciso pontuar ainda mais a importância do Massimo no processo, né? Mas se você ainda não conhece o trabalho da Gastromotiva, vale saber que estamos falando do maior movimento de inclusão social através da educação e da gastronomia do Brasil.

E como a rede do bem só cresce, eis que Alexandra Forbes, jornalista de gastronomia, apresenta Massimo ao David em um desses grandes eventos de culinária. O encontro rendeu um convite ao chef brasileiro, para que ele cozinhasse na feira de Milão e, alguns meses depois, nascia um projeto tão lindo quanto, só que aqui, no Rio.

Massimo Bottura, David Hertz e Alexandra Forbes

O refettorio não tem chef, só tem cozinheiros e chefs convidados. A cozinha vai ter de 4 a 6 jovens da Gastromotiva, que já se formaram, são professores e vão treinar outros jovens. Durante 1 ano nós vamos ter 18 alunos, 9 no salão e nove na cozinha, sendo treinados para serem cozinheiros, padeiros, garçons e confeiteiros”, contou David.

O espaço que foi cedido pela Prefeitura do Rio por 10 anos, conta com mesas coletivas e um total de 108 lugares, uma cozinha aberta para o salão e uma arquibancada para os encontros educacionais, portas enormes para o aproveitamento da luz natural e que funcionam também como um belo convite para quem passa pela pracinha – que tão logo deve receber um horta. A decoração conta com a curadoria artística de Vik Muniz! 😉

A estreia que aconteceu hoje com Massimo Bottura, segue a programação com Alex Atala (11/8), Leo Paixão (13/8), Rafa Costa e Silva (14/8), Alberto Landgraf (15/8), Alain Ducasse (18/8) e muitos outros que vamos mostrando aqui!

Se você, assim como nós, ficou apaixonado pelo projeto, saiba que o espaço ficará aberto para visitação das 12h às 16h, e entre 13h e 13h30, vão rolar debates sobre temas como desperdício e preconceito. Os jantares serão gratuitos, às 18h, para a população vulnerável e, a partir de outubro, serão servidos almoços para o público em geral com o conceito “pague o almoço e deixe o jantar”. Mais uma boa notícia: você pode se voluntariar para servir as refeições, é só enviar um e-mail para voluntarios@gastromotiva.org e aguardar o contato e instruções.

Se você não vai conseguir visitar o Refettorio  Gastromotiva (Rua da Lapa, 108) por esses dias, acompanhe-nos pelas redes que traremos mais sobre o que tá rolando no espaço! 🙂

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